terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Break Dance na Black Mamba


Break Dance
de
André Ruivo

28º volume da MMMNNNRRRG, co-editado com The Inspector Cheese Adventures
Design: Jorge Silva / Silva Designers
120p A4 a cores, 18,5x28,5cm, capa a cores
ISBN: 978-972-8515-31-7

Apoio: Delta Cafés

PVP: 18€ (30% desconto para sócios da CCC), à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Linha de Sombra, El Pep, Pó dos Livros, Nouvelle Librairie Française, Artes & Letras, Mundo Fantasma, Distopia, Matéria Prima, livraria da Fundação Serralves, Bertrand, Letra Livre (ZDB), Tasca MastaiCAPCUtopiaBlack Mamba e Inc.

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André Ruivo regressa com um terceiro livro de desenhos - se ignorarmos os vários volumes mais modestos no mundo dos fanzines e edição de autor que entretanto saíram - desta vez sob chancela da MMMNNNRRRG

A parceria com esta editora de "só para gente bruta" parece óbvia, os desenhos de Ruivo exploram um grafismo descomprometido e espontâneo que só se encontra no mundo da Art Brut

Neste grosso volume aparecem dezenas de desenhos que tropeçam na flânerie de Ruivo pelas ruas de Londres com o gozo estético Ruivo pelo Yellow Submarine e o gosto pelos gestos mundanos à Tati. Daí que no livro de folhas de cadernos pautados e quadriculados cabem todas extravagâncias e absurdos, de homens-canídeos-vestidos-vai-chover, burkas-para-fumadores, swingers-pouco-convictos, gente-desconfiada-armada-em-mimos, enfim uma multidão de personagens anónimas que ninguém quererá abordá-las - nunca!. 

Parece ser um livro "fixe" mas não é! A MMMNNNRRRG só edita má onda... e se calhar este deveria ser o nosso segundo slogan!

Feedback: 

I like it a lot. a true/false sketchbook 
Jean-Christophe Menu

Liberdade! Coisa única para o homem e respectiva sobrevivência. É esta a demonstração oferecida pelo recente livro de André Ruivo. Break dance. Mas tomem atenção, muita atenção! Não leiam estas ilustrações como desperdício infantil que ocupa muito do espaço psicanalítico da Arte com redes paternalistas de segurança ou acusações iradas contra um passado qualquer. As páginas finais, suspensas nos traços compactos de esferográfica preta, são dessa história prova e redenção! As pontes executadas pelos traços, ilusoriamente descomprometidos e insconscientes, lançam para dentro de nós as hifas de um futuro que gostamos de ter na mão. Doa a quem doer! 

Lançamento na Flur no dia 8 de Dezembro 2015

Ruivo continua na sua exploração de abarcar o mundo, uma página de cada vez. Há algo de infantil nesta espécie de alegria em ocupar uma folha com um desenho e nada mais, declará-lo terminado e passar ao próximo. Todos em papel pautado, estes desenhos são criados a esferográfica, lápis ou lápis de cor, e quase sempre de figuras isoladas, umas paradas, outras em movimentos. Retratos, talvez, de personagens que misturarão alguma capacidade de observação do autor às mais estranhas idiossincrasias das pessoas reais e uma boa dose de inventabilidade no momento do próprio desenho. Para o final do volume, ao invés de transeuntes sob a forma de semi-palhaços ou amantes de camisolas de lã tricotadas e coloridas, começam a ocupar mais espaço personagens de fartas cabeleiras, cobertas com mantos, capas, burkas, sacos de plástico ou surgindo em silhueta, em manchas cada vez mais envolventes de esferográfica preta riscada com alguma intensidade (é visível o volume imposto ao papel, embolado, pela acumulação de linhas e tinta). 

Break Dance é uma galeria de seres humanos ou representações pós-humanas. Nós os monstros humanos. Uma edição da MMMNNNRRRG, do editor alternativo com mais anos de teimosia de banda desenhada e de ilustração, também amado e conhecido entre nós como pior desenhador do mundo. 
Alice Geirinhas (via Facebook) 

Um conjunto de desenhos onde predomina o traço espontâneo, riscado e colorido sobre papel pautado ou quadriculado, que resulta das deambulações do autor pelas ruas de Londres. Depois de várias incursões pelo mundo dos fanzines e da auto-edição, André Ruivo regressa aos livros e volta a confirmar o seu valor no panorama da ilustração e da banda desenhada portuguesas. 

4 estrelas  

Para lá das referências que emergem sob um olhar atento (Robert Crumb, Philip Guston, Kafka, Robert Balser, criador dos terríveis Blues Meanies do filme Yellow Submarine, de 1968), há uma que salta do papel: a cultura urbana. As actuações de breakdance de rua sempre me fascinaram. Os movimentos quebrados, repetitivos, quase máquinas, a deformação do corpo. Acho que os breakdancers apanham bem uma certa loucura dos gestos repetitivos quotidianos, das pessoas mecânicas”. 


um caderno de desenhos de André Ruivo, muito bem recriado na sua espontaneidade construída, e no qual se retratam, de forma independente, diversas personagens claramente humanas em diversas actividades, mas distorcidas até ao limiar do grotesco. As distorções parecem indicar, quer interpretações impressionistas do autor sobre pessoas eventualmente reais, e de como se expõem/ escondem/ revelam em público, quer uma vertente libertária de experimentar a forma humana sem explicações. Individualizadas, é inevitável no entanto que a sequência de ilustrações sugira ao leitor um retrato global. Se sobre as figuras representadas, se sobre o autor seria outra discussão.
Jornal de Letras

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PREVIEW:
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sobre o autor: 

nasceu em 1977 em Lisboa onde reside. Licenciado em Design de Comunicação pela FBAUL. Colaborou como ilustrador para o Público, O Independente, Combate, Visão, Ler e Op. Tirou Mestrado em Cinema de Animação pelo Royal College of Art em Londres, Inglaterra (Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian) e realizou os filmes A Fantasista (2003), Art (2005), A First year Film (2005), A Second year Film (2006), Januário e a Guerra (2008), It´s Moving (2010), O Dilúvio (2011) e O Campo à Beira Mar (2014).

Como músico é mais conhecido pela banda Rollana Beat e editou dois discos a solo. Editou o fanzine Camaleão (1993), participou nas CriCa Ilustrada com ilustração e BD, fez a capa de Algumas Pessoas Depois (de Rafael Dionísio) e participou no Futuro Primitivo com BD e música. No dia 1 de Abril 2012 foi lançado o livro Mistery Park, um caderno de desenhos realizados em Londres em 2006, pela Chili Com Carne e The Inspector Cheese Adventures.

Bibliografia: Sleuth Hound Song = A canção do cão raivoso (colecção 7", The Inspector Cheese Adventures; 1998), Bug (col. Imagens de Bolso; Bedeteca de Lisboa; 2001), Biblioteca (The Inspector Cheese Adventures; 2011), Mystery Park (colecção CCC, Chili Com Carne + The Inspector Cheese Adventures; 2012), Gangsters (The Inspector Cheese Adventures, 2012), Há uma altura do dia (The Inspector Cheese Adventures; 2014), Breakdance (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2015) colectivos: Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa; 1998-2004), Mis primeras 80.000 palabras (Media Vaca; 2002), Futuro Primitivo (colecção CCC, Chili Com Carne; 2011)

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