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sábado, 22 de dezembro de 2012

Boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica, boa Laica...

Que a última Feira Laica tenha corrido muito bem já não é novidade para ninguém... Mais visitantes do que nunca - e visitantes compradores, diga-se! -, maior presença de autores / editores nacionais e estrangeiros, etc, etc... mas o mais importante que quantidade é a qualidade. E nunca antes se viu tantos objectos que desafiam as prateleiras das lojas com tão bom aspecto e conteúdo. Quero aqui fazer com este "post" um realce a algumas das edições que mais me impressionaram:

1) Platypus Collective - são ilustradores para a infância que decidiram unir-se e rentabilizar trabalho criando um zine para crianças (até aos 10 anos). Apesar da minha vasectomia irreversível e a frieza que tenho em relação à ilustração para crianças que geralmente aparece fiquei deveras impressionado de haver um zine para putos (já com 6 números) com um tom gráfico divertido e curtido! De negativo algumas BDs que tem erros técnicos de leitura (balões de resposta antes da pergunta, por exemplo) e alguma legendagem de díficil leitura. Têm melhorado de número para número... muito fixe e algo oposto ao que se normalmente se vê por aí...

2) Transgressions (Wormgod; 2012) é o novo livro do Mattias Elftorp em colaboração com Sussane Johansson (elementos visuais) e Feberdröm (música) que conta uma parábola de transformismo meta-radical, que longe das magias divertidas de Alan Moore ou Grant Morrison, é tão eficiente que nos enche de esperança sobre esta coisa horrível chamada Humanidade. é um conto anarquista brutal numa Era que precisa de alguma Poesia... De realçar o novo estilo gráfico de Elftorp que largou a tinta para deixar o lápis fluir mais. O livro é acompanhado por um CD de música Noise, verdadeira banda sonora da BD. Muito bom!

3) O novo número do El Temerário! É o 8, editado como sempre pelo Martin López Lam via Ediciones Valientes que repete as fórmulas do seu "graphzine" excepto que neste número fez um "dossier" dedicado à ilustração portuguesa em que vamos encontrar os nossos associados André Lemos, Margarida Borges e Bruno Borges, entre outros... Inclusive Lemos fez a capa que se transforma num fantasmagórico poster (imagem ao lado). Que bueno!

4) Doom Mountain #1 de Zé Burnay é um "comic-book" deste novo autor de BD - e criador da imagem desta última Laica. Burnay faz parte de uma nova geração de autores de BD portugueses - onde se inclui Uganda Lebre, Rudolfo, Afonso Ferreira e André Pereira - que desenham como coelhos se reproduzem, em estilo que pisca olhos a estilos gráficos comerciais e de autor, e que contam histórias igualmente em terra de ninguém. Talvez o mundo tenha mudado e as pessoas estejam mais inteligentes e mutantes, não sei... Nesta BD, que é de continuação, temos uns ganzados que tentam sobreviver aos ataques de Zombies feitos de Cannabis! Não é só para quem curte ouvir os Weedeater ou até os Black Bombaim... Fuuuuuuck!

5) E por falar em André Pereira, este com João Machado fizeram um split'zine de BD bem fixe! Se os nomes em cima revelam uma lufada de ar fresco na estafada BD portuguesa, este Inner Math / Megafauna (Clube do Inferno) têm pinta de furacão Sandy! Machado escreveu, Pereira desenhou em dois estilos diferentes que aumenta a confusão de referências anteriormente citadas. Agora sinto que estamos entre os números do comic-book Epoxy, Rick Veitch, José Feitor e Kevin O'Neill... Não é fatela comparar a estes nomes todos porque há aqui um estilo a formar-se que em breve poderá chamar-se de André Pereira. De resto, o "split'zine" é antes um "flip'zine"  porque lemos duas BDs que se complementam ao termos de virar o zine para poder ler um dos "lados". Boas ideias e bons desenhos, o que se pode querer mais?

6) Não curto a onda dos graphzines ou de fotografia mas achei piada ao CVTHVUS, zine que prova que o mundo digital foi feito para admirarmos o gatos e os dois primeiros livros de Spurenelemente novo projecto dos alemães Dice Industries e Andrea Schneider, que produzem brochuras com fotografias encontradas - como as férias de um casal na Jugoslávia em 1986 - Jugoslawien'86 - ou de outro casal sempre acompanhados por um cão - About a dog. Funny stuff...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os outros (rescaldo laico 3)

Último "post" sobre as edições que andaram pela última Laica, desta vez dedicado aos estrangeiros que foram convidados para participarem na maior feira de edição independente em Portugal.

O dice industries é um camarada alemão que há muito colabora connosco (ver Mesinha de Cabeceira) mas ninguém deu por ele, muito provavelmente e injustamente. Trouxe mais um volume, o 15, do seu zine Qwert desta vez intitulado Die Jungfraumaschine Frisst ihre Kinder (2012) onde continua a explorar as suas colagens Pop e a usar o título para servir de catálogo das exposições que realiza.
A maior diferença entre este novo lote de imagens com as do passado é que parece ser mais negra e dramática. Os ambientes são depressivos como se o autor tivesse "samplado" BDs de horror e ficção científica vindas da "escola sul-americana". Até parece que o trajecto de dice industries está a acompanhar uma História da BD, começando pela BD infantil e popular para agora saltar para as BDs de terror (EC Comics, Warren, Breccia, etc...)... Imagino que no futuro o passo lógico fosse retalhar os álbuns do Crumb, Moebius e outros drogados...
Trabalho sempre surpreendente, como aliás será a sua colaboração no número 23 do Mesinha de Cabeceira a sair em Outubro deste ano. Estejam atentos!
Este "Qwert" e outros números antigos estão disponíveis pela Chili Com Carne - via ccc@chilicomcarne.com. Stock limitado, prioridade para sócios CCC.

Segue-se Circles Cycles Circuits (KVS; 2011) da simpática Dunja Janković, artista croata residente nos EUA e que na sua estadia na Laica fez um desenho gigante que depois era vendido "à fatia" (tipo 10cm por 1 euro, ideia gira!). O seu trabalho aliás presta-se a isso como se pode verificar no livro, mais próximo de sequências gráficas do que narrativas, mais matéria plástica do que BD - embora exista alguma.
Um livro muito bonito e cuidado (com impressões de duas cores, papéis transparentes, cortes circulares) que está cheio de trabalhos fragmentados da autora que no mínimo mostra mais um segredo (agora mal guardado) dos Balcãs. Dunja já tinha trabalhos espalhados publicamante em antologias desses lados e para quem é distraído a capa de um catálogo do festival Nova Dobo era dela...


A visita do Andrea Bruno serviu para termos uma bela mesa de livros dos vanguardistas Canicola. Além disso continuam a editar a sua revista homónima que vai agora no número 11 (Primavera 2012), este com o tema da BD Chinesa - ou será "nova BD chinesa"? É preciso relembrar que já existiu uma BD chinesa no século passado de cariz popular e maoísta chegando mesmo a ser editado em Portugal por grupos de esquerda radicais - alguns são bem bonitos graficamente, diga-se de passagem. Entretanto com a "abertura" da China, novas gerações tem criado BDs com registos pessoais, experimentais, artísticos e autorais com uma qualidade surpreendente - pelo nosso desconhecimento daquelas geografias -  em que se destaca Chihoi que já colabora com o grupo italiano. Uma edição que deverá ganhar importância histórica daqui uns anos...

De resto, para quem ainda não sabe, a próxima Laica - já em estado de programação - será a última e derradeira edição. Por ser uma despedida será que vai ser tão bombástica como foi esta?

sábado, 30 de junho de 2012

20ª FEIRA LAICA internacional : edição independente


É mesmo o maior evento de edição independente em Portugal! E diz-se que este ano tem «mais 20% de exposições, concertos e convidados estrangeiros»!!! Falamos da FEIRA LAICA que nesta edição de Verão desloca-se, após 7 anos na Bedeteca de Lisboa, para o Palácio de Laguares (Campolide, futuras instalações da Sociedade Guilherme Cossoul).
A Associação Chili Com Carne vai lá estar, claro! O Bráulio Amado fez o cartaz desta edição e amigos nossos estrangeiros estaraão presentes como o italiano Andrea Bruno (Boring Europa) e o alemão dice industries (vários números do Mesinha de Cabeceira). Menos boas notícias é que um livro que tinhamos pensado em lançar não deverá sair a tempo...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os bons é que são sempre esquecidos...

Algumas mudanças de casa e de repente saltam meia-dúzia de edições que foram acumulando algures que não atraia a memória e a vontade de escrever sobre elas. Alguns casos, sei que as edições esgotaram mas dada a qualidade das mesmas tinham de ser divulgadas nem que seja para dar a conhecer os autores e adquirir trabalhos seus de futuros projectos.
No caso de Corpus (Lézard Actif; 2ªed. 2008) do francês Albert Foolmoon é um livro de autor com 16 desenhos de sobreposições de imagens de corpos (ou partes dele) criando um efeito surrealista de contemplação. Os desenhos são virtuosos e realistas, um trabalho sólido que poderá convencer qualquer um que esteja farto de "graphzines" degenerados. A edição é cuidada e forte - o papel que é impresso é bastante grosso.
Do mesmo autor e editor de The Walls are the publishers of the poor, Corpus encontra-se esgotada mas o trabalho de Foolmoon pode ser encontrado em outras antologias gráficas francesas espalhadas por aí...



O amigo Dice Industries (autor que participou na åbroïderij! HA! – International Graphic Arts Exhibition e em alguns números do Mesinha de Cabeceira) lançou mais números do seu "zine" Qwert, ou em auto-edição como Low Frenquencies (#13; 2008) ou por outras editoras como a austríaca Kabinett que editou Der Große Malspaß (#14; 2008). Em ambas publicações continua o seu trabalho de "remix" de imagens de bd's populares (Disneys, Mangas,... e do Casper já agora!) com resultados desconcertantes. Talvez possa não ser muito diferente da lógica surrealista das colagens de Max Ernst (A mulher das 100 cabeças, &etc; 2002) ou o Dry and Free from Greese (Opuntia Books; 2009) do André Lemos mas a diferença natural surge graças à matéria-prima com que Dice trabalha, 100% Pop e por isso redondinha e de formas "infanto-fofinhas". A maior parte das vezes é representada destruição e violência (de mesas, mobílias e casas mas as personagens (destruídoras) foram apagadas, ficando todo o sentido narrativo e pictórico descontextualizado. São eflúvios humorísticos, representações gráficas demagógicas, magia infantil em ácidos, são as entranhas do Rato Mickey reviradas ao contrário e sem hipótese de por na ordem. Será assim a Disneylândia se um tufão der cabo daquilo. Dá gozo... no caso do "Der grosse Malspass" ainda podemos gozar algo mais porque podemos colorir o livro, pelo menos em teoria...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

São tontos, senhor, são tontos...




Tonto-comics: #7 / Parabolica #2 / Festen (Fev'05); #8 / Stormy: Topografien des jenseits (Nov'05); #9 / Jack, Mom und die Anderen (Mar'07); #11 / Die Unsichtbare Attrappe / The Invisible Dummy (Jul'08)

Não confundir com o miniTonto do Brasil na batuta do camarada Fábio Zimbres, não, estes Tontos são da Áustria, da cidade de Graz, que conhecemos agora durante a tournê europeia da CCC. Trata-se de um colectivo que vive num país em que a bd tem ainda menos reconhecimento e massa crítica que Portugal, se conseguirem imaginar isso!
Sitiados - as suas poucas relações internacionais são com países da ex-Jugoslávia!, e com pouco incentivo para fazer bd, este colectivo começou a trabalhar de uma forma editorial fora do normal. As suas publicações levam a palavra "editar" à séria. O objectivo é ler um livro como um todo mesmo que tenha trabalhos de vários autores. Existe um tema que percorre a edição e que acolhe o que lhe vier à frente. Muitas das vezes parece que existiam apenas desenhos de ilustradores / artistas plásticos, e que o colectivo pegou neles e deram-lhe um sentido, uma sequência, uma narração...
São livros exemplares com grafismos fortes e produção sólida (a escolha do papel, a boa impressão) cuja a leitura é dificultada por estar escrito em alemão (e as traduções em inglês serem colocadas em suplementos como faz a Stripburger) e pelas próprias deambulações surrealistas que são quase sempre a tónica dos trabalhos. É quase tão bizarro como os crimes psicopatológicos que têm saído daquele país...
Armados em Embaixadores das BD's Bizarras, a CCC trouxe vários exemplares dos Tontos - 20% descontos para sócios CCC.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Qwert #10: "Low Density" ; #11: "wien, ein mensch stirbt"

edição de autor; 2005

O amigo alemão Dice Industries enviou as suas novas coisas! Dois números do seu zine Qwert desta vez em formato livro.
O primeiro, Low Density, é um catálogo do trabalho de artes plásticas do autor. Usando - abusando - imagens dos «tios patinhas» (a font do título não deixa dúvidas) e outras bd's/imagens populares, elas são manipuladas ao ponto de ruptura sendo recriadas em ruído abstracto. A deformação é impressionante, o efeito estranho do texto que as acompanha (diálogos "ready-made" sacados também dos "tios patinhas e afins") cria uma espécie de "Lynch meets Lichtenstein". Fico com pena em não poder ver estas aberrações em grande formato. Quem sabe um dia... [4]
O segundo livrinho é uma bd em que por estar escrita em alemão pouco ou nada percebi. Visualmente é bonito como é geralmente o trabalho de Dice - vejam as bd's nas Cricas! Bem que ele podia ter traduzido! [3,9]

quarta-feira, 25 de maio de 2005

CCC na Feira de Fanzines de Almada e no Salão Lisboa 2005. presença de Dice Industries. lançamento de "Do Acidente e da culinária"

vários títulos da CCC e dos seus associados vão estar à venda na 8ª edição da Feira de Fanzines de Almada - consultem neste link o respectivo programa.

a CCC tem a honra de receber o autor alemão Dice Industries - colaborou em 2 números da "CriCa Ilustrada" - que visitará o Salão Lisboa 2005 no primeiro fim-de-semana do evento. Conhecido pela sua boa-disposição, trabalho no grafitti, gosto pelo Funk & Soul, bem como o provado talento no álbum de bd Remini Redux (Reprodukt; 2003), Dice estará disponível para conversas, autógrafos e “o-que-vier” nesse fim-de-semana. Para além disso, é de referir que mais dois autores publicados pela CCC estarão presentes também nesse fim-de-semana, e com exposições: Pedro Zamith e o sueco Lars Sjunnesson, ambos publicados na antologia Mutate & Survive. Mais uma desculpa para visitar o Salão Lisboa 2005 na Estufa Fria.

O 4º volume da Colecção CCC: Do acidente e da culinária, sketchbook 2002/04 de João Cabaço é lançado na Feira de Fanzines do Salão Lisboa 2005 (este fim-de-semana) organizada pela Associação Chili com Carne. MAS o lançamento/festa acontece antes na Quinta-Feira no espaço G.A.T. (Caldas da Rainha) com um concerto dos Xu (banda do autor) e DJ Goldenshower.

terça-feira, 19 de abril de 2005

Último número de CapitãoCriCa Ilustrada!


O terceiro e último número do «laboratório sincopado de texto + imagem», CapitãoCriCa Ilustrada vai ser lançado no bar Souk dia 21 de Abril, a partir das 22h.

A festa conta com o DJ GoldenShower e também o lançamento do zine Aqui no canto #3, de João Rubim & Cia. que também executam uma intervenção gráfica no bar com imagens geradas do zine.

O novo número da CapitãoCriCa Ilustrada edita trabalhos de bd de Khatarina Hausladen com Dice Industries [Alemanha], João Maio Pinto, João Rubim, Till Thomas [Alemanha], Rick Thor, Ondina Pires, Mike Diana [EUA], Pepedelrey, Francisco Sousa Lobo, Tatiana Gill [EUA], Drope Orbit, Pedro Moura & Marcos Farrajota, Joana Figueiredo, André Lemos, e ainda conta com Nuno Valério (capa), Miguel Caldas (texto com ilustrações de Daniel Maia), e André Ruivo e José Smith (ilustrações).


quarta-feira, 31 de dezembro de 2003

Moga Mobo #89, Strapazin #71

Moga Mobo, Dez'03
Strapazin, Jun'03

Duas revistas de banda desenhada em alemão. A primeira é mesmo da Alemanha, a segunda do cantão alemão da Suiça. A primeira é a montra das novas gerações, a segunda um ponto de referência na história moderna da bd de expressão alemã.
O #89 de Moga Mobo faz parte de um ciclo de 10 números temáticos sempre com 2 bd's, uma mostrado o lado positivo e a segunda o lado negativo do tema escolhido. Neste número temos "Sexo" tratado por Bellstorf irritantemente colado a Chris Ware e o seu "Jimmy Corrigan" e Dice Industries num estilo (sempre) próprio mas diferente do que se já viu cá na CanibalCrica Ilustrada 1/3. É ele safa a coisa, apesar de nada ter percebido no meu alemão quase inexistente [já cá faltava a questão línguistica, claro].
Strapazin tem o aspecto clássico de revista (capa colorida, formato de revista de banca, agrafada, etc) mas é uma grande revista de bd (não fosse a barreira línguistica a interromper o coito outra vez) com contribuições de autores importantes da bd actual como o francês Killoffer com uma bd muda na linha do seu último trabalho ("as 666 aparições de Killoffer" publicado pela L'Association em 2002), o fabuloso GRRR, aliás Ingo Giezendanner (publicado em Portugal no Mutate & Survive), e ainda Anke Feuchtenberger (que mesmo não se percebendo o texto basta olhar o seu delicioso traço), o sueco residente em Berlim Max Andersson, Ben Katchor entre outros.
Se és um jovem com mais de 18 anos, estás a estudar alemão e gostas de banda desenhada adulta (não é o Manara pá!) é aqui que deves gastar o teu dinheiro em revistas alemãs!!!

3 ; 4 respectivamente

www.mogamobo.com



www.strapazin.ch