terça-feira, 31 de janeiro de 2017

QCDA #1000 [nota de imprensa]


Zé BurnayRudolfoAndré Pereira Afonso Ferreira fazem BD em Portugal (LOL). Cansados de andar por aí cada um para seu lado, a editar a sua cena em formatos betinhos, os Quatro Chavalos Do APOPcalipse decidiram reunir-se sob a benção da editora Chili Com Carne para uma antologia de BD à séria, em que cada um faz mais uma vez o que lhe dá na real gana, mas desta vez em glorioso formato A3.

Falamos do QCDA#1000, claro, que reúne quatro histórias de quatro páginas cada, com um alcance de temáticas que vai desde a prevenção do acne existencialista ao comentário da sociedade mágico-equestre contemporânea, passando pela exploração das várias correntes de arquitectura necromântica e pela análise comportamental de altas patentes do exército quando confrontadas com criaturas lendárias.




Historial : este COMIX/zine/XXL foi lançado no Angoumerde Fuck Off 2014 e em Portugal no Festival Rescaldo ... exposição de originais no Anicomics 2014 ... Nomeado para Melhor Obra Curta (de André Pereira) pelos Prémios Central Comics 2015 ...
...
Capa a cores + 16p. impressas a roxo no formato A3
Design: Rudolfo
ISBN: 978-989-8363-23-7
Apoio do IPDJ e Wormgod  
...
PVP: 7€ (50% desconto para sócios da CCC, jornalistas e lojas) + 3€ (despesas de envio) ... À venda na nossa loja online e nas lojas Fatbottom Books (Barcelona), BdMania, B Shop / Museu Berardo, Artes & Letras, El Pep, Pó dos LivrosLambiek (Amsterdão), Ediciones Valientes (Espanha), Mundo Fantasma (Porto), LAC (Lagos), Letra Livre e Black Mamba.
...







Feedback : uma óptima iniciativa que se devia repetir, regularmente. Faz favor. Planeta Satélite ...

Malmö Kebab Party ~ últimos 50 exemplares



Malmö Kebab Party é um volume especial da colecção LowCCCost e conta as aventuras e desventuras de cinco autores de BD que foram até ao festival AltCom, em Malmö (Suécia) apresentar as antologias QCDA, nomeadamente Afonso Ferreira, Amanda Baeza, Hetamoé, Rudolfo e Sofia Neto.

É que para além de ser uma cidade com uma dieta rica à base de kebabs, Malmö mostrou-se habitat natural para um senhor ananás muito simpático, desenhos rasgados, psicadelia, BDs do ALF, e afogamento de mágoas via consumo de álcool. Spektakulära!!
...
Esta colecção de livros de viagens da Associação Chili Com Carne é dirigida "a quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro" e já contou como foi uma turnê punk-mas-com livros por uma "Europa aborrecida", seis meses de David Campos na Guiné-Bissau e viver fora de Portugal...
...

A edição em parceria com a Ruru Comix é limitada a 300 exemplares - 150 exemplares são da CCC com prioridade para os sócios.

Livro / zine impresso em Offset, 20p. 23 x 16 cm p/b, capa a cores com badanas.

à venda na loja em linha da Chili Com Carne 
e na Mundo Fantasma, Artes & Letras, Palavra de ViajanteMatéria PrimaEl PepLinha de Sombra, Letra LivreBdManiaTasca Mastai e Pó dos Livros
...
exemplos de imagens aqui
...
Historial: festas lisboetas simultâneas de lançamento com unDJ FarraJ no Bartô e DJ Nobita no Lounge (22/05/15) ... Nomeado Melhor Fanzine na BD Amadora 2015

...
Feedback: 

Sem grandes alongamentos, não ficamos com uma impressão forte do que realmente aconteceu em Malmö; porém, ficamos a conhecer um bocado melhor a química desta equipa e a forma como gostam de se expressar através da Banda-Desenhada. É bom descobrir novos autores de BD que mostram esta energia e vontade em partilhar o seu trabalho. Lamenta-se é o desaparecimento, a dada altura, desse mítico ananás que se encontra na capa, claramente o herói de toda esta história. Gabriel Martins in Deus Me Livro 

Malmö Kebab Party é uma pequena publicação que reúne como que os “relatórios de viagem”, de quatro páginas cada, dos cinco artistas já publicados nas antologia QDCA, da Chili Com Carne, pela ocasião da sua visita colectiva a um festival de banda desenhada em Malmö, na Suécia. (...) À la Rashomon, podemos ler cada uma destas histórias, mais ou menos coincidentes, e criar uma imagem mais alargada que une as pontas soltas, se acreditarmos que estas confissões autobiográficas correspondem a uma realidade qualquer. Mas a compreensão dessa realidade nem sequer é o mais importante em MKP, mas sim estudar com atenção as formas como cada autor e autora exploram a limitação do formato para os máximos efeitos expressivos, e compreender também como cada um deles vai ao âmago das suas próprias linguagens. 
Pedro Moura in Ler BD 

é uma publicação sui generis. Não tem aparentemente grandes parecenças com a sua mãe (a coleção QCDA), é adotada oficiosamente pela tia (a colecção LowCCCost), distingue-se facilmente dos seus primos, e a guarda partilhada pertence à avó (Associação Chili Com Carne) e a outrém (RuruComix), sendo este último corpo não estranho mas parte integrante da mãe. Ou qualquer coisa de semelhante, visto não sermos versados em parentescos...
Nuno Sousa

Relatório pró Mariano #2?

Fikaris admirado com a edição portuguesa de Megg, Mogg & Mocho, Farrajota alegre com o livro do australiano e a fofura em pessoa a promover o seu Mariano. Algures em 2016.

Relatório Anual de Fanzines e Edição Independente de BD portuguesa de 2016 está redigido e será publicado este ano OU no fanzine Mariano #2 (um projecto único em Portugal, diga-se) OU numa antologia de / sobre BD a publicar em colaboração com a Escola Ar.Co.. Vai ser um bocado aquele que for mais rápido a lançar a sua edição...

Depois de publicar os últimos dois relatórios no Maga e no Portuguese Small Press Yearbook continuo a preferir o "formato papel" para este texto, nada a fazer... Para este ano, a ideia é ter ilustrações do Rodolfo Mariano para alegrar o texto... ou talvez não! (talvez não "alegrar", certo é que o "Rod" acompanhe este projecto!)

Askar, o General na It's a Book


A Chili Com Carne sempre que se aproxima da América do Sul para justificar a sua denominação gastronómica acaba sempre por ser uma acção associada à El Pep. Foi assim com a antologia luso-brasileira Seitan Seitan Scum e é assim com o livro de BD Askar, o General, estreia da Dileydi Florez, autora natural da Colômbia. O  livro foi lançado na El Pep Store & Gallery [Lx Factory, Alcântara], no dia 4 de Abril de 2015, contou com a presença da autora e uma exposição de originais.

Florez (1990) é ilustradora e designer, estudou Design no IADE-U e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e Banda desenhada no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Esta sua primeira obra de banda desenhada é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas, e é um prelúdio para um álbum ilustrado (por publicar).

O trabalho concorreu ao Toma lá 500 paus e faz uma BD! e apesar de não ter ganho, a sua qualidade gráfica convenceu a Chili com Carne a publicar o livro, enquanto se espera pelas obras vencedoras e a nova edição do concurso para este ano.

32p. 21x27cm p/b, capa a duas cores
ISBN: 978-989-8363-31-2
500 exemplares
Apoio do IPDJ

PVP: 6€ (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja em linha da CCC, na El Pep, Tasca Mastai, Artes & Letras, Letra Livre, Linha de Sombra, Pó dos Livros, 1359, B Shop (CCB), Fat Bottom Books, FNAC, Mundo Fantasma, Bertrand, Matéria PrimaBdMania, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Utopia, It's a book e LAC.

Exemplos de páginas do livro:





Feedback: (...)  composição majestosa (...) Sara Figueiredo Costa in Blimunda ... Obra seleccionada para a Ilustração Portuguesa 2016 ... Nomeada para Melhor Publicação Independente e Melhor Desenho Central Comics 2016

domingo, 29 de janeiro de 2017

ccc@feira.morta.na.smup


Só vamos estar no dia 29 / DOMINGO - porque é um dia morto!

levamos um livro que pensavam estar morto do Francisco Sousa Lobo convenientemente intitulado 
...
we shit you not

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Niilismo infantil e Feudalismo pobre

Serviu este fim-de-semana para passar pela Utopia e apanhar algumas peças underground portuenses como este Niilismo para "crianças", um "livro" (no sentido in-folio da coisa porque na verdade são uma dúzia de páginas A5 fotocopiadas) "para colorir e jogar". O tema é óbvio e bem-vindo num mundo governado pelas piores figuras alguma vez imaginadas. Mais! como dizem e subscrevo: a História não se resume ao que está escrito nos livros escolares e ao que os professores debitam, então achamos que este zine pode ser mais um contributo para descobrir acontecimentos, personagens e ideias que a escola não apresenta. A forma é ir pelo mundo da criançada com subversão, só é pena é que tudo seja mau, desde os desenhos (safa-se um poster nas páginas centrais) ao grafismo e a falta de conteúdos ou seriedade. É pena mas é isto o anarquismo português, uma brincadeira de crianças sem consequências feita por gajos incapazes de envolver a comunidade criativa para dar brio às tuas produções. Caramba, será assim tão difícil um anarquista encontrar um artista gráfico? Que triste...


Hip-Hop á Barão é uma pequena fanzine que tem como principal objectivo divulgar um pouco desta arte que é o HipHop, do ponto de vista de quem a aprecia!! Dizem eles no seu "fezesbook"... ehm, pois é isso o que é um fanzine, pá! «
A5 fotocopiado com artigos que vão aos quatro elementos do Hip Hop mas mesmo assim não consegue deixar de ser graficamente pobre - desnecessariamente, diga-se, se aborda o Graffiti, certo? Fazer um fanzine de texto (e alguma imagem) impresso em papel sobre uma cultura urbana em 2016 é obra! Bem sabemos que a Internet substitui tudo o que está aqui redigido e mostrado, há que ser mais audaz e/ou focado em algo que valha a pena publicar e que a 'net não o consiga fazer melhor senão fica-se na redundância do "disclaimer" acima reproduzido. Se até os anarquistas conseguem fazer isso com o poster central de Niilismo para "crianças", não há razões para um "hip-hoper" não saber também! Confirma-se que a nobiliária 'tuga é pobre e pelintra...

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

I Like Your Art Much / últimos 15 exemplares


Francisco Sousa Lobo fez um livro de banda desenhada sobre o trabalho de Hugo Canoilas
Chama-se I Like Your Art Much, é um trabalho singular de simbiose entre banda desenhada e artes plásticas, tem 44 páginas, e foi lançado em Dundee (Escócia) no dia 5 de Março de 2015 na sala principal da Cooper Gallery
.
As galerias de Hugo Canoilas, a Associação Chili Com Carne e a Universidade de Goldsmiths apoiam o projecto
.
O projecto foi seleccionado pela Bloomberg New Cotemporaries - De mais de 1600 candidaturas de alunos das escolas de arte do Reino Unido, o júri dos Bloomberg New Contemporaries escolheu 37 artistas. O júri é composto por Simon Starling, Jessie Flood-Paddock e Hurvin Anderson. Os artistas escolhidos são ora estudantes ora recém formados de cursos de artes plásticas.

Normalmente não são aceites candidaturas de artes gráficas, comunicação ou ilustração e BD. I LIke Your Art Much é uma excepção. A exposição esteve patente em várias galerias de Nottingham e ao Institute of Contemporary Art, em Londres.
.
Vieram 78 exemplares para Portugal deste livro redigido em inglês
acessíveis EXCLUSIVAMENTE no site da Chili Com Carne 
(prioridade para os sócios da CCC)
.




Francisco Sousa Lobo has a new comic book coming out, on the work of artist Hugo Canoilas
.
It's called I Like Your Art Much, it's in English and printed in the UK, has 44 pages, and was released on the 5th of March 2015 at the Cooper Galley in Dundee, Scotland, with an exhibition - both exhibition and book form a singular symbiosis between comics and fine art
.
Hugo Canoilas' galleries, Goldsmiths University of London and Associação Chili Com Carne supported the project.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Desenhador Defunto / The Dying Draughtsman @ Tigre de Papel


Volume da Colecção CCC... The Dying Draughtsman / O desenhador defunto de Francisco Sousa Lobo é o primeiro livro de BD a solo nesta colecção e realmente é o primeiro romance gráfico no catálogo da Chili Com Carne!

O autor foi premiado em Outubro de 2013 no nosso concurso interno "Toma lá 500 paus e faz uma BD" com um trabalho que foi publicado em 2015, mas antes saiu este "desenhador defunto" que deu que falar para quem se atreveu abri-lo! Mas cuidado, não devem abanar muito o livro nem engoli-lo com riscos de graves para a sua saúde, riscos esses mais agudos e perfurantes que ler Will Self, Aldous Huxley e Graham Greene todos juntos e ao mesmo tempo.

O trabalho de Francisco Sousa Lobo, no campo da banda desenhada, tem sido esparso e dilatado no tempo, mas não é de forma nenhuma negligenciável, sendo alguém que vai ocupando o seu espaço de um modo tranquilo e certeiro, com uma produção pouco dada à espectacularidade e aos géneros mais usuais. Em termos tópicos, The Dying Draughtsman / O desenhador defunto (…) centrar-se-á precisamente nesse diálogo, e no espaço de tensão existente entre ambas as áreas. Francisco Koppens é um funcionário de um escritório de arquitectura, antigo projectista que agora se vê obrigado a trabalhar com programas digitais com os quais não se dá muito bem, numa Londres aparentemente inóspita a este imigrante português. É possível que haja projecções auto-ficcionais da parte do autor, mas não sendo isso nem explícito nem confirmável através de outras informações textuais, é questão de somenos (no entanto, a bem da correcção, leia-se a breve correspondência do autor com Hugo Canoilas, no fim do volume, para abrir pistas nesse sentido). Se temos alguma oportunidade para ir compreendendo algumas das crises da vida pessoal e quotidiana deste Francisco – o trabalho que corre cada vez pior, a distante relação com a mulher, a pressão da herança católica, inescapável e doentia -, é a sua posição enquanto corpo face à arte que ocupa o lugar central do livro.

Francisco Koppens parece dedicar a sua vida mais íntima, e os momentos livres, a uma obra de banda desenhada, que mescla ficção científica e social (uma sociedade no ano 3000 em que uma ditadura de mulheres terá quase exterminado os homens e mantém um poder fascista sobre a terra), possível forma de expiação dos seus pecados. Nesse sentido, Koppens tem alguns laivos de obsessivo similares à vida e obra de Henry Darger, se bem que esta personagem de Sousa Lobo aparente ainda algum grau de integração e comunicação com o mundo, pelo menos simulando algum aspecto de “normalidade”. No entanto, jamais temos acesso a essa obra propriamente dita: com a excepção de algumas vinhetas pela mesma mão do autor/narrador, o que nos leva a pensar ser somente uma projecção mental de Koppens. As pranchas desenhadas por este (uma banda desenhada dentro de uma banda desenhada) aparecem sempre com estruturas regulares mas de vinhetas ora despidas ora totalmente cobertas a negro, com linhas sobrepostas e riscadas. (…) Pedro Moura in Ler BD

_-_-_-_

Design de Joana Pires
128p. 16,5x23 cm a duas cores
500 exemplares
ISBN 978-9898363-22-0

Historial : O livro foi lançado oficialmente no dia 1 de Novembro 2013 na Galeria Kamm, em Berlim ... Originais na exposição Abecedário Ar.Co 40 anos no Museu do Chiado ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Seleccionado por Pedro Moura como um dos cinco dos melhores livros portugueses de BD (2013) no site de Paul Gravett ... BD de Lobo na Art Review ... Nomeado para os Troféus Central Comics 2013 para melhor Livro, Argumento e Desenho...Originais expostos no Festival de BD de Treviso ... nomeado para Prémios da BD Amadora para melhor Livro, Argumento e Desenho...

O livro custa 15 euros ao público (50% desconto para sócios da CCC, lojistas e jornalistas), pode ser adquirido no nosso sítio oficialFábrica FeaturesMundo Fantasma, BdMania, Matéria Prima, Artes & Letras, Pó dos livros, UtopiaLetra Livre, LAC, FNAC, Tigre de Papel e Black Mamba.
You can buy this book at Quimby's (Chicago), Gosh Comics (London), Orbital (London) and Lambiek (Amsterdam)

...

Podem ver aqui as primeiras páginas:

Feedback:

já li O Desenhador Defunto, nunca tinha lido nada assim, acho que amanhã vou ler outra vez, é capaz de ser um dos melhores livros publicados pela Chili, e um dos melhores do ano. 
... 
isto é mesmo o melhor livro da Chili. Perfeita simbiose entre arte e argumento, sem nenhuma ofuscar a outra e que no final não te deixa simplesmente arrumar o livro. 
...
... 
Se Duchamp havia descontextualizado e recontextualizado os seus trabalhos através da fotografia, Sousa Lobo fá-lo agora através da BD. 
... 
um dos melhores livros nacionais desta última década 
... 
It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman 
... 
O efeito gráfico vinca a sensação que o protagonista é ele mesmo parte de uma exposição, que a sua vida é a sua Arte, o livro uma meta-galeria onde espectadores/leitores comentam as suas desventuras. Ou, em alternativa, que a sua loucura é irremediável. O estoicismo da composição retangular e o desenho quase anódino contrastam admiravelmente com a violência extrema que fervilha logo abaixo da superfí­cie, nas reflexões e nas BDs incompletas de Francisco (Koppens). (...) Mas tudo isto são apenas elementos adicionais para um livro surpreendente, que estimula tanto pelos diálogos que tenta, como pelos silêncios que não resolve. 
... 
É sem dúvida um acto de coragem esta partilha e exposição de acontecimentos tão pessoais e tão pouco explanados habitualmente, até mesmo com uma enorme tendência para serem escondidos e ignorados pela sociedade em geral. (...) a leitura não deixa de causar um ou outro arrepio... Leitura altamente aconselhável. Universo BD 
... 
um resenha sexy no Gerador e aqui
...
Pero más allá de eso parece, sobre todo, una obra de autodescubrimiento a través de la ficción. Francisco, el protagonista, vive en una permanente insatisfacción. No entiende el arte de galería, no consigue avanzar en su cómic —cada página acaba siendo un bloque de viñetas en negro que tiene que romper y tirar—, su mujer no le habla desde hace diez años y en el trabajo están a punto de despedirle. El monólogo interior nos revela a un hombre extraño, religioso, con dificultades para socializar, nervioso y desconfiado. (...) Hay algo contemplativo que recuerda a ciertos mangas, y, de hecho, el mismo Sousa Lobo menciona una hipotética visita a una convención de Tsuge que no puede interpretarse más que como una inspiración. Ciertos recursos gráficos subrayan la pérdida de contacto con la realidad de Francisco, pero como parte de un tono gráfico tan neutro, todo se consigue de un modo muy sutil y orgánico. Hay un momento en el que nos damos cuenta de que no podemos estar seguros de que todo lo que hemos leído que otras personas le han dicho a Francisco sea cierto, porque, al verlo todo a través de él, es imposible separar su paranoia de la realidad; de hecho, la realidad no existe en este tebeo. En ese momento reevaluamos toda la lectura, y es entonces cuando este cómic alcanza su verdadera altura. Se trata de una reflexión sobre la mediocridad, las aspiraciones frustradas de artista y la locura como una etiqueta social. Lo que para todo el mundo es una alucinación, para Francisco es una sólida realidad. 
...

domingo, 22 de janeiro de 2017

O ANDAR DE CIMA - The Upper Room in The Watcher and The Tower


Uma co-edição da Chili Com Carne com a Faculdade de Ciências e Tecnologia e a escola Ar.Co.
~
Uma Banda Desenhada de Francisco Sousa Lobo baseada na palestra A Modulação da Tomada de Decisão: Pode o cérebro ser influenciado? ocorrida em Maio de 2014 e com as participações de Miguel Esteves Cardoso, José Manuel Pereira de Almeida, Alexandre Castro Caldas e Nuno Artur Silva.
~
20p. 21x27cm impressas a castanho, capa a duas cores.
ISBN: 978-989-8363-28-2
edição em português com legendas em inglês
~

new comix by Francisco Sousa Lobo (from The Dying Draughtman fame) inspired in a congress about neurology, in Portuguese with English subtitles. It's about the brain and about a conference on decision that took place at Universidade Nova in Lisbon. It's not institutionaley didactic comics, it's straightforward fiction.

...
à venda aqui e em breve nas melhores livrarias como na El Pep, Letra Livre, Artes & Letras, Mundo Fantasma, BdMania, Bertrand, FNAC, LAC, Linha de Sombra, Utopia, Pó dos LivrosMatéria Prima e Black Mamba... / buy here or at Orbital (London) and  Quimby's (Chicago)







Feedback : 

O autor experimenta diversas soluções para as suas pranchas e revela maestria nas transições entre as vinhetas, sendo extremamente proficiente na enorme quantidade de informação que, também como música de fundo, transmite ao leitor nas poucas páginas que constituem a obra. Aliás, esta aparente (...) simplicidade é um dos grandes trunfos desta banda desenhada, perante o complexo tema que aborda. Mais uma vez, Francisco Sousa Lobo brinda-nos com uma BD que figurará certamente entre as mais conceituadas listas do que melhor se produziu este ano em banda desenhada no nosso país. 
... 
Un racconto a fumetti insolito da un autore portoghese, creato in occasione di un convegno di neurologia. Il segno scarno e il montaggio ipnotico di Francisco Sousa Lobo riescono a conferire inquietante esattezza a una storia che parla di cervello, paranoia, solitudine e Fado. 
Andrea Bruno na sua escolha de últimas cinco melhores leituras de BD para o Fumettologia 
... 
N’O Andar de Cima, claro, o protagonista tem que ser velho o suficiente para ter sido apanhado pelos fachos, mas Lobo nasceu em 73. Pode não ser ele. Mas é ele, ainda que tangencialmente. De lembrar que, por exemplo, a história de Zona de Desconforto é autobiográfica a nu, espécie de Art School Confidential com menos tiques e a ir mais fundo: dois dedos de conversa sobre o doutoramento na Goldsmiths e um historial de depressão com um surto psicótico. Não é por acaso que isto nos põe desconfortáveis — ver um gajo desbobinar-se numa bd não é pêra doce —, e somos quase forçados a concluir que aí sim, foda-se, o gajo viveu para contá-la, isto é que é bd. Tanto ele como nós sabemos que não é bem assim, daí as tangentes e as reviravoltas, porque narrar-se é mais do que uma estratégia argumentativa em banda desenhada; é uma estratégia identitária também. João Machado / Clube de Leitura Gráfica 
... 
Resenha sobre O andar de cima e outros trabalhos de FSL no Ler BD de Pedro Moura 
... 
nomeado como Melhor Argumento e Melhor Publicação Nacional pelos Prémios Central Comics 2015 
...
 un cómic en bitono en el que Sousa Lobo presenta a un hombre que escribe un monólogo que se desarrolla durante todo el cuaderno, en el que profundiza en los temas recurrentes del autor: la identidad, el proceso del pensamiento, y los recovecos de la mente. Es un discurso conexo pero complejo, en el que mezcla a Shakespeare con la neurociencia y que también toca cuestiones interesantes, como la imaginación y su contacto con la alucinación. Se trata de un monólogo de loco —o por lo menos de obsesivo / compulsivo— de raíz muy literaria, pero que Sousa Lobo desarrolla con recursos puramente gráficos, gracias a un dibujo sencillo y al uso de símbolos recurrentes.

El título no corresponder


Martín López Lam
Ed. Valientes; 2016

O que é este livro? Uma residência artística, um livro de viagens, prosa poética (esse "big no no" para quem diz gostar de BD), tudo isto em trilingue (castelhano, italiano e inglês) e quadricromia. Durante o ano de 2016 Lam esteve em Roma ao abrigo de uma residência da Real Academia espanhola e criou este livro que junta todas as obsessões do século XXI como o movimento eterno, o coleccionismo e catalogação, o "random", o "object trouvé" e o "remix". Conta mais do que parece à primeira vista e primeira leitura. Quem conhece Roma sabe que é uma cidade que precisava de ser terraplanada para ter um novo começo - outra obsessão tosca do século XXI, já agora - e para esquecer todas as ruínas dos monumentos que fomentam o seu incrível caos urbano. É uma cidade de tropeções, labirintos, acidentes, anacronismos, sujidade e esconderijos, onde nada funciona e pouco parece interessar à primeira vista para quem a percorre tal é o espírito romano tão prático como nos tempos em que crucificaram o Porto Nazareno.
Fantasmas a vermelho, urina amarela, azuis arquitectónicos e verdes para as ervas que se confundem com os entulhos são as propostas de Lam para uma cidade que não dorme nem deixa dormir, onde tudo é histérico e exausto. El título no corresponder é o epitáfio que Roma merece. Ámen.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Erzsébet brasileira...


Não sabemos se houve realmente uma "Erzsébet brasileira", o que queremos dizer é que neste primeiro trimestre a Zarabatana Books irá publicar a BD de Nunsky como aliás já tínhamos anunciado. Fica aqui desde já a capa dessa edição, pouco ou nada diferente da edição portuguesa se não fosse o logótipo da editora no cantinho... ;)

ccc@north.dissonant.voices


A Associação Chili Com Carne irá subir à Invicta nos dias 20 e 21 de Janeiro para presenciar as actuações ao vivo de agrupamentos musicais de grande calibre nos serões da Feira Medieval Vozes Nortenhas Dissonantes onde encontremos prestações do Grupo Folclórico de S. Pedro de Souto, Guau Das Tongas, Grupo Folclórico de Tregosa, Átila e a Cindy, Rancho de Correlhã, Gruta da Tendinha, Isabel Silvestre interpreta "Pronúncia do Norte", PN . HE . TA, Grupo Etnográfico de Areosa, entre muitas outras surpresas de sabor regional como:





um "bife e grelha"  com André Coelho sobre o seu Acedia o lançamento falhado de um livro trumpiano de Rudolfo da Maia no restaurante de pitéus vegetarianos Mamba Preta.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fezesbook RIP

A Associação Chili Com Carne anuncia a desistência da página “fezesbook”. Criada a conta em 2010 pelo Camarada Silas e mantida nos últimos anos pelo Camarada Campos, nos seus seis anos de existência mostrou-se nada útil - e por grau de importância:

1) não se vendeu nenhum livro directamente pelo seu anúncio na página (ou pelos que tenhamos percebido);

2) só apareceram maluquinhos e/ou poetas a sugerirem propostas merdosas;

3) o famoso “like” era colocado sempre que publicávamos faits divers ou notícias inventadas (houve algumas, quem não topou, azar, o historial já foi para o galheiro) ou, ainda mais estranho e que vale um pensamento, quando anunciávamos que um livro nosso tinha sido laureado ou noticiado nos grandes media oficiais. Sabemos bem que as pessoas querem dar os parabéns pelos feitos mas parece que as pessoas celebram algo quando é reconhecido apenas de forma institucional e/ou assimilado na lógica repugnante de “star system”.

A Chili ficará pelo seu bom e velho blogue e com o seu sítio oficial onde não há interacção da treta. Se houver comunicação entre nós e outros é porque houve realmente um esforço real de ambas partes e não porque é fácil gastar energia eléctrica com mais um clique fútil e preguiçoso. Num mundo hiper-sofisticado pedimos, sem nenhuma sombra de ironia, que nos contactem da forma mais antiquada - cartas é que é!

Simbolicamente é porque estão mesmo interessados em dizer algo. Na prática não estão a atirar o barro à parede para ver se ele pega… Estas acções não são atomização ou de fechar em copas, é apenas ecologia real e social.

Por fim, vamos-nos apercebendo que o "fezes" é uma rede social que só vive de escândalos impulsionados pela moral dos cabrões dos "gringos", ou seja, promove uma verdadeira Censura dos outros tempos que nada nos interessam, já para não dizer que ajuda a eleger fachos.

Adios!

Inflamação Buffa


A estreia de Rancid Opera com o mini-LP Azionismo Bolognese in Rap (Sonic Belligeranza; 2016) é outro tiro de 2016 que bem perfurar intacto até 2017 para arrebentar a cabeça de alguém - salvo seja. O nosso Camarada Balli voltou a fazer das suas para combater o ennui europeu e a melhor forma de o fazer é reunir os amigos amantes de Alta Cultura capazes ao mesmo tempo de amar a vérmina. Aliás, a Ópera e o giallo são coisas tão italianas como pasta e pizza que até estranho nunca se terem cruzado, teve de ser uma linguagem pós-moderna como o Rap Horrorcore, que os Rancid Opera praticam, para fazer o arranjinho sonoro-genético alla marcia! Descansem quem desatina com o italiano, o libretto do vinil reproduz "em inglês-esperanto" as líricas mash-up deste projecto crítico ao Bel Canto. 
Ao vivo há quem cague de fininho pela intensidade da performance e a encenação dos seus actores MC PavaRotten, MC DominGORE e MC CarreAXE. Quem assistiu diz que parece mesmo uma ópera, só que vinda direitinha d'Inferno de Dante. Talvez pelo uso das máscaras e pela imaginação violenta que Rancid Opera está para o Hip Hop como Faxed Head está para o Black Metal... Assai!

Erzsébet - BRAZILIAN EDITION in 2017



Erzsébet
by
Nunsky

17º volume of the CCC CollectionPublished by Chili Com Carne. Edited by Marcos Farrajota. Design by Joana Pires. 144 pages black/white, 16,5x23cm, color cover. 500 copies.
ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopsis: Erzsébet is a graphic novel based on the life and times of the infamous sixteenth century Hungarian aristocrat Elizabeth Bathory, aka the bloody countess. The author always wanted to do something in the horror genre and this story had all the ingredients he was looking for, and better still, it really happened! Nunsky (b. 1972) tried to materialize into graphic form those ominous ice cold atmospheres and the maddening loneliness and isolation, which, combined with almost absolute power, slowly pushed that damaged character to commit the most ineffable acts of insanity.

Buy at our online shop and Quimby's (Chicago)















...

About the author: Nunsky is a comics artist from the north of Portugal and has published most of his work in the Mesinha de Cabeceira zine. In 1997 he made an incredible 39 page comix for the 13rd issue and the 5th anniversary of this mutant zine. Actually this was the first professional looking book that the Chili Com Carne Association made, starting an important publishing history in the Portuguese scene. The comix was entitled 88 and was a unique comix in Portuguese panorama at the time - and still is nowadays! Not only the "psycho-goth" ambience was different from all Portuguese comics but also the graphic quality was astonishing for such artist coming from nowhere. It reminded the Love & Rockets and Charles Burns but had it’s own voice. Since Nunsky is such a lone wolf, almost nobody knows about him and his whereabouts. After the 88 comix he created a rock band called The ID's and that's it. Or that’s what we thought…

...


Feedback: 
Very good comic, inspiring to make logos!!! 
(Belgium artist known for this work for Metal bands logos, he is really the meister of the black art!) ... 
He gets that spirit from Jess Franco movies, where the most important is the iconography and esoteric symbols than a logic narrative, which builds a tension and insanity during the book...
(Portuguese artist and musician in Sektor 304, Méchanosphère, Pagan) 
... 
Best Drawing at BD Amadora 2015 
(most important Portuguese mainstream comics festival)
... 
Best Graphic Novels 2015 (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site : Apart from authors that have been working continually, or newcomers conquering their own turf, I’d like to mention a book by someone who made a sort of comeback in early 2015. The author known as Nunsky is somewhat of a solitudinarian, staying apart from the most visible local “comics scene”, and while he works professionally with drawing, he seldom publishes comics. After projects in the late 1990s, this is his first longer form book. Erzsebét (with English subtitles) is the biography of the infamous early 17th century Hungarian princess mass-murderer, Elizabeth Báthory, a.k.a. “The Blood Countess”. The author weaves history and fantasy into a dense portrait of the character and her deeds, creating thus a classic take on the genre of horror comics. Adapting his stark, thick lines – akin to wood-engraving, to an extent - to sober composition work and a contained palette, close to artists such as Michael Kupperman or Igor Haufbauer, the book is less dynamic and fast-paced than hieratic, taut and austere. A complete biography that focuses on the emergence of Elizabeth’s very “dark side”, one could argue that Erzsebét is also a study about evil and salvation, class divides and how madness is often the key to escape desperation. 
...
First Chili Com Carne book with International Rights sold: 
Brazilian edition by Zarabatana Books (to be release in 2017)

Espero chegar em breve no Acho que Acho



Novo número (#28) do zine Mesinha de Cabeceira e outra vez com o Nunsky!!!

Edição Nunsky Comics com o apoio da MMMNNNRRRG
44p. p/b, 16x23cm
ed. brochada, capa a cores em cartolina texturada

Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Linha de Sombra, Pó dos LivrosArtes & LetrasMundo Fantasma, Tigre de Papel, MOB, Bertrand, FNAC, Bar Irreal, Tasca Mastai, Utopia e Black Mamba...

Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou no Mesinha de Cabeceira. Assinou o número treze com 88 considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Desde 2014 que este autor regressou à BD e com toda a força: primeiro com Erzsébet sobre a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude, e em 2015 com Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno, verdadeiro deboche gráfico entre o Hair Metal de L.A. dos 80 e a distopia do RanXerox.

Este ano apresenta este um belo trabalho sobre um homem que recupera consciência do seu sono criogénico a bordo de uma nave especial. A Inteligência Artificial não consegue reparar o problema e Kemmings vê-se obrigado a manter-se acordado mas fisicamente paralisado durante dez anos da travessia sideral. Como a maior parte da obra de Philip K. Dick (1928-82), este conto questiona o que é ser humano e o que é a realidade.


Feedback 


O isolamento criativo dos autores, mesmo numa cena incipiente como a portuguesa, poderá dar francos frutos. Num curto período, o elusivo Nunsky, que havia apresentado uma fulgurante mas fugaz novela com 88 (...) há 20 anos, regressou para apresentar toda uma bateria de trabalhos acabados, coesos, densos, inteligentes e graficamente vincados, cada qual com a sua própria personalidade de humor, género, tradição, e exigência de leitura. (...) Apesar do tema ser claramente a do cerne que torna um ser humano tal coisa, isto é, a teia da identidade, a verdade é que as implicações filosóficas mais tipificadas de Dick não deixam de se fazer sentir imediatamente. (...) A adaptação do conto pelo autor português é fiel, precisa, quase extrema, quase ipsis verbis, mesmo, (...) Apesar dos desenhos de Nunsky serem reconhecíveis como tal, com a sua austera e sólida figuração, notar-se-á de forma evidente que a assinatura do traço acompanha um registo distinto daquele de Erzsébet e de Nadja, seguindo métodos de artes-finais particulares. O uso de linhas paralelas para marcar as sombras, a oscilação entre momentos melodramáticos, de poses estáticas e construções simbólicas – a recorrente apresentação simultânea do rosto de Kemmings tal qual no seu semi-sono criogénico e a sua consciência interna acordada (usada de forma excelente e retro-psicadélica na capa) - , faz recordar muitas das assinaturas clássicas que emergiram nos comics de terror e de ficção científica da EC Comics (...) Em 41 pranchas, a densidade intelectual de Dick (chamar isto de “ficção científica” somente é falhar o alvo) e expressiva de Nunsky unem-se para apresentar uma soberba novela. Pedro Moura in Ler BD 
...
Melhores livros de BD de 2016: Nunsky é cada vez menos um cometa na BD nacional, (...) afirmando-se como um dos mais relevantes autores no panorama nacional. Que se mantenha sempre presente. Gabriel Martins in Deus Me Livro
...
(...) A obra é uma deliciosa inversão da IA perseguidora, trocando os papéis: quem inflige o terror é o protagonista a si mesmo. (...) Nunsky demonstra, uma vez mais, a sua qualidade, ao adaptar-se ao estilo e exigências da história, com uma cuidada estruturação da narrativa e uma adaptação de estilo. Nos momentos em que isso é exigido, o autor dança entre a sombra e a luz, num equilíbrio que já o caracterizava na adaptação da depravação de Erzsébet (...) Este autor português consegue a proeza de justificar o seu regresso, insistindo em ser um dos melhores a trabalhar na 9.ª Arte. Acho que Acho

Erzsébet



Erzsébet de Nunsky ... 17º volume da Colecção CCC editado por Marcos Farrajota. Design por Joana Pires. Capa por Nunsky. 144p p/b 16,5x23cm, capa a cores. 500 ex. ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopse: Erzsébet Bathory, a infame condessa húngara contemporânea de Shakespeare, ao contrário deste, incarnou como poucos o lado negro e animalesco do ser humano. São-lhe atribuídos centenas de crimes inomináveis que lhe grangearam alcunhas como "Tigreza de Csejthe" ou "Condessa sanguinária" e que a colocam no mesmo lendário patamar de bestas humanas como Gilles De Rais ou Vlad, o Impalador. Por detrás do seu rosto pálido, de olhar impassível e melancólico ocultava-se o próprio demónio, Ördög.

PVP: 15€ (desconto 50% para sócios CCC, lojas e jornalistas), à venda na loja em linha da CCC, Mundo Fantasma, El Pep, Artes & Letras, Pó dos Livros, Matéria Prima, Letra Livre, BdMania, FNAC, Bertrand, Vault, LAC, Linha de Sombra, Utopia, Black Mamba...









o autor: Nunsky é um criador nortenho que só participou no zine Mesinha de Cabeceira. Assina o número treze por inteiro, um número comemorativo dos 5 anos de existência do zine e editado pela Associação Chili Com Carne. Essa banda desenhada intitulada 88 pode ser considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD underground portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...


Feedback: 
Muito boa BD, me inspira para criar logotipos 
Lord of The Logos (via e-mail) 
... 
Erzsébet, o livro, é o relato implícito, emudecido, de um receio: o de que a morte escape definitivamente ao controlo masculino. Afinal, é a morte que conduz cada um e todos os passos da humanidade, tal e qual como vem anunciando a estética gótica em todas as suas formas. Nunsky recorda-nos isso mesmo com esta edição
... 
Erzsebet é um grande livro. Consegue ter aquele espírito dos filmes do Jess Franco e afins, em que por vezes é mais importante a iconografia e a imposição de elementos simbólicos / esotéricos ou fragmentos de actos violentos e ritualizados (como as mãos nas facas ou as perfurações e golpes) do que termos uma continuidade explicita e lógica da narrativa, o que cria toda uma tensão e insanidade ao longo do livro e de que há forças maiores do que a nossas a operar naquele espaço. 
André Coelho (por e-mail) 
...
o romântico está presente antes na sua dimensão histórica e o trágico se aproxima do monstruoso. Pedro Moura / Ler BD 
... 
Para todos aqueles que apreciam uma viagem pelas profundezas negras do coração dos Homens, este é sem dúvida um livro a explorar, aliás, uma das publicações mais interessantes do ano passado 
...
Acabei de ler esta versão e perdoem-me, não posso evitar um sorrisinho complacente - então somos nós os amadores "alternativos"? A "nossa" condessa pode não ser nenhuma obra prima, mas é, modéstia à parte, um trabalho bem mais sério e sólido que a pobre caricatura da renomada Glenat. A única coisa que gostei foi a técnica gráfica (nem tanto os bonecos). GO CHILI! ÉS O NOSSO ORGULHO! P.N. (por e-mail)
 ... 
Nomeado para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento e vencedor de Melhor Desenho na BD Amadora 2015 
... 
Nomeado para Melhor Álbum PortuguêsMelhor Desenho no Comicon 2015 
... 
Existe verdadeira loucura e terror nas caras e paredes pintadas de sombras e escuridão. Uma das obras essenciais na BD de 2015 a ser comprada e lida as vezes que aguentarem, porque a história de Erzsébet Bathory não é para os fracos de coração e de estômago.
Acho que Acho 
... 
Erzsebét (with English subtitles) is the biography of the infamous early 17th century Hungarian princess mass-murderer, Elizabeth Báthory, a.k.a. “The Blood Countess”. The author weaves history and fantasy into a dense portrait of the character and her deeds, creating thus a classic take on the genre of horror comics. Adapting his stark, thick lines – akin to wood-engraving, to an extent - to sober composition work and a contained palette, close to artists such as Michael Kupperman or Igor Haufbauer, the book is less dynamic and fast-paced than hieratic, taut and austere. A complete biography that focuses on the emergence of Elizabeth’s very “dark side”, one could argue that Erzsebét is also a study about evil and salvation, class divides and how madness is often the key to escape desperation.
Best Graphic Novels 2015 (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site
...
Primeiro livro da Chili Com Carne com edição estrangeira, a ser lançado no Brasil pela Zarabatana Books em 2017