blogzine da chili com carne

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Exposição "Aldeamentos de Guerra" de Francisco Sousa Lobo na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro


 A colecção LowCCCost tem ultrapassado barreiras a cada volume que avança. Se começou como uma maluquice de visitar amigos pela "Europa aborrecida" entretanto já atravessou continentes, estados de espírito e o tempo, sempre com uma veia intimista, bem longe do turismo histérico que assistimos nos dias que correm, para agrado de quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro".

Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. 

As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

A exposição de originais relativos a este livro está patente na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro

terça-feira, 25 de agosto de 2026

DJ Cat Gosshie World Tour de HARUKICHI na TERCEIRA EDIÇÃO e EDIÇÃO em TAIWAN!!!


As forças cósmicas são fortíssimas, é o nosso segundo livro na colecção Mercantologia com um gato que curte música!! Fazer o quê? Contra estas forças nada podemos fazer, maninhos! Este é um "best of" dos hilariantes seis números do zine do gato DJ, criação e alter-ego (?) do japonês Harukichi.

O gato viaja por tudo o que é lado - Japão, Holanda, Irão, Suíça, Singapura, LISBOA (e ao Boom!!!), Peru - para encontrar discos raros a preços modestos, fumar ganzas, por som e comer queijo do bom e do melhor, enfim... como qualquer pessoa normal fazia quando viajava, certo?

E como toda a gente gosta de gatos, esta é uma co-edição com as Ediciones Valientes e a Kuš! Komikss (que vai na quarta impressão) - em castelhano e inglês respectivamente. 

O sucesso deste gato é tal que reimprimimos pela terceira vez!!!

à venda na nossa loja em linhaTinta nos Nervos, Utopia, ZDB, Snob, Linha de Sombra, Kingpin, Tigre de Papel, Matéria Prima, Neat Records, Cult, Socorro, Mundo Fantasma e STET.


Gosshie no Peru...


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De resto o Harukichi é fã do Hanawa, se calhar há mais aproximações entre estes dois livros tão díspares do que se pensava inicialmente:


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E a gata Deus (RIP) curtia uma beca do Gosshie!


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exemplos de cultura portuguesa do Gosshie:







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historial


lançado 19 de Fevereiro 2022 na Tinta nos Nervos, acompanhados com a Sendai  e o seu Na Prisão de Kazuichi Hanawa ... reedição do livro em 2023 ... terceira edição em 2025 ... livro aparece no filme Neko de Inês Oliveira ... ediçãona Formosa em 2026



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FEEDBACK 

Se o grafismo da obra é cativante, confesso que me interessei mais pela primeira estória do que pelo world tour que se lhe seguiu. Inclusivamente, a referência ao filme Uma Rapariga Regressa de Noite Sozinha a Casa foi um pouco ao lado, dado a BD ter muitos mais pontos em comum com o filme iraniano Gatos Persas. De qualquer modo, é sempre curioso o olhar estrangeiro sobre os países evocados.

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(...) O desenho afasta-se da Manga tradicional e tem uma certa "naïveté", desopilante e colorida.

Um manga absolutamente genial (...) Gosshie é um gato, que também é DJ. Na sua carrinha mágica visita vários países do mundo, onde vai passar bons sons e fumar muita ganza. Gosshie vai a cada país e descobre as coisas típicas de cada um deles, com as suas coisas boas e com as suas limitações. Ele até vem a Portugal, onde passa Moonspell no Festival Boom! Para além disso Gosshie é um connoisseur, um verdadeiro melómano, e sua variedade de discos não só é excelente como muito representativa. Este manga tem muita cor, em traços finos que dão todo um aspecto acidificado e tripanado a cada uma das histórias. É impossível deixar de querer acompanhar Gosshie nas suas viagens, sobretudo agora que ele tem uma carrinha nova.

 DJ Cat Gosshie World Tour is a friendly looking novel on the surface, but as you journey through its pages, unhinged undertones' arise. The cat smokes weed, meets great new friends, and travels the world to share music. What’s not to like? (...) 

Até as "normies" gostam! Ó!

E o #8 do zine do DJ Cat Gosshie (de onde retirámos as BDs que fizeram este livro) ganhou um concurso de fanzines da Rock'n'Cave / Paredes de Coura 2023

 
(...) The collection of travelogues is drawn in detail, and intensity of lines, combined with vivid colorurs, has a slightlly psychedelic effect (...)










E apareceu na Popeye Magazine graças ao DJ Ronaldo Rómulo!




3 frentes de guerra / 2 milhões de pessoas deslocadas para aldeamentos / 14 entrevistas com relatos sobre a vida nos aldeamentos em 1974 / 112 páginas de reflexão e memória


Aldeamentos de Guerra
de 
Francisco Sousa Lobo (BD)

Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção LowCCCost para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

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Décimo volume da Colecção LowCCCost
ISBN 978-989-8363-58-9
112p a 2 cores 16,5cmx23cm, capa a duas cores com badanas

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à venda na nossa loja em linha e na Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, STET, Tigre de Papel,
Tinta nos Nervos (Lisboa), Circo de Ideias, Matéria Prima (Porto) e TFM (Alemanha).
Para a semana chega à Mundo Fantasma.

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HISTORIAL

Lançamentos na Biblioteca Nacional (09.07.26),

na Tinta nos Nervos (18.07.26) com exposição de originais patente até 5 de Setembro

e Circo de Ideias (22.07.26) no Porto.

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FEEDBACK

(...) Lobo não ilustra as entrevistas, nem as utiliza como base de uma reconstrução

romanceada ou fictícia. Elas são re-encenadas sob a forma de uma banda desenhada

, e esta explode em vários modos, navegando nessas muitas camadas distintas de

materialidade, sem nunca deixar de as tornar transparentes e presentes.

Pedro Moura in Ler BD

 


Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem ... últimos 10 exemplares!!!


Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem 
por
Ana Simões (ensaio e argumento) e Ana Matilde Sousa (banda desenhada)

oitavo volume da colecção LowCCCost, uma colecção de livros de viagem ... para quem gostar de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!

Elaborado no âmbito do centenário do eclipse de 1919, este livro esteve associado à exposição E3 — Einstein, Eddington e o Eclipse e está dividido em duas partes (ensaio e banda desenhada), ambas bilingues, português e inglês, as duas principais línguas usadas durante a expedição. 

A banda desenhada toma a correspondência de Arthur Eddington trocada com sua mãe, irmã e o Observatório de Lisboa antes, durante e após a sua expedição à Ilha do Príncipe para estudar o eclipse solar total de 1919, como ponto de partida para uma narrativa gráfica de contornos experimentais e impressionistas. Focando-se na teia de actores humanos e não-humanos envolvidos nesta expedição – pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, factores ambientais e afetivos – a BD, que também compila alguns documentos da exposição, estabelece uma relação intertextual com o ensaio teórico sobre as implicações científicas, políticas e sociais dessa viagem cujos resultados confirmaram a revolucionária teoria da relatividade de Einstein. As “impressões” da viagem assumem um duplo significado, referindo-se ao relato de Eddington por palavras e às marcas nas páginas, alusivas à presença material dos lugares visitados.

264p (156p a cores) 18,5 x 27cm, capa a cores com badanas 
 ISBN: 978-989-8363-510






Historial: 

apresentado no CIUHCT a 19 Dezembro 2019 
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apresentação virtual em V/Ler BD 
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Artigo no Público
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Excerto publicado na revista polaca Zupelnie Inny Swiat
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Boa crítica por Jürgen Renn (Max Planck Institute for the History of Science) na Centaurus
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Apresentação com as autoras e moderado por Hugo Soares no dia 10 de Junho 2024, às 20h, na Praça Azul da Feira do Livro de Lisboa
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Apresentação com a presença das autoras e o editor da Chili com Carne, Marcos Farrajota, e com o comentário do crítico e investigador Pedro Moura, o ilustrador e autor Miguel Santos e o cientista Federico Herrera no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, dia 20 Junho às 18h
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entrevista no Pranchas e Balões

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Ciclo de Conferências no Centro Nacional de Cultura12 de novembro | Einstein, Eddington e o Eclipse – Impressões de Viagem com Ana Matilde Sousa (CIEBA – FBAUL) e Ana Simões (CIUHCT – CIÊNCIAS-ULisboa); e, 26 de novembro | A Roça Sundy, Cadbury e o “Cacau escravo” com Duarte Pape (Paralelo Zero) e Hugo Soares (E3GLOBAL)

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O livro gerou um RPG, Rumo ao Eclipse, criado por André Nóvoa sob direcção editorial de Hugo Soares e Ana Simões, a arte de Ana Matilde Sousa e design de Diogo Jesus.

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Apresentação do livro + RPG no eclipse de 12.08.26 no Viñetas desde o Atlântico.





Feedback

(...) narrativa de enorme intensidade emocional (...) Eis um livro de viagens com vocação renascentista (...)
Sara Figueiredo Costa in ACERT

(...)  O encontro entre Hergé e Lovecraft tem perfeitamente o seu papel num livro sobre uma conclusão feliz da observação da ciência. 
 Livro desafiador que estende as condições de produção e o modo como a banda desenhada dialoga com o mundo, bem para além do veículo de ficção de género ou de narrativas dominadas a que a maioria das suas prestações nos habituou, Einstein, Eddington e o Eclipse poderá vir a tornar-se um exemplo maior da verdadeira inter- e transdisciplinaridade.
Pedro Moura in Ler BD


Além da notável originalidade da junção de dois registos – um científico e outro artístico, neste caso a história da ciência casa-se com a “nona arte”, que costumam andar apartados, - a obra é também original pela sua rara qualidade. O ensaio, que foi pensado tendo em conta leitores desconhecedores da matéria, sendo claro, é absolutamente rigoroso, indicando as fontes para os factos relatados (...). Na banda desenhada, delimitada pelos registos epistolares ou diarísticos, a imaginação já voa, mas o registo não deixa de ser rigoroso: vê-se que a artista se procurou documentar sobre os cenários que descreve visualmente, tendo consultado o material fotográfico disponível. Fugindo ao realismo, faz-nos entrar na atmosfera da época.
Carlos Fiolhais


Voltando ao que melhor li de BD feita por cá (...) Trata-se de um livro composto por um ensaio da historiadora e professora Ana Simões e uma banda desenhada da artista Ana Matilde Sousa. (...) Gosto muito de ver este tipo de parcerias, bem como das explorações gráficas desenvolvidas aqui pela Ana Matilde Sousa, mais conhecida nos meandros da BD por Hetamoé. Conheci-a no Clube do Inferno, esse conjunto de enfants térribles cheios de garra e vontade em fazer BD, e desde aí que tenho tentado seguir o seu trabalho. Aqui conquistou-me logo nas primeiras páginas com esta BD impressionista. Muito trabalho interessante na forma como trabalha a cor e também a fotografia, tudo para nos ir dando uma imagem/ sentimento da viagem de Eddigton (usando como base a correspondência que o cientista trocou com mãe, irmã e o Observatório de Lisboa).
Gabriel Martins via Facebook

 



Einstein, Eddington e o Eclipse é magnífico! (...) tirei a barriga cerebral da miséria.
Rodolfo Mariano (via email)

"Trinta Anos a Monte : a minha vida punk" de Gilles Bertin - últimos 12 exemplares

 

Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (1961-2019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da Sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Camera Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (...), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (...)

Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que toma a decisão de se entregar à justiça francesa em 2016. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo.  

in A Batalha - Jornal de Expressão Anarquista

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co-editado pela Chili Com Carne e Thisco, 25º volume da colecção THISCOvery CCChannel

224p 16,5x23cm, todo a preto e branco 

ISBN: 978-989-8363-56-5

Esta edição portuguesa inclui mais documentos visuais que a original francesa, para além de uma Banda Desenhada de 24 páginas de José Smith Vargas, celebrando a actividade da loja de discos TORPEDO. 

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O livro já está disponível na nossa loja em linha, BdMania, Carbono, Clockwork, Cult, Flur, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, ZDB (Lisboa), Louie LouieMaldatesta, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Piranha, Socorro, Utopia (Porto), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Lucky Lux (Coimbra), Centro de Cultura Libertária, Subtil (Almada), Larvae, Metal Soldiers, Rastilho e Universal Tongue.

 

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HISTORIAL:

Cantava numa banda punk, assaltou um banco em França e abriu uma conhecida loja de discos em Lisboa: a espantosa história de Gilles Bertin - artigo no Blitz (23.04.26) e no Expresso (01.05.26)


A incrível história de Gilles Bertin: uma vida punk, um assalto milionário, uma loja de discos em Lisboa - artigo no Ípsilon (29.04.26) e em papel (01.05.26)


A vida alucinante de Gilles Bertin na Blimunda


Sobre o livro no Rádio Relâmpago com entrevista a José Smith Vargas


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FEEDBACK

 Estou a gostar muito do livro do Bertin: sem qualquer pretensão intelectual ou afetação burguesa, escrito num estilo desengonçado, é um testemunho válido de uma vida e de uma época que, a dada altura, se cruzaram também comigo, ainda que de forma tangencial - foi na Torpedo que pusemos à venda o Novos Panoramas do Globo / Baladas de Holywood, no início de 1992, com direito a cartaz prontamente afixado na vitrine. Agora percebo que havia muita tensão por detrás daquela postura amigável, mas algo reservada, do Gilles. Para além disso, o livro está cheio de ensinamentos - práticos, estéticos, políticos. (...)

Daniel Lopes (via email)


A bd dá frescura ao livro!

Ondina Pires (via email) 

 

4 estrelas

Mário Lopes in Público


E olha, devorei o livro do franciu da Torpedo. Comecei e não consegui parar. Que história de vida. E a BD do Smith dá o toque saboroso....memórias de outros tempos!

André Lemos (via email)

Júri 500 paus 2027

Já está constituído o Júri do próximo concurso interno Toma lá 500 paus e faz uma BD... Será o Frederico Duarte (sócio da Tinta nos Nervos), Marcos Farrajota (autor, editor e da Direcção da Chili Com Carne), Matilde Basto (artista e da Direcção da Chili), Mina Anguelova (artista e vencedora do concurso do ano passado) e Tiago Baptista (artista e vencedor da edição de 2016).

Em Outubro é lançado o concurso.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NEURO-TRIP ± ± ± últimos 6 exemplares!!

    

Antologia de Ilustração e BD de Neuro, autor romeno que começou a sua carreira artístico com o grupo "The Church" numa procura iconoclasta. 

Devido às suas raízes ortodoxas Neuro explora as imagens dessa Cristandade fundindo citações de Terence McKenna, super-heróis parasitários, Mechas bacterianos, decorações freaks provando para quem ainda não sabia que nada é Sagrado no Milénio da Banda Larga. 

Este é o seu primeiro livro, verdadeiro meta-portfolio de imagens alucinantes.
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160 páginas 16,5x23cm p/b + vermelho; capa a preto, vermelho e prateado, 500 exemplares, ISBN: 978-972-98527-9-4
 
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Historial : 
 
Lançado na Festa Laica, Trem Azul em 2011 
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desenho usado para a capa da k7 de BLEID

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Feedback : 

Cool stuff 
Aleksandar Zograf 
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Nice drawings in the Neuro trip book! Reminds me a bit of Blair Wilson's work. 
Marcel Ruijters 
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Punk Comix nos Coruchéus


 

Depois de Alpiarça, Caldas da Rainha e Tomar, a expo Punk Comix vai para Biblioteca dos Coruchéus, Alvalade, Lisboa...

Para breve a reedição de Corta-E-Cola / Punk Comix de Afonso Cortez e Marcos Farrajota...

Caminhando Com Samuel /// NOVA EDIÇÃO (mais bonita, nova capa, mais páginas) / últimos 2 exemplares!!!


Nova edição do livro de bd de Tommi Musturi
pela MMMNNNRRRG

Tommi Musturi é um dos autores mais importantes na Finlândia, e também como dinamizador da BD. Já visitou várias vezes Portugal: Salão Lisboa 2005, na Feira Laica 2009 na Bedeteca de Lisboa, onde estava patente a exposição da antologia GlömpX, que participou como autor, comissariou e editou, Festival de BD de Beja (2014), Mundo Fantasma, BD Amadora e Tinta nos Nervos. Também já publicou em Portugal na revista Quadrado e no Mesinha de Cabeceira, tendo já um certo culto à sua volta.

Caminhando com Samuel é um livro universal porque a BD é muda (sem palavras), colorida e tão atraente que atinge vários quadrantes de público: o público infantil (embora haja um episódio sangrento), o adulto (que terá trips metafísicas), os colecionadores e os generalistas, os cromos da BD, da ilustração e do street-art (todos irão aprender com a técnica de Musturi), e até os "peter-pans" dos toys terão tesão - é uma promessa séria porque na MMMNNNRRRG sempre fomos muito sérios!
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160p. a cores, 21x21cm, capa dura
com marcador de fita
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PVP : 20€ à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Mundo Fantasma, Matéria Prima, ZDB, Tigre de PapelUniversal TongueUtopia, Tinta nos Nervos, Kingpin Books e It's a Book.

exemplos de páginas :




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Historial:

obra seleccionada para a Bedeteca Ideal 
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nomeado para Melhor Álbum, Melhor Desenho e Melhor Argumento Estrangeiro para os Prémios Central Comics 
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Feedback: 
é muito bom o livro - vou precisar de outro livro porque ofereci o meu 
Travassos (Cleanfeed, Shhhpuma)

um dos nomes de primeira água da banda desenhada finlandesa contemporânea (...) um roadbook cosmogónico onde o olhar da descoberta primordial se mantém até ao fim. Mas onde as cosmogonias (entre elas o Génesis) encenam a criação num tempo recuado e definitivamente perdido, Samuel parece assumir uma condição atemporal, um estado de permanência que o faz atravessar eras, estados de alma e espaços com o mesmo deslumbramento e a mesma disponibilidade para o mundo que trazia no início, quando surgiu por entre a vegetação. (...) Aqui, não há respostas, só deslumbramentos
Sara Figueiredo Costa / Expresso 

(...) não necessita que se diga muito sobre ela. E não é por ser uma bd muda. Nesta edição excelente da Mmmnnnrrrg é uma obra que precisa sobretudo de ser saboreada. Ao som ritmado dos passos 

Dos gelos da Finlândia chega a saga psicadélica do pequeno gnomo Samuel. É a mais relevante edição de BD produzida em território nacional este ano. 
João Chambel (Heróis da Literatura Portuguesa)

But Samuel is not the ultimate Godhead, as we have seen; he is played by a higher hand: Samuel is not just any puppet, he is THE puppet, a perfect in-between character, a mirror of both God and us.

I have been looking at the Musturi comic every day since I got it, so beautiful and imaginary!
Christopher Webster (Malus)

Gramei o Samuel. BD contemplativa. é um equilíbrio bem subtil entre o desenho clínico, o abstraccionismo da história e o uso das cores. Fiquei curioso com a continuação: a recompensa do final acaba por não ser o mais importante aqui (...)
B Fachada

domingo, 23 de agosto de 2026

MITI MOTA - edição inglesa nomeada para os IGNATZ AWARDS

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro,  Utopia (Porto) e Subtil (Almada). 

 



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Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



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HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)

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Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026

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conversa com a autora na Biblioteca Central de Almada, dia 24 de Julho, 19h

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edição inglesa nomeada para os Prémios Ignatz 2026




FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)
 

O Trabalho de Amanda Baeza é eclético, luminoso mesmo que a falar de coisas sérias, cromaticamente intenso porque é a cor o fio condutor da fabricação de uma imagética muito pessoal. Na exposição Miti Mota, cujo título se retira do livro de banda desenhada recém-publicado pela Chilli com Carne, a aparente dispersão criativa que experimenta materiais (riscadores, tintas, lãs), suportes (papel vegetal, cartolina, madeira, tecido) e linguagens distintas (desenho, banda desenhada, pintura, ilustração, escultura, manipulação têxtil, cerâmica) constrói um movimento oscilatório frutífero entre disciplinas, abrindo campos de leitura mais amplos do que o dum mero filão narrativo. 

Working with cloth provides a useful framework for the moments of abstraction in a piece like “Miti Mota,” where images are cut and reassembled to demonstrate the nature of play, of sharing. This is not a version of comics as predecessor to storyboards, where identifiable character designs are paramount, but comics as a form of folkcraft where the artist expresses themselves through every choice made. This is not to say Baeza does not take comics seriously, but rather that she understands it healthily.
The Comics Journal sobre a versão inglesa Wisps
 

Mitimota e Bruma não são a mesma coisa. Ambas são a reunião, num só volume, de um conjunto de pequenas bandas desenhadas curtas, particularmente heteróclitas entre si, publicadas pela autora Amanda Baeza ao longo de anos em variadíssimas publicações, em países, línguas, formatos, estilos e circunstâncias diferentes. Sim. E não é impossível encontrar, de um título para o outro, pequenos temas recorrentes, trejeitos ou facetas comuns, uma maneira de encarar o acto de criar banda desenhada livre, sempre livre. 

(...) Acima de tudo, há um permanente assunto, que tem a ver com o da identidade, sobre que ingredientes são necessários para a assegurar– de forma obrigatória sob o olho da legalidade, ou da inscrição cultural imposta pelos agentes auto-eleitos desse limite, ou mais livres na vida corrente. Conhecerão alguns leitores um assunto que foi discutido em torno da pessoa de Baeza, que podemos apresentar como “portuguesa-chilena”, onde esse hífen faz um trabalho policial tremendo, e que já argumentámos dever ser visto não tanto como sinal matemático de redução, mas sim de acrescimento, de âncora para algo mais. (...) Esse assunto torna-se quase diáfano na história “Nem de cá, nem de lá” mas também em “1 + 1 = 0” (e, atenção, pouco importa aqui a cronologia precisa das histórias, pois estes embates não serão seguramente pontuais, mas sistémicos e contínuos). Diria, porém, que se essas histórias são, respectivamente, um apontamento diarístico e acusatório de um trauma (e é um trauma, pois é uma afirmação violenta dizerem-nos que não somos algo que somos, só porque quem afirma não sermos pensa ser o juiz dessa mesma identidade) e uma tentativa de compreensão dos mecanismos de recusa, é precisamente “miti-mota” que parece ganhar distância e descobrir como explorar o aspecto positivo desse processo de “metadização” da pessoa humana.

Uma pequena caixa de jóias, brilhantes e coloridas, várias e nem sempre doces, mas que abre um ramalhete de possibilidades.