quinta-feira, 7 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Sem stresses...
blog.stress.fm/2012/05/bestiario-ilustrissimo-parte-1.html ... ou o concerto dos Cangarra (onde participa Ricardo Martins na bateria): blog.stress.fm/2012/05/cangarra-ao-vivo.html ... e finalmente entrevistas aos editores: blog.stress.fm/2012/05/bestiario-ilustrissimo-parte-2.html.
E já agora, também eis o concerto que fechou o Festival Rescaldo, um quarteto divido entre o Rock e o Improv, onde entra o nosso associado Pedro Sousa: http://blog.stress.fm/2012/05/canhao-sousa-nogueiro-ferrandini-na.html
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sábado, 7 de abril de 2012
Dallas Primitivo
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domingo, 11 de março de 2012
(On the quest for) Beograd Underground
On the Quest for Beograd Underground
Muriel Buzana, Espanha / Sérvia, 61’
Documentário sobre as movimentações alternativas de Belgrado que passam pela banda desenhada, música, artes plásticas ou aúdio-visual. A Sérvia vive um momento eufórico de produção artística após vários anos de guerra, sanções económicas e regimes ditatoriais. Curiosamente são entrevistados muitos autores e activistas da bd como o conhecido Aleksandar Zograf, e ainda Wostok, Septic, Vladimir Palibrk ou Johanna Marcadé.

Agradecemos ao Aleksandar Zograf que nos avisou deste documentário sobre a cena "underground" sérvia, onde aparece a "crew" toda da tournê Boring Europa. No gozo disse que o Marcos Farrajota agora é sérvio. Nós achamos até que ele deveria mudar o nome para Marko Faražotić e ir para Belgrado! Curiosamente ainda há pouco tempo tinhamos descoberto outro documentário daquelas bandas...
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Kovra #3
Apesar do isolamento na residência finlandesa ainda recebo zines daqui e dali do mundo. Há algumas semanas foram uns zines dos anos 90 de Nova Iorque, ontem foi o Kovra da Ediciones Valientes. Neste número aparece uma bd do camarada Ricardo Martins também ele exilado, em Barcelona. Pedidos obrigatórios à Bolido de Fuego!
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
comix ANTI POP
Mais publicações que sairam ou ficaram acessíveis durante a Feira Laica. Estas dedicadas à banda desenhada e não é por serem de bd que são as mais impressionantes! Juro! Elas são bem melhores que os graphzines!
Começamos com o grande furor (inter)nacional que é o segundo número do Lodaçal Comix, um zine organizado por Rudolfo, artista da bd e do CD pirata verdadeiro chavalo hiper-activo que prometeu e cumpriu. O projecto foi anunciado como trimestral e assim está a ser, já vai no número dois e sei que o terceiro já está quase feito!
Não é de estranhar que apareça Snakebomb Comix #1 em Portugal distribuído pelo próprio Rudolfo, não partilhassem ambos títulos autores e estéticas idênticas. Tendo acesso a estes dois títulos ao mesmo tempo, coloca-se a questão onde começa um e acaba o outro. Pode-se dizer que a única diferença é que este último é feito exclusivamente por autores norte-americanos e que têm uma capa em serigrafia (e menos páginas, toma!).
Por fim, a Firma voltou e lança a colecção Vera Suchankova com Dark Shine (2011) do sérvio Aleksandar Opacic, autor presente no Salão Lisboa 2003 e publicado em Portugal na primeira Crica Ilustrada.
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sábado, 2 de julho de 2011
Crack primitivo
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Eu não quero ver o Porto a arder!
Foi um fim-de-semana brutal no Porto a da Feira do Jeco... Ainda estou a recuperar da cidade que têm mais arte por metro quadrado e a melhor música do país - bastou o concerto de HHY & The Macumbas na noite de Sábado para perceber isso. Finalmente consegui ouvir / ler as edições que trouxe de lá depois de tanta animação e festa como se pode ver pelas fotos tiradas pelo Ghuna X. Só o Jeco é que não entrou...
Para uma feira tão pequena teve até muitas novidades editoriais, alguns lançamentos ou pelo menos resumiu bem a cena independente do momento com especial enfoque no Norte, claro. Começamos pelos mais velhos, já lá vão quatro números da «revista de poesia» Piolho (Ed. Mortas + Black Sun; Mai'10-Mar'11) que na realidade é um fanzine fotocopiado A5 que ou sofre de falta de modéstia ou não quer criar ruído de comunicação à população (quantos sabem o que é um fanzine?). É uma reacção à ausência de publicações que publiquem poesia - género literário desdenhado pelo mercado - em que assume o papel da falência da Poesia sem pejo ao publicar num formato económico. Atitude lógica, o contrário seria o "zero" ou o "fim". Não sendo eu fã de Poesia é-me difícil considerar sobre os trabalhos publicados mas uma coisa é certa, sente-se energia por aqui!
Já é chavão que "a revolução não ser passada na televisão" - o que não é bem verdade, vide a "Primavera dos Países Árabes" - mas se dependermos de publicações como a EVUSP (Las Cucarachas) que no segundo número (Jan'11) é o mais certo que "Revolução vai passar nas revistas de novas tendências" de tão "clean" e "design" que é. Este zine é todo ele "esquerda" - contra o Capitalismo selvagem, contra a alienação,... - mas é tão "fashion" a nível de aspecto gráfico e sonoro - ah! sim, é acompanhado por um CD de "spoken-work" e poesia musicada - que acaba por nada trazer de novo para qualquer mente sabida. No fundo, tal como milhares de bandas de Death Metal ou de Hip Hop, é mais um grito de revolta mas que nada altera o estado das coisas. E eles próprios sabem o que está mal quando Chullage (muito à Saul Williams) diz/ escreve «não só pensamos com computadores, também pensamos como computadores». Exacto, esta "Expansão Violenta de Um Sentimento ou Paixão" precisa de carne, ossos, nervos, vómito, tudo ao natural sem corantes e conservantes, PVC, PC e mp3. No fundo, sendo este colectivo capaz de se esforçar para um objectivo comum - uma publicação que junta ilustração, poesia/literatura e som, e dentro do género (qual?) com pernas para andar - deveria era partir cabeça de como se parte o sistema. Invés de poesia revolucionária preferia saber se é possível arranjar um advogado que conseguisse acabar com os outdoors nas ruas, por exemplo. Ou que fizessem um workshop com putos para danificar cartazes publicitários. Isso sim seria um soco na besta capitalista!
O Rey fez o melhor vídeo de Hip Hop de sempre... mas também o álbum que mais me desiludiu... A sua estreia com Sua Alteza o Vagabundo (ed. de autor; 2011) é um álbum de Hip Hop igual a cem álbuns de Hip Hop Tuga (percebo agora o que o Ex-Peão queria dizer com isso). Talvez algumas frases sejam mais fortes mas o "blá-blá-blá" autofágico e paranoíco é de sempre - pergunto, mas quem são os gajos xungas da cena? porque têm eles tanta importância para estarem sempre a ser denunciados mas sem nomes explícitos? -, uma faixa com vozinha de ir ao cu R'n'B, uma falta de coragem em sair do normalizado beat (já para não falar das orquestrações dramáticas xungas ou a guitarra acústica "sensível"),... Inexplicável! Um tipo que faz o vídeo mais antagónico aos clichés do Hip Hop acaba por não conseguir sair da caixa. Só há "bring da noize" em Rua, verdadeiro hino ao graffiti, que chega às formas sonoras mais contemporâneas, que dá o power e o groove que as palavras de Rey precisam. Correm rumores sobre a participação do Rey com o Ghuna X talvez aí finalmente teremos algo "dread" à séria tal como o Ghuna conseguiu traduzir a M7 em algo decente. Já agora, ela e a Capicua, são as Sygyzy, dupla feminina que participam neste disco, e tal como Rey, apesar das letras cortantes não conseguem fugir às palas do Hip Hop convencional. Parece que há muito que o Hip Hop falha como linguagem plástica, o que não é de admirar, nascida quase ao mesmo tempo do Punk e do Industrial, ambas há muito que se tornaram caricaturas de si mesmo (Eminem, Rammstein ou Green Day). Viva o Breakcore!
E por falar nisso... o Rudolfo têm novo álbum! Só os panilas ainda não compraram esta joia de 8(hate)bit nacional, intitulado Vampiro do Gueto que apresenta um Rudolfo que já não tem 17 anos a dizer xixi cócó mas um rapazola a mudar a voz e a escrever letras semiópticas. A estupidez da juventude continua mas está em metamorfose, as borbulhas desapareceram mas nada indica que vai sair daqui uma borboleta. As letras parecem mais Dark (Teen Angst?) e correm o risco de ficarem "intelectuais", o que não é um problema mas o Rudolfo já não é Rudolfo. Já é o Rudeman ou o Rudolfão. A mudança ainda não é total porque ainda há aqui muitas músicas muito parvas, divertidas, "nerds" e porcas como Poder Lunar, que fala da série de anime Sailor Moon. Todos irão desejar que o Rudolfo fosse conservado em formol e que não crescesse mas infelizmente não é o que vai acontecer. Seria fixe ele arranjar um puto, em jeito de franchising, que fizesse de Rudolfo-de-há-um-ano para continuarmos a ter acesso a esse Rudolfo que já não existe - se os Devo fizeram isso porque não pode fazer o Rudolfo? Os valores de produção sonora elevaram - está mais clean, sem dúvida - enquanto os da embalagem mantêm-se grandes como sempre - quase pensamos que estamos a comprar um single em vinilo no primeiro contacto com o objecto.
Vale a pena ouvir este puto que já 'tá na universidade! Até porque isso não o impede de ser um hiper-activo na cena underground, quer na música quer na bd. Ainda há poucas semanas lançou o primeiro número do zine Lodaçal (Rurucomix). Iniciativa de se louvar que pretende ser uma antologia trimestral de bd. Em 36 páginas A5 reúne um misto de autores novos (Natália Andrade, Maré Odomo), novos mas activos (o próprio Rudolfo, Afonso Ferreira, Tiago Araújo), uns velhotes (Marco Mendes, Christina Casnellie,...) e o Ricardo Martins que não sei em que saco colocá-lo - porque raramente saí trabalho dele cá para fora, e que aqui participa com uma bd toda bem feitinha e isso tudo. É uma mistura estranha mas que mostra um panorama diversificado de estilos e de vontades. Estaremos perante um "great comix zine revival" com iniciativas tão sincopadas como alguns títulos do ínicio de milénio? Espero bem que sim! Próximo número já está programado para Junho!
Outra novidade do Jeco, uma recuperação de baú industrial, cortesia chifruda, de um split'CD-R de Derrame Sanguíneo e Sektor 304 cujas primeiras 50 cópias contem um fanzine de 20 paginas com textos de André Coelho e Gustavo Costa, assim como artwork exclusivo de Coelho e uma capa serigrafada nas Oficinas Arara. «Derrame Sanguíneo foi um projecto de Gustavo Costa (infame baterista de diversos projectos como Motornoise, Most People Have Been Trained To Be Bored or Lost Gorbachves) e Iur, um visionário / doido devoto ao Industrial. As faixas apresentadas neste projecto são as únicas gravações deste projecto e são um bom exemplo do Industrial feito em Portugal durante o final dos anos 90 e inícios do século XXI. Industrial do virar do século, repleto de vocalizações ásperas, palavras duras e batidas programadas odiosas.
A segunda metade deste split pertence a Sektor 304, um projecto bem mais recente que apresenta aqui 3 faixas exclusivas dos seus inícios, incluindo uma remistura da única gravação de Intonarumori, a banda imediatamente anterior a Sektor que continha nas suas fileiras membros como Tshueda (ex-Hospital Psiquiátrico) e J.A. (Wolfskin, Karnnos). Sucata, batidas tribais e ruído.» Press-realease dixit. E diz muito bem, ao ouvir estas peças do passado vamos mesmo de máquina do tempo para sons de "junk" a sério, imaginário Dark, sem tampões nos ouvidos... nada a declarar! Já agora podiam reeditar as gravações de Hospital Psiquiátrico que também merecem uma edição tão ilustre como esta!
Por fim, saiu mais um baralho de cartas de Ricardo Castro, Monstruário, continuando a adaptação de Maldoror. As minhas dúvidas persistem em relação ao projecto e à obra literária. O que posso dizer é que gostei mais deste baralho porque o desenho é mais desenho orgánico e menos "design". Acho que está muito melhor...
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Puro Turbo Folk!
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sábado, 6 de novembro de 2010
PEQUENO É BOM encontros sobre edição independente (7ª sessão)
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Desastre Popular
DESASTRE POPULAR
Uma Exposição de Margarida Borges e Ricardo Martins.
Inauguração 4 de Novembro - 20H.
Concertos - 22H.
CANGARRA
FILHO DA MÃE
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No Bacalhoeiro durante o mês de Novembro.
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sábado, 23 de outubro de 2010
Imprensa Freak (2)




A redação do jornal alemão Jungle World esteve em Portugal (que como todos sabem resume-se a Lisboa, Porto e Fátima) e fez um apanhado dos nossos temas contemporâneos. Mas para estarmos aqui a falar deste periódico maroto de esquerda? Por duas simples razões:
1) foi dada exposição à ilustração/bd portuguesa e à Chili Com Carne nas suas páginas. Conhecemo-nos em Berlim durante a tournê da CCC e rapidamente perceberam a importância do nosso trabalho, daí que nas páginas centrais publicaram bd's de Filipe Abranches, Marco Mendes e Ana Biscaia (autores que já publicámos em antologias) e ilustrações de Ana Ribeiro, David Campos, José Feitor, Ricardo Martins e Ana Menezes.
Mas mais importante: 2) foi o único jornal no mundo (!) que tratou do fecho e destruição da casa ocupada lisboeta SPCC. Apesar da Chili Com Carne ter enviado e-mails para a sua lista de contacto de imprensa (que não é de desprezar, diga-se) não houve nenhum interesse da parte dos meios de comunicação ou dos jornalistas - até a nível pessoal - pelo assunto.
Ambos assuntos mostram a total ignorância e falta de interesse pela cultura alternativa da parte dos meios de comunicação que cada vez mais agem como animais domésticos. Dóceis e desinteressados para tudo que seja fora da casa e do quintal, aliás, um gato ou peixinho dourado não sabe ler os e-mails ou as facturas da EDP dos donos. Um dia quantos os donos são expulsos de casa com uma mão à frente e outra atrás, ou um dia sem dinheiro para ração, lá vão eles pró meio da rua ou pela sanita abaixo! Um gato ou um piriquito ainda se safam... um jornalista precisará de uma casa para dormir! Infelizmente será tarde demais, para encontrarem ou montarem uma casa ocupada porque não ligaram aos e-mails da CCC. É um final de estória triste, terão de dormir com os papeis do jornal que os abandonou...
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