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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Kovra #5

Ediciones Valientes; Jun'13

Novo número do zine de Valência, dirigido por Martin López Lam, novamente em formato gordo tal como o número anterior. O enfardanço só se perdoa porque nas suas páginas vamos encontrar alguns doa autores de BD (ah sim, é um zine  de BD!) mais excitantes do momento como os dois croatas Igor Hofbauer e Dunja Jankovic, os aústriacos do Tonto, o francês Craoman e claro o Martin... e pelo meio ainda o "nosso" Rudolfo armado em Crepax do Século XXI e mil outros autores com qualidade.
Kovra perdeu a personalidade do início, como aliás, acontece com todos os que engordam mas também é verdade que os gordinhos costumam tornar-se bonacheirões... Para quem gosta de BD é actualmente a antologia mais importante para seguir!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ego tripas

Uma série de vinis que foram adquiridos nos últimos meses.

Começamos pelo mais irónico, a Thisco finalmente lançou um disco! Um disco em vinil claro porque o catálogo têm cerca de 50 referências em CD, para não falar nos livros da colecção THISCOvery CCChannel. Trata-se de uma colectânea de música electrónica (claro!) intitulada This is Thisco - embora a piada é que não é Disco(sound). Aliás, quem participa são os "suspeitos do costume" que já editaram vários CDs a solo ou participaram noutras colectâneas da editora - com a vantagem que se pode ouvir o disco em rotações erradas e por isso ouvir uma versão mais acelerada das colaborações!
É bom ver os espíritos individualistas dos artistas da Thisco - tipos complicados para convencer a tocar ao vivo, por exemplo, tendo no passado colocado plataformas de promoção como o Samizdata Club em risco - se tenham juntado para criar um objecto (vermelho) desta natureza. Era bom é que não ficassem por aqui, que se organizassem mais e organizassem mais acções. De resto, pouco há dizer, excepto que M-PeX esconde completamente o Fado / guitarra portuguesa e realça o Electro, Thermidor avança para algumas batidas, shhh..., Structura, Mikoben Krieg e Sci-Fi Industries mantêm-sem boa forma, ... nota alta para a participação de Euthymia com o japonês Kenji Siratori, verdadeira banda sonora sobrevivência pós-catastrófica.

Não sei se estes tempos individualistas podem ser contabilizados pelo mundo da "música urbana" mas a verdade é que não só os gajos da Thisco que se apresentam com projectos de apenas um tipo em frente de maquinas que fazem barulho ou música ou lá o que é... No Rock há muito que se vê "one-man-band" por aí, desde o nosso "Legendário Homem Tigre" ao Festival francês RMI-Brica (ver Boring Europa, página 111). Em Espanha, doidinhos pelo Rock como são, também tinha de haver "mono-bandas" como o Tumba Swing, gajo simpático que toca guitarra e bateria ao mesmo tempo em concertos suados mas não quando desenha bd e edita zines e discos. Conhecêmo-lo na Tour Europeia da CCC e recentemente estivemos com ele no Edita 2011 onde nos arranjou o seu EP de estreia homónimo - editado pela Calamidad este ano - com 6 temas que vão do Blues selvajem à badalada de Cowboy choramingas. Uma javardeira de Rock'n'Roll que até convence...

E depois há casos ainda mais estranhos como o single (Dog City; 2011) dos Morte Forte, banda de Cascais que achava o Rock deveria ser perigoso, energético, sujo e niilista como os Turbo Negro fizeram questão de relembrar a quem estava atento nos anos 90. 

Gravado em 2004 e não tendo a banda chegado a lugar nenhum (nem a tira de bd!) pergunta-se porque aparece este tipo de edições... Uma vontade de exercitar a memória? De documentar um falhanço? Talvez justifique que a capa e a contra-capa meta fotos do falecido Renato... Porque não?


Estrategia Lo Capto! com o LP Gran Bola de Nieve (Burka for Everybody; 2011) está no caminho certo do Post-Rock com algum Surf instrumental em formato Power Trio. Talvez possa ser colocado algures entre algum álbum dos Trans Am e outra coisa qualquer coisa sónica dos anos 90. Acredito que seja banda para se ver ao vivo e depois comprar o disco e não o contrário. Há quem goste, eu nunca gostei, talvez porque desde logo no início do "pós-rock", os Cul de Sac já tinham avisado que haveria pouca alma por estas movimentações "roqueiras. Não serão estes valencianos a mudarem a ordem da estrutura macro nem micro. O desenho da capa foi feito por uma destas pessoas - se acertar qual ofereço o álbum! Na boa...

Por fim, e na realidade até foi o primeiro vinilo que comprei desta fornada, Stone (Tremor Panda; 2011) dos alemães Don Vito & Abraxas Apparatus é uma batalha de Noise Rock (dos primeiro, power trio brutal) e Noise electrónico que resulta bastante bem, especialmente sabendo que a sessão foi improvisada. White Noise extremo intervalado por arranca-e-pára de Rock matemático. Vi os Don Vito no passado dia 5 de Abril no Berlin (bar no Bairro Alto), com os franceses Pneu, onde mostravam uma germânica atitude de tocar Rock barulhento com garra epiléptica. Ao contrário dos espanhóis estes alemães assumem mais sentimento e pujança latina, talvez daí o nome Don Vito? 
Mal sabia que estava a comprar um mini-LP de confronto sonoro e se é verdade que preferi este 10" do resto da oferta dessa noite (é bom comprar discos a bandas em tournê, aprendi isso muito bem com a Tournê Europeia da CCC) foi também pela capa em serigrafia que parecia ser de desenho escatológico do francês Craoman... e era! O mundo está cada vez mais pequeno. Bela edição, bom concerto e bem merecido dinheiro gasto numa Lisboa com salas merdosas e mercenários de promotores - esta noite foi uma excepção à treta dos concertos da ZDB e outras porras...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

LSD na CCC, ... não! LDC na CCC... não! LDC na Carpe Diem!

A Chili Com Carne fez uma parceria com a Carpe Diem, e para além da livraria passar a ter a maioria das suas edições e dos associados também irá receber de mês a mês o melhor da bd e ilustração europeia no seu espaço.
E começamos esta parceria de distribuição com os brutais livros do Le Dernier Cri - o colectivo francês de grafismo bruto, cujo objectivo é fazer os olhos vomitarem...
Por isso até Outubro quem quiser ter problemas escatológicos que se diriga à livraria para poderem admirar a antologia Hopital Brut (que inclue participações de associados nossos como André Lemos) ou monográficos de Vida Loco (Breakcore visual e sonoro), o misógino ma non-troppo do best-of de Costes, Pot Pourri, acompanhado pelos desenhos da sua mulher Vanderlinden - ei! afinal se está casado com ela então não é misógino, não é!? Va te faire foutre!
Ou ainda Le Japon Parano (antologia de 5 autores japoneses-lixados: Ichiba Daisuke, Takashi Nemoto, Sekitani, Ayano e Tamano Daisuke), Pet Shit de Craoman,... Bof! Tantos livros que quase podiamos dizer que temos o catálogo do LDC se todos os meses não houvesse mais livros a sair daquela máquina infernal de Marselha!

Dia 18 de Setembro, às 18h30 estaremos na livraria para fazer uma pequena apresentação deste material: a Livraria Carpe Diem celebra o seu primeiro aniversário com um programa de actividades especial. Pelas 18h30, Marcos Farrajota, irá falar sobre os livros de ilustração da editora francesa Le Dernier Cri. Le Dernier Cri é um colectivo de Marselha criado por Pakito Bolino e Caroline Sury em 1993. Nascido das cinzas do movimento “undergráfico” francês dos anos 80, publicou mais de 200 títulos, maioritariamente em serigrafia, produziu mais de 100 exposições pelo mundo fora – tendo passado pelo Salão Lisboa 2005 -, alguns discos, cartazes e três filmes de animação – o último, “Les Religions Sauvages” com mais de 2 horas e sem qualquer subsídio para a sua produção.
A noite será dedicada à música com uma selecção da Matéria Prima, que se iniciará pelas 21h00.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Novo Doba Festival

Novo Doba + Turbo Comix; 2010

Cátalogo de um novo Festival de bd na Sérvia - depois do seminal GRRR organizado por Aleksandar Zograf, agora reduzido a uma programação de galeria, onde a Chili Com Carne irá lá se apresentar no dia 7 de Setembro.
Novo Doba significa "Nova Era" em sérvio, em o editorial do evento / catálogo pretende apresentar uma nova bd, em que os tiques da mesma e os da ilustração, artes plásticas, música, animação e a cultura pop servem para serem recicladas, reconstruídas e recriadas. Uma pretensão maior em intenções do que em resultados - pelo menos a julgar pelos que foram publicados no catálogo não rompem barreiras de nenhuma espécie. O catálogo  que na verdade o que faz é apenas publicar bd's e ilustrações dos vários artistas que participaram, não fugindo à lógica do modelo das antologias de bd alternativa que existem pelo mundo fora, inclusive como as sérvio-croatas. Admito que esta publicação tem um ar mais "sexy" do que o habitual pelo formato ligeiramente maior ao A4 mas ficamos por aí, até porque a maioria dos colaboradores já os vimos nas páginas de outras antologias.
Há gente da Áustria (2143 Dead Srobl e Helmut Kaplan do colectivo Tonto), os franceses do Le Dernier Cri (Guedin, Pakito Bolino e Craoman), o croata Igor Hofbauer, o sueco Max Andersson,... e claro os "locais" como Aleksandar Zograf, Septic, Wostok, Radovan Popovic e Aleksandar Opacic.

Obrigado à Vera S. (da Firma) pelo livro

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Crack On : Ponti Comix Anthology ESGOTADO!

antologia internacional de bd produzida no âmbito do festival Crack

Volume 6 da Colecção CCC ... ISBN: 978-989-95447-4-1 ... Capa: Jucifer - Contra-capa: Marzia Dalfini ... Editado por Marcos Farrajota (CCC) e Valerio Bindi com Giusy Noce e Cecilia Agostini (Crack) ... Design: José Feitor

Participantes: MP5, To/let, Federica del Proposto, Lise & Talami, Tsó, Massimiliano Bomba, Onze, Fabrizio Lascimmia & Bombo, Vincento Filosa, Fréres Guedin, Craoman, Maya Mihindou, Markus Nyblom, Valerio Bindi, Aleksandar Zograf, Marcus Ivarsson, André Lemos, José Feitor, Jucifer, João Chambel, Bruno Borges, Marcos Farrajota, João Maio Pinto, Rafael Gouveia, Miguel Carneiro, Marco Mendes, Lucas Almeida, Pedro Zamith, Sílvia Rodrigues, Anna Ehrlemark, Nina Bunjevac e Ricardo Martins

A tiragem deste livro foi na sua maioria para Itália, ficando só cerca de 150 exemplares para "Portugallo" tendo esgotado - alguns exemplares podem ser ainda encontrados nas seguintes lojas: 100ª Página (Braga), CDgo.com (Porto), Carpe Diem (Lisboa) e Mundo Fantasma (Porto). O livro também pode ainda ser pedido à Forte Pressa - sabemos que também há poucos exemplares em Itália - ou o miolo pode ser descarregado como PDF gratuito nessa mesma página.

Historial: lançado no festival Crack (Roma) e na Feira Laica (Lisboa) em 2009 ...

Feedback: uma boa referência arquivística Ler BD ... the intensity of the language, art and movement is enveloping. It’s a compelling read, and one that I was forced to finish in one sitting. Last Hours O melhor da BD nacional vem num volume colectivo. Sinal dos tempos. João Chambel

...

Editorial de Valerio Bindi

Each year, we ask ourselves..will we do another Crack festival?
Well, its not really like that. For us, its a question of what we’re asking ourselves every day about loving the life we’re living, or the people that we share our desires with. You can answer these questions in one way or another, in every single moment and from the opposite side. The story of crack, this festival in which neither exhibits which neither sells nor is sold. We’ve been here all along getting material together from the various contributors, cleaning the cells of our squatted fortress. But this story doesn’t belong to us anymore: it belongs to the network that continues to grow and evolve. Crack is a process, a movement, and one which we are sure generates a radicant and ever expanding energy, permanently unstable.

Although, maybe it’s not so much a case of how and when Crack started. As capital collapses in old, dark Europe, in the sinister creaking of the ship, a new scene in comix is emerging. But watch out, this time, its not about the cult of the author, nor the aesthetic obsessions, nor the autobiography from another nerd in sneakers’. This time, its brut-comic, nervous and close to languages and real images. Our comics come from unique perspectives, searching for a mainframe, for a new system of encoding. Well, if they want to say that comics are dead, we would like to affirm that they are alive and kicking. Put words and images on paper and throw plasma trackers. In this battle, we are the ones illuminating your dead, fucked-up night sky.

We’ll see then, that in the meantime, we’re looking further into the horizon. Ponti number 2 sees that connection drawn in black and white, on a passage from East to West, from the wandering productions of Chili Com Carne, the Portuguese collective. We’ll keep pushing ahead and we won’t stop. This time, let’s CRACK ON!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amor & Ódio


As edições deste ano do festival Crack fugiram um bocado ao habitual - e ainda bem, nada pior que a monotonia para sabotar a vida de um evento cultural. Assim ao contrário de outros anos em que a antologia Ponti que metia tudo ao molho, este ano decidiu dedicar-se exclusivamente a artistas dos Balcãs. Motivo para meter os outros trabalhos (de italianos e franceses) noutra colecção intitulada de Deriva (Forte Pressa). O primeiro título tem aspecto meio-retro de zine - por ser A5 e parecer "modesto" - intitulada HateLove Knots. "Hate Love" era o tema deste ano e as abordagens aqui são ecléticas como sempre. Estes são os "restos" que não entraram no Ponti deste ano, ainda bem que foram "recuperados" como os Irmãos Guedin, Craoman, Filosa, Yoshi... O segundo título é um monográfico de Valério Bindi, cabeça do festival, intitulado de Flashes : Climate of Hate em que o próprio escreve uma crónica do clima de Itália nos dias de hoje. É interessante o que se descobre de Itália através dele e é interessante a impressão em "violeta forte" deste livrinho agrafado de formato horizontal (mais conhecido de italiano, ironia editorial...). Resulta bem e mais uma vez tira-nos da rotina - desta vez do preto e branco...
Quanto ao "prato principal" HateLove : 3rd Ponti Comix Anthology (Komikaze + Forte Pressa) é um "best of" em inglês de quem conhece o Komikaze #6 e o Balkan Twilight. Não fossem os editores deste "Ponti" os mesmos das antologias referidas, a primeira da Croácia e a segunda da Sérvia, países de onde provém a maior parte dos autores à excepção do romeno Branea (que participou no Greetings from Cartoonia), Anna Ehrlemak (sueca que vive na Croácia), Goran Dacev (Macedónia), Jakob Klemencic (Eslovénia) e Nina Bunjevac (sérvia que vive no Canadá). Alguns nomes já são (ou começam a ser) conhecidos: Igor Hofbauer, Aleksandar Zograf, Aleksandar Opacic (que já participou num Mesinha de Cabeceira), Mr. Stocca, Wostok,... Na teoria o livro está com uma função de "split", ou seja, tem duas capas e estórias de "Amor" vão para um dos lados do livro, enquanto as estórias de "Ódio" vão para o outro. Os grafismos das Balcãs são tão negros que é difícil distinguir o que é o "amor" e o que é o "Ódio". De resto, muito do material deste volume são reedições de bd's das antologias acima referidas, agora traduzidas em inglês para chegar a mais pessoas suponho. Ainda assim, um bom trabalho e mais um feliz gesto de eterna generosidade do festival Crack!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

ccc@crack.2009

CHILI COM CARNE is going back to CRACK next week... not the drug you idiots!
CRACK - 18th to 21st June at Forte Prenestino
CRACK is Italian biggest DIY graphic art festival and we'll be there with two actions:

1) Crack is bringing Marcos Farrajota (founder of Chili Com Carne, MMMNNNRRRG), Jucifer (author), André Lemos (author, Opuntia Books), José Feitor (author, Imprensa Canalha), João Maio Pinto (author) and António Coelho (printer, Mike Goes West). And make some exhibitions of Portuguese comix / illustration authors and silkscreens printed by Mike Goes West.


...
ABOUT US: The CHILI COM CARNE association is a non-lucrative young artist's organization, who's functioning is established upon the free and spontaneous cooperation of its members. Since it's foundation in 1995, we have promoted and developed a series of events in the field of the arts, such as the organization of exhibitions and publications. We favour a line of action that privileges the independence of the artist, in the context of the diversity in form and content that shapes the contemporary cultural and artistic scene. Since 2000, CCC is working mainly in edition:

1. Editing their members work in collective or individual books or zines. CCC publishes literature, comix, illustration and essays, in the following collections:
a) Colecção CCC, dedicated to fragmented books, poetry, (anti)romance, comix (like the Mutate & Survive anthology that published 77 authors from 16 countries), illustration (like João Cabaço scretchbook)
b) Mesinha de Cabeceira ("bedside table" in English), mainly comics, a zine that exist since 1992 with 20 issues published in a permanent mutant change of formats, have published early Portuguese authors, infamous American Mike Diana and other international artists like dice industries (ger), Claudio Parentela (it), Tommi Musturi (fin), Aleksandar Opacic (ser),...
c) Mercantologia, lost zine reprint collection, comics only until now...
d) THISCOvery CCChannel, Occultural collection - essays, interview and fiction - non-comics - co-edited with Thisco electronic label, with contributions of Hakim Bey, Critical Art Ensemble, Aesthetic Meat Front, Boyd Rice... check antibothis.com, thisco.net
2. Supporting other members editorial projects in promotion and distribution like El Pep (the "B series" / Trash comics project of Pepedelrey), Imprensa Canalha (graphzines and illustration books run by José Feitor), MMMNNNRRG (Art Brut comix run by Marcos Farrajota:), Opuntia Books (chap books directed by André Lemos), and other zines of our members
3. Promoting DIY ethos and pathos through our blog chilicomcarne.blogspot.com and co-organizing Feira Laica, a fair that unites the most important independent publishers in Portugal. Most of the time it homage the soviet she-dog blown in space but also the separation of the Church from the State - the first fair was made during the Christmas consumerism frenzy.
...
About Mike Goes West: the Screenprint studio Mike Goes West located near Lisbon is managed as an Open Studio: It works with a close relationship with the artists who wish to use the technique. MgW Studio gives support to printing projects, along with its own Edition production. It gives workshops, and receives artists in artistic-residences regime. Since 2006 MgW Studio became editor of its own Screenprinting projects.
In Crack, MgW will bring the latest silkscreen poster done by Alberto Corradi for the collection “Checkpoint” – a collection of illustrations done by foreigner artist that visits Lisbon.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Balcony power szene

Três antologias de bd, duas vindas da ex-Jugoslávia e a outra da Roménia.

Balkan Twilight (Vladimir Palibrk; 2007) é da Sérvia e Komikaze #6 (Komikaze; 2007) da Croácia, mas as duas são almas-gémeas: capas negras, colaboradores nacionais e alguns internacionais, coincidência de usar colaboradores comuns - em alguns casos com as mesmas histórias -, o aproximado formato 17x23cm (tornou-se um standart das antologias após os livros do colectivo esloveno Strip Core ou do Mutate & Survive), ambos assumem nas suas páginas as línguas maternas e a inglesa em perfeita orgia línguista, e ambas tem um suplemento (escondido nas badanas) com traduções das bd's escritas naquelas línguas "jugoslavas".
A única diferença é que Balkan Twilight pretende explorar temas dos Balcãs mesmo que os colcaboradores sejam estrangeiros como o italiano Alberto Corradi ou o esloveno Jakob Klemencic (que participaram no Mutate & Survive). Depois disso é o bordel de propostas em que é dificil dizer qual das duas antologias será a melhor... a Komikaze ganha porque tem mais páginas e menos trabalhos amadores mas por exemplo. Mas o mais estranho é que alguns dos cromos mais interessantes de cada país está menos bem representado na antologia da sua nação... O Balkan tem uma bd do croata Igor Hofbauer, um autor a seguir com muito cuidado, mas só aparece em "cadáveres-esquisitos" no Komikaze. Ao contrário, o sérvio Aleksandar Opacic, um hiper-activo do desenho bizarro já publicado no Mesinha de Cabeceira, tem três bd's no Komikaze... Um processo de reunião jugoslava ou a razão de haver tantos conflitos por aqueles lados?

Do Balkan, para além do Igor Hofbauer, há os "clássicos" Wostok e Aleksandar Zograf, o Septic - que Opacic e Zograf já me tinham falado quando estiveram no Salão Lisboa 2003 - um desenhador que meterá inveja a ilustrador de capas de bandas de Metal, e a francesa residente na Croácia (creio? começo a estar baralhado) Johanna Marcade que apesar de ter alguns vícios da formação francesa (creio que ela estudou em Angoulême...) tem nas suas mãos um texto bastante alucinado de um tal Radovan Nastic.

Do Komikaze, que é também o nome de um colectivo bastante animado pela dinâmica Ivana Armanini, sinceramente há trabalhos mais apelativos no geral, desde o nosso André Lemos ao Pakito Bolino (do Le Dernier Cri), da canadiana Nina Bunjevac ao francês Craoman (com um estilo preverso "cuty-pie"), os tais "cadáveres-esquisitos", etc... tudo se cozinha num livro com aspecto negro e forte. Só a capa mete respeito.


Ao lado da Sérvia, no país do Drácula e de outros horrores há malta que se diverte a fazer e editar bd num país com poucas tradições na bd. O colectivo Hardcomics lançou o sétimo volume de bd, dedicado à "Primeira experiência sexual" e com o apoio da Playboy romena!
Parece (quase) um livro pra putos dada a capa dura e à entrada haver aquela coisa que muita gente já faz como brincadeira, que é "Este livro pertence a _________". Depois disso é muitos pénis, algumas mamas e poucas vaginas em registo de humor juvenil orgulhosamante disseminado em inglês ou em romeno sem tradução possível. Acredito que a "coisa" esteja a fazer furor na Roménia porque se trata de genuíno - a julgar pela apresentação no Komikazen, a apresentação mais divertida sobre bd que já assisti - e se a maior parte da produção é muita amadora não deixa já de haver trabalhos (daqueles que se compreende) com interesse, sobretudo pela sua força gráfica apesar de serem muito "street-art". São os casos de Saddo, Matei Branea (um dos editores) e Alexandru Ciubotaru. De referir, os "stills" do filme de animação de Pierre Delarue (ok! é um francês!), os cães digitais a copular de Omar e a bd de Roman Tolici, um Hino ao Amor em jeito de vexo & siolência vectorizado... Não há dúvida que das 120 páginas a p/b (e algumas a cores) irá surgir qualquer coisa nos próximos anos. E se me perdoarem o cliché cito o Dracula (Bram Stocker) «- Not so! Alas! Not so. It is only the beginning!»