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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bárbaros do Norte!


Duas edições ligadas ao Festival Matanças - Dezembro 2010, Porto - ambas ligadas à adoração do Grande Bode.
A primeira é um CD, Aural Bowels (Latrina do Chifrudo + Let's go to war + Soopa; 201) que reúne bandas que já passaram pelo festival como Besta Bode, TendaGruta, Brutos da Natureza, New Tradicional Fang Music From Porto e outros projectos com nomes tão carismáticos que transitam do Metal para o experimental (e vice-versa?) passando pelo Free e o Industrial / Noise. No fundo o Metal já há muito tempo que passou a ter uma elite intelectual, tão activa e militante como os metaleiros normais, o que é melhor sempre que uma elite intelectual arrogantemente passiva como acontece em outras áreas artísticas. Seja como for, falta lumpen e toscaria porque Riffs com ambientes mórbidos já cá cantam! Capa de André Coelho, claro!
A segunda edição é já uma tradição, ou seja, outro "número" (o terceiro) do Enxebre, desta vez intitulado Meixedo Enxebre (Latrina do Chifrudo; Dez'10). É o número mais luxuoso e sofisticado a nível gráfico com a cópia lazer macia como a pele de Vénus e impressão brilhante como Apolo. Faltam os textos "think tank" que haviam nos números anteriores mas a entrevista aos Legião de Santa Comba Dão é bastante boa em que nem o puto Rudolfo (que fez o design deste número) é perdoado! As resenhas críticas aos discos continuam a ser o melhor do fanzine e a minha favorita é esta:«Eu gostava de Ash Pool. Agora já não." (e é tudo!). O André Lemos também faz aqui um bode para ser venerado!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fãs de zines



Lusitania Enxebre (Latrina do Chifrudo, 2ª ed.; Mai'10)

Simplesmente Rudolfo #1 (Ruru Comix; Mai'10)


Dois fanzines do Porto dedicadas à música «e não só». O primeiro título é uma reedição em formato A5 de um fanzine editado em 2008 cheia de podridão Black Metal e Satânica extremamente bem desenhada e ilustrada pela torre humana que é André Coelho. Não é tão bom como o Sanabra Enxebre lançado um ano mais tarde porque é mais limitado na sua forma, ou seja, não tem artigos profundos como Sanabra ficando-se pelas entrevistas a bandas e resenhas a discos.. Ainda assim, está aqui bom material gráfico em último caso!

O segundo título é orgão oficial do Rudolfo, esse grande artista do myspace e do CD-R pirata! Iconoclasta por natureza, toda a cultura Pop (Pimba, Punk, Electrónica, ...) é usada por Rudolfo para explorar os clichés das relações entre o fã e a Estrela Teen, colocando em papel informações úteis e/ou ficcionadas das suas actividades, cartas de fãs (cartas? são e-mails, carago!), arte de amigos (como de um tal Tiago Franco) e até material rejeitado (como uma primeira bd de Rudolfo para a Destruição, que sacanita!). Imaginem uma revista tipo Bravo especial Morangos com Açucar com meia de bling-bling e outra meia de cócó... dá nisto! Para quando o Clube de Fãs do Rudolfo com direito a mershandising oficial tipo tatuagem temporária? Avisem-me quando isso acontecer!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Xô Satanâs!



Hexerei ; Sanabra Enxebre (Latrina do Chifrudo; Dez'09)


E o Norte não pára de surpreender! Depois da música de André Coelho, lá vem ele com heresias publicadas no Glorioso formato do Zine A5 fotocopiado. Com o primeiro título cria um portfolio de ilustrações românticas, sturm und drang puro e duro, que poderá ser a delicia para fãs de Kevin Nowlan ou de João Maio Pinto. Desenhos de elmos, morcegos, caveiras e outras ossadas são acompanhas por legendas em alemão a identificar o objecto ou animal desenhado. Virtuoso para metaleiros. Não conspurqueis este Zine, ó resultado do Cristianismo e vítima da moda!
No Festival Matanças (em Dezembro na Casa Viva) foi lançado o segundo título em que podemos definir a publicação de “Fanzine Iconoclasta de Black Metal e de Adoração Intelectual ao Grande Chifrudo”. “Fanzine” porque o formato é mesmo a ideia “old-school” do zine, ou seja, um tema é tratado por fãs em que não faltam textos, ilustrações, bd, entrevistas a Músicos Iluminados e resenhas críticas a Música Satânica (que são ainda assim a parte mais divertida do fanzine mas já lá iremos). “Iconoclasta” porque os textos e gozo como se escreve, não é de um suburbano sem cérebro que curte Black Metal por causa das glândulas mamárias das sleeve-shirts dos Craddle of Filth – não senhor, quem escreve e desenha é intelectual pelo menos de Café do Diabo ou é artista com tomates, porque só alguém seria capaz de escrever um texto tão Haiku como «Que FODIDO!» referindo se ao disco Sub Templum dos Moss… ou ainda «Tanta merda só para isto? Chato, chato chato chato chato chato» acerca de Quantos Possunt Ad Satanitatem Trahunt dos Gorgoroth. "Black Metal" porque há Black Metal envolvido, ponto. E "Adoração bla bla bla" porque os textos embora com uma ironia e distanciamento de gozo aos clichés, dá "food for brain" o suficiente para temas para quem reconhece a Luz de Lúcifer na nossa triste vida mundana controlada pelos grunhos morais do Porco Nazareno.

Ah! o Rudolfo também participa e é entrevistado...