domingo, 9 de agosto de 2026
sábado, 8 de agosto de 2026
ccc@viñetas.desde.o.atlántico.2025
Posted by
MMMNNNRRRG
at
17:17:00
0
comments
Labels: eventos internacionais, LowCCCost, marcos farrajota
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Mr. Burroughs ::: edição dos 25 anos :::: na Subtil
Este Mr. Burroughs não é William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.
Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.
..............................................................................
FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)
Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante.
Les Inrockuptibles
Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.
Bang
(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue.
Domingos Isabelinho in Quadrado
FEEDBACK da nova edição
óptima re-edição.
Paulo Mendes (via email)
Ao ler o Mr. Burroughs, deu-me com frequência aquela comichão visual que vem com o ruído branco. Este é um mundo áspero, de texturas que variam entre o cimento e a brita, o esfregão d’aço e o ninho de aranhas. “Aracnídeo” será também um bom adjectivo para atribuir, de forma geral, às personagens. O próprio Mr. B, exemplar mais óbvio, todo esquelético e comprido, uma massa negra movida a alfinetes articulados, sendo que até as mais rotundas têm algo tarantular, bulboso, peludo e espinhoso. (...) Se os olhos são o espelho da alma, sob este rosto acumulam-se feridas e fraturas psicológicas. Aventurando-me num diagnóstico, atrevo-me a atirar termos como Síndrome de Cotard, narcisismo, autodesprezo, dúvida debilitante, paranoia. Ou talvez esteja só amaldiçoado, perseguido por uma entidade sem nome que se vai intrometendo na sua vida. (...) Fellow kids, teria sido uma pena isto ter ficado em 2000.
Salato in A Batalha #304
.......................................
sobre o livro
Por momentos, entre 1996 e 2001, (...) os ilustradores e autores de BD sentiram que iriam ser compreendidos pelos seus trabalhos, que não seriam ignorados pelo público nem pelos retrógados agentes oficiais da BD. (...) Houve Hype! Havia algo no ar! Havia juventude gira para aparecer em fotografias de revistas e jornais ou até TV, ena!
No meio desta cena excitante, o David Soares criou a sua etiqueta editorial Círculo de Abuso em 2000, após algumas edições auto-editadas que apareceram do húmus da cena dos fanzines. (...) Soares irá surpreender pela sua produção assombrosa, mistura de Horror, Fantástico e a sua visão muito pessoal sobre fantasmas literários ou o fascínio pelo cinema.
O Mr. Burroughs é o segundo livro (oficial) que publica e é o primeiro em parceria com outro ilustrador que será o Pedro Nora (...). Uma família de fumadores de haxixe conta a lenda que os autores se conheceram através do livro colectivo Lisboa 24H00 publicado pela Bedeteca de Lisboa, em que ambos participaram. (...) Nora vinha também dos fanzines (...) Como artista gráfico impressionava para alguém tão jovem ter uma linguagem gráfica tão depurada, nervosa, angular e solta.
Os autores nunca mais irão colaborar em conjunto, embora ainda apareçam com BDs curtas a solo, na seminal antologia Mutate & Survive
(Chili Com Carne; 2001). Numa simetria macabra, três anos depois da
publicação em Portugal a obra é editada na Bélgica pela Fréon. Se ainda
hoje é raro os livros portugueses serem traduzidos - ainda por cima de
autores novos! - em 2003 era mais do que impressionante este
acontecimento. (...)
A Bedeteca impulsionou esta nova geração de artistas, de forma directa com acções e apoios, e indirecta pelo élan que gerou junto à sociedade portuguesa mas "Mr. B" fazendo parte desta cena emergente não deixa de ser uma obra autónoma das influencias institucionais. Se, indirectamente, é graças ao Lisboa 24H00 que tudo isto acontece, no entanto a Círculo de Abuso não tinha recebido qualquer apoio institucional. Esta obra, bem como as outras de David Soares, deve-se às suas forças criativas telúricas, e neste caso, com Nora em quererem construir uma obra matura, artística, literária e com pelo na venta!
Sem diminuir os seus esforços, na realidade era o que todos os artistas de BD na naquela altura queriam fazer, longe das vontades miméticas de alguma produção actual. Desses desejos artísticos, saíram algumas pérolas como este "Mr. B" que bem vale a pena recuperar para novos leitores (...) Já os mais cínicos dizem que a edição original por se encontrar a preços estrambólicos no souk da BD, era inevitável acontecer uma edição comemorativa dos 25 anos de "Mr. B" para acalmar os cripto-especuladores! Rumores...
.............................................................
sobre os autores
David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).
Posted by
MMMNNNRRRG
at
17:14:00
0
comments
Labels: david soares, marcos farrajota, Mercantologia, pedro nora
Hoje não (2ª edição) na Livraria Subtil
Há em Hoje não um rigor gráfico virtuosamente obsessivo e um uso exaustivo das palavras, que me captura dentro de páginas-labirinto. Como se a autora me obrigasse a permanecer neste espaço claustrofóbico tanto tempo quanto aquele que investiu para desenhar aquela página. Mas a fluidez e originalidade das suas soluções narrativas deixam-me desarmado, vulnerável ao correr do tempo, cúmplice dos seus dias. Percorro as páginas como num jogo de xadrez, tentando antecipar jogadas e surpreendendo-me com os desenlaces. Xeque-mate.
###
Ana Margarida Matos (1999) cresceu no Montijo mas entretanto como não gosta muito de touradas fugiu para Almada. Estudou Design Gráfico na Escola Artística António Arroio e licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Em 2019 lançou o seu primeiro zine Passe Social através do selo editorial Erva Daninha e participou na antologia Querosene publicada pela Chili Com Carne bem como em várias antologias internacionais, a saber: Kus! (Letónia), Stripburger (Eslovénia) e Soñario (Espanha).
No ano de 2021 ganhou o concurso Toma Lá 500 Paus e Faz Uma BD promovido pela Chili Com Carne com o projeto Hoje Não que entretanto teve direito a uma versão norte-americana, pela Fieldmouse Press, e uma segunda edição portuguesa.
####
Com um novo confinamento a chegar, este livro é um registo diário entre 16 de Janeiro e 26 de Junho de 2021, com a premissa da autora não voltar a perder a noção do tempo, documentando tudo e qualquer coisa que aconteça no dia e resumindo o mais importante em apenas cinco linhas.
Cada página corresponde a um dia onde se capturam os limites da identidade pessoal num momento tão atípico na história da nossa existência, através das rotinas diárias, das crises existenciais e do que se vê na sociedade.
###
disponível na nossa loja em linha e também na BdMania, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Livraria das Insurgentes, Socorro, STET, Subtil, Tinta nos Nervos, Greta, Velhotes e Vida Portuguesa. E na Eventual (Valência) e TFM (Frankfurt).
###
Historial:
obra vencedora do concurso interno Toma lá 500 paus e faz uma BD! 2020 ... a única exposição relevante na BD Amadora 2021 ... entrevista na TSF ... lançamento oficial no dia 27 de Novembro 2020 na Tinta nos Nervos com participação do psicólogo Vasco Oliveira ... apresentação no Museu Bordalo Pinheiro, 12 Dezembro, 15h, com Marcos Farrajota ... entrevista no Todas as palavras ... edição norte-americana pela Fieldmouse Press em 2023 ... segunda edição com nova capa em 2024 ... artigo no Público / Ípsilon ... participação no programa Pessoas que Desenham Liberdade (RTP 2)
###
Posted by
MMMNNNRRRG
at
11:44:00
0
comments
Labels: 500 paus, ana margarida matos, Colecção CCC, joana pires, marcos farrajota
sábado, 1 de agosto de 2026
All Watched Over by Machines of Loving Grace ---- últimos 5 exemplares e na Língua nos Dentes
de
Amorim Abiassi, Ana Maçã, André Pereira, Cátia Serrão, Cláudia Salgueiro, Dois Vês, Félix Rodrigues, João Carola e Vasco Ruivo.
Ping. Alguém está a ver.👍
The Richard Brautigan’s poem that lends its title to this book was written 50 years ago but its arcadian, digital utopia hasn’t yet come to be: in 2019, the technosphere maintains Man at it’s center and Nature (whatever that is) at its margins. The book you hold in your hands documents the dynamics we articulate amid the solipsistic circle of cyberspace: from work to healthcare, from longing to identity, the digital mantle encompasses all beats of life and every connection we establish while we're around. After all, even though we can barely hear the insects in the forests, providing the connection's good, we can still hear the "Likes" pinging on our profile picture.
Ping. Someone's watching.👍
.................................................
espero que não cuspas na referência, mas fez-me lembrar o metal gear 2 :)
Brochura da IBM! (...) parece-nos, pela capa, um daqueles manuais de computadores dos anos 80.
Posted by
MMMNNNRRRG
at
10:46:00
0
comments
Labels: 500 paus, andré pereira, Colecção CCC, Dois Vês, joão carola, vasco ruivo
sábado, 25 de julho de 2026
Crème Brûlée
Calcutá : Soon after dawn (Ovo Estrelado; 2026)
Toda a gente goza com o nome desta nova editora portuguesa de música e convenhamos com razão - mas e daí, nomes como Chili Com Carne ou Lovers & Lollypops também não são muito melhores, hahaha... Nem parece ser um nome que prima pela "intimidade sonora" que parece ser o objectivo das suas edições, a julgar pelos três discos que já saíram e que vibram sons para escutar de papo para o ar, assim mesmo na descontra do sofá ou da cama - querida/o, vais lá mudar de lado?
Tecnologia velha esta a do LP! No entanto curtir "slow listening" (como "slow food" ou "slow reading") faz sentido para contrapor este mundo pós-covid histérico e mais acelerado do que nunca. Parar, acalmar, mudar de lado do vinilo, escutar com atenção, perder tempo com uma peça de Arte, sim tudo isto faz bem e é positivo. E se a música da Teresa - de Calcutá? Espera, é por isso que Teresa Castro assina Calcutá!? E eu a gozar com o nome das editoras... credo!... Perdi-me! A música dela é um viagem (sobretudo) instrumental cheia de beleza e que facilmente embalamos para uma soneira gloriosamente felina pois sabemos que estamos bem entregues, que o disco não nos levará para pesadelos embora tenhamos sempre o tal problema do "- querida/o, vais lá mudar de lado?" - se calhar é melhor ouvir em digital para não haver interrupções.
É inevitável não pensar em Calcutá sem pensar na (editora/ som) 4AD. Uma comparação sem instigar nenhuma maldade ou tentativa de o diminuir, pelo contrário, a qualidade é elevada que merece estar neste patamar. O trabalho de Teresa é assertivo, quase tudo tocado por ela, não fosse multi-instumentista, capaz de criar uma viagem "freak" sóbria e saudável, em que por momentos somos capazes de esquecer que estamos a viver a pior "timeline" de sempre. Sobretudo é de admirar que este seja o seu primeiro álbum (!) sabendo que ela anda por cá há mais de 10 anos.
Se calhar foi preciso esse tempo para chegar a este disco imaculado.
Se calhar é por isso que existam editoras com nomes fáceis de gozar.
Bom trabalho estrelado!
Posted by
MMMNNNRRRG
at
14:21:00
0
comments
Labels: discos
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Distribuição do livro DANNY & ARBY : GRANDES ÊXITOS na Matéria Prima
Edição da Palpable Press; 2026
146p 16,5x23cm p/b, capa a 2 cores
Danny & Arby são dois músicos suburbanos cujas desventuras têm percorrido fanzines e publicações dos últimos anos.
Do fanzine Mesinha de Cabeceira a CUL̤̓T̜̚Ũ̞R̖̍Ï̛Ṣ̝M̋̚Ó̚ HḀ̞R̙̔D̆̏C̐̚OR̄́E, passando por LADO A / LADO B, Partir a Loiça (TODA) e até uma aparição no Le Monde Diplomatique - pt, as suas tiras de tom ácido e estética punk foram aparecendo aqui e ali, sem nunca ter um lar definitivo — culpa vossa, que compram tudo.
Grandes Êxitos muda isso.
Uma compilação daquilo que Luís Barreto foi (des)construindo, finalmente reunida num só volume.
à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima e Mundo Fantasma (Porto).
Posted by
MMMNNNRRRG
at
18:37:00
0
comments
Labels: luís barreto, Mesinha de Cabeceira, Palpable Press, Será a caneta mais poderosa do que a espada?
sábado, 18 de julho de 2026
Bestiário Ilustrissímo II / Bala - últimos 18 exemplares!!!
Posted by
MMMNNNRRRG
at
17:34:00
0
comments
Labels: david campos, filipe leote, joana pires, rui eduardo paes, THISCOvery CCChannel

























