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sábado, 28 de dezembro de 2019

Acedia recommended by Mattias Elftorp



Acedia it's the new graphic novel by André Coelho actually his true first solo book - Terminal Tower was a collaboration with Manuel João Neto... This book manages to strike a balance between experimentation and tradition in the "comics" field by establishing a paradox between the creative energy and the morbid atmosphere of the narrative. It can be speculated that the main character is an alter ego of the author or that some episodes should be autobiographical... but let's establish that we are in the realm of selffiction.

Acedia is this year the winner project of a graphic novel contest - Toma lá 500 paus e faz uma BD - promoted by Chili Com Carne. Other titles resulting from this contest includes The Care of Birds (2013 winner) by Francisco Sousa Lobo to be published in Spain next year, Askar, O General by Dileydi Florez and That which is Subtracted from Sight by Filipe Felizardo.





Sinopsis: Due to a strange body housed somewhere in his eye socket, Daniel suffers from perceptual deformations. Although the insistance on the urgency of medical treatments, he becomes confronted with the chance given by these hallucinations to escape towards a new perception of reality. Daniel will have to choose between facing his illness as a sign of his own mortality or accept it as life intensifier. 




Some pages:


104p., black and white, 18x24,5cm, 500 copies

Contest supported by IPDJ and all Chili Com Carne members.

Buy at Chili Com Carne online storeFatbottom Books (Barcelona), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago), Floating World (Portland), Le Mont-en-L'air (Paris)...

History Released October 2016 at Lounge Lisboa with live-acts of Smell & Quim and Rasalasad vs shhh... ...


André Coelho (b.1984, Portugal) is an Oporto based illustrator and comic book author. For 10 years he has developed fanzines, short stories and four graphic novels to date, as well as posters, record covers, merchandising and other graphics for different music scenes. This includes Amplifest, SWR Barroselas Metalfest, Lovers & Lollypops, Witchcraft Hardware and the American Industrial label Malignant Records, among many others. 

In 2016 he was awarded with the first prize of “Toma lá 500 Paus” comic book competition and was part of the Amadora Comics Festival 2014 award winning anthology Zona de Desconforto. His work ranges from traditional drawing or painting techniques and mediums to collage and digital manipulation. 

Besides Portugal, his work has been exhibited in several countries such as Brazil, Sweden, United Kingdom, United States of America, Italy or Spain.

Selected English bibliography: SWR Chronicles (SWR; 2014), Terminal Tower w/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014), Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015) Colective books: MASSIVE (Chili Com Carne; 2010), Destruição (Chili Com Carne; 2010), Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011), Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012), Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012), PostApokalyps (AltCom, Suécia; 2014), Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne, Itália; 2014).



Feedback


I’ve always liked his art, and this was no exception, in a darkly hallucinatory story of sex and mental states.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Como se faz bd?


É sempre um desatino quando alguém pergunta como se faz bd. É constragedor quando se vê nos manuais escolares ou noutras situações com aquela coisa do "primeiro escreve-se o argumento, depois planifica-se a página, blá-blá-blá". Basta lembrar exemplos de "escrita automática" como as bd's de Jucifer ou ainda o Paris Morreu em que começou com 6 páginas desenhadas por Pepedelrey em que depois é foi colocado texto pelo Nuno Duarte, para dar conta de que há 1001 maneiras de cozinhar a bd. Estes dois números da colecção Dystopia (Wormgod + Sociedade Sueca de BD; 2010) - da Suécia e dirigida por Mattias Elftorp que esteve na última Feira Laica - são exemplos da fuga dessas ideias fordianas de como fazer bd.
No primeiro caso, trata-se do finlandês Jyrki Heikkinen (Salão Lisboa 2005, Greetings from Cartoonia,...) que desenlaça uma estória passada num mundo pós-apocalíptico em que tudo se confunde: a falta de ética, mutantes e animais falantes, a morte sob o aspecto de uma caveira falante e um grupo de rastafaris, e uma promessa de New Age qualquer. O estilo gráfico solto de Jyrki bem como a composição irregular das páginas (em que as vinhetas certinhas são completamente abandonadas) devem-se à sua carreira como poeta (intercalada com a de autor de bd), em que sentimos que a bd não está a ser "desenhada" mas a ser "escrita". E quando digo escrita não é num processador de texto mas sim à "velha guarda", ou seja caneta ou lápis em folhas de apontamentos, logo sem arrumação e cheios de urgência. As bd's de Jyrki são um caderno de apontamentos à primeira vista mas com rigor gráfico e narrativo apurado. O que parece é que quando "passou a limpo" deixou a mesma composição de página tal quando a escreveu/ desenhou em esboço e só assim se explica porque o frenesi deste The Moonboy!
Zombies dos suecos Mattias Elftorp e Susanne Johansson foi feito primeiro como uma exposição durante o Alt Com, ou seja era uma enorme pintura sobre os mortos-vivos e que percorria as paredes todas de uma sala (no bar de uma sala de cinema) e para vê-la era necessário entrar com um foco de luz (na cabeça) porque a sala estava à escuras. Esta pintura entretanto foi fotografada, montada para o formato desta colecção (uma espécie de A5) e acrescentado um texto que resulta numa bd. Engenhoso, não?

Já não temos estes volumes mas ainda existem outros disponíveis.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica...

Que a última Feira Laica tenha corrido muito bem já não é novidade para ninguém... Mais visitantes do que nunca - e visitantes compradores, diga-se! -, maior presença de autores / editores nacionais e estrangeiros, etc, etc... mas o mais importante que quantidade é a qualidade. E nunca antes se viu tantos objectos que desafiam as prateleiras das lojas com tão bom aspecto e conteúdo. Quero aqui fazer com este "post" um realce a algumas das edições que mais me impressionaram:

1) Platypus Collective - são ilustradores para a infância que decidiram unir-se e rentabilizar trabalho criando um zine para crianças (até aos 10 anos). Apesar da minha vasectomia irreversível e a frieza que tenho em relação à ilustração para crianças que geralmente aparece fiquei deveras impressionado de haver um zine para putos (já com 6 números) com um tom gráfico divertido e curtido! De negativo algumas BDs que tem erros técnicos de leitura (balões de resposta antes da pergunta, por exemplo) e alguma legendagem de díficil leitura. Têm melhorado de número para número... muito fixe e algo oposto ao que se normalmente se vê por aí...

2) Transgressions (Wormgod; 2012) é o novo livro do Mattias Elftorp em colaboração com Sussane Johansson (elementos visuais) e Feberdröm (música) que conta uma parábola de transformismo meta-radical, que longe das magias divertidas de Alan Moore ou Grant Morrison, é tão eficiente que nos enche de esperança sobre esta coisa horrível chamada Humanidade. é um conto anarquista brutal numa Era que precisa de alguma Poesia... De realçar o novo estilo gráfico de Elftorp que largou a tinta para deixar o lápis fluir mais. O livro é acompanhado por um CD de música Noise, verdadeira banda sonora da BD. Muito bom!

3) O novo número do El Temerário! É o 8, editado como sempre pelo Martin López Lam via Ediciones Valientes que repete as fórmulas do seu "graphzine" excepto que neste número fez um "dossier" dedicado à ilustração portuguesa em que vamos encontrar os nossos associados André Lemos, Margarida Borges e Bruno Borges, entre outros... Inclusive Lemos fez a capa que se transforma num fantasmagórico poster (imagem ao lado). Que bueno!

4) Doom Mountain #1 de Zé Burnay é um "comic-book" deste novo autor de BD - e criador da imagem desta última Laica. Burnay faz parte de uma nova geração de autores de BD portugueses - onde se inclui Uganda Lebre, Rudolfo, Afonso Ferreira e André Pereira - que desenham como coelhos se reproduzem, em estilo que pisca olhos a estilos gráficos comerciais e de autor, e que contam histórias igualmente em terra de ninguém. Talvez o mundo tenha mudado e as pessoas estejam mais inteligentes e mutantes, não sei... Nesta BD, que é de continuação, temos uns ganzados que tentam sobreviver aos ataques de Zombies feitos de Cannabis! Não é só para quem curte ouvir os Weedeater ou até os Black Bombaim... Fuuuuuuck!

5) E por falar em André Pereira, este com João Machado fizeram um split'zine de BD bem fixe! Se os nomes em cima revelam uma lufada de ar fresco na estafada BD portuguesa, este Inner Math / Megafauna (Clube do Inferno) têm pinta de furacão Sandy! Machado escreveu, Pereira desenhou em dois estilos diferentes que aumenta a confusão de referências anteriormente citadas. Agora sinto que estamos entre os números do comic-book Epoxy, Rick Veitch, José Feitor e Kevin O'Neill... Não é fatela comparar a estes nomes todos porque há aqui um estilo a formar-se que em breve poderá chamar-se de André Pereira. De resto, o "split'zine" é antes um "flip'zine"  porque lemos duas BDs que se complementam ao termos de virar o zine para poder ler um dos "lados". Boas ideias e bons desenhos, o que se pode querer mais?

6) Não curto a onda dos graphzines ou de fotografia mas achei piada ao CVTHVUS, zine que prova que o mundo digital foi feito para admirarmos o gatos e os dois primeiros livros de Spurenelemente novo projecto dos alemães Dice Industries e Andrea Schneider, que produzem brochuras com fotografias encontradas - como as férias de um casal na Jugoslávia em 1986 - Jugoslawien'86 - ou de outro casal sempre acompanhados por um cão - About a dog. Funny stuff...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Feira Laica de Dezembro

cartaz de Bruno Borges


A Feira Laica irá acontecer entre 10 a 12 de Dezembro no Mercado do Forno do Tijolo, nos Anjos.


A Chili Com Carne convidou editores independentes portugueses e estrangeiros, a saber, o francês Albert Foolmoon e o sueco Mattias Elftorp.
O primeiro, Foolmoon, é um verdadeiro activista da cena independente: é ilustrador (ver resenha de um livro seu aqui), editor sob o nome Lézard Actif, promove as acções do DIY internacional através do site DIYzines, o evento Salon Fai-le Toi-même e a livraria / galeria Super Cagibi. Para completar este ramalhete, Foolmoon adora Lisboa, tanto que em 2008 quando nos visitou pela primeira vez até fez um livro sobre a street-art portuguesa (ver aqui).
Elftorp é o artista / escritor anarquista da série pós-apocalíptica e cyberpunk Piracy is Liberation e parte do duo Wormgod. Faz exposições sobre os horrores da sociedade capitalista, foi um dos fundadores e editores da revista / colectivo C'est Bon Anthology, sendo responsável actualmente pela colecção Dystopia. Recentemente organizou o festival de bd Alt Com, em Malmö, dedicado ao tema "Sexo & Guerra".

Ambos terão exposições individuais!

Editores que estarão presentes:

A Mula + Arara
Associação Chili Com Carne
Contraprova
Leote Records
Lézard Actif (França)
zine Znok

Novidades editoriais:
- An Intrusive Black Circle, de André Lemos (Opuntia Books)
- Cleópatra #5, zine de Tiago Baptista
- É o Diabo!, serigrafia de Miguel Carneiro (Arara)
- Iceberg, de José Feitor (Imprensa Canalha)
- Jungle Machine, de Dayana Lucas (Arara)
- Mike Goes North, portfólio com André Cruz, Ana Torrie, Célia Esteves, Júlio Dolbeth, Marco Mendes, Nuno Sousa e Rui Vitorino Santos (Mike Goes West)
- More Songs About: Melómanos Arquivistas e Rouxinois, CD-R de Presidente Drógado (Leote Records)
- O Morto foi ao Baile - compilação de capas da colecção Grandes Mistérios, Grandes Aventuras : 1940-1960 (Imprensa Canalha)
- Oficina do Cego #2, v/a
- Talento Local, de Marcos Farrajota (Chili Com Carne)
- Znok #5 (nova versão), de Filipe Duarte

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

cuecas

Vamos começar neste blogue a descarrega de material e memórias de Angoulême... não serão muitos "posts" porque este ano não fizemos muitas compras ou trocas porque a organização perdeu o nosso formulário para termos uma mesa no evento. Assim sendo fomos mais como "turistas" e aproveitamos mais para ver as "coisas" - até porque fez sempre "bom tempo" excepto no Domingo de manhã que nevou um bocadinho (imagem). E a propósito disso aproveitamos para divulgar o material nórdico, finlandês e sueco. Bom, para dizer a verdade também eles andavam sem stand por isso trouxemos quase nada.

Da Finlândia querida, trouxemos apenas 25 pósteres do Caminhando Com Samuel e vários exemplares do último Kuti (o número 14, ver aqui) que serão oferecidos na compra de qualquer edição em que participe autores finlandeses à venda na "shop" da CCC - e já que o Pakito Bolino e a Emelie Östergren participam neste psico-jornal então também esta oferta alarga-se para os livros do Le Dernier Cri e para Evil Dress. Aproveitem que não são assim muitos exemplares que temos, e como temos a mania de oferecer coisas por tudo e por nada...



Da Suécia, os últimos dois números (de 2009) da revista C'est Bon Anthology, que mantêm a sua qualidade de sempre, quer nas colaborações das bd's quer dos textos - no #8 é transcrito a enorme intervenção do Mike Diana no último SPX de Estocolmo sobre o seu caso judicial. A revista só varia em autores mais conservadores e outros mais experimentais, daqui destacamos Allan Haverholm no #9 - e que inclui uma entrevista - e cuja bd é um verdadeiro vendaval de ritmo e euforia jazzistica! Cada número custa 10,50€ (20% desconto para sócios CCC)


Saídos da revista/ colectivo C'est Bon, Mattias Elftorp e Susanne Johansson, fundaram um novo projecto editorial, Wormgod, onde saiu o novo volume (o sétimo) da série "cyberpunk" Piracy is Liberation de Elftorp, e que entra num novo ciclo da estória. Para além disso ainda lançaram uma colecção de zines intitulado Dystopia em colaboração com a Sociedade Sueca de BD. Trouxemos os primeiros dois números que inclui um "split" da inglesa Carol Swain (já editada em Portugal nos anos 90 pela Azul BD3) e o esloveno/ americano Danijel Zezelj (o trabalho dele já foi exposto em Portugal na Honey Talks) que ambos num ambiente de Ficção Científica levam a sério o "tema-título" da colecção. Já o segundo número a cargo do lituano Artùras Rozkovas é mais difícil situá-lo em bd (parece antes uma galeria de desenhos) ou distopia (existe narrativa?) tal é o Freak Dreaming que apresenta. Lembra Teresa Câmara Pestana mas mais tribal e onírico. De todos, o mais interessante. Piracy custa 10€ e os Dystopias 4€ cada (20% desconto para sócios CCC)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

abrindo as malas da viagem...

É o regresso do SPX 2008 (Estocolmo) e serve este "post" para dar as novidades:

_Temos para oferta alguns exemplares do último número do jornal finlandês de bd, Kuti - já várias vezes divulgado neste blogue. É um número especial SPX, com trabalhos de autores finlandeses e suecos. Os textos estão em sueco mas com legendas em inglês.
Esta oferta é exclusiva aos sócios da CCC e que comprem qualquer artigo que seja da Finlândia ou da Suécia (Boing Being, Napa, Daada) ou que tenha participação de autores finlandeses ou suecos (Chili Bean, Mesinha de Cabeceira Popular #200, Mutate & Survive, Canicola).

_Já é uma revista que se tem escrito com alguma regularidade (o #5 e o #1) e que número para número vai crescendo em forma e conteúdo: C'est bon anthology do colectivo sueco C'est Bon, com quem a CCC partilhou mesas na SPX. Trouxemos para venda os quatro volumes da terceira série (#17/20; Ago'06/Dez'07) que marcam a distribuição mundial desta publicação através do catálogo Previews (que distribui todos os comics norte-americanos para as lojas especializadas). A revista continua a sua redacção em inglês e está com um aspecto luxuosa, gordinha e brilhante devido ao papel couché. Tem mais colaborações de autores internacionais (ou seja, "não-suecos") e mais trabalhos arrojados - uma lista de nomes explica por si só a qualidade que a revista atingiu: os alemães Martin tom Dieck (que estará este fim-de-semana no Festival de BD de Beja!) e Arne Bellstorf, o sérvio Danijel Savovic (vol.1), o português Pedro Nora, o sueco Knut Larsson, os finlandeses (que estiveram no Salão Lisboa 2005) Marko Turunen e Jyrki Heikkinen (vol.2), o francês Yvan Alagbé, os italianos Andrea Bruno e Stefano Ricci (vol.3), ou ainda a finlandesa Amanda Vähämäki ou a israelita Rutu Modan (vo.4).

_Um dos editores desta revista é Mattias Elftorp que também é autor de bd. A série Piracy is Liberation é o seu trabalho mais conhecido, que já se encontra num quarto volume editado pelo colectivo desde 2006.
Graficamente próximo de (ou demasiado influenciado por) Brian Wood e Ben Templesmith, Elftorp é menos elegante em questões de anatomia, domina as lutas do preto e branco e dá bom uso de tramas e texturas.
Cada volume apresenta entre 64 a 72 páginas, o que mostra o enorme trabalho com que o autor está lançado. A trama de um futuro não longe do nosso, passado numa megalopólis sem memória, onde piratas informáticos procuram destruir o sistema de dominio dos padres capitalistas, poderá lembrar Matrix ou a bd Invisibles de Grant Morrison (este último menos conhecido mas mais copiado - os criadores do Matrix que o digam) mas não deixa de ter ideias próprias que estão em gestação - gosto particularmente de uma cena em que duas personagens Hackers que fazem "copy'n'paste" deles próprios do mundo virtual para o real. De certa forma as cerca de 240 páginas ainda não pareceram suficientes para perceber o que se passa por aqui - lógica de Manga? À primeira vista, poderá haver uma excessiva exploração de lugares-comuns de "anarco-glamour" mas uma leitura mais atenta revelará mais inteligência do que a visão superficial. Esperando por mais volumes até 2012?

_Nesta edição do SPX assisti, de certa forma, a saída do armário da bd sueca alternativa... enquanto os finlandeses há anos que traduzem as suas bd's para terem feedback internacional, os idiotas dos suecos sempre tiveram fechados no casulo editando livros na língua que nem os ABBA usavam para ganhar o Eurovisão. Resultado, tirando o Max Andersson e o Lars Sjunnesson (este último participou no Mutate & Survive), que vivem em Berlim, e o Gunnar Lundkvist e Joakim Pirinen (editado em Portugal pela Azul BD3), todos eles da "velha guarda" nada mais se conhece da bd sueca. Aliás, as minhas duas visitas ao país - e à SPX - não se traduziram em regressos com malas cheias de novas bd's, livros e zines... justamente o oposto do que aconteceu quando vou ao festival de bd de Helsinquía.
Saiu a antologia From the shadow of the northern lights : an anthology of Swedish alternative comics : vol. 1 (Galago; 2008), uma antologia em inglês (yeah!) que terá distribuição pela norte-americana Top Shelf. Podemos chegar à conclusão do que se passa por lá: há a "velha guarda" (já referida) mais gráfica e experimental, depois há a autobiografia chata dos anos 90 - daquela que ninguém têm nada para contar ou que saiba contar de forma interessante, havendo montes de históras sobre homossexualidade (um sucesso no mercado da bd, creio) - e por fim, o regresso do grafismo e bizarria bruta com nomes novos como Marcus Ivarsson, Marcus Nyblom (autor da capa), Knut Larsson e Kolbeinn Karlsson. Apesar das lamechices de alguns autores, vale a pena ler estas 200 páginas a preto e branco.

_E é este último grupo de autores referidos que faço um destaque porque como já escrevi, raramente há razões para comprar edições suecas por causa dos grafismos pobres e pela barreira da linguagem. As excepções são as seguintes: o livro Skissbok (Kartago; 2007) do Marcus Nyblom e os zines de Kolbeinn Karlsson: Benny Bjorn will never return e Rules of animation (com Hanna Petersson; 2007) e Harvar Vilda Vastern (2007?).
No primeiro caso coloca-se a questão se "skissbok" poderá mesmo significar "livro de esboços"... apesar da estrutura do livro apontar para isso porque os trabalhos publicados não parecem ter ligação aparente. Ora são desenhos soltos, alguns sim com aspecto de "esboço", ora são bd's mudas e insólitas como "Alice no País das Maravilhas". São as bd's que têm um ar mais esboço porque o estilo gráfico que Nyblom usa é "realista" e "certinho" bem longe das suas ilustrações que têm aquele aspecto derretido e degradado de quem está em sintonia com a ilustração deste milénio - embora as raízes deste tipo de desenho e imaginário estejam na Raw e no Fort Thunder, dos anos 80 e 90 respectivamente. É um livro "fifty/fifty".

Quanto a Kolbeinn (várias vezes pensei que ele chamava-se Cobain como o vocalista dos Nirvana ou Kobaïan, a língua inventada pelos prog-rockers franceses Magma) também está em sintonia com o tempo: degradação material e moral, fascínio pelo Pop (o Benny Bjorn para quem ainda não está bem a ver, é um dos tipos dos ABBA), monstros peludos e outras criaturas de série B. Zines fotocopiados em formato A5 com capas a cores, os dois primeiros são de ilustração em parceria com uma tal Hanna Petersson em que as autorias não são identificadas (embora as suspeitas sobre a autoria dos desenhos de Kolbeinn recaiam para os que têm mais texturas); o último é o único de bd - que está também publicada na antologia From the Shadow (...) - com uma estória violenta homoerótica do oeste norte-americano - acho.

_Por fim, material dos inteligentes finlandeses - é a segunda vez que fico com a sensação que a Suécia, ou pelo menos Estocolmo é dominada por campónios e novos-ricos.
Novidade absoluta: Supernormal (Daada; 2008) de Marko Turunen, um dos muitos autores de bd peculiares da Finlândia e também dono da editora Daada. Não é novidade mas é importante na mesma para qualquer português ignorante da cena bedéfila da Fenoscândia: Mystic sessions Vol.I (auto-edição; 2006) de Pauliina Mäkelä.
No primeiro caso são reedições de bd's de zines antigos ou ainda algumas bd's fora do padrão do universo do autor - que nos visitou no Salão Lisboa 2005. Aqui vamos encontrar bd's parvas de super-heróis criadas pelo Turunen de 1984 (de 11 anos) e redesenhadas pelo Turunen de 1998 (de 25 anos) que dão um sentimento estranho para qualquer apreciador de "nerd culture", há fotonovelas nervosas das aventuras do Sr. Pinguim (um boneco azul feito por Turunen) a interagir com patos e com um cão (hilariante!), algumas bd's "minimalistas" de coelhos ninjas ou de contos tradicionais sobre ursos broncos,... enfim, mais de 400 páginas A6 de Arte e pura diversão.
O segundo caso é um livro agrafado A3 de 16 páginas a preto e branco que foi criado pelos - e serve para quem quiser ilustrar - distúrbios e desvaneios psico-acústicos de projectos musicais como sunn0))), Earth, Burzum, Wolf Eyes, Melvins entre outros "dronemeisters".
Existe uma narração feita de imagens de uma figura feminina (uma menina) a tocar um tambor intercaladas com outras imagens de dimensões bizarras e psicadélicas, daquelas que podiámos chamar de "zona negativa" ou algo assim - quem leu os desvaneios de um tal de Kirby sabe do que falo.
Cada batida, um novo universo?

aviso: irá demorar a colocação destes artigos na nossa loja virtual, por isso quem quiser entretanto comprar poderá fazê-lo pedindo pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. cada número da C'est bon custa 15€ e cada volume de Piracy is Liberation custa 10€ (c/ desconto de 20% aos sócios da CCC)

domingo, 11 de fevereiro de 2018

FuTuRo prImItIvO ESGOTADO ... fucking mutants!


UMA antologia ____________de BANDA DESENHADA
$$$  de artistas da Associação CHILI COM CARNE
€€€ a saber : :: Lucas Almeida, Ana Ribeiro, Manuel Pereira, João Ortega, Inês Cóias, Daniel Seabra Lopes, Marco
Moreira, João Chambel, Ana Menezes, André Coelho, João Maio
Pinto, Andreia Rechena, Bruno Borges, Rafael Gouveia, David Campos, Sílvia Rodrigues, Pepe

delrey, José Feitor, ________Natália Andrade com Christina Casnellie, Uganda Lebre, André Lemos, Bráulio
Amado, Gonçalo Duarte, Jucifer, Ana Menezes, Afonso Ferreira, Marcos Farrajota, Rudolfo, Ricardo Martins e Pedro Brito, e ainda participações CADÁVERES-ESQUISITOS com Mattias Elftorp
+ Sofia Lindh (SUÉCIA), Cláudia Guerreiro, Filipe Quaresma, Nevada Hill (EUA), Pedro Zamith, Margarida Borges, Jarno Latva-Nikkola
(FINLÂNDIA), Silas, André Ruivo, Rita Braga, Susa Monteiro (BEJA!) e Valério Bindi + MP5 (ITÁLIA)... mis

turados por unDJ MMMNNNRRRG.
\\\
Lançamento e Exposição dos originais no Festival de BD de Beja (28 Maio a 12 de Junho 2011);  CRACK 3D 2011 & HELSINGIN 26. SARJAKUVAFESTIVAALIT (5TH SepTemBER - 1ST OCtoberrr) then M¨¨älmo /ISV (14th October - 4th November) ; TEXXXXXXXXXXXAS ... 666 de April 2012 :;:;:;:;:;:;: PORTLAND at floating world comics 777 june 2012;; BReiZZZIL (808 2012 na PREgO); Barcel0na at FATbottom Books  (marÇho 15thmarch a 11 maio 2013) y SS. paulo no UGRA zine FesT (6-7abril2013).

...
... 160 p.
16,5 x 23cm p/b, capa a cores ... Capa & Design: Margarida Borges ...
Retratos mutantes dos __________________ autores: João Paulo Nóbrega ... apoios da Bedeteca de Beja, Instituto Português de Juventude, Sociedade___________Finlandesa de BD, Sociedade Sueca de BD,
Wormgod e You Are Not Stealing Records.


!!!) talvez ainda haja exeMPLares  § na, Munddo Fantasma, na zzzzzDB) und neuroTITAN y RRRRastilhuuu e BLACK_MAMBA_vegan_metal


§
EX

Foi feita uma banda sonora (inicialmente para a exposição
entretanto extensível ao livro) com as colaborações de André Ruivo, Somália, J. Ortega, TendaGruta, Te Voy
a Matar, John P-Cabasa,
J
M
P
, Marte &&&&&&&&& Stealing Orchestra, zZZOUNDZZz, Pepedelrey, Rita Braga, Pedro Sousa, Ondina Pires, Cospe,
 _________ Chiby Shit Plan e Assinante 35278/TW ### é gratis e pode ser descarregada em
You Are Not Stealing Records


valerio bindi + mp5


uganda lebre
ana menezes
lucas almeida
daniel lopes
andré coelho
João Chambel

terça-feira, 1 de julho de 2014

Desde Abajo

Don Rogelio J
Libros Calamidad; 2014

O camarada Rogélio meteu-se em fazer um "comic-book"... Mas assim à séria, não é só o formato da brochura mas também o facto de ter uma BD única no número e ainda por cima de continuação!
Vai-lhe sair do pelo mas para já temos um número! A BD é retro-futurista, suja com "aquele" estilo underground já mastigado, com mutantes por todo o lado e claro um Estado Big Brother. Por isso, é como se passasse nos nossos dias, ou daqui algumas semanas.
O ponto original do universo desta BD, é que Rogélio "prevê" que toda a cultura editada em objectos físicos será proíbida. Uma ideia interessante, se toda a cultura for digital, esta não será mais fácil de editar conforme os caprichos do Poder? E a que não interessa? Não será mais fácil bloquear ou adulterar - lembram-se daquele "forward" em que comparava a palavra "Tiananmen" num Google "normal" e num Google chinês?
Esta BD parece seguir obras anarco-cyber-punk como Promessas de amor a desconhecidos enquanto espero o fim do mundo de Pedro Franz ou Piracy is Liberation de Mattias Elftorp mas mais Rocker... (continua em analógico)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ccc@alt.com.2012

Os nossos autores André Lemos e Marcos Farrajota (imagem) irão participar na antologia do próximo Alt Com, festival de BD (fortemente politizada) em Malmö (Suécia) em que este ano é dedicado ao tema "No Borders". Nas suas páginas vamos encontrar outros autores que já publicamos no passado como Valerio Bindi, Vladimir PalibrkAleksandar Opačić e Anna Ehrlemark, além de alguns autores já nossos conhecidos como a finlandesa Terhi Ekebom (Quadrado, Salão Lisboa 2005), os suecos Susanne Johansson e Mattias Elftorp (ambos da Wormgod), o sérvio Radovan Popović e a croata, residente nos EUA, Dunja Janković que nos visitou na última Feira Laica.

Como o cartaz dá a entender também haverá uma exposição com trabalhos de Ana BiscaiaAndré Coelho, André Lemos e Jucifer - estando estes dois últimos presentes no evento!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tri-Neuro-News

I. O colectivo artístico romeno The Church, ao qual participa Neuro já têm um sítio oficial em linha: biserika.ro - a última entrada mostra a instalação que nos fez para o festival Crack deste ano.

II. O autor também tem em linha as fotografias dos murais que realizou numa "hostel" em Copenhaga, cidade onde reside: dreamdealers.tumblr.com

III. E já que falamos da neuro-instalação no Crack eis algumas fotografias nossas:



Mattias Elftorp e Marcos Farrajota
 

Martin Lam López e Marcos Farrajota


Neuro e M.U.C.S.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011



Galleri Ocampo - Claesgatan 8 (inne på Mitt Möllan)

Utställningen Futuro Primitivo består av bilder från den 12e boken från den portugisiska föreningen Chili Com Carne och är ett samarbete mellan alla föreningens medlemmar. Serietecknare, illustratörer och collagekonstnärer har tillsammans gjort stafettserier på ett dystopiskt/ postapokalyptiskt tema: Den primitiva framtid som vi ständigt rör oss emot, det som kommer efter att det vi har nu brakat samman.
Serierna i boken är skapade av flera olika tecknare som gjort varsin strip som tillsammans bildar en historia. De portugisiska tecknarna i Chili Com Carne har fått sällskap av serieskapare från de städer där utställningen också visas. Från Malmö deltar Mattias Elftorp och Sofia Lindh. Efter att utställningen visats på den internationella seriefestivalen i Beja gick den vidare till CRACK!-festivalen i Rom, Helsinki seriefestival och nu kommer den till I Seriernas Värld i Malmö. Den kommer också att visas i USA och Brasilien.

Utställningen har ett soundtrack (från You Are Not Stealing Records) som
Utställningen arrangeras i Sverige av Wormgod: wormgod.net



Om Chili Com Carne
Föreningen Chili Com Carne är en ickekommersiell organisation av och för för unga konstnärer. Den bygger på medlemmarnas fria och spontana samarbeten. Sedan Chili Com Carne grundades 1995 har vi hjälpt och utvecklat en serie konstevenemang, som att organisera utställningar och publikationer. Vi främjar konstnärernas oberoende när det gäller den mångfald i form och innehåll som formar den samtida kultur- och konstscenen. Sedan 2000 arbetar CCC framförallt med utgivning av sina medlemmars verk i kollektiva eller individuella böcker och fanzines. CCC publicerar litteratur, serier, illustrationer och essäer och stödjer medlemmarnas andra redaktionella projekt genom promotion och distribution samt stödjer ett DIY etos och patos. Hemsida: chilicomcarne.com