quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Danke... Neurotitan

 

Pelos vistos é mais fácil ter destaque em Berlim, na excelente loja / galeria Neurotitan, do que em Portugal... Até livros em português são aceites!

Porno Tapados


Paloma Blanco fez a revista mais divertida dos últimos tempos! Pegou nas Ginas e Tânias de Espanha (revistas pornográficas para quem é da geração cyber-porno) e pintou por cima das gajas a exibir a genitalia ou dos gajos e das gajas no "malhanço". Assim, colocou a tipa em orgasmo total a estufar um frango (escrevo sem qualquer tipo de trocadilho ordinário, a sério!), o garanhão a lavar pratos, a sequência de duas lésbicas a tocarem instrumentos (vá lá, vá lá, vamos lá parar com essas piadolas! instrumentos musicais!), o "menâge-a-trois" numa séria sessão de leitura de livros, ou ainda um fornicanço foi transformado num senhor que fuma com ar muito inocente. Porno Tapados (Belleza Infinita; 2009) já vai na segunda edição, e chega a Portugal via Chili Com Carne (com carne? cheira a porno-chachada!). Se a Arte nos dias de hoje cansa de tão pouco divertida, tinha de haver alguém com ideias fixes. It's a dirty job,... oh não, querem piadas com "job", não é?

sábado, 19 de setembro de 2009

Humor(r)es


As edições Humeurs tem um catálogo de "humor negro" em que tanto podemos encontrar novos autores como velhos. Este ano a Chili Com Carne fez trocas com o seu editor Sylvain Gerand (ele próprio autor versátil já publicado em Portugal pela Opuntia Books) em que nos chegou o material mais visual e a inevitável antologia L'Horreur est Humaine.
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O que tem Poupées de Papier (2006) de Medi Holtrop e Appétit (ed. aumentada, 2004) de Willem em comum? 
Apenas uma coisa, os autores são mulher e marido, ambos pertencentes à geração Provo, consequentemente à do Maio de 68, e à loucura editorial das revistas Hara-Kiri e Charlie. Depois disso, cada um tem a sua voz: no caso dela, o trabalho dela tem um valor narcisista quase a roçar o freak, onde a autora norueguesa se representa sem pudor - muitas vezes nua - com orgulho no seu corpo velho, rodeada de obcessões fálicas, maternais (a lembrar Paula Rego) e mutações corporais. A dedicatória no livro a Topor não é inocente, porque se nota influências temáticas - influências ou zeitgeist? Willem é um ícone do humor gráfico europeu - até já foi publicado em Portugal embora suspeito que foi sem querer e claro, foi ignorado pela crítica e pelo público. O trabalho deste holandês é profundamente político, social e sexual. Quase que diria que é o avô dos Bazoukas, Dernier Cri e afins... Com dúvidas? É só espreitar este ARREPIANTE livro A6!
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Por fim, o tijolo L'Horreur est humaine #1 (2008) é uma segunda série já longe do formato mutante de zine que existiu no príncipio do milénio. E se nessa altura fotocopiada o "L'HeH" já esticava os limites do "fanzine médio" (um dos números tinha 400 e tal páginas!), a nova série é capa dura, livro cosido, uma fita-marcador, páginas a cores e todo o tratamento de luxo para ser uma antologia de referência - aliás, é de visitar o Ler BD para saber mais e de forma isenta.

descontos de 20% para sócios da CCC

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nazi Knife #4, 5

Jonas Delaborde; 200_?

Da fotocópia à antologia impressa (livro) parece ser este o caminho cada vez mais normal de algumas publicações como o caso do Nazi Knife que é um zine francês mas que reúne todos os "gráficos Noise" do planeta - e a analogia não é tosca porque muitos tocam em bandas Noise: John Olson e Alivia Zivich (Graveyards), C.F., James Ferraro e Spencer Clark (Skaters), Heath Moerland (Sick Llama), Andy Bolus (Evil Moisture), Nate Young (Demons), Dom Fernow (Prurient), Mat Brinkman, os polémicos Mike Diana e Stu Mead, Leif Goldberg... Fazendo deste zine uma "bíblia" de todo o movimento "undergráfico" e essêncial para quem gosta de desenho.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Norte tudo de novo...


Como já tinha referido aqui, a autora alemã Anke Feuchtenberger criou com o seu marido Stefano Ricci uma editora, a Mami, onde têm publicado trabalhos seus e também de alunos da Faculdade de Hamburgo onde Anke ministra um curso de ilustração e bd. Sem grande informação na Internet - e sem tempo para grandes discursos - escrevo apenas que chegaram Ich weiß de Birgit Weyhe e CandieColouredClown de Jul Gordon, belas edições: boas encadernações, boa escolha de papel e trabalhos de bd com impacto à primeira vista. O problema é que é preciso saber alemão para poder apreciar a primeira e 50% da segunda (algumas bd's estão em inglês)...


S! (com uma "coisa-acento" no "s") é uma mini-revista que era o Kus (que também tinha algo no "s"), novo conceito para tempos de crise, ou seja, reduziu-se para um formato A5 super-simpático completamente a cores onde convivem autores nacionais (continuando a Anete Melece a ser a autora mais interessante) e estrangeiros como Emilie Östergren (Suécia), Henning Wagenbreth (Alemanha - alguém se lembra do Salão Lisboa 2003?), Bendik Kaltenborn (Noruega) ou Nicolene Louw (África do Sul)... Sairam dois números entre Outubro 2008 e Fevereiro 2009.



Passados 10 números e 12 anos de actividade editorial, Tommi Musturi - um dos muitos autores de bd da Finlândia com talento e voz própria - cansou-se de editar o Glömp, projecto que começou como zine e passou a antologia. Como explicou quando esteve , para se despedir do projecto tinha de fazer algo de especial daí que GlömpX (Huuda Huuda; 2009) seja um livro saudávelmente pretensioso, querendo ser um marco na história das antologias de bd - o editorial do livro não deixa dúvidas em relação a isso fazendo um breve resumo dessa história. Apresenta-se em capa dura, todo a cores, com um CD banda sonora (Fricara Pacchu, Amon Düde & The Hoppo, Kiiskinen e Nuslux), e sobretudo e o que importa, um conceito de querer publicar e expor "narrativas em três dimensões". Ou seja, fugindo do tradicional "lápis + caneta sobre papel" (embora também haja situações dessas em alguns trabalhos), criaram-se bd's plasticamente diferentes do tradicional. Por exemplo, Hanneriina Moisseinen fez uma bd em bordados. Na exposição é preciso entrar numa tenda para poder ler a dita cuja - como poderam ver os que visiram a exposição que esteve patente na Bedeteca de Lisboa. Katri Sipiläinen criou um ambiente-escultura com alguns bonecos, esse ambiente fotografado tem uma carga cinematográfica e dramática fortíssima depois de composto em páginas de bd. Outras bd's são interactivas como a de Roope Eronen cujas tiras de bd podem ser lidas de formas diferentes com um sistema rotativo de paralelepipedos numa caixa - no livro, o autor (e o editor) oferece a hipótese (remota) de destruirmos o livro para recriarmos esses paralelepidos. Talvez nem tudo o que é apresentado na exposição seja competente - claro que não poderia ser - mas comparando com um projecto idêntico do passado, o Zalão de Danda Besenhada, os finlandeses sobretudo não se esqueceram de uma coisa, a bd no final é sempre transmitida via livro ou papel. E é aqui que não há falhas, o GlömpX merece um glorioso epitáfio na História da BD.

le best of Dernier Cri

Claro que o título deste "post" é uma parvoíce imensa por várias razões mas a principal é porque o colectivo de Marsenha produz tanto que qualquer tentativa de listagem seria fútil a não ser que eu fosse um cromo das listas... mas temos alguma palavra em relação a uma série de edições (acessíveis no site da Chili Com Carne) que são de tirar o fólego!


Acid Arena (2008) de Dave 2000 deve ser o único livro de 3D em que me senti bem em ser idiota - tentei pegar / tocar as imagens que como toda a gete sabe não passa de uma ilusão óptica feita das separações do veremelho e azul. E também - e uma vez que não jogo seja o que for (cartas, jogos de computador,...) - não me sinto mal em estar viciado num jogo de computador super-parvo...
Antes disso, é de referir que com este título as confusões continuam: o livro é Acid Arena e o jogo de computador que o acompanha também se chama isso com o sub-título Monster Blast?
Não sabe / Não responde.
Só posso dizer que temos um dos livros do LDC mais alucinantes de sempre. O autor Dave 2000 é uma espécie de Fredox do digital, com todo o mau gosto implícito - não da escatologia mas sim dos truques do mundo digital, ou seja, excesso de imagens perfeitinhas e cheias de degradés e cores pirosas. Claro que depois lixa a coisa toda com a habitual fórmula "vexo & siolência" mas ainda assim o sabor do plástico está sempre lá. Mas desta vez usando a técnica do 3D os desenhos ganham outra dimensão (que piada!) de tal forma que ficamos mesmo sujeitos a imergir numa... realidade virtual (!) de mutantes excitados por pornografia barata, genitais a derreter pixels e insectos esótericos para o século XXI. Um terror que se quer mexer para saber se é verdade. Errado!!! Como se costuma dizer para ver não é preciso mexer!!! E se aquilo fosse real de certeza que se apanhava uma valente gonorreia cibernética.
O jogo de computador ainda é pior (ou melhor para quem quiser). A lógica é toda ela "Quake": andar a matar malta mutante ou ser morto - sendo também o jogador um mutante. Há mutantes vestidos de latas de cerveja e de outras formas fantásticas e xungas a darem tiros de arma lazer, caçadeira, mega-lazer... É preciso gerir vidas e munição, o normal, excepto que aqui a dimensão pós-apocalíptica já está a niveis muito elevados de degeneração estética e moral. Literalmente é matar ou ser morto, tudo é rápido e quase nada faz sentido. Ultra-violência para queimados, sem dúvida, em especial num cenário, o "Plasma Freak", em que não há ponta por onde se pegue - literalmente!! Um tipo anda por lá a baloiçar (aos tiros, claro) de parede multicolor em parede multicolor. E claro morre antes de qualquer hipotese do pesadelo LSD ser passivel de ser assimilado.
O livro tem capa em serigrafia, o interior é impresso e é acompnahdo por óculos 3D. O jogo vem num CD e só dá para PC. Mais do que isto não posso ajudar.

O prometido "snif" ao "Japão paranóico" é por Shitknobs unideth (2008) de Miruki Tusko. Na realidade há um livro chamado Japon Parano (2008) que junta Daisuke Ichiba, Norihiro Sekitani, Takashinemoto, Ayano e Daisuke Tamano mas se o LDC pode confundir-nos porque não poderei fazer o mesmo?
E na verdade o autor nem se quer é japonês - é um belga... Disfarça bem, não fosse uma série de tiques da nova geração "graphzine" europeia, onde podemos incluir o LDC ou os Opuntia Books: degeneração das figuras Pop, criações de espaços abstractos, desenhos descontrolados como se fossem de criança, fascínio pelo Heavy Metal extremista...
O Tusko, o que tem mais de piada é o uso de bonecada tosca com pinta oriental (não a bonecada óbvia tipo Manga!) que borra com cores pesadas e ajudadas com a impressão em serigrafia. O livro todo ele é serigrafado, diga-se. Como dizia, engana bem, podia passar por oriental... mas falta-lhe o Extremo Oriente!

ITO (2008) de Yann Taille é um livro que só podia ser feito depois do M.C. Escher e do Codex Seraphinianus... ou ainda, depois de Jim Woodring. Tudo a que temos acesso é "alien": o texto (uma linguagem encriptada?), as máquinas, os cenários, as formas de vida, o sistema...
Só há uma certeza, porque não é muito diferente da nossa vida terrestre: nascer, trabalhar, reproduzir e morrer... ou nascer, escola, trabalho, morte... Taille coloca as suas criaturas nesta direcção, ou na falta dela, porque as suas vidas são verdadeiros "loops" infinitos num sistema fechado e repressivo.
Capa em serigrafia. Belo livro!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Windigo

José Lopes
Doczine vol.2; 2006

A bd portuguesa é mesmo um oceano cheio de ilhas e ilhotas perdidas. Sem mercado os autores fazem os que lhe apetece porque nada têm a perder ou a provar. Acho que o único ponto negativo é quando os autores são bons nunca chegam a ser publicados em formatos profissionais para que pelo menos daqui alguns anos alguém possa dizer que o que se publicava de bd em Portugal não era só mediocridade estéril. Felizmente até tem havido livros para gente talentosa como a Ana Cortesão, Nunsky e Janus, ambos com trabalhos fabulosos mas pessoalmente incapazes de promoverem o seu trabalho. A juntar a esta lista temos o José Lopes - que por acaso o ano passado finalmente também foi publicado em livro - uma antologia, "4 Salas, 4 Filmes" pela Bonecos Rebeldes.
Foi na Feira Laica deste ano que apanhei a um euro este fabuloso zine seu - sim, a um euro! Acredito que ideia seja despachar exemplares de um título antigo mas ainda assim é um presente ao mundo esta bd de quase 70 páginas, em formato "comic-book". A estória é uma auto-ficção tendo como protagonista (a figura) do próprio autor num aparente relato quotidiano que acaba numa situação de "serial-killer" (asteca!). A narrativa e "découpage" lembram David Lapham (Stray Bullets), melhor elogio não poderia ser feito porque o trabalho é muito bem feito.

Brasil VI

Continua a senda por uma bd brasileira mais artística e menos "besteirol". A última tentativa chama-se Prego que contem "Quadrinhos, Arte Punk e Psicodelia"... menos mal para começar e nada mal depois de ler o zine.
Mantêm a "Alma Sacana" do zine brasileiro e da tradição safada da saudosa Animal (até recuperam o Jaca!!!) e Chiclete com Banana (referências imortais) mas estão no Espírito do Tempo com as suas  bd's porcas e mal-criadas e desenhos loucos espalhados pelo Design Punk (eles chamam Diagramação no Brasil!). Gostei especialmente da bd "brut" de Guido Imbroisi (no #2) e as colagens de Alex Vieira (cabeça do projecto) e Mário de Alencar - comparações a Max Ernst são inevitáveis porque ele foi o primeirão! 
Só as entrevistas é que são um bocado secantes mas deve ser o único ponto negativo deste projecto que desde do Outono de 2007 lançou cá para fora três números, onde se assiste a evoluções e crescimento - tanto que agora até já edita "flipbooks" e um "comic", Gente Feia na TV - este último tem um grafismo e ideias tão coladas ao Peter Bagge (e não só) que não me apetece bater no ceguinho.

à venda no site da CCC

We don't need no education...


Orang #6/7 (Reprodukt; 2006-08) é uma revista que foi criada por alunos do curso de bd/ilustração de Hamburgo. Agora que os alunos já saíram da vida escolar a revista não só se manteve como se posicionou para completar o triângulo das melhores revistas europeias de bd da actualidade - falo da Glömp (Finlândia) e da Canicola (Itália) - não sendo coincidência que artistas de uma revista são publicados nas outras duas. Pela Orang podemos encontrar Chi Hoi (de Hong Kong e que no ano passado a Canicola editou um livro seu), Moki (bonecada fofa), Tommi Musturi e as aventuras do seu Samuel (já editado do Mesinha #200 e com livro a sair este mês pela MMMNNNRRRG), Klass Neumann (com um jogo "oubapoano"), Till Thomas (já publicado em Portugal na Crica) ou do italiano Stefano Ricci (cada vez mais impressionante e que curiosamente vive em Hamburgo, onde também dá aulas)... A revista tem um formato quase quadrado e anda à volta das cento e tal páginas, algumas a preto e branco outras a cores. A política geral da revista deve ser uma espécie de "neu sturm und drang" tal é o urbano-depressivo irracional que emana nas suas páginas. O último número por exemplo tem como tema "The end of the world" (sim a revista apesar de estar em alemão usa o sistema de tradução para inglês no final da página)... um bocado tarde para "finais do mundo", não? A não ser que a paranóia de 2012 (ou é 2016?) esteja a atacar mais do que pensava...


Two Fast Colours #2 (M. Krause & M. Lenzin; Jul'08) é um zine A4 editado por duas estudantes do curso de bd da universidade de Hamburgo - uma turma posterior à Orang. Os trabalhos são ansiosos de provarem qualquer coisa, mesmo quando suspeito que possam ser exercícios do curso de bd como o da Martina Lenzin que explora o potencial meta-narrativo idêntico ao que Chris Ware mostrou em Quimby, the mouse mas ainda assim com um humor próprio. A publicação junta ainda alguns franceses como Quentin Vijoux, Morgan Navarro (provavelmente o autor mais excitante do catálogo Les Requins Marteaux) e Guillaumit. De recorte surrealista e pós-Pop eis um zine em que se sente frescura e que os estudantes alemães de bd sabem se mexer - ao contrário do que se passa em Portugal. Ah! Destaco a Jul que quase roça graficamente o Mike Diana embora o universo não seja o mesmo. A capa em serigrafia faz jus ao título do zine.

E no meio do turbilhão desta nova geração alemã de bd encontramos uma sempre renovada Anke Feutchtenberger cujo trabalho per se já está no patamar dos grandes artistas de bd mais influentes dos últimos 25 anos como Gary Panter, Charles Burns e Blanquet. Se soubermos que é professora no curso de bd e ilustração da Universidade de Hamburgo mais fácil será reparar que a sua influência não é apenas indirecta. Mais que uma autora influente se calhar também poderá ser uma professora influente e uma passagem de olhos pelas três revistas referidas acima percebe-se a sua marca na forma e no conteúdo, sobretudo nas novas autoras - que o diga Amanda Vähämäki portadora de uma voz muito segura mas que deve a Anke a inseminação estética. Cada vez mais virada para o desenho, recentemente cruzei-me com o livro wehwehwehsupertraene.de / lacrimella.de editado pela Mami (2008), que é a sua editora e do seu companheiro Ricci. Trata-se de um belo livro de desenhos de Anke feitos entre 2006 e 2008 e expostos na Galeria d406 (onde recentemente a Canicola fez uma exposição "vista" no seu "derradeiro número"). Assistimos a uma autora cada vez mais virtuosa no desenho a grafite e madura em que tenho a certeza que continuará a surpreender nos próximos anos.

E por falar em alunos e a iniciativa privada, em Angoulême vai-se criando um "cluster" de editoras de bd, algumas explorando o talento que sai do curso de bd como o caso da recentemente criada Scutella mas a maior parte são colectivos criados pelos alunos como a conceituada Ego Comme X ou a recente NA que lançou o jornal Modern Spleen. O jornal claramente inspirado no finlandês Kuti publica autores "dos quatro cantos" encontrando-se finlandeses, alemães (curiosamente alguns da Orang e Two Fast Colour) e a portuguesa Joana Figueiredo - e ainda de autores da Itália, EUA, França e Hong Kong. Claro que é mais fácil "fazer coisas" num país que tenha um mercado de bd como a França mas o que questiono é como ainda não saiu um zine que seja dos três grandes cursos de bd portugueses que existem?

domingo, 13 de setembro de 2009

still spx stockholm...


Depois de alguns meses eis que descubro que o Christian da Reprodukt apanhou-me outra vez em fotografia, pelo menos desta vez não estou com ar de Domingo de manhã como da outra vez. Foi na SPX de Estocolmo e por acaso também era Domingo mas como não se curte em Estocolmo estou com um aspecto energético! + fotos e reportagem alemã aquiDankes very muchas!