domingo, 30 de janeiro de 2011
Inteligent Dance Jazz Music

Lisbon Underground Music Ensemble (Jacc; 2010)
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Labels: discos
Stand em Angoulême 2011
Stand da CCC e El Pep em Angoulême 2011:
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Pepe
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Labels: El Pep, eventos internacionais, joana pires
sábado, 29 de janeiro de 2011
Objectos
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Labels: lucas almeida, zines
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
ccc@angoulême.2011
Chili Com Carne and associates labels El Pep and MMMNNNRRRG will have their own booth at the Comics Festival of Angoulême (F3 table / BD Alternative / Le Nouveau Monde / Place New York).
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Labels: eventos internacionais
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ufoja Lahdessa 3/4
Marko Turunen
Kreegah Bundolo; 2009
Este terceiro volume desta colecção de "comics" que compilam bd's deste finlandês marcou um intervalo da Daada Books, a editora que Marko criou e onde editou "luxuosamente" não só trabalho dele próprio mas também de outros autores finlandeses e estrangeiros. Não se sente que os valores de produção tenham caído e muito menos o conteúdo que continua a ser um tufão de ideias de como o quotidiano podia ser mais giro se fosse a preto & branco, a roçar o Sin City, com personagens fisicamente absurdas imersas em consumismo exasperante e alienação social e mental. A ironia é súbtil, os resultados lidos e vistos não!
De resto continua o belo suplemento de fenómenos bizarros com contribuições de pessoas que não percebem o mundo e acham que existem mesmo fantasmas e OVNI's - será uma forma de apimentar as suas bochechantes vidas? Acho que sim!
Para breve teremos todas novidades do regresso da Daada.
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Labels: zines
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Zines a pontapé!


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O Atlas do Nada (Mosca; Dez'10) de João Ortega
Cleópatra #5 (Façam Fanzines Cuspam Martelos; Dez'10) de Tiago Baptista
Intro Espectro (Jun'10) de Tiago Araújo
Parece que os zines de bd voltaram - claro, já não existe outra vez nada! Logo os autores tem de pôr cá para fora a produção, até porque já perceberam que mostrar desenhos na 'net é uma grande treta! E assim, sem mais nem menos, têm aparecido produções, algumas com uma visão de work-in-progress, outras como uma experiência única. Claro que todas estas conclusões poderão estar erradas, as "work-in-progress" poderão deixadas cair (espero que não!) como as "auto-conclusivas" poderão ter alguma continuação.
O Atlas é um "one-shot" impresso em A4 mas dobrado na vertical sobre um tipo que vive isolado numa estação espacial. É miserável a sua condição pois é um excelente cartógrafo do Universo. Lembra uma bd de Filippo Scozzari, de um tipo da metereologia que vivia isolado num satélite para relatar as observações do tempo mas ao menos chagava a cabeça aos tipos que ouviam as suas observações metereológicas ao ponto de os levar ao suícidio. É muito dramático este Atlas...
O número cinco do Cleópatra é pela primeira vez um número especial: "Oh meu Deus! É o fim do cinema!". Truffaut, Manoel de Oliveira, Tarkovsky e Bergman acompanham Zé Cabeludo a verem as últimas bostas que Holywood produziu. Os diálogos desses filmes são reproduzidos enquanto os realizadores e Cabeludo se questionam porque raios estão a ver aqueles filmes. Há um ambiente Daniel Clowes nisto tudo - não é de admirar esta comparação porque parece assumida quando, na secção de resenhas, o Tiago Baptista escreve sobre um livro de Clowes. Indignado com o monopólio da distribuição cultural no país - o Tiago vive em Leiria, creio, ou pelo menos vai-se movimentando pelas Caldas da Rainha, Leiria e Lisboa - fez este zine onde não esconde a fúria no editorial e nas bd's. Também há racionalidade quando escreve: «devemos envolver-nos uns nos outros». A verdade é que a ilusão da Democracia deu a sensação que agora podemos ver / ouvir o que quisermos mas a máquina capitalista têm assimilado qualquer hipótese da produção de autor chegar às pessoas. Os Cineclubes nos tempos do fascismo ofereciam mais e melhor do que a Lusomundo nos dias da democracia. A questão é como revivar os Cineclubes ou qualquer iniciativa cultural independente que ofereça às populações locais um programa sem ser a cultura-pipoca. A luta continua, claro está! E é eterna, percebeu agora o Tiago?
O último título é um estranho híbrido de Emocore de segunda geração e personagens antropomorfizadas (tipo Sokal ou a série Blacksad) feito de páginas de vinhetas únicas e poesia da sarjeta teenager. Negro, solipsista e escatológico soft, passa-me tudo ao lado mas o texto parece-me que seja importante para o seu autor. Defeito máximo é a legendagem a computador! Esta bd é um tipo de trabalho que ao ser tão pessoal e introspectiva que ao ser legendada de forma mecánica perde o sentido. À la pata é que é!
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Labels: joão ortega, zines
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Como se faz bd?


É sempre um desatino quando alguém pergunta como se faz bd. É constragedor quando se vê nos manuais escolares ou noutras situações com aquela coisa do "primeiro escreve-se o argumento, depois planifica-se a página, blá-blá-blá". Basta lembrar exemplos de "escrita automática" como as bd's de Jucifer ou ainda o Paris Morreu em que começou com 6 páginas desenhadas por Pepedelrey em que depois é foi colocado texto pelo Nuno Duarte, para dar conta de que há 1001 maneiras de cozinhar a bd. Estes dois números da colecção Dystopia (Wormgod + Sociedade Sueca de BD; 2010) - da Suécia e dirigida por Mattias Elftorp que esteve na última Feira Laica - são exemplos da fuga dessas ideias fordianas de como fazer bd.
No primeiro caso, trata-se do finlandês Jyrki Heikkinen (Salão Lisboa 2005, Greetings from Cartoonia,...) que desenlaça uma estória passada num mundo pós-apocalíptico em que tudo se confunde: a falta de ética, mutantes e animais falantes, a morte sob o aspecto de uma caveira falante e um grupo de rastafaris, e uma promessa de New Age qualquer. O estilo gráfico solto de Jyrki bem como a composição irregular das páginas (em que as vinhetas certinhas são completamente abandonadas) devem-se à sua carreira como poeta (intercalada com a de autor de bd), em que sentimos que a bd não está a ser "desenhada" mas a ser "escrita". E quando digo escrita não é num processador de texto mas sim à "velha guarda", ou seja caneta ou lápis em folhas de apontamentos, logo sem arrumação e cheios de urgência. As bd's de Jyrki são um caderno de apontamentos à primeira vista mas com rigor gráfico e narrativo apurado. O que parece é que quando "passou a limpo" deixou a mesma composição de página tal quando a escreveu/ desenhou em esboço e só assim se explica porque o frenesi deste The Moonboy!
Zombies dos suecos Mattias Elftorp e Susanne Johansson foi feito primeiro como uma exposição durante o Alt Com, ou seja era uma enorme pintura sobre os mortos-vivos e que percorria as paredes todas de uma sala (no bar de uma sala de cinema) e para vê-la era necessário entrar com um foco de luz (na cabeça) porque a sala estava à escuras. Esta pintura entretanto foi fotografada, montada para o formato desta colecção (uma espécie de A5) e acrescentado um texto que resulta numa bd. Engenhoso, não?
Já não temos estes volumes mas ainda existem outros disponíveis.
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Labels: zines
sábado, 22 de janeiro de 2011
Segunda mãe

Initiated by Gamze Özer, Timothée Huguet and Kristina Kramer this project shows alternative publishings like zines, fanzines, artist books and self made editions. Following an open call participants from all around the world submitted their works.
The presentation at Apartment Project is the second in a series as the project has the aim to create an archive that will be expanding and traveling through different venues.
Chili Com Carne is represented (again) in this event with some nice books of ours.
Crazy organization by Bakkal Press.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Bárbaros do Norte!


Duas edições ligadas ao Festival Matanças - Dezembro 2010, Porto - ambas ligadas à adoração do Grande Bode.
A primeira é um CD, Aural Bowels (Latrina do Chifrudo + Let's go to war + Soopa; 201) que reúne bandas que já passaram pelo festival como Besta Bode, TendaGruta, Brutos da Natureza, New Tradicional Fang Music From Porto e outros projectos com nomes tão carismáticos que transitam do Metal para o experimental (e vice-versa?) passando pelo Free e o Industrial / Noise. No fundo o Metal já há muito tempo que passou a ter uma elite intelectual, tão activa e militante como os metaleiros normais, o que é melhor sempre que uma elite intelectual arrogantemente passiva como acontece em outras áreas artísticas. Seja como for, falta lumpen e toscaria porque Riffs com ambientes mórbidos já cá cantam! Capa de André Coelho, claro!
A segunda edição é já uma tradição, ou seja, outro "número" (o terceiro) do Enxebre, desta vez intitulado Meixedo Enxebre (Latrina do Chifrudo; Dez'10). É o número mais luxuoso e sofisticado a nível gráfico com a cópia lazer macia como a pele de Vénus e impressão brilhante como Apolo. Faltam os textos "think tank" que haviam nos números anteriores mas a entrevista aos Legião de Santa Comba Dão é bastante boa em que nem o puto Rudolfo (que fez o design deste número) é perdoado! As resenhas críticas aos discos continuam a ser o melhor do fanzine e a minha favorita é esta:«Eu gostava de Ash Pool. Agora já não." (e é tudo!). O André Lemos também faz aqui um bode para ser venerado!
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Labels: andré coelho, andré lemos, discos, rudolfo, zines




