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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

ACEDIA de ANDRÉ COELHO - Obra vencedora do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!" (2015)



Acedia é o novo livro de André Coelho e na realidade é o seu verdadeiro primeiro livro a solo - os outros livros foram colaborações como, por exemplo, o caso de Terminal Tower com Manuel João Neto...

Acedia é um romance gráfico que foi o vencedor do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD deste ano e junta-se a uma série de livros da Chili Com Carne que resultam dos resultados desse concurso onde vamos encontrar O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor de 2013) de Francisco Sousa LoboAskar, O General de Dileydi Florez e O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo.

Um livro que consegue estabelecer um equilíbrio entre experimentação e tradição na banda desenhada estabelecendo um paradoxo entre a sua energia criativa com o ambiente mórbido da narrativa. Especulamos que a personagem do livro seja um alter-ego do autor e que alguns episódios sejam autobiográficos mas na essência estamos no domínio da ficção - ou da auto-ficção?

Sinopse: Um homem, Daniel, sofre de distorções na sua percepção visual devido a um corpo estranho alojado algures na cavidade ocular. Apesar da insistência das notificações hospitalares para dar início aos seus tratamentos, ele vê-se confrontado com a hipótese das suas alucinações estarem a proporcionar-lhe uma fuga para uma nova percepção da realidade. Daniel terá que optar entre encarar a sua doença como um sinal evidente da sua mortalidade ou como uma intensificação da vida.


Eis algumas páginas da obra:


104p. (muito) preto e branco 18x24,5cm, 500 exemplares

O concurso 500 paus tem o apoio IPDJ e de todos os associados da Chili Com Carne.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne e nas lojas BdMania, Mundo Fantasma, ZDB, Linha de Sombra, Tigre de Papel, Fatbottom Books (Barcelona), Tasca MastaiMOBUtopia, Bertrand, Black Mamba, Ugra Press, Purple RoseRastilhoLAC (Lagos) e Matéria Prima. E não na FNAC...

Historial Lançado no dia 6 de Outubro 2016 no Lounge Lisboa com actuações dos Smell & Quim e Rasalasad vs shhh... ... entrevista ao autor e editor na revista Umbigo ... apresentação no North Dissonant Voices 2017 no Black Mamba ...


André Coelho nasceu em 1984 em Vila Nova de Gaia, onde reside. Tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes.

Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. Entre várias bandas que fez parte destacam-se os Sektor 304 e Profan. Têm participado nas várias antologias da Chili Com Carne com desenho, BD e textos e em exposições pelo Reino Unido, Finlândia, Suécia, EUA, Espanha, Itália, Portugal e Brasil.

A sua estreia monográfica foi com Terminal Tower, em 2014, em parceria com Manuel João Neto. Neste mesmo ano, os originais do livro foram mostrados no Festival de BD de Beja, Amplifest (Porto) e no Treviso Comics Fest.

Bibliografia: SWR Chronicles (SWR; 2014), Terminal Tower c/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014), Sepultura dos Pais c/ David Soares (Kingpin; 2014) e Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015) Colectivos: MASSIVE (Chili Com Carne; 2010), Destruição (Chili Com Carne; 2010), Subsídios para MMMNNNRRRG #1 (MMMNNNRRRG, 2010), Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011), É de noite que faço as perguntas c/ David Soares et al. (Saída de Emergência, 2011), Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012), Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012), "a" maiúsculo com círculo à volta c/ Rui Eduardo Paes et al (Chili Com Carne + Thisco; 2013), Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014), PostApokalyps (AltCom, Suécia; 2014), Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne, Itália; 2014) e Altar Mutante #3 (Espanha, 2015).


Feedback: 
Livro curto, Acédia é o primeiro trabalho de longo fôlego a solo de André Coelho que se apresenta como uma narrativa coerente, e não colecção de desenhos ou improviso em torno de um tema. Novela concentrada, negra, lacónica, a escrita de Coelho espelha-se em todos os elementos que compõem a narrativa e é necessário ler a sua forma e superfície para libertar os seus significados. Tal qual o tema proposto, há uma realidade que nos é apresentada mas cujo desvendamento se associa à percepção do leitor e poderá mesmo ser intransmissível. 
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Os livros de André Coelho lêem-se como murros no estômago, e este não é excepção. Obra a solo, o poder narrativo de Coelho não é diluído pelos argumentos de outros autores. O murro é mais forte. O carácter duro do grafismo, entre o experimental e o clássico, com um traço ao mesmo tempo rude e elegante, misturando estéticas, recorrendo à mistura de iconografias entre imagética técnica e desenho Intergalatic Robot 
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recomendado pela Vice Portugal 
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Nomeado para Melhor Publicação Nacional e Desenho nos Troféus Central Comics 2017


sábado, 8 de outubro de 2016

CHILI COM CARNE @ SILVEIRA ROCK FEST


No próximo Sábado, dia 8 de Outubro, a Chili Com Carne terá alguns livros à venda no Silveira Rock Fest. Haverá também uma apresentação do André CoelhoPara mais detalhes, consultem a página de facebook do evento AQUI!


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Conhecido no mundo da música mais extrema pelos seus trabalhos como ilustrador, designer e músico experimental, André Coelho vem ao Metal Market no Silveira Rock Fest apresentar o seu livro de ilustrações ICONOLATRY lançado pela editora Universal Tongue. Juntamente, teremos a presença da Chili Com Carne, associação que reúne diversos jovens artistas e que tem promovido e desenvolvido imenso trabalho no campo das artes, onde podemos encontrar algumas publicações do André Coelho. A apresentação decorrerá na zona do Metal Market ás 19h10 durante um dos intervalos dos concertos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Cartazes do Futuro Primitivo A ESGOTAR!!!

Para acompanhar a exposição do homónimo livro Futuro Primitivo foram feitas cinco serigrafias, cada uma com pequenos detalhes. Algumas já esgotaram outras faltam muito muito pouco!!!
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A primeira foi feita por Miguel Carneiro, impresso na Oficina Arara.
A primeira edição-versão-limitada de 23 exemplares foi feito para o Festival de Beja 2011 dos quais sobrou UMA deste monstro 100 x 70 cm / uma cor / sob cartolina preta.

Para o Festival Crack 2011, em Roma, foi feita uma nova versão a duas cores de 66 exemplares que também só já há UMA.
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To travel along with the Futuro Primitivo book + exhibition we made five diferent silkscreens posters, each of them with small details.
The first one was made by Miguel Carneiro and printed in Oficina Arara. First edition is limited to 23 copies - most of them sold in the Beja Comics Festival. There's ONE copy of this 100 x 70 cm / one colour / black paper monster. There's also ONE of the 66 copies of the 2 colour in pink paper version made for the Crack Festival.


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The image of other four posters are made ONLY of Futuro Primitivo skrewed & chopped comix book. The comix images were REMIXED by André CoelhoBráulio AmadoFilipe Quaresma and Margarida Borges creating brand new images in the same logic of the book. 
Printed by Lucas Almeida, there was 40 copies of each poster, most are gone!!!

 
Os outros quatro cartazes foram concebidos EXCLUSIVAMENTE com uma "REMIX" das imagens das bds publicadas no Futuro Primitivo. por quatro diferentes designers que puderam usar o "banco de imagens" do livro para criarem uma nova, seguindo o mesmo conceito do livro. 
Foram convidados André CoelhoBráulio AmadoFilipe Quaresma e Margarida Borges. A impressão ficou a cargo de Lucas Almeida e foram feitos 40 exemplares, muitos deles já espalhados pela Escandinávia e américas e quase todos esgotados!!! 

ANDRÉ COELHO

BRÁULIO AMADO

MARGARIDA BORGES


FILIPE QUARESMA


Estas belas peças encontram-se à venda no nosso site
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You can find this posters in our site

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Desde 5 de Setembro e até 1 de Outubro, o Futuro Primitivo (em finlandês Primitiven Tulevaisuus) está a sujar o Centro de BD Finlandesa, no âmbito da 26ª edição do Festival de BD de Helsínquia, que acontece no no fim-de-semana de 16 e 18 de Setembro.
O evento acolhe Marcos Farrajota e Joana Pires para representar a Chili Com Carne, MMMNNNRRRG e outras edições independentes portuguesas. 
Foram também preparadas novos cartazes em serigrafia com imagens das bds publicadas no Futuro Primitivo remisturadas por André Coelho e Bráulio Amado. A impressão dos cartazes ficou a cargo de Lucas Almeida. Ainda estão disponíveis os do Miguel Carneiro / Arara.
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Futuro Primitivo exhibition (Primitiven Tulevaisuus in Suomi) is trashing the Finnish Comics Society between 5th and 1st October, during the 26th Helsinki Comics Festival. In the weekend of the festival (16th and 18th September), Marcos Farrajota and Joana Pires will be in a table representing Chili Com Carne, MMMNNNRRRG and Portuguese indie comix books.
For this event we'll have new silkscreen posters made of Futuro Primitivo skrewed & chopped comix book. The poster images were remixed by André Coelho and Bráulio Amado and they're printed by Lucas Almeida. The older posters by Miguel Carneiro / Arara are still available.

por / by
ANDRÉ COELHO

por / by
BRÁULIO AMADO

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

FESTA de LANÇAMENTO de ACEDIA e os 500 PAUS com SMELL & QUIM e shhh... vs RASALASAD

FESTA!!!!!
{tri-produzida pela Chili Com Carne, Nariz Entupido e Thisco}

A vida não pode ser só trabalho!

Se bem que no mundo pós-moderno o trabalho & os tempos livres já quase são a mesma coisa - mandem os tlms pró lixo!!!

Mas vá... Dia (noite!) 6 de Outubro no Lounge Lisboa há muita coisa para celebrar:


- o lançamento do regulamento do concurso interno TOMA LÁ 500 PAUS e FAZ UMA BD! pela Associação Chili Com Carne

- o novo livro-bomba de André Coelho, ACEDIA, vencedor da edição de 2015 do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD!

- estreia absoluta em território nacional dos Smell & Quim, uma verdadeira banda de bailarico! Mentira! Vai ser Noise do valente, vamos ver quem é que vai ficar até ao fim! Antes deles, o versus mais simpático de Portugal: Rasalasad e shhh...


cartaz de André Coelho

Sobre os músicos:

Smell & Quim --- Nos idos anos oitenta surgem no circuito internacional da musica ruidosa experimental uns iconoclastas sonoros britânicos de seu nome Smell & Quim que tomam de assalto a cena musical internacional aparecendo frequentemente em fanzines, com entrevistas nonsense e criticas aos seus trabalhos discográficos que muitas vezes roçavam a raiva e a aversão. Com um nome em jeito de trocadilho com a dupla pop britânica Mell & Kim, os Smell & Quim foram uma presença habitual no catálogo da editora nacional SPH (percursora da Thisco), já que era esta que distribuia todo o seu catálogo por cá, catálogo este que era difícil de actualizar já que frequentemente os seus discos ficavam retidos nas alfândegas ou eram devolvidos à procedência devido ao alto teor provocatório das suas capas, já que o imaginário e fascínio visual dos Smell & Quim pela pornografia, fetichismo e necrofilia era bastante explicito, tudo isto na era pré-internet.
Os Smell & Quim têm discos editados um pouco por todo o mundo, com destaque para as editoras Cheeses, Old Europa Cafe, Tesco, Red Stream ou Elsieandjack e gravaram com Aube, Merzbow, Evil Moisture, entre outros. Recentemente a Thisco editou uma cassete com uma colaboração com Rasalasad. As suas raras actuações ao vivo nunca foram concensuais e eram habitualmente incómodas para aqueles a que elas assistiam pela sua estética visual crua e visceral. Estarão hoje os Smell & Quim domesticados? Esperemos que não e é ver para crer.

shhh... --- Rui Bentes iniciou o projecto shhh… em 2003 e que conta com quatro álbuns editados, apara além de diversas participações em splits e compilações, ultrapassando as duas dezenas de edições fonográficas em CD, DVD, vinil, cassete, disquete e on-line nas editoras Thisco, Enough Records, Cold Model Records, Floppy Kick Records, Signal Void e Cobra Discos, em países como Portugal, Canadá, Espanha, Hungria e Japão, tendo colaborado com Sci-fi Industries, Dave Philips, Thisquietarmy, Anla Courtis, Philippe Petit, Cris x, Francisco Lopez, Kenji Siratori, Carlos Zíngaro entre outros. Partilha o projecto The Sleeper Has Awakened com Helder Luís e como complemento da música que faz, também cria a maioria dos vídeos para shhh… e produz composições para teatro, exposições, dança e instalações audiovisuais para o Bando, Útero, A Gaveta, Adriana Queiroz, Galeria da Salgadeiras, The Brooks Museum of Art, Fábrica da Pólvora, contando já com mais de quarto dezenas de peças. Em conjunto com a Overlook Filmes produziu três curtas-metragens, fazendo captação, mistura, sound-design e música original. Também criou o som para o filme de animação Alda e exerceu funções de co-director de som no filme Eclipse em Portugal, tendo até ao momento participado em seis filmes. Recentemente fez a composição sonora para um filme multimédia do Planetário de Lisboa.

Rasalasad --- Fernando Cerqueira iniciou as suas actividades no final dos anos 80 com o seu projecto de musica electronica industrial Croniamantal, com o fanzine Atonal e a editora SPH, onde editou Jim O'Rourke, Merzbow, Brume, The Haters, Telectu, etc... No final dos anos 90 funda o projecto de musica electronica Ras.al.Ghul com que edita vários CDs para a Symbiose, Thisco,  SPH, Grado, Blocsonic, Illuminated Paths, La Nostalgie de la Boue e Moloko +. No virar do século lança a editora Thisco, onde edita Merzbow, KK Null, Rapoon, Lasse Marhaug, Jarboe, Von Magnet, entre muitos outros.  A par da Thisco é editor das antologias oculturais Antibothis, onde participam Hakim Bey, V. Vale, Carl Abrahamson, Critical Art Ensemble, André Coelho, Pentti Linkola, Robin Rimbaud, Francisco Lopez, DJ Balli... Participa no documentário sobre a musica electrónica nacional, TeclaTónica.  As suas mais recentes edições incluem edições em colaboração com Matthew Waldron de irr.app.(ext.) e Nurse with Wound, Merzbow, Emil Beaulieau, Jarboe, Von Magnet, Hiroshi Hasegawa, Smell & Quim, Wildshores entre outros.

sábado, 7 de novembro de 2015

Zona de Desconforto ESGOTADO /// originais em exposição na BD Amadora 2015


Livro do ano passado da nossa colecção de livros de viagem para quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro, a LowCCCost.

Zona de Desconforto é uma recolha de relatos de autores de Banda Desenhada que foram estudar ou trabalhar para fora de Portugal
...

Os autores apesar de terem sido "obrigados" a trabalharem em registo autobiográfico para relatarem as suas experiências, que vão da leve piada do choque cultural às reflexões profundas e intimistas, ainda assim o estilo pessoal de cada autor não foi prejudicado.

Organizado por ordem cronológica, o livro começa com André Coelho, que estudou em Barcelona, em 2006, e expõe as questões nacionalistas catalãs, mas a experiência similar de Amanda Baeza no País Basco (estudou em Bilbao, em 2010) é mostrada de uma forma oposta e "leftfield".

Holanda vai ser uma coincidência de país para a "globe trotter" Christina Casnellie (em 2006) e um ano mais tarde, José Smith Vargas, maior é a coincidência é que  ambos desmontam a sociedade holandesa e a "pan-ibérica".

Londres também é uma "coincidência" para encontramos Ondina Pires (ex-Pop Dell'Arte, ex-The Great Lesbian Show) entre 2008 e 2010, e Francisco Sousa Lobo (vencedor do concurso "500 paus") entre 2010 e 2013, que usam "comic relief" q.b. para contar a depressão que se sente na capital inglesa, e no caso de Lobo esta sua BD é uma "companion" para o badalado romance gráfico O Desenhador Defunto. Mas antes, David Campos complementando a sua experiência da Guiné-Bissau (relatada no Kassumai) visita o resort  de Cap Skirring (Senegal) em 2007 para alertar-nos da exploração não só de recursos económicos mas também sexuais de África.

Em 2013 ainda temos as instrospecções políticas de Tiago Baptista em Berlim, durante uma residência artística; e mais extremas as deslocações sul-americanas de Júlia Tovar para Buenos Aires, decidida a criar a sua família, e com alguma ponta de ironia Daniel Lopes mostra o Brasil como o "futuro", na sua recente visita profissional, como académico.

Esta edição foi coordenada por Marcos Farrajota, frustrado e impotente em testemunhar a emigração, em alguns casos forçada, dos seus amigos e conhecidos à procura de melhores condições de vida, num país que deixa um filha-da-puta de um político alarvar bitaites de que "o melhor que os jovens portugueses têm a fazer é emigrar".

O livro não tem uma "agenda política" porque deixa que o relato de cada autor siga o seu rumo, com saldo positivo ou negativo, deixando ao leitor a interpretação que desejar.

Longe de nós impormos seja o que for...

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Arranjo gráfico: Joana Pires; Capa de João Fazenda; Apoios do IPDJ, Alt Com / Tusen Serier

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talvez ainda encontrem exemplares nas lojas Palavra de ViajanteEl PepMundo Fantasma e LAC.

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Historial: lançado na Palavra de Viajante, a livraria mais bonita de Lisboa a 5 de Abril de 2014 ... vencedor do Melhor Álbum Português pela BD Amadora 2014 ... uma das melhores "graphic novels" portuguesas de 2014 segundo Pedro Moura no sítio de Paul Gravett ... na lista do Melhor de 2014 pela loja Matéria Prima ... Vencedor de Melhor Obra Curta (Berlim de Tiago Baptista) pelos Prémios Central Comics 2015... exposição na BD Amadora 2015 ... 

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Feedback: Grande edição! Podes dizer ao Sousa Lobo que graças a ele voltei a acreditar na BD portuguesa. Que estouro. André Coelho (por e-mail 04/04/14) ... já li o livro, falta o Francisco que guardei para o fim, gostei bastante, é bom os trabalhos serem tão diferentes, acho que as histórias conseguem mesmo levar-nos para outros tempos e espaços geográficos, fizeram-me sentir mesmo fora daqui e todas as problemáticas que isso acarreta, não que sentisse um profundo envolvimento mas consegui deslocar-me... isso é bom. como se de estória em estória saltasse de cidade em cidade. Depois vou ler a história do Francisco e reler tudo de seguida a ver como é... Tiago Baptista (por e-mail 04/04/14) ... 'Tá bem apanhado, o título. Li num parque rodeado de turistas, a pensar que ia compensar a sensação "Portugal, Inatel da Europa". Não tenho a certeza, e parece que apanhei a sensação turística no obverso. O Lobo, se calhar porque parece ter mais espaço que os outros, apanha bem a coisa 'tuga: é como rir de alguém que tem um problema sério. Fora isso acho que o livro caiu ao chão quando li a história dele, de tão pesada que era. O género autobiográfico é fodido e em vez de heróis ficaram os episódios. O Baptista e o Coelho parece que quiseram meter lá os heróis em vez deles. A Amanda Baeza é um pequeno ovni... já tinha falado com ela sobre este bolo basco pesadíssimo, que estou a pensar fazer um dia. Outros, tendo estilos que me pareceram familiares, não retive tanto. Curti algumas piadas da história da Tovar, e se já vi a cena de estar nu noutro lado, ri na mesma quando vi. Fixe o traço do Campos e a deambulação anti-Club Med. Fiquei a saber o que é um flessenlikker e vou ver se arranjo um, para poupar uns trocos e viajar mais. Astromanta (por e-mail 17/04/14) nice book, is an architecture/city sketchbook of tales Valério Bindi do Crack Festival (e-mail 20/04/14) ... Os autores destas histórias a vermelho, nada inocente, seguramente, poderão usar diferentes intensidades dessa leitura dupla. Podemos lê-las como pequenos apontamentos autobiográficos ou impressões do “lá fora”, mas perder-se-ia parte do seu poder colectivo. Mas é na sua conjunção, e no seu gesto editorial total, que percebemos a responsabilidade assumida na identificação do desconforto apontado. Pedro Moura / Ler BD ... Dez autores com registos muito distintos criam uma harmonia que já vai sendo regra nos livros colectivos da editora e que deve mais à mundividência partilhada do que qualquer esforço de homogeneização. (...) tem algo de antologia de BD contemporâena, mas a sua verdaderira vocação é a de dar a ver / ler o mundo estilhaçado que nos coube Sara Figueiredo Costa / Expresso ... De facto todas as histórias de Zona de desconforto trabalham a percepção que qualquer grau de segurança está a um passo de ser exposto quando se dá um passo no desconhecido, mesmo um desconhecido próximo. E para abordar o mundo é necessário cada vez mais dar esse passo. JL ...



André Coelho

David Campos

Francisco Sousa Lobo

Amanda Baeza

Tiago Baptista

Daniel Lopes


domingo, 11 de fevereiro de 2018

FuTuRo prImItIvO ESGOTADO ... fucking mutants!


UMA antologia ____________de BANDA DESENHADA
$$$  de artistas da Associação CHILI COM CARNE
€€€ a saber : :: Lucas Almeida, Ana Ribeiro, Manuel Pereira, João Ortega, Inês Cóias, Daniel Seabra Lopes, Marco
Moreira, João Chambel, Ana Menezes, André Coelho, João Maio
Pinto, Andreia Rechena, Bruno Borges, Rafael Gouveia, David Campos, Sílvia Rodrigues, Pepe

delrey, José Feitor, ________Natália Andrade com Christina Casnellie, Uganda Lebre, André Lemos, Bráulio
Amado, Gonçalo Duarte, Jucifer, Ana Menezes, Afonso Ferreira, Marcos Farrajota, Rudolfo, Ricardo Martins e Pedro Brito, e ainda participações CADÁVERES-ESQUISITOS com Mattias Elftorp
+ Sofia Lindh (SUÉCIA), Cláudia Guerreiro, Filipe Quaresma, Nevada Hill (EUA), Pedro Zamith, Margarida Borges, Jarno Latva-Nikkola
(FINLÂNDIA), Silas, André Ruivo, Rita Braga, Susa Monteiro (BEJA!) e Valério Bindi + MP5 (ITÁLIA)... mis

turados por unDJ MMMNNNRRRG.
\\\
Lançamento e Exposição dos originais no Festival de BD de Beja (28 Maio a 12 de Junho 2011);  CRACK 3D 2011 & HELSINGIN 26. SARJAKUVAFESTIVAALIT (5TH SepTemBER - 1ST OCtoberrr) then M¨¨älmo /ISV (14th October - 4th November) ; TEXXXXXXXXXXXAS ... 666 de April 2012 :;:;:;:;:;:;: PORTLAND at floating world comics 777 june 2012;; BReiZZZIL (808 2012 na PREgO); Barcel0na at FATbottom Books  (marÇho 15thmarch a 11 maio 2013) y SS. paulo no UGRA zine FesT (6-7abril2013).

...
... 160 p.
16,5 x 23cm p/b, capa a cores ... Capa & Design: Margarida Borges ...
Retratos mutantes dos __________________ autores: João Paulo Nóbrega ... apoios da Bedeteca de Beja, Instituto Português de Juventude, Sociedade___________Finlandesa de BD, Sociedade Sueca de BD,
Wormgod e You Are Not Stealing Records.


!!!) talvez ainda haja exeMPLares  § na, Munddo Fantasma, na zzzzzDB) und neuroTITAN y RRRRastilhuuu e BLACK_MAMBA_vegan_metal


§
EX

Foi feita uma banda sonora (inicialmente para a exposição
entretanto extensível ao livro) com as colaborações de André Ruivo, Somália, J. Ortega, TendaGruta, Te Voy
a Matar, John P-Cabasa,
J
M
P
, Marte &&&&&&&&& Stealing Orchestra, zZZOUNDZZz, Pepedelrey, Rita Braga, Pedro Sousa, Ondina Pires, Cospe,
 _________ Chiby Shit Plan e Assinante 35278/TW ### é gratis e pode ser descarregada em
You Are Not Stealing Records


valerio bindi + mp5


uganda lebre
ana menezes
lucas almeida
daniel lopes
andré coelho
João Chambel

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

20ccc15mnrg


cartaz de Joana Pires sobre desenho de André Lemos

Amamos Espanha!
É um país que sempre soube tratar a Chili Com Carne e a MMMNNNRRRG como deve ser! Tanto que vamos comemorar lá os 20 anos de existência da Chili e (mais uma vez) os 15 anos da MNRG!!!

              desde
  20ccc   1995
  15mnrg 2000

é uma exposição de material gráfico das duas "editoras" que curiosamente comemoram aniversários "redondos" e simbólicos em 2015, na Biblioteca Pública Casa de las Conchas em Salamanca, Espanha, de 11 de Setembro a 12 de Outubro, integrado no Encuentro de Editores Inclasificables as editoras estarão presentes nos dias 18, 19 e 20 de Setembro nas pessoas de Marcos Farrajota, Joana Pires e Tiago Baptista.




A Chili Com Carne é uma organização de jovens artistas sem fins lucrativos cujo funcionamento assenta na cooperação livre e espontânea dos seus associados. Desde a sua fundação em 1995 que temos promovido e desenvolvido as mais diversas realizações no campo das artes, que se têm concretizado, entre outros aspectos, na organização de diversas exposições e publicações. Temos entendido como sendo prioritária uma linha de actuação que privilegie a independência do autor, entendida como liberdade e autonomia de critérios do produtor de objectos artísticos, acentuando a diversidade de formas e conteúdos que caracterizam a expressão artística e cultural contemporânea. Desde 2000 que trabalhamos sobretudo na área da edição de literatura, BD, ilustração, ensaios e música.



A MMMNNNRRRG é um projecto editorial dedicado a “art brut comix” criado em 2000 por Marcos Farrajota e dirigido com Joana Pires desde 2010. “Art Brut comix” significa para nós, autores de BD marginais, visionários, artistas que não se conseguem meter em caixinhas com rótulos. É por isso que publicamos autores de todo o planeta como Janus, Mike Diana, Pepedelrey, André Lemos, Christopher Webster, Max Tilmann, Igor Hofbauer, João Maio Pinto, Tommi Musturi, Neuro, Aaron $hunga, Grupo Empíreo, Alexander Brener & Barbara Schurz, Marriette Tosel, Olivier Schrauwen e Anton Kannemeyer. A MNRG já trabalhou com várias instituições como a escola Ar.Co ou o MUSAC (Espanha); recebeu um prémio em 2010 do concurso TITAN com Já não há maçãs no Paraíso de Max Tilmann; em 2011 os cinco autores portugueses que publicou estavam representados na exposição Tinta nos Nervos no Museu-Colecção Berardo; Caminhando Com Samuel de Tommi Musturi foi seleccionado no livro 1001 Comics You Must Read Before You Die, a critical history of comic books, manga and graphic novels por Paul Gravett; e em 2014 W.C. de Marriette Tosel foi escolhido para um concurso promovido pela Society of Illustrators. Desde 2010 que por volta da meia-noite que esta besta visual transforma-se num “unDJ”, o que significa um DJ sem qualidades e profissionalismo que apresenta as misturas mais improváveis, cuja maior glória foi ter “tocado” no festival Jazz in Agosto de 2012 sabe-se lá porquê…

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20 CCC
     15 MNRG 


Es una exposición de material gráfico de dos “editoriales” que conmemoran aniversarios “redondos” y simbólicos en 2015.

 La Asociación Chili Com Carne (CCC) es una organización de jóvenes artistas sin fines lucrativos cuyo funcionamiento se asienta en la cooperación libre y espontánea de sus socios. Desde su fundación en 1995 ha promovido exposiciones y publicaciones entre otras actividades culturales entendiendo como prioritaria la independencia del autor, así como la libertad y autonomía de criterios del productor de contenidos artísticos para favorecer la diversidad y riqueza de la escena artística contemporánea. Desde el año 2000 estamos trabajando en el ámbito de la edición manteniendo los siguientes principios: 

1. Editar el trabajo de los asociados de forma colectiva o monográfica a través de libros y zines, ya sean literatura, cómics, ilustraciones y ensayos en las siguientes coleciones: a) Colección CCC, dedicada a la fragmentación: poesía, (anti) novela (Rafael Dionísio, Nuno Rebocho), dibujo (João Cabaço, André Ruivo), novela gráfica (Francisco Sousa Lobo, André Coelho, Nunksy), etc… b) LowCCCost, colección de libros dedicados a los viajes en sus formas más variadas: una gira punk-con-libros de CCC por Europa, los 6 meses de David Campos en una ONG en Guinea-Bissau, las experiencias de la emigración contemporánea de los portugueses o la gentrificación en Mouraria (Lisboa) – de la mano de José Smith Vargas... c) Mesinha de Cabeceira, revista de cómics creada en 1992 con 26 números publicados que cambian continuamente de formato y concepto, en la que se han publicado trabajos de la mayor parte de los autores portugueses contemporáneos así como vários internacionales como Mike Diana (EUA), Dice Industries (ale), Claudio Parentela (it), Tommi Musturi (fin), Aleksandar Opacic (ser), Fábio Zimbres (br),... d) Mercantología, colección de reediciones de material del mundo perdido de los zines con trabajos de Marcos Farrajota, Lucas Almeida, Afonso Ferreira, João Fazenda, Jorge Coelho... 
e) THISCOvery CCChannel, colección “Ocultural” de ensayos, entrevistas e ficción con colaboraciones de Hakim Bey, Critical Art Ensemble, Aesthetic Meat Front, Boyd Rice, Rui Eduardo Paes...

2. Apoyar otros proyectos editoriales de los asociados en la promoción y distribución: El Pep (cómics série B / proyecto de Pepedelrey), Imprensa Canalha (graphzines y libros ilustrados dirigido por José Feitor), MMMNNNRRG (Art Brut comix dirigido por Marcos Farrajota), Opuntia Books (libros de autor dirigido por André Lemos), Plana Press (ilustración),… 

3. Promover la ética y modo DIY (hazlo tu mismo) a través del blog chilicomcarne.blogspot.com, así como co-organizando eventos como Feira Laica (2004-12), Samizdata Club (2005-07), Pequeno é bom (2010), F.E.I.A. (2010-…) y co-editando en colaboración con Thisco, El Pep, Festival Crack (Roma), The Inspector Cheese Adventures (André Ruivo), You Are Not Stealing Records (netlabel), Faca Monstro (música electrónica), SWR (Barroselas Metal Fest), Festival de Treviso (Itália), Kus (Estónia), Stripburger (Eslovénia), Wormgod (Suécia), Clube do Inferno (colectivo de artistas)… 

4. Organizar un concurso de cómics para autores portugueses, "Pilla 500 pavos y haz con cómic!" con dos vencedores hasta el momento: Francisco Sousa Lobo y José Smith Vargas, que aparecerán en breve. 

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MMMNNNRRRG

 Proyecto editorial dedicado a los “art brut comix” creado en el año 2000 por Marcos Farrajota y dirigido junto con Joana Pires desde 2010. Para nosotros “Art Brut comix” son los trabajos de autores de comic marginales, visionários, artistas que no consiguen permanecer dentro de viñetas con rótulos. Este es el motivo por el que publicamos autores de todo o planeta: Portugal, EEUU, Inglaterra, Croácia, Finlandia, Sérvia, Rumanía, Rusia, África del Sur o Bélgica… con nombres como Janus, Mike Diana, Pepedelrey, André Lemos, Christopher Webster, Max Tilmann, Igor Hofbauer, João Maio Pinto, Tommi Musturi, Neuro, Aaron $hunga, Grupo Empíreo, Alexander Brener & Barbara Schurz, Marriette Tosel, Olivier Schrauwen e Anton Kannemeyer

El proyecto MMMMNNNRRRG trabajó con varias instituciones como la escuela Ar.Co o MUSAC (León, España); ha recibido el premio en 2010 del concurso TITAN con la obra “Já não há maçãs no Paraíso” de Max Tilmann (Tiago Manuel); en 2011 los cinco autores portugueses que publicaron en MNRG estaban representados en la exposición Tinta nos Nervos en el Museu-Colecção Berardo: Janus, André Lemos, Pepedelrey, João Maio Pinto e Tiago Manuel; “Caminhando Com Samuel” de Tommi Musturi fue seleccionado en el libro 1001 Comics You Must Read Before You Die, a critical history of comic books, manga and graphic novels de Paul Gravett; en 2014 W.C. de Marriette Tosel (Tiago Manuel) fue seleccionado para un concurso promovido por la Society of Illustrators. 

Desde 2010 esta bestia visual se transforma después de media noche en “unDJ”, lo que implica aparecer como un DJ sin aptitudes ni profesionalidad que programa las mezclas más improbables y cuya mayor gloria es haber “tocado” en el festival Jazz in Agosto de 2012 a saber porqué...

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Evan Parker - X Jazz / ESGOTADO


Evan Parker - X Jazz
graphzine / sketchbook de André Coelho
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24p 16,5x21,5cm, papel verde
impressão a duas cores em risografia pela Mundo Fantasma
com prefácio de Rui Eduardo Paes
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edição limitada de 100 exemplares
ESGOTADO
- talvez hajam ainda exemplares na Mundo Fantasma, Linha de Sombra e Just Indie Comics (Itália) -

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Evan Parker (1944) é um influente saxofonista de Free Jazz, nascido na Inglaterra. Houve um encontro com este músico em Pedrogão Pequeno, em Agosto de 2012, com 17 músicos nacionais do jazz e da livre-improvisação no âmbito do X Jazz – Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube com o apoio da ADXTUR.

A residência artística durou toda uma semana, com trabalho dentro de portas durante os dias e concertos à noite em povoações localizadas nas margens do Rio Zêzere. Logo no início, Parker afirmou que não queria dirigir, que estava ali apenas para transmitir a sua experiência e as suas perspectivas da música que utiliza a intuição, a espontaneidade e a interacção de grupo, sem hierarquias, como linhas condutoras. (...) As consequências desta iniciativa têm sido enormes, pois marcou a aplicação em Portugal daquilo que o próprio Parker apresenta como «coisa utópica». Esse foi, de resto, um propósito logo ali anunciado por alguns: por exemplo, o trompetista Luís Vicente adiantou ao jornal Público que tinha de imediato decidido «transportar isto para a minha maneira de tocar e de pensar a música». 

«Deixem espaço para os outros»; «quando ouvirem alguém a introduzir uma ideia, calem-se, dêem-lhe oportunidade»; «toquem menos - não queiram preencher tudo, o ensemble é mais do que cada um dos seus membros»; «ouvir é mais importante do que tocar»; «entrem apenas quando tiverem algo de importante a dizer», «não cortem o caminho dos outros», «se alguém não estiver a fazer-se ouvir, retirem-se»: estas dicas chocalharam com tudo o que se julga que é improvisar, e depressa se percebeu que o alcance da filosofia musical do coordenador desta acção ultrapassava a própria música. 

(...) A memória do que aconteceu em Pedrogão Pequeno ficou registada em texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho – o caso presente, pela mão de André Coelho. É uma memória congelada, fixada no tempo, o contrário da efemeridade dos sons que então se produziram. As recordações mentais, essas, estão vivas e continuam a ter um efeito transformador. A influência que Evan Parker nos deixou é uma construção sem fim à vista. - Rui Eduardo Paes in prefácio

Músicos retratados: Angelica Salvi, Gabriel Ferrandini, Gonçalo Falcão, Hugo Antunes, João Camões, João Lobo, João Martins, João Miguel Pereira, João Pais Filipe, Luís Lopes, Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Miguel Carvalhais, Miguel Mira, Pedro Sousa, Rodrigo Amado e Travassos.
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A edição foi produzida pela Chili Com Carne e Thisco, sendo o sexto volume da sua colecção THISCOvery CCChannel, dedicada às dimensões (ocultas) da (contra)cultura tendo no seu leque colaborações de Hakim Bey, Rui Eduardo Paes, Critical Art Ensemble, Ewen Chardronnet (Associação dos Astronautas Autónomos), Carl Abrahamsson, The Master Musicians of Joujouka, Ondina Pires, DJ Balli, Hetamoé entre muit@s outr@s...

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Feedback : Lançado no dia 18 de Dezembro de 2015 no Barraca Fest III com a presença do autor e intervenção de Rui Eduardo Paes ... Mais do que uma compilação de esboços do autor, os textos que os acompanham traduzem a súmula dos ensinamentos de Evan Parker, conferindo o tempo aos ensinamentos do músico e dando a ilusão da sequência narrativa dos mesmos, enquanto o leitor vai descobrindo a voz do coordenador que não quer ser ditador. Nuno Sousa ... Looks great! Evan Parker ... impresso a duas em risografia, sendo uma delas um belíssimo cinzento metalizado, que traz reflexos às figuras humanas. (...) Um sucinto mas claríssimo texto de Rui Eduardo Paes cria o necessário contexto para os incautos, mas igualmente para nos fornecer algumas pistas não só em compreender algumas das frases igualmente capturadas por Coelho, mas pequenos gestos subtis que poderão fazer adivinhar as tais harmonias conquistadas: as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados de Parker ao escutar os músicos, um saxofonista a não tocar, o sobrolho carregado de um músico de electrónica, as caretas expectáveis de quem segue num transe de notas, e as misteriosas mãos em posições de mudra, em busca de navegações pelos sons Pedro Moura ... my partner Caroline found it again this morning and worried if I was a bit over weight! Evan Parker 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Os 500 paus de 2015!


Os cinco membros do Juri desta edição do concurso interno da CCC, Toma lá 500 paus e faz uma BD já decidiram sobre o projecto vencedor! 

O vencedor é ACEDIA de autoria de André Coelho, livro de mais de cem páginas a publicar neste primeiro semestre de 2016 na Colecção CCC, onde aliás, o autor já publicou várias vezes em antologias e o seu primeiro livro "a solo".

A sinopse deste novo livro: Um homem, Daniel, sofre de distorções na sua percepção visual devido a um corpo estranho alojado algures na cavidade ocular. Apesar da insistência das notificações hospitalares para dar início aos seus tratamentos, ele vê-se confrontado com a hipótese das suas alucinações estarem a proporcionar-lhe uma fuga para uma nova percepção da realidade. Daniel terá que optar entre encarar a sua doença como um sinal evidente da sua mortalidade ou como uma intensificação da vida.


Eis algumas páginas da obra:


Foram entregues onze propostas, a maior participação de sempre desde que começamos a promover este concurso em 2013, sendo que o nível médio da qualidade das propostas é bastante aceitável e provoque pequenas e animadas discussões no seio do Júri.

Ainda assim a maioria do Júri inclinou-se para o trabalho de Coelho que consegue estabelecer um equilíbrio entre experimentação e tradição na banda desenhada estabelecendo um paradoxo entre a sua energia criativa com o ambiente mórbido da narrativa. Especulamos que a personagem do livro seja um alter-ego do autor e que alguns episódios sejam autobiográficos mas na essência estamos no domínio da ficção - ou da auto-ficção?

A Associação Chili Com Carne agradece a todos os sócios que participaram nesta iniciativa, em especial aos que pagaram a sua quota anual e permitiram o prémio monetário - relembramos que actualmente as quotas anuais dos sócios tem como objectivo financiar o concurso "Toma lá 500 paus!" invés de serem apenas um mero pequeno investimento para o consumo das nossas publicações com descontos.

Esta iniciativa tem o apoio do IPDJ e relembramos que graças a este concurso foram já publicados três livros, a saber: O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor de 2013) de Francisco Sousa Lobo, Askar, O General de Dileydi Florez e O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo.



André Coelho nasceu em 1984 em Vila Nova de Gaia, onde reside. Tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes.

Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. Entre várias bandas que fez parte destacam-se os Sektor 304 e Profan. Têm participado nas várias antologias da Chili Com Carne com desenho, BD e textos e em exposições pelo Reino Unido, Finlândia, Suécia, EUA, Espanha, Itália, Portugal e Brasil.

A sua estreia monográfica foi com Terminal Tower, em 2014, em parceria com Manuel João Neto. Neste mesmo ano, os originais do livro foram mostrados no Festival de BD de Beja, Amplifest (Porto) e no Treviso Comics Fest.
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Bibliografia:
SWR Chronicles (SWR; 2014)
Terminal Tower c/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014),
Sepultura dos Pais c/ David Soares (Kingpin; 2014)
Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015)

Colectivos:
MASSIVE (Chili Com Carne; 2010)
Destruição (Chili Com Carne; 2010)
Subsídios para MMMNNNRRRG #1 (MMMNNNRRRG, 2010)
Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011)
É de noite que faço as perguntas c/ David Soares et al. (Saída de Emergência, 2011)
Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012)
Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012)
"a" maiúsculo com círculo à volta c/ Rui Eduardo Paes et al (Chili Com Carne + Thisco; 2013)
Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014)
PostApokalyps (AltCom; 2014)
Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne; 2014)
Altar Mutante #3 (2015)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Vencedor 500 paus 2019



Os cinco membros do Juri desta edição do concurso interno da CCC, Toma lá 500 paus e faz uma BD decidiram unanimemente o projecto vencedor!

All Watched Over by Machines of Loving Grace é uma antologia de BD com as participações de Amorim Abiassi Ferreira (texto), Ana Maçã, André Pereira, André Vaillant (design/ web), Cátia Serrão (ilustração), Cláudia Salgueiro, Dois Vês, Félix Rodrigues, João Carola e Vasco Ruivo. Será um livro de cerca de 104 páginas a sair no final do ano na Colecção CCC.

Segundo a sinopse do projecto: A Revolução Digital, também chamada de terceira revolução industrial, é o nome dado ao processo de substituição da tecnologia mecânica/ analógica pela tecnologia electrónica/ digital. Começando entre os anos 50 e 70 do século passado com a adopção e proliferação dos computadores e da conservação digital de informação, continua até hoje. 

Central para esta Revolução é a produção em massa de circuitos transístores e as suas tecnologias derivadas, das quais as principais são o computador, o smartphone e a Internet. Estas inovações tecnológicas marcaram o inicio da chamada Idade da Informação. A criação da world wide web e por consequência de um Cyberespaço a escala global, intensificou a velocidade, o alcance e o ritmo da informação gerada em todo o mundo. Todas as facetas das nossas vidas têm um “correspondente” na internet: amigos, compras, notícias, comunidade, aprendizagem, livros, conversas, jogos, música, relações, filmes… 

O futuro parece caminhar no sentido de se tornar cada vez mais imaterial e a imagem de uma conversa entre dois seres conscientes, um feito de carne e osso e o outro de circuitos e placas de alumínio, está cada vez menos distante. 

All Watched Over By Machines Of Loving Grace é o nome emprestado ao poema do poeta americano Richard Brautigan.

Foram entregues seis propostas, das quais cinco foram aceites. Curiosamente depois de termos forçado a criação de com antologias na edição do ano passado, foi neste ano que dois projectos de antologias eram superiores às propostas a solo!

Esta antologia foi seleccionada pela temática pertinente para os tempos que correm e com a abertura suficiente para se realizarem trabalhos de cariz especulativo e de reflexão sobre a Internet, o mundo digital, a interpenetração entre real e virtual, isolamento, excesso e manipulação de informação, apatia, controlo, redes sociais, alienação, entretenimento, etc... De facto, existem algumas participações como a do André Pereira, que é notoriamente a que mais se destaca pela positiva devido aos diversos aspectos que foca como o controlo de conteúdos, automatização dos mecanismos de regulação, vigilância e pressão social por parte das redes sociais e como consequentemente tudo isso acaba por estar intimamente relacionado com o capitalismo e as suas múltiplas configurações; ou a do Vasco Ruivo que consegue de alguma forma explorar uma estética surrealista quase vaporwave invocando uma "interzona" entre o real e o digital.

A antologia vai ter presença digital na forma de uma plataforma que pretende desafiar os visitantes com uma experiência diferente. Aqui, o mundo digital e o mundo real surgem numa experiência colaborativa. Um paralelismo entre duas realidades que ilustra o quanto a diferença entre real e virtual é cada vez menor. Este paralelismo torna-se evidente pela interacção do visitante no site, que é visível a todos os que se encontrem online nesse momento. O visitante também pode mexer e alterar a posição dos elementos na página, de forma a que o próximo visitante veja o site sempre diferente, como se de um livro deixado em cima da mesa por um leitor anterior se tratasse.

Por fim, este AWObMoLG também revela novos talentos, tão essenciais a uma renovação da Banda Desenhada portuguesa. Tal como um novo gadget electrónico acabadinho de chegar pela transportadora privada, estamos excitadíssimos com esta antologia! Gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto


Ficam aqui algumas páginas:







A Associação Chili Com Carne agradece a todos os sócios que participaram nesta iniciativa, em especial aos que pagaram a sua quota anual e permitiram o prémio monetário - há mais de três anos que as quotas anuais dos sócios tem como objectivo financiar o concurso "Toma lá 500 paus!" invés de serem apenas um mero "investimento" para o consumo das nossas publicações.

Esta iniciativa tem ainda o apoio do IPDJ e relembramos que graças a este concurso foram já publicados cinco livros, a saber: O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor de 2013) de Francisco Sousa Lobo, Askar, O General de Dileydi FlorezO Subtraído à Vista de Filipe Felizardo, Acedia (vencedor de 2015) de André Coelho e Nódoa Negra (Vencedor de 2018) de várias autoras.


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Sobre os autores: são muitos e mandaram biografias muito divertidas mas tudo junto é um testamento para vocês, nobres leitores. Elas irão aparecer na secção de Autores quando o livro sair. Até lá podemos resumir apenas as participações dos autores em projectos nossos do passado: André Pereira participou com BDs curtas nas antologias QCDA #1000 (2013) e QCDI #3000 (2015) e no livro d'O Gato Mariano (2019) de Tiago da BernardaJoão Carola e Vasco Ruivo no primeiro número da revista Pentângulo, da escola Ar.Co., cujo segundo número Carola e Pereira também entrarão com a Dois Vês; e, Cátia Serrão participou na antologia letã š! #20 / Desassossego, de que fomos parceiros nesse número especial.