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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

programa Invisual

Esta Quarta, às 20h vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, a 12ª emissão da "segunda temporada" do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
Produzido por
Marcos Farrajota, este programa terá como convidado João Fazenda, ilustrador e autor de bd. O programa deverá se reger pelas habituais pérolas e novidades ligadas à bd e à música, escolhas do convidado, a continuação do "dossier Finlândia" e o ciclo de músicas dedicadas ao sub-anormal do Super-Homem com o tema Don't Stop retirado do álbum Feed the Animals (Illegal Art; 2008) de Girl Talk.
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É repetido no Sábado, às 13h. Playlist: Yello, Food for Animals, Dirtbombs, Nerve, Tiago Guillul, Micra Girls. Podcast aqui depois da emissão.

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

10 CCC - comemoração 9: Noitadas, Deprês & Bubas


«É extremamente díficil escrever um livro medíocre. O livro conseguido está na ordem do dia. Falhar em literatura é um gesto de pura rebeldia. Um péssimo romance é um acto de terrorismo. Só uma miopia extrema, ainda assim fàcilmente corrígivel, pode conduzir ao desastre. A possibilidade de errar foi reduzida ao mínimo indespensável que mantém as aparências e evita o escândalo. Só nos resta escrever livros certos e vendê-los a um público certo. Um público obedientemente entusiástico e atento. (...) O que antes era puro empirismo ou um difuso ritual feiticista tem agora um método de infabilidade. A improvisação e o gesto institivo estão desactualizados. Pior, são nefastos. O escritor deve actuar com rigidez e concisão. O êxito é a meta. O êxito é a única saída.» - Artur Portela, filho in Feira das Vaidades (Atlântida Editora; 1959)
É com palavras da juventude de "alguém que foi para a Alta Autoridade para a Comunicação Social", que apresentamos um livro novo de Marcos Farrajota. De novo quase nada têm, a não ser uma bd inédita de 10 páginas (para o #5 do zine A Mosca que nunca chegou a sair), porque o livro insere-se na colecção Mercantologia, uma colecção da Chili Com Carne dedicada à reedição de bd's perdidas no mundo dos zines.
São bd's autobiográficas de Farrajota, publicadas entre 1995 e 1997, nos números (esgotados) 6 ao 12 do Mesinha de Cabeceira, antecedentes ao É sempre demais... (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), apresentam o grosso da exploração da autobiografia no seu trabalho. Género esse pouco habitual em Portugal, mesmo depois do "boom" e da implosão da bd portuguesa, ao qual o autor acabou por subverter e abandonar gradualmente.

E como na vida, há de tudo nestas bd's: sexo juvenil, amores de recorte Primavera/Verão, uso de drogas leves, vida suburbana em Cascais, relações sociais (envolvendo desde vários autores de bd a músicos como os Primitive Reason), deambulações urbano-filosóficas de quem andava à toa, rapinanços de conteúdos alheios (Mão Morta, Julie Doucet, Einstürzende Neubauten, Madman) e participações alheias de amigos - como acontece na bd Die Fliege II com textos de Miguel Caldas.
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volume 3 da Colecção Mercantologia ... 72p. p/b 21x22,5 cm, capa a cores, edição brochada ... com prefácio de Daniel Lopes e apoio técnico de Pepedelrey
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Apoio: Instituto Português de Juventude
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algumas páginas aqui.
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PVP: 8€ (50% descontos para sócios CCC).
à venda no site da CCC e na BdMania, Cave, Fábrica Features, Matéria Prima, Mongorhead, Soundcraft, XM, Mundo Fantasma, Central Comics, Utopia (Porto), Ao Sabor da Leitura (Moura), Dr. Kartoon, Livro do Dia, Kingpin Books e brevemente na Rastilho.
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historial: Lançado na 10ª Feira Laica
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feedback: Os meus sinceros parabéns por teres sempre conseguido pôr a alma a nu, sem concessões nem comiseração! Ondina, The Great Lesbian Show ... É excelente sem favor! Belo trabalho! João Chambel, co-autor de Heróis da Literatura Portuguesa ... os registos variam, da autobiografia à crítica ou ensaio sarcástico, a fantasias sexuais. Também em termos formais ultrapassa o desenho para explorar a colagem, faz citações a partir do uso de fotografias, bocados de outras b.d.’s (caso do período gigante da Julie Doucet ou capa do Kill Your Boyfriend), letras de música, cartões da J.S., que cruza com apontamentos do seu diário gráfico. Afonso Cortez-Pinto in Umbigo [ler aqui artigo completo] ... é o delírio, mesmo! excelente a tua ideia de compilares tudo e editares. dei comigo a rir sozinho enquanto via o teu livro (e a rever-me em algumas das situações ;) tens ali um documento de grande fôlego (e talvez seja o livro de BD menos pretensioso que alguma vez vi ;) e isso dá-lhe uma força brutal. agora é pensares numa compilação "não tavas lá?!" e coleção de discos UnDj... daqui por mais um 10 anitos!! Nuno Moita, Grain of Sound


+ feedback: Acho que agora te fiquei a conhecer perfeitamente! Eh, eh, eh! Tiago Guillul, FlorCaveira ... é necessário tomar em conta que os acontecimentos retratados nestes pequenos episódios, alguns solitários – a própria criação dos trabalhos, a masturbação, as migalhas, as paranóias dos charros, as fantasias mentais, as reflexões sobre a vida – outros colectivos – saídas à noite, festas, concertos, passeios, férias, conversas – vivem em torno de uma cultura noctívaga, de um certo grau de rebeldia em relação à imposição da “normalidade social”, de uma ansiedade em relação ao futuro e àquilo a que nos parece obrigar, que se revela no próprio modo de trabalhar a banda desenhada: os traços nervosos, a flutuação dos estilos, as complicadas ou grotescas composição de página, as inclusões de material alheio (...), as diatribes contra a “normalização” aventada acima, etc. Pedro Moura in Ler BD ... Gostei muito, irmão! Bacana! Jakob Klemencic, autor esloveno de férias em Curitiba! ... O livro está do caralho!! Lembro-me de uma ou outra coisa mas ler tudo de uma só vez é completamente diferente. Li aquilo em duas vezes e a meio já ganhava o hábito de andar a rodar o livro para ler as letrinhas no fundo e referências. Acho que as histórias funcionam bem melhor num todo do que fragmentadas! Gostei particularmente da do ano 2000, o pesadelo da droga (ainda sonho com isso!!) e aquela sobre nosso Portugal está brilhante (mesmo que tenhas gamado o texto!). A do Salão do Porto fez-me lembrar montes de coisas dessa altura, acho que esse foi o melhor festival que fizemos cá! Está tudo muito porreiro, desde a história das calinadas (hehe) até às desventuras amorosas. O problema da BD autobiográfica é o de se descobrirem os podres todos: vodka na cona é naquela... mas cartões do PS?? arrggghh Hei, quando é que sai o próximo?? Rui Ricardo, ilustrador ... parecem polaroids dessa década. muito fumo de charros, mão morta, fantasias na carreira do 414? sem guita, música em altos berros, existencial. um trabalho interno rico e muito interessante que não começa nem acaba com este livro. in thefootballer-vs-thepugilist.blogspot.com ... it's crazy. I liked it. It is something in between Andrea Pazienza and Edika MP5, ilustradora italiana ... pura “BD Gonzo”, híbrida entre o egocentrismo de Hunter S. Thompson e a semi-psicopatia de Larry David David Soares, escritor ... gostei do livro, acho que foi mesmo boa ideia compilar tudo numa mesma edição. Apanhei uma valente gripe (...) e as primeiras gargalhadas, foram provocadas pela leitura de tiradas tuas decorrentes das vicissitudes da tua lúgubre existência. A “tua dor de braço” ser uma possível doença psicossomática resultante da tua timidez, quase que me deslocava os maxilares. Paulo, Division House MAS COM RESPEITO AO TEU LIVRO, ESTA LIDO E DIGERIDO. (...) FIQUEI COM BOA IMPRESSAO DO AUTOR. UMA PESSOA HUMILDE, QUE DEMONSTRA CUIDADOS MUITO HUMANOS NO TRACTO COM OS OUTROS, ESPECIALMENTE COM AS MULHERES; QUE DEMONSTRA INTERESSES ALTRIUSTAS PARA ALEM DO CULTO DA POPCULTURE, UMA GRANDE QUALIDADE EM DEGENERAÇAO NOWADAYS; QUE DEMOSNTRA SABER COMUNICAR-SE COM O MEIO FISICO E SOCIAL INTERCAMBIADO AS SUAS FRAILIDADES E DEBILIDADES (UMA VEZES MELHOR OUTRAS VEZES PIOR É CERTO), O QUE O MANTEM NUM PROCESSO CONSTRUTIVO DE AMADURECIMENTO E CRESCIMENTO EXISTENCIAL MUITO VALIOSO; ESSENCIALMENTE DEMONSTRA GRANDES QUALIDADES PARA DOMINAR UM TIPO DE DESENHO LIVRE QUE EU PARTICULARMENTE APRECIO EM CONJUNTO COM O SEU GREEDY MEAN WAY EM QUE SE AUTO-CRITICA TORNAM O TEMA "EGOCENTRISMO" MUITO INTERESSANTE IN A FUNNY WAY, E ATÉ EDUCATIVO, E A LEITURA VIVA, RICA E ...ESSENCIAL! VERA SUCHANKOVA ... Gostei muito do teu livro, o periodo em que foram escritas as tuas histórias corresponde à altura em que vivi em Lisboa e identifico-me com muitas das coisas de que falas(música, timidez, charros, copos, filmes....) André Ferreira, Ao Sabor da Leitura / Goran Titol ... Back then, the guy was young; he thought important to write down the names of fave bands as many times as possible (the way less creative colleagues do on schoolbags and tables (...) occasional innovative solutions in using and combining words and pictures, that several times reach across the standard comic language in Stripburger #48...
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Entretanto o pessoal começou a contar histórias de "coincidências das nossas vidas" que acho hilariantes - ler aqui a primeira.

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

ccc@MAGA.2008



Estaremos representados no MAGA, nas Caldas da Rainha, evento organizado pelo Atelier Arte & Expressão e que irá acontecer de 11 a 21 de Dezembro.
As nossas edições (e associados) estarão à venda e alguns dos nossos autores (a "bold") participarão numa exposição colectiva de ilustração. Eis a lista: André Lemos, Barbara Annes, Bruno Franquet, Carlos Quitério, Catarina Fernandes, César Évora, Daniel Silvestre da Silva, Daniel Teixeira, Estela Baptista Costa, Filipa Pontes, Filipe Abranches, João Cabaço, José Feitor, Luís Morcela, Luís Favas, Luísa Passos, Marcos Farrajota, Maria Pereira, Marta Veludo, Nuno Nogueira, Pedro Ferreira, Raquel Figueiredo, Sofia Lourenço, Tiago Baptista, Fátima Ribeiro, Yannick Schafer e Zorba.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

ccc@estremoz.2008


Lá estaremos com os nossos livros e com um workshop de bd a realizar no dia 4 por Marcos Farrajota.

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

São todos uns Coimbrões!

«Coimbra tem mais encanto na hora da despedida (...) Coimbra é um caixão!» cantavam os Enapá 2000 num concerto qualquer nos anos 90. Realmente se há cidade deprimente em Portugal é Coimbra - até Peniche ou Vila Nova de Famalicão parecem sítios optimistas. E Coina sempre tem um nome mais simpático!
A Feira Laica na Casa da Esquina foi um desastre como só podia acontecer numa cidade como Coimbra onde os bares tem nomes como "Abismo" ou "Buraco Negro", onde a hipocrisia é alta mas as bebidas brancas são baratas (por 700 paus na altura dava direito a 6 Vodkas no Buraco Negro), onde todas as noites gajos de batinas choram e vomitam quase ao mesmo tempo, onde a cultura não é um valor necessário - aliás, a CCC tirou as suas edições da livraria do Centro de Artes Plásticas de Coimbra porque há anos que eles não vendem nada, por outro lado e porque também estamos a acabar com a venda à consignação, será a Dr. Kartoon e a XM que irão manter-se a vender os nossos livros na "Cidade do Conhecimento"... Menos mal!
Nem a malta do Espaço - Centro de Desastres (lembram-se nos Anjos?) era tão preguiçosa e mitra como a Casa da Esquina que convidaram e co-organizaram a Feira Laica a fazer lá uma edição mas que pouco fizeram e muitos problemas colocaram - situações manhosas que não adianta aqui lavar a roupa suja, serve este "post" para chamar atenção, cuidado com os coimbrões! São arrogantes, preguiçosos e saloios. Nem a segunda mão (um dos eternos sucessos da Feira Laica) compram de tão vaidosos que são.
Por falar nisso, ainda tive de aturar a Teresa Câmara Pestana a destilar o seu veneno ridículo. Apareceu com o primeiro número da nova série do Gambuzine - agora em formato de antologia anual, pálido produto dos seus tempos gloriosos da primeira série, e já com acólitos e seguidores da sua editora. Safa-se duas boas bd's, uma impressionante de Ulli Lust sobre crianças na guerra (o efeito de substituir crianças africanas por "europeias" é espantoso! pode ser vista aqui) e a bd autobiográfica da Pestana que relata um episódio dos seus tempos de "Deutsch squating punx". A autora como pessoa é uma velhaca e uma víbora de primeira mas quando quer sabe o que faz, com talento gráfico e sensibilidade desarmante.
Kiitos e pedidos de desculpas aos editores arrastados para este fiasco: a malta do Alçapão, ao Lucas Malucas, os Hülülülüs e as suomi-girls Anna Kaisa Laine e Tiito Takalo.
Finito: Coimbra é um caixão! Mal enterrado...

Domingo, 16 de Novembro de 2008

ccc@cinanima.2008


Edições da CCC e associados estão à venda durante o evento - livros e zines que tenham autores ligados à animação como Filipe Abranches, Janus, Pedro Brito,... - e Marcos Farrajota deu um workshop de bd ligado à autobiografia e auto-edição com um motivado grupo de 16 pessoas - a fotografia embaixo não engana a vontade de doutrinação Pekar. O workshop correu bem - embora tenha sido impossível realizar um zine por falta de tempo -, a organização foi super-simpática e eficiente, Espinho é uma cidade curiosa (as ruas não tem nomes mas sim números) com uma qualidade de vida visível - apesar do primeiro cidadão que encontrei na cidade foi um junkie que tinha uma cruz tatuada no meio da testa. O penoso foi ver os filmes de animação!


Não se percebe como pessoas e organizações gastam tanto dinheiro e tempo (e a animação é daquelas coisas bem caras!) para fazer tretas! É que 99% dos filmes são absolutamente horríveis! Se na bd existe a "bedófilia" que tem ser combatida, no cinema de animação nem sei o que lhe chamar. Ora são filmes de humor de casca de banana (versão upgrade da Teoria do Caos/Efeito Borboleta) ou então são clichés de pretensiosismos feitos por Góticos arrependidos. Salvam-se a divertida escatologia de Bill Plymton (com a curta Hot Dog e a longa vencedora Idiots & Angels), o inacreditável filme Muto de Blu, o inteligente Skhizein de Jérémy Clapin e o interessante Januário e a Guerra do camarada Ruivo - que não foi por acaso que foram todos premiados. O resto das sessões que assisti foi de perder a paciência. Para quem acha que a bd é uma arte menor, devia começar a ler alguns livros que andam por aí mas sobretudo deverá evitar o cinema de animação a todo o custo, especialmente a produção portuguesa! A sério...

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

«Go away, there's nothing to see!!!» said the Policeman

Desde a primeira edição - ainda no edifício da Câmara da Amadora bem me recordo - que vou ao Festival de BD da Amadora. Em alguns anos ia todos os fins-de-semana, nos últimos tempos só na inauguração (porque pode dar barrigadas de riso graças ao fogo de artíficio e outros malabarismos) e no último dia para recolher os livros e dinheiro das vendas de zines e livros. Este ano decidi que não vou:

1) porque há mais coisas fixes para fazer durante as próximas semanas;
2) porque o tema é Ficção Científica e como gosto no tema, sei que a Amadora vai estragá-lo da pior maneira, como sempre faz;
3) porque a bd para eles da organização do festival já é "Maior" (o ano passado era esse o tema) - então porque a FC é tratada este ano? Não que a FC seja uma cena de putos mas é dos temas mais vulgares para uma "arte que se quer maior";
4) porque não há convidados (autores e outros) para essa "Arte Maior" - apesar de gostar do Kevin O'Neil ou do Liberatore quando tinha..., ehm, 17 anos?;
5) porque perco tempo a ir prá Amadora - como se vai para lá, mesmo? Todos os anos tenho de de cravar boleia ao Pepe...
6) porque vou lá e não vejo nada, nas paredes ou nas bancas, que me estimule - o ano passado houve uma excepção - a exposição comissariada por Pedro Moura com trabalhos de Fábio Zimbres e outros;
7) porque no grande evento de bd em Portugal deve ser o único em que a Chili Com Carne e a MMMNNNRRRG não vendem nada (vendem, em conjunto, entre dois ou três livros para ser mais preciso) por isso mais vale gastar gasóleo para Lagos ou um bilhete de avião para Helsínquia;
8) porque o cartaz é feio - mas sempre foi tirando o do ano do André Carrilho;
9) porque nunca gostei do Blake & Mortimer (eles eram ou não eram "gays"?) nem sei o que é a Lucy - alguém sabe?;
10) porque a bd portuguesa está morta outra vez, ou no melhor dos casos em estado de "anacronismo agudo" - uma das novidades editoriais é uma biografia do Camões, «I rest my case»;
11) porque a Amadora não percebe nada de bd nem quer perceber (as gralhas em boletins de voto dos seus famosos prémios são, no mínimo, preocupantes);
12) porque a Amadora nunca deu atenção aos fanzines ou à edição independente, ou se deu, geralmente com um tratamento de desprezo (lembram-se de uma banca de zines que tinha um enorme pilar de betão mesmo à frente?);
13) porque o kitsch e mau-gosto do Festival tem limites - acho que 18 anos é suficiente como "limite", não?
14) porque só se edita merda em Portugal (com honrosas excepções) mas quase nunca presentes no evento;
15) porque não gosto do Tex e duvido que passe a gostar;
16) porque já tenho livros do João Abel Manta;
17) porque nunca gostei do Star Wars, do Nuno Marlk nem do trabalho do José Garcês;
18) porque temo que música poderá ser tocada por uma produtora chamada Tugaland;
19) porque a Amadora já se chamou de Porcalhota, dizem...

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Novas geografias do Porto bedéfilo

A ida ao Porto para ver os Secret Chiefs 3 serviu também para visitar as lojas para fazer contas e deixar novidades. As surpresas vieram do "outro lado", ou seja das lojas. Além do Mesinha de Cabeceira Popular #200 ter esgotado em todas as lojas do Porto - como na Utopia - aumentando a hipóteses do zine esgotar muito em breve (até porque vêm cá os Lightning Bolt em Novembro à ZDB, e o baterista Brian Chippendale participou na antologia), duas das lojas especializadas em bd mudaram de espaços. A Central Comics veio mais para o centro e conheci o simpático dono, Hugo Jesus, que colocou o Noitadas (...) em destaque imediatamente para meu orgulho enquanto editor e autor...



A Mundo Fantasma só mudou de andar e loja no CC Brasília (lá prá Boavista) mas está mais elegante, abandonou os jogos de "nerds" e abriu uma galeria para voltar a pôr o Porto na boca do Mundo da bd - como algumas pessoas envolvidas na loja fizeram entre 1993 e 2001 quando havia Salão de BD do Porto em que ninguém no resto do país sabia o que era a Fantagraphics. Aliás, a primeira foto mostra uma serigrafia dos Love & Rockets que bem me lembro dela em 1993 no Salão... Este fim-de-semana inaugura oficialmente a loja que continua a ser a melhor do país - e a mais cara também! As datas de exposição estão todas trocadas devido aos verdadeiros senhores deste país que são os contructores civis. Vamos esperar...

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

descarregando o SPX


retrato meu feito por MP5 (do Crack e participante no åbroïderij! HA!) enquanto estava na banca - e por falar nela:




Estava ao lado do colectivo C'est Bon representados pelos camaradas Patrick e Mattias Elftorp (o tipo cyber-punk). Quando um de nós precisava um shot de nicotina, os outros olhavam pelas bancas. Graças a este simpático sistema pude ver a democracia em funcionamento:


Na praça onde está a Kulturhuset (e a Bedeteca de Estocolmo) estavam chineses a manifestar-se a favor dos Jogos Olímpicos de Pequim - realmente ninguém protestou contra os Jogos Olímpicos de Los Angeles quando sabemos que os EUA não são melhores que a China... Acabado o cigarro, lá voltei para o SPX:


Que este ano era numa sala interior - e não nos corredores da Kulturhuset como tinha visto à 2 anos atrás. Senti que havia menos público por causa disso.


Ninjas no metro de Estocolmo: os convidados Stan Sakai (da série Usagi Yojimbo) e Ulli Lust, autora alemã que participa na exposição åbroïderij! HA! e que fez uma foto-reportagem no site Electrocomics onde me considera um "veterano" da bd portuguesa - Mein Got! Já me sinto um José Ruy! E por falar em veteranos:

Também no metro, Edmond Baudoin, talvez o autor mais simpático de sempre... Apreciou e comprou o Já não há maçãs no Paraíso... quem sabe sabe!
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brevemente: no blogue dos OSAMAsecretLOVERS uma bd sobre as músicas por lá...

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

crack fummeti dirompenti '08
















Terça-feira, 17 de Junho de 2008

ccc@crack


Chili Com Carne will be represented by Marcos Farrajota and Joana Figueiredo on the 4th edition CRACK Festival. As usual we'll bring the best of the Portuguese "indie" edition: zines and books of El Pep, Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG, Opuntia Books and others...

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Milk+Wodka 9


Mais um número do zine suiço Milk+Wodka que fecha o ciclo de "Zex, Drugz und Rock'n'Roll"com tantas participações portuguesas como emigrantes na Suiça, entre eles os nossos associados André Lemos, Joana Figueiredo (que teve direito a uma fabulosa contracapa em serigrafia) e Marcos Farrajota.

Domingo, 9 de Março de 2008

Brincar com as palavras, Jogar com as Imagens QUASE ESGOTADO

edição MMMNNNRRRG com a Ar.Co e Centro Cultural de Belém em 2002; 500 exemplares.

recolha dos resultados de workshops de ilustração, poesia, bd e escultura com crianças, ministrados por Ana Hatherly, António Poppe, Carlos Alberto Machado, Marcelo Costa, Marcos Farrajota e Philipe Cabau.

o livro tem sido muito bem aceite na comunidade de professores e animadores culturais mas também pelos amantes de Arte Bruta vinda da incontrolada imaginação das crianças - como podem verificar aqui.

últimos exemplares aqui.

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

hANGOUver

Pepedelrey a conduzir. km 156 em Espanha
tableta a identificar a Chili Con Carne

foto-fdd-tlm do stand da Chili Com Carne com o Boing Being. + fotos do stand aqui.


foto-fdd-tlm de casal finlandês vip (very important punk): Tommi e Tiina

foto-fdd-tlm de vips dos balcãs: Miss Ivanini & Mr. Zograf

Angoulême adora suar a bd


Yin/Yang: amigo Benoit / camarada Farrajota pelas ruas da cidade da bd...

Estação de serviço vindo de Vilar Formoso, Pepedelrey entre a k7 do DJ Bobo e o CD das Doce.


A não perder também uma reportagem fotográfica da croata Ivana Armanini em jedinstvo.hr/pmwiki/pmwiki.php?n=Komikaze.Angouleme2008. Ela deixou a antologia Komikaze para a CCC vender, em breve na shop online na secção de livros / vários.
"Kiitos" ao Tommi / Boing Being pela partilha de stand.

E já agora, já todos sabem que o(s) presidente(s) do festival vai ser a dupla Dupuy-Berberian... A "cara-metade" Charles Berberian tem um desenho no livro Malus (MMMNNNRRRG; 2005) onde retrata o seu autor, Christopher Webster. Na realidade trata-se de um pormenor retirado de um desenho maior de Berberian numa noite "bairro-autista" com vários autores de bd, durante a sua visita ao saudoso Salão Lisboa 2000.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

pós-post-it

fotografia da passada conversa com Marcos Farrajota sobre edição independente no âmbito da exposição QUADRADINHOS - histórias postadas. Pelos vistos, enquanto Farrajota ensina um golpe de Karaté Editorial, alguém no público folheia o Tribune Brute sem saber que a edição está quase esgotada...

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

sonic pdf

Já está disponível a "revista pdf" Sonic Scope Quarterly, editada pela Grain of Sound. Neste número 11 dedicado ao "desenho" irão encontrar trabalhos dos nossos associados André Lemos, Jucifer e Marte com as tiras "In DJ GoldenShower Record collection" e recente "In DJ GoldenShower record collection".
Publicação totalmente grátis, inclui um ficheiro exclusivo mp3... é só ir lá sacar!

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

expo itinerante bd + ilustração + cartoon na Central Comics, com tiras de Marte

Anda pelo Porto uma exposição colectiva itenerante de bd + ilustração + cartoon em que Marte participa com as tiras do discos e concertos: «O Espaço Musas, com o apoio da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, vai organizar uma exposição colectiva de BD, Ilustração e Cartoon para a qual o (a) convidamos a visitar. A exposição estará patente na sede da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, onde será inaugurada, às 17h do dia 5 de Novembro 07, aí se mantendo até ao sábado seguinte, dia 10. Percorrerá depois, sucessivamente, os seguintes locais de exposição: Espaço Musas – até 25 de Novembro, Casa Viva – de 1 até 22 de Dezembro, Central Comics – de 1 até 31 de Janeiro, regressando depois ao Espaço Musas para novo período de exposição final de quinze dias, com datas a determinar.» Participam Rui Ricardo, Rui Sousa, Ivan Mendonça, Hugo Jesus & Manuel Morgado e Paulo Pinto. Galeria dos trabalhos expostos aqui.

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

O Mistério da Cultura... completo!

Até 30 de Dezembro, a Work&Shop apresenta ao público as duas partes do "O Mistério da Cultura" numa única exposição! Todas as 126 obras especialmente criadas por 14 artistas e ilustradores: André Lemos, André Letria, Bruno Borges, Edgar Raposo, Joana Figueiredo, João Fazenda, João Paulo, Marcos Farrajota, Nuno Saraiva, Pedro Brito, Pedro Zamith, Richard Câmara, Teresa Amaral e Vanessa Teodoro.

Cara ou coroa?

Bongolê Bongoró #2 (Pégasus Alado; 2007)
Ups! #4 (Aquilo Teatro; Dez'07)

Este segundo número do Bongolê Bongoró está, em relação ao número anterior, mais estilizado, mais airoso e "sexy" mesmo quando na lombada se lê "Manual de Economia Doméstica - fascículo XIII". A impressão da preto e vermelho da capa (e do poster que acompanha a edição) deu-lhe um ar mais profissional. No entanto, a fórmula "non-sense non-stop" repete-se com menos frescura embora não seja de desprezar as participações "chilianas" de Edgar Raposo, Pepedelrey, João Cabaço e André Lemos, e já agora, do italiano Claudio Parentela.
A edição deste zine é sem dúvida ambiciosa uma vez que não tem pudor em fazer "cut'n'paste" do material ao longo das suas páginas A5, obrigando o leitor a fazer uma leitura total, forçada e atenta do zine - por exemplo, a bd de João Cabaço aparece dividida em duas partes sem aviso, estando no meio uma ilustração do Parentela e um texto.
Em Fevereiro 2008, a Chili Com Carne com a Groovie Records, espera realizar um Encontro de editoras e autores independentes de banda desenhada em língua portuguesa, onde esperamos ter como convidados os elementos da Pégasus Alado. Uma altura para os conhecer e adquirir exemplares deste zine.

O quarto número do zine Ups! ao contrário do "BB" desilude logo de início enquanto objecto físico devido à capa nada atraente composta por um texto - uma troca de e-mails com o editor João Louro revelam que houve algum stress para acabar a edição e por isso algumas decisões de Design não foram as melhores. Mantem o sempre engraçado formato quadrado (17x17cm) e assume-se como um ”fanaudio” porque, como já tinha acontecido anteriormente, as criações (bd, ilustração, textos e fotografia) foram musicalizadas. A sua audição é feita online.
No meio de tanta coisa destacamos a bd de Brown pelo seu virtuosismo e humor, a pintura bruta (?) de Carlos Veloso, os monstros ilustrados de Rui Sousa, o ar "blasée" das modelos na bd de José Vaz, as ilustrações de Pedro Zamith e as tiras “Não tavas lá!?" por Marte. Quem poderia ser destacado também seriam as bd's de K!m Pr!su e João Louro (com argumento de Anabela Teixeira) se não usassem (mal) o digital na legendagem (nos dois casos) e no tratamento de cor (no caso de João Louro). Quando é que as pessoas vão deixar-se enfeitiçar-se pelos fascínios tecnológicos para destruir os seus desenhos? No primiero caso, é especialmente grave visto que os desenhos são 100% "freaks" e "psicadélicorgánicos" e apanham com as "fonts" mais deslavadas e frias do PC.
Quanto à música, ainda não ouvi tudo porque só dá para ouvir pela 'net e considerando que a minha ligação não é das melhores, eis-me info-excluido para ouvir o que foi feito por Victor Afonso, Victor Gama, Ulrich Mitzlaff, Tiago Rodrigues, Push, Phantasma, Pedro Lucas, Pedro Almeida, Marcos Silva, Luís Andrade, Julieta Silva, João Louro, Gil Nave, Daniel Gamelas, Carlos Santos, Bruno Felício e Alberto Loops.

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Italianati noizi, due

Fotos da exposição internacional e colectiva "European Comics Cartography" no Museo Nazionale de Ravenna, por Filipe Abranches. + umas do Filipe aqui e dos romenos-locos do Hardcomix aqui.