quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Zombie, zombie, zombie-ie-ie-ie, oh Do, do, do, do +++++ últimos 25 exemplares da edição limitada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Tóquio Zombie 
de 
Yusaku Hanakuma


Publicar um livro de zombies depois da primeira década deste milénio pode parecer um acto anacrónico mas eis que Tóquio Zombie, de Yusaku Hanakuma, é muito mais do que uma cómica história de terror, pois vive da grande tradição das narrativas de Zombies em que se critica o status quo. 

Tudo começa nos aterros do Fuji Negro, onde lixo e cadáveres são enterrados sem qualquer pudor, e que acaba por dar origem a uma praga zombie que mudará o mundo.

E é lá que encontramos os nossos heróis Fujio e Mitsuo, operários fabris praticantes de jiu-jitsu. Mas será que esta arte marcial que dá-lhes vantagem de sobrevivência na maldição zombie, também os ajudará a resistir a uma nova sociedade distópica entre muralhas? Entre burgueses, porcos e escravos, eles devem lutar para sobreviver numa Tóquio Zombie!

Esta obra foi produzida entre 1998 e 1999 para a revista AX, insere-se no estilo "heta-uma" (mau, mas bom) e apesar do seu grafismo destabilizador, teve uma adaptação para cinema em 2005, pelo realizador Sakichi Sato, com participações dos actores Tadanobu Asano (Ichi, o Assassino) e Show Aikawa (Dead or Alive).




Já está disponível na nossa loja em linha e na Tigre de Papel,  ZDB, Universal Tongue, Linha de Sombra, Velhotes, Matéria Prima, Língua nos Dentes, Utopia, Vortex, Socorro e Mundo Fantasma.

Em breve em mais algumas poucas livrarias porque há duas edições, uma pela Sendai e a nossa com o grafismo que define a colecção RUBI - que neste volume será uma edição limitada de 200 exemplares, logo com uma distribuição desta versão mais limitadas nas livrarias, a da Sendai estará em todo o lado...

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HISTORIAL:

Lançamento oficial mesmo-mesmo foi no no dia 2 de Dezembro 2023 na Fundação Oriente com a presença de Cassiano Soares, Marcos Farrajota e Hetamoé, que assina no livro um inédito posfácio sobre a obra.

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No Top 10 do fanzine norte-americano Bubbles já que os portugueses andam distraídos
 
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é um livro que sexualiza o apocalipse dos Zombies!  
uma transeunte no nosso stand na Feira do Livro de Lisboa 2025 dixit
[logo é um livro mau! Mas por favor alguém nos explique o que ela quis dizer com isto, pleeeease!!!!]

domingo, 27 de setembro de 2026

O Meu Nelson Mandela e outros contos / ÚLTIMOS 10 exemplares!



Papá em África morreu!
Viva Papá em África!

Anton Kannemeyer, que também assina como Joe Dog na melhor tradição punk do uso de pseudónimos podres, nasceu em 1967 na Cidade do Cabo, África do Sul, onde reside com a sua mulher e filhos. Fundou em 1992 com Conrad Botes a Bitterkomix (19 números até à data), publicação onde a sociedade africânder nunca sai ilesa de crítica.

Como artista plástico, tem feito exposições em importantes instituições como o MOMA (Nova Iorque), o Museu de Arte Contemporânea da Austrália, MU (Eindhoven), Museu de Arte de Seul, MHKA (Antuérpia), Tennis Palace (Helsínquia), Yerba Buena (São Francisco), Studio Museum (Harlem) e o Museu de BD e Cartoon (Nova Iorque).

Tem livros publicados na África do Sul, Alemanha, Finlândia, França e Portugal. Papá em África (MMMNNNRRRG; 2014) é o título que o trouxe ao Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2016 e que se mostrou controverso mas não impediu de ter sido inteligentemente premiado como Melhor Álbum Estrangeiro nos Prémios Nacionais de BD 2015 do Festival. Não foi colocado nos escaparates físicos na FNAC - só podia ser encomendado nos balcões ou no sítio em linha desta cadeia de lojas - e foi “retirado temporariamente para que se pudesse identificar que se trata de uma Banda Desenhada para adultos” nas livrarias da Fundação Gulbenkian, no âmbito da sua visita para uma mesa-redonda em Maio de 2015, uma sessão dedicada à banda desenhada no encontro "Outras Literaturas", integrado no programa Próximo Futuro da Fundação.

Se as bandas desenhadas de Kannemeyer suscitam discussão sobre os traumas e a má-consciência do pós-colonialismo, o mais estranho é levantarem o velho preconceito revelador da falta de estatuto da banda desenhada noutros circuitos. Apesar da escamoteada censura económica este título rapidamente esgotou mas tornou-se impossível a sua reimpressão. É um livro de culto. Aproveitando a visita do autor ao 27º FIBDA, a MMMNNNRRRG lançou O Meu Nelson Mandela e Outros Contos, uma compilação de histórias e desenhos, desta vez mais autobiográficas e ensaísticas, afastadas do imaginário do não menos polémico Tintin no Congo. Apesar de serem trabalhos mais intimistas não significa que sejam menos virulentos.
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O Meu Nelson Mandela e Outros Contos 
de 
Anton Kannemeyer 
36º volume da MMMNNNRRRG
compilado por Marcos Farrajota 
traduzido por Manuel João Neto (BDs) e Marcos Farrajota (desenhos e pinturas)
Design e legendagem por Joana Pires com o apoio da Táxi Lettering (fonts e títulos)
500 exemplares / faltam 10 exemplares para esgotar!!
16p. p/b + 16p a cores, capa a cores
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À venda na loja virtual da Chili Com Carne e na BdMania, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, STET e Nouvelle Librarie Française. E ainda na Ugra Press (Brasil), Rastilho, Fatbottom Books (Barcelona) e Neurotitan (Berlim).
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Historial: 
Lançado oficialmente no dia 30 de Outubro na BD Amadora 2016 com presença e exposição do autor ... Entrevistas no Público e na Blimunda ... Foi aceite pela FNAC (uau!) ... Um dos Melhores Livros de 2016 no Expresso ...
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Feedback:
serve de complemento à histórias do livro anterior, e onde aquele era uma espécie de radiografia a um imaginário interno e cultural partilhado, que tantas vezes reflecte igualmente fantasmas dos seus leitores, estoutro é mais focado na experiência própria do autor, como se houvesse a possibilidade de mostrar um balanço da sua vida como fruto das consequências da educação. 
Pedro Moura in Ler BD

Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal

O Meu Nelson Mandela e outros contos foi uma revelação muito positiva e honesta para mim.
Ana Ribeiro in Bandas Desenhadas

sábado, 26 de setembro de 2026

LANÇAMENTO BFKA CUTENCYCLOPEDIA hoje!!!!!!!!

 

A Chili Com Carne e a Palpable Press regressam ao terreno para a segunda sessão pública da Temporada Equestre. Desta vez, levamos a BFKA CUTENCYCLOPEDIA até à Livraria Trama para falar de kawaii, internet, cultura popular e outras coisas que parecem inofensivas até começarem a ocupar demasiado espaço no cérebro.

É uma sessão sobre um livro, mas também é uma sessão sobre tudo o que um livro consegue convocar quando se recusa a ficar quieto: conversa, performance, música, referências impossíveis de explicar e uma quantidade irresponsável de lore.

HOJE · 16h
Livraria Trama,
Rua dos Bragas, n.º 32, Porto


BFKA CUTENCYCLOPEDIA: AN ESSAY COLLECTION ON KAWAII AND ITS ADJACENCIES

Apresentação (des)informal do novo título da Chili Com Carne & Palpable Press: uma colecção de ensaios sobre a cultura fofa japonesa e as zonas perigosamente porosas entre estética, internet e cérebro derretido.


Com a autora Ana Matilde Sousa, o CEO Micael Silva (Palpable Press & TKB Barracos) e os artistas André Pereira e Rudolfo da Silva.

Depois da conversa, diretamente de Akihabara, MIKUxFADE traz uma sessão noise weeb de sarjeta: Vocaloid em decomposição, moe tóxico e a tristeza de um jpeg de uma waifu 2D.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

"Trinta Anos a Monte : a minha vida punk" de Gilles Bertin - ESGOTADO

 

Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (1961-2019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da Sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Camera Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (...), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (...). 

Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que toma a decisão de se entregar à justiça francesa em 2016. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo.  

in A Batalha - Jornal de Expressão Anarquista

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co-editado pela Chili Com Carne e Thisco, 25º volume da colecção THISCOvery CCChannel

224p 16,5x23cm, todo a preto e branco 

ISBN: 978-989-8363-56-5

Esta edição portuguesa inclui mais documentos visuais que a original francesa, para além de uma Banda Desenhada de 24 páginas de José Smith Vargas, celebrando a actividade da loja de discos TORPEDO. 

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O livro encontra-se ESGOTADO mas deverá ainda existir na BdMania, Clockwork, Flur, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience (Lisboa), Louie Louie, Maldatesta, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Piranha, Socorro, Utopia (Porto), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Lucky Lux (Coimbra), Centro de Cultura Libertária, Subtil (Almada), Larvae, Metal Soldiers, Rastilho e Universal Tongue.

 

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HISTORIAL:

Cantava numa banda punk, assaltou um banco em França e abriu uma conhecida loja de discos em Lisboa: a espantosa história de Gilles Bertin - artigo no Blitz (23.04.26) e no Expresso (01.05.26)


A incrível história de Gilles Bertin: uma vida punk, um assalto milionário, uma loja de discos em Lisboa - artigo no Ípsilon (29.04.26) e em papel (01.05.26)


A vida alucinante de Gilles Bertin na Blimunda


Sobre o livro no Rádio Relâmpago com entrevista a José Smith Vargas


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FEEDBACK

 Estou a gostar muito do livro do Bertin: sem qualquer pretensão intelectual ou afetação burguesa, escrito num estilo desengonçado, é um testemunho válido de uma vida e de uma época que, a dada altura, se cruzaram também comigo, ainda que de forma tangencial - foi na Torpedo que pusemos à venda o Novos Panoramas do Globo / Baladas de Holywood, no início de 1992, com direito a cartaz prontamente afixado na vitrine. Agora percebo que havia muita tensão por detrás daquela postura amigável, mas algo reservada, do Gilles. Para além disso, o livro está cheio de ensinamentos - práticos, estéticos, políticos. (...)

Daniel Lopes (via email)


A bd dá frescura ao livro!

Ondina Pires (via email) 

 

4 estrelas

Mário Lopes in Público


E olha, devorei o livro do franciu da Torpedo. Comecei e não consegui parar. Que história de vida. E a BD do Smith dá o toque saboroso....memórias de outros tempos!

André Lemos (via email)

terça-feira, 22 de setembro de 2026

WENDIGO na Subtil

 


O regresso de NUNSKY depois do celebrado Companheiros da Penumbra!!!!

É o 29º volume da Colecção CCC com capa semi-dura a preto e branco e 104p 16,50x23cm a preto e branco, aliás um preto digno de um Inverno Nuclear!

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Esta banda desenhada é baseada na obra de Algernon Blackwood e deixamos aqui a sinopse:

 Ao longo dos anos, a imensa floresta canadiana testemunhou inúmeras expedições de caça ao alce, com maior ou menor sucesso.

Mas a que foi liderada pelo Dr. Cathcart em Outubro de 1910, fazendo fé no relato dos que nela participaram, terá sido de todas a mais insólita.

“Cometemos um grande erro em ter vindo aqui!... A nossa presença despertou algo no coração da floresta!... Algo terrível que jamais deveria ser perturbado!...”

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Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Cult, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto), Subtil (Almada), Larvae e Universal Tongue.


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feedback:

O “Wendigo”, criatura mítica das lendas dos povos indígenas norte-americanos, surge aqui como símbolo da natureza selvagem e vingativa, despertada pelo desrespeito humano. A narrativa conduz o leitor por um crescendo de tensão psicológica, isolamento e loucura, reforçado pela arte crua e expressiva de Nunsky
 
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Um forte concorrente a um dos melhores livros do ano de autores portugueses.
Pranchas e Balões

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Nomeado para prémios da Central Comics



 
Historial:
 
livro nomeado para os prémios da BD Amadora

sábado, 19 de setembro de 2026

Vamos vos apresentar à Família / últimos 50 exemplares!!!


Família

de

Júlia Barata

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9º volume da Colecção RUBI.

232p A5 2 cores + capas duplas 1 cor + sobrecapa 2 cores 

+ oferta de zine Umas amigas limitado a 100 exemplares (esgotado)


Disponível na nossa loja em linha e nas lojas Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vida Portuguesa, ZDB, Greta, Cult (Lisboa), Cassandra, Mundo Fantasma, Socorro (Porto) e Velhotes (Vila Nova de Gaia). E TFM (Frankfurt) e Língua nos Dentes




página de Umas Amigas

Depois de uma vida nómada - com paragens em Lisboa, Porto, Maputo, Barcelona e Roterdão, Júlia Barata, arquiteta e artista gráfica, estacionou em Buenos Aires há 11 anos, depois de uma mudança agitada que ilustra no livro Gravidez (Tigre de Papel; 2017).

Família, que poderia ler-se como uma sequela de Gravidez, reflete sobre a construção e desconstrução de um núcleo familiar, entre registos de autobiografia e autoficção. Ainda assim, existe uma coerência narrativa nesta obra que descreve os ziguezagues emocionais de uma mulher num período de mudança, de uma mãe e esposa que precisa de fugir da família que formou.

A pujança artística de Barata está aqui a galope. Relata pequenos "slice-of-lifes" com ar fofinho num diário Moleskine, bem ao sabor de muita da produção contemporânea infantilizada que se vê por aí. No entanto, ao contrário do que se espera, esses momentos inócuos servem para serem trucidados por uma angustiante representação de uma depressão.

Nada é simples por aqui. O tom minimalista dos desenhos é realmente uma interpretação sem filtros, sem moral e sem pedagogia. Se uma família é vista em geral como um espaço uniforme, nesta Família luta-se para que a liberdade individual seja tão respeitada como o compromisso institucional. Será (ainda) possível?


 
Disponível na loja em linha da Chili Com Carne e nas lojas Kingpin, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Tinta nos Nervos e Tigre de Papel.




Feedback

(...) o seu novo livro Família, que dizem as más-línguas que foi a razão da “BD Porcalhota” ter bloqueado a Chili Com Carne no seu certame de BD para rapazes e velhadas…
 
 (...) Júlia Barata deposita nelas questões mais transversais sobre papéis sociais, sobre ser mulher, relacionamentos, depressão e desejo, numa abordagem punk, feminista e livre. (...)

li o livro Família (...) e adorei aquilo tudo, o desenho, a maneira gira como não faz quadrados, as estórias, o fio da narrativa, as situações...  o uso do vermelho no desenho... TUDO! SETE ESTRELAS, MESMO!!
Rafael Dionísio (via email)
- Sete Estrelas!?
- Em cinco!
 
Fantástico trabalho de grande fôlego (...)
Jornal de Letras

Esta é uma banda desenhada de contornos (ou antes, sem contornos) invulgares, onde os desenhos seguem livres pela página. Aqui não há pranchas, tiras ou vinhetas que os separem e os contenham, pois o movimento é transmitido pela sobreposição sequencial de desenhos. Se foi das novelas gráficas que me mais me cativou nos últimos tempos não é só por culpa dos balões vomitados pela boca das personagens, mas também ajudou.
 

 

Historial

Lançamento no 21/12/2024 na Tinta nos Nervos com presença da artista e uma exposição de originais - patente até 18 de Janeiro 2025.

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Entrevista no jornal O Despertar

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artigo no Público / Ípsilon


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Anarco-queer?

Esta semana vamos ter uma selecção dos nossos livros nestes eventos:


 Já uma tradição a presença no festival de cinema mais antigo de Lisboa - parabéns QueerLisboa!

E na Feira Anarquista estaremos na mesa d'A Batalha - jornal de expressão anarquista que tem um novo número!

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Carne para Canhão 6 --- ESGOTADO

 
 
 O número 6 do nosso jornal CARNE para CANHÃO aliou-se aos grandes eventos pelo país fora como o Imaginarius (Santa Maria da Feira) e a Feira do Livro de Lisboa! Se já havia poucas razões para duvidar deste jornalismo enviesado, obscuro, instigador natural de propaganda privada, chegamos a este ponto em que a Chili é Canhão e o Canhão é Chili. O próximo passo é vender talheres ou "novelas gráficas" com o jornal! O caminho está traçado!

São 16 páginas a preto e branco com participações de Alexandra Saldanha (capa), Mina Anguelova, Matilde Basto, Carlos Carcassa, João Fazenda (quando tinha 12 anos!!), Léo, Zé Lázaro Lourenço, Rodolfo Mariano, Sofia Neto, Tetrateles (BDs), Rui Moura (ilustração) Pedro Pestana Soares e Marcos Farrajota (textos).

Pontos de distribuição: Ar.Co., BdMania, Bivar, Centro Periférico Cultura Urbana, Flur, restaurante Joud, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Atelier Abracadabra / Jolly Roger Tattoo Club, Lucky Lux (Coimbra), LAC (Lagos), Barlos (Barcelos), Bedeteca do Porto, Cassandra, Espaço Musas, Louie Louie, Lovers & Lollypops, Matéria Prima (Porto), Biblioteca das Caldas da Rainha, Insensato (Tomar), Meia Volta de Úrano (Cacilhas) e República 14 (Olhão).

domingo, 13 de setembro de 2026

Será a caneta mais poderosa do que a espada?

 


A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas a este desafio em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês cabe ao Tiago Santos responder.
 
Tiago Santos (2001, Covilhã), licenciado em Design de Comunicação e mestre em Ilustração, Edição e Impressão (FBAUP). É designer, ilustrador e toca em várias bandas no underground do Porto (Varizes, banda humilde e Clara Boia). Participou no jornal Carne para Canhão e brevemente irá lançar o seu primeiro álbum/zine, ZXSpectrum.

sábado, 5 de setembro de 2026

Cartas Inglesas na STET


Está disponível na Snob, Tigre de Papel, Kingpin, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Tinta nos Nervos, Fundação Eça de Queiroz, ZDB, STET, Matéria Prima, Vida Portuguesa, Cult, Socorro e BdMania. 
 
 E claro, na nossa loja em linha!!! 



64p 16,5x23cm a uma cor, capa a uma cor.


O novo livro de Francisco Sousa Lobo colige 14 ensaios visuais planeados entre Londres e Tormes (graças ao apoio de uma residência literária da Fundação Eça de Queiroz), e desenhados em Tormes. Eles variam entre a observação social (e nisto conversam com as Cartas de Inglaterra de Eça), a digressão poética e a autobiografia. São a prova de uma vida dividida entre Portugal e a Inglaterra, e do que acontece nesse espaço.






Cartas Inglesas foram feitas graças ao apoio da uma bolsa de residência literária Eça de Queiroz, fruto de uma parceria entre a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e a Fundação Eça de Queiroz.




HISTORIAL




FEEDBACK

(...) autor ímpar no panorama da banda desenhada portuguesa, dedicado ourives de narrativas visuais onde a abordagem autobiográfica, a deriva poética e uma certa ideia de memória como construção se cruzam exemplarmente. Cartas Inglesas reúne catorze ensaios visuais cuja construção foi decorrendo entre Londres, onde o autor vive, e Tormes, sede da Fundação Eça de Queirós, lugar onde Sousa Lobo passou algum tempo em residência literária e que ajudou a convocar as queirosianas Cartas de Inglaterra, livro com o qual esta banda desenhada dialoga profundamente.


(...) as experiências em Inglaterra enquanto estudante, artista, docente, cidadão, emigrante, utente do sistema de saúde, português, europeu, crente cristão, leitor de filosofia. Todos estes círculos com relações entre si nem sempre necessariamente concêntricas, mas criando uma ideia fantasmática de alargar o escopo a cada capítulo. (...) As observações que faz são súbitas e iluminadoras (mas de uma maneira à la Bergson, em que é a revelação repentina do obscurecimento humano em que participamos que mais importa). Sofre num mesmo nível. Poder-se-ia dizer que é a canga do cristianismo. Poderíamos dizer que é tão-somente a condição da “compaixão” (termo discutido). Eu diria que é a consciência de não termos alguma vez saído do rés-do-chão.



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Deserto e Nuvem [edição regular] disponível na STET

1 claustro vazio em Évora
1 ordem católica de silêncio e solidão
1 inquérito espiritual
2 livros num só 
20 cartas sem resposta 
Muitas visitas do autor em dúvida
 
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uma reedição
uma edição regular
4 novas páginas de intodução
 


 A LowCCCost é a nossa colecção mais mediatizada, premiada, com sucesso de crítica e público. Assim foi inevitável reeditarmos o "livro-duplo" Deserto e Nuvem de Francisco Sousa Lobo, originalmente lançado em 2017. 

Verdadeiro marco teológico que regista os últimos sopros da vida monástica dos monges cartuxos no Convento de Évora. Passado pouco tempo estes emigraram para Barcelona, mais próximos do IKEA e da praia. 

É também um verdadeiro marco na BD portuguesa por ter ganho os "Jedis da Bedófilia", isto é, os prémios dos principais eventos de BD em Portugal mas também surpreendendo noutras áreas como a do Design pelo seu aspecto "duplo" ("split") com um acabamento em acordeão a segurar ambos os livros. De um lado Deserto sobre a visita de Lobo ao convento e de outro Nuvem que ilustra 20 cartas sem resposta endereçadas a um monge cartuxo. 

Esta nova edição, que lhe chamamos de "regular" porque é uma encadernação brochada, lê-se em primeiro a BD Deserto seguida pela Nuvem e inclui, antes, uma BD (inédita) de introdução (de quatro páginas) do autor. Daí a inclusão de "e" entre os "dois livros", já não é opção ler um ou ler o outro em primeiro... 





 





Sexto volume da colecção LowCCCost editado por Marcos Farrajota com arranjo gráfico de Joana Pires e publicado pela Chili Com Carne.

192 páginas a 2 cores, 16,5x23cm, capa a 2 cores

Disponível na nossa loja virtual e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Socorro,  STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, A Vida Portuguesa, Utopia e ZDB.








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HISTORIAL


Edição original lançada na Feira do Livro de Lisboa em 2017. 
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Nova edição lançada no dia 11 de Abril de 2024 na exposição Paper Wraps Rock na galeria da escola Ar.Co., em Xabregas com a presença do autor (que reside em Inglaterra)
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Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal
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Prémio Nacional para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento pela BD Amadora 2017 
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Melhor Álbum e Melhor Argumento nos Galardões Comic Con 2017
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Escolhas de 2017 no Expresso
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Melhores de 2017 no Máquina de Escrever
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Melhores 2017 no La Cárcel de Papel
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Best Comics of 2017 in Paul Gravett site
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apresentação no Festival Literário de Berlim de 2018
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exposição retrospectiva na BD Amadora 2018
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Obra seleccionada para Best Book Design From All Over the World, da Stiftung Buchkunst, no âmbito do Prémio Design do Livro 2018 + exposição na Torre do Tombo (entre 14/11 e 31/12/18)
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artigo sobre Cartuxos e o livro no Diário de Notícias
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participação na exposição e catálogo Viagem ao Invisível (2019) coordenado por Luís Santiago Baptista e Maria Rita Pais





Deserto e Nuvem são obras de longo curso que examinam a forma de vida na Cartuxa de Évora, onde alguns monges resistem aos costumes do mundo, em absoluto silêncio e solidão. Serve este exame de pretexto para focar a própria natureza da fé humana, do apego às coisas do mundo, do que nos faz sentido. 

Deserto é composto de uma única narrativa centrada numa semana passada junto a Scala Coeli (escada do céu), que é como se chama a Cartuxa de Évora. É um livro quase jornalístico. 

Nuvem é composto de 20 cartas endereçadas a um monge cartuxo, e pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé – o extremo que sabe que Deus não existe, e o extremo que se contenta com absurdos.

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Francisco Sousa Lobo (1973, Lisboa) vive em Londres desde 2005. Faz BD desde 1980. Estudou e praticou arquitectura durante dez anos. Agora trabalha em artes plásticas e banda desenhada, e não distingue já bem entre as duas coisas. Expõe em Inglaterra e Portugal. Estuda a nível de doutoramento (arte) em Goldsmiths College. Participou em vários jornais universitários, no Público e na Art Review. Também publica nas áreas da crítica artística e estética. 

 Na Chili Com Carne participou nas antologias Mesinha de Cabeceira, Zona de Desconforto e Pentângulo. Em 2013, o seu livro The Dying Draughtsman – O Desenhador Defunto inaugurou o romance gráfico na Chili. Em 2015 é lançado The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros, romance gráfico vencedor do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! e que já viu edição em Espanha e França. Em 2021 é lançado Gente Remota, um romance gráfico que toca nas feridas colonialistas portuguesas, trabalho ficcionado a partir de entrevistas com quatro ex-veteranos da guerra colonial. O seu mais recente livro, Cartas Inglesas, colige 14 ensaios visuais planeados entre Londres e Tormes (graças ao apoio de uma residência literária da Fundação Eça de Queiroz), e desenhados em Tormes.





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FEEDBACK
 

No caminho que levou a Deserto/ Nuvem, que se pressente longo e hesitante (a vários níveis), Sousa Lobo tenta construir pontes frágeis entre estes vários aspectos, como o harmónio de cartão que une os livros. E, sobretudo, procura acreditar nelas. Para além do fascínio com a vida e opções dos cartuxos, e os paralelos que o autor estabelece com a sua arte, este é sobretudo um catálogo de dúvidas sem resposta. Como se duas obras semi-falhadas ou incompletas se resgatassem e engrandecessem mutuamente pela união enquanto gémeas siamesas invertidas; o onirismo poético de uma elevando-se na realidade de um Alentejo moribundo e sem rumo da outra; a qual, por sua vez, ancora a anterior. Na sua construção inclassificável este é um excepcional trabalho de Francisco Sousa Lobo, com elogios extensíveis à Chili Com Carne. Seria uma pena se (como os trabalhos de autores como António Jorge Gonçalves, Tiago Manuel ou Diniz Conefrey) não passasse bem para lá do universo da banda desenhada e dos seus rituais.
João Ramalho Santos in Jornal de Letras

(...) Livro que "pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé", por um lado o "que sabe que Deus não existe" e o "extremo que se contenta com absurdos".
Nuno Galopim in Expresso

(...) a mais fascinante experiência de leitura de banda desenhada deste ano.
There is no doubt that Lobo’s obsessive and proficient output is even more surprising for both its aesthetic and philosophical commitment. I’ve argued elsewhere that Lobo’s overall project touches an incredibly original and complicated autobiographical or auto-fictional project, but this double book (two titles, Desert and Cloud, bound back-to-back) ticks all the boxes of a straightforward autobiography. Lobo spent some time visiting Évora’s Carthusian Monastery of Santa Maria Scala Coeli, with the goal of creating a sort of ‘live’ comic project. Based on his observations, talks and theological discussions with the monks, Deserto explores issues such as isolation, silence and the relationship with God, which genuinely concern Lobo as an anxious, suffering Catholic artist (a pleonasm, I’m certain). Nuvem, on the other hand, takes the shape of short letters, addressing the history of the order and this monastery, as well as some of the concerns mentioned above. One half complements the other, reinforcing the themes and clearly making them an intrinsic ingredient to the artist’s recurrent obsessions.
Deserto/ Nuvem es realmente una maravilla de Sousa Lobo -¡qué difícil, un cómic sobre la espiritualidad!- y también una maravilla de edición. Os felicito! 
Max (Peter Pank, Bardin, Vapor) por email

Todos os anos vou como um peregrino ao Festival de BD da Amadora (que este ano foi entre 26 de Outubro e 11 de Novembro) para completar colecções, comprar novidades ou descobrir antiguidades, mas desta vez saí de lá mais surpreendido do que o costume com um livro: não levei só heróis habituais como o Corto Maltese, o Árabe do Futuro ou um Paul Auster no saco das compras, mas também monges de clausura visitados por um autor português com raízes no Alentejo que vive em Londres e tem dúvidas existenciais sobre Deus e a religião: Deserto/ Nuvem (editora Chili com Carne) é uma novela gráfica original. Primeiro, porque é dois livros num só, que começam em cada uma da capas, ou melhor, em cada uma das contracapas: Deserto é sobre as visitas do autor, Francisco Sousa Lobo, ao Convento da Cartuxa, e a relação com os poucos e velhos monges com votos de silêncio que ainda lá vivem; Nuvem dá forma a 20 cartas de carácter sobretudo filosófico enviadas a um monge cartuxo; a ligá-los, uma planta desdobrável do convento dá ao livro uma textura de velho incunábulo, de lombada cosida à mão. É um belo objecto.
Mas não só. Sousa Lobo leva-nos em visita aos claustros, aos hábitos dos monges, à rotina e à perplexidade: seja-se religioso ou não, aquelas vidas suprimidas pelo silêncio naqueles espaços deixam-nos incrédulos. Abdicam do humano em favor do etéreo?, questiona o desenhador (e arquitecto) numa das cartas. O próprio autor está em cima do muro entre os crentes e os não crentes, mas tenta compreender o ponto de vista dos enclausurados e exprime um assombro perante aquela resiliência e desistência da vida comum: Há uma nuvem entre mim e os monges, uma admiração profunda deste lado, escreve. Francisco Sousa Lobo ganhou o prémio para o Melhor Álbum Português de BD em 2018. Percebe-se porquê. É merecido.