sábado, 14 de fevereiro de 2026

Vencedor 500 paus 2026 : "Asas de Melão" de Mina Anguelova



Foram entregues 16 propostas e os cinco membros do Júri desta edição do concurso interno da CCC Toma lá 500 paus e faz uma BD decidiram por maioria como projecto vencedor:
 
 
Asas de Melão
de 
Mina Anguelova

Será um livro de 100 e tal páginas para o ano - provavelmente na Colecção CCC.


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Segundo a sinopse do projecto:

Livro de banda desenhada composto por um conjunto de histórias curtas inspiradas nos sonhos da autora, que ao longo dos anos, tem mantido cadernos de sonhos ilustrados, muitos deles particularmente ricos e sugestivos, revelando uma dimensão poética e simbólica capaz de transcender o âmbito pessoal. Estes sonhos manifestam-se como metáforas surreais que refletem, de forma universal, sobre a humanidade e a sociedade, abordando temas como a maternidade, o trauma, questões sociais e políticas, reflexões espirituais, ou, simplesmente, cenários de beleza enigmática e atmosferas intrigantes e inspiradoras.
A autora apresenta como referência o filme
Sonhos, de Akira Kurosawa — uma obra que exerceu uma profunda influência no seu percurso artístico e cujo storyboard, composto por verdadeiras pinturas, reflete uma liberdade e fluidez próximas daquilo que a autora ambiciona alcançar.
 
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Comentários do Júri:

"(...) tem coragem de tratar de temas fortes (doenças, corpo feminino,...), tecnicamente é muito boa e não se cristaliza num estilo..."

"produziu impacto imediato bem acima de qualquer outro dos apresentados"



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Ficam aqui algumas páginas:


 




 


A Associação Chili Com Carne agradece a todos os sócios que participaram nesta iniciativa, em especial aos que pagaram a sua quota anual e permitiram o prémio monetário - há mais de dez anos que as quotas anuais dos sócios têm como objectivo financiar o concurso "Toma lá 500 paus!" ao invés de serem apenas um mero "investimento" para o consumo das nossas publicações.


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Esta iniciativa tem ainda o apoio da Tinta nos Nervos e relembramos que graças a este concurso foram já publicados 13 livros:

O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor 2013, com edição espanhola pela Penguin-Random House e francesa pela Rackham) de Francisco Sousa Lobo
Askar, o General de Dileydi Florez
 O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo
 Acedia (vencedor 2015) de André Coelho
 Nódoa Negra (vencedor 2018) de várias autoras
All Watched Over By The Machines of The Loving Grace (vencedor 2019) de vários autores.
Bottoms Up (vencedor 2020) de Rodolfo Mariano
Hoje não (vencedor 2021) de Ana Margarida Matos com segunda edição e edição norte-americana
Sinapses (vencedor 2022) de Ivo Puipo
Vale dos Vencidos (baseado no trabalho vencedor 2014) de José Smith Vargas com segunda edição
Partir a Loiça (toda) (vencedor 2023) de Luís Barreto
Dias-a-fio (vencedor 2024) de Alexandre Piçarra
A cada sete ondas (vencedor 2025) de Beatriz Brajal


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Sobre o autora: 

Mina Anguelova (1988) natural de Sófia (Bulgária) é de nacionalidade portuguesa e reside em Portugal desde 1992. É pintora, ilustradora, autora de banda desenhada e animadora. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Desenvolve um trabalho artístico e editorial que cruza estas diversas áreas de forma poética, simbólica e experimental. Ao longo de mais de duas décadas de prática artística e profissional, construiu um percurso diversificado, com mais de 30 livros ilustrados publicados internacionalmente. Entre estes encontram-se obras dirigidas ao público infantil. Também tem uma ligação à animação, tendo trabalhado em diversas curtas-metragens e séries. Em 2015, fundou o estúdio e editora independente Ribi-Ribi, através do qual desenvolve projetos de edição autoral e colaborativa. Em 2022, foi distinguida com a Bolsa de Criação Literária da DGLAB.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Mr. Burroughs ::: edição dos 25 anos ::: disponível


Chegou o livro mais atrasado de sempre mas está entesado o "Mr. B." Diriamos que é até o nosso primeiro "Álbum"! 

Dia 28 de Fevereiro faremos a apresentação oficial na Tinta nos Nervos, às 16h, com as presenças dos autores David Soares e Pedro Nora e o editor Marcos Farrajota "para falarmos do passado" afinal este livro comemora 25 (26) anos da sua edição original em 2000. 

Curse go back teria dito o verdadeiro Burroughs!!... entretanto o livro já se encontra na nossa loja em linha e na Kingpin Books, Snob, Tinta nos Nervos (Lisboa), Mundo Fantasma e Socorro (Porto). 


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23º volume da Mercantologia, colecção dedicada à recuperação de material perdido do mundo dos fanzines e edição independente.

Publicada originalmente em Novembro de 2000 pela Círculo de Abuso, passado três anos seria publicado pela belga Fréon (futura Frémok) em francês, algo inédito na BD portuguesa na altura - o que revela a maturidade da obra e da cena portuguesa naquela época, ou seja nos meados dos anos 90 até os meados dos anos 00.

A nova edição é maior que a original - passou para 21x28 cm -, tem 56 páginas a preto e branco e uma capa em cartolina rosa. Foram emendados pequenas gralhas e dado algum tratamento sobre as páginas originais. O design do livro ficou a cargo de Pedro Nora e foi acrescentado um posfácio de Marcos Farrajota para contextualizar este livro nesses tempos eufóricos da BD portuguesa.

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sinopse:

Este Mr. Burroughs não é  William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.

Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.

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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)

Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante. 

Les Inrockuptibles

Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.  

Bang

(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue. 

Domingos Isabelinho in Quadrado


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sobre os autores

David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas  (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).

Pedro Nora (Vila Nova de Gaia; 1977) é um designer gráfico licenciado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Desde 2001 que desenvolve trabalho na área cultural, tendo-se especializado em design gráfico para exposições de arte contemporânea, em design editorial e em design de livro de artista - de entre as suas colaborações institucionais destacam-se Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Moderna Museet Malmö (Suécia), Kunsthalle de Basel (Suíça), Palais de Tokyo (França) e Bergen Kunsthall (Noruega). Colabora com regularidade com as editoras Dafne, Ghost, Pierre von Kleist. Foi co-editor da revista Satélite Internacional (2002-05), da editora Braço de Ferro (2007-11), do jornal Buraco (2011-19). Integrou o colectivo Oficina ARARA entre 2014 e 2020. Em 2020 deu início ao projecto editorial FOJO.

Mesinha de Cabeceira #44: "2125" de Matilde Basto /// últimos 26 exemplares!!!!


O novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - é o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!

Edição limitada de 100 exemplares, 20 páginas 16,5x22cm agrafada, com uma capa em cartolina cinzenta. 

Está disponível na loja virtual da Chili Com Carne e na Snob, Linha de Sombra (Lisboa), Socorro (Porto) e  Velhotes (V.N. Gaia).
 

Historial

Saiu no FLOP nos Açores (com a presença do Rei da BD Rudolfo) e na Parangona (Lisboa) em Dezembro de 2025. Ei! Não estávamos a gozar sobre os Açores! Lá também há insectos ortópteros e população interessada na leitura destes bichos:
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

este é que é o verdadeiro INFERNO / últimos 7 exemplares


A Divina Comédia de Dante Alighieri (1265–1321) é daqueles livros que toda a gente já ouviu falar mas terão sido poucos os que realmente o leram.

O Inferno tem nove círculos nos quais as almas dos condenados são punidas de forma burocrática. Entre elas vamos encontrar alguns dos inimigos de Dante – entre muitas coisas, esta obra também é uma sátira política. Dante viu o nascimento do Capitalismo tal como o conhecemos e criticou os novos ricos do seu tempo.

Quando Marcel Ruijters trabalhava neste livro, havia cada vez mais conversas nos media sobre a morte do capitalismo. A edição original holandesa saiu meses antes da queda dos mercados de 2008.

Esta adaptação que é feita num estilo de “gozo medieval” é a forma que Ruijters encontrou de criar interesse pelo texto original.

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edição MMMNNNRRRG
120p. p/b, capa 3 cores, 165x230mm
500 exemplares impressos em Dezembro 2012 
ISBN: 978-989-97304-5-8
tradução: Ondina Pires --- arranjo gráfico: Joana Pires

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à venda na loja online da CCC e talvez ainda haja na BdMania, Kingpin, Matéria-Prima, Tinta nos Nervos e SNOB.

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Feedback:
Inferno é o melhor trabalho de Marcel Ruijters, um dos livros mais hilariantes nos tempos recentes. A versão de Ruijters do La Divina Commedia de Dante é uma pastiche grotesca com belos desenhos (…) cheia de trocadilhos visuais à Tex Avery, que deixa os leitores em risinhos. 
Relatório do Júri VPRO para melhor BD holandesa de 2008

Inferno é cheio de horror e humor. As surpresas e piadas aparecem sobretudo nos detalhes dos seus robustos desenhos. 
De Groene Amsterdammer [jornal holandês]

Quando se compara com a arte, obrigatóriamente romântica, de Doré, os desenhos de Ruijters são fixes e excitantes. Ele alterou uma obra clássica com aprazível malícia. 
Elsevier Weekblad [jornal holandês]

Já tenho um exemplar; e está uma maravilha!!! :D 
Mr. Esgar [e-mail 19/12/12]

André Coelho também curtiu mas disse palavras profanas que nos impede a reprodução [19/12/12]

diálogo intenso com Dante (...) não se poupam as críticas ao poder temporal, à mesquinhez quotidiana e aos expedientes comuns de corrupção, na ascensão social e no enriquecimento fácil. (...) uma releitura pertinente à luz do presente. 
Sara Figueiredo Costa / Atual / Expresso  [4 estrelas em 5]

Ruijters alcança aqui um acto alquímico 
Pedro Moura / Ler BD

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Historial:

Melhor BD Holandesa 2008 

edição portuguesa lançada na última Feira Laica (Lisboa) e na Mundo Fantasma (Porto) com exposição de originais e serigrafia impressa pelo atelier Mike Goes West em Dezembro 2012

edição francesa pela The Hoochie Coochie em 2013

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algumas páginas aqui:




foto: Paul Gravett, em Ravenna (2007)
Marcel Ruijters nasceu em 1966, cresceu no sul da Holanda e frequentou durante alguns anos uma escola de arte nos anos 80. Desde os 7 anos que fazia BD. Com ao advento das fotocopiadoras que tornavam a auto-edição possível para toda uma geração e Marcel viveu esses tempos fazendo títulos como Onbegrijpelijke Verhalen, Mandragoora, Dr. Molotow, Fun&Games, Thank God it’s Ugly e vários monográficos raros, sendo que algumas destas publicações eram antologias com colaborações de vários artistas que Marcel descobriu em vários países como Matthias Giesen, Daniel W. Core, Chris Crielaard, Jakob Klemencic, Prof. Bad Trip, Karen Platt, Mike Diana, Berend Vonk, Kapreles, Matthias Lehmann, Olle Berg – tudo isto nos tempos antes da Internet, claro!

Actualmente é editor da revista Zone 5300 (de Roterdão, onde o autor reside), escreve crítica a BD no jornal Dagblad De Limburger, faz ilustrações, traduções e tudo o mais que é preciso fazer neste mundo da edição. O seu livro mais conhecido será Trogloditas, que teve edição holandesa (pela Oog & Blik), norte-americana (Top Shelf Comix) e portuguesa (Polvo).

Com Sine Qua Non mudou de estilo gráfico e começou a explorar o imaginário medieval, tendo o livro sido editado pela prestigiada Les Editions de l’An 2. A continuação deste novo estilo é Inferno, livro ganhou o melhor álbum de BD na Holanda em 2008 e que chega a Portugal pela MMMNNNRRRG.

Apesar de já ter participado em várias exposições colectivas em Portugal – como a celebre Honey Talks na Bedeteca de Lisboa, organizada pelo colectivo esloveno Stripburger – Ruijters terá a sua primeira exposição a solo na galeria da Mundo Fantasma em Dezembro 2012, sendo feito para a ocasião uma serigrafia pelo Atelier Mike Goes West.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

MITI MOTA na Mundo Fantasma e Socorro

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma e Socorro (Porto). 

 



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Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



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HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)





FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)

MAXIMUM TROLL-ON de BENJAMIN BERGMAN --- últimos 6 exemplares!


Maximum Troll-on por Benjamin Bergman editado pela MMMNNNRRRG

Troll On é uma BD de dois elfos e um cavalo metidos em várias aventuras que devem mais aos Freak Brothers ou aos Blue Brothers que ao Senhor dos Anais ou a Guerra dos Cornos ou lá o que é. 

As BDs são mudas mas canta-nos as aventuras destas personagens fantásticas entre ácidos e Sword & Sorcery, cogumelos mágicos e ZZ Top, MDMA e Conan, o BárbaroComparando com muita freakalhada da produção contemporânea como o Matthew Thurber ou Joe Daly, que parecem sempre pálidas imitações de Gary Pather, venham antes para este livro. 

Ele rocka prá caralhu!

Benjamin Bergman quando era puto deve ter absorvido demasiado desenhados animados e bonecada em PVC, daí ser um autor do famoso atelier de Helsínquia Kutikuti. Já nos visitou em 2009 numa Feira Laica na Bedeteca de Lisboa (2009) e até sobreviveu até hoje (2019) um mural seu na entrada da biblioteca, feita colectivamente com Tommi Musturi, Jarno Latva-Nikkola e Tiina Lehikoinen. 





 108p TODAS a CORES e MUDAS (sem palavras) 12,5x17cm. edição brochada.
Tiragem de 666 exemplares, publicado pelo autor na Finlândia e pela MMMNNNRRRG em Portugal - para cá estão disponíveis apenas 333 exemplares - disponíveis ainda 35 exemplares
Este 43ª volume da MNRG foi possível graças ao apoio do FILI - Finnish Literature Exchange
Esta série foi originalmente publicada em quatro fascículos pela Kutikuti e Boing Being, entre 2008 e 2013.

capa do primeiro fascículo

Livro distríbuido pela Associação Chili Com Carne
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à venda na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Kingpin BooksBdMania, Nouvelle Librarie FrançaiseSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Rastilho and... Floating World, Quimby's (USA), Just Indie Comics (Italy), Ugra Press (Brazil), Big Brobot (Berlin) and Freedom Press (London)



Historial: 

Lançamento do Festival de BD de Helsínquia 2018
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Lançamento português no 8º Necromancia Editorial no Milhões de Festa no dia 7 de Setembro como os CIRCLE como "banda sonora"
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Autor presente nos dias 1 a 3 de Novembro na BD Amadora 2019




Feedback:

(...) extravasa a concepção clássica de BD, aliando as técnicas da ilustração ao mais puro expressionismo pop.
Time Out (Lisboa)

Num registo gráfico só aparentemente infantil, o autor finlandês Benjamin Bergman cria histórias em banda desenhada onde ecoam referências populares como os ZZ Top ou a série Conan, o Bárbaro, sempre atravessadas por um psicadelismo desencantado onde a acidez omnipresente parece dever tanto às substâncias químicas como à ironia mais aguda.
No final dos anos 1970 e depois 1980, existiam bonecos de PVC com cores garridas de todas as séries de animação, banda desenhada e outras. Tendo todas o mesmo tamanho, era prática comum guardá-las no mesmo local e não haveria quaisquer limitações a, quando se brincava, criar crossovers. O Estrumpfe de óculos e o Marco da Montanha podiam perfeitamente juntar-se para dar cabo do Flip, da Abelha Maia, enquanto o pai do Vickie e Willy Fog faziam apostas. E havia uma certa beleza em tê-los simplesmente empilhados, onde as formas de plástico e as cores garridas se misturavam num padrão promissor, numa espécie de alucinação visual sem drogas e confortavelmente caseira. Folhear Maximum Troll On partilha dessa energia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Nódoa Negra - últimos 3 exemplares!!!


Projecto vencedor da edição de 2018 do concurso interno, Toma lá 500 paus e faz uma BD (2018), a antologia Nódoa Negra reúne as participações de doze autoras: Bárbara Lopes, Cecília Silveira, Dileydi FlorezHetamoé, Inês Caria, Inês Cóias, Marta Monteiro, Mosi, Patrícia Guimarães, Sara Figueiredo Costa, Sílvia Rodrigues e Susa Monteiro.

No nosso imaginário a Dor pertence ao campo físico, neste pensamento associamos sempre o nosso corpo a um estado de dor físico e facilmente nós esquecemos que existem vários níveis de dor, entre eles, a dor emocional/ psicológica, que por sua vez, ocupa o mesmo peso que a dor sentida fisicamente. Assim, partindo da vontade de trabalhar a plasticidade da temática da dor e de querer perceber os vários entendimentos ao seu respeito, foram convidadas onze artistas e uma escritora, que partilham a paixão pelo desenho, a banda desenhada e a ilustração, para que através do seu olhar e desenho/ escrita, reflectissem sobre a dor. Ao longo da antologia, será perceptível que cada artista tento tido como ponto de partida a temática geral da dor, escolheu desenvolver graficamente uma dor específica: do parto, do confronto com o outro, dor menstrual, de amar, da solidão, de esconder a dor, da ausência, do luto, do crescimento, de alma...

NN

Curiosamente e historicamente esta poderá ser a primeira antologia de autoras coordenado exclusivamente por autoras. Isto é, apesar de alguns números especiais de revistas, fanzines ou livros de "BDs no feminino" que apareceram nos anos 90 (G.A.S.P. ou Azul BD3) e no novo milénio (Quadrado #3 / 3ª série, Allgirl'zine e QCDA #2000) estas publicações não foram organizadas pelas próprias autoras como acontece no presente projecto vencedor.

NN

19º volume da Colecção CCC. 138p. p/b, 16x23cm, capa a cores, edição brochada. Coordenação, design e capa por Dileydi Florez. Contra-capa: Marta Monteiro. Projecto apoiado pelo IPDJ
In Portuguese with English translation. 

NN

Historial: 
lançamento no dia 18 de Outubro 2018 na ZDB com exposição de originais e apresentação por Catarina Cardoso (Portuguese Small Press Yearbook

Apresentação na BD Amadora 2018 dia 10 de Novembro, com presença de algumas das autoras seguido de sessão de autógrafos
 
 
artigo de Pedro Moura na Mundo Crítico com BD sobre o livro por Dileydi Florez 

exposição no Festival de BD de Beja de 29 Maio a 16 Junho 2019 



NN

O livro está disponível na loja em linha da Chili Com Carne e na Tigre de Papel, Linha de Sombra, BdMania, Greta, Matéria Prima, ZDB, Mundo Fantasma, Kingpin BooksStetSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Tinta nos Nervos e Insurgentes.

BUY @ Le Mont-en-L'air (Paris), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago) and Ugra Press (Brazil)

NN

Feedback:

um livro-barómetro no feminino sobre a dor
Amanda Ribeiro in P3 / Público

O título é duro (...)
João Morales in Time Out (Lisboa)

ontem li o Nódoa Negra. é tão bonito que até dói, meu. a história da Patrícia Guimarães é incrível. parabéns! 
Francisco C. (por e-mail)

São testemunhos no feminino, são força, são ruído, são rasgos de agitação num panorama - ainda - pouco dado a movimentos bruscos. A primeira antologia totalmente construída por autoras em Portugal é muito mais do que uma afirmação, é a casa de uma intimidade que fende tabus e nos mostra que a existência inevitavelmente dói.
Tiago Neto in Vogue Portugal

Um livro sobre dores que desenham e escrevem num mais difíceis exercícios...
Inês Fonseca Santos in Todas as Palavras (RTP)

Tive conhecimento desta edição enquanto folheava um dos últimos números da Vogue. Como a recepção do livro na imprensa também passava pelo P3, Time Out e por um programa de TV apresentado por uma das tipas do Câmara Clara, tudo indicava que se tratava de mais um livro do ano. São só autoras a fazer este livro e ao que parece esta ideia surgiu da Dileydi Florez, que há uns anos tinha desenhado o Askar, o General, em tempos em que a associação Chili Com Carne estava imbuída por um espírito de masculinidade militar. Mas isso foi lá atrás, agora a associação pugna diariamente pelos direitos dos mais fragilizados pela ideologia dominante no tardo-capitalismo: entre essas figuras encontra-se a mulher. A premissa para o livro é interessante e tem um importante significado político: não há espaço na edição de banda desenhada para mulheres, por isso é preciso arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Quando estamos à espera que a bd da organizadora deste volume seja, então, um grande manifesto feminista, eis que termina com dois enormes paradoxos: primeiro, ao escrever que se alguém tiver uma vida mais consciente está a dar um passo para sofrer menos, Florez parece estar a preparar uma sólida carreira como autora de manuais de auto-ajuda; segundo, a bd termina com o salvamento da mulher frágil pelo seu príncipe encantado, desvirtuando a ideia da autonomia feminina. No entanto levanta um problema importante que será transversal a todo o livro: o corpo e a sua vulnerabilidade. (...) Mas o sofrimento também se revela de outras formas e é aqui que o livro se transcende (...) é também o sufoco provocado pelo assédio doméstico que acompanha o crescimento da futura «dona-de-casa» - eufemismo para «escrava da família patriarcal», se puxar do meu jargão a transbordar de ideologia. É este o tema dos «Bons costumes», de Sílvia Rodrigues. A Nódoa negra beneficia ainda de uma multiplicidade de linguagens gráficas, destacando-se a manga da Hetamoé e a arte bruta da Inez Caria (...) há ainda a contribuição da Susa Monteiro, que me parece estar cheia de referências eruditas à arte contemporânea, ou então mostra apenas a tristeza profunda de um tenista que não consegue jogar ténis contra um cavalo. A fechar o livro, a Patrícia Guimarães colabora com a melhor bd do volume, não só porque ataca o importantíssimo tema da apatia provocada pela rotina quotidiana, como estiliza a narrativa num daqueles puzzles de deslizar peças, como que a dizer que a efemeridade da arrumação é mera ilusão e que o próprio caos é só mais um episódio da organização da vidinha. Mas a vida é só pathos? Não: a Cecília Silveira diz que também há espaço para minetes e para fisting com luvas de boxe, como que a lembrar que o sexo falocêntrico é também uma forma de violência e de exercício de poder sobre o corpo feminino.
Russo in A Batalha

(...) o muito interessante Nódoa Negra.
Jornal de Letras

NN




Bibliografia das autoras na Chili Com Carne: 
MASSIVE (2009) c/ Marta Monteiro
Destruição ou BDs sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010 (2010) c/ Sílvia Rodrigues
Boring Europa (2011) c/ Sílvia Rodrigues
Futuro Primitivo (2011) c/ Inês Cóias, Sílvia Rodrigues e Susa Monteiro
Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno (2012) c/ Sílvia Rodrigues
QCDA #2000 (2014) c/ Hetamoé e Sílvia Rodrigues
- Askar, o General (2015) de Dileydi Florez
Malmö Kebab Party (2015) c/ Hetamoé
QCDI #3000 (2015) c/ Hetamoé
Maga : Colecção de ensaios sobre Banda Desenhada e afins (2015) c/ Hetamoé
Lisboa é very very Typical (2015) c/ Dileydi Florez
- Anarco-Queer? Queercore! (2016) de Rui Eduardo Paes, c/ Hetamoé
- Pentângulo #1 (2018) c/ Cecília Silveira e Dileydi Florez

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A CADA SETE ONDAS - obra vencedora dos 500 paus 2025 - últimos 14 exemplares

 


A CADA SETE ONDAS 

de 

Beatriz Brajal

 ...

Obra vencedora dos 500 paus deste ano!! 

 

 

Brajal decidiu que o seu trabalho faria sentido ser publicado no fanzine Mesinha de Cabeceira, o que faz todo o sentido dada a tradição de três décadas desta publicação em mostrar talentos novos e frescos no panorama nacional - e internacional. 

O Júri do concurso descreveu a obra com imaginação, conteúdo refrescante e divertido, e excelente técnica e expressividade... sendo que a sinopse não desmente: Nesta catártica e imaginária banda desenhada autoficcionada, Bea e Solha têm uma complicada amizade inter-espécies. Ambos o espelho um do outro, dependentes e erráticos, deparam-se com uma circunstância da vida real.



Número 43 do Mesinha de Cabeceira. Edição limitada de 300 exemplares, 48 páginas 16,5x23 cm todas a cores, agrafada e disponível a 5 euros na loja em linha da Chili Com Carne e em algumas livrarias como a Greta, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Socorro, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB, BdMania, Matéria Prima e Mundo Fantasma.

 



Feedback

(...) Bea e o homem-solha (sem nome no livro) passam um dia juntos: estão numa esplanada, depois leem no jardim (não sendo de todo importante, habitantes de Lisboa reconhecerão os cantos), dançam e deitam-se à sombra das árvores, e finalmente participam numa qualquer performance – drama teatral, espectáculo de dança, vídeo-clip, baile de máscaras, concurso, procissão? Nesse convívio, falam, descobrem-se, e é sobretudo ele que, atento observador, nota nas transformações íntimas dela. A expressão da paixão surge de formas fantasiosas e físicas, tangíveis. (...)

Pedro Moura in Ler BD



Historial

 Lançamento a 27 Setembro 2025 na Tinta nos Nervos com as presenças da autora, Marcos Farrajota (editor), Daniel Lima e João Carola (artistas e docentes) numa alegre conversa. 

Exposição homónima na Tinta nos Nervos, 27 de Setembro a 25 de Outubro 2025. 

 Entrevista no Pranchas & Balões (Out'25)

 

Carne para Canhone #5

Já podem procurar o novo número do jornal de BD CARNE PARA CANHÃO uma vez que os nossos rivais estão a deixar de existir ou de serem distribuídos na eterna espera pela falência da VASP e à falta de locais de venda graças à turistificação do país.

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São 16 páginas a preto e branco com participações de Rui Moura (capa e ilustração), Beatriz Brajal, Luís Barreto, Alexandra Saldanha, Ângela Cardinhos, José Smith Vargas (quando tinha 17 anos!!), Zé Lázaro Lourenço, Anaís Fernandes, Léo, Rodolfo Mariano e Carlos Carcassa (BDs), Hugo Noronha de Almeida, Leonor Garcia e Marcos Farrajota (textos).

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40 Ladrões reagiu: a bd dos drones 'tá incrível.