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sábado, 3 de outubro de 2015

ccc@Feira.Dona.Edite

                             
                                                              Mais informações em donaeditefeira.wordpress.com

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Zona i


Há muito que o Público desligou-se da BD mas felizmente o jornal I ainda dá destaque à séria a estas coisas - uma página, nada mau! Gracias I!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Reportagem sobre Angoulême



Sobre Angoulême e o Fuck Off na Umbigo por Marcos Farrajota (texto) e Joana Pires (fotos)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ZONA de DESCONFORTO / a capa de João Fazenda vai a votos?

Duas opções para a capa do livro, por João Fazenda

A Associação Chili Com Carne tem uma colecção de livros de viagens, intitulada LowCCCost e dirigida «a quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!» Os livros que já saíram contaram a turnê punk-mas-com-livros de 6 associados por uma "Europa aborrecida" e os seis meses de David Campos na Guiné-Bissau. Desta vez vamos a todo o lado sem preparar uma aventura - como assim?
Queremos no próximo volume, para já intitulado de Zona de Desconforto, juntar as experiências dos nossos autores de BD no estrangeiro enquanto estudantes ou trabalhadores. Muitos têm ido estudar graças a programas universitários como o Erasmus ou através de outras bolsas institucionais. Outros têm ido para fora trabalhar ou porque não encontram estímulos para a sua criatividade num país periférico e atrasado como o nosso, ou porque tiveram mesmo de procurar emprego para sobreviver, como infelizmente um filho-da-puta do actual governo proferiu recentemente, que "o melhor que os jovens portugueses tinham a fazer era emigrar". O que poderia ser uma abstracção ou uma demagogia bizarra tornou-se uma realidade e nem todos voltaram ou voltarão a este canto europeu...

O que se quer desta antologia? Da mesma forma que nos outros volumes se contam episódios no estrangeiro, neste volume tanto podem ser relatadas situações leves (piadas de choque cultural - tipo: "os ingleses metem ketchup em tudo") como reflexões mais profundas e intimistas - indo ao extremo de um manifesto político, caso achem necessário.

O que interessa é que sejam relatos na primeira pessoa, vividos pelos próprios (autobiografia) ou pela observação de terceiros (reportagem, jornalismo,...) sem que, no entanto, o estilo pessoal de cada um seja prejudicado, mantendo a característica "chili com carne" das nossas antologias. A prioridade de publicação irá recair sobre "quem esteve lá" mas aceita-se também que os autores de BD da Chili Com Carne desenhem histórias de outras pessoas que conheçam que estão / estiveram no estrangeiro.

Este volume vai ter o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude e do Festival Alt Com (Malmö, Suécia), este último com o objectivo de realizar uma exposição no festival com a presença de alguns autores, em 2014.

André Coelho

Autores que participam: Christina Casnellie (Holanda 2006), Ondina Pires (Londres 2008-10), Daniel Lopes (Brasil 2013), Tiago Baptista (Berlim 2013), José Smith Vargas (Holanda 2007), Amanda Baeza (Bilbao 2010), Francisco Sousa Lobo (Londres 2010-13), André Coelho (Barcelona 2006), David Campos (Cap Skirring 2007) e Júlia Tovar (Buenos Aires 2013).

Agradecimento especial a Begoña Claveria (Espanha) que fez uma radiografia a Portugal (2009 até ao presente) mas que fica fora do âmbito desta antologia a ser lançada no final do ano.

Serão 144 p. de muita boa BD!!!
ISBN: 978-989-8363-25-1
Design : Joana Pires
Editor: Marcos Farrajota
Capa: João Fazenda

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Kassumai @ JL


Simpática resenha crítica a Kassumai no Jornal de Letras. Quanto à questão do "trabalho editorial" o escriba engana-se, o "trabalho editorial" existe em Portugal, ou pelo menos na Chili Com Carne - costumamos intervir muito mais nos livros do que parece à primeira vista! Os problemas que aponta e que até concordamos em maior parte deles, devem-se antes a questões de "tempo = dinheiro", ou antes à "falta de tempo = falta de dinheiro" para que o autor e o editor possam trabalhar melhor ou reflectir mais - ou até pagar a outros para o fazerem por nós. O "algo alienígena" não é verdadeiro, até porque Kassumai não se pretende "reportagem" nem uma peça de jornalismo, é um diário pessoal de David Campos na Guiné-Bissau ponto. Ainda assim gracias...

sábado, 2 de novembro de 2013

ccc@doc.lisboa

Dia 2 de Novembro, às 15h, a Associação Chili Com Carne irá apresentar a sua colecção LowCCCost no Espaço APORDOC (no Palácio Galveias) do Doc Lisboa 2013 com a presença de Marcos Farrajota (editor) e David Campos (autor).

A Chili Com Carne tem uma colecção de livros de viagens, intitulada LowCCCost e é dirigida «a quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!» A colecção conta com dois volumes lançados e com mais dois em vista, todos eles em banda desenhada.

O primeiro relata a turnê-punk-mas-com-livros de seis dos nossos autores por uma Boring Europa, o segundo é o diário de seis meses de David Campos na Guiné-Bissau - Kassumai. Para 2014 preparamos um sobre as Aldeias de Xisto mas antes sairá a Zona de Desconforto que junta as experiências dos nossos autores no estrangeiro enquanto estudantes ou trabalhadores, estando confirmados Bráulio Amado, João Fazenda, Ondina Pires, Daniel Lopes, Tiago Baptista, Amanda Baeza, Francisco Sousa Lobo, Jucifer e André Coelho...

A Associação Chili Com Carne é uma organização de jovens artistas sem fins lucrativos cujo funcionamento assenta na cooperação livre e espontânea dos seus associados. Desde a sua fundação em 1995 que temos promovido e desenvolvido as mais diversas realizações no campo das artes, que se têm concretizado, entre outros aspectos, na organização de diversas exposições e publicações. Temos entendido como sendo prioritária uma linha de actuação que privilegie a independência do autor, entendida como liberdade e autonomia de critérios do produtor de objectos artísticos, acentuando a diversidade de formas e conteúdos que caracterizam a expressão artística e cultural contemporânea. Desde 2000 que tem trabalho sobretudo na área da edição.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

terça F.E.I.A.



cartaz de David Campos
  Como tem sido hábito a Associação Chili Com Carne vai participar com uma mesa na terça F.E.I.A. - no Montijo, dias 13 e 14 de Setembro! Esta edição está mais completa e ambiciosa que nunca - mesmo que se repita o unDJ MMNNNRRRG - há rumores que o Rudolfo poderá lá tocar! Será uma boa maneira de acabar as férias e fazer a maldita rentrée! ... Inscrições abertas para os interessados em ter mesa por lá!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Agarrados ao crack!!


"ils sont fous ces romains"

Curiosamente eu e o Zé Burnay conhecemo-nos já no aeroporto de lisboa, já um pouco atrasados para o check–in… aterrámos no aeroporto Fiumicino e apanhámos um autocarro até ao Termini… No Termini todos os postos de informação tinham um papel na afixado que dizia: “no tram questions!” algo que nos complicou a vida e fez-nos andar pelo menos hora e meia perdidos,  com 2 malas com 20 kilos cada uma de livros… depois descobrimos que o tram 5 que queríamos apanhar era logo ali ao lado.  encontrámos o nosso tram e como bons turistas comprámos um bilhete cada um. Pode até ser paranóia minha mas assim que picámos o bilhete quase  todas as pessoas no interior do tram lançaram-nos um olhar reprovador por  picarmos o bilhete… No caminho do eléctrico até ao Forte Prenestino reparámos que ninguém picava bilhete, decidimos então daí em diante  adoptar essa tradição com orgulho, pois  nenhum de nós queria desrespeitar os bons  costumes locais!!!


FORTE PRENESTINO

Acho que nada nos prepara para o Forte Prenestino, além de ser o maior okupa que já vi, é pelos vistos também  o mais organizado… e ainda por cima é um FORTE!!! Temos que passar uma ponte e tudo!!! À entrada do Forte simpatizei logo com a primeira estátua  que vi...

FOTO ROUBADA NA NET

Depois de poisar a malas (alívio),estávamos nós a beber umas Peronis… Três individuos chegaram perto de nós e perguntaram ao Zé: "your name is Zé Burnay?" Os seus nomes eram Robert Galvish, Tron e Jackob e tinham chegado ontem da Letónia, o Zé já tinha colaborado com eles para a revista que representavam, a Popper Magazine!!

Bebemos umas, e ficámos logo amigos. Ao fim de uma hora tínhamos decidido ir morar todos juntos para uma tenda que a organização tinha arranjado para eles. Poisámos as malas e passámos o resto do dia a comer massas, pizzas, a beber vinho e Peronis e a falar de cócó, desenhos animados, vídeos do youtube e a  fazer  piadas gays acerca de mais logo voltar-mos para a tenda! Robert, Tron e Jackob foram uns bacanos e levaram-nos a visitar pela primeira vez as antigas celas do forte onde iriam estar as bancas… celas cheias de história e fantasmas e um silêncio atordoador, por outro lado nas paredes do exterior do forte  encontrava-mos outro tipo de fantasmas que por lá também tinham passado e deixado a sua marcas, tais como: Blu ou Aleksander Zograf entre milhares de outros…o Crack é um festim para os olhos…

FOTO DA PRIMEIRA NOITE, CEDIDA POR ROBERT GALVISH O AUTOR PILINHAS
    

 9º Festival Crack - Fumetti di Rompenti

Acordámos a fazer sauna na tenda por volta das 8 horas da manhã, tomámos duche de água fria e fomos os conco tomar pequeno-almoço. o pessoal da Popper é muito criativo e passavam  o tempo a criar historias absurdas que dariam BDs brutais… para nos entretermos Tron sacou do seu diário gráfico e ensinou-nos um jogo muito simples que costumavam jogar entre eles.  Escolhe-se uma letra do alfabeto, escreve-se a letra no cimo da página, e de seguida cada um desenha algo que comece com essa letra, pode-se fazer um desenho de raiz ou acrescentar qualquer outra coisa no desenho de outro  sempre respeitando a regra da letra escolhida. Embora só tenha feito uns rabiscos bem toscos, foi bem fixe ter participado, curti bastante do resultado e do clima descontraído da brincadeira. Assim que as catacumbas abriram, desempacotámos os livros das malas e montámos a banca da Chili Com Carne, mas por uma questão de logística acabámos por ter de dividir o nosso espaço com uns suecos de Estocolmo, a sua editora chamava-se Hockey Rawk, o cabecilha da banca chamava-se Peter Larsson e juntamente com ele estavam três suecas, que vinham tocar ao vivo no festival , no primeiro dia  o livro AcontorcionistA foi o que mais fez furor, os casais de italianos eram os primeiros a ficar  entusiasmados  com o conteúdo do livro e do calendário, fiquei até com a sensação que alguém na Chili terá mergulhado os livros em pau de cabinda…

No segundo dia de Crack, acho que conseguimos dormir até por volta das 10 da manhã, a partir das 7 da manhã começámos a fazer sauna e aos poucos o pessoal começou a gemer e a arrastar-se para fora da tenda com o respectivo saco-cama afim de achar uma sombra que não fosse apenas temporária… é sempre chato encontrar uma sombra que só dura 5 ou 10 minutos… o people da Letónia foi ver o mar e dar uns mergulhos, e eu e o Zé ficámos pelas redondezas do Crack, e tomámos pela primeira vez pizza ao pequeno almoço…assim que as celas reabriram organizámos os livros na bancada, o Zé pintou um Chili Com Carne sâtanico na parede e eu espetei com as provas do livro Kassumai numa das paredes.


Por volta das 21h fui ver o concerto das nossas vizinhas suecas artisticamente conhecidas como Hi Says Mole, que tocaram no subsolo... Fiquei curioso porque uma delas tinha-me dito que faziam Pop experimental. No palco estavam três meninas meio Lolitas e com vozes bipolares que variavam entre a extrema doçura de uma criança que pede alguma coisa e uma criança com a birra. Balões de ar foram tocados como se fossem violinos, muitos órgãos de brincar e alguns beats minimais a surgir… curti!! Até porque houve algumas ambiências mais perto do Hip Hop um tanto ou quanto  Beastie… girlz…  De regresso à banca da Chili o pessoal curtiu bué do Love Hole, do Aspiração Horrífica, do Mesinha-de-Cabeceira 23 e claro mais uma vez da AcontorcionistA… O Doom Mountain e as serigrafias do Zé também brilharam. Muita gente passou pela nossa banca na Sexta. Nunca falei tantas línguas… finalmente as Peronis fizeram efeito, o Zé foi pra tenda e fui acabar a noite a beber copos com o Peter Larson e com a Ingrid, uma das miúdas dos Hi Says Mole… Tipos bem porreiros que ao fim da noite já bebiam shots, dos restos das bebidas que outros deixavam nas mesas de esplanada. Foi bem divertido, a merda é que fui pra tenda já de dia…

3ºdia  de crack!!!

FOTO DE DESPEDIDA DOS NOSSOS COMPANHEIROS DE TENDA
De manhã decidimos ir passear por Roma ao calhas, mais os nossos companheiros Robert, Tron e Jackob… Apanhamos um Tram afim de visitar outro okupa ali bem perto, mas estava fechado, decidimos então ir visitar uns parques, comemos melancia, bebemos muita água, rimo-nos e até estivemos a observar um casal de italianos a discutir como se fosse uma peça de teatro, enquanto comíamos um kebab super picante. Às 18h voltámos para as catacumbas, o Crack transbordava de gente, foi a loucura. Directamente da nossa banca pude assistir a um espectáculo de t-shirt molhada masculina, um tipo julgo eu do Dernier Cri encharcava outro com cerveja e perguntava lhe: "you're my friend?"

Nesse mesmo dia também passou pela nossa banca, uma italiana chamada Sheela que têm um trabalho muito interessante, ela adorou e comprou o Love Hole! Pela nossa banca passou também o Roberto Grossi que ofereceu o seu último livro para a Chili.

À meia-noite o people da Popper vieram se despedir de nós troquei um Kassumai por uma serigrafia do Robert , outro Kassumai com uma Poppermag. Do Tron e ofereci um Kassumai ao Jackob porque lhe estava constantemente a nascer ganzas da  barba!!! A sério… ainda assisti a um concerto que afinal não era um concerto mas sim uma peça de teatro disfarçada de concerto, vendemos bastantes livros e fomos para a tenda um pouco mais tristes que nos outros dias (embora houvesse duas fanfarras animadamente a tocar pelo festival..) pois estava quase na hora de regressarmos também.
POPPER Nº4 (TROQUEI PORUM KASSUMAI)

Eu e o Zé acordamos, fizemos a mala e despedimo-nos da nossa tenda. Pizza foi novamente o nosso pequeno-almoço, curiosamente juntou-se a nós um inglês muito simpático chamado Joe Furlong. Estivemos na conversa e ficámos a saber que pertence a um colectivo chamado Minesweeper pelo que percebi,  Joe e o seu colectivo ocuparam um barco e fizeram dele uma residência artística.

Por volta da 16 horas montámos a banca pela última vez, escrevemos num papel "super discount" e vendemos tudo por metade do preço!!! O Mattias Elftorp foi ter connosco para trocar os dois primeiros mega-volumes compilados do Piracy is liberation.

Esgotámos os Mesinhas 23, o Love Hole e os calendários…Por volta das 21h, o Valerio Bindi apareceu na nossa banca e restituiu-nos o dinheiro da viagem, foi pena não ter conversado mais tempo com este homem  grande, uma vez que andava sempre de um lado para o outro…

Por volta das 23h começámos a desmontar a banca despedimo-nos dos nossos vizinhos e lá fomos nós apanhar o tram… Acabamos por passar pelo Termini sem reparar e só demos por isso quando já estávamos a voltar para trás há uns bons 20 minutos… Mais uma vez andámos perdidos,  carregados e stressados.  Acabámos por apanhar um táxi para o Termini, o que foi mal jogado porque já não haviam autocarros à uma da matina e tivemos que gastar 50 euros noutro táxi que não era um táxi, para  ficar umas 4 horas à espera do check-in, e sem tabaco!! Imaginem dois barbudos a dar uma de crava 'tuga à porta do aeroporto a ressacar por cigarros...

Depois ainda houve uma escala de três horas em Zurique onde um expresso chegava a custar cinco Euros e não serviam copos de água sem consumo… Acabámos por não comprar tabaco de novo, e adormecer à porta de entrada, acordámos em cima da hora de embarque. Não estava ninguém nas redondezas, tinham mudado o nosso vôo para outra porta de embarque e lá tivemos de correr para a outra ponta do aeroporto…


 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Kassumai @ Festival de BD de Beja 2013


+ fotos da exposição aqui

O video possível da apresentação aqui

sábado, 1 de junho de 2013

ccc@festival.de.beja.2013


Vai haver Festival de BD de Beja e o Kassumai de David Campos vai ter exposição por lá
...
Também vai haver exposições individuais dos nossos associados Andreia RechenaPedro Zamith, bem como de livros que distribuimos, nomeadamente VSAdH/ EdWB/ IpAN (uDdPL) do grego Ilan Manouach e Pedro Moura e Psicose de João Sequeira e M.C. Ferreira.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

exposição do livro Kassumai no Festival internacional de BD de Beja


e em Beja já se começa a preparar o festival ...  deixo-vos aqui um dos painéis realizados para  a exposição do livro Kassumai da minha autoria.

domingo, 18 de novembro de 2012

Entrevista Cega

"e agora, que planos?" foi a original pergunta que o jornal da Oficina do Cego fez... eis a resposta:

desenho de David Campos
A Chili Com Carne é uma associação sem fins lucrativos que promove o pathos e ethos da edição independente desde 2000 – antes era uma confusão de intenções e acções. Para 2013 nada sabemos porque sendo o trabalho voluntariado por parte de todos os associados as coisas funcionam geralmente de forma orgânica e como tal imprevisível. Mas calma! Somos uns rapazes e raparigas minimamente organizados e até temos colecções no nosso catálogo para onde vamos colocando os livros que nos surgem.

Sem conseguir prever o que irá surgir, o mais certo é encontrar mais algumas BDs perdidas no mundo dos zines para reeditar em formato livro na colecção Mercantologia – como irá acontecer até ao final do ano, em que iremos pegar no Afonso Ferreira (a BD Love Hole publicada no Lodaçal Comix), Lucas Almeida (um “best of” d’O Hábito Faz o Monstro), e reeditar o “clássico” Mr. Burroughs de David Soares e Pedro Nora.

Um novo volume da antologia Ocultural Antibothis irá surgir, em parceria com a Thisco, com que editamos a colecção THISCOvery CCChannel. Também se fala de um segundo volume do Bestiário Ilustríssimo, que recolhe textos do crítico de música Rui Eduardo Paes.

A colecção de viagens, LowCCCost deverá ter um volume dedicado a toda esta geração de criativos portugueses obrigados a emigrar. Já se falou entre alguns autores de BD desta hipótese, sendo que o cenário perfeito a atingir seria ter participações de todos os nossos sócios que se encontram ou que já estiveram fora: João Rubim, Bráulio Amado, João Fazenda, Jucifer, Ricardo Martins, Lucas Almeida, Margarida Borges, Marcos Farrajota, André Ruivo, Christina Casnellie, Ana Biscaia, André Coelho,… Até lá sai o Kassumai que relata a estadia de David Campos na Guiné- Bissau e Senegal.

Para a Colecção CCC sairá um novo (anti)romance de Rafael Dionísio sobre o Ultramar (imagem), talvez o regresso do meteórico Nunsky, e outra promessa é o primeiro livro de BD a solo de Jucifer! Logo se vê!

Quanto a festivais não sabemos o que vamos continuar a participar, os convites são muitos, o tempo limitado e há sempre eventos a nascer e a morrer… Este ano ainda iremos ao Alt Com (Malmö, Suécia) e (infelizmente) à última Feira Laica.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

New kids on the block (rescaldo laico 1)

Se houve algo de incrível na última Feira Laica foi a quantidade de novidades editoriais que foram lançadas, algumas de artistas que nunca se esforçaram no mundo da edição independente, outros que já não faziam nada há algum tempo e claro os novos autores a apresentarem-se ao mundo. Começamos por aqui, então.

Na realidade já tinha sido lançado na última edição do Comunicar:Design - e andei para escrever sobre a meses à espera de uma ocasião... Deathgrind é um zine A5 que compila desenhos e BDs de Zé Burnay. Já com trabalho espalhado aqui e acolá, este novo autor parece-me uma nova esperança na estagnada BD portuguesa. Para já largou as influências mais óbvias em grande parte pela mudança do material de desenho - a linha dos trabalhos deste zine é finíssima - e sobretudo por explorar as maravilhas do mundo da narração. Nessa deambulação volta à vulgaridade porque chafurdar no mundo Pop só se pode ir parar a lugares-comuns mesmo quando entram em peso Satanismos light, drogas de todo o tipo, Blues cheios de crime e toda a mítica "Americana". É provável que este zine venha a ser um marco de transição de Burnay-autor-de-BD, para já é uma publicação a solo divertida cheia de energia mas o melhor está para vir. Estejam muito atentos!

Não tão "kid" como isso mas até parece, David Campos, avançou (mas não apareceu na Laica para montar a sua mesa) com um novo título Landing of the Mothership #1 que é uma nova série de BD (apesar de ainda não ter concluído as outras) com um novo selo editorial, Bábamúpeace - é de esquecer a Paracetamol, pelos vistos.
16 páginas A5 apenas de fotocópias manhosas, quase parece um zine dos anos 90 de tão pouco cuidado gráfico, temos dentro delas uma BD de auto-ficção que envolve primatas e "roswellitas" mas como a BD é tão curta - são apenas 8 páginas -  não se chega a perceber nada nem mesmo a envolvermo-nos com isto. Terá alguma piada esta treta? Pode ser que sim mas não sabemos - curiosamente é exactamente a mesma resposta que se pode dar à pergunta "existem OVNIs?"
Boy, um bocado mais de consequência, se faz favor!

Ninguém pára este mambo! O sexto número do Lodaçal Comix (Ruru Comix) até saiu antes da Laica, com mais ou menos a pandilha de sempre - há sem malta nova a fazer algo, como o Rui Ricardo que fez uma atraente capa vintage / pulp. E há uma descoberta bastante boa chamada André Pereira que impressiona pelo virtuosismo gráfico e narrativo, e que confunde coordenadas - as influências dele são os franceses psicadélicos da Metal Hurlant ou hispánicos manhosos da Cimoc ou é mesmo xungaria indie sci-fi norte-americana? Já lá iremos...
Aaron $hunga faz uma homenagem ao falecido Moebius, Afonso Ferreira avança prá conclusão do alucinante Lovehole, e o Rudolfo continua apaixonado em auto-biografia tola... É o Lodaçal.

E o Rudolfo não pára, não só instiga autores a produzir como ele próprio produz e prepara uma série, o Magical Otaku. Bom na realidade o borbulhento "nerd" (um otaku na cultura japonesa) já há muito que tem aparecido em episódios espalhados em zines do Rudolfo. A diferença entre esses episódios e este novo, é que o novo ao contrário dos outros atira-se a uma humanidade que antes não havia. Os episódios anteriores eram apenas escárnio a miúdos doentes e viviados em toda uma cultura Pop repugnante - toda a cultura Pop é repugnante diga-se, daí o fascínio que nos exerce.
Neste novo episódio algo acontece - que não poderei contar caso contrário não compram os zines - que poderá significar uma mudança no trabalho do Rudolfo, algo mais equilibrado, fora das parvoíces escatológicas e das ainda mais parvas BDs autobiográficas (sero)positivas "Rudolfo in love".
A completar a edição algum material bónus como mais um massacre do Musclechoo e uma foto do primeiro cosplay do autor (um mimo!).

A grande surpresa da Laica deste ano foi o zine Enjôo de Invocação (Robô Independente) de André Pereira. Como todos os outros zines, não foge à regra A5 mas com capas coloridas para todos os gostos.
Compila a produção de BD do autor que aparece de forma extraordinária com um grafismo apurado e e uma narrativa consistente. Como já tinha referido mais acima - sobre a BD publicada no Lodaçal e aqui repetida - não percebo se o autor gosta de Eduardo Risso ou Druillet ou algum norte-americano da Image que não me lembra o nome. Entretanto lembrei-me também do Al Columbia e do Jorge Coelho... Bom parece haver uma ligação entre as BDs O Demiurgo e Cigarros que espero que venha a ser mais desenvolvida... Pá, é impressão minha ou este zine tem um ISBN? O pessoal passa-se...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

últimas fotos do Slick Combo...


último fim-de-semana da produção das serigrafias para o Bestiário Ilustríssimo
+ fotos aqui

segunda-feira, 1 de agosto de 2011