sábado, 25 de julho de 2026

Crème Brûlée

 

Calcutá : Soon after dawn (Ovo Estrelado; 2026)

Toda a gente goza com o nome desta nova editora portuguesa de música e convenhamos com razão - mas e daí, nomes como Chili Com Carne ou Lovers & Lollypops também não são muito melhores, hahaha... Nem parece ser um nome que prima pela "intimidade sonora" que parece ser o objectivo das suas edições, a julgar pelos três discos que já saíram e que vibram sons para escutar de papo para o ar, assim mesmo na descontra do sofá ou da cama - querida/o, vais lá mudar de lado?

Tecnologia velha esta a do LP! No entanto curtir "slow listening" (como "slow food" ou "slow reading") faz sentido para contrapor este mundo pós-covid histérico e mais acelerado do que nunca. Parar, acalmar, mudar de lado do vinilo, escutar com atenção, perder tempo com uma peça de Arte, sim tudo isto faz bem e é positivo. E se a música da Teresa - de Calcutá? Espera, é por isso que Teresa Castro assina Calcutá!? E eu a gozar com o nome das editoras... credo!... Perdi-me! A música dela é um viagem (sobretudo) instrumental cheia de beleza e que facilmente embalamos para uma soneira gloriosamente felina pois sabemos que estamos bem entregues, que o disco não nos levará para pesadelos embora tenhamos sempre o tal problema do "- querida/o, vais lá mudar de lado?" - se calhar é melhor ouvir em digital para não haver interrupções.

É inevitável não pensar em Calcutá sem pensar na (editora/ som) 4AD. Uma comparação sem instigar nenhuma maldade ou tentativa de o diminuir, pelo contrário, a qualidade é elevada que merece estar neste patamar. O trabalho de Teresa é assertivo, quase tudo tocado por ela, não fosse multi-instumentista, capaz de criar uma viagem "freak" sóbria e saudável, em que por momentos somos capazes de esquecer que estamos a viver a pior "timeline" de sempre. Sobretudo é de admirar que este seja o seu primeiro álbum (!) sabendo que ela anda por cá há mais de 10 anos. 

Se calhar foi preciso esse tempo para chegar a este disco imaculado. 

Se calhar é por isso que existam editoras com nomes fáceis de gozar. 

Bom trabalho estrelado!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Distribuição do livro DANNY & ARBY : GRANDES ÊXITOS na Matéria Prima



Edição da Palpable Press; 2026

146p 16,5x23cm p/b, capa a 2 cores

 

Danny & Arby são dois músicos suburbanos cujas desventuras têm percorrido fanzines e publicações dos últimos anos. 


Do fanzine Mesinha de Cabeceira a CUL̤̓T̜̚Ũ̞R̖̍Ï̛Ṣ̝M̋̚Ó̚ HḀ̞R̙̔D̆̏C̐̚OR̄́E, passando por LADO A / LADO BPartir a Loiça (TODA) e até uma aparição no Le Monde Diplomatique - pt, as suas tiras de tom ácido e estética punk foram aparecendo aqui e ali, sem nunca ter um lar definitivo — culpa vossa, que compram tudo. 


Grandes Êxitos muda isso. 


Uma compilação daquilo que Luís Barreto foi (des)construindo, finalmente reunida num só volume.


à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima e Mundo Fantasma (Porto).

sábado, 18 de julho de 2026

Bestiário Ilustrissímo II / Bala - últimos 18 exemplares!!!



Bestiário Ilustríssimo II /  Bala 
é o nono título da provocante colecção THISCOvery CCCHannel.
...

Bestiário Ilustríssimo II / Bala é a continuação de Bestiário Ilustríssimo, “(anti-)enciclopédia” de Rui Eduardo Paes sobre as músicas criativas editada em 2012 e reeditada em 2014 com nova capa e novas ilustrações de Joana Pires. Como esse primeiro livro, está dividido em 50 capítulos, cada um dedicado a uma figura ou conjunto de figuras. Desta feita, porém, a 50ª parte autonomiza-se e constitui como que um outro livro. Trata-se, pois, de dois livros num só volume, um novamente ilustrado por Joana Pires, o outro por David de Campos.  

O jazz criativo, a música livremente improvisada, o rock alternativo e os experimentalismos sem rótulo possível voltam a ser as áreas cobertas, sempre associando os temas com questões da filosofia, da sociologia e da teoria política, num trabalho de análise e desmontagem das ideias por detrás dos sons ou das implicações destes numa realidade complexa. Os textos reenviam-se entre si gerando temáticas que vão sendo detectadas pelo próprio leitor, mas diferentemente de Bestiário Ilustríssimo há um tema geral nesta nova obra de Paes: o tempo.

A tese é a de que quem escreve sobre música, mas também todos os que a ouvem, está sempre num tempo atrasado em relação à própria música, um “tempo-de-bala”, de suspensão de um tiro no ar, como no filme Matrix. O alinhamento dos capítulos não se organiza segundo tendências musicais ou arrumando os nomes referidos em sucessão alfabética, como numa convencional enciclopédia. Todos os protagonistas e suas músicas surgem intencionalmente misturados, numa simulação do caos informativo em que vivemos nos nossos dias. Propõe-se, assim, que se leia Bestiário Ilustríssimo II / Bala como se se navegasse pela Internet, procurando caminhos, relações, cruzamentos, desvios.

A mente não é uma estante, é um bisturi.

---
336p. impressas a duas cores (preto e vermelho), 22x16cm, capa a cores
---
volume -4 da colecção THISCOvey CCChannel
---
ISBN: 978-989-8363-30-5

com prefácios de Marco Scarassatti (compositor, artista sonoro e professor da Universidade de Minas Gerais, Brasil) e Gil Dionísio (músico)

---
edição apoiada pelo IPDJ e Cleanfeed Records

---

à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Flur, ZDB, Linha de Sombra, Matéria Prima, Utopia, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Snob e Tigre de Papel.
---


Historial: 

lançamento 6 de Fevereiro 2014 na Casa dos Amigos do Minho com discursos de Gonçalo Falcão (designer, músico, crítico de música) e Gil Dionísio e concerto de uma banda especialmente formada para o efeito: Gil Dionísio & Os Rapazes Futuristas
...
lançamento 7 de Fevereiro na SMUP (Parede) com palavreado de Pedro Costa (Clean Feed) e José Mendes (jornalista cultural) e concertos de Wind Trio e Presidente Drógado & Banda Suporte 
... 
entrevista no Bodyspace 

...


O jazz é o fogo inicial, mas este propaga-se alto e largamente. REP deita 50 + 50 textos, capa-contra-capa, neste duplo Bestiário Ilustríssimo II / Bala. Música como arte física mas também psicológica, improvisada, estruturada, Ciência, Arte, ícones culturais, tonelada de referências que se ligam na cabeça do autor para uma organização, no papel, em benefício do leitor. Muitos músculos exercitados em 31 anos, nesta relação entre escrita e música. 
... 
Rui Eduardo Paes revela-se um homem multidimensional, (...) Genuíno e sempre com uma abordagem de quem relaciona aquilo que lhe interessa, de Joëlle Léandre a Lady Gaga. [5 estrelas] 
...
O seu estilo de escrita é por si altamente estimulante, revelando um notável domínio sobre a língua portuguesa que raia as características da boa literatura. Um estilo que Rui Eduardo Paes cultiva como uma arma contra o habitual cinzentismo e comodismo da crítica de arte em Portugal. 
... 
[4 estrelas] 
... 
[4 estrelas] 
...
Verdad de la buena. Con motivo de mi actividad como director artístico de Imaxina Sons en Vigo durante 5 años, he tenido la ocasión y la fortuna de conocer la persona y la obra en la distancia corta de REP. Pocas veces, he leído un texto más comprometido con la música del presente y el estado de ánimo que el panorama musical actual rezuma. Su visión holística de la música hace de este libro una pieza imprescindible para poder estar al tanto de lo que acontece en el mundo de las manisfestaciones artístico-musicales y sus contornos creativos. Sobre todo en lo referente a las músicas improvisadas y todo lo que ahí podamos incluir. Sus textos desprenden la misma actualidad o frescura que hemos podido sentir justo la noche anterior escuchando en cualquier garito, la elocuencia de un improvisador. Hay en todos los textos una necesidad de ubicar cualquier comentario en el contexto filosófico/social adecuado de manera que cualquier artículo transciende al aficionado simple para poder ser leido en un círculo mucho más amplio. El de la cultura. Y con el tiempo serán de interés antropológico. REP, se sienta y escucha primero. Escudriña lo que sus tripas le dictan y luego reflexiona. Luego escribe y vuelve a usar su tamiz emocional para devolvernos un texto. Y entre una cosa y la otra está su verdad. Que como toda verdad, que en este mundo que hoy nos toca vivir, es de pocos. Pasa rápido, te penetra, como una bala. Pero es verdad de la buena. 
Nani García (pianista, compositor, director artístico do Imaxina Sons) 
... 
Para dissertar sobre música não basta escrever, é preciso conhecer muita música. Para conhecer muita música é necessário ouvir toda uma vida e para ouvir toda uma vida infere-se uma profunda paixão. Em Bestiário Ilustríssimo e Bestiário Ilustríssimo II / Bala condensam-se extensas e infindáveis paisagens musicais que nos atingem vindas de todas as direcções. 
Hugo Carvalhais (músico)
...
Não sei se a bala a que o Rui Eduardo Paes se refere já foi disparada ou se está à espera de ser disparada por cada um de nós. Em todo o caso, o livro Bestiário Ilustríssimo II / Bala do REP é um livro-bala para quem o lê. Lê-se rápido, lê-se com entusiasmo e lê-se com um profundo sentido de urgência em relação à criação musical que nos rodeia. Faz-me lembrar aqueles artigozitos de jornal que se percebe logo que são um mero copy-paste de press releases. E faz-me lembrar esses artigozitos porque precisamente ele é tudo o contrário. Percebe-se e sente-se que detrás de cada palavra há alguém que, acima de tudo, vive e escreve sobre música a partir do que ouve e não dos likes que pode obter nas redes sociais. Num rectângulo tão escasso de críticos de música, e sobretudo de críticos com qualidade, assistir a este disparo do REP é como beber um garrafão de água depois de se fazer a travessia do deserto. É tão bom que até pode causar indigestão. Recomenda-se calma e discos, muitos discos a acompanhar. 
Vítor Joaquim (artista sonoro, investigador e docente do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica do Porto)
...
Da recensão ao ensaio, Rui Eduardo Paes é, sem dúvida, uma figura ímpar no nosso meio. É notável como desempenha a sua função, revelando notável acutilância crítica e paixão. Uma pedra no sapato. 
Ernesto Rodrigues (músico, Creative Sources)
...
Resplandecente Enorme Produto. 
Pedro Costa (Clean Feed, co-director artístico do Ljubjlana Jazz Festival)
...
Uma verdadeira anti-enciclopédia, escrita com as entranhas à flor da pele. Lê-se como se ouve. 
Paulo Chagas (músico, docente de música, co-programador do MIA, Zpoluras Archives) 
...
Los disparos son certeros y heterogéneos. Las páginas -los libros de Paes-, siempre han estado dedicados a artistas de diferentes ámbitos musicales que acaban sorprendiéndonos 
Chema Chacón in Oro Molido #41 
... 
Na senda do que tem escrito, este livro (que, na verdade, são dois, já que tem apenso um segundo, Bala, com textos mais pequenos) de um dos mais carismáticos críticos musicais portugueses aborda inúmeros músicos e projectos (...). A escrita (...) assenta num profundo conhecimento da genealogia dos intérpretes e do seu trabalho, muitas vezes contextualizados em moldes ideológicos ou filosóficos. 
[5 estrelas] 
João Morales in Time Out 
... 
Em uma época em que as pessoas têm se (mal) acostumado com a crítica (se é que nesse caso mereça tal categorização) musical ligeira que domina a internet, em que as pessoas “acham” isso e aquilo, num processo de gostar e desgostar ao sabor da enxurrada de lançamentos que nos rodeiam, poder ler os textos de Rui Eduardo Paes é um privilégio. 
Fabricio Vieira in FreeForm, FreeJazz  

domingo, 12 de julho de 2026

Melhor disco R💣ck desta década! últimos 10 exemplares na Chili!



𝗘𝘆𝗲𝟭𝟴 é o álbum de estreia de 𝕂𝕣𝕪𝕡𝕥𝕠, o trio de destruição que junta Gon (Zen, Plus Ultra) a Chaka e Martelo (Greengo). 

Co-editado com a Lovers & Lollypops, o disco faz-se acompanhar de uma BD da autoria de Rui Moura

à venda na nossa loja em linha, Tinta nos Nervos, BdMania, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Kingpin Books, 
Tigre de Papel, Neat Records, ZDB e Utopia.
...

Music CD by Krypto 
Comix + Poster by Rui Moura 
Inspired by the raw and psychedelic sound of the Krypto, as well as their lyrics, the comic book complements and explores an acid and timeless universe. 
Guided between rituals and the occult, transporting the psyche through endless mazes. 
 Co-released with Lovers & Lollypops

BUY at our online shop or at Quimby's (USA), Modo (Italy) and Le Mont en L'Air (Paris)




Sabe mais o diabo por ser velho do que por ser diabo e os Krypto, na estreia Eye18, mostram que sabem desta poda como ninguém. Oito malhas que nos recordam um tempo que já não volta, que piscam o olho ao passado sem nunca soarem saudosistas e que aproveitam para resgatar todo aquele balanço que a música de e com peso parece, por vezes, ter esquecido.

Não sabemos quem teve esta ideia, mas por nós mereceria uma medalha. Juntar aquele que é, sem dúvida alguma, o melhor e mais alucinado vocalista que este país viu nascer (um título que, por mérito próprio, exibe desde meados da década de noventa com os Zen e recentemente renovado na insanidade dos Plus Ultra) aos Greengo, provavelmente a maior força propulsora que a Invicta viu nascer por entre baforadas carregadas de intenção e acidez. Gon encontra no baixo de Martelo e na bateria de Chaka as carruagens de fogo ideais para se lançar numa infindável lista de diatribes sobre isolação, alienação, corrupção, o vazio consumista deslumbrado com a tecnologia ou a cultura empresarial.

É brutalista o som que nos despejam em cima e, apesar de um ou outro laivo psicadélico, impossível de acorrentar, numa viagem que se refugia na atitude primitiva, natural e pura de quem tem o dom de nos deixar num estado cataléptico. Música que exige ressonância e espaço para ser sentida, que cresce em urgência no espírito carbonário com que nos obriga a uma reflexão sobre a vida sem regras e responsabilidades hipócritas.

Rejeitemos a ideia de que temos de nos tornar num ideal, um camarada devoto do pensamento único, distante de sermos um indivíduo e não apenas parte de uma tribo. If we moved in next door to you, your lawn would die, palavras de Lemmy que se aplicam na perfeição a este Eye18, disco em trepidação constante pelo vazio insaciável, com sede de sobreviver e uma vontade que nos deixa atordoados, encanecidos, amortalhados, mas também num alerta constante e eufórico provocado pela privação de sono e sonho que a música dos Krypto teima em nos inflingir ao longo dos seus 23 minutos.

 O disco transforma-se numa banda desenhada da autoria de Rui Moura e inspirada no som bruto e psicadélico dos Krypto, bem como nas suas letras, a banda desenhada complementa e explora um universo ácido e atemporal. Guiado entre rituais e o oculto, transportando a psique por labirintos infinitos.




Historial: 

Lançado a 16 e 17 de Janeiro 2020, respectivamente, no Porto (Maus Hábitos) e em Lisboa (Musicbox), na abertura de Petbrick
...


...

Feedback:

I hope I get to see Krypto!
...

Moura imerge no som de Eye18 dos Krypto para nos apresentar um mundo interior de insatisfação, revolta, contestação e… sonho! Mas desiluda-se quem julgue que a BD terá um final feliz
Bandas Desenhadas

(...) entrada numa pista de aceleração, onde não se sabe quando se vai perder o controlo da velocidade.
 Acordes de Quintas

Psicadelia profundamente evocativa (...) animada por noise por uma crua acidez (...) até o corpo não aguentar mais.
8/10
Loud

artigo na Loud! (primeira Loud! online e free, meus queridos-coronas!)

gostei bastante, tanto da parte gráfica como da música. É uma jarda pré-apocalíptica de respeito, em jeito de cuspidela raivosa (contra a máquina?). A música I Saw fez-me lembrar os Young Gods... Quanto ao grafismo, se toda a música viesse assim tão bem embrulhada, não me importava nada de voltar a comprar CDs. Parabéns a todos pela edição!
Nunsky (por email)
 
O Rui Gon podia estar numa banda de NY Hardcore ou de Nu Metal e seria o melhor do mundo. Zen, Plus Ultra e agora Krypto nada se parece com nada, o som de cada banda sempre foi original e nunca houve três bandas destas no mundo. Em palco é gajo para bater o Iggy Pop nem seja porque com aquele corpinho e calções de guna do Porto pronto prá porrada parece um sátiro pronto para fornicar com tudo e todos. O resto da banda é capaz de ter o pior guarda-fatos e frequentarem o pior barbeiro da história do Rock mas, sinceramente: fuck it! O que sempre se quis do Rock é que fosse feio, sujo e mau! Os putos estúpidos da linha que estavam cá fora perderam o concerto da vida deles.
M.F. 3.11.24





sábado, 11 de julho de 2026

MAXIMUM TROLL-ON de BENJAMIN BERGMAN --- últimos 2 exemplares!


Maximum Troll-on por Benjamin Bergman editado pela MMMNNNRRRG

Troll On é uma BD de dois elfos e um cavalo metidos em várias aventuras que devem mais aos Freak Brothers ou aos Blue Brothers que ao Senhor dos Anais ou a Guerra dos Cornos ou lá o que é. 

As BDs são mudas mas canta-nos as aventuras destas personagens fantásticas entre ácidos e Sword & Sorcery, cogumelos mágicos e ZZ Top, MDMA e Conan, o BárbaroComparando com muita freakalhada da produção contemporânea como o Matthew Thurber ou Joe Daly, que parecem sempre pálidas imitações de Gary Pather, venham antes para este livro. 

Ele rocka prá caralhu!

Benjamin Bergman quando era puto deve ter absorvido demasiado desenhados animados e bonecada em PVC, daí ser um autor do famoso atelier de Helsínquia Kutikuti. Já nos visitou em 2009 numa Feira Laica na Bedeteca de Lisboa (2009) e até sobreviveu até hoje (2019) um mural seu na entrada da biblioteca, feita colectivamente com Tommi Musturi, Jarno Latva-Nikkola e Tiina Lehikoinen. 





 108p TODAS a CORES e MUDAS (sem palavras) 12,5x17cm. edição brochada.
Tiragem de 666 exemplares, publicado pelo autor na Finlândia e pela MMMNNNRRRG em Portugal - para cá estão disponíveis apenas 333 exemplares - disponíveis ainda 35 exemplares
Este 43ª volume da MNRG foi possível graças ao apoio do FILI - Finnish Literature Exchange
Esta série foi originalmente publicada em quatro fascículos pela Kutikuti e Boing Being, entre 2008 e 2013.

capa do primeiro fascículo

Livro distríbuido pela Associação Chili Com Carne
+
à venda na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Matéria Prima, BdMania, Nouvelle Librarie FrançaiseSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão) and Quimby's (USA), Just Indie Comics (Italy), Ugra Press (Brazil), Big Brobot (Berlin) and Freedom Press (London)



Historial: 

Lançamento do Festival de BD de Helsínquia 2018
+
Lançamento português no 8º Necromancia Editorial no Milhões de Festa no dia 7 de Setembro como os CIRCLE como "banda sonora"
+
Autor presente nos dias 1 a 3 de Novembro na BD Amadora 2019




Feedback:

(...) extravasa a concepção clássica de BD, aliando as técnicas da ilustração ao mais puro expressionismo pop.
Time Out (Lisboa)

Num registo gráfico só aparentemente infantil, o autor finlandês Benjamin Bergman cria histórias em banda desenhada onde ecoam referências populares como os ZZ Top ou a série Conan, o Bárbaro, sempre atravessadas por um psicadelismo desencantado onde a acidez omnipresente parece dever tanto às substâncias químicas como à ironia mais aguda.
No final dos anos 1970 e depois 1980, existiam bonecos de PVC com cores garridas de todas as séries de animação, banda desenhada e outras. Tendo todas o mesmo tamanho, era prática comum guardá-las no mesmo local e não haveria quaisquer limitações a, quando se brincava, criar crossovers. O Estrumpfe de óculos e o Marco da Montanha podiam perfeitamente juntar-se para dar cabo do Flip, da Abelha Maia, enquanto o pai do Vickie e Willy Fog faziam apostas. E havia uma certa beleza em tê-los simplesmente empilhados, onde as formas de plástico e as cores garridas se misturavam num padrão promissor, numa espécie de alucinação visual sem drogas e confortavelmente caseira. Folhear Maximum Troll On partilha dessa energia.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

LÁ FORA COM OS FOFINHOS de Marina Pita / últimos 5 exemplares!!!



Mariana Pita transforma o ordinário em extraordinário. As suas histórias são sobre pequenas aventuras e dias de praia onde situações e personagens familiares se misturam com pormenores estranhos e inesperados. Lá Fora com os Fofinhos é como um sonho que distorce memórias de verões passados. 
- Joana Estrela

Ler o trabalho de Pita é como ter um daqueles sonhos em que tudo é perfeitamente normal e completamente surreal ao mesmo tempo. Enigmáticas e doces, estas bandas desenhadas vão avançando de forma incerta conduzidas pelo movimento do desenho. Uma força misteriosa em acção! 

- Disa Wallander


Co-edição Chili Com Carne + O Panda Gordo 
com o apoio do IPDJ

112p. a cores, em papel Inaset de 100 g/m2. (48p com menos 1 cm de largura no miolo), capa a cores em papel Inaset de 250 g/m2

Lá fora com os fofinhos compila várias BDs de Mariana Pita - como música também é conhecida por Moxila - entre 2013 e 2017, algumas publicadas em vários fanzines e na Internet, outras não...

Algumas BDs estão em inglês com legendas em português e vice-versa


à venda na loja virtual da Chili Com Carne, BdMania, Linha de Sombra, Utopia, Matéria Prima, Tigre de Papel, Kingpin Books, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx), Greta, ZDB e Tinta nos Nervos.







_


Historial: 

lançamento na PEQUENA NOTÁVEL a dia 15 de Dezembro 2017, iniciativa D'arraste 
... 
nomeado como Melhor Fanzine (!?) na BD Amadora 2018 como "improvized zine 1.5." (we shit you not!) 
...
 obra incluída na exposição És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5 na BD Amadora 2019 
...


... 





Feedback

 Num primeiro plano, e até devida à própria estratégia do título, parecerá estarmos perante um universo de variadas criaturas “fofinhas”, queridas, inócuas, que nos seduzirão de imediato pela sua natureza delicodoce e linda e infantil. Mas rapidamente nos aperceberemos estar mais próximos de usos tão distintos quanto aqueles de Jolies Ténèbres ou Madoka Machina, isto é, em que uma superfície cute e estilizada serve antes para explorar territórios mais incómodos, angustiantes ou mesmo tenebrosos. (...) Pita agrega trechos que poderão ser devedores, possivelmente, da autobiografia, dos apontamentos diários de trabalhos e funções sociais, das relações humanas (casais, familiares, de amizade, etc.) para criar estes pequenos mundos distintos. (...) Mas se essas criaturas nos parecem queridas, “fofinhas”, afinal de contas, a autora não parece ter qualquer interesse em nos ofertar universos narrativos seguros e inócuos, e antes a revelar as fragilidades dessas mesmas fantasias, ou até a sua incapacidade em responder ao desconsolo da vida mortal.
Pedro Moura in Ler BD

(...) Pita’s drawing is fascinating, an attractive warbling woolly mess. (...) the whole comic feels spontaneous and alive. (...) In “A Day” we see two young people spend time at the beach before going off to do a job that defies explanation. Both comics are imaginative and wistfully fun, setting the stage for a book that is cute and weird. (...) her work exudes a sense of mystery and unfamiliarity. Outside With The Cuties is an odd physical object (...) The effect is like finding a zine wedged inside of a larger book, an effect I found charmingly appropriate. (...) Overall I am enchanted by Mariana Pita and her work. These comics are joyful and strange, like a flower blooming at night. (...) introduces English-speaking readers to a cartoonist whose work feels essential and timely; I recommend this initial collection to you wholeheartedly. 
Sequential State


chichili cocom cacarne amada - últimos 50 exemplares!!!


Prostitutas decadentes, cirurgias plásticas bizarras, mascotes perversas de cadeias de Fast-Food, parafilias estranhas, experiências científicas malucas, ténias gigantes, crimes de faca e alguidar, portugueses no espaço e muito mais, num compilado de histórias curtas contaminadas com generosas doses de coliformes fecais e muitas outras bactérias nocivas.

Eis o que promete
  Holocausto de Merda 
de 
neste 18º volume da Mercantologia,
colecção dedicada à recolha de material perdido em fanzines e afins,
co-editado com o fanzine Olho Do Cu Comics Group.

São 52 páginas (16 a cores!) 16,5x23cm, capa a cores como bem podem ver, edição brochada e 333 exemplares apenas, ó filhote da Besta!

Disponível na nossa loja em linha, Tinta nos Nervos, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, ZDB, Universal Tongue, Tigre de Papel, Socorro, Utopia, Alquimia, BdMania e Matéria Prima.


...


FEEDBACK:

Na atual conjuntura pessoal, profissional e existencial da maioria das pessoas, só a saudável demência quase psicopática da BD Holocausto de Merda, (...) nos pode redimir. É a tábua de salvação SOS à prova de caruncho, béri-béri, depressões e outras maleitas aziagas que tanto importunam no dia-a-dia, isto para não falar em halitosis pungentis que pulula de boca em boca... O alto teor polinsaturado de sentido de humor escatológico e hardcore não é indicado para estômagos fracos e consciências de caca... hmmm... Mas se você for uma mulher ou homem de barba rija - VÁ!! Atreva-se e devore-a tresloucadamente como eu devorei! (...)
Ondina Pires via email 

É curioso que um livro em que os personagens passam a vida a peidar-se seja uma lufada de ar fresco. Eis uma obra (no sentido escatológico de obrar) que cumpre meticulosamente o que promete no título. Significante, significado, signo: tudo merda, em proporções bíblicas e directamente nas nossas bocas. A tira em que dois filhos menores entram pelo cu do pai para assassinarem à catanada um exército de lombrigas é uma das mais comoventes e literalmente profundas representações da ligação filial desde A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa, para além de ter espantosas ressonâncias psicanalíticas: neste livro, estamos sempre na fase anal. O maior elogio que se pode fazer a estas tiras é a de que elas são completamente desnecessárias sob todo e qualquer ponto de vista. Por isso mesmo é que o Holocausto de Merda é um dos livros do ano: porque existe.
Pólipo Canibal in A Batalha

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Punk.comix@arraial.do.olho.do.cu


 Vamos a este "arraial do cu" em Tomar, levamos a exposição Punk Comix que tem viajando por Alpiarça, Caldas da Rainha, e que em Agosto aterra em Lisboa e em 2027 se ainda houver planeta, vai para o Porto.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Convite para lançamento de "Aldeamentos de Guerra" de Francisco Sousa Lobo


 A colecção LowCCCost tem ultrapassado barreiras a cada volume que avança. Se começou como uma maluquice de visitar amigos pela "Europa aborrecida" entretanto já atravessou continentes, estados de espírito e o tempo, sempre com uma veia intimista, bem longe do turismo histérico que assistimos nos dias que correm, para agrado de quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro".

Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. 

As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

Lançamento na BN, apareçam!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Será a caneta mais poderosa do que a espada?


  
A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas a este desafio em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês cabe à Sofia Ciente responder.
 
Sofia Ciente (1983, Lisboa) estudou Cenografia, Figurinos e Fotografia, mas o desenho e a pintura sempre estiveram no centro do seu trabalho. Atualmente está mais focada na criação de banda desenhada, tendo participado nas revistas Pentângulo (Ar.Co), Carne para Canhão (Chili Com Carne) e C’est Bon (Suécia).

sábado, 4 de julho de 2026

ccc@festivalECO.2026


 Na CASA - Atelier Carlos Botelho - só estaremos no DOMINGO à tarde e com uma selecção ecológica do nosso catálogo...

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Zines da Alegria

Sempre fixe a Feira da Alegria, faz jus ao nome com os jardins das Belas Artes do Porto ocupados por centenas de mesas cheias de arte e edições. Arejada e boa onda, lembra-me dos bons tempos das Laicas de Verão...

O Borrão continua a sua marcha mensal com as BDs mais "artsy-fartsy" do burgo... um luxo para quem gosta de BD de forma expansiva... e barata! Destaques para a BD no #3 de Emília Silva que mostra que os seres humanos em 2026 estão todos f*did*s e que fazer BDs (narrativas) curtas é um ofício delicado, que bem aplicado pode ser brutal - parabéns à autora. E já agora curiosa participação de Mariana Roma com uma peça bem suja sobre a cromice da BD. No número quatro as miúdas chamaram nitidamente os peso-pesados Lucas Almeida e José Feitor para meter os putos na ordem! 

Antologia Creepypasta : 4 anos do Freddy do Mal (TKB Barracks; 2026) é um fanzine literário que reúne os melhores contos de "creepypastas" (termo usado para designar contos de terror tipo à volta da fogueira mas como os jovens deste milénio não saem de casa conta-se na internet) do Freddy do Mal. Ainda estou para perceber a pertinência e a qualidade disto mas teve piada entrar em mais uma sub-cultura. Yá, é de maneira que me sinto menos velho, topas? Da mesma editora apanhei o Abelha Man d'O Marechal, um mini-zine que nos ensina bué sobre o mundo das abelhas!! Para fãs de Calpurnio (1959-2022) ou Mike Diana.

Por fim, quem curte ganzas pode a partir de agora ter um artista gráfico da sua preferência para os filtros.