Mostrar mensagens com a etiqueta andré lemos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta andré lemos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de dezembro de 2011

Pindura 2012

Chegou no príncipio do mês exemplares (entretanto esgotados) do novo (e GIGANTE) calendário Pindura! Para a edição do ano de 2012 foram pedidos aos autores de bd que desenhassem 2 objectos que enterrariam no quintal para serem descobertos no futuro... Tal como o ano passado também nesta edição participam autores da Chili Com Carne, a saber: André Lemos, Marcos Farrajota e Pepedelrey.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CHILI ao QUADRADO até dia 6 Dezembro



É sempre com um orgulho que os lisboetas ouvem os estrangeiros falarem da sua cidade. E adoram ouvir o cliché da Luz da Cidade. Mas os lisboetas esquecem-se que a Luz que os estrangeiros falam não é Luciferiana, é apenas aquela cujos raios solares oxidam a matéria até à sua obliteração. Lisboa de Iluminada nada têm, é medieval sobre vários prismas.
Sempre foi constrangedor explicar aos tais estrangeiros porque é que nesta capital europeia não havia um espaço dedicado às margens sonoras e gráficas. Este estado de humilhação artística obrigou à Associação Chili Com Carne em abrir espaços temporários de occulture cyber comix art brut psychedelic sci fi futuristic dada trash retro street fluxus graphix industrealism anarquitext chaos magic punx intitulado simplesmente de CHILI. Para numerar as aventuras, desta vez localizada no Chiado Work-In-Progress, acrescenta-se AO QUADRADO onde apresentará zines, discos, livros, serigrafias, exposições à margem do regime lunar da Capital.
Exposições de desenho, bd, serigrafia e pintura de Filipe Abranches, André Ruivo, Rudolfo, Pepedelrey, Lucas Almeida, Bruno Borges, André Lemos, Andreia Rechena, Jucifer e Sílvia Rodrigues. Murais a convite especial do colectivo Cabidela Ninja com Lucas Almeida.
Venda de artigos da Chili Com Carne, MMMNNNRRRG, O Hábito faz o Monstro, El Pep, Reject'zine, Ruru Comix, autores Mike Diana e Nevada Hill (EUA), Thisco e de vários editores estrangeiros independentes europeus (Espanha, França, Itália, Sérvia, Aústria, Alemanha, Bélgica, Suécia e Finlândia).
Novidades editoriais:
- Buraco, nova publicação política de bd entre Lisboa e Porto
- serigrafias-remix Futuro Primitivo (Chili Com Carne), de Filipe Quaresma e Margarida Borges
- Pindura 2012, calendário brasileiro com algumas participações de autores portugueses
- Stop Mundo, graphzine do colectivo U.A.T.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Zines é no Porto!

Trouxe alguns zines da última edição da Feira de Publicação Independente, onde havia dezenas de novidades de zines fazendo do Porto de novo um pólo de zines e edição independente como já não acontecia há alguns anos. O único "mal" é que a maioria dos zines que vi eram de ilustração e design, que sinceramente não tenho paciência. Chamem-me de cromo mas o que gosto mesmo é de ler. Talvez seja um problema português, a falta de cultura visual, que cria comportamentos ora de desconfiança ora de euforia sobre "graphzines" e afins... Como só havia uns quantos zines de bd ou de texto fico por estes "lugares comuns", apesar de serem novidades:


Eis o primeiro número do Buraco que junta uma redacção de Lisboa e do Porto num objectivo de ser uma publicação de oposição política em bd, em que encontramos trabalhos de Bruno Borges, André Lemos, Carlos Pinheiro, Marco Mendes, Nuno Sousa, Miguel Carneiro e uns misteriosos pseudónimos. Dizem que "batemos no fundo e ainda escavámos um buraco" mas acabam por "bater no ceguinho" para quem já se habituou a ver os trabalhos destes autores em outras produções independentes, não havendo neles grandes diferenças temáticas ou na forma de os tratar. O caso mais flagrante é o de Marco Mendes que aparece com as suas mesmas tiras de sempre - é provável que elas sejam inéditas em papel mas para quem visita o seu blog parece que estamos a ver / ler outra vez o mesmo material, ad eternum...
Para uma publicação de "sátira" (?) política parece bastante púdico, talvez os autores tenham pena dos políticos... afinal eles também são seres humanos, snif, snif...

buracoeditorial@gmail.com

Tiago Araújo voltou com mais um zine seu cheio de alucinações sobre a existência e "raison d'étre", Metamorfis. Passou a escrever à mãozinha - coisa que irritava noutras bds suas - os seus textos esotéricos que nos ensinam o sentido da vida apesar de o autor ter só uns 20 anitos... merda! Não soa a muito convicente o que acabei de escrever... talvez seja isso que acontece com a sua bd também. 
Puto, mexe-te! Só há sentido para a vida se deres-te ao trabalho de a viver. Só há reflexão depois da acção... caso contrário é só melodrama português, fatal como o seu fadinho... Vai esmagar um carro contra uma esquadra de bófias, queimar algum outdoor ou algo útil do tipo! Ou ouvir o "Sean Paul Satre", o rei do Dancehall Existencialista, caga no escritor francês, boy! Como diz essa grande fonte de sabedoria, Matti Nykänen, "life is the best time you have!". 

Em compensação, o Rudolfo é só testosterona e acção xunga assumida para "skaters from hell" ou para quem viveu jogos de computador, "shokushu goukan" (porno japonês com violações por tentáculos), RPGs e toda uma alienação cultural dos últimos 20 anos. Falo de 666 Hardware, um micro-épico trash curtido com o Rudolfo a lamber o desenho para nos impressionar. É uma estupidez pegada numa edição bem cuidada. Pedidos práqui. Imagens em velocidade excessiva (mais que a bd):


Mas o melhor do Porto, aliás, do Rudolfo é mesmo o seu zine Lodaçal Comix, que vai agora no terceiro número. Um excelente trabalho que merece todos os elogios possíveis. Não sei se o título "lodaçal" apareceu para retratar a "cena da bd portuguesa" e a falta de expectativas que esta área comporta a nível social, económico, profissional e artístico.
Mas se todos os autores fossem empreendedores e abertos como o jovem Rudolfo, a cena seria um "continente" invés dos típicos nomes de projectos dos portugueses que insistem em "meter água" (literalmente) nas suas identidades: BaleiAzul, Polvo, pedranocharco, etc... Mas aqui falamos do oposto simétrico, com o Lodaçal meteu malta nova e "velha", feminina e masculina, nacional e estrangeira, numa produção de qualidade e com regularidade - o projecto apresenta-se trimestral e ainda não saiu um número atrasado! Junta bds de recortes autobiográficos com umas de alucinações grotescas, um bocado de surrealismo post-pop emperfeitamente sintonia com as correntes "underground" da bd mundial.
Só os idiotas do costume não irão perceber que se está a fazer História por aqui. O número quatro vai sair na próxima Feira Laica com um número "fora de série". Razões justificadas para quem gosta de bd ir a correr prá Laica! Entretanto, quem quiser gastar o subsídio de Natal que o faça aqui invés de ir gastar em pizzas (piças?)...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MASSIVE... ESGOTADO!



Este volume 8 da Colecção CCC mantêm as regras que têm pautado as edições da Chili Com Carne: um programa orgânico pela publicação de obras fragmentadas e o gosto entesado pelo Apocalipse.
O objecto refinado e luxuoso enfrenta, no entanto, vários perigos - não tem um editorial nem uma carta de intenções, os mais de 60 desenhadores europeus e americanos são dispostos em 100 páginas coloridas sem os podermos identificar... O "maciço" é Peso-Médio de desenho "non-stop" em sequência que nos transportam para leituras narrativas. É bruto mas com diversidade estética. Se quiser saber do que se trata este livro é preciso tirar a (sobre)capa e aceder às "letras" do mesmo, é lá que encontrará a ficha técnica e o índice dos trabalhos.
Mas e se perder a sobrecapa? Sendo a sobrecapa possível de se transformar num póster irá colocá-la numa parede? Se o colocar na parede, deixará no conforto do seu lar um livro descarnado e protegido apenas em cartolinas pretas? E quando a parede cair depois da onda de choque da bomba atómica que explodiu a 12 km da sua casa? Acha que os sobreviventes (se houver) irão entender as autorias deste artefecto cultural anónimo?
«Quem desenhou isto?» irão perguntar... Talvez não, talvez a radiação tenha comido a língua e a fala. Talvez o desenho venha a ser a única linguagem depois do Fim! - Axima Bruta dixit
...
Projecto dirigido por Margarida Borges, Marcos Farrajota, Jucifer e Ricardo Martins, e Ideia original: Hülülülü; Design / Capa: Bráulio Amado; Edição: Associação Chili Com Carne. Apoio: Instituto Português de Juventude. ISBN: 978-989-95447-7-2; 104 p. em papel colorido, sobrecapa desdobrável a cores; 500 exemplares
.
participantes: Adrien Fregosi, João Sequeira, Anna Ehrlemark, Daniel Moreira, André Lemos, Craig Atkinson, Fábio Santos, Gaiihin Gobulgœme, Jean Pierre, Serge Onnen, Stephane Prigent, Carletti L. Traviesa, Jaan Maldur, Alex Gozblau, Alex Vieira, João Maio Pinto, Arturas Rozkovas, Alberto Corradi, Marta Monteiro, Tommi Musturi, Marco Moreira, Stevz, Ludmilla Bartscht, Zeke Clough, Afonso Ferreira, Lili Loge, Anna Bas Backer, Braulio Amado, João Fazenda, Warren Craghead III, Pepedelrey, Bruno Escoval, Daniel Lima, António Jorge Gonçalves, Tanxxx, Claudia Guerreiro, Margarida Borges, Ricardo Martins, Massimiliano Bomba, Manuel Donada, José Feitor, Chanic, Rita Hermínio, Pedro Franz, Marion Balac, MP5, Nevada Hill, Ilan Manouach, Rui Vitorino Santos, João Chambel, Filipe Abranches, Cátia Serrão, Manu Grinon, Milos, Remi Cram, Natalia Umpiérrez, Marto, Ward Zwart, André Coelho, Haz, Jucifer, Sofia Mestre e Pilas
.
Historial: lançado na inauguração da exposição O Último Fósforo ... o livro da CCC que esgotou em tempo recorde (Jan'10/ Jul'11) ... Nomeado para Melhor Publicação Técnica (!?) para os Troféus Central Comics 2011
.
Feedback : the MASSIVE book is a amazing collection!!! And you did a very good choreography. Ulli Lust ... Like especially that you printed it on colorful paper and the cover is super beautiful! Great Job!!! Kuš! estive com o vosso MASSIVE nas mãos, está mesmo fantástico, foi das melhores coisas que vi nos últimos tempos. Parabéns pelo grande trabalho. Plana Press Mais de 60 artistas de todo o mundo responderam ao desafio: desenhar. Fazê-lo sem tema, de olhos vendados, sem direcção - pelo menos aparente - ou tomando como mote o Apocalipse, temática já por si aberta e abrangente. O fim como princípio para um livro cuja única carta para a sua navegação, o verso da fantástica sobrecapa, é um híbrido que poderá tomar a forma de um poster. Restam-nos 104 páginas de desenho nonstop, bloco denso dividido em cadernos coloridos, explosão gráfica diversificada na abordagem, estranhamente coesa e homogénea no resultado final. Flur Massive recorda também outro tipo de referências musicais, o dub... como ele, a remistura, a fragmentariedade, a devolução alterada parece presidir a este junção Ler BD Sem querer pensas em Hyeronimus Bosch do longe passádo século XVI: os psicadélicos jardins paradisíacos dele, cheios de seres, vindos de algures das profundezas do subconsciente. Apocalipse, claro! Inundação do Universo, fim do mundo! O caos não precisa da lógica, as páginas constroem uma sequência narrativa sem o começo e sem o fim. Não precisa deles. E da maneira como seguimos as páginas, nas próprias páginas seguimos os pormenores: as pequenas apocalipses constrõem um grande Bum. Kaja Avberšek in Stripburger Una de las cosas que más agrada al encontrar fanzines y otras publicaciones autoeditadas, es sorprenderse con la creatividad a la hora de diseñar el artefacto. Con MASSIVE, una antología de ilustración de Chili Com Carne, tenemos un ejemplo claro de que no es necesario demasiados recursos si se tiene ingenio para editar y criterio para seleccionar el contenido. ¡Buen gusto! (...) Todo este color contrasta completamente con el contenido de la publicación: una ilustración oscura que hace culto a la carne, y que va del trash y el brutart al expresionismo y a un naif perverso y malintensionado. Martin in Bolido de Fuego


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Random Screener #0, 1 (2010)


Associado ao espaço colectivo Amalgama (em Vigo, ver Boring Europa), o artista galego Tayone decidiu unir-se à grande consciência cósmica zinesca universal e por isso editou um graphzine. Este "ecrã aleatório" é mais um zine de A5 com colaborações internacionais de quem anda a fazer este tipo de publicações. De Portugal participam André Lemos, Rudolfo, Miguel Carneiro e Pepedelrey mas há mais gente do Mundo Ocidental que cuspa ácido-arco-íris, kitsch metal, geo-porno e radioactividade animal. Nada de outro mundo para quem fizer parte deste mundo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

comix ANTI POP

Mais publicações que sairam ou ficaram acessíveis durante a Feira Laica. Estas dedicadas à banda desenhada e não é por serem de bd que são as mais impressionantes! Juro! Elas são bem melhores que os graphzines!

Começamos com o grande furor (inter)nacional que é o segundo número do Lodaçal Comix, um zine organizado por Rudolfo, artista da bd e do CD pirata verdadeiro chavalo hiper-activo que prometeu e cumpriu. O projecto foi anunciado como trimestral e assim está a ser, já vai no número dois e sei que o terceiro já está quase feito! 

E não ficou por aí, do primeiro número para este segundo engordou para 104 páginas A5 de autores tão diferentes como Afonso Ferreira, Natalie Andrade, Christina Casnellie + Bruno Borges, Maré Odomo, Rudolfo, Zukk Ozaki, Marco Mendes, L-EGO, Shogo Yoshikawa, Zé Burnay, Tiago Araújo, Aaron Kaneshiro, Ricardo Martins, Aviv Itzcovitz, Tetsunori Tawaraya, André Lemos, Zach Hazard, Ze Jian Shen, Tom Toye, João Cravo, Jack Hayden, Leah Wishnia, Tagas, Weja, Austin BreedJakub TywoniukMichael Deforge André Coelho.
Tal como cada vez há miúdas mais bonitas (o Ivan Brun acha que é qualquer coisa que andam a por nos cereais matinais) também cada vez a malta jovem desenha melhor. E sendo uma geração que literalmente têm tudo à sua disposição (mesmo que a maior parte do tempo seja de modo virtual) é natural que apareçam uma montanha de bds em que se cruzem referências do mundo Pop ad nauseam: "ninjas, super-heróis, mutantes, gajas nuas, elefantes, porcos, pilas, lobos, dragões, chicks (gajas galinhas!), magos, rabos, grávidas, gajos normais e retretes" como qualquer bom Cultura Pop em ebulição sugere. Estamos num planeta pós-Fort Thunder e neo-surrealista em que até Hentai que serve de crítica à energia nuclear. O futuro da bd (inter)nacional passa por aqui...

Não é de estranhar que apareça Snakebomb Comix #1 em Portugal distribuído pelo próprio Rudolfo, não partilhassem ambos títulos autores e estéticas idênticas. Tendo acesso a estes dois títulos ao mesmo tempo, coloca-se a questão onde começa um e acaba o outro. Pode-se dizer que a única diferença é que este último é feito exclusivamente por autores norte-americanos e que têm uma capa em serigrafia (e menos páginas, toma!). 
Temáticamente e estéticamente não há diferença entre eles. O Afonso Ferreira não é pior ou melhor que Pete Toms nem Ricardo Martins em relação a Zach Hazard Vaupen. Talvez seja mesmo algo na comida processada que faça a Humanidade capaz de desenhar todos os excessos gráficos que "fazem os olhos vomitar" - Le Dernier Cri dixit
Pessoalmente, espero, no entanto, por uma narrativa que convença mais do que mil imagens - e não sendo injusto, é em Afonso Ferreira e Tiago Araújo que se encontram estórias longas, separadas por capítulos, ao longo do Lodaçal. É mais uma espera...

Por fim, a Firma voltou e lança a colecção Vera Suchankova com Dark Shine (2011) do sérvio Aleksandar Opacic, autor presente no Salão Lisboa 2003 e publicado em Portugal na primeira Crica Ilustrada
A colecção que se inicia aqui é dedicada a autores dos Balcãs, sendo que poderemos considerar o livro de esboços do croata Igor Hofbauer como um "volume zero" da colecção. 
Não sendo este o seu primeiro livro de Opacic, será o segundo ambos compilam bds dispersas, curiosamente com uma bd repetida, justamente uma que usa o Batman num ambiente pós-apocalíptico. Este Dark Shine incide mais numa vez em textos (?) de Phillip K. Dick e na figura do Batman nas suas três bds claustrofóbicas. Menos gráfico e mais plástico que Tajna paukove krvi, este livro entretanto deixa as pessoas de queixo aberto devido a um "pop-up" muita mamado fazendo esquecer que as intenções editoriais e autorais não são compreensíveis.

Viva Comix! Vou dormir uma sesta!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bárbaros do Norte!


Duas edições ligadas ao Festival Matanças - Dezembro 2010, Porto - ambas ligadas à adoração do Grande Bode.
A primeira é um CD, Aural Bowels (Latrina do Chifrudo + Let's go to war + Soopa; 201) que reúne bandas que já passaram pelo festival como Besta Bode, TendaGruta, Brutos da Natureza, New Tradicional Fang Music From Porto e outros projectos com nomes tão carismáticos que transitam do Metal para o experimental (e vice-versa?) passando pelo Free e o Industrial / Noise. No fundo o Metal já há muito tempo que passou a ter uma elite intelectual, tão activa e militante como os metaleiros normais, o que é melhor sempre que uma elite intelectual arrogantemente passiva como acontece em outras áreas artísticas. Seja como for, falta lumpen e toscaria porque Riffs com ambientes mórbidos já cá cantam! Capa de André Coelho, claro!
A segunda edição é já uma tradição, ou seja, outro "número" (o terceiro) do Enxebre, desta vez intitulado Meixedo Enxebre (Latrina do Chifrudo; Dez'10). É o número mais luxuoso e sofisticado a nível gráfico com a cópia lazer macia como a pele de Vénus e impressão brilhante como Apolo. Faltam os textos "think tank" que haviam nos números anteriores mas a entrevista aos Legião de Santa Comba Dão é bastante boa em que nem o puto Rudolfo (que fez o design deste número) é perdoado! As resenhas críticas aos discos continuam a ser o melhor do fanzine e a minha favorita é esta:«Eu gostava de Ash Pool. Agora já não." (e é tudo!). O André Lemos também faz aqui um bode para ser venerado!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Qu'Inferno

Os Gajos da Mula; Jul'09

Voltámos a ter acessível o último título estrabólico dos Gajos da Mula lançado durante o evento após o Mula Ruge. Antologia com trabalhos de Miguel Carneiro, Marco Mendes (ambos repetindo os trabalhos que estão no Crack On, os batoteiros!), Arlindo Silva, Filipe Abranches, João Maio Pinto, André Lemos, Von Calhau, José Feitor, Jucifer, Lígia Paz, Nuno de Sousa, Carlos Pinheiro e Carlos Zíngaro, "encapados" em serigrafia em que todos os 300 exemplares tem cores diferentes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa



não é o cartaz oficial (não há!?) mas o André Lemos fez um fixe que decidimos roubar para este "post"!

Inaugura no dia 10 de Janeiro (Segunda-Feira) às 19h30, no Museu Berardo - no Centro Cultural de Belém - a exposição Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa comissariada por Pedro Moura.

«Esta exposição visa dar uma perspectiva ampla da criação da banda desenhada portuguesa, procurando o encontro com novos públicos diversificados e expandindo a percepção social desta linguagem. A banda desenhada é sobretudo conhecida como uma linguagem de entretenimento, de massas, afecta ao público infanto-juvenil, sendo muito difícil que alguém não conheça as muitas personagens famosas que compõem essa paisagem cultural. No entanto, tal como em quase todos os outros campos artísticos, a banda desenhada também tem um número de autores que a procuram empregar como um meio de expressão mais pessoal, ou uma disciplina artística aberta a experimentações várias, informadas pelos discursos contemporâneos. Seja pelo lado da escrita, com autores a explorar a autobiografia, uma abordagem da paisagem cultural nacional, problemas de género ou políticos, seja pelo lado da visualidade, explorando novas linguagens, estruturações da página e até graus de abstracção. O mercado de banda desenhada em Portugal, não sendo propriamente forte nem muito diverso, quer em termos de traduções de obras contemporâneas ou históricas quer de trabalhos originais nacionais, é contraposto por toda uma série de experiências em círculos da edição independente ou de projectos alternativos que tem sido um produtivo solo para criadores extremamente interessantes e inovadores.

A exposição presente focará sobretudo autores modernos e contemporâneos – ainda que haja um desvio por dois autores históricos, experimentais na sua época: Rafael Bordalo Pinheiro, o “pai” da banda desenhada moderna portuguesa, e Carlos Botelho, autor do magnífico Ecos da Semana – que procuram elevar a banda desenhada a uma linguagem adulta e inovadora artisticamente. Do desenho suave de Richard Câmara às experiências de Pedro Nora, do minimalismo a preto-e-branco de Bruno Borges à multiplicidade de Maria João Worm, da presença solta de Teresa Câmara Pestana à exuberância das cores de Diniz Conefrey, da austeridade de Janus à vivacidade de Daniel Lima, haverá um largo espectro, ainda que pautado por critérios de pertinência artística, representativo desta área no nosso país. Estarão presentes autores de algum sucesso comercial e crítico (como, por exemplo, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves, Filipe Abranches, Nuno Saraiva e Victor Mesquita) e outros autores de círculos mais independentes (de Jucifer/Joana Figueiredo a André Lemos, Miguel Carneiro e Marco Mendes); autores cujas bandas desenhadas parecem obedecer às regras mais convencionais e clássicas da sua fabricação mas para explorar temas disruptivos (como Ana Cortesão, Pedro Zamith e Marcos Farrajota) e outros que as parecem ultrapassar em todos os aspectos (como Nuno Sousa, Carlos Pinheiro ou Cátia Serrão); e ainda artistas que criaram objectos impressos que empregam elementos passíveis de aproximação a uma leitura ampla da banda desenhada, isto é, fazem-nos pensar numa sua possível definição ou apreciação mais alargada (como Eduardo Batarda, Tiago Manuel, Isabel Baraona e Mauro Cerqueira). Nalguns casos, a exploração que os artistas fazem do desenho ganham corpo noutros objectos que não de papel, e que serão integrados nesta mostra (animações, esculturas, bonecos, maquetas, e fanzines-objecto, com larga incidência para aqueles criados por João Bragança).

A lista, que não pretende, de forma alguma, o que seria impossível, ser vista nem como absoluta nem como exaustiva, dos artistas é como segue: Alice Geirinhas, Ana Cortesão, André Lemos, António Jorge Gonçalves, Bruno Borges, Carlos Botelho, Carlos Pinheiro, Carlos Zíngaro, Cátia Serrão, Daniel Lima, Diniz Conefrey, Eduardo Batarda, Filipe Abranches, Isabel Baraona, Isabel Carvalho, Isabel Lobinho, Janus, João Fazenda, João Maio Pinto, José Carlos Fernandes, Jucifer (Joana Figueiredo), Luís Henriques, Marco Mendes, Marcos Farrajota, Maria João Worm, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Miguel Rocha, Nuno Saraiva, Nuno Sousa, Paulo Monteiro, Pedro Burgos, Pedro Nora, Pedro Zamith, Pepedelrey, Rafael Bordalo Pinheiro, Richard Câmara, Susa Monteiro, Teresa Câmara Pestana, Tiago Manuel e Victor Mesquita.»

A exposição estará patente até 27 de Março e será acompanhada por um catálogo com textos de Domingos Isabelinho, Pedro Moura e Sara Figueiredo Costa, a ser distribuído pela Associação Chili Com Carne.




Edição Museu Colecção Berardo / Centro Cultural de Belém; 2011
Conteúdos: Reproduções de obras de 41 autores da exposição Tinta nos Nervos. Três ensaios com autoria de Pedro Vieira de Moura, Domingos Isabelinho e Sara Figueiredo Costa. Biografias e sinopse da obra de todos os autores. Textos em português.
Características: 21x27 cm, 396 pp (99 desdobráveis c/ 4 pp.), a cores, papel Inaset Plus offset 60 grs. (miolo), Popset Burgau 240 grs. (capa). Desdobráveis dobrados ao meio e alceados. Serrotados, brochados e aparados. Autocolante aplicado na capa. Design: Barbara says... Exemplares: 1000

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rodrigues Palmtree Zine




Rodrigues Palmtree Zine
Venda exclusiva no site da Chili Com Carne!
Zine colectivo produzido como oferta ao Sr. Rodrigues
do Restaurante Palmeira pela sua reforma ao fim
de 57 anos a nos servir as melhores imperiais e
batata frita salgada.
Edição única de 30 exemplares.
24 páginas.
Miolo impresso a laser em papel Navigator 90 gr/m2.
Capa impressa em serigrafia pelo Atelier Mike Goes West.
Dezembro 2010.
Participantes:
André Lemos, Bruno Borges, Diogo Tavares,
Filipe Abranches, João Chambel, José Feitor,
Jucifer, Luís Henriques, Marcos Farrajota,
Miguel Frazão e Piggy.
Organizado, editado e impresso por André Lemos.
ESGOTADO

sábado, 18 de dezembro de 2010

mex photos

from here ... photos by Peter Salsbury ...
next show in 19th February with Bruno Borges

sábado, 27 de novembro de 2010

CCC Tex not Mex Shows (1) André Lemos

Chili Com Carne with Nevada Hill are organizing a cycle of Portuguese illustration shows in Texas with our artists, here's the first one:

André Lemos (Lisboa, 1971) –Portuguese artist, illustrator, comics author and independent publisher. Has work featured in many solo and collective Portuguese and International publications. Editor of the independent publisher Opuntia Books.

Solo books: Quem É Este Homem?, Super Fight II – George Grosz Vs André Lemos, Tribune Brute, Even Gravediggers Read Playboy, Family Portraits, Cirque Intraveineuse, Word Games – Shaken Not Stirred, O Percutor Harmónico, Embroidered Muscles, Charlottesville’s Preliminary Black Blooming, Dry And Free From Grease, Some Dishonourable Creatures Attacked Us With Rubber Wrenches, Mediaeval Spectres Soaked In Syrup and An Intrusive Black Circle.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

combate ibérico - facção lusitana

Primeiras páginas de bd's de Ana Ribeiro, Marcos Farrajota, João Ortega, Bruno Borges, Sílvia Rodrigues, André Lemos,... para o zine a editar pelo colectivo Cada Vez Peor, de Valência, no âmbito do projecto Spreading Chili Sauce around Boring Europa. Serão 24 páginas A5, 12 para autores portugueses e outras 12 para espanhóis, o tema é "combate"...

sábado, 10 de julho de 2010

Poststressthing (1/3): zines

Dois meses de grande actividade no que diz respeito à Chili com Carne e MMMNNNRRRG... quase não houve tempo para apreciar os artefactos que nos chegaram às mãos vindos de pontos tão distantes como os EUA ou as Balcãs ou mesmo de Portugal... Os próximos "posts" serão sobre esses materiais, a começar pelos zines.


- Chanic é belga, participou no MASSIVE e foi discreto na sua passagem por Lisboa, nem dê-mos por ele, só quando passamos uma vez pela abroaskjhfdsfjasd AH! é que alguém do Trem Azul deu-nos um pacote e «esteve cá este vosso colega e deixou-vos isto»: dois volumes do fora-de-colecção do Lazer artzine (Jan'10)... foi aí que nos lembramos que o Chanic vinha cá a Portugal. Hélas! Apesar de pregar uma visão holítica de Arte, na verdade o Lazer afunila-se no desenho e ilustração, e também em banda desenhada experimental ou abstracta - havendo apenas um momento ou outro de Poesia e de Pintura... Mas afunila-se bem, com colaborações da Aldeia Global (onde encontramos desenhos do nosso André Lemos) ecléticas q.b. Grafismo limpo, bem impresso, um projecto convicente.

- Count Rude Grarr?
Mas o gajo quer-nos enganar?
Deve pensar que somos parvos!
Grimm Portraits ov Doom (Ruru Comix; Jun'10) é um zine de ilustrações do Rudolfo! Sim do Rudolfo! Olha, olha! Desenhos abonecados de pessoalixo do Black Metal! Parecem "toys" fofinhos de quem queimava igrejas e matava os amigos com facas do Ikea... São desenhos fixes mas sabe a pouco, 12 desenhos apenas, Rudeboy!?
Apenas 55 cruzes invertidas em todo o zine!?
Tem deixar de ser tão nervosinho e fazer mais para ficar edificar um Profano Tomo de quem realmente venera True Black Metal!!!
Não quereis oferecer-vos às hordas por tão pouco!
Heil, Heil!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sugar Fang III + Antibothis, vol.3 AMANHÃ



Em Dezembro de 2008, o polémico autor norte-americano Mike Diana visitou Lisboa durante o evento Furacão Mitra (na Interpress) e inaugurou não uma mas duas exposições! Ou seja, devido a problemas com a sua bagagem perdida, houve uma exposição improvisada e passados alguns dias houve a exposição “oficial”, a segunda versão da Super Fang!

O que apresentamos nesta exposição a inaugurar AMANHÃ, na Artside, às 17h, são os "restos mortais" que Diana deixou porque foi tão cheio de bonecos de bebés e livros/zines portugueses de volta para Nova Iorque que teve de deixar os seus trabalhos cá. São desenhos, pinturas e umas cabeças diabólicas que estarão em exposição pública até dia 10 de Abril.

Entretanto, o livro Sourball Prodigy esgotou – deixando a editora MMMNNNRRRG a comemorar os seus 10 anos com mais um triunfo entre muitos outros a acontecer este ano – mas ainda há muitas antologias da Chili Com Carne (Mutate & Survive, CriCas Ilustradas, Chili Bean) com bd’s de Diana.

Aproveitando o facto de que no próximo e quarto volume será publicada uma entrevista a Diana, aproveitamos para lançar o presente e terceiro volume de Antibothis (quinto volume da colecção THISCOvery CCChannel).

Após a excelente receptividade que a antologia literária Antibothis obteve a nivel global e a sua aceitação e interesse por parte de colectivos, escritores e musicos, não restava outra saida à Thisco e à Chili Com Carne que a de voltar ao ataque com o terceiro volume,desta feita com textos de John Zerzan, Adi Newton e Jane radion Newton, Randall Pyke, Franck Rynne, SocialFiction, Nygel Ayers, Joe Ambrose, Iona Miller, Thomas Lyttle, Ewen Chardronnet, Earth First e Chad Hensley. Como sempre com uma capa ilustrada por André Lemos e design de João Cunha. O CD que acompanha o livro conta com as participações de The Master Musicians of Joujouka, Phillipe Petit, Lydia Lunch, Checkpint 303, Kal Cahoone, Gintas k, Orbit Service, Anla Courtis, Stpo, Jane Radion Newton/Adi Newton, Zeitkratzer, Gjoll e Pietro Riparbelli.
...
Ainda sobre Diana: «Foi numa carta (privada) à minha pessoa, enquanto editor do livro Sourball Prodigy, que o autor de bd Janus (O Macaco Tozé) comentou que Diana só é um autor polémico porque «habita num país de imbecis». Provavelmente se habitasse na velha Europa não teria nem a metade das chatices. Mas não, no estado da Florida vive-se a "tolerância zero" - ou seja, nem uma sex-shop pode se instalar por aquelas bandas. E por isso mesmo que Diana nos anos 90, puto na altura, editor do zine Boiled Angel, teve dois azares terríveis com a Justiça norte americana, azares esses que o tornaram mundialmente famoso.
Diana nasceu em 1969 em Geneva, Nova Iorque, mas a sua família mudou-se para a Florida em 1979. Desde criança gostava de desenhar, na juventude teve acesso às reedições de bd’s de horror EC Comics e às ultra-violentas e escatológicas de S. Clay Wilson. Inspirações directas para Diana que começou a fazer zines de bd e sobre cultura “serial killer” em 1988. O primeiro chamava-se Angelfuck (inspirado pelos Misfits?), recebeu boas críticas no importante meta-zine Fact Sheet 5. Um ano mais tarde começa Boiled Angel e no número seis deste título começam os seus problemas. Tudo começou quando foi considerado suspeito de ser o "serial-killer" de Gainesville por causa da capa desse número - e à americana, era um dos 10 000 suspeitos que submeteram-se a testes de sangue,... mas mesmo "à americana", foi o que lhe aconteceu a seguir, entre 1993 e 1994, é acusado de produzir e distribuir “material” obsceno por causa dos números 7 e 8 do zine. As consequências foram várias: foi preso durante 48h numa cela de segurança máxima (no fim-de-semana para o segundo julgamento), teve uma sentença de 3 anos em liberdade condicional, não se podia aproximar de menores, teve de pagar multas, trabalhar em serviços comunitários, tirar uma carteira profissional em jornalismo, ser avaliado psicologicamente (às suas próprias custas!), não podia ter em casa material "obsceno" nem... poder desenhar mais!
A notícia espalhou-se pelo mundo fora, tendo chocado a comunidade internacional. Foi assim que conheci o caso, já em 1995, e escrevi a dar apoio ao autor. Comecei a publicar os seus trabalhos em Portugal, primeiro no zine Mesinha de Cabeceira (...).» - Marcos Farrajota in Umbigo

 

ainda sobre ANTIBOTHIS: são antologias literárias occulturais periódicas, apresentado textos e entrevistas de autores tanto desconhecidos como já com créditos firmados, na dissidência e disseminação alternativa de informação e propaganda literária, uma revolta em nome da imaginação em oposição a uma existência tóxica de baixo teor cognitivo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O último fósforo em Lisboa

Lisboa recebe da Letónia O Último Fósforo (The Last Match), uma exposição de ilustração e banda desenhada de 200 autores de todo o mundo e que cabe em sete caixas de fósforos! Como disse? Mas está tudo doido?

Não propriamente! A crise, a famosa crise, fez e continua a fazer estragos, e por isso a revista Kuš! e o Latvian Center for Contemporary Art, entre 12 e 19 de Setembro, em Riga, criaram no âmbito do projecto Survival Kit, a maior pequena exposição de ilustração e banda desenhada com participantes de toda a parte do mundo – de Hong Kong à Finlândia, de Portugal aos EUA, do Líbano à Estónia – e que cabe em sete caixas de fósforos. Com nomes conhecidos como os do polémico Mike Diana, passando pelos famosos Jeffrey Brown, Roberta Gregory e Tom Gauld ou ainda pelo reconhecido japonês Daisuke Ichiba, a Associação Chili Com Carne tinha de trazer esta mostra para Lisboa!!!
E é o que acontece entre 16 de Janeiro e 8 de Fevereiro no novo espaço de Arte Urbana lisboeta, a Artside, que inaugura as suas paredes com 200 fósforos a segurarem 200 trabalhos minúsculos e minuciosos com um porto de honra às 16h30, gentilmente cedido pela Embaixada da Letónia, sendo o evento aberto com a presença do Sr. Embaixador Artis Bertulis.
E no meio deste frenesim visual ainda aproveitamos para lançar a antologia MASSIVE, que reúne ilustração de vários autores espalhados pela Europa e Américas, muitos deles coincidentes na exposição como Ilan Manouach ou André Lemos. São cerca de 100 páginas em papéis coloridos editados pela Chili Com Carne em colaboração com o colectivo Hülülülü. Espera-se a presença de todos os autores nacionais que participaram nesta orgia de desenho.

Por aqui não há crise criativa, obrigado!

Participam na exposição os seguintes autores (em “bold” os mais conhecidos pelo público português): Afra Katastrofa (CH), Aistė Mo (LT), Aivars Baranovs (LV), Aleksandar Zograf (SRB), Alex Baladi (CH), Allison Cole (USA), Amanda Vähämäki (FI), Ana Albero (D), André Lemos (P), Andrej Štular (SI), Andy Leuenberger (CH), Anete Melece (LV), Anna Anjos (BR), Anna Maria Łuczak (PL), Anna Sailamaa (FI), Ben Katchor (USA), Brecht Vandenbroucke (B), Chihoi (HK), Dace Sietiņa (LV), Daisuke Ichiba (J), Daniel Cantrell (UK), Daniela Witzel (D), David Collier (CA), David Sandlin (UK), diceindustries (D), Dunja Janković (HR), Edda Strobl (A), Eikantas (LT), Emelie Östergren (S), Ernests Kļaviņš (LV), Fahad Faizal (IND), Fede Pazos (AR), Filipe Abranches (P), Frau Franz (D), Gabriella Giandelli (I), Gatis Šļūka (LV), Gašper Rus (SI), Geneviève Castrée (CA), Giacomo Nanni (I), Gorand (MK), Gustė Poc (LT), HAZ (E), Helmut Kaplan (A), Henriette Vogtherr (D), Hironori Kikuchi (J), Ilan Katin (USA/H), Ilan Manouach (GR), Ines Christine Geißer (D), Ingrīda Pičukāne (LV), Isabel Seliger (D), Itzik Rennert (IL), Jan Solheim (DK), Janek Koza (PL), Jari Vaara (FI), Jeffrey Brown (USA), João Chambel (P), Jochen Schievink (D), Jorge Perez-Ruibal (PE), Juanita (D), Jucifer (P), Juhyun Choi (ROK), Kai Pfeiffer (D), Kaja Avberšek (SI), Kaspars Groševs (LV), Katja Tukiainen (FIN), Kavi (LV), König Lü. Q. (CH), Keisei Kanamachi (J), Kerascoët (F), Klungel (NL), Knut Larsson (S), Kolbeinn Karlsson (S), Lai Tat Tat Wing (HK), Laura Jurt (CH), Laura Kenins (CA), Laurent Cilluffo (F), Léo Quiévreux (F), Liesbeth De Stercke (B), Lilli Carré (USA), Lisa Röper (D), Lorcan White (ZA), Lovatto (BR), Luis Henriques (P), Luka (LT), Līga Koklače (LV), Maija Kurševa (LV), Maija Līduma (LV), Malin Biller (S), Marcos Farrajota (P), Margarida Borges (P), Mark Newgarden (USA), Marko Turunen (FIN), Markus Häfliger (CH), Martin Ernstsen (N), Massimo Milano (CH), Matey Lavrencic (SI), Matthew Thurber (USA), Matti Hagelberg (FIN), Max Andersson (S), Michael Jordan (D), Michael Meier (D), Mike Diana (USA), Milorad Krstić (H), Milva Stutz (CH), Minoru Sugiyama (J), Miriam Katin (USA), Māris Bišofs (LV), Mārtiņš Zutis (LV), Nick Abadzis (UK), Nicolas Mahler (A), Nicolas Robel (CH), Nicolene Louw (ZA), Olegti (RUS), Olislaeger (B), Olive Booger (F), Oskars Pavlovskis (LV), Paul Paetzel (D), Peggy Adam (F), Rajiv Eipe (IND), Reinis Pētersons (LV), Remo Keller (CH), Ricardo Martins (P), Rita Fürstenau (D), Roberta Gregory (USA), Rokudai Tanaka (J), Roman Maeder (CH), Roni Fahima (IL), Ruedi Schorno (CH), Rui Tenreiro (MOC), Rutu Modan (IL), Rūta Briede (LV), Sara Varon (USA), Sekhar Mukherjee (IND), Sergio Ponchione (I), Shaun Tan (AUS), Shintaro Kago (J), Shinya Komatsu (J), Silvia Rodrigues (P), Takeshi Tadatsu (J), TeER (D), Tetsu Kayama (J), The Stamm (D), Tiemo Wydler (CH), Till D. Thomas (D), Till Hafenbrak (D), Tinet Elmgren (S), Tom Gauld (UK), Ulli Lust (A), Vladan Nikolić (SRB), Yoshi (LT/UK) e Zeina Abirached (RL).

E ainda: Aleks Deurloo (NL), Boris Peeters (NL), Christian G. Marra (I), Fermín Solís (E), Gregor Hinz (D), Irkus M. Zeberio (E), Jeroen Funke (NL), Kriebaum (A), Matt Broersma (USA), Oskars Weilands (LV), Pascal Girard (CA), Polina Petrouchina (RUS), Sam Peeters (NL) e Sunaina Coelho (I).

...

imagens das participações portuguesas:



Artside, Art Gallery / Urban Art Shop
Rua São João da Mata Nr. 53
Santos-o-Velho
1200-846 Lisboa
Horário: 2ª/6ª das 14h às 20h, Sáb das 14h às 18h