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quarta-feira, 29 de abril de 2026
Vale dos Vencidos (2ª ed.) de José Smith Vargas - na Maldatesta
TARWAR - comemorando um ano do "apagão"!!!
Novo livro do polémico Ilan Manouach, sendo que este Tarwar é CoCo (Conceptual Comics) no estilo mais clássico deste artista transmedia.
Tarwar explora um património global de Banda Desenhada através de tecnologia de Visão por Computador para procurar um elemento visual muito especial: a vinheta preta!
Eis um "código da BD" que podemos encontrar em todo o tipo de BD, regiões e contextos culturais mais variados tornando-se até numa imagem icónica - mesmo que o seu significado seja um oximoro porque representa o nada e a obscuridade. Vinhetas pretas não representam apenas a noite ou a escuridão, funcionam numa narrativa como um momento de introspeção ou de suspense.
Tarwar é composto apenas por vinhetas pretas mostrando como a BD criou uma linguagem que transcende fronteiras geográficas, culturais e até estilísticas. Eis um puro desaire estético!
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Projecto co-editado com a Echo Chamber, 5eme Couche, Nero, Lystrisng e Inkpress
165 x 240 mm 120p a cores, brochado
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Está disponível na nossa loja em linha e na Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro (Porto), It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, STET e Tinta nos Nervos (Lisboa).
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entrevista no The Comics Journal
Melhores de 2025 no The Comics Journal
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Lento, profundo e duro na Larvae
domingo, 26 de abril de 2026
Pornografia para intelectuais na Larvae
Uma antologia sob a curadoria de microworkers
HARVESTED de Ilan Manouach é baseado em conteúdos encontrados, uma selecção arbitrária de filmes adultos. Foi inteiramente criado por um conjunto orquestrado e bem afinado de rotinas planeadas, scripts da web e tarefas baseadas na inteligência de enxame. O material deste livro foi reunido por um grupo descentralizado de parceiros e foi filtrado por uma população anónima de “microworkers”.
O livro naturalmente tornou-se numa co-produção com vários editores, a saber: MMMNNNRRRG (Portugal), Forlaens (Dinamarca), Hálice Hálas (Suiça), La Cinquième Couche (Bélgica), Topovoros (Grécia), Fortepressa (Itália), Ediciones Valientes (Espanha), Pachiclon (México) e Bitterkomix (África do Sul).
Mais de dois mil filmes adultos foram colhidos em grandes quantidades de sítios em linha p2p directamente para um servidor. Seguindo dois scripts diferentes, os primeiros 10 minutos dos vídeos foram despedaçados em milhares de imagens de baixa resolução no formato JPG à espera de serem filtradas. Este lote de imagens foi submetido a serviços de crowdsourcing que permitem coordenar inteligência humana aplicada a tarefas que os computadores ainda não conseguem fazer. Um grupo seleccionado de “microworkers” foram recrutados para filtrarem estas milhares de imagens de acordo com uma instrução conscientemente vaga: se nelas apresentavam ou não arte contemporânea.
Esta “Colheita” mostra-nos à superfície quinhentas obras de arte encontradas em casas, estúdios, cenários de filme e outras heterotopias da indústria de filmes adultos. Se esta antologia dá importância a um contexto de história da arte de uma indústria específica, ela também se posiciona simbolicamente na necessidade em activar uma visão periférica no que toca às práticas escopofílicas.
Se as pinturas do IKEA são penetrantemente dominantes, podem-se encontrar trabalhos de mestres modernos como um rapinanço de Fernand Leger, um desconhecido Joan Miró, Castelo e Sol de Paul Klee mas também obras contemporâneas como Quote, 1964, uma impressão de Robert Rauschenberg, uma série de pinturas de Mark Rothko, School of Fontainebleau de Cy Twombly e até algumas réplicas de Frank Stella e Lucio Fontana.
Acabei há poucos dias de ver o Harvested - é muito fixe, acho que peca apenas por algumas (muitas talvez) páginas não terem "arte contemporânea" mas antes porcarias emolduradas tipo Ikea. Mas talvez fosse mesmo essa a ideia do autor - pôr tudo no mesmo saco. De qualquer forma é muito fixe, porque é um passatempo andar em cada página à procura da "arte" ao mesmo tempo que levas com tudo o resto que é bastante diversificado e por isso bastante rico também.
Sara e André - Claim to fame
Artista complexo e activista underground, o grego Ilan Manouach (1980) licenciou-se em Bruxelas em Belas Artes tendo feito até hoje uma carreira diversificada em conteúdos e conceitos, a começar pela sua extensa bibliografia e discografia - para além disso é músico caso a imagem ainda deixe dúvidas...
É o autor responsável pelo livro Harvested, editado em Portugal pela MMMNNNRRRG, que lançou para o mundo o conceito de "pornografia para intelectuais". A maioria dos livros tem sido publicados pela editora belga 5e Couche, desde 2003 com Les lieux et les choses qui entouraient les gens désormais que não passou despercebido logo pela crítica. A lógica dos seus livros é uma simbiose entre a BD e a Arte Contemporânea, não faltando le scandale e as polémicas sendo que a mais conhecida será a impressão "pirata" de Katz - livro que substitui as cabeças de todas as personagens de Maus de Art Spiegelman por gatos, tendo como desenlace a destruição física do livro por ordem judicial.
No último Festival de BD de Angoulême apresentou o Shapereader, uma BD baseada em impressão tridimensional para leitores cegos.
Participou em exposições colectivas na Bedeteca de Lisboa e no Festival de BD da Amadora, para além de ter sido publicado os livros A vara do açucar da meia noite e nos bordos dos peixes (Opuntia books; 2008) e Variações sobre o anjo da história : ensaio de Walter Benjamin inspirado por Angelus Novus (um desenho de Paul Klee) (Montesinos; 2012), este último com texto de Pedro Moura. Também participou na antologia de desenho MASSIVE (Chili Com Carne; 2010).
Em Portugal Manouach já nos visitou várias vezes como músico e artista - da última vez no Festival de BD de Beja mas em Maio de 2016 veio como músico para concertos em parceria com Jonas Kocher, com o projecto Exhaustion, desenvolvido com o objectivo de explorar as possibilidades de permutações seguindo a estratégia da exaustão como necessidade de validação. O seu jogo instrumental é construído numa arquitectura mental onde são exploradas as relações horizontais / verticais, densidades / drones, tensão / aborrecimento, numa relação bi-polar elástica que expande a linguagem da livre improvisação até ao limite.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Miti Mota ao vivo e a cores!!!
Inaugura a exposição da Amanda Baeza - homónima do título do seu último livro -, bem recheada com os originais do Miti Mota, cerâmica e outras surpresas ! É no 25 de Abril a partir das 17h na Tinta nos Nervos.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Zinada
Houve o reencontro feliz com a Pats no certame da outra margem e eis o segundo número do seu zine Sortido, onde publica as BDs curtas que vai produzindo. Esta autora é actualmente a única a a segurar o porta-estandarte na BD portuguesa de contar boas histórias com "bés e capeça", naquela fina linha entre o quotidiano mais aborrecido e o mágico inesperado - como um "blind date" entre uma mulher e um carro...
Por falar no Lemos - a entrevista no Night Mail começava justamente por causa dos seus Opuntia Books - saíram mais dois volumes desta colecção gráfica, a saber S/.GAMZA de Francisco Amorim e Azul de Terra de ZMB.






























