A apresentar mensagens correspondentes à consulta damas ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta damas ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de agosto de 2015

ÚLTIMA HORA: Farrajota vs Felizardo @ Damas


Marcos Farrajota e Filipe Felizardo vão fazer uma batalha de unDJ só com vinil -mesmo à pró, meu! - no Damas após o lançamento de O Subtraído à Vista na El Pep, numa festa má-onda... Mas primeiro há concertos freaks organizados pela Nariz Entupido. Apareçam!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DUELO DJ ... life is a simple mess release party ... DAMAS ... 28 SET ... ai ai ai


O DUELO DJ mais improvável:

Travassos, o sacrossanto ideólogo do bom gosto, da seriedade e do minímal!
unDJ MMMNNNRRRG, a grande besta do mau gosto, da bandalheira e do "maximal"!

Depois de um lançamento frio e civilizado do livro LIFE IS A SIMPLE MESS (colectênea de capas desenhadas por Travassos + CD) no Jazz em Agosto com a presença do simpático Nate Wooley (que assina texto do livro) EIS QUE o autor (TRAVASSOS) e o editor Marcos Farrajota (é ele o unDJ MMMNNNRRRG) começaram à bengalada! Separados pelos amigos e postos em segurança (embora um deles teve de levar uns pontos nas urgências), um atirou a sua luva branca (estranho, era Verão!) à cara do outro e foi decidido um DUELO até à morte!

Armas escolhidas: discos áudio!

Local e Hora : na Capital portuguesa, mais especificamente no DAMAS, na Quinta-Feira de 28 (vinte e oito) de SETEMBRO.

São precisas testemunhas para saber quem merece a vitória justa e limpa!

ENTRADA LIVRE

o VJ Disléxico ou Pitosgas ou EXTRABIC tentará distrair as testemunhas...

quarta-feira, 28 de março de 2018

Australopitecno


Não sei como anda o Porto mas a música Electrónica voltou a Lisboa, depois anos de secura com o fade out dos camaradas Thisco. Além das damas Jejuno e BLEID que meteram a qualidade num patamar de alto nível, andam para aí mais uns rapazolas a fazer bleeps e tzzzz-tzzzz. No entanto o que achei mais interessante até agora foi o Oströl, que pelo menos cheira menos a anacrónico e parece ter mais vida do que o normal neste país onde a Cultura adora ser estática e preguiçosa. O CD-R Austral Sounds (Rotten \\ Fresh; 2018) mostra isso tudo, capaz de percorrer o Illbient de cortar-à-faca, arabismos gamados pós-"coolonialistas", techno IDM pós-industrial e qualquer coisa mais que me tenha esquecido. Sons para surfar no sofá, topam? Um dos discos do ano SE aquelas damas não derem mais cartas entretanto...
De resto, olhos postos na editora Rotten \\ Fresh que apesar das suas edições precárias e modestas, poderão construir um catálogo de referência para o futuro - como aconteceu com a Symbiose, Thisco, Marvellous Tone, etc.. Isto se houver... Futuro, digo, esse lugar que a Electrónica projecta sempre para sair de lá destroçada.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

QCDI #3000 : DAMAS : 18 JUNHO c/ Filipe Felizardo e unDJ MMMNNNRRRG


Esta QUINTA-FEIRA, dia 18, a partir das 22h, irá acontecer o primeiro lançamento de um livro de BD no espaço Damas (Graça, Lx): QCDI #3000!!!

É o terceiro volume de uma série de livros de BD que publica as excitantes propostas de novas gerações de autores nacionais e que desta vez materializa uma parceria diabólica entre a Associação Chili Com Carne e o Clube do Inferno!!! 


André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao são os quatro autores deste número sub-intitulado Fear of a Capitalist Planet com quatro histórias que operam em diferentes matizes, entre o fantástico, o político e o onírico. Dragões, polícias e pizzas deformadas fazem parte da iconografia deste projecto que continua a ideia do Clube do Inferno de que vivemos depois da catástrofe. O colectivo coloca-se de fora, no futuro, na realidade paralela, para obter tangentes que se querem alienígenas mas não alienantes.

Filipe Felizardo foi o músico convidado para criar o ambiente apropriado para as narrativas pós-apocalípticas que o QCDI #3000 nos oferece. Guitarrista de música exploratória tem discos pelas muito recomendáveis editoras Shhpuma, Wasser Bassin e Three:Four (da Suiça). Espera-se pura aridez amplificada! 

Por fim unDJ MMMNNNRRRG conclue uma noite com Tangos finlandeses, Drones e Hip Hop, que são as músicas favoritas do Grande Cabrão.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

B25



Para seguir o exemplo destas damas e cavalheiros é favor clicar na imagem

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Don't in vitro

Os Don Vito já tocaram mais vezes em Lisboa do que uma banda portuguesa qualquer com menos de um ano de existência. Vieram mais uma vez, no Sábado passado deixando a malta no Damas surdo de tanta energia barulhenta que este noise rock power trio germânico despeja. São máquinas oleadas os cabrõezinhos!
E claro comprei o último LP Comment Ca Va Light My Fire (Head; 2015) que não aquece nem arrefece estar a ouvi-lo em casa, é estranho não é? Mas a verdade é que há bandas que resultam é ouvi-las ao vivo do que em registo fonográfico. Impossível dizer que os 21 minutos do disco sejam maus ou mal-gravados (pelo contrário!) é só porque um gajo que já ouviu tanto Lightning Bolt e Melt Banana, a dada altura mais uma banda do género não oferece muito apego sentimental. De resto, quando Don Vito voltar a tocar em Lisboa, lá estarei eu sem falta!!!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Glória Glória Fetra Aleluia

A Cafetra 'tá de parabéns! Fez o evento do ano! Claro que estamos na recta final do fim de ano, com as listagens parvas de sempre e é complicado lembrar o que aconteceu de melhor do que ontem à noite - em Janeiro o que aconteceu mesmo? Maio? Ehm... Novembro houve alguma cena boa ou melhor? E pelo facto da Noite Fetra & Amigos ter sido logo após a ressaca do Natalixo? De ter sido feito depois dos piores dias do ano, será por isso que faz dela o melhor evento do ano sem mais nem menos? Bof! Nem é por aí, o que aconteceu ontem da tarde até às tantas da manhã na Caixa Económica Operária foi real e visionário.

Real porque a Fetra encheu um dos mais belos espaços de Lisboa - que não se percebe porque não tem dinâmica nenhuma! - e acreditem que não é fácil. O espaço é enorme e como disse não é um sítio de referência na noite lisboeta porque parece mais abandonado do que dinamizado. Já lá vou desde os anos 90 e nunca vi o sítio cheio, fosse com festivais das bandas Beekeeper, dos "hypes" do Rock promovidos pela Mondo Bizarre ou com o Noise da treta lisboeta. Ontem a Caixa bombou sempre de público!

Visionário porque os melhores "shows" foram de mulheres, ou seja, o Futuro é Feminino. Se fosse um feminista diria que estamos numa fase da sociedade ocidental em que os homens começam a mostrar que são impotentes e as mulheres é que têm o poder! Right on! Jejuno foi uma supresa com um Noise cheio de garra e os P.A.s a destruirem os tímpanos das pessoas, quase a entrar numa onda Harsh e marcial de fazer os meninos nazis do Noise mudarem de sexo e ideologia - embora já se saiba que qualquer gajo de Direita é um homossexual reprimido. Pega Monstro é aquele Pop/Rock naif cujo problema seria quando as duas irmãs aprendessem a tocar melhor, medo infundado, a banda está cada vez melhor sem perder o tal charme e vida. Tropa Macaca - são um casal e com uma mulher nos teclados! - foram puro Transe com videos artsy-fartsy porreiros. O festival valeu pelas damas porque os rapazes que tocaram por lá foram uns pichas frias, entesados mas com as bolas a taparem a visão, só chatito... Embora tenha de realçar que não pude assitir aos concertos da tarde por isso não sei se o Smiley Face foi divertido como sempre, se o Éme se matou de tanto "teenage ansgt" ou se Go Suck a Fuck foi aquele hipnótico má-onda, ou ainda o que fez o Ayres...  Pouco importa muito sinceramente. As artistas aqui referidas foram mais do que suficiente para fazer uma boa noite de música. Agora é preciso é recuperar de ontem... ai!

sábado, 5 de março de 2022

ccc@Rescaldo.2022


Volta o RESCALDO e nós voltamos ao Rescaldo depois de vários anos sem irmos lá!!

Eis o plano:

- dia 2 de Março nas Damas em que tocam Carlos "Zíngaro" e Clothilde lançamos o quarto número da Pentângulo, revista co-editada com a Escola Ar.Co., porquê? Porque neste número publica-se uma entrevista exclusiva com "Zíngaro" justamente da sua faceta menos conhecida, a BD!

- dia 6 de Março na St. George Church, montamos uma mesa com uma selecção dos nossos livros mais ligados à música... Apareçam!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ya drunken bastards

O Damas é o spot nocturno de Lisboa... concertos potentes que acontecem neste bar!!! Já devia ter escrito sobre os ingleses Sly & Family Drone que foram dos últimos bons concertos que vi por lá e que fiquei parvo - já foi em Abril... O LP Unnecessary Woe (auto-edição; 2013) é a tentativa de capturar uma banda que tem de ser ouvida/ vista ao vivo. Não é porque um dos elementos da banda suba de cuecas para cima do amplificador que convence a ir ao concerto - não é uma bela visão, o rapaz tem um barriga de cerveja digna de um Pub - mas porque o som deles começa com uma maquinaria que faz (muito) barulho à qual acompanha uma bateria, que mais tarde ou mais cedo costuma ser desmembrada para o público tocar nela, numa espécie de festa tribal com a vantagem de quem começou o evento comunal não quer tocar Bob Dylan nem músicas de escuteiros. A cacofonia aparece desta anarquia polirrítmica de bêbados, punks, betinhas e índios todos felizes de participarem em comunhão na chinfrineira. Estou a ser cínico... qual foi a última vez que um concerto foi realmente divertido? Se tal parede de som pode ser difícil de reproduzir para um disco de estúdio, deve-se afirmar que estes bêbados do caralho da banda conseguiram! Voltem cá, pagamos as bebidas e por discos novos que tenham!

quarta-feira, 11 de março de 2026

Anders Nilsen : Chicago, Comics and Life (2 vol., 2022-25)



Acompanho o trabalho do norte-americano Anders Nilsen desde o zine Big Questions que era vendido numa loja de discos e BDs no Bairro Alto, a Eklet - por uns tempos parecia que Lisboa ia ser civilizada. No Sábado passado, na Tinta nos Nervos apanhei dois perzines do artista, fazendo autobiografia em prosa, o primeiro sobre a sua estadia em Chicago entre 1999 e 2012, e o segundo focado no restaurante Lula onde trabalhava como cozinheiro e como curador da galeria. Não pensem os poseurs que isto é chique ou "que giro"... Estamos nos EUA a vida não é fácil e isso significa trabalhar à séria (na cozinha e noutros dias a fazer BD) não é para fazer CV na ZDB ou no Damas. 

Nilsen reflecte sobre a sua vida neste período quando entrou para a universidade, numa altura que a BD (ainda) era completamente descurada no ensino. Para sustentar-se trabalhava como cozinheiro. Decide ser um "dropout" (alguém que decide abandonar o ensino superior), consciente que os cursos de Arte são armadilhas em que os estudantes acumulam uma dívida enorme, e ao contrário de outras profissionais (médico, advogado, etc...) que conseguem pagá-la ao fim de poucos anos, no caso de um artista (com sorte) consegue ter uma carreira 10 anos depois do final de curso e pagar a dívida - os merdas de Direita que querem privatizar tudo acham bem ficar escravo deste sistema infernal, claro, boa sorte estúpidos! Este pensamento sobre as possibilidades reais da carreira não me parece, apesar das diferenças, muito fora do comum em Portugal mas há outro ponto que ele toca que podemos ver também por cá, que é quem frequenta os cursos de Arte serão sempre classes favorecidas e que estas não tem nenhuma empatia com os que vivem abaixo deles na pirâmide social. Não que a Arte tenha de ser política, panfletária ou social mas a vibração que a Arte tem sobre nós, não é feita de certeza por pessoas que estão bem ou com probleminhas do 1º Mundo - não haveria Grindcore se o mundo não fosse uma merda, certo? Nilsen, preferiu portanto dedicar-se aos zines de BD autopublicando e preparando-se para fazer uma rede de pessoas que gostassem do seu trabalho. Até chegou a Portugal pelos vistos, e aqui este escriba não desiste de acompanhar os seus excelentes livros como a actual série Tongues. Bem jogado!

Os zine vão relatando também como Nilsen vai-se se inserindo na cena conhecendo Chris Ware, Jeffrey Brown, John Porcellino ou a loja Quimby's, até lhe aparecer a sua primeira encomenda por Chris Oliveros quando este geria a importante Drawn & Quarterly. Espera-se por mais volumes desta publicação, é bom os artistas escreverem as suas memórias sinceras para que não se criem mitificações idiotas e desnecessárias.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Crianças que alucinam, masmorras, entregas ao domicílio, dates antes e depois da da pandemia, cartas tarot, insónias, casas que morrem, entrevista a Carlos "Zíngaro" e muito mais como sempre...


QUARTO número da revista 

PENTÂNGULO
uma co-edição Ar.Co. e Chili Com Carne


...
128p. (32 a cores) 16,5x23cm, capa a cores, design de Rudolfo

A Pentângulo é uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade.

Neste quarto colaboram Pedro Moura, Ana Dias, Catarina César e Simão Simões (obra colectiva), Ana Blockveld, Simona Slovova, Tiago Baptista, Marta Baptista, Joana Matos, Carlos "Zíngaro" (entrevistado por Pedro Moura e Marco Mendes), Bruno Alves, David Pulido, Rodolfo Mariano, Diogo Candeias, João Lencart, Joaquim Afonso, Mar Cunha, Masha Motyleva, Pedro Saúde, Sara Baptista, Sara Boiça (também autora da capa), Ema Acosta, Matilde Ingham e Maria Giovanna Mura.

....................................

Projecto apoiado pelo IPDJ e pelas livrarias BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Paperview, Snob e Tinta nos Nervos.

além de estar à venda nas referidas lojas ainda se encontra na nossa em linha e na Alquimia, Tigre de Papel, ZDB, Matéria Prima e Utopia.






............................................................................


Historial: 

Lançamento a 2 de Março 2022 no Damas / Festival Rescaldo com um concerto de Carlos "Zíngaro" e Clothilde.

...

vídeo no Bandas Desenhadas

...

ilustração da capa por Sara Boiça selecionada para o BIG 2023

domingo, 8 de junho de 2025

Partir 1000 paus! ESGOTADO


Índios do mundo: Partir a Loiça (toda) de Luís Barreto, vencedor dos 5001000 paus de 2023 e o fanzine com os maiores custos de sempre ESGOTOU!!!



Este Mesinha de Cabeceira tem um CD a acompanhar cheio de fofura sónica com as bandas Sindicato do Punk, Entre Outros e TINNITRUS, que saíram directamente da Banda Desenhada - uma tradição em Portugal que não é fácil de ignorar se pensarmos "nas" Garina Sem Vagina da chata série "Superfuzz" (2004), no híbrido Yoshi o Puto Dragão e os recentes Podre e Freiras Monomamárias do divertido fanzine Olho do Cu (2018).

Impresso com papel amarelo, as 44 páginas em formato A5 fazem o regresso dos nossos conhecidos Danny e Arby e os seus amigos Cassie e Buddy a meterem-se num comboio e vão até à "Metrópole". Vão ao primeiro concerto do Sindicato do Punk, a banda de Bobi, um amigue do duo. A banda já ganhou alguma tracção com o seu EP de estreia por isso a sala está cheia de fãs ansiosos pela estreia ao vivo da nova sensação do punk nacional. O concerto é absolutamente caótico, envolvendo vibradores, confettis, finos entornados e muito, muito mosh. Mas a actuação do Sindicato do Punk é apenas o concerto de abertura para os TINNITRUS, uma banda local de noise extremo que destrói tímpanos e PAs por onde quer que passe. 

Co-edição da Chili Com Carne e Culetivo Feira.

Iniciativa apoiada pelo IPDJ e Tinta nos Nervos


$$$$$

ESGOTADO mas pode ser qe ainda encontrem nas lojas Neat Records, Socorro, Tinta nos Nervos, Louie Louie (Porto), Mundo Fantasma e Velhotes.


$$$$$



As fotos não enganam as bandas da BD existem!!!


$$$$$

historial:

lançamento ao norte no 18 de Fevereiro 2024 n'O Thigaz em Santo Tirso com conversa de VIPs (very important punks!) como Alexandra Saldanha (iá! a vocalista dos Unsafe Space Garden e que faz BD psicadélica), Marcos Farrajota (um velho, ainda lúcido, da cena) e Rudolfo (Rei da BD portuguesa e Conde do Chiptune)


lançamento ao sul no 24 Fevereiro 2024 na Tinta Nos Nervos em Lisboa com conversa com o autor e à noite concerto de BCC e Triunfo dos Acéfalos no Damas.


$$$$$

 

feedback

 

Ainda não tinha saído oficialmente e já o Pedro Moura, mais rápido que um Punk escreveu no Ler BD: (...) este projecto era a “cara” do catálogo da Chili, ainda que compreenda a diversidade editorial ofertada por esta plataforma (...).  Essa “cara” traduz-se aqui por uma atenção particular para com a realidade urbana portuguesa, real, ancorada, e jamais transfigurada em fantasias ou denominadores comuns que tentam domesticar a imagem da(s) cidade(s) e das gentes de uma forma fácil de consumir, vulgo “postal”. É algo que tem a imediaticidade da escrita diarística, apesar das suas roupagens representacionais, uma recordação de algo ainda quente na experiência, traduzido de forma simples, célere, e, pasme-se, divertida. Se não é um “espelho da sociedade contemporânea”, é um suficiente retrovisor e, como tal, talvez sirva para não sermos ultrapassados.

E o DJ Balli escreveu: Now that I'm quoted in a comic, I can hang my guitar to the wall, thanks to a vip (Very Important Punk) like Luis via Chili Com Carne... you made my day!!!

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Life Is a Simple Mess ... ultimos exemplares ... até porque a Cleanfeed berrou ...




Como as obras deste livro tornam claro, a pureza, no seu lado mais extremo, quer venha da subtracção de elementos ou da negação do contexto, é uma experiência rara. Em interacção com a simplicidade e o turbilhão, esta experiência dá-nos acesso a partes escondidas da nossa mente que contribuem para o equilíbrio, a cor e a forma como nos imaginamos a nós próprios. E tudo isto justifica e realça a nossa humanidade. É assim que Nate Wooley, autor dos textos presentes no livro Life is a simple Mess, procura exprimir o sentimento de total perplexidade e verdade que as obras de Travassos nos transmitem.

Página a página, a surpresa supera-se a si própria, a partir de um imaginário sem limites onde tudo e nada se conjugam em pensamentos que abrem o cérebro para realidades paralelas, numa perfeita comunhão entre design e física quântica. Explorando a união ou a fricção entre elementos díspares e uma crueza ou crueldade que nos atravessa a todos em algum momento da vida, Travassos apresenta, em Life is a Simple Mess, uma selecção de obras gráficas - que reflectem o seu maior investimento de trabalho da última década, dedicado essencialmente à editora Clean Feed e Shhpuma e ao festival Rescaldo.

Do livro fazem também parte trabalhos para outras editoras como a americana Sunnyside ou a alemã Why Play Jazz, bem como algumas imagens inéditas criadas especialmente para o efeito. 

O livro contém ainda um CD com 7 temas, 5 inéditos e 2 previamente editados, de onde fazem parte algumas das mais sólidas bandas de Travassos, tais como Pão, Big Bold Back Bone ou Pinkdraft entre outras relíquias.

Edição CHILI COM CARNE em colaboração com a SHHPUMA (rip). Encontra-se à venda na BdMania, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Louie Louie, Linha de Sombra, Neat Records, La Bamba, You to You e 4/Quarti...





...

Historial: 

 livro lançado no dia 4 de Agosto de 2017 no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian após o concerto de Larry Ochs com The Fictive Five com os autores Travassos e Nate Wooley presentes 

...

Festa em Setembro no Damas para lançar a coisa sem a educação institucional do Jazz em Agosto, está prometida uma DJ Battle entre Marcos Farrajota (editor) e Travassos, aceitam-se apostas!!! 

... 

Reportagens no Público e P3 

...


Sobre os autores:

Travassos é um artista multifacetado, que se exprime sobretudo a partir do design, da ilustração e da música. Colabora há mais de 10 anos com a editora Clean Feed / Trem Azul, sendo o seu principal designer, para além de ser o mentor e criador da editora Shhpuma e do Festival Rescaldo. Actualmente já soma cerca de 400 capas de discos de músicos como Evan Parker, Mats Gustafsson, Pharoah Sanders, Peter Brotzmann, Ken Vandermark, Craig Taborn, Steve Lehman, Fred Frith, Peter Evans, Louis Sclavis, Paal-Nilssen Love, Joe Mcphee, Rob Mazurek, Jamie Saft, Wadada Leo Smith ou Bernardo Sassetti, entre outros.Recebeu já vários prémios de onde se destacam: “Ciudades Futuras” BCD – Barcelona Centro de Diseño; "Bombay Sapphire" CPD – Centro Português de Design; “MAD” - Concurso Jovens Criadores ; Best cover artwork 2008, 2009, 2010 pelo All About Jazz New York ou “Notable album covers of 2015” por Dave Hall. Já viu os seus trabalhos expostos na Experimenta Design, Cankarjev dom Ljubljana, Faculdade de Arquitectura do Porto, Universidade de Aveiro ou no BCD - Barcelona Centro de Diseño.

Nate Wooley é um dos mais aclamados e requisitados trompetistas da actualidade. É um músico transversal que tanto se movimenta nos meandros do Jazz clássico ou contemporâneo, bem como nas franjas mais ousada da experimentação. Para além de músico, Wooley desenvolveu paralelamente um reconhecido percurso na escrita, entre ensaios, poesia minimal e outros textos. Nascido nos EUA, começou a tocar trompete profissionalmente com o seu pai, um saxofonista de orquestras, com 13 anos. O tempo passado em Oregon, a sua terra natal, instigou no músico uma estética musical que influenciou toda a música por si criada nos últimos 20 anos, sobretudo a sua abordagem ao trompete.

....

FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma   
Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...)  

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O Subtraído à Vista / That Which is Subtracted from Sight [ESGOTADO / SOLD OUT]




O Subtraído à vista é o livro de estreia para as massas do músico e artista visual Filipe Felizardo, composto por prosa, banda desenhada e recortes de investigação patafísica.

É um livro que estuda a natureza das imagens visuais e as presunções da percepção - do ponto de vista particular de um homem cego, uma criança albina presa numa caverna com uma avestruz, e uma colecção de outros animais cujo olhar nos ensina algo sobre o que não se vê.

O livro inclui a participação de Carlos Gaspar (ilustrações) no primeiro capítulo.
 Edição bilingue com legendas em inglês.

Comprising prose, comics and entries of pataphysical investigation, That which is Subtracted from Sight, this first book of Filipe Felizardo studies the nature of visual images and the presumptions of perception - from the exquisite points of view of a blind man, an albino child stuck in a cave with an ostrich, and a collection of other animals whose sight teaches us something about what is not seen.

The book includes English subtitles.


500 ex.; 72p. 21x27cm p/b / ISBN: 978-989-8363-37-4

Este é o segundo livro publicado no âmbito do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! embora não seja um trabalho vencedor, é sem dúvida merecedor de publicação.

ESGOTADO
ainda se podem encontrar exemplares na BdMania, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Tasca Mastai, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Stet, LAC, Linha de Sombra, FNAC, Bertrand, Le Bal des Ardents e Utopia.

Historial:

Lançamento com exposição de originais na El Pep no dia 8 de Agosto 2015 e Festa no Damas ...

exemplos de páginas:


Feedback: 

formes assez radicales de composition hybride entre photographies, textes typographiés et bandes dessinées, expériences qui mériteraient un meilleur traitement et une meilleure destinée que ce.
The artwork in O Subtraido A Vista was very appealing, too - quite a stark publication, definitely suited to black and white. A truly beautiful and somewhat strange book!
pStan (Pumf) by email

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Chove cães e gatos


(Ou)vi os 10 000 Russos (sim soa ao nome do emblemático vocalista grego que torturou tanta gente que não podia discutir a música dos pais) numa Feira do Jeco e não sei mais onde. Achei que era mais uma banda Noise Rock Duo Bullshit. Entretanto juntaram um baixista com pinta de russo de licença da Morskaya Pekhota e comecei a ouvir bons rumores deles de gente tão insuspeita como o Rui Eduardo Paes e do Walt Thisney (sim ele existe). "'Tá tudo doido?" pensava eu... Ontem (ou)vi-os no Damas e é realmente outra banda! Mostraram-se coesos e focados, ritmados à Krautrock, armados com a a psicadelia exigida nos dias de hoje, enfim, uma banda que agrada ao vivo - e em estúdio diria eu à medida que vou ouvindo o seu primeiro álbum homónimo editado no ano passado pela inglesa Fuzz Club. Este disco está com uma produção clara sem deixar de ter, no entanto, aquela sujidade que noblesse oblige.
Estão a milhas de distância da k7 de estreia de 2013 - já agora o presente disco existe em LP, CD e k7, ó ironia fonográfica, pois era o que acontecia antigamente lá para 1989 quando começaram a aparecer o CD no mercado! Não desculpas para não obter este disco!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Satélite Zines

Ah! Agosto e a escrita em dia! Muitos zines de 2016! Esquecidos nitidamente numa caixa. Olhando para eles, ainda vale a pensa escrever algo? Veremos bem que sim. Sobretudo fico a pensar o que aconteceu a este pessoal... Vamos lá rápido, rápido que estou atrasado!

Deixo "as damas" pró fim porque são mais interessantes apesar deste Planeta Satélite (Dez'17) de Ricardo Baptista, não ser nada de desprezar, muito antes pelo contrário. O autor que ainda não percebi quem é (já nos cruzámos?) e o que quer fazer porque por um lado faz esta BD bem esgalhada de aventura / fantasia com um grafismo fixe como por outro tem lançado umas BDs de humor tótó e essa é a que tem tido mais visibilidade pública. Lembra o que o Zé Burnay fazia quando andava na faculdade, o que quer dizer qualidade (até rima), ou seja, boa narração com desenhos abonecados. E depois? O que acontece depois? Aconteceu alguma coisa? Acho que vamos ter de lhe perguntar para o endereço planetasatelite @ gmail . com (se o email ainda estiver activo).

Na onda BD ainda, Doctor Borrows (2016) de Bárbara Lopes é uma crítica simples e divertida à psicologia e a sua inocuidade. Lembro-me que peguei neste zine numa feira qualquer porque era o único de BD que a Bárbara tinha. Mais tarde apareceu na antologia Nódoa Negra. Isso já foi há um ano, não há mais nada entretanto? Zeus!


O meu admirável mundo novo (2016?) de Miss Inês é um livrinho quadrado de ilustração com texto do tipo manual de como viver. É uma caixinha de surpresas apesar da sua simplicidade e mensagem positiva. Giro! Sei que fez um desenho, como eu, para o single dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e nem sei como o seu livro veio-me parar à mãos, para dizer a verdade...

Um, Dois (2018) de Anna B. Costa é um simples espelho narrativo com ilustrações com pinguins. Desengana-se quem pensa que está perante um graphzine parvalhão. A autora participou antes no primeiro Pentângulo. Outra para perguntar o que andas a fazer: a.b.costa @ outlook . com


Mais pérolas esquecidas, mais monografias de duas colaboradoras da Nódoa Negra: MANUELinútil (Façam Fanzines Cuspam Martelos; 2016) de Patrícia Guimarães e Go (Dor de Cotovelo; 2016) de Cecília Silveira. Sei que é tarde para falar nestes títulos até porque os colectivos que os publicaram já desapareceram mas são duas pequenas grandes obras dos últimos anos, que deixam uma nostalgia e desorientação, porque raios não apareceram mais obras com esta força nos últimos três anos? Go é uma metáfora sobre o trauma de refugiados e da emigração é contado com simplicidade mas de forma pungente, onde a simplicidade de uma BD curta mostra que vale mais que uma "novela gráfica" de 200 páginas. E o mesmo acontece no segundo livro de Patrícia, com mais páginas é certo, BD assanhada de pós-feminismo e de uma violência deselegante (a lembrar o Janus), não embelezada ou glamourisada, o contrário daquela que costuma aparecer nas BDs de rapazes idiotas (e infelizmente, nos dias de hoje também de gajas parvas). É difícil soltar um riso nesta BD, é preciso ter algum tempo para tal, são assim os melhores trabalhos em qualquer área criativa...

Creio que através da Sapata Press seja possível arranjar o Go.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vieram todos do frio: Finlândia, Noruega, Lisboa... Lisboa?

Eis uma fornada de novos zines/livros que vieram da visita da CCC ao Festival de BD de Helsínquia, curiosamente todos eles pautados pela revisitação à infância e juventude.

A mais óbvia ou de relação mais directa é Death to Most (Boing Being) do Tommi Musturi que mostra que quando era puto já desenhava bizarrias virtuosas. Musturi resgata desenhos feitos entre 1986 e 1992 quando era um puto metálico e skater a viver na província finlandesa. Como é óbvio só poderia desenhar caveiras, demónios e "damas de ferro". A cor berrante - tão típica nas produções finlandesas - foi acrescentada para a edição deste mini-livro A6 de poucas páginas. Queriamos mais já que este ano não saiu a Glömp - a propósito o número 10 desta antologia sairá ainda este ano e servirá de catálogo para uma exposição de bd em três dimensões... Promessa feita de trazê-la a Lisboa para 2009. Cruzem os dedos!

Anna Sailamaa com Ollaan nätisti (Huuda Huuda) a infância é revisitada - por acaso é um tema do qual não tenho nenhum interesse seja em bd, literatura ou cinema. Apesar de tudo gostei de ver as distorções gráficas que a autora aplica no espaço e nas personagens criando um efeito "nostálgico" quando olhávamos para os adultos ou para os nossos pais e achávamos que eles eram enormes - as pessoas mais poderosas do mundo. Tirando as bd's de Chester Brown nunca tive interesse em bd's sobre a infãncia - acho que revelam fraqueza e falta de inspiração por parte do autor - mesmo assim este livro é interessante, novamente mais pela parte gráfica... Está escrito em finlandês mas com as legendas em inglês.

E se o finlandês consumiu demasiados desenhos animados pela TV, os noruegueses Kristoffer Kjolberg e Sindre Goksoyr leram demasiados "Tio Patinhas". E a piorar ainda tem uma obsessão doentia e inexplicável por Lisboa como se pode perceber pelo quatro zine dedicado a "Lisboa" em que o Gavião e o Prof. Pardal andam à bulha com a nossa capital como pano de fundo - um pano de fundo farçola e minimalista como as bd's Disney. Safety on Board (Dongery; 2008?) é um split-zine em que as bd's que se desenvolvem de um lado e do outro vai colidir nas páginas centrais. De um lado assistimos às acções do Gavião e do outro do Prof. Pardal, apesar de estarmos a assistir a uma bd de "continuação" pode-se ler com a independência sã de um oubapo. Escrito em inglês.

Experimental é o Jyrki Heikkinen com o seu novo livro (um deles, sairam mais mas só este é acessível para além dos 5 milhões de finlandeses e mais alguns conhecedores da língua suomi) Paparoad (Boing Being). Um livro horizontal que por pouco não se "parece com uma bd". Sem palavras, com desenhos que mudam de estilo/material de desenho/pintura, sem vinhetas clássicas podemos ser enganados a pensar que se trata antes de um livro de desenhos. O engano é tão legítimo como a qualidade e maturidade do trabalho.


E enquanto as fotos não são descarregadas, contas feitas e aquisições editoriais totalmente revisitadas (faltam dezenas de zines do Dongery e do Rui Tenreiro) podemos anunciar que já temos à venda o livro Nalle Uhh e que trouxemos também os últimos dois números do jornal "psico-berante-marado" Kuti que pode adquirido gratuitamente na compra de qualquer artigo finlandês ou com autores finlandeses no site da Chili Com Carne - a oferta é limitada ao stock existente - ou no caso do número 8 (imagem) por ser dedicada ao Trash, poderá ser oferecido na compra de qualquer bd Trash - as ofertas são acumulativas!

Para mais informações sobre o Kuti é só clicar aqui.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Ontem morreu o Frankenstein, o Frankenstein morre amanhã


O italiano Riccardo Balli, aka DJ Balli, visita-nos pela segunda vez em Lisboa e pela primeira vez ao Porto. Desde as suas quatro performances no festival Ruído Terapêutico da Klasse Operária no Damas, Disgraça e afins, houve muitas novidades suas. Muitas mix-tapes, novos discos e a Chili Com Carne e a Thisco publicaram o seu quarto livro: Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus : micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary.

Livro inclassificável de mashup literário e de ensaio sobre cultura pós-Rave, que tanto celebra os 200 anos da publicação do romance de Mary Shelley como a divertida editora de Balli, a Sonic Belligeranza, evocando os espíritos MIDIevais e dos jogos de arcada.

É nesse contexto que irá apresentar, no dia 12 de Julho, o seu livro na Tasca Mastai, no Bairro Alto, às 20h, seguida de uma festa com um DJ set seu no Lounge, Cais do Sodré, às 23h.

No dia seguinte, às 22h, Balli segue para o Porto para realizar uma "Sessão Espírita em Baixa Definição", do seu livro Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus, no âmbito da exposição O Ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã, na Galeria Municipal do Porto.

A Galeria convidou a artista Carla Filipe a desenvolver um projecto que se debruçasse sobre as práticas sociais em nightclubs, enquanto espaços de fuga às possíveis falências de sistemas sociais diurnos. (...) Associada ao ambiente nocturno – meio em que Carla Filipe se movimentou com uma participação activa como artista plástica na criação de posters e imagens alusivos à programação de eventos de música electrónica e DJ set – esta exposição (...) contará com uma selecção de artistas locais e internacionais que se enquadram nesta convergência música/ imagem mas cujo corpo de trabalho mantém um carácter autónomo enquanto criação plástica, reflectindo a relação do particular com o plural (do indivíduo com a comunidade), e evocando pelo caminho a história da arte e a sua ligação à música através de um conjunto de referências autorais. Rudolfo, que fez o cartaz e o design do livro do Balli, está com trabalhos expostos juntamente com os de Raymond Pettibon (o gajo das capas de Black Flag e Sonic Youth, caraguuuu!!!) nesta exposição!!!

Quanto à performance de Balli: Através de uma séance de baixa-resolução mediada por links de Game Boy, Ricardo Balli irá evocar nesta sessão o espírito de Giovanni Aldini (1762 – 1834), famoso ressuscitador de defuntos que inspirou a obra Frankenstein: or the Modern Prometheus. Aldini contará uma versão comprimida da história original de Frankenstein, cruzando a linguagem do livro com elementos de retro-gaming, simplificando a sua narrativa como se de um jogo Arcade se tratasse. Aldini era sobrinho de Luigi Galvani, célebre cientista italiano do séc. XVIII, e vivia na Bologna MIDIeval tal como o autor desta performance.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota

Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. 80p. 15 x 21 cm. 666 exemplares. ISBN: 978-989-8363-34-3

à venda na loja em linha Chili Com Carne, Mundo Fantasma, BdMania, ZDB, Matéria Prima, Linha de Sombra, Rastilho, Tigre de Papel, Snob, Tinta nos Nervos, Velhotes, Língua nos Dentes e Neat Records.

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.



O livro foi lançado em Outubro na exposição homónima na Mundo Fantasma  no 10 de Outubro de 2015 e lançamento sulista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurada no dia 31 de Outubro 
... 

...


Ah! O Rudolfo participa no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!



...

sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, Komikazen, MAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!

Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


----

FEEDBACK: 
Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! 
...
 UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) 
...  
FINALMENTE!!! O livro do ano!!! 
Gamão (Traumático Desmame, Putman was the bastard) 
...
já li o free dub modafoca seguido de bué géneros musicais hauntology (...) o Rudolfo fez pra lá umas tripalhices bem giras. as que curto mais são "punk e hardcore", o especial swr, o cristão colorido e o como enviar livros pelo correio. já tinha lido quase tudo mas tudo compilado é outra coisa! devias fazer mais cenas sobre o Zaire,os desenhos de infância foi alta jogada. 
... 
Gostei muito da péssima critica aos Boris no teu livro. Fez-me sentir menos sozinho no meu desdém por essa bandazeca tão estranhamente hype e sem consequência que felizmente desapareceu do mapa. 
Pastor Gaiteiro 
... 
ah, já chegou o livro, altamente!! lá foi de uma acentada. morro a rir com o teu humor-caricatura-psico. para não falar nos desenhos, sempre descomprometidos e podres. do caralho como se diz aqui pelo norte. 
... 
Curti o teu livro, especialmente a parte do festival de Barroselas. Devias fazer aquilo todos os anos, deve ter cenas hilariantes, mas realmente deve ser duro, haha! 
... 
no seu conhecido estilo de borrifamento universal, e as suas figuras rapidamente rabiscadas em esferográficas ou canetas o mais à mão possível, e sobre restos de papel, senão mesmo páginas descartáveis de Bíblias impressas (o autor respiga vinheta de histórias umas para as outras, ou constrói uma prancha final a partir de vinhetas rasgadas noutro local), Farrajota transforma sempre qualquer oportunidade para, ao aparentemente querer dar conta de um evento de modo objectivo, ou partilhar uma opinião de maneira descontraída, acaba por revelar traços dessa tal identidade que faríamos bem em questionar. Daí que o uso do vocábulo filosoficamente prenhe de “hautologia”, de Derrida, não seja um rodriguinho, mas um caso sério. A visão particular sobre o dito mercado independente de edição de livros ou música, o estado da arte e as suas misturas com os negócios camarários, a forma como interesses comerciais rapidamente co-optam, como se costuma dizer, movimentos culturais que poderiam ter sido alternativos, são alguns desses elementos. Mas acima de tudo está uma certa bonomia e complacência da “cultura média burguesa” para com a nossa própria história, o que nos leva poucas ou nenhumas vezes a pormos em causa aquilo que achamos que faz de Portugal “um grande país”, ou dos portugueses “um povo nobre”, e coisas quejandas. Algumas das sendas das histórias enveredam pela autobiografia, mesmo rebuscando o passado, dando continuidade a uma das linhas que o autor mais cultivou, em larga medida, quase isoladamente no nosso país. Há ainda uma divertida participação de Rudolfo, que ilustra um aviso sobre os perigos da droga aos mais jovens. Muito pedagógico. Seguramente que seria um ganho para o PNL. 
...
  Não conheço ninguém que tenha como maior ambição piorar em vez de melhorar, só esta ave rara. Coisas bonitas são para betinhos, acha. Presumo que seja um trauma, pois o rapaz cresceu em Cascais. O certo é que deixou já uma marca. Basta ver uns quadradinhos com aqueles garatujos para saber que estamos perante uma obra de Marcos Farrajota, figura incontornável da BD nacional underground (não o irão ver no Canal 180!) e, deixem-me acrescentar, um dos autores da dita com mais sentido narrativo. O gajo sabe contar uma história. Neste livrinho conta algumas, tendo-o a ele próprio como protagonista, e não se preocupa em sair bem das ditas. Ou melhor, como qualquer punko-descendente que se preze, e como autor de banda desenhada que quer mexer com as consciências dos leitores, ele sabe que o pessoal prefere seguir as ridículas atribulações de um Robert Crumb do que os relatos de um tipo certinho e dado a intelectualices como Will Eisner. O curioso é que, quando entra neste registo, a nossa personagem torna-se umas vezes num jornalista e outras num crítico musical. Daqueles que fazem juízos de valor peremptórios e não medem as palavras, tipo Lester Bangs. O giro é que, se o virulento Bangs contribuiu para a fama dos Black Sabbath e dos Jethro Tull cascando neles, os grupos que Farrajota arrasa também acham graça. As suas bedês críticas e jornalísticas são mais acutilantes do que os textos sobre música que escreve para o blogue Mesinha de Cabeceira e a blogzine da Chili Com Carne. Nelas está na sua água, boiando à grande, e nestes é como se vestisse pele alheia. Nas primeiras é simplesmente um mamado de cerveja na mão, um aficionado que só não segue os princípios científicos da dúvida metódica ou o cepticismo filosófico do taoismo porque até estas fabricações mentais interferem comas reacções epidérmicas, as únicas em que devemos confiar. Nas prosas, pelo contrário, e quando o desagrado estala, adopta inadvertidamente o tom de deploração condescendente que têm os académicos quando observam a vida real. Algo, de resto, que me leva a mim, escrevinhador profissional, a constantes autovergastadas…
Rui Eduardo Paes in Bitaítes
...
Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal
...
Já li o Hauntology e tenho que te dar os parabéns. As resenhas de concertos do início já conhecia várias e são bem divertidas - porra, nunca dizes bem de nada! Mas quando chegas ao Barroselas a coisa muda de nível - análise acutilante e sem piedade. Acho que tens toda a razão e pões o dedo na ferida. Até me ajudou a perceber o que me desagradava tanto no metal de hoje, e agora tenha a desculpa perfeita para nunca mais ir a nenhum festival. Imagino que quem te encomendou isso tenha ficado furioso!
Pedro B. (Damage Fan Club, Baby Boom, Stuka)
...
Coisa linda de Jesus! Já li os seus. Excelente cobertura METAAAAAAAAAAAALLLLLL! Faltou falar das bandas. Se os metaleiros te pegam...
...