sábado, 30 de maio de 2026

AI AI hentAI ::: últimos 50 exemplares!! - LIVRO DO DIA stand H12 na Feira do Livro de Lisboa



 


A Chili Com Carne, com a 5me Couche e a Echochamber, têm o prazer de anunciar a publicação da primeira Banda Desenhada sintética escrita e desenhada por uma Inteligência Artificial, sob a batuta de Ilan Manouach.

 



Este artista grego tem impressionado o mundo com CoCo (Conceptual Comics)pornografia para intelectuaisBD para invisuais e até ao The Guardian caiu-lhe o queixo com a edição do livro com a maior lombada de sempre. Agora é a vez de pôr a Inteligência Artificial a trabalhar em modo de Hentai num ensaio-espiral de deixar Foucault agitado na tumba.

Fastwalkers é uma meditação não-linear sobre "deep learning" e que celebra a poesia inesperada da computação e que explora novas possibilidades de leitura.

Obra nascida das experiências continuadas de Manouach sobre a abundância informática e as economias afectivas da BD, este selvagem e alucinogénico livro mostra textos e imagens totalmente produzidos por aprendizagem automática.

Desde os inícios do século XIX, que a indústria da BD expandiu-se de forma simbiótica com o desenvolvimento da impressão, distribuição e tecnologias de comunicação. Sendo um médium altamente digitalizado, com comunidades activas em linha, a BD presta-se a processos de programação que definem a própria aprendizagem automática. Nos dias de hoje, estes processos sintéticos estão a modificar a forma como produzimos, consumimos, arquivamos e percebemos todos os media, incluindo a BD.

Co-criado com a última IA (GAN, GPT-3) e desenvolvido com uma equipa de engenheiros informáticos e designers interdisciplinares, Fastwalkers é uma amalgama de diferentes comunidades de bases de dados, algoritmos de busca de marcas registradas, regimes de indexação, "beta testing" e modelos generativos. As ferramentas foram treinadas sob milhões de unidades de informação e corpos de texto para criar este livroO resultado é uma paisagem semântica de camadas de ambiente cujas harmonias e dissonâncias revelam a mudança da natureza agregada do conhecimento na era do semiocapitalismo e ilumina as qualidades computacionais inerentes da BD para jogar com o espaço cognitivo do leitor.



Obra redigida em inglês, lançada no Festival de Angoulême 2023 com 150 exemplares disponíveis em Portugal, desde Outubro 2022, estão na nossa loja em linha e na Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Kingpin, Snob, ZDB, Utopia, Linha de Sombra, Meia Volta de Úrano e Matéria Prima.




estes "bots" humanos falam do livro aqui:


(...) livro difícil de atravessar, marcado pelo estilo das hentai japonesas (...) mas sobretudo pela dificuldade de acompanhar uma linha narrativa por entre as reflexões sobre processos de aprendizagem computacionais geradas, precisamente, por um computador

Sara Figueiredo Costa in Expresso

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Artigo "Para quê contratar artistas de banda desenhada se a banda desenhada se pode desenhar a si mesma?" de Ilan Manouach, traduzido por Pedro Moura e publicado no blogue Bandas Desenhadas


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 Artigo de Manouach no The Comics Journal

 

 

Comics, Creativity, Artificial Intelligence and Cognitive Synthesis: Intersections and Concerns A talk with Ilan Manouach, creator of synthetic comics such as Le  VTT comme je l’aimeFastwalkers, and Out Side.  Respondant: Hugo Almeida (CIUHCT); moderação e apresentação: Pedro Moura (LerBD). 22 Junho 2025, 18h, Casa do Comum (Bairro Alto)

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Mesinha de Cabeceira #44: "2125" de Matilde Basto /// ESGOTADO


O novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - é o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!

Edição limitada de 100 exemplares, 20 páginas 16,5x22cm agrafada, com uma capa em cartolina cinzenta. 

ESGOTADO mas pode ser que ainda haja na Snob, Greta, Linha de Sombra (Lisboa), Socorro (Porto) e  Velhotes (V.N. Gaia).
 

Historial

Saiu no FLOP nos Açores (com a presença do Rei da BD Rudolfo) e na Parangona (Lisboa) em Dezembro de 2025. Ei! Não estávamos a gozar sobre os Açores! Lá também há insectos ortópteros e população interessada na leitura destes bichos:
 


Entrevista a Matilde Basto por Sara Figueiredo Costa na Rádio Relâmpago.

 
FEEDBACK:
 
À semelhança do anterior Casal de Santa Luzia a autora volta a compor uma fábula onde animais comuns (dantes os gatos, agora as baratas) coabitam com os humanos em espaços urbanos onde se intui um ameaçador mal-estar, uma sensação de desajustamento, de não pertencer à cidade. Inicialmente, as baratas são representadas como espectros luminosos, em ambientes pontilhados por formas estrelares (idênticas à forma do símbolo do Gemini, talvez a simbolizar uma inteligência superior), e num processo gradual de alteridade, conforme os insectos vão sendo melhor conhecidos e integrados no quotidiano da cidade, vão adquirindo formas mais definidas e simpáticas.

domingo, 24 de maio de 2026

Mr. Burroughs ::: edição dos 25 anos :::: na Utopia


Chegou o livro mais atrasado de sempre mas está entesado o "Mr. B." Diriamos que é até o nosso primeiro "Álbum"!

Curse go back teria dito o verdadeiro Burroughs!!... entretanto o livro já se encontra na nossa loja em linha e na BdMania, Cult, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro e Utopia (Porto).


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23º volume da Mercantologia, colecção dedicada à recuperação de material perdido do mundo dos fanzines e edição independente.

Publicada originalmente em Novembro de 2000 pela Círculo de Abuso, passado três anos seria publicado pela belga Fréon (futura Frémok) em francês, algo inédito na BD portuguesa na altura - o que revela a maturidade da obra e da cena portuguesa naquela época, ou seja nos meados dos anos 90 até os meados dos anos 00.

A nova edição é maior que a original - passou para 21x28 cm -, tem 56 páginas a preto e branco e uma capa em cartolina rosa. Foram emendados pequenas gralhas e dado algum tratamento sobre as páginas originais. O design do livro ficou a cargo de Pedro Nora e foi acrescentado um posfácio de Marcos Farrajota para contextualizar este livro nesses tempos eufóricos da BD portuguesa.

ISBN: 9789898363534

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sinopse:

Este Mr. Burroughs não é  William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.

Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.



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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)

Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante. 

Les Inrockuptibles

Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.  

Bang

(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue. 

Domingos Isabelinho in Quadrado

 

FEEDBACK da nova edição

óptima re-edição.

Paulo Mendes (via email)


Ao ler o Mr. Burroughs, deu-me com frequência aquela comichão visual que vem com o ruído branco. Este é um mundo áspero, de texturas que variam entre o cimento e a brita, o esfregão d’aço e o ninho de aranhas. “Aracnídeo” será também um bom adjectivo para atribuir, de forma geral, às personagens. O próprio Mr. B, exemplar mais óbvio, todo esquelético e comprido, uma massa negra movida a alfinetes articulados, sendo que até as mais rotundas têm algo tarantular, bulboso, peludo e espinhoso. (...) Se os olhos são o espelho da alma, sob este rosto acumulam-se feridas e fraturas psicológicas. Aventurando-me num diagnóstico, atrevo-me a atirar termos como Síndrome de Cotard, narcisismo, autodesprezo, dúvida debilitante, paranoia. Ou talvez esteja só amaldiçoado, perseguido por uma entidade sem nome que se vai intrometendo na sua vida. (...) Fellow kids, teria sido uma pena isto ter ficado em 2000. 

Salato in A Batalha #304

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 sobre o livro

Por momentos, entre 1996 e 2001, (...) os ilustradores e autores de BD sentiram que iriam ser compreendidos pelos seus trabalhos, que não seriam ignorados pelo público nem pelos retrógados agentes oficiais da BD. (...) Houve Hype! Havia algo no ar! Havia juventude gira para aparecer em fotografias de revistas e jornais ou até TV, ena! 

No meio desta cena excitante, o David Soares criou a sua etiqueta editorial Círculo de Abuso em 2000, após algumas edições auto-editadas que apareceram do húmus da cena dos fanzines. (...) Soares irá surpreender pela sua produção assombrosa, mistura de Horror, Fantástico e a sua visão muito pessoal sobre fantasmas literários ou o fascínio pelo cinema. 

O Mr. Burroughs é o segundo livro (oficial) que publica e é o primeiro em parceria com outro ilustrador que será o Pedro Nora (...). Uma família de fumadores de haxixe conta a lenda que os autores se conheceram através do livro colectivo Lisboa 24H00 publicado pela Bedeteca de Lisboa, em que ambos participaram. (...) Nora vinha também dos fanzines (...) Como artista gráfico impressionava para alguém tão jovem ter uma linguagem gráfica tão depurada, nervosa, angular e solta. 

Os autores nunca mais irão colaborar em conjunto, embora ainda apareçam com BDs curtas a solo, na seminal antologia Mutate & Survive (Chili Com Carne; 2001). Numa simetria macabra, três anos depois da publicação em Portugal a obra é editada na Bélgica pela Fréon. Se ainda hoje é raro os livros portugueses serem traduzidos - ainda por cima de autores novos! - em 2003 era mais do que impressionante este acontecimento. (...)

A Bedeteca impulsionou esta nova geração de artistas, de forma directa com acções e apoios, e indirecta pelo élan que gerou junto à sociedade portuguesa mas "Mr. B" fazendo parte desta cena emergente não deixa de ser uma obra autónoma das influencias institucionais. Se, indirectamente, é graças ao Lisboa 24H00 que tudo isto acontece, no entanto a Círculo de Abuso não tinha recebido qualquer apoio institucional. Esta obra, bem como as outras de David Soares, deve-se às suas forças criativas telúricas, e neste caso, com Nora em quererem construir uma obra matura, artística, literária e com pelo na venta! 

Sem diminuir os seus esforços, na realidade era o que todos os artistas de BD na naquela altura queriam fazer, longe das vontades miméticas de alguma produção actual. Desses desejos artísticos, saíram algumas pérolas como este "Mr. B" que bem vale a pena recuperar para novos leitores (...) Já os mais cínicos dizem que a edição original por se encontrar a preços estrambólicos no souk da BD, era inevitável acontecer uma edição comemorativa dos 25 anos de "Mr. B" para acalmar os cripto-especuladores! Rumores...

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sobre os autores

David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas  (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).

Pedro Nora (Vila Nova de Gaia; 1977) é um designer gráfico licenciado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Desde 2001 que desenvolve trabalho na área cultural, tendo-se especializado em design gráfico para exposições de arte contemporânea, em design editorial e em design de livro de artista - de entre as suas colaborações institucionais destacam-se Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Moderna Museet Malmö (Suécia), Kunsthalle de Basel (Suíça), Palais de Tokyo (França) e Bergen Kunsthall (Noruega). Colabora com regularidade com as editoras Dafne, Ghost, Pierre von Kleist. Foi co-editor da revista Satélite Internacional (2002-05), da editora Braço de Ferro (2007-11), do jornal Buraco (2011-19). Integrou o colectivo Oficina ARARA entre 2014 e 2020. Em 2020 deu início ao projecto editorial FOJO.
 
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 Historial:
 
Lançado a 28 de Fevereiro 2026 na Tinta nos Nervos, com as presenças dos autores David Soares e Pedro Nora e o editor Marcos Farrajota "que falaram do passado" afinal este livro comemora 25 (26) anos da sua edição original em 2000. 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Se a Bíblia de Gutenberg é o Alfa, Contra a Palavra Escrita é o Ómega @ Lucky Lux


 

Saiu no dia 3 de Janeiro de 2023 o novo livro de Ian F. Svenonius intitulado Against the Written Word! Não se irritam fãs incondicionais!! Aguentem lá os chavalos!! Uma edição portuguesa saiu pouco depois!! 

Mais uma vez com tradução de Ondina Pires e publicada na colecção THISCOvery CCChannel

Disponível na nossa loja em linha e na Snob, ZDB, Linha de Sombra, Neat Records, Kingpin, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Socorro, Flur, Matéria Prima, Vortex, Alquimia, Universal Tongue, Letra Livre, Cassandra, Lucky Lux e Utopia.


Contra a Palavra Escrita : Rumo a Um Analfabetismo Universal é o mais importante e revolucionário livro produzido desde do advento da imprensa. É um livro que irá libertar os leitores de ler, os escritores de escreverem e os livreiros de venderem os seus artigos desprezíveis.

Este livro trará uma nova era que o libertará de ter de ler e ter pensamento Iluminista e da alienação de massas forjada pelo alfabeto. Contra a Palavra Escrita será um tremendo best seller e simultaneamente o último livro que qualquer pessoa irá ler. 

Os seus 19 ensaios rasgam os bichos-papões que assombram a humanidade nos dias de hoje, Contra a Palavra escrita é obrigatório para qualquer aspirante a Radical ou pretenso Gnóstico que tenha inclinação para palavras, pensamento, moda, drogas, música, arte, etc... Até porque é apresentado de uma forma abrangente de escrita: ensaios, peça de teatro, palestra, conto de ficção científica e manifestos, com temas como "Rumo a uma Pornografia Cristã", "A Necessidade Urgente de Reformar as Nuvens" ou um workshop sobre lavagem cerebral e composição musical, e muito muito mais...

Este jeitoso e ilustrado livro irá corrigir a falta de pensamento que caracteriza a oferta nas livrarias modernas e irá vender-se praticamente por si mesmo. Sairá das estantes em estado de graça para o insuspeito rato de biblioteca que todos dias procura novidades, que ficará de tal forma agarrado que o consumirá com uma fome animalesca. Infectado por um evangelismo selvagem, o leitor irá promovê-lo  no seu círculo social de amizades. Esses novos leitores farão o mesmo e brevemente este magro e quase inócuo volume irá ditar uma época e o seu pensamento. 

O livreiro será surpreendido e satisfeito por ter finalmente encontrado o único livro que vale a pena manter em reposição. Contra a palavra escrita irá dominar o mercado livreiro de tal forma que não se via desde que a Bíblia tomou os Tops de Vendas da época medieval ou quando o pequeno Livro Vermelho do Mao empolgava os críticos da China Comunista.



IAN F. SVENONIUS é o autor de "best sellers underground" como Supernatural Strategies for Making a Rock ’n’ Roll GroupThe Psychic Soviet e Censura Já!! É o pivot do programa de TV Soft Focus onde entrevistou Mark E. Smith, Genesis P. Orridge, Ian MacKaye entre outros. Como músico criou mais de 20 álbuns e inúmeros singles com várias bandas de Rock and Roll como Escape-ism, Chain & the Gang, The Make-Up, The Nation of Ulysses, etc... Vive em Los Angeles, EUA.



PVP: 13,12€ Livro de 208 páginas, 16,5x23cm, todo a preto e branco, sendo que deixamos a seguinte nota d'O Comité para a Reforma Alfabética acerca da capa: irá notar que este livro está um pouco danificado, seja devido a uma dedada, a uma pequena mancha, um canto amarrotado, ou uma combinação disto tudo. Tais defeitos, embora normalmente justifiquem trocar um livro, são na verdade um aspeto integral e intencional do design de Contra A Palavra Escrita. Este livro inaugura um emocionante mundo novo de analfabetismo imposto por iletrados dedicados ao animalismo. Neste mundo, o tátil voltará a ser primordial. As mensagens não mais consistirão em letras, textos ou grafitis, mas sim em esborratadelas, arranhões e odores que as pessoas deixarão para trás, como marcas entre si. A sua cópia de Contra a Palavra Escrita pode já ter sido folheada por algum caçador curioso de emoções, por um desesperado em fuga, ou, mesmo, por um potencial amante. Os sinais não alfabetizados que eles deixaram neste livro, sejam eles cheiros, manchas ou cantos amassados, podem ser úteis para você localizar uma comunidade com a mesma opinião, na era pós-alfabetizada em que estamos a embarcar. Portanto, enquanto esse tipo de irregularidades normalmente induziria à insatisfação e garantiria um “reembolso”, neste caso particular é uma componente do livro, possivelmente a característica mais proeminente. Na verdade, se este livro não estiver ligeiramente danificado ou alterado, troque-o por um que o esteja.






Historial

lançamento no dia 18 de Março 2023 na SNOB com a última performance Rock da Ondina Pires 
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8 Junho 2023: primeiro livro roubado no stand da Chili Com Carne na Feira do Livro de Lisboa (desde 2017), it's punk!!! 
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FEEDBACK

(...) qui não há niilismos para entreter. Há ironia em doses cavalares, sim, mas o seu uso não é um mero artifício, antes um modo de nos colocar o olhar no centro de um horror, de vários horrores que nos estruturam os dias, disfarçados de quotidiano e de normalidade, que preferimos não ver.

(...) Há no livro momentos deliciosos (...) Livro para visitar espaçadamente (...) é um manifesto contracultural (...)
Mário Lopes in Público


(...) exercício de estilo em todas as acepções da palavra que ao demolir o poder da palavra, lhe concede espaço para a edificação.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

CENSURAR ATÉ REEDUCAR ... BANIR QUEIMAR ABOLIR @ Lucky Lux



Censura já!!
de

tradução de Ondina Pires
Colecção THISCOvery CCChannel, vol. -11
formato 16,5x23cm, 168p.
PVP: 13,12 eur


Precisamos de censura. Censura para impedir que a rádio expele o seu vómito imparável. Censura à “imprensa livre”, a qual cria uma versão dos eventos mundiais fantasiada e o enquadramento intelectual para assassínios em massa. Censura aos livros que fazem o mesmo que a imprensa: livros de memórias de figuras políticas e celebridades que deveriam estar presas em vez de aparecerem nos circuitos literários; memórias estas, adulteradas por escritores-fantasma. Censura à indústria cinematográfica por produzir em série apologias infantilizadas e imperialistas, e pornografia pró-tortura. Censura às artes, cujo estatuto de imunidade à culpa explica e perdoa a ideologia degenerada, a qual permite que toda esta “liberdade” seja possível de existir.

(...) Estás disposto a ser visto a ler um livro chamado Censura já!! em público? (...) Sentirás o teu cérebro a bater mal enquanto tenta acomodar-se a algumas novas estratégias hilariantes, absurdas e radicais de como viver neste mundo ridículo 
Washington Post

(...) Mantêm este livro contigo e lê-o, uma palavra de cada vez.
Los Angeles Review of Books

(...) Svenonius sempre foi o mais inteligente da turma... Em livro, Svenonius é como aquele teu amigo que adoras porque, mesmo que a sua visão se divida entre humor, paranóia e ira anti-social, ele nunca dissipa a tua fascinação de como ele chegou até lá. 
SF Weekly

Ian Svenonius é mais conhecido por ser o "frontman" das bandas Make-Up e Nation of Ulysses, mas é também um brilhante crítico cultural com o talento de trazer os melhores tópicos que poderás ler. Nesta colecção, Svenonius escrever poderosos argumentos a favor da Censura, acumular livros e discos, polémicas contra a Apple e Ikea, a "yuppieficação" do Indie Rock, e a depilação de pelos púbicos.
Buzzfeed

A capacidade de disparar em direcções, mais focado na libertação dos projecteis do que no seu trajecto ou eficácia, inclina a leitura para esse registo irónico, mas a assertividade de certas afirmações aponta no sentido inverso, como quando afirma que os muçulmanos dominaram a Península Ibérica apenas porque tinham açúcar... 

Que merda é esta? (...) suspiras, recuperas o fôlego e pegas na obra (...)
Luís Rattus in Loud!

(...) é uma análise política sobre o estado da cultura de uma forma um bocado irónica. E a ironia faz-nos pensar, sobretudo quando é bem feita (...)
Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta) no Expresso



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Esta colecção de ensaios de Ian F. Svenonius reorganiza as ideias das pessoas sobre censura, Ikea, filmes documentais, o muro de Berlim, danças rock, depilação, Apple, a benevolência aparente da Wikipedia, acumulação de cultura, College Rock, as origens da Internet e muito mais...  até BD!! Foi considerado um dos melhores livros sobre Música em 2015, uma altura quando ainda havia concertos em caves nojentas e imundícies em Festivais de Verão. 

Ian F. Svenonius nascido em 1968, Chicago, EUA. Activo na música desde 1988 até ao momento presente, como músico compositor, cantor, guitarrista e escritor, nos grupos Nation of Ulysses, The Make Up, Weird War, Chain and the Gang, Cupid Car Club, XYZ, Escape-Ism. Tem vários textos escritos para revistas e fanzines, alguns são compilados em livros como Recognize, The Psychic Soviet, Keep Your Eyes Open, Supernatural Strategies for Making a Rock 'n' Roll Group e pela primeira vez em português este Censura Já!! 




Podem encontrar uma entrevista ao autor na Stress.Fm na sua visita lisboeta em 2015.

E eis uma entrevista, em 2020 poucas semanas depois de ter sido lançado, no Público sobre este livro.








PS - a Lolita já tem o seu exemplar!! Ó:



quarta-feira, 20 de maio de 2026

ccc@imaginarius.ou.aMOSTr


Vamos pela primeira vez à aMOSTr, uma feira de edição independente organizada pela Fanzineteca de Aveiro, mas nesta edição em "grande escala" porque vai suceder na Santa Maria da Feira durante o Festival Imaginarius, nos dias 21 a 23 de Maio.

Dia 22, às 17h30, há conversa com Marcos Farrajota.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

ccc@feira.do.livro.de.arte.2025


Coimbra ainda é civilizada e não é só "bedófilia", também há espaço para inteligência. Mais uma vez estamos lá com uma selecção do nosso catálogo e a presença do associado Rodolfo Mariano!

Maldito Aquele Lugar na It's a Book



M.A.L.

de 

Rodolfo Mariano

 

é o 20º volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido no mundo dos fanzines.

M.A.L. é uma série de banda desenhada que foi desenvolvida durante o Verão de 2019 através de um exercício criativo de produção diário e respectiva publicação em lightninrods.tumblr.com. Entre 2019 e 2021 foram impressos três números da série em formato fanzine. Encontra-se aqui uma selecção das melhores bandas desenhadas da série.

Foram impressos 500 exemplares, 80p 16,5x23cm p/b, capa dura em geltex 

já está disponível na nossa loja em linha e na Almedina, BdMania, Cult, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, SocorroSTET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Velhotes, Vida PortuguesaMundo Fantasma, ZDB e Eventual (Espanha).

 


 

Rodolfo Mariano é um dos artistas mais produtivos na actual BD portuguesa - quem desconfiar que pegue na máquina do tempo e vá visitar a suas exposições retrospectivas no Festival de Beja em 2022 ou a Horror Vacui - gastará menos gasosa espácio-temporal porque foi só em Fevereiro de 2024, ufa! Uma afirmação destas pode dizer nada ou tanto como o Maior Colecionador de Guitarras da Tâsmânia, claro, mas será cego quem não tem acompanhado o seu trabalho e reparado nos saltos qualitativos cada vez que aparece uma nova produção sua. E mais! Eis um autor que tem mil mundos lá dentro dele para nos contar "coisas". É raro ver um só indivíduo que desenha de puta madre e ainda tem "cenas" para dizer! Ainda por cima diz tanto numa única página!! Acreditem, amiguinhos da Chili, cada página de Maldito Aquele Lugar é um Haiku perfeito. Ou uma bomba de ansiedade. Ou um gatilho para um Fantasia. Ou um Sonho capturado de outro ser noutra dimensão. Ou... 

Para apaixonados da Krazy Kat, do Heavy Metal, da Interzona, dos Fofinhos da Mariana Pita, da vida pós-boémia e do Capeta. Nada dura para sempre.



Sinopse:  

Há um lugar no Necroverso onde o Tempo parece não avançar nem recuar. Entre a ascensão e a queda do Sarcoliberalismo Galáctico, a vida vivida aos soluços em retrospectiva parecia não ter sido assim tão má. Não fora essa mesma vida tão desesperantemente longa e desencantada pelos efeitos soporíferos de um feitiço despótico ritualizado em segredo pelos Necroeconomantes da Maldade Eterna ao longo de incontáveis eras. M.A.L. ou Maldito Aquele Lugar situa-se nas entrelinhas das histórias aos quadradinhos passadas na Terra Intermédia, território diegético entre os paraversos Cemitéria e Vomitória.




Rodolfo Mariano (1981; Coimbra) artista visual independente, músico de rua improvisador de paisagens montanhosas subaquáticas, contador de histórias estranhas em quadradinhos, criador editor de livros efémeros e entusiasta de pequenas movidas paralelas esquisitas. Autor de Bottoms Up, participante assíduo na revista Pentângulo e do jornal Carne para Canhão, professor ocasional na escola Ar.Co. e colaborador regular das antologias da Chili Com Carne. Vive e trabalha entre Lisboa e Coimbra ao leme do barco fantasma perpetuamente encalhado em terra de ninguém, o atelier ABRACADABRA.


 Livros disponíveis:

Bottoms Up (Chili Com Carne; 2020) - vendedor do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD" 2020

(antologias:)

Conger Conger Comix (co-editado com Agenda Yuzin; 2022)

Massa Crítica (2024)

Pentângulo #2, 3, 4, 5 (co-editadas com escola Ar.Co.; 2018-2025)



HISTORIAL

Lançado oficialmente dia 22 de Fevereiro no Vortex, Lisboa com conversa com o autor e DJing com Eyes of Madness e Katyusha

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 FEEDBACK


o M.A.L. é como se, de repente, o Elden Ring fosse adaptado para uma espécie de sitcom existencialista em banda desenhada.

F.C. por email

 

(...) notável universo onírico (...)

Jornal de Letras

 

 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O livro "todo público" da Chili Com Carne: "Bottoms Up" de Rodolfo Mariano - Vencedor dos 500 Paus 2020 / Na It's a Book



Bottoms Up 

de


- obra vencedora do concurso interno Toma Lá 500 Paus e Faz uma BD! de 2020 - 


64p. a cores 18x24,5cm 
500 exemplares


à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin, It's a Book, Linha de Sombra, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Utopia, Fábrica Features, Vida Portuguesa, Universal Tongue e ZDB.


Sinopse: Depois de uma longa viagem, o Simão chega finalmente à grande cidade cheio de sonhos e motivação para vencer na sua nova vida. Apesar do transtorno de ansiedade generalizada e introversão natural de que padece, o Simão depressa conquista o coração de alguns amigos e amigas que o vão acompanhar numa aventura improvável de desfechos imprevisíveis.







Historial:

Lançado oficialmente e virtualmente na Tinta nos Nervos, 31 de Outubro 2020 com conversa com Pedro Moura
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Exposição Horror Vacui no espaço/ciclo WC/BD, em Lisboa, durante o mês de Fevereiro 2024
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E para quem não percebeu o objecto:







FEEDBACK

o livro do Rodolfo Mariano só têm um problema, um gajo fica a pedir por mais, não me importava nada que tivesse 600 páginas.
David Campos (via email)
 
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Obra seleccionada na Bedeteca Ideal

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Entrevista no H-alt entretanto publicado em livro de tiragem de 30 exemplares (!) Outras perspectivas (Ass. Tentáculo; 2023)

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Não é bem uma fábula do género rato do campo / rato da cidade, à La Fontaine que Rodolfo Mariano, (...) nos apresenta neste intrigante (...) Chegado da aldeia, transportado por um atrelado cigano ou circense puxado por uma espécie de muflões de aspecto satânico, o rato Simão apeia-se no limiar da grande cidade. Por bagagem, uma mochila sem fundo acomoda um velho mapa, meias de cada nação entre uma parafernália de objectos úteis e inúteis, e ainda um livro mágico sobre “naves especiais”. Dirigindo-se à cidade, procura a chave que possibilite a libertação de um amigo, prisioneiro do Inquisidor-Mor. Uma mélroa de nome Cassandra ou o fantasma da raposa vegetariana Annalisa, contracenam com Simão, no meio de bandidos, carrascos, guardas, comerciantes e mortos-vivos que povoam uma urbe que poderia vir descrita num livro de Tolkien. Caso invulgar nos quadradinhos nacionais, o estilo de Rodolfo Mariano já foi comparado com o do australiano Simon Hanselmann; o francês Lewis Trondheim é também um nome que aqui nos parece ecoar. Elogio da amizade e denúncia do poder (...) Mariano tem uma apetência pelo imaginário fantástico pulp, que utiliza para falar de coisas sérias, e o antroporfismo revela-se uma esplêndida opção.

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(...) onde se reconhecem a obra de Tolkien, Dungeons and Dragons, a mitologia grega, Rimbaud ou Fernando Pessoa. Mariano recolhe todas essas referências e foca-se na construção da sua história, acompanhando a chegada à grande cidade de um rato, Simão (...) A cidade mudará Simão, porque é isso que os espaços fazem quando nos deslocamos por eles (...)
Sara Figueiredo Costa in Splaft!