sexta-feira, 25 de junho de 2010

XVI Feira Laica


cartaz de Salão Cauboi

Nos jardins da Bedeteca: concertos, segunda mão, workshops de tipografia e claro editores independentes e artistas gráficos: A Estante, Ana Oliveira, Associação Chili Com Carne, Atac, Averno, zine B74, Blam Blam + Toys Are Evil, Dr. Makete, zine É fartar vilanagem + Dedomau + Antónia Tinturé, grupo Entropia, Fade In - Associação de Acção Cultural, discos F.Leote + Ana Menezes, Os Gajos da Mula + revista Detritos, Imprensa Canalha, Mike Goes West, Mini Orfeu, MMMNNNRRRG, autor Nevada Hill (EUA), Noori, Oficina do Cego, Opuntia Books, Pedranocharco, Quarto de Jade, Raging Planet, Reject'zine, Ruru Comix + Latrina do Chifrudo, Soft Porn Coloring Book, Thisco e zine Znok.

Novidades editoriais:
- Comboio da Noite (Mike Goes West), serigrafia de Jakob Klemencic
- Detritos 04, revista com o tema Terror / Terrorismo
- É fartar vilanagem! #3, zine de Alexandre Esgaio
- Grimm Portraits of Doom (Ruru Comix), zine de Conde Rudegrarrr
- Mass #3, zine de Nevada Hill
- O Pénis Assassino (MMMNNNRRRG, 2ª edição), livro de bd de Janus
- Putan Club (Mike Goes West), serigrafia de Igor Hofbauer
- A Segunda Vida de Djon de Nha Bia (Chili Com Carne), romance de Nuno Rebocho
- serigrafia de João Chambel (Mike Goes West)
- Simplesmente Rudolfo #1 (Ruru Comix), fanzine dedicado ao Rudolfo
- Soft Porn Coloring Book, zine de ilustração
- Souffle au Coeur, serigrafia de Miguel Carneiro
- To A stranger (Opuntia Books), graphzine de Tommi Musturi

Concertos:
Sábado:
Filipe Felizardo + Rudolfo nos jardins da Bedeteca de Lisboa durante a tarde;
Nevada Hill (violino + electrónica) com Pedro Sousa (saxofone), Nuno Moita (electrónicas) e Gabriel Ferrandini (bateria + percussão) na loja Trem Azul às 22h. DJing: unDJ MMMNNNRRRG (a confirmar)
Domingo:
Filho da Mãe + Nevada Hill (violino + electrónica) com R- (electrónicas), Travassos (electrónicas) e Manuel Gião (guitarra) nos jardins da Bedeteca durante a tarde.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Escapes...

Apesar da chachada do pseudo-consciente, valeu a pena - e só isso é que foi positivo - conhecer a criatura que fez um zine de pornochachada. Soft Porn Coloring Book (ed. de autor anónimo, Jun'10) é um zine A4 impresso em papel reciclado e cozido de imagens pornográficas bastante explícitas que tem aqueles números para sabermos que cor havemos de pintar por cima da área que representam os números. Curiosamente as cores que servem de guia no ínicio do zine não parecem bater bem com o "tom naturalista" do desenho... mas francamente quem irá fazer isso? Já ninguém é puto quando adquirir neste pedaço de depravação e desatar a pintar.
A ideia não é "nova" - ver o Cunt Coloring Book - nem tem o esforço artístico sofisticado de Porno-Tapados (já que estamos a tratar de humor na pornografia) mas resulta como uma boa piada. Na treta do evento onde estivemos foi mesmo bom para esvaziar... as mágoas!
Ao que parece, a criatura anónima deste trabalho deverá participar na próxima Feira Laica. Entretanto, um exemplar pode ser adquirido ao mais entesado dos leitores deste blogue via e-mail: ccc@chilicomcarne.com
...
Nos 10 anos da MMMNNNRRRG Ana Ribeiro lançou dois novos zines I´m open but I follow my heart e Mix + Remix ou à espera do bus na lua ou como Aristóteles me lixou, quebrando a tradição do Durty Cat, título de Ribeiro de sempre (2001-06). Apesar da quebra nominal, mantêm-se as mesmas características: zines de bd em A5, impresso em papeis coloridos (amarelo e castanho, respectivamente), bd's de Ribeiro com um desenho naíf, narração confusa que mistura possíveis auto-biografias com ficções sociais, "anti-design" ou design DIY (zine à mão, cola e tesoura), tudo um bocado "fora de controle" em que nunca sabemos se estamos a ler bd's curtas ou uma longa... Um escape emocional em cada página? Talvez...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ccc@crack.2010

Uma possível segunda parte da exposição "Portugallo di picolini ma non troppo" irá continuar para a edição deste ano do Festival CRACK! - Fumetti di rompenti, em Roma esta semana.

Estarão expostos trabalhos de ilustração e bd de João Chambel, Jucifer, Bruno Borges, Marcos Farrajota, Andreia Rechena, David Campos, Sílvia Rodrigues, Ricardo Martins, Margarida Borges, André Lemos e Ana Ribeiro, e ainda como convidados especiais do NorteCore: Rudolfo e André Coelho.

A convidada deste ano a representar a Chili Com Carne é Rita Braga e para além de montar a exposição e vender as nossas edições irá também dar um concerto no Sábado... Boa sorte (no meio daquela confusão)!!!


Chamada de atenção:
- antologia CRACK ON co-editado entre a Chili Com Carne e a organização do festival, no ano passado, QUASE ESGOTADO!
- Ponti, a antologia da edição de 2008, do Festival com a editora sueca Galago, só temos mais um exemplar aqui

ccc@mostra.de.arte.&.cultura.consciente


sim estaremos no Sábado (amanhã)... Arte e Cultura Consciente? Arte Consciente? Esperamos que não seja uma treta... porque afinal porque raios a Arte deverá ser consciente? Ou o contrário... não é ela toda de alguma forma? Se vendermos alguma coisa dá-mos uma percentagem aos cães e gatos, porque os humanos (como se pode ver) há muito que deixaram de merecer seja o que for... certo?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Crack Fest 2009




Aglomerado de imagens do Crack Fummetti Festival de 2009.

sábado, 12 de junho de 2010

Uma arte a fritar!


Até começa bem com a reprodução da capa do último MdC (hahaha) mas depois é só tolices: "banda desenhada nacional prefere crescer à margem das grandes editoras" - prefere? Ou será não tem outra escolha?

A preferência dos autores porque «as "pequenas" são uma alternativa interessante, pela liberdade temática, estilística e de formato que permitem» (afirma Nuno Duarte no artigo) ou porque tem «maior controlo sobre o processo» (Miguel Rocha) poderia ser interpretado como algo positivo, de um entendimento maior entre o autor e o editor em criar melhores objectos editoriais, caso a maioria das obras não roçassem a mediocridade a vários níveis e que obviamente nenhuma "grande" editora gostaria de publicar estas coisas - embora a Asa fosse capaz ou a Tinta da China a julgar pelo indiscritível Dog Mendonça & Pizzaboy.
Se calhar até há mérito nas pessoas envolvidas no mundo da bd que acreditam no que fazem e que lhes dá uma dimensão artística que doutra forma não teriam. Quero dizer com isto que a crença num formato independente estimula o romantismo sobre a Arte que todos sabem que só é boa quando "não é entendida no seu tempo" - ao que parece é cool ser artista "maldito" sabe-se lá porquê... A militância nestes tempos em que não se acredita em nada poderá ser outro ponto positivo, claro. Mas o que interessa aqui é a a pergunta que não foi feita, e que seria quantos destes autores foram a uma "editora grande" propor os seus trabalhos?
Depois sem uma análise crítica das obras como validar a sua "marginalidade"? Querendo meter tudo no mesmo saco, como fazem sempre os "divulgadores / críticos / coleccionadores", apenas porque as editoras são "pequenas" este artigo comete o erro de não perceber que existem objectivos programáticos em cada "objecto": o Venham +5 e Toupeira Comix são publicações institucionais (da Bedeteca de Beja / Câmara Municipal de Beja) que investem em "talento local" (fora do "baralho marginal" portanto), o Lisbon Studio Mag é um portfolio de um atelier de autores comerciais (fora do baralho), o Zona quer mostrar novos talentos - estará dentro do baralho? E o Seitan Seitan Scum ao publicar os (re)conhecidos Filipe Abranches e Fábio Zimbres é o quê? (não sabe / não responde - na realidade apesar de nos terem sido enviadas perguntas para a realização deste artigo não chegamos a tempo de as responder) O que se pode acrescentar mais a esta "marginalidade"?
A bd portuguesa voltou à pobreza pública neste novo milénio, as tácticas são de sobrevivência que lá porque sejam "pequenas" não significam que não sejam "comerciais", basta pensar que uma das casas editoriais é antes de tudo uma livraria de bd - falo da loja Kingpin Books. Acredito que economicamente que muitos destes projectos até poderão crescer competindo no mercado com as "grandes" porque serão mais inovadoras e estarão a preencher nichos de mercado que as grandes tem deixado em aberto.
Editoras e autores "marginais" só são por estigma da bd em geral, não pela "raison d'être" dos conteúdos e das qualidades das suas obras, e por isso acho que vale a pena separar as águas.
Quanto ao "fervilhar de criatividade" referido pelo Paulo Monteiro (Director da Bedeteca de Beja), acho que merecia outro "post". Não parece que o Hans ou os outros títulos sejam capazes de fervilhar seja o que for mesmo que "aplaudidos pela crítica".

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Grande e Má!


Saiu este mês na Agenda Cultural da Câmara Municipal de Lisboa este "belo" destaque à última sessão do PEQUENO é Bom! Agradecemos a publicidade e a atenção ao evento mas dispensamos e repudiamos que metam o logótipo das "Festas de Lisboa" (no canto superior direito da imagem fornecida - na capa do Antibothis ainda por cima!) no evento uma vez, que o evento NÃO tem qualquer apoio dessas Festas ou da Câmara Municipal de Lisboa.
O que a Chili Com Carne e a Casa da Achada fizeram foi deixar que no Programa das Festas de Lisboa fossem divulgadas o PEQUENO e outras actividades da Achada como OUTRAS actividades que se passam no mês de Junho. Ou seja, uma forma simpática de ganhar divulgação (da parte da CCC e da Achada) e uma forma (perversa) da CML ganhar conteúdo num evento que a única coisa que promove é a chacina das sardinhas e (pelos vistos) vampiriza outros eventos autónomos em seu benefício, dando a entender que é ainda a grande máquina (falida económicamente e de recursos humanos) da CML que os organiza!
Nesta Capital de Portugal nas últimas e nas próximas semanas há sardinhas ilustradas por todo o lado - e ainda bem porque os ilustradores são de qualidade artística - mas é só isto: IMAGEM. Provas destas afirmações? Simples, basta esta pergunta: alguém conhece alguma iniciativa da CML para as Festas para além de apoiar (?) barraquinhas dos arraiais e os tradicionais casamentos e marchas? Alguém se lembra de alguma coisa de jeito nos últimos anos? Até o Festival das Músicas de África - o único evento cultural que teve impacto de crítica e de público - desapareceu do Programa...
Amanhã é o dia de bebedeiras descomunais, de pancadarias entre os bairristas (é a grande diversão da noite!) e de genocídio gastronómico de peixe e carne, quem quiser mais do que isto, é melhor apanhar um barco para a outra margem ou algo assim... Por falar em "apanhar", quem não vai ser mais apanhada numa armadilha destas é a CCC!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

pequenos mas bons...

Exacto, pequenos e bons tem sido a premissa destes encontros sobre edição independente. Mas passando pelo orgulho solipsista, os encontros tem servido justamente os seus vários propósitos, um deles era que fosse uma rampa de lançamento de novas produções. Sem aviso apareceu o B74, graphzine de um ilustrador que não assina o trabalho deixando-nos em mistério e em expectativa que o título, obra, o sítio oficial e o autor sejam uma força una e indissociável.
Desenhos automáticos - rabiscos - juntam-se a representações a desenhos de origamis nas 20 páginas A5. Desenho limpo. Tem piada, o objecto editorial também é cuidado (escolha de papel da capa e miolo) para além de ser cosido invés do tradicional agrafo. Interessante!
Seguem-se discos da Enough Records, que deverá ser a mais velha netlabel em Portugal. E para quem acha que música desconhecida oferecida (oferecida!) na Internet deverá ser música menor que a que é editada oficialmente, preparem-se para engolir sapos, pelos menos dois:



The Anton Phase Electro Clockwork Menagerie (2009) de Amitron_7 é Trip-Hop? Pop electrónica psicadélica? As duas coisas? Certo, serve! É um bocado "retro" (como a capa) para quem fartou-se de Dorfmeisters e outras coisas que acontecerem no final dos anos 90 mas ainda assim a qualidade da instrumentação e clareza dos sons convencem qualquer um que esta será a música para os bons sonhos e descanso em Paz no sofá. Surfistas do sofá? Também... sem vozes activas, só samplagens de medias áudio.
Enough Dubs II (2010) é uma colectânea de Dub e parentes (Reggae, Dub electrónico, Dubstep) de músicos estrangeiros, do Brasil à Finlândia - que se destaca pela negritude de Gök -, da Alemanha ao Japão - coisa mutante a faixa de Cheapshot -, da Rússia ao Bassrack Wobama (que não se sabe nada dele). O baixo "rula" nesta paragens...

Quanto a Initiation to the Unnamable Putrid Bong Practices (Putrid Attitude; 2007) dos Boggy Bong trata-se de um «cyber gore», puro "trash" electrónico podre dedicado ao tema de Bongos de Cannabis - tema em geral que tem raízes em músicas populares norte-americanas recuperadas pelo Metal com os Exit 13 (banda com elementos dos Brutal Truth) e muito na moda nos últimos anos por bandas Stoner e bandas "mucho stoners" como Weedeater ou Bongzilla.
Aqui o Metal só se for a voz alterada a digerir 44 litros de água d'erva sob ritmos Techno estúpidos e samples de filmes Porno-gore. Aliás, tudo é estúpido aqui sem qualquer tipo de produção que limpe ou funda voz com instrumentos, ou seja, a voz monstruosa-caricatural tem sempre (demasiada) proeminência. Resultado: é uma porra enervante que têm piada uma audição e depois passa a ser apenas... mau (!?). A França está tão cheia de merda que até transborda! Última hipótese: isto é para quem gosta de Revolting Cocks ou Malhavoc ou Otto Van Schirach? Duvido...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Imagens do Pequeno é Bom III

Fotos do terceiro Pequeno é Bom que aconteceu a 5 de Junho.
O (longo) video da conversa sobre música independente está em processo e estará online em.... breve...



10 CCC - comemoração 2: Chili Bean

CHILI BEAN esgotado! Mas existe PDF gratuito para descarga aqui. Sobre este zine, a nota de imprensa de 2007:

Chili Bean é um zine que serve para a Chili Com Carne comemorar os seus 10 anos de existência legal. É um zine fotocopiado – invés de edições luxuosas como a associação tem editado desde 2000 - de 44 páginas A5 e todo desenhado e escrito à mão no emprego do talento manual.
Não se trata de um exercício de nostalgia mas antes uma forma de promover a materialização de objectos artísticos urgentes com poucos recursos e com exposição pública garantida pela festa de comemoração que a CCC que promoveu no passado dia 21 de Abril com os concertos dos Lacraus, shhh… vs Sci-Fi Industries e Lobster. O zine foi oferecido à entrada...
Os autores que participaram com trabalhos inéditos foram André Lemos, Rafael Dionísio, Claudio Parentela, Jucifer, Tommi Musturi, João Cabaço, Mário Augusto & Sílvia, Jakob Klemencic, Christopher Webster, Nunsky, Jorge Coelho, Pepedelrey, André Ruivo, João Louro, Ana Ribeiro, Afonso Cortez, José Feitor, Rafael Gouveia e Mike Diana.
No meio de uma verdadeira revolução digital dos meios de comunicação, a Chili volta a 1997 para relembrar os media DIY que usou para combater a apatia desses tempos - o zine até ofereceu uma k7 áudio surpresa às primeiras 100 pessoas que entraram na festa!