quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Espelho de Mogli / metade da edição esgotada



   
         
                                      

O Espelho de Mogli
Por

26º volume da MMMNNNRRRG
ISBN: 978-989-97304-7-2
56p a 2 cores, 25x30cm
500 exemplares

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PVP: 10€ (desconto 30% para sócios da CCC) à venda na loja em linha da Chili Com Carne, El Pep, Mundo Fantasma, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Artes & LetrasPó dos LivrosMatéria PrimaLetra Livre, Tasca Mastai, BdManiaLACLinha de SombraUtopia e Nova Livraria Francesa.

ATENÇÃO:
este livro é muito frágil, devido a esse factor terá uma distribuição extremamente limitada sendo que metade da edição já se encontra esgotada.

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Olivier Schrauwen não deixa nunca de me inspirar. É o autor mais original que encontro desde Ben Katchor e Chris Ware. - Art Spiegelman 

Pegando no Livro da Selva de Rudyard Kipling, quer dizer, apenas no cenário e o nome da personagem, Olivier Schrauwen apresenta-nos uma tragicomédia entre o encontro de um símio e um menino selvagem, numa Banda Desenhada que não usa palavras e que emprega estéticas gráficas com cheiros do passado sem que isso afecte o seu real valor contemporâneo que faz dele, segundo muitos especialistas como é um dos cinco autores de banda desenhada de vanguarda mais importantes no panorama mundial actual...

O autor flamengo emprega espelhos deformados para reflectir sobre o papel do Homem no Mundo e a fina fronteira que separa o homem do animal.

Este livro é um "remake" com um novo tratamento das cores, aumento de páginas e de formato, de um livro saído em 2011 que foi seleccionado para os Prémios do Festival de BD de Angoulême.




Feedback : Schrauwen tem já um passado na àrea da animação, da ilustração e da banda desenhada. Alguns dos seus trabalhos - que partem das premissas da escola da "linha clara" mas vão bem mais além destas -, são hoje clássicos contemporâneos que receberam aplausos por parte dos seus pares, críticos, leitores ou estudantes de design e de escolas de arte. Comicology ... ¿Cómo llamamos a esto? Como género, quiero decir. ¿Comedia primitivista? Da lo mismo, claro. Es una historia que precisamente por ser muda pude profundizar en una pulsión preverbal, que podría definirnos: son pocas las especies animales que pueden reconocer su reflejo en el espejo, y ser conscientes, por tanto, de su propia identidad. Vida, muerte, sexo e identidad: Mowgli en el espejo trata todos esos temas presentes en la ficción desde sus inicios pero consigue un contraste tan violento como acostumbra al abordarlo desde la vanguardia más radical y el estilo de dibujo más inhumano del que es capaz. Entrecomics ... Se hoje vivemos no “futuro negro" e só visitamos o passado enquanto nostalgia, a única solução é restituir os dois tempos e comunicar com eles. A banda desenhada é perfeita para isso e Schrauwen um acertado porta-bandeira. Clube de Leitura Gráfica ... O oráculo de Delfos continha duas lições inscritas no seu portal: “conhece-te a ti mesmo” e “nada em excesso”. Será possível que o auto-conhecimento também poderá ter um excesso? Será esse excesso aquele atingido por Mogli? Eis uma possível interpretação de um exercício visual, narrativo, estrutural mas também filosófico, na banda desenhada, magnífico da parte deste autor.  Pedro Moura / Ler BD ... O espelho do Mogli, é muito triste. muito bom! As cores são incríveis também.Tiago Baptista (por e-mail) ... um objecto notável Sara Figueiredo Costa / Actual / Expresso ... é lindo de morrer Goran Titol ... o lançamento mais relevante de 2014 Gabriel Martins / Alternative Prison ... é sensacional André Ruivo ... Melhores do Ano 2015 (através da edição inglesa) segundo Paul Gravett  ... Com um conjunto de obras internacionalmente reconhecidas inéditas no nosso país, a primeira obra de Olivier Schrauwen publicada em Portugal em nada o envergonha, tendo sido incluída na Sélection Officielle a concurso no Festival d’Angoulême 2012. Trata-se de uma banda desenhada muda mui livremente baseada no personagem d’O Livro da Selva de Rudyard Kipling, onde é narrada uma tragicomédia com laivos de fantasia sobre o encontro do nosso selvagem com um símio. Mais que uma aventura, cria-se uma desventura obsessiva na procura de família e constituição de uma família que, aparentemente, se revelará não tão importante assim… Bandas Desenhadas ...






terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dead Scene

Aconteceu mais uma Feira Morta este Sábado (na porreira Cinemateca) mas há  poucos motivos de entusiasmo tirando o facto de ter sido uma festa para encontrar amigos e conhecidos logo a seguir às férias, e claro, a visita do Camarada Lam de Valência - um grande artista e editor que parece-me que pouca gente reparou, na típica timidez parva dos portugueses. De resto? Mesma coisa de sempre, promoção fraca, programação paradoxal... E infelizmente, as mesas dos editores e dos artistas têm se apresentado como já há algum tempo em apenas meia-dúzia de folhitas agrafadas que voam muito facilmente quando vêm uma rabanada de vento. O que se passa com os estes ilustradores / autores de BD que pouco fazem? Que produzem ligeirezas? Será impossível de (ser eu a) responder a tal mas o inverso de tudo isto estava a poucos minutos a pé da Cinemateca quando se comemorava o dia de "open studio" na escola MArt. Falo de Rodolfo Mariano que nesse mesmo dia apresentou o seu trabalho enquanto artista residente, onde finalizou e lançou o livro Outro Mundo, Ultra Tumba.

Em formato A4 auto-publicou 44 poderosas páginas, trabalho desenvolvido durante os últimos cinco meses entre Coimbra e Lisboa. Ao que parece, para além dos livros, no "open studio" tinha os originais para consulta/ apresentação e estava disponível para toda e qualquer questão acerca do seu trabalho e projectos que está a desenvolver. Não deveria ser a Morta ser assim ou então o Mariano estar nela? Estamos num mundo às avessas sem dúvida...

Este OMUT é um pequeno colosso gráfico DIY que mostra trabalho, esforço e persistência. Tem uma estrutura clássica de narração, tipo Sherazade ou Os Contos de Canterbury, ou seja, personagens contam histórias uns aos outros ou se preferirem, há histórias dentro de histórias. Neste caso é uma guitarra, uma caveira e três alienígenas a mamarem vinhaça num descampado que vão contando cenas, topam? É o que as pessoas, se fossem ainda humanas, deveriam fazer sempre desligando os smart-phones e o fezesbook...

A "coisa" quase roça para o Heavy Metal fajuto de "Espada & Bruxedo" mas usa calão da streeta para não cair no ridículo. É que ridículo já o é a fantasia e o palavreado do Metal mas como Rodolfo eleva-a ao quadrado, a coisa torna-se airosa de se ler. Ehm... Mesmo assim, admito que adormeci duas vezes ao ler a sua prosa literária mas a desculpa é que além de não perceber nada da exagerada confusão que vai práqui (mete meta-física à Hawkwind acho) e estar-me a cagar para o que está acontecer na realidade (o pós-modernismo não perdoa), o livro tem ainda "power" - é das poucas edições DIY actuais que se não tivesse texto e fosse mais um dos milhares de "graphzines" que andam praí, ainda assim o compraria!

Desenhos lambidos para quem curte o Dark sem homo-erotismo ou folhados à D'Artagnan, grafismo de autista Art Bruteiro (quem viu os originais diz que são maravilhosos!) ou para quem esta em sintonia com o Petit Comitê del Terror e outros monstros pictóricos pela Europa fora. Tem algo de excitante como os primeiros zines de David Soares ou o Carneiro Mal Morto de Rafael Gouveia nos finais dos anos 90, é material negro mas não cheira a mofo. Seja quais as razões que Mariano tem para escrever ou desenhar assim, independente do que transmite ou que o leitor perceba, topa-se que a produção vêm do fundo do seu corpo (da próstata ou do dedo médio do pé tanto faz) e que essa pujança não pode ser apagada nem esquecida. No meio de tanto zines e/ou livros monográficos que pupulam na Morta poucos se erguem e mantêm-se de pé como este pequeno menir impresso do século XXI. Parabéns, meu!

domingo, 25 de setembro de 2016

Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno /// ESGOTADO ... SOLD OUT


one comix collection about the WINTER (Inverno, in Portuguese) to comemorate 20 years of the zine Mesinha de Cabeceira created by Pedro Brito and Marcos Farrajota in1992
published by Chili Com Carne 
edited by Marcos Farrajota
designed by Joana Pires 
covers by José Feitor e Pedro Brito 
500 copies, 352 A6 b/w pages ALL in ENGLISH
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Antologia comemorativa dos 20 anos do zine Mesinha de Cabeceira, criado em 1992 por Pedro Brito e Marcos Farrajota.
Publicado pela Associação Chili Com Carne
Editado por Marcos Farrajota
Design por Joana Pires
capas: José Feitor e Pedro Brito
Foram impressos 500 exemplares, são 352 páginas A6 a preto e branco. todas as BDs foram redigidas em inglês.



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Com trabalhos de / comix by João Chambel, Daniel Lopes, Sílvia Rodrigues, Afonso Ferreira, Rafael Gouveia, Sara Gomes & André Coelho, José Smith Vargas, Bruno Borges, João Maio Pinto, Silas , Stevz (Brazil), Martin López Lam (Peru/ Spain), Lucas Almeida, Dice Industries (Germany), Uganda Lebre, Filipe Abranches, Tea Tauriainen (Finland), João Fazenda  and Zé Burnay.
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Apoios / support: Instituto Português do Desporto e Juventude e Trienal Desenho 2012 
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ESGOTADO / SOLD OUT - maybe still some copies at Mundo Fantasma (Porto)Neurotitan (Berlin), Lambiek (Amsterdam), LAC (Lagos), Strips & Stories (Hamburg) and Orbital (London).
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Lançamento na exposição 20 anos do Mesinha de Cabeceira, 25 de Outubro, na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisboa. Released 25th October at the exhibition "20 years of Mesinha de Cabeceira" at Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisbon.



 

Feedback:
dei uma olhadela na Mesinha de Cabeceira, e parabéns, gostei muito do que vi, a capa e primeiras folhas estão muito boas, assim como as ilustrações do José Feitor a fechar a publicação, com as folhas só a uma cor... 

parabenizo-te pela excelente edição! Graficamente, o conteúdo é todo excelente, com soluções muito interessantes por parte dos artistas - em especial, a história do Chambel (...) das melhores do zine. (...) Grande edição, com uma autenticidade que se sente logo de imediato, muito boas BDs, bem impresso e acabado num formato muito cativante - com as "tripas de fora", à livro setecentista, como um verdadeiro objecto contra-cultural e "bruto" como se deseja - e das tuas melhores edições, como um todo, dos últimos tempos. Dou-lhe cinco estrelas!

 Despite the theme, “Winter” (surely of many discontents but celebratory nonetheless), the stories presented are solid, readable (even if not for the faint of heart) and supported by a great variety of bold, stylised and grounded artwork. 
Pedro Moura in Paul Gravett site

Em termos gerais, o tom desta nova antologia é de facto melancólico. Não deixa de ser algo expectável construir tramas em torno de cenários apocalípticos, paisagens inóspitas ou em que se desenrolam características colhidas de variadíssimos géneros para que sejam subvertidos numa certa amoralidade. É uma espécie de celebração pelo desencanto, de que as imagens criadas por Brito e Feitor são um signo potente. Não se cantam aqui vitórias, nem se glorifica o passado, e tampouco se esperam promessas de desenvolvimentos futuros muito específicos, mas constitui-se mais um gesto editorial muito marcante de um percurso, de uma atitude e de uma certeza em relação à forma de trabalhar, cujo testemunho é a própria existência deste pequeno grande tomo.

livro magnífico (...) tem excelentes trabalhos 

Que brutalidade! (...) Capas diferentes e tudo, parece uma cena sem fim! 
Silas (Pontos Negros)

fanzine já mítico (...) que cumpriu recentemente duas décadas de vida (...) O que talvez não tenham imaginado foi o potencial que se guardava naquelas primeiras páginas, em 1992, e que haveria de desenvolver-se numa teia de colaborações, experimentalismos, abanões estéticos e narrativos de toda a espécie e a capacidade de manter uma publicação arejada e vibrante ao longo de tanto tempo. De tal modo que quem queira, hoje, conhecer o que se faz no campo da banda desenhada de autor e com poucas preocupações comerciais pode continuar a usar o MdC, e concretamente este número 23, como guia fiável. (...) uma babel de traços e estilos numa estranha e inquietante harmonia, (...) E se a coerência do conjunto não nasce do traço ou do estilo, é provável que se deva aos temas, uma radiografia nítida daquilo a que chamamos ar do tempo, com o tom apocalíptico, o peso do desperdício, a contaminação (real, nos montes de lixo que excedem da indústria de consumo e ocupam os campos, e visual, nas manchas que parecem alastrar como fungos) e uma certa ideia de no future que deve muito ao punk, mas deve ainda mais aos dias que vivemos. 

nomeado para Melhor Publicação Nacional, Melhor Obra Curta (Filipe Abranches, João Chambel, João Fazenda) e Melhor Argumento (João Fazenda) para os Prémios Central Comics 2012

Some amazing inkwork and disturbing imagery
White Buffalo Gazette

sábado, 24 de setembro de 2016

ccc@feira.morta



Vamos lá mas não de forma normal! Como no espaço da Cinemateca já estão lá quase todas as nossas edições através da impecável Linha de Sombra não faz sentido estarmos em concorrência directa... Por isso, vamos levar para esta Morta pechinchas, edições raras e várias promoções... ou seja, ainda valerá a pena visitar a nossa mesa!

Última hora: a Ediciones Valientes visitam esta Morta! Ou seja o Camarada López Lam vai estar com com coisas boas demais! Que suerte!!!

Lapsos

Inês Estrada
Ed. Valientes; 2016

O Camarada Lam já chegou há dias e arranjou-me a nova produção das Valientes, o seu selo editorial. Trata-se de um romance gráfico da mexicana Inês Estrada, autora que não lhe dava grande credibilidade ou pelo menos achava o hype à sua volta demasiado grande, a começar pelo facto de que escrevia para a Vice, enfim... mas este livro é imprevisível e bonito. Insere-se, desculpem o cliché, no literário "realismo mágico sul-americano" mas temos de pensar que em 2016 o "mágico" é a teoria quântica e todo o fractal científico acoplado.
Numa história simples de jovens mex-punkitos com empregos de merda e vidas complicadas, acontece o imprevisível e acaba com uma moral positiva - tipo a vida afinal é do caraças. Estrada faz com elegância mesmo com o seu desenho tosco e energia narrativa sem nos deixar respirar muito. Obra que pode ser colocada na "Categoria Feminina" de obras termodinâmicas e geracionais como o Love Hole ou a Molly (?)... O livro é impresso a duas cores com o irrepreensível design que as Valientes nos tem sempre oferecido.
Eis mais uma razão para passar HOJE pela Feira Morta onde está lá o editor... Ah! o castelhano mexicano é realmente cheio de expressões pouco habituais para o nosso "portugnol" mas felizmente esta edição tem legendas em inglês para quem não entende "pendejo" ou "guama". Va!

ccc@feira.anarquista.do.livro.2016


Oito anos depois, les anarchistes voltam a convidar a Chili a participar na sua Feira Anarquista do Livro... Erro de casting? Jolas a mais? Revisão intelectual? Contra a atomização? É com gosto que iremos mas só nos dias 24 e 25...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tudo é bom quando é excessivo

O DJ Balli esteve cá em Lisboa e ainda estamos a recolher os restos de destruição... como é este CD The Pure Spirit of Rock'n'Roll (+ Belligeranza / Sonic Belligeranza; 2013) uma mix-tape de temas de Balli e camaradas da sua editora lançadas entre 2000 e 2005, em que a base é essencialmente o Breakcore. A samplagem vai a fontes tão boas como cavalos a relinchar e a cavalgar, acordeões da terra da pizza, histerias várias, Enya (ai!), pífaros e pifos, jungle old-school, leituras de coimas, manifestos de garageiros de barba rija e garageiras à séria! Isto com o salutar objectivo de trazer esse espírito rebelde do Rock'n'roll à música! Porque o R'n?R é que é rebeldia!!! Pois... eu acho que há aqui tanta ironia e sabendo que o Balli é um "agent provocateur" talvez seja melhor ficarmos só pelo Breakcore como a banda sonora para este final de Verão. Aproveitem que isto está a acabar...

domingo, 18 de setembro de 2016

chili com matéria no porto até 18 de Setembro


Como tem acontecido nos últimos anos, as nossas edições estão no stand da Matéria Prima na Feira do Livro do Porto - é incrível como este evento passou a ser bem melhor desde que os filhas-da-puta da APEL deixaram de o co-organizar, essa mesma Associação mafiosa que retirou o privilégio dos editores independentes terem os códigos de ISBN - a não ser que paguem 15 euros por título (!)...
Vivó Porto! E viva a Matéria Prima que segundo rumores vai reabrir o seu espaço físico em breve!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Olha a "concorrência"...





Uma concorrência na cena "indie" portuguesa não passa pelo dinheiro ou dimensão das "empresas" - é o que dá ter um mercado precário. Em compensação a concorrência mostra-se pela qualidade dos trabalhos e das edições apresentadas. Por isso, é mais quem tem a maior pila...
Não! Nem isso! É mais "pipis" e estão tapados... Not so Nude - Nus Vestidos (Serrote; 2016) saiu na mesma altura que o Harvested onde se atiçam as relações (sexuais?) entre Arte e pornografia - isto se quisermos votar as obras da pintura entre os séculos XVI e XX como pornográficas. Mas o autor Neo Nuvens (tem pinta de anagrama, quem será?) acha que sim e maravilhosamente desenhou com umas banais canetas esferográficas um livro que é uma homenagem a Daniele da Volterra - "o pinta-cuecas", odiado pintor maneirista italiano, encarregue de cobrir a genitália das personagens do Juízo Final de Miguel Ângelo na Capela Sistina, com andrajos e folhas de figueira, daí a sua alcunha. O autor deste livro foi além das recomendações do Concílio de Trento (que condenou a nudez na pintura religiosa e que empregou Volterra) e desenhou, a esferográfica, roupa interior em treze nus reclinados da pintura profana. Odaliscas, deusas, ninfas, amantes, prostitutas e esposas, expostas nas paredes de museus famosos, ficaram assim, de um momento para o outro, vestidas com combinações, camisas de dormir, soutiens, cuecas e meias. A única coisa que a edição peca é justamente este texto em itálico que sacamos do sítio oficial da editora não estar algures no livro para contextualizar melhor o trabalho publicado. De resto é bem divertido, menos genial que o Porno-Tapados e mostra que em Portugal há mais malta marota do que se pensa.

domingo, 4 de setembro de 2016

TendaGruta em k7 ... finalmente!!!


TendaGruta é um projecto de S.G. e André Coelho que participou na banda sonora do "comix-remix" Futuro Primitivo e que tem agora uma edição física (uma k7) pela Dissociated Records - assim, uma casa paralela da Signal Rex para sons "malaikos":

A new division of Signal Rex devoted to challenging, far-out sounds, Dissociated Records is proud to present Tendagruta's Ensalmo do Sargaço (...) 

Recorded in several locations between 2010 and 2012, Ensalmo do Sargaço gathers several tracks that were dissected and scattered through compilations or presented individually in several occasions and emissions. Across its six sprawling tracks, Tendagruta conjure a completely alien soundworld where vibrations both drift up from the abyss and descend from the cosmos; between those two disparate locales, the tones are minced in a manner most post-industrial. 

The aura thus created by Ensalmo do Sargaço is one of dislocation and disembodiedness, endlessly ringing rituals that penetrate the soul and instill smeared, bleary visions of a past that never existed and a future that already was. 

Of these six sprawls of sinister-yet-sensuous sound, Urfuto Tripimivo was originally published online by Chili ComCarne / You Are Not Stealing Records on the soundtrack compilation for the book Futuro Primitivo in 2011, and Il Culta was originally published on the Aural Bowels CD compilation by Latrina do Chifrudo / Soopa / Let's Go To War in 2010. 

Limited to 50 professional black cassettes, delivered with animal bones, the body has now been reassembled.

sábado, 3 de setembro de 2016

ccc@Warsaw.Independent.Bookfair‎


Some of our books are in this event... take some złoty to spend on them, please.