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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ccc@north.dissonant.voices


A Associação Chili Com Carne irá subir à Invicta nos dias 20 e 21 de Janeiro para presenciar as actuações ao vivo de agrupamentos musicais de grande calibre nos serões da Feira Medieval Vozes Nortenhas Dissonantes onde encontremos prestações do Grupo Folclórico de S. Pedro de Souto, Guau Das Tongas, Grupo Folclórico de Tregosa, Átila e a Cindy, Rancho de Correlhã, Gruta da Tendinha, Isabel Silvestre interpreta "Pronúncia do Norte", PN . HE . TA, Grupo Etnográfico de Areosa, entre muitas outras surpresas de sabor regional como:





um "bife e grelha"  com André Coelho sobre o seu Acedia o lançamento falhado de um livro trumpiano de Rudolfo da Maia no restaurante de pitéus vegetarianos Mamba Preta.

sábado, 8 de outubro de 2016

CHILI COM CARNE @ SILVEIRA ROCK FEST


No próximo Sábado, dia 8 de Outubro, a Chili Com Carne terá alguns livros à venda no Silveira Rock Fest. Haverá também uma apresentação do André CoelhoPara mais detalhes, consultem a página de facebook do evento AQUI!


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Conhecido no mundo da música mais extrema pelos seus trabalhos como ilustrador, designer e músico experimental, André Coelho vem ao Metal Market no Silveira Rock Fest apresentar o seu livro de ilustrações ICONOLATRY lançado pela editora Universal Tongue. Juntamente, teremos a presença da Chili Com Carne, associação que reúne diversos jovens artistas e que tem promovido e desenvolvido imenso trabalho no campo das artes, onde podemos encontrar algumas publicações do André Coelho. A apresentação decorrerá na zona do Metal Market ás 19h10 durante um dos intervalos dos concertos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Rabos ingleses!

foto de Marina Oliveira - há mais aqui

Na essência assim foi a festa de lançamento dos 500 Paus e do livro Acedia de André CoelhoSmell&Quim hairless British old fart's bums and noise... Foi divertido!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

FESTA de LANÇAMENTO de ACEDIA e os 500 PAUS com SMELL & QUIM e shhh... vs RASALASAD

FESTA!!!!!
{tri-produzida pela Chili Com Carne, Nariz Entupido e Thisco}

A vida não pode ser só trabalho!

Se bem que no mundo pós-moderno o trabalho & os tempos livres já quase são a mesma coisa - mandem os tlms pró lixo!!!

Mas vá... Dia (noite!) 6 de Outubro no Lounge Lisboa há muita coisa para celebrar:


- o lançamento do regulamento do concurso interno TOMA LÁ 500 PAUS e FAZ UMA BD! pela Associação Chili Com Carne

- o novo livro-bomba de André Coelho, ACEDIA, vencedor da edição de 2015 do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD!

- estreia absoluta em território nacional dos Smell & Quim, uma verdadeira banda de bailarico! Mentira! Vai ser Noise do valente, vamos ver quem é que vai ficar até ao fim! Antes deles, o versus mais simpático de Portugal: Rasalasad e shhh...


cartaz de André Coelho

Sobre os músicos:

Smell & Quim --- Nos idos anos oitenta surgem no circuito internacional da musica ruidosa experimental uns iconoclastas sonoros britânicos de seu nome Smell & Quim que tomam de assalto a cena musical internacional aparecendo frequentemente em fanzines, com entrevistas nonsense e criticas aos seus trabalhos discográficos que muitas vezes roçavam a raiva e a aversão. Com um nome em jeito de trocadilho com a dupla pop britânica Mell & Kim, os Smell & Quim foram uma presença habitual no catálogo da editora nacional SPH (percursora da Thisco), já que era esta que distribuia todo o seu catálogo por cá, catálogo este que era difícil de actualizar já que frequentemente os seus discos ficavam retidos nas alfândegas ou eram devolvidos à procedência devido ao alto teor provocatório das suas capas, já que o imaginário e fascínio visual dos Smell & Quim pela pornografia, fetichismo e necrofilia era bastante explicito, tudo isto na era pré-internet.
Os Smell & Quim têm discos editados um pouco por todo o mundo, com destaque para as editoras Cheeses, Old Europa Cafe, Tesco, Red Stream ou Elsieandjack e gravaram com Aube, Merzbow, Evil Moisture, entre outros. Recentemente a Thisco editou uma cassete com uma colaboração com Rasalasad. As suas raras actuações ao vivo nunca foram concensuais e eram habitualmente incómodas para aqueles a que elas assistiam pela sua estética visual crua e visceral. Estarão hoje os Smell & Quim domesticados? Esperemos que não e é ver para crer.

shhh... --- Rui Bentes iniciou o projecto shhh… em 2003 e que conta com quatro álbuns editados, apara além de diversas participações em splits e compilações, ultrapassando as duas dezenas de edições fonográficas em CD, DVD, vinil, cassete, disquete e on-line nas editoras Thisco, Enough Records, Cold Model Records, Floppy Kick Records, Signal Void e Cobra Discos, em países como Portugal, Canadá, Espanha, Hungria e Japão, tendo colaborado com Sci-fi Industries, Dave Philips, Thisquietarmy, Anla Courtis, Philippe Petit, Cris x, Francisco Lopez, Kenji Siratori, Carlos Zíngaro entre outros. Partilha o projecto The Sleeper Has Awakened com Helder Luís e como complemento da música que faz, também cria a maioria dos vídeos para shhh… e produz composições para teatro, exposições, dança e instalações audiovisuais para o Bando, Útero, A Gaveta, Adriana Queiroz, Galeria da Salgadeiras, The Brooks Museum of Art, Fábrica da Pólvora, contando já com mais de quarto dezenas de peças. Em conjunto com a Overlook Filmes produziu três curtas-metragens, fazendo captação, mistura, sound-design e música original. Também criou o som para o filme de animação Alda e exerceu funções de co-director de som no filme Eclipse em Portugal, tendo até ao momento participado em seis filmes. Recentemente fez a composição sonora para um filme multimédia do Planetário de Lisboa.

Rasalasad --- Fernando Cerqueira iniciou as suas actividades no final dos anos 80 com o seu projecto de musica electronica industrial Croniamantal, com o fanzine Atonal e a editora SPH, onde editou Jim O'Rourke, Merzbow, Brume, The Haters, Telectu, etc... No final dos anos 90 funda o projecto de musica electronica Ras.al.Ghul com que edita vários CDs para a Symbiose, Thisco,  SPH, Grado, Blocsonic, Illuminated Paths, La Nostalgie de la Boue e Moloko +. No virar do século lança a editora Thisco, onde edita Merzbow, KK Null, Rapoon, Lasse Marhaug, Jarboe, Von Magnet, entre muitos outros.  A par da Thisco é editor das antologias oculturais Antibothis, onde participam Hakim Bey, V. Vale, Carl Abrahamson, Critical Art Ensemble, André Coelho, Pentti Linkola, Robin Rimbaud, Francisco Lopez, DJ Balli... Participa no documentário sobre a musica electrónica nacional, TeclaTónica.  As suas mais recentes edições incluem edições em colaboração com Matthew Waldron de irr.app.(ext.) e Nurse with Wound, Merzbow, Emil Beaulieau, Jarboe, Von Magnet, Hiroshi Hasegawa, Smell & Quim, Wildshores entre outros.

domingo, 25 de setembro de 2016

Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno /// ESGOTADO ... SOLD OUT


one comix collection about the WINTER (Inverno, in Portuguese) to comemorate 20 years of the zine Mesinha de Cabeceira created by Pedro Brito and Marcos Farrajota in1992
published by Chili Com Carne 
edited by Marcos Farrajota
designed by Joana Pires 
covers by José Feitor e Pedro Brito 
500 copies, 352 A6 b/w pages ALL in ENGLISH
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Antologia comemorativa dos 20 anos do zine Mesinha de Cabeceira, criado em 1992 por Pedro Brito e Marcos Farrajota.
Publicado pela Associação Chili Com Carne
Editado por Marcos Farrajota
Design por Joana Pires
capas: José Feitor e Pedro Brito
Foram impressos 500 exemplares, são 352 páginas A6 a preto e branco. todas as BDs foram redigidas em inglês.



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Com trabalhos de / comix by João Chambel, Daniel Lopes, Sílvia Rodrigues, Afonso Ferreira, Rafael Gouveia, Sara Gomes & André Coelho, José Smith Vargas, Bruno Borges, João Maio Pinto, Silas , Stevz (Brazil), Martin López Lam (Peru/ Spain), Lucas Almeida, Dice Industries (Germany), Uganda Lebre, Filipe Abranches, Tea Tauriainen (Finland), João Fazenda  and Zé Burnay.
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Apoios / support: Instituto Português do Desporto e Juventude e Trienal Desenho 2012 
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ESGOTADO / SOLD OUT - maybe still some copies at Mundo Fantasma (Porto)Neurotitan (Berlin), Lambiek (Amsterdam), LAC (Lagos), Strips & Stories (Hamburg) and Orbital (London).
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Lançamento na exposição 20 anos do Mesinha de Cabeceira, 25 de Outubro, na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisboa. Released 25th October at the exhibition "20 years of Mesinha de Cabeceira" at Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisbon.



 

Feedback:
dei uma olhadela na Mesinha de Cabeceira, e parabéns, gostei muito do que vi, a capa e primeiras folhas estão muito boas, assim como as ilustrações do José Feitor a fechar a publicação, com as folhas só a uma cor... 

parabenizo-te pela excelente edição! Graficamente, o conteúdo é todo excelente, com soluções muito interessantes por parte dos artistas - em especial, a história do Chambel (...) das melhores do zine. (...) Grande edição, com uma autenticidade que se sente logo de imediato, muito boas BDs, bem impresso e acabado num formato muito cativante - com as "tripas de fora", à livro setecentista, como um verdadeiro objecto contra-cultural e "bruto" como se deseja - e das tuas melhores edições, como um todo, dos últimos tempos. Dou-lhe cinco estrelas!

 Despite the theme, “Winter” (surely of many discontents but celebratory nonetheless), the stories presented are solid, readable (even if not for the faint of heart) and supported by a great variety of bold, stylised and grounded artwork. 
Pedro Moura in Paul Gravett site

Em termos gerais, o tom desta nova antologia é de facto melancólico. Não deixa de ser algo expectável construir tramas em torno de cenários apocalípticos, paisagens inóspitas ou em que se desenrolam características colhidas de variadíssimos géneros para que sejam subvertidos numa certa amoralidade. É uma espécie de celebração pelo desencanto, de que as imagens criadas por Brito e Feitor são um signo potente. Não se cantam aqui vitórias, nem se glorifica o passado, e tampouco se esperam promessas de desenvolvimentos futuros muito específicos, mas constitui-se mais um gesto editorial muito marcante de um percurso, de uma atitude e de uma certeza em relação à forma de trabalhar, cujo testemunho é a própria existência deste pequeno grande tomo.

livro magnífico (...) tem excelentes trabalhos 

Que brutalidade! (...) Capas diferentes e tudo, parece uma cena sem fim! 
Silas (Pontos Negros)

fanzine já mítico (...) que cumpriu recentemente duas décadas de vida (...) O que talvez não tenham imaginado foi o potencial que se guardava naquelas primeiras páginas, em 1992, e que haveria de desenvolver-se numa teia de colaborações, experimentalismos, abanões estéticos e narrativos de toda a espécie e a capacidade de manter uma publicação arejada e vibrante ao longo de tanto tempo. De tal modo que quem queira, hoje, conhecer o que se faz no campo da banda desenhada de autor e com poucas preocupações comerciais pode continuar a usar o MdC, e concretamente este número 23, como guia fiável. (...) uma babel de traços e estilos numa estranha e inquietante harmonia, (...) E se a coerência do conjunto não nasce do traço ou do estilo, é provável que se deva aos temas, uma radiografia nítida daquilo a que chamamos ar do tempo, com o tom apocalíptico, o peso do desperdício, a contaminação (real, nos montes de lixo que excedem da indústria de consumo e ocupam os campos, e visual, nas manchas que parecem alastrar como fungos) e uma certa ideia de no future que deve muito ao punk, mas deve ainda mais aos dias que vivemos. 

nomeado para Melhor Publicação Nacional, Melhor Obra Curta (Filipe Abranches, João Chambel, João Fazenda) e Melhor Argumento (João Fazenda) para os Prémios Central Comics 2012

Some amazing inkwork and disturbing imagery
White Buffalo Gazette

domingo, 4 de setembro de 2016

TendaGruta em k7 ... finalmente!!!


TendaGruta é um projecto de S.G. e André Coelho que participou na banda sonora do "comix-remix" Futuro Primitivo e que tem agora uma edição física (uma k7) pela Dissociated Records - assim, uma casa paralela da Signal Rex para sons "malaikos":

A new division of Signal Rex devoted to challenging, far-out sounds, Dissociated Records is proud to present Tendagruta's Ensalmo do Sargaço (...) 

Recorded in several locations between 2010 and 2012, Ensalmo do Sargaço gathers several tracks that were dissected and scattered through compilations or presented individually in several occasions and emissions. Across its six sprawling tracks, Tendagruta conjure a completely alien soundworld where vibrations both drift up from the abyss and descend from the cosmos; between those two disparate locales, the tones are minced in a manner most post-industrial. 

The aura thus created by Ensalmo do Sargaço is one of dislocation and disembodiedness, endlessly ringing rituals that penetrate the soul and instill smeared, bleary visions of a past that never existed and a future that already was. 

Of these six sprawls of sinister-yet-sensuous sound, Urfuto Tripimivo was originally published online by Chili ComCarne / You Are Not Stealing Records on the soundtrack compilation for the book Futuro Primitivo in 2011, and Il Culta was originally published on the Aural Bowels CD compilation by Latrina do Chifrudo / Soopa / Let's Go To War in 2010. 

Limited to 50 professional black cassettes, delivered with animal bones, the body has now been reassembled.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Evan Parker - X Jazz / ESGOTADO


Evan Parker - X Jazz
graphzine / sketchbook de André Coelho
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24p 16,5x21,5cm, papel verde
impressão a duas cores em risografia pela Mundo Fantasma
com prefácio de Rui Eduardo Paes
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edição limitada de 100 exemplares
ESGOTADO
- talvez hajam ainda exemplares na Mundo Fantasma, Linha de Sombra e Just Indie Comics (Itália) -

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Evan Parker (1944) é um influente saxofonista de Free Jazz, nascido na Inglaterra. Houve um encontro com este músico em Pedrogão Pequeno, em Agosto de 2012, com 17 músicos nacionais do jazz e da livre-improvisação no âmbito do X Jazz – Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube com o apoio da ADXTUR.

A residência artística durou toda uma semana, com trabalho dentro de portas durante os dias e concertos à noite em povoações localizadas nas margens do Rio Zêzere. Logo no início, Parker afirmou que não queria dirigir, que estava ali apenas para transmitir a sua experiência e as suas perspectivas da música que utiliza a intuição, a espontaneidade e a interacção de grupo, sem hierarquias, como linhas condutoras. (...) As consequências desta iniciativa têm sido enormes, pois marcou a aplicação em Portugal daquilo que o próprio Parker apresenta como «coisa utópica». Esse foi, de resto, um propósito logo ali anunciado por alguns: por exemplo, o trompetista Luís Vicente adiantou ao jornal Público que tinha de imediato decidido «transportar isto para a minha maneira de tocar e de pensar a música». 

«Deixem espaço para os outros»; «quando ouvirem alguém a introduzir uma ideia, calem-se, dêem-lhe oportunidade»; «toquem menos - não queiram preencher tudo, o ensemble é mais do que cada um dos seus membros»; «ouvir é mais importante do que tocar»; «entrem apenas quando tiverem algo de importante a dizer», «não cortem o caminho dos outros», «se alguém não estiver a fazer-se ouvir, retirem-se»: estas dicas chocalharam com tudo o que se julga que é improvisar, e depressa se percebeu que o alcance da filosofia musical do coordenador desta acção ultrapassava a própria música. 

(...) A memória do que aconteceu em Pedrogão Pequeno ficou registada em texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho – o caso presente, pela mão de André Coelho. É uma memória congelada, fixada no tempo, o contrário da efemeridade dos sons que então se produziram. As recordações mentais, essas, estão vivas e continuam a ter um efeito transformador. A influência que Evan Parker nos deixou é uma construção sem fim à vista. - Rui Eduardo Paes in prefácio

Músicos retratados: Angelica Salvi, Gabriel Ferrandini, Gonçalo Falcão, Hugo Antunes, João Camões, João Lobo, João Martins, João Miguel Pereira, João Pais Filipe, Luís Lopes, Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Miguel Carvalhais, Miguel Mira, Pedro Sousa, Rodrigo Amado e Travassos.
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A edição foi produzida pela Chili Com Carne e Thisco, sendo o sexto volume da sua colecção THISCOvery CCChannel, dedicada às dimensões (ocultas) da (contra)cultura tendo no seu leque colaborações de Hakim Bey, Rui Eduardo Paes, Critical Art Ensemble, Ewen Chardronnet (Associação dos Astronautas Autónomos), Carl Abrahamsson, The Master Musicians of Joujouka, Ondina Pires, DJ Balli, Hetamoé entre muit@s outr@s...

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Feedback : Lançado no dia 18 de Dezembro de 2015 no Barraca Fest III com a presença do autor e intervenção de Rui Eduardo Paes ... Mais do que uma compilação de esboços do autor, os textos que os acompanham traduzem a súmula dos ensinamentos de Evan Parker, conferindo o tempo aos ensinamentos do músico e dando a ilusão da sequência narrativa dos mesmos, enquanto o leitor vai descobrindo a voz do coordenador que não quer ser ditador. Nuno Sousa ... Looks great! Evan Parker ... impresso a duas em risografia, sendo uma delas um belíssimo cinzento metalizado, que traz reflexos às figuras humanas. (...) Um sucinto mas claríssimo texto de Rui Eduardo Paes cria o necessário contexto para os incautos, mas igualmente para nos fornecer algumas pistas não só em compreender algumas das frases igualmente capturadas por Coelho, mas pequenos gestos subtis que poderão fazer adivinhar as tais harmonias conquistadas: as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados de Parker ao escutar os músicos, um saxofonista a não tocar, o sobrolho carregado de um músico de electrónica, as caretas expectáveis de quem segue num transe de notas, e as misteriosas mãos em posições de mudra, em busca de navegações pelos sons Pedro Moura ... my partner Caroline found it again this morning and worried if I was a bit over weight! Evan Parker 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Metal

Se calhar já não se sabe o que quer dizer metaleiro há muito tempo. E quando se vê estas publicações fica-se ainda mais à toa... Aquilo que era uma tribo urbana muito bem definida até aos anos 90 deixou-o de o ser porque, tal como todos os géneros musicais, fragmentou-se em mil sub-géneros. Metal, será a guitarra em distorção e temática obscura? Música à abrir e espírito Rock do excesso? Música para 10 000 cabeças tocado num palco gigante ou uma k7 limitada a 10 noruegueses broncos? Tudo isto ou nada disso?


O que dizer sobre Metal do Olho do Cú? Para além de começar mal como frase, este zine "old school" é mesmo "old" porque é feita por velhotes quarentões que se calhar não fizeram um fanzine assim quando tinham 16 anos. Seria a idade certa para fazer esta javardeira... e no entanto... Torna-se realmente divertido em 2016 ter em papel meia-dúzia de fotocópias A5 um humor de ir ao cuzinho S/M. O gesto é completamente anacrónico, a lembrar outras situações como o Bom Apetite de João Marçal e Miguel Carneiro. Tem graça de tão deslocado de tudo, seja do mundo da BD seja do comércio, é lançado nos festivais de Metal que abundam pelo país, daí que a maior parte das BDs e cartoons sejam ligados ao Metal e alguns dos seus cromos - como um dos irmãos Veiga, organizadores de Barroselas que aparece como "Ramboselas", herói de todo o metaleiro em perigo. De forma geral, este zine encaixa-se na nova tendência do Metal ter deixado o lado político ou sério, para entrar numa onda de curte non-sense, ao nível de Enapá 2000, como são as bandas Grind Vizir ou Serrabulho. Talvez porque alguns dos sub-géneros do Metal chegaram a um limite estético onde pouco poderão avançar, então decidiram voltar atrás, à parvoíce da juventude mesmo sendo muitos cotinhas - no #3 até lhes enviei um desenho rejeitado por uma banda punk. Síndroma de Peter Pan escarrapachado mas o que se pode fazer com música Pop/Rock? Sempre foi juvenil... Ainda assim, o Metal como festa pagã e de idolatria, quando não está alinhado à cultura "normal", é de salutar pois acredito que cada um de nós deve inventar o seu próprio Carnaval, os seus próprios rituais, media e tudo mais. É disto do que se trata quando se fala do Olho do Cú. Muito sinceramente, quem quer saber dos Gatos Fedorentos (essa cambada de vendidos)?

Iconolatry (Universal Tongue; 2016) de André Coelho saiu num festival de Metal em Junho e trata-se de um portfólio de imagens de Coelho feitas para bandas e os seus discos ou eventos de Metal - e algum para o Punk e o Industrial. As ilustrações foram libertas do espartilho do design dos produtos a que se destinavam, deixado-as assim respirar com mais força e evitando o livro de se tornar num catálogo de vendas.
Não deixa de mostrar que existe todo um mercado - um nicho, como os merdas dos tecnocratas chamam - em que até há um artista português que preenche os requisitos, ao ponto de estarmos perante até de uma profissionalização do mesmo nesse "nicho". Mesmo quando se vê muito imaginário que lembra Barry Windsor-Smith (o primeiro desenhador do Conan nos anos 70) para além de muitos bodes 666, bárbaros vikings, caveiras & machados & bigornas, gajas podres de boas (muitas vezes só podres), repteis sebosos (e não falamos das escaramuças públicas do PCPT/MRPP), simbologia alquímica e esotérica para quem nunca viu o palhaçito do Crowley, não deixa de haver força e energia nas imagens (zeus, é isso que define o Metal?). Ou seja, lá porque Coelho trabalhe muito não quer dizer que o material não passe a esmorecer e a vulgarizar. O que o livro mostra é que o Coelho tem garra - resta saber que tipo de garra de águia ou de grifo?

quinta-feira, 14 de julho de 2016

QUADRADINHOS : Sguardi sul fumetto portoghese / Looks on Portuguese Comics : ESGOTADO / SOLD OUT



Treviso Comic Book Festival is the third most biggest Comics Festival in Italy but still is a relaxed event and most important it has a good eye on comics made outside of Italy! Blame Alberto Corradi for this, as curator he already made exhibitions about Sweden, New Zealand, Denmark and this year... Portugal!

And for the first time there's a catalogue thanks to the effort of Treviso Fest, Mimisol and Chili Com Carne with the important support of Portuguese government - DGLAB and IPDJ institutions.

This catalogue is a comics anthology made by the artists invited for the festival's exhibition and includes a preface by Marcos Farrajota and a small History of Portuguese comics by Corradi. Most of the comics have been published in Portugal but then... have you seen them?

So you can enjoy 88 pages of comics (most are full colour) of a wide range of authors, coming from the underground to the international mainstream and from the new breed to older artists: João Fazenda, André Coelho with Manuel João Neto (same team of Terminal Tower), José Smith Vargas, Ana Biscaia (Best Portuguese Illustration Prize 2013) with João Pedro Mésseder, Nuno Saraiva, Francisco Sousa Lobo (The Dying Draughtsman, Art Review), Afonso Ferreira (Love Hole), Pedro Burgos, Filipe Abranches, Miguel Rocha with Susana Marques, Joana Afonso with André Oliveira, Jorge Coelho (Image, Marvel) with Paul Allor (from USA), Pepedelrey and Rudolfo (Negative Dad).

Book written in Italian and English.

Last copies at Mundo Fantasma, Matéria PrimaLACUtopiaQuimby's (Chicago) and BdMania.





Feedback: in Ler BD blog in Portuguese here ... one of best Portuguese "graphic novels" by Pedro Moura / Paul Gravett ... Nominated for Best Comics Related Publication and Short Story (by Rudolfo) for the Central Comics 2015 Prizes ... Presentation in Modo Infoshop (Bologna) on the 6th Juin 2015 ... se da una mezcla de estilos e influencias lógica, dado el espíritu de la publicación. Así, nos movemos del cómic de raíz más comercial, representado por Paul Allor y Jorge Coelho —ambos experimentados en el mercado estadounidense— hasta el experimentalismo radical de la historia de Filipe Abranches, excelente. (...) Afonso Ferreira, uno de los más jóvenes, es un representante del nutrido grupo de dibujantes profundamente influidos por la animación contemporánea del tipo Hora de aventuras y por Michael DeForge, y por eso recuerda también a lo que está haciendo Cristian Robles en España. Y por último, hay que destacar la contribución de Francisco Sousa Lobo, quizás el más interesante y personal de los autores portugueses que conozco.  Luego volveremos sobre él. Geraldo Vilches in The Watcher and the Tower

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Underground


Burnt to a crisp (Black Blood Press; 2015) é um fanzine de arte maldita, suja e obscura. Não é para malta da moda e outros betos, não senhor! Gajos como Eduardo Pécurto, Manuel Pereira, André Coelho ou Romain Perrot não fazem isto porque é "cool" ou para engatar gajas ou porque vai render "likes". Esta gente baralha factos biológicos, pós-colonialismo, miséria humana, perversão sexual, ruído visual com os seus desenhos e colagens para nos agoniar as entranhas e meter-nos em estado de alerta, pensa, negros humilhados, caveiras medievais, gajas escravizadas, dinheiro e escombros... Século XXI é mais civilizado porque tens um smartphone? Estes bárbaros (que até devem ter smartphones e aquecedores em casa) mostram que não...


O instigador do fanzine acima é o Manuel Pereira que teve direito a um título a solo, o Tricofilia (Black Horizons; 2015) - termo para excitação sexual por cabelos. Lançado por uma editora norte-americana de Noise e afins, o zine é metido num saco preto que arrepia. Admito que tive medo de o abrir e tirar de lá a publicação - sabe-se se esta gente não escondeu uma seringa de um agarrado qualquer de San Francisco dentro da embalagem? Iá, iá, fia-te na virgem e não corras...O enfoque sobre a questão sexual-capilar ficou aquém das expectativas embora tecnicamente Pereira cada vez mais pulverize as colagens em pequenos fragmentos, fazendo delas mais texturizadas do que figurativas. O resultado final é que parece que encontramos na lixeira um álbum de recordações de um tarado sexual que violou bifas no Algarve. Creepy shit...


Foi a colagem da capa que me fez pegar em Als Tier ist der Mensch nichts (Monotonstudio; 2016) dos Unru... senão teria cagado completamente. Tocam Black Metal contemporâneo, ou seja, são uns rapazes com ar de beto alternativo e que fazem uma barulheira incrível, muitas vezes pisando os terrenos imundos do Sludge que podem ser tão insuportáveis como os BM. Já agora, o artwork do disco é de B.D. Graft que parece que poderia estar mais numa revista de "novas tendências" do que a fazer algo para metaleiros... Safou-se muito bem e conseguiu pelo menos uma venda de uma k7!


Já cá tinha escrito sobre quanto tinha adorado a actuação ao vivo da Jejuno, e até andei a ver se ela queria lançar uma k7 pela MMMNNNRRRG. Preferiu um Urubu (soa mal assim, hahaha) e a MNRG lançou a Bleid invés, mostrando que são as mulheres a fazerem as criações mais interessantes em Portugal nos últimos tempos - olhem no caso da BD a Hetamoé, Sofia Neto e Amanda Baeza para destacar os melhores exemplos... Não consigo deixar de a comparar a AtilA como alguém que faz uma electrónica pós-industrial, negra e com batidas duras. Mas enquanto AtilA é calculista e técnico (no bom sentido), Jejuno é intuitiva e imprevisível, duramente desprogramada e suja. Ou seja, um dos melhores discos portugueses de 2016. Maldito Urubu!


O francês Albert Foolmoon ama Lisboa e faz questão de vir às "nossas" feiras de edição independente. Esteve na última Morta onde vendeu um exemplar da antologia de desenho Terreur Nocturne (Lézard Actif; 2014). "Queixou-se" de que quem a comprou disse-lhe que ia retalhar o livro para colocar as páginas em molduras... Convenhamos, com 24 páginas A3 serigrafadas a várias cores, estava à espera do quê? Não venha com tretas que os 'tugas são bárbaros! Ainda mais com desenhos da turminha da má-onda como Sam Rictus, Don Rogelio Jr., Dav Guedin, Martin Lopez Lam, Alkbazz, Victor Dvnkel... Assim sim, o crime compensa, ao menos as pessoas compram estes livros porque curtem e não por coleccionismo de obras anacrónicas em serigrafia que andam por aí...

sábado, 18 de junho de 2016

ccc@Masmorra.Fest



André Coelho estará presente com um novo livro, Icononaltry, sobre material gráfico ligados ao universo da música underground a lançar pela Universal Tongue
Nós lá estaremos com uma selecção de livros nossos.
Ugh!