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terça-feira, 22 de julho de 2014

Seitan Seitan Scum / ESGOTADO


O número #22 do zine Mesinha de Cabeceira edita trabalhos de projectos frustrados pela inércia alheia e uma série de novos trabalhos vindos do outro lado do Atlântico sobre o tema das "Seitas"
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Chegou em 2010 numa altura que Portugal recebeu o decadente representante da Seita Seminal - a que criou as estruturas repressoras mais complexas da História da Humanidade. O Papa Rammstein fez de Portugal o seu penico católico e os portugueses nem piaram. Fecharam a Baixa Lisboeta para ele poder mijar disparates e o Estado português subserviente e salazarista deixou os seus Ministérios serem fechados, bem como escolas, universidades, bibliotecas e tudo o que é "seu" e ainda mandou rebocar carros para que o Papa Mais Feio de Sempre ("por cada pecado cometido, uma ruga te marcará a cara", como está escrito na Bíblia Sagrada!) possa sujar as nossas ruas com a sua legião de beatas pestilentas
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A única hipótese de salvar o país seria se o Representante Máximo do Porco Nazareno tivesse trazido a Peste Negra que lhe deve estar naqueles genes de Rato Negro e dizimasse todos os tontos que lhe cortejam. Mas o Universo é injusto e cruel e isso não acontecerá...

Restou-nos publicar o Seitan Seitan Scum
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Depois de mil atribulações, em que os editores do projecto já achavam que haveria uma Cabala contra o livro, conseguimos reunir ilustrações (muitas) e BD's (poucas) dos portugueses Bruno Borges, Pepedelrey, Filipe Abranches, Pedro Zamith (capa), Mulher-Bala, Jorge Coelho, André Lemos, José Feitor, João Maio Pinto, Daniel Lopes, João Tércio, Ricardo Cabral, e ainda cartuns de Silas - a representar a ala Protestante, bem como o Panque Roque do Senhor (ele pertence à banda Pontos Negros e outros projectos FlorCaveira)
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Do Brasil surgiram muitas propostas de bd vindas dos colectivos mais dinámicos do momento como o pessoal das revistas Prego (Chico Fêlix, Guido Imbroisi e Alex Vieira) e Samba (Gabriel Mesquita, Gabriel Góes e LTG), e do colectivo Pégassus Alado representados por Biú, Roberta Ramos e Stevz, e que nos visitaram em 2008 no evento Brucutumia. Também temos o Fábio Zimbres - excelente grafista e responsável pela extinta mas muito influente revista Animal - que desenhou uma história de Marte (Loverboy, NM), argumento escrito para outro projecto frustrado
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Por fim, temos ainda o norte-americano satânico-que-baste e polémico Mike Diana que numa BD decide homenagear a banda portuguesa industrialita Bizarra Locomotiva! Os originais, aliás, já tinham sido apresentados no evento Furacão Mitra, em Dezembro de 2008 na sua visita papesca, e nunca chegamos a perceber porquê a razão de tal coisa... aliás, não se percebe nada deste livro!
Amén!
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60p A4 a cores. edição brochada.
ISBN: 978-989-8363-00-8.
co-edição El Pep e Chili Com Carne
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Historial: lançamento a 20 de Maio 2010 na loja Trem Azul / Chiado After Work com a presença de alguns dos autores ... 3º prémio do Slowcomics Best Fanzine 2010 pela Fundação Franco Fossati (Itália) 
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Feedback: uma excelente antologia de histórias em quadrinhos, colagens, cartuns e ilustrações que falam – ou emitem pensamentos telepáticos – sobre as mazelas das religiões como um todo – ou como a própria contra capa resume, descrença secular. Nada recomendado para os de fraco estômago e os mais ortodoxos. Amém. Pula Pirata ...
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exemplos de trabalhos (Stevz, Mulher-Bala, Mike Diana e Daniel Lopes):

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Brasil XII

Vulgar Manual #1
Guido T. Imbroisi
Prego; 2011

Pô! Quem percebe brasileiro? O Guido faz trabalho danado mas quando foi pró Seitan Seitan Scum fez abaixo das suas capacidade, home!
Verdade, basta folhear as páginas desta brochura e percebe-se que os ácidos e os surrealismos pós-underground batem forte por aquelas bandas com desenhos fortes e curiosos esquemas de composição. Mas a qualidade dos trabalhos é quando o autor quer... Há algumas bds e desenhos abaixo da média tal como tinha acontecido no Seitan Seitan Scum.
Depois do deslumbre que esta edição (muito) atraente nos suscita vamos descobrir que está mal planeada - páginas duplas que podiam estar no centro do livro, material demasiado disperso, há material que se calhar mais valia estar na gaveta e desconfio que há material da gaveta que não saiu nestas páginas.
É um pequeno cartão de apresentação do autor - um bipolar provavelmente! Ou achavam que no Brasil todos são saudáveis à pala do sambinha e da praia?

Este zine vai estar disponível na Feira Laica deste fim-de-semana!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Seitan Seitan Scum ganha prémio!

Ganhamos o terceiro prémio do Slow Comics Best Fanzine 2010 pela Fundação Franco Fossati (Itália) com a antologia Seitan Seitan Scum, número 22 do zine Mesinha de Cabeceira. Grazie!


Infelizmente a nossa tour não apanha por pouco o evento Slow Comics para recebermos pessoalmente o prémio... por detrás dos bastidores aqui.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

BRUCUTUMIA 2008 - ENCONTROS DE ARTE URBANA LUSO-BRASILEIRA

A Associação Chili Com Carne e a Groovie Records organizam Brucutumia 2008 - encontros de arte urbana luso-brasileira, entre 21 e 24 deste mês na ETIC e no D'Alma Lounge, com o objectivo de secar o Atlântico que separa os criadores portugueses e brasileiros.

Dirigido mais para a ilustração e bd mas sem nunca perder a transversalidade sobre outras áreas criativas, esta primeira edição do Brucutumia terá mesas-redondas, um workshop de edição de zines, uma exposição itinerante que se despede de vez de Portugal, uma feira de edição independente e zines nacional e brasileiro - com destaque especial para o material brasileiro que há muito os portugueses perderam contacto com o desaparecimento das revistas míticas como a Animal - e claro, festa "da pesada" com o melhor e mais violento que a tecnologia digital permita: Breakcore, Noise, Gabba, Kuduru, Drill'n'Bass... cortesia da Dezkalabro que se juntou à Brucutumia!

Os convidados brasileiros são autores e editores do zine Bongolê Bongoró, cujo último número editou uma série de autores portugueses. Resta dizer, que basta consultar o programa e escolher o que precisa para satisfazer a sua curiosidade cultural sobre o Brasil... e não, a Fáfá de Belém não foi convidada nem ouvirão Samba!

PROGRAMA
dia 21: MESA REDONDA - A ILUSTRAÇÃO E BD LUSO BRASILEIRA, às 19h, entrada livre

dia 22: WORKSHOP DE EDIÇÃO DE ZINES, das 17h às 21h na ETIC - destinado aos alunos da escola que irão trabalhar na edição de um zine. O workshop será ministrado pelos ilustradores Caio Gomez (br) e Edgar Raposo, e os editores Estevão (br), Biu (br) e Marcos Farrajota.

HOJE
_FEIRA DE ZINES LUSO-BRASILEIROS, das 15h às 20h; entrada livre, com bancas de zines/livros/discos editados pela Associação Chili Com Carne, MMMNNNRRRG, Groovie Records, El Pep, Imprensa Canalha, zine Bongolê Bongoró (que trará outras edições brasileiras, com o apoio da livraria Kingdom Comics), Thisco, The Shoppe Bizarre e o zine O Hábito faz o monstro.
_EXPOSIÇÃO COLECTIVA CCC #4.2: "SEITAN SEITAN SEITAN", exposição revista e aumentada de ilustração que já devia ter ido para o Brasil no ano passado. Cada ilustrador trabalhou um desenho sobre o tema das seitas religiosas. Participam: Edgar Raposo, Jucifer, Pepedelrey, André Lemos, Pedro Zamith, João Maio Pinto, Filipe Abranches, José Feitor, Bruno Borges e Lucas Almeida, e ainda Tiago Albuquerque e Teresa Amaral, como convidados especiais.
_FESTA DEZKALABRO, a partir das 23h com DJ Putah, M-PeX vs Structura, 5th Rider vs KUT vs FP25, Sam Pull, Zaztraz vs Spetto (br), Reverse Tunes (br), F? (br), Retrigger (br), Hidrauliko (br); entrada: 5 dezkalabros (com direito a uma imperial).

Dia 24
_CONVERSA COM EDITORES, destinado apenas para editores independentes, hora e local a marcar.

ATENÇÃO: como sabem aconteceu o despejo do Grémio Lisbonense que apesar da situação ainda não estar resolvida - a Luta Continua! - obrigou à mudança do local do evento, sendo que o Brucutumia 2008 passou para o D'Alma Lounge. Desde já gostariamos de agradecer às pessoas que nos ajudaram a procurar sítios numa capital pouco aberta à Cultura que não seja a meramente fashion: Nuno Moita, Structura, Geraldes Lino, Lucas Almeida, e em especial à Dina & Olga (do Grémio), ao Manuel (da Tuatara) e à Casa do Brasil.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Colectiva CCC#4: "Seitan Seitan Seitan"

ilustração de André Lemos
- Papá?
- Sim, filhote?
- O que significa "remorsos"?
- Bem, filho, uma coisa engraçada sobre o remorso é que mais vale ter remorsos sobre algo que tenhas feito do que sobre algo que não fizeste… já agora, se vires a tua mãe esta semana, não te esqueças de lhe dizer: SATÃ, SATÃ, SATÃ!!!
Butthole Surfers in "Sweet loaf" (trad. livre)

Os Livros Voodoo de Goiânia (Goiais) preparam-se para editar um livro de desenhos feitos por ilustradores brasileiros e portugueses, estes últimos representados por criadores da Associação Chili Com Carne como Edgar Raposo, Jucifer, Pepedelrey, André Lemos, Pedro Zamith, João Maio Pinto e José Feitor e convidados especiais Tiago Albuquerque, Teresa Amaral e Filipe Abranches.

A única coisa que esperamos é que eles não se arrependam pelo que irão desenhar porque o tema do livro será o das "Seitas". Dos traumas entre estes dois países lusófonos é habitual recordar a exploração colonialista, as telenovelas na TV e claro, as seitas religiosas - entre os Jesuítas e a IURD venha o Diabo e escolha. Em tempos de uma Jihad mais visível do que nunca – porque nunca antes a escala global foi tão diminuída - um tema como as Seitas pareceu-nos de eleição. Vários registos gráficos deverão surgir dos artistas seleccionados já conhecidos de várias publicações (zines, jornais e revistas), livros ou outros projectos editoriais (Mutate & Survive, Imprensa Canalha, Opuntia Books, El Pep) e participações em exposições (Ilustração Portuguesa, Zurzir o gigante, Laica no Espaço, Comboio Fantasma).

Na loja Goma 386 (agora com morada para os lados da Sé - Calçada do Correio Velho, nº7, Lisboa) está patente uma exposição de despedida (com menos dramatismo do que aquelas das caravelas do escorbuto) uma vez que os originais ou impressões sairão a 16 de Março para seguir para o Brasil onde farão itinerância e materializar-se-ão em livro. Horário: 2ª/Sáb.: 10h-19h

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU ... EXPRESSO e na KAZOO



RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos quatro anos. Depois de Sírio eis

Música para Antropomorfos
de 
e


Romance gráfico e música Noise Rock nascido numa origem comum mas que se afastam cada um num trajecto paralelo. Nem o livro de Zimbres (S. Paulo, 1960) é uma adaptação das músicas de Mechanics (Goiânia, 1994) nem a música é uma banda sonora da banda desenhada.


A improvável gênese do artefacto musical/ visual que você tem em mãos é esta: uma banda de rock suja e malvada de garotos goianos (capitaneada por um fã ardoroso de Jack Kirby) criou a fagulha sonora, primitiva e ominosa para que Zimbres, o mais cortês dos quadrinistas experimentais, criasse seu grande épico. É um pequeno milagre das circunstâncias e uma grande história de origem, e quanto mais você pensa a respeito, mais faz sentido: quem possivelmente inventaria um treco desses? 

Essas pequenas instâncias de reconhecimento se repetem no decorrer das cerca de 200 páginas de leitura. Por trás de sua fachada desconjuntada, de capítulos desenhados em estilos drasticamente flutuantes, MPA tem uma narrativa sólida, com direito inclusive a toda aquela lenga-lenga de introdução, complicação e desenlace.  É como um recontar cubista e ultracondensado da história do Ocidente, com pitadas de profecia bíblica, mitologia grega e farsa borgiana. 
- Diego Gerlach 

(...) originalmente publicada em 2006 por iniciativa do grupo de rock Mechanics, comandado por Márcio Jr. A primeira edição, esgotada há muito tempo, se tornou um raro objecto de desejo dos fãs de Zimbres (...) Todos ouviram falar sobre o livro, mas poucos conseguiram um exemplar. No mundo desenvolvido por Zimbres/ Mechanics, conheceremos SP (San Paolo) e SF (San Francesco): duas cidades-robôts ou fortalezas andantes. Eles evoluem em meio a pântanos, florestas, desertos e campos povoados por jacarés musculosos, vacas amáveis e cães sem cabeça. Outras histórias paralelas se desenrolam dentro e fora das fortalezas: complôs políticos, editoras dirigidas por vacas tirânicas e fantasmas dominadores usando pessoas como títeres. Com seu traço que traz um profundo conhecimento das artes gráficas e narrativas visuais, Zimbres constrói um universo rico, complexo e coerente, aliando os quadrinhos underground à experimentação dos graffitis e artes-plásticas. Mergulhar no mundo de SP e SF é uma experiência única, onírica e caótica, regida pelos desenhos de Zimbres e pela música de Mechanics.
- Zarabatana Books




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Música para Antropomorfos foi originalmente publicado no Brasil, pela Monstro Discos em 2006, sendo reeditada recentemente na Colômbia e no Brasil (pela Zarabatana). Editado por Joana Pires e Marcos Farrajota e publicada pela Associação Chili Com Carne. Foram impressos 1000 exemplares deste livro, dos quais 300 exemplares oferecem o CD Music for Antropomorphics (em parceria com editora punk Zerowork Records) se for adquirido directamente à Chili Com Carne.

Alguns exemplares com CD já  devem estar no Porto - Black Mamba, Matéria Prima, Mundo Fantasma - e Lisboa: Livraria da Fac. de Arquitectura de Lisboa, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Tasca Mastai, Kingpin Books, Megastore by Largo, XYZ, Glam-o-Rama, BdMania, FNAC e Kazoo.

Procurem estes elementos:


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Fabio Zimbres, ou FZ, nasceu em 1960, em São Paulo, e vive em Porto Alegre. Estudou arquitectura e se formou em artes, é designer gráfico, organiza exposições, pinta, faz histórias em quadrinhos e ilustrações.

Fez parte da equipe fundadora da revista Animal que editou até seu final, em 1991.

Em Portugal só se encontram pedacinhos do seu trabalho, nos fanzines A Mosca (1997) e Mesinha de Cabeceira - Seitan Seitan Scum (2010), com uma BD escrita por Marte (do Loverboy) -  e no catálogo Divide et Impera (Montesinos; 2009).








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FEEEEEEEEEEEEEEEEEDBACK

Uma referência na BD do Brasil
Paulo Monteiro / Festival de BD de Beja
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Fábio Zimbres: Um "animal" inconformista
Rui Cartaxo in Splaft!
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Sendo já considerado dois dos mais importantes acontecimentos do ano (...) a criteriosa edição, por Farrajota e Joana Pires, do livro / zeitgeist sonoro (...) e a exposição de Zimbres no XV Festival Internacional de BD de Beja
André Azevedo in Splaft!
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Reportagem na TODAS AS PALAVRAS na RTP
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5 ESTRELAS
Expresso

domingo, 9 de junho de 2019

Askar, o General /// ESGOTADO


A Chili Com Carne sempre que se aproxima da América do Sul para justificar a sua denominação gastronómica acaba sempre por ser uma acção associada à El Pep. Foi assim com a antologia luso-brasileira Seitan Seitan Scum e é assim com o livro de BD Askar, o General, estreia da Dileydi Florez, autora natural da Colômbia. O  livro foi lançado na El Pep Store & Gallery [Lx Factory, Alcântara], no dia 4 de Abril de 2015, contou com a presença da autora e uma exposição de originais.

Florez (1990) é ilustradora e designer, estudou Design no IADE e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e Banda desenhada no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Esta sua primeira obra de banda desenhada é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas, e é um prelúdio para um álbum ilustrado (por publicar). O trabalho concorreu ao Toma lá 500 paus e faz uma BD! e apesar de não ter ganho, a sua qualidade gráfica convenceu a Chili com Carne a publicar o livro.

32p. 21x27cm p/b, capa a duas cores - ISBN: 978-989-8363-31-2 - 500 exemplares - Apoio do IPDJ

pode ser que encontrem ainda alguns exemplares na Tasca Mastai, FNAC, Mundo Fantasma, Bertrand, Matéria PrimaBdManiaUtopiaLAC e Tigre de Papel.

Exemplos de páginas do livro:





Feedback: 
(...) composição majestosa (...) 
Sara Figueiredo Costa in Blimunda 
... 
Obra seleccionada para a Ilustração Portuguesa 2016
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Nomeada para Melhor Publicação Independente e Melhor Desenho Central Comics 2016 
... 
Obra seleccionada para o concurso Jovens Criadores 2016
...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Brasil XV

E voltamos sempre ao Brasil... E ao Samba, projecto de um colectivo de Brasília que acredita na fragmentação narrativa e talvez por isso que apesar de ter começado como uma revista intitulada de Samba - com três números - o projecto tem mudado de nomes para Kowalski, Mini-Samba (que já lá iremos) ou agora o Novo (2013). Este último é uma antologia menos cheia e pesada de colaborações, ficando-se o trio-editor (Gabriel Mesquita, Gabriel Goés e LTG - já nossos conhecidos no Seitan Seitan Scum) com Pedro Ivo Verçosa e Ulisses Garcez a realizarem BDs experimentais no limite das "artes plásticas", lembrando esforços de um número especial do kuš! e do Glömp e já agora do autor Dice Industries (que por sua vez tem um passado que vai até Max Ernst), para procurar novas formas de trabalhar a BD - pelos vistos não são assim tão novas como isso mas talvez esta antologia seja um importante manifesto artístico para a BD brasileira. Destaque pró trabalho de Goés e as colagens de Verçosa.


Entretanto só agora é que nos chegou às mão o Bátima (2011) de André Valente, uma deprimente BD sobre a realidade de um "looser" que trabalha num "MacMerda" de uma grande cidade mas que vai dizendo prá família no interior que está em ascenção no mundo do trabalho liberal - ah, e vai cravando dinheiro também. Uma coisa triste de uma Humanidade que faz dos filmes de super-heróis "blockbusters" quando a realidade delas é o inferno que vemos à vossa volta. O humor não entra em "besteirol", é bastante negro, roça o Chris Ware mas não há aqui cores vivas, sol nem sambinha. Valeu!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

E Paris em Outubro? Quem lá vai?

Mocifão, Amor, Fato-de-Macaco, Março Anormal, Sebenta, Seitan Seitan Scum e outros livros da El Pep, da Chili Com Carne e associados como a Joana Pires (imagem), vão estar em exposição na 20 octobre à la Médiathèque Marguerite Duras, em Paris na 20ème arrondissement, a partir do dia 20 de Outubro. Quem estiver por Paris nessa altura, aproveite para visitar esta mostra cultural...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Woofer Takeover Jubilee

André Lemos
Cotoreich , 2012

Enquanto o seu proejcto editorial Opuntia Books está dormente, André Lemos não está assim tão parado. A provar é este novo título (mais um daqueles títulos de extravagância criativa, apanágio do autor) que foi realizado pela editora / atelier de serigrafia Cotoreich, de França.
A Cotoreich como projecto segue o enorme movimento de livros gráficos / livros de autor que existe nesse país, em que o colectivo Le Dernier Cri seja o projecto mais conhecido à escala global. Não significa que outros projectos em França sejam inferiores ao Dernier Cri, seja em conteúdo ou na técnica. Este livro de Lemos é prova disso, seja pelo impacto luxuoso que sobresalta logo à primeira, pela qualidade do seu trabalho enquanto artista, e já agora, porque andam todos entesados com a crise, mantendo uma acessibilidade monetária para quem gosta de objectos únicos. Todo ele é impresso em serigrafia, com objectos encontrados e outros extras... Aliás, são dois livros na realidade (cada caderno é agrafado à lombada) que ainda incluem mais dois pequenos suplementos dentro dos cadernos principais.
É um verdadeiro labirinto editorial à descoberta do universo de Lemos, onde se recolhe uma colectânea de desenhos variados - alguns nossos conhecidos como um desenho que foi cartaz do Brucutumia e publicado no Seitan Seitan Scum. O tratamento em serigrafia cria outras hipóteses para os desenhos, ora pelas vibrações e texturas das tintas, ora pela sobreposição de desenhos diferentes que oferecem novas leituras, para quem achar "batota" a reedição de imagens já "conhecidas".
Este livro dá o devido tratamento merecido a um autor ignorado em Portugal. Nada como o olho franco-gráfico para resolver a injustiça. Quem quiser continuar a ser preguiçoso advertimos que os 80 exemplares deste livro devem estar quase a esgotar... Depois não é "que pena" que deverão dizer mas antes "hélas"!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lista Laica-Brasileira



Boy, não dá para escrever tudo! Aqui vai uma lista de zines que o Alex Prego deixou ainda:

- Amarelo, Laranja, Vermelho (Samba; 2008-10), 3 atraentes zines de LTG (participou no Seitan Seitan Scum) juntos numa manga. BDs e desenhos em registo de esboço - incluindo a bd do SSS a preto e branco. Apresentação exemplar!
- Bananas! (2011), um falso “splitzine” de duas autoras brasileiras com poder vaginal da finlandesa Kati Kovács. É bilingue porque repetem as mesmas bds em português de um lado e em inglês do outro. Chiquinha e Cynthia B. são as miúdas do zine, a última também edita o zine Goldenshower (#1, 2011), antologia que mostra que as mulheres são mais podres do que os homens no que diz a humor sobre sexo!
- Resenha Monstra #01 (2011) de Pedro D'Apremont é um zine A5 de um gajo que tenho sonhos bem estranhos... Ainda bem que ele lembra-se deles! Depois é mais um de bd "besteirol"...
- A Zica #0, 1 (2010-11) zine antológico de desenhos, é um graphzine de sexo e morte... fraquito!

Não se esqueçam que ainda há várias edições da Prego, Kowalski, etc... que pode ser adquirido pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. Como fazemos sempre promoções e ofertas loucas mais vale perguntar o que querem!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Aparecida Blues

Biu (a) e Stêvz (d)
Beleléu + Facada Leite-Moça; 2011

Algures neste livro de bd há um diálogo qualquer entre duas personagens acabados de sair de um concerto "freak":
"- não percebi porra nenhuma
- nem eu, mas gostei assim mesmo"
E creio que isto resume este livro escrito por Biu (sempre fascinado com a palavra "Blues") e desenhado por Stêvz (que participou no MASSIVE e Seitan Seitan Scum), parceiros do Bongolê Bongoró e que estiveram em Portugal no Brucutumia.
O livro é uma bebedeira em que esperamos pelo pacto na encruzilhada com o Capeta e uma prometida história de amor com uma surda. O livro avança ao contário, tipo como um vinil em contra-rotação por um DJ charrado, criando várias dislexias narrativas e perturbações intelectuais. É uma espécie de materialismo dialético em que por um lado temos um estilo gráfico simples na tradição caricatural e humorístico (típico dos trópicos brasileiros) e de outro uma série de experiências com a linguagem da bd e poesia visual - onde acaba uma e começa a outra?
Um objecto-conteúdo curioso e um objecto-material com excelente apresentação, quem quiser saber mais que ande por aqui.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quadro Negro Verde


O pessoal dos zines não têm pressa... Ainda este ano o Guido Imbroisi, através da Prego, lançou o Vulgar Manual, teoricamente um zine seu e alguns meses atrás sai este Q.N.V. com tamanho (e impressão) idêntico... Este podia ser o Vulgar Manual #2 mas não é. Quem ler as bds de Guido talvez perceba a sua incoerência. O tipo muda de estilos gráficos constatemente (ver Seitan Seitan Scum), as suas bds em geral andam pelos campos surrealistas da escrita automática mais próxima da vertente europeia de Moebius do que a norte-americana de Robert Crumb...
Talvez seja a mais bela edição da Prego mas o Guido tinha de fazer besteira, numa das duas bdsque compõe o monográfico, ele usa uma font para legendar deixando com um ar feio e amador à bd - que ainda por cima, seja a nível de texto seja de imaginário, é a sua melhor bd que já fez até hoje. Porra, vê se atinas, boy!

Para adquirir esta publicação é preciso escrever para o nosso e-mail ccc@chilicomcarne.com. Cada custa 6 euros (desconto de 50% para sócios da CCC).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Prego a fundo!!!


É isso! VAI HAVER Festa de Despedida ao Alex Vieira da revista brasileira de "bd, punk e psicadelismo" Prego!
Dia 22 de Dezembro (Quinta), às 21h, estão convidados a irem ao bar do WIP / Rua Garett, 60 (onde esteve a CHILI ao QUADRADO) para conhecerem este convidado especial da 19ª Feira Laica - isto para quem não se pode deslocar ao Porto!
...
Alex Vieira como artista gráfico participou em duas antologias da Chili Com Carne, MASSIVE e Seitan Seitan Scum mas é mais conhecido como editor da revista Prego que acaba de lançar o número 5 num evento off do Rio Comicon, dedicado ao "som" e onde entre vários autores da "nova bd de autor brasileira" também participa Marcos Farrajota. A passagem pelo tema "som" não é inocente uma vez que Alex Vieira tem uma enorme ligação ao Punk / Hardcore.



Na festa, além de copos baratos e as melhores chamuças da cidade, poderão ver os trabalhos que Alex trás do Brasil prá Feira Laica bem como zines e livros de bd. A animar a festa haverá uma exceptional sessão de unDJing com os seus piores discos para serem trocados na hora! Alguém ainda se lembra da troca de discos?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

BD em Portugal: Não é uma marcha, é um zig-zag!

Acabou-se! O pior já passou!? Os 10 anos da indefinição? Os anos do início de Século em que não se passa nada? A década tenebrosa que até lhe dedicamos um livro-vade-retro-satananás?

Ao contrário ao estado geral de desânimo, a Chili Com Carne não acha que a nova década será pior que a anterior... mais baixo não podíamos ter chegado!!!

A cena da bd portuguesa nos últimos 8 anos foi deslizando pelo cano abaixo, mostrando que o sector privado era mesmo desastroso - ou seja que os "grandes editores" eram (e são) umas grandessíssimas bestas que conseguiram matar tudo o que havia ou que estava a ser construído. As pequenas ou médias editoras (simpaticamente apelidando desta forma) mostraram-se demasiado dependentes dos apoios da Bedeteca de Lisboa que teve um papel principal da renovação da bd no final dos anos 90 e princípios dos 00's. Hoje esta instituição é um edifício abandonado onde por acaso ainda deixam dois funcionários atenderem (da melhor forma que podem) os utentes interessados em bd. Depois de anos a defender bd e ilustração como nunca antes foi feito, esta Bedeteca merecia um destino menos triste, ou pelo menos reacções públicas dos autores e outros agentes que durante anos usufruíram dos seus serviços e esforços.

Todo o trabalho que a Bedeteca de Lisboa de mudar a imagem bedófila da bd parece até que foi razão para ser contra-atacada com mais força pelos “suspeitos do costume” que insistem em ter uma atitude restritiva da bd como um objecto de cultura Pop, em que toda e qualquer aproximação que não seja infantil ou infantiloíde é rejeitada. Mas o Ancien Régime cai a olhos vistos e o recente livro do Leonardo de Sá será o seu Canto do Cisne.

Que fique para trás as distribuidoras de livros que não pagam e provocam danos às editoras que se esforçam num mercado em autofagia capitalista, sem controlo e em colisão constante. O livro tornou-se num produto tão vulgar como um sapato - e nada pior que entrar numa loja de sapatos, acreditem! As lojas de referência fecham, cá e lá fora... como sustentar uma biodiversidade do livro num panorama assim?

Com dignidade e independência será a resposta para a anterior pergunta seja ela retórica ou não... é o que temos feito como Associação ou em projectos a solo dos nossos associados (Imprensa Canalha, MMMNNNRRG, etc…) ou em parcerias mais ou menos indisciplinadas cujo zénite é mostrado nas duas edições semestrais da Feira Laica.

A CCC ao longo da sua actividade nunca dependeu nada de nada para fazer o que já fez, estando contra tudo e todos. Raramente recebemos apoio de críticos, do mercado ou de instituições. Ocasionalmente tivemos apoios da Câmara Municipal de Cascais ou do Instituto Português de Juventude mas são tão parcos que não nos influenciam nas acções que tomamos, tanto que até existe uma certa censura da Câmara Municipal de Cascais em apoiar as nossas publicações porque elas cospem no Dalai Lama ou publicam o Mike Diana. Ainda assim insistimos em crescer a olhos vistos: livros a saírem com maior regularidade, livros que esgotam, livros que quase esgotam em menos de um ano, mais sócios interessados e interessantes, descoberta de novos talentos, o dobro e novo recorde de vendas – só não percebemos é porque continuamos com a conta bancária na mesma… é mesmo estranho!; participação ou criação de eventos nacionais e internacionais: O Último Fósforo, Festival Rescaldo, Feira(s) Laica(s), PEQUENO é bom, 10 anos da MMMNNNRRRG, Greetings From Cartoonia (no Festival de Beja), Crack, Festa do Cinema do INATEL, Even my mum can make a book, F.E.I.A., Alt Com, Not Tex Not Mex, Matanças… Do Texas à Turquia, portanto!

Isto já para não falar micro-epopeia inédita (pelo menos em Portugal) da Spreading Chili Sauce around Boring Europa, para mostrar que podemos ser mais bem recebidos do que no país de origem. O que não espanta muito quando o primeiro prémio sobre uma edição nossa – o Seitan Seitan Scum - alguma vez recebido foi em Itália no evento Slow Comics 2010. Embora, no início do ano passado, a MMMNNNRRRG tenha recebido um Prémio Titan...

Para mim, lançar o livro Talento Local – e concluindo a compilação das minhas bd's autobiográficas – é o mesmo do fecho de um ciclo maior. Poderá ser pretensioso adaptar esta “edição de intimidades” como um marco macroscópico mas estando “Deus morto”, a “História finalizada” e tudo mais, são as referências pessoais que marcam cada um de nós - também pode ser lido ao contrário, há um novo ciclo e eu também começo um como formiga bem-comportada do Universo. Para mim, 2011 e a nova década são nitidamente um novo ciclo a explorar – não serei o único a sentir isso, creio.

A tristeza eterna de ver horas de trabalho em pranchas de bd que ninguém quer saber – incluindo as ditas pessoas da “cena” – é deprimente. A luta de procurar alguém que nos dê atenção sempre teve de ser desviada para outros olhares menos quadrados, durante um período de tempo pensou-se que ia mudar essa perspectiva mas os agentes económicos insistiram em esmagar as conquistas, chegando a sacrificarem-se a eles próprios – em Portugal, todos gostam de estar juntos na merda.

Como dito anteriormente, continuou a haver resistentes e os resultados vão aparecendo pouco a pouco – a verdade é que quando o trabalho é bom ele não pode ser simplesmente apagado! Assim para a semana inaugura no Museu Colecção Berardo (no Centro Cultural de Belém), a exposição Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa comissariada pelo Pedro Moura, estando a exposição patente entre 10 de Janeiro a 27 de Março. O objectivo é divulgar uma bd de autor, uma bd que em Portugal tem origens nobres em Raphael Bordalo Pinheiro, continuando pelo regime fascista com Carlos Botelho, depois com o “reboot 25 de Abril” e a geração da revista Visão até aos dias de hoje. Haverá críticas dos sectores conservadores sobre a escolha de Moura, à qual defendemos a 100% - mesmo quando muitos autores não são do nosso gosto. É o mínimo de respeito que podemos ter porque sendo mais ingénuos ou menos ingénuos, todos eles fizeram algo para não deixar a bd sujeita a lugares-comuns e fórmulas gastas. Alguns até desistiram de fazer bd, alguns voltaram a fazer, outros foram fazendo de forma intermitente, mas esperamos que este lento reconhecimento institucional sirva de lição para todos nós.

Sendo o “dinheiro o nosso Deus”, muitos irão perguntar que ganharão os autores com esta exposição. Será a Vaidade o único proveito mais directo que se poderá retirar daqui? Se for, este pecadilho capital não fará mal a ninguém, numa área onde nunca houve proveitos financeiros ou sociais de relevância. Mas o tempo irá responder a tudo isto…

Vamos todos morrer! Que se lixem as redes sociais!

Por fim, um descortinar de que vai ser 2011 na CCC: vamos ter um novo livro de Rafael Dionísio e uma nova colecção, ambos para este primeiro trimestre. O melhor será para Maio em que lançaremos um livro e exposição, Futuro Primitivo, que será uma demonstração de força. Bom... pelo menos de força interna, porque tentaremos mostrar o trabalho de todos os nossos criativos – até dos músicos, colaborando numa banda sonora a compilar pela net-label You Are Not Stealing Records.

Já mete-nojo, a verborreia das “redes sociais” e as porras dos myspaces e facebooks, é muito útil para saber que a Zézinha vomitou de manhãzinha logo poderá ser engatada pelo grupo fetichista por grávidas-de-3-meses, ou que há 10 pessoas gostaram (polegares no ar!) deste “post” mas como sempre nada acontece para além de meia-dúzia de observações fúteis que só servem de observatório de comportamentos para empresas e controlo social - é o que as redes virtuais parecem, muito francamente, a substituição física da porteira do prédio! Antes da modinha, a Chili Com Carne foi criada para ser uma rede social que serve para trabalhar em conjunto – se a solidão é uma doença do século XXI, tentem fazer bd: uma das actividades mais solitárias do mundo!

O desafio assumidamente egoísta de meter todos os que são da Associação num livro é cheio de ratoeiras mas vamos tentar que resulte num projecto singular. A exposição está projectada para o Festival de BD de Beja seguindo para Roma, países escandinavos e somewhere in Texas.

Quando a exposição voltar pode ser que o país esteja diferente!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Brasil IX

Chegou-nos mais um pacote de bizarrias editoriais do Brasil, cortesia do zine Prego que nos enviou montes de coisas e que chega ao número quatro (2010) - a ilustração da capa feita pelo editor Alex Vieira já tinha aparecido na antologia MASSIVE sim-senhora... batota, não?

Este zine está mais volumoso e completa o seu ciclo de cores CMYK para as capas. A capa deste número é negra, talvez do tipo funeral porque abandonou as colagens loucas dos primeiros números e entregou-se mais às bd humorísticas, que são o género principal na produção brasileira e que tem dado o mote a estes "posts" (vejam os anteriores). Perdeu um bocado o interesse assim... embora as bd's de Gabriel Mesquita, Guido Imbroisi e Gabriel Góes (curiosamente todos eles colaboraram no recém-premiado Seitan Seitan Scum) fazem a diferença ao resto do material. Falta a experimentação gráfica que os números anteriores tinham...
Espero que não seja o primeiro prego para o caixão!



Curiosamente outro bicho que se destaca no último Prego com um suplemento A5, é Diego Gerlach que também apareceu no pacote que recebemos com 4 números do seu zine fotocopiado Pinacoderal da Parahyba (2009-10). Trata-se de uma bd surrealista "work-in-progress" que tem como tradição as deambulações feitas pelo Moebius - por ser uma bd em regime de escrita automática. O ponto de chegada é outro embora não se saiba muito bem qual é - não deve ser lido como algo negativo! O desenho tem vindo a refinar-se, não há piadinhas (ou pelo menos não consegui descobrir) e sabe-se lá que monstro sairá daqui. A acompanhar sob a máxima atenção de um "bongo-scope"!



Com o primeiro número de Peiote (Macacos Humanos; 2009) fico a pensar que a última coisa que chegou ao Brasil relativamente a bd de autor foi o Moebius... ou ainda o Richard Corben. As influências são óbvias - os resultados bem menores com a excepção para Law Tissot, velho da cena e como tal com maturidade para estar fora do resto da pandilha. Também é lhe realizada uma entrevista. Bem impressa e luxuosa, o pessoal da revista bem que precisa de tomar a substância que dá título à publicação. A Quase #12 (Out'09) quase tem piada... se não têm é porque exagera em textos de humor-retrete-forward, algumas bd's beisteirol-cliché... No momento ou noutro tem piada - como a fotonovela do retardado que é violado por bonecos insufláveis - mas o aspecto geral da publicação dá vontade fugir...




Por fim, um sabor contemporâneo... A Comadre do Zé (Graffiti 76; 2009) de Luciano Irrthum é um livro de bd, que podia ter sido desenhado por um francês alternativo dos anos 90 mas não é, é por um brasileiro dos anos 90. É uma estória de fadas do sertão brasileiro em que o "cumpadre" Zé ganha uma amiga chamada Morte... Graficamente pode ser julgado como um cruzamento entre Pedro Zamith e o Kapreles, não deixando de ser melhor ou pior por isso. Este livro faz parte de uma "nova tendência" no Brasil de editar autores em formato livro, sendo este título incluído na colecção "100% Quadrinhos" de onde já tinha saído um livro do Guazzelli. Por fim, a antologia Favo de Fel (2009) é composta por 160 páginas A5, um bocado mal impressas e coladas numa capa vermelho-revolução, e embalada ainda numa caixa de cartão. O interior é que desilude, como sempre com bd's piadolas brasileiras, o que safa acabam por ser os estrangeiros como a portuguesa Teresa Câmara Pestana, o sérvio Aleksandar Zogra, o italiano 81-85,... mete o Brasil nas rotas das antologias internacionais. É uma primeira tentativa...