quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

ccc@angouleme.2019


Chili Com Carne with nice selection of the best books from Portugal are going to Angoulême Comics Festival / Nouveau Monde venue (well, it's a giant tent as you should know).

See you there, friends!

domingo, 20 de janeiro de 2019

Amigo, adivinha o que anda por aí nas boas livrarias?


O Gato Mariano : Críticas Felinas (2014-2018) 
 de 





 A música portuguesa sob o escárnio de um gato desbocado.

Peludo, porte médio, língua afiada. É assim que Tiago da Bernarda descreve o seu alter-ego, mais conhecido como Gato Mariano, o crítico felino que vagueia os confins da Internet. É nesse lugar amorfo e amoral que, desde 2014, tem vindo a discutir sobre os mais recentes projectos da música alternativa portuguesa.

 O que começou como webcomic vira agora uma antologia que reúne as melhores tiras dos últimos quatro anos, num intenso volume de  144 páginas, muitas delas a cores (18x25cm) e uma super-capa com cortante de gato assanhado!

 O Gato Mariano é uma das grandes criações da década (estimativa conservadora) em Portugal. Possivelmente nunca lhe será feita devida justiça, até porque um dos encantos que tem é a "subterraneidade", o traço e as reflexões como nos grandes mestres de apelo clandestino na BD do final do século passado. Não é um Kochalka português, nem um Tony Millionaire português, nem um Mike Diana português; é um Tiago da Bernarda português. 
Samuel Úria

...

Volume 13 da Colecção Mercantologia, dedicada à recuperação de material perdido no mundo dos fanzines e afins. Editado por Marcos Farrajota, design de Joana Pires e publicado pela Associação Chili Com Carne, o presente volume apresenta uma selecção de várias BDs da série O Gato Mariano publicado originalmente em várias plataformas em linha, desde 2014, com o nome Críticas Felinas (actualmente em instagram.com/ogatomariano_), no sítio Rimas e Batidas, nos zines O Gato Mariano Não Fez Listas em 2015O Gato Mariano não fez listas e confrontou um fã que disse não perceber as suas reviews em 2016 e O Gato Mariano não fez listas em 2017 e nos dois números do fanzine Mariano (2016-17).

Esta edição teve o apoio do IPDJ, Lovers & Lollypops e Thisco.


pode ser adquirido na loja em linha da Chili Com Carne, Flur, BdMania, Tigre de Papel, Tasca Mastai, Linha de Sombra e Sirigaita. Para a semana chega ao Porto: Mundo Fantasma e Black Mamba.
No final do mês a outras livrarias.

FEEDBACK

Num livro cheio de Críticas Felinas, o Gato Mariano arranha, mas faz rir
P3

"O Gato Mariano", o felino que arranha a música nacional
Sapo 24


HISTORIAL:  Lançado no dia 19 de Janeiro de 2019 na Casa Independente com Hip Hop nulo ...





Tiago da Bernarda [n. 1990] Ilustrador freelancer, autor da webcomic “O Gato Mariano”. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e, posteriormente, tirou o curso de Ilustração para Novos Media na ETIC. Colaborou com festivais como Milhões de Festa, Zigurfest ou Black Bass – Évora Fest. Ocasionalmente com o site Rimas e Batidas.

Há uma estrela nova na Chili Com Carne


A estrela?
Não poderia ser uma... há tantas no céu!
...
RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos quatro anos.

O primeiro título desta nova colecção será Sírio de Martin López Lam (Peru/ Espanha) que saiu este fim-de-semana, na Raia 3, em que o autor esteve presente.

O livro já se encontra na nossa loja em linha e na Tasca Mastai, BdMania, Kingpin Books, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Sunrise, Cotovia, Mundo Fantasma, Utopia, Legendary Books, A Banca, StetMatéria Prima e em breve na Black Mamba, FNAC e Bertrand.

Sírio foi originalmente publicado em Espanha, pela Fulgencio Pimentel em 2016. Traduzido para português por Ana Menezes. Editado por Joana Pires e Marcos Farrajota e publicada pela Associação Chili Com Carne. Foram impressos 500 exemplares deste livro, dos quais 100 exemplares oferecem um ex libris assinado pelo autor, se for adquirido directamente à Chili Com Carne.


Que raio de capa é esta? É capa e sobrecapa!

López Lam (Lima, 1981) acompanha um casal que passa uns dias perto do mar aproveitando a época turística baixa, numa casa de uma dessas urbanizações no meio do nada, um não-lugar em que o seu isolamento quase total submete as suas possibilidades de comunicação e as suas personalidades a uma espécie de prova de fogo em que o tédio e o mistério são os catalisadores das suas horas, distorcidos apenas pelos ruídos (grande representação onomatopeica da natureza!) e pelo crime sem grande explicação que acontece na casa do lado. 
Felipe Hernández Cava 

É como o hotel gerido por Ava Gardner em A noite da Iguana (1964) de John Houston. Transforma-nos numa personagem ativa dentro de um espaço passivo, em que acontecem as coisas e onde somos meros observadores, não por vontade própria, mas pela vontade do autor. 
Miguel A. Pérez-Gómez 

...


Martin López Lam [Lima, Peru; 1981] é duplamente Licenciado em Belas Artes, tanto no Peru como em Espanha, onde reside desde 2003. quando não está a brincar com susto, o seu cão, divide o seu tempo entre o desenho, impressão em serigrafia, auto-edição (as maravilhosas Ediciones Valientes são dele!!!), BD e eventos de edição independente (é um dos fundadores do Tenderete, em Valência).

Tem recebido vários prémios, foi o importante "Premio Internacional de Novela Gráfica Fnac Salamandra Graphic" de 2018. Publicou em várias antologias internacionais: ARGH!, Qué Suerte! (Espanha), Puck Comic Party (Itália), Carboncito (Peru), Mesinha de Cabeceira (Portugal), Kus! (Letónia) e Kuti (Finlândia)...

Apesar de ter participado em vários eventos de edição independente (Feira Laica e Feira Morta) ou ter divulgado imenso as artes gráficas portuguesas em publicações ou eventos (como o Tenderete), o seu trabalho só foi publicado em Portugal no livro colectivo Boring Europa (2011) e no número 23 do zine Mesinha de Cabeceira (2012), ambos pela Chili Com Carne. Faz-se agora justiça com este Sírio.

Bibliografia Parte de Todo Esto (De Ponent, 2013), Sírio (Fulgencio Pimentel, 2016; Chili Com Carne, 2018), El Título No Corresponde (Valientes; 2016), Ensalada Mixta (Le Dernier Cri; 2017) Colectivos (selecção)  Boring Europa (Chili Com Carne; 2011), Mesinha de Cabeceira #23 (Chili Com Carne; 2012)...




Foi feito um Ex libris limitados a 100 exemplares para este livro lindo! 
Aliás, Martin López Lam aproveitou a sua presença em Lisboa para o lançamento de Sírio e para a execução de uma serigrafia pela Oficina Loba.




uma página de Sírio


FEEDBACK

 o livro é uma excelente edição - parabéns!
A. Silva (email)

é sem dúvida o melhor livro publicado pela Chili que já li! Ficção bem feita, que mantém a tensão e o mistério até ao final. Lembrei-me imenso de uns contos do Ballard passados precisamente em estâncias balneares em Espanha ou nas pensões e ruas desertas de Cocoa Beach onde não se percebe se houve um colapso civilizacional ou o fim da época alta. Assim que comecei a ler tive a noção de que a narrativa não iria trazer grandes surpresas, mas digo-o no bom sentido. Isto absorve o leitor pela sua estaticidade e por sabermos que as personagens se encontram num beco sem saída, ainda que inscrito numa paisagem aparentemente cheia de espaços abertos. Talvez por isso eles se percam quando tentam sair dela. Fim do mundo. Graficamente é incrível.
André Coelho (email)

sábado, 19 de janeiro de 2019

Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus : micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary @ TOOLBOX (Paris)

!

1818: first edition of Mary Shelley's Frankenstein


2018: many horrific applications of technology (social network for example with their push to have people volunteering their time and creativity for their IT business purpose, they are represented in the book by @maryshelley.fr, not to mention the applications of technology like breakcore and the other musical sub-style, or the society of spectacle created monster Bally Corgan).





Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus
micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary 
by 
Riccardo Balli


Volume +06 of THISCOvery CCChannel collection published by Chili Com Carne and Thisco140p. b/w with illustrations and photographs. Full color cover. IN ENGLISH. Cover art, illustrations & design by RudolfoSupported of IPDJOh Cristo webradioRokko's AdventureTasca Mastai and  Distroed

buy @ Chili Com Carne online storeGalleria Più (Bologna), Tasca Mastai (Lisboa), Linha de Sombra (Lisboa), Tigre de Papel (Lisboa), Praxis (Berlin), Megastore by Largo (Lisboa), Artes & Letras (Lisboa), Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lisboa), MOB (Lisboa), Glam-O-Rama (Lisboa), Black Mamba (Porto), Le Bal des Ardents (Lyon), Matéria Prima (Porto), Bertrand (Portugal), Bivar (Lisboa), 4 / Quarti (Bologna), Utopia (Porto), Trezor (Porto), LAC (Lagos), FNAC (Portugal), Radical Bookstore (Vienna), Anarchistische Buchhandlung (Vienna), Chick Lit (Vienna), Stuwerbuch (Vienna), Housman (London), Toolbox (Paris) and Freedom Press (London).

Released on 6th April 2018 @ Rauchhaus, Berlin ... mention at Bandcamp article about Extratone genre ... Portuguese release @ Tasca Mastai, Lisbon 12th July, 20h; and DJ set party @ Lounge, 23h ...  Low-resolution séance @ Galeria Municipal do Porto, 13th July under the influence of the exhibition O Ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã ... presentations @ Lauter Lärm (Wien) om 2sd August & Echo Buecher (Berlin) on 26th September 2018 ... registered in Neural magazine archive (wow!) ... presentation @ Buchandhung Stuwerviertel (Vienna), 18th January 2019

|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|


After having whistled quite a number of 8-bit versions of famous pop songs, and delighted his ears with chip-tune covers of black metal and classical music, Riccardo Balli thought it was about time to extend micro-music aesthetics to literature, and remix Mary Shelley's classic accordingly. 


Through some sort of low-resolution séance, the author evoked the spirit of corpse reviver Giovanni Aldini (1762-1834), credited for having inspired The Modern Prometheus. Aldini tells a compressed version of the original Frankenstein, exposing its language to retro-gaming jargon and simplifying the plot as if it were an arcade game.


The aforementioned 18th-century electrifier was the nephew of eminent Bolognese scientist Luigi Galvani. Also from MIDIevil Bologna is DJ Balli's electronic music label Sonic Belligeranza, whose 17 years of existence (2000-2017) this volume celebrates with 17 texts that explore the multitude of contradictory sounds constituting the corpse of this Sonic Frankenstein.


Send him an impulse from your Game-Boy! BLEEEEEEEEEEEP! 



|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|
ATTENTION The file "A forward to further experiments from MIDIevil Bologna" is corrupted. Remember to read page 16 between 20 and 21 to recover the original text meaning
|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|



DJ Balli (1972) is a DJ/ producer, and founder of the label Sonic BelligeranzaA true fundamentalist of Breakcore since year zero of this non-genre of music, as the style was getting more and more codified, he progressively tried to personify its attitude and even bring it outside of audio realms. Hence following the motto of M(C)ary Shell8Bit "Every cacophony is possible, infect the Underground!", the creation in his lab a la Bolognese of Sound Monsters such as skateboard-noise, gangsta-opera and his infamous poetry readings pretending to be Billy Corgan from The Smashing Pumpkins. Riccardo Balli is also active as a writer: Anche Tu Astronauta (1998), Apocalypso Disco (2013), Frankenstein Goes to Holocaust (2016), all in Italian, this is his first full-length book in English.

|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|

FEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEDBACK 

Introduzido por um ressuscitado Giovanni Aldini - através da galvinização provocada pela corrente eléctrica de nove cartuchos de Game Boy dispostos em hexagrama -, este «remix literário de baixa qualidade» é mais uma alquimia de Ricardo Balli (...) Este livro é uma bizarra justaposição do Frankenstein de Mary Shelley com a cultura gamer (as planícies geladas do Pólo Norte são substituídas pelas da Cool, Cool Mountain do Super Mario 64, homens são bots, amigos e irmãos passam a Game Boys) e outros elementos da cultura pop (...) Aqui, o monstro de Frankenstein é uma incompleta remistura musical, que jura vingança contra o criador, toda a humanidade e as convenções musicais repressivas e autocráticas que desprezam o seu chiar emancipado e rejeitam a criação de um remix tão grotesco quanto ele. 
Além deste excêntrico exercício, Balli escreve sobre subculturas e subgéneros musicais que surgiram no final do século passado: revisitando a conotação neo-nazi do gabber e purificando-o da apatia do 4/4, atira-se às possibilidades revolucionárias do breakcore e do hiper-mashup dentro da alienação tardo-capitalista; procede à mistura definitiva entre skaters, situacionistas e accionistas vienenses; sugere que o horizonte tecnológico é a reunião do humano com o resto da fauna, numa simbiose sónica já tentada por Caninus ou Run the Jewels; revela que o grande cisma deste nosso confuso tempo é a violenta divisão entre aqueles que consideram ou negam que o splittercore é um subgénero autónomo do speedcore.
Balli é (...) o derradeiro farsante durante a speedrun final, o Grande Apropriador, um artesão do ofício profano do colagismo, que troça da autenticidade do autor, rouba-lhe a voz e utiliza-a para proveito de todos. Apresenta-nos à nova arte do social: aquela que liberta um Prometeu ultra-moderno, alimentado por um discurso aparentemente demente, mas que, no fim de contas, apenas apresenta a obsolescência da sisudez à colectividade, ao mesmo tempo que cose a manta de retalhos de uma modernidade esgotada. 
Russo in A Batalha

The relevance of this book is not just the content, but also the way it is reflexively reworked with a plagiarist and demystifying attitude. (...) A second layer in the book’s composition is the core literary metaphor that supports the patchwork put together by the author (i.e. the creative elaboration of the novel Frankenstein) (...), the idea of a new living entity made up by parts coming from other dead bodies is a perfect metaphor to give expression to the culture of plagiarism and plunderphonics. To do this, Balli’s writing exercise consists of re-writing Shelley’s original text infusing in it musical references coming from those same music electronic genres performed by Balli as a musician (including styles like 8-bit music, gabber and grindcore), with the further addition of other interventions. In these excerpts we read about Mary Shelley (called Squirting Mary) and Lord Byron(anism) engaged in an MCing contest where all participants “should attempt to create the most horrific sonic monster of music history” (...) After much effort, the monster finally comes to life in the shape of a mash-up generated in Shelley’s “bedroom studio” with a Gameboy, where the modified machine starts producing “most scary sounds: remixes of neo-melodic Neapolitan singers in a porno-grindcore style!” (...). As the readers can tell from these examples, demystification is a relevant ingredient of the book, as the author does not attempt to sacralise the art of plagiarism, instead insisting on a relentless endeavour to reframe plagiarism in a sarcastic way, explicitly linked with the situationist tradition. This demystification is particularly evident in the third type of content in the book, represented by a set of Dadaist passages where, for example, famous bands’ names are distorted in irreverent ways with mash-up techniques; some also accompanied by humorous visuals, including a photo of (...) "Lionel Nietzsche’s” album “Is it Truth you are looking for?”. Probably the most situationist section of the book is where the author recalls the history of his alter ego, Bally Corgan—inspired by Billy Corgan from the Smashing Pumpkins (who the author physically resembles)—an alter ego actually used by DJ Balli along the years in both his recordings and live acts. Above all, this last example helps to understand the actual continuity between the situationist spirit of the book and Balli’s whole artistic career. 
 Unfortunately available to an Italian-speaking readership only, the book succeeds in offering an original, meta-discursive and demystifying contribution on plunderphonic culture, not just for the content it offers, but also for its ability to intertwine multiple discursive layers, producing an experiment that is finally able—like Frankenstein’s efforts—to give birth to a weird and bizarre textual monster.
Dance Cult about the Italian (and different) version of this book - academics are always late...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Malus ÚLTIMOS 14 exemplares!!!!



Malus de Christopher Webster

Editado pela MMMNNNRRRG em  2005
108p. 17x26cm p/b, capa dura 2 cores
ISBN: 972-98527-4-X


Originalmente editado entre 1995 e 1997 em 4 números no formato fanzine pelo autor - que nos visitou em 2000 durante o "Zalão de Danda Besenhada" - Malus foi finalmente compilado em livro pela editora de "material bruto" MMMNNNRRRG no original - em inglês mas com tradução em português. Obra de ritmo alucinado de influências tão diversificadas - é comparada tanto ao Akira como a Frank Miller como a David Lynch - que criam confusão aos mais puristas. Será uma história de Ficção Científica? de Super-heróis? Um conto de fadas entrópico? Uma sucessão de factos orgánicos?
Algumas páginas aqui.

Interessante BD por capítulos, da autoria de Chris Webster in Catálogo Expofanzines, Xornadas de BD de Ourense Cocktail do melhor de todas as escolas de BD: a europeia, a americana e a japonesa. Nas secções de cartas comparam (Malus) a tudo que é BD «e não só…» deste mundo: Ted Mckeever, Akira, Jack Kirby, Mazzuchelli, Eraserhead de David Lynch, Paul Pope, Bladerunner… in Mesinha de Cabeceira + feedback aqui. E sim os 10 000 Russos curtiram deste livro!


À venda na loja da Chili Com Carne, LAC, BdMania, Fábrica Features, Tasca Mastai, Mundo Fantasma, NeurotitanGosh Comics, OrbitalLambiek, Sarvilevyt, FNAC, Dead Head Comics, Tigre de Papel e Seite Books.

sobre o autor: estudou pintura, trabalha actualmente da Tate Gallery, frequentou aulas de BD com o famoso David Lloyd (desenhador de V de Vingança de Alan Moore) e teve vários trabalhos publicados em Inglaterra, EUA e Japão (para a importante Kodansha).

Serigrafia de Martin López Lam pela Oficina Loba


No âmbito da visita de Martin López Lam a Lisboa / Raia3 e o lançamento do seu livro Sírio,
a Oficina Loba aproveitou para fazer esta bela peça em serigrafia com Lam.

Foram feitas 50 exemplares a 3 cores em tamanho A2.

Pode ser adquirida aqui (desconto para associados)

O Tempo da Geração Espontânea / ÚLTIMOS 2 EXEMPLARES




O Tempo da Geração Espontânea
[novo romance]
de Rafael Dionísio

Sinopse : Este livro Atravessa o arco temporal de fins do século XIX até aos anos oitenta do século XX. No entrelaçar da vida de algumas personagens estalam as contradições do colonialismo, da esquerda, da revolução e da vida depois disso. É um retrato de uma certa geração que nasceu em Angola e que cresceu dentro do regime, na posição de estarem contra ele, e das dificuldades e adaptações que sofreram para se manterem à tona, cada um à sua maneira. É uma obra de um maior fôlego narratológico, sendo, simultaneamente um romance histórico e uma reflexão sobre Portugal. Mas tudo isto a la Dionísio, como é evidente.

356 p. 21x14,5 cm, edição brochada, capa a cores
ISBN: 978-989-8363-26-8
Capa de David Campos
Design de Rudolfo

à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Bertrand, FNAC, LACLinha de Sombra, Matéria PrimaLAC (Lagos) e Utopia.

Historial: lançamento brasileiro e universal n'A Bolha (Rio de Janeiro) ... lançamento lisboeta na IV Feira Morta por Pedro Madeira, nos Estúdios Adamastor ...

Feedback: pretexto para reflectir sobre colonialismo, esquerda e revolução e pós-revolução I

Errata online aqui







Sobre o autor: nasceu em 1971 e é sobretudo escritor. Presente desde a primeira hora na Chili Com Carne publicou seis livros nesta Associação. Começou a publicar pequenos textos no já há que tempos extinto DN Jovem. Durante os anos 90 participou com textos em publicações alternativas como a Ópio, Número, Utopia, Bíblia,... Participou em diversas exposições de artes plásticas e durante um pequeno período escreveu recensões na revista Os meus livros. Auto-editou dois fanzines de poesia, refúgios e alguns slides, numa altura em que se ainda não tinha decidido definitivamente pela narrativa. Continua a publicar textos em publicações como Nicotina ou Flanzine.
Andou a estudar para engenheiro no Técnico e, depois, para arquitecto na Faculdade de Arquitectura de Lisboa tendo desistido a meio dos dois cursos. Também estudou Desenho no Ar.Co e houve uma época em que quis ser artista plástico, tendo pintado bastantes quadros e destruído muitos deles. Entretanto atinou com os estudos e enveredou por Estudos Portugueses, na Nova, onde tirou sucessivamente, licenciatura, mestrado e doutoramento em Crítica Textual estando aos papéis do Ernesto de Sousa.
É monitor de cursos de Escrita Criativa, especialmente vocacionados para a narrativa. Em 2014, com os Stealing Orchestra fez um EP que foi recebido com boas criticas pela imprensa.

Mundos em Segunda mão, vol.1 ... últimos 20 exemplares!!!



Mundos em Segunda Mão
por Aleksandar Zograf
...
bds-crónicas publicadas na revista Vreme, na Sérvia, e depois um pouco por todo o lado. Em português. várias páginas AQUI
...
68p. 17,6x22,5cm a cores ... ISBN : 978-989-97304-0-3 ... Traduções por Dejan Stankovic e Sara Figueiredo Costa ... legendagem DTP por Marcos Farrajota ... Design por Joana Pires.
...
à venda na Shop da CCC, Fábrica FeaturesMundo FantasmaObjectos Misturados, ZDB, Palavra de ViajanteRastilho e Pó dos Livros.

...
Historial: Lançamento no VII Festival de Beja com a presença do autor
... 
Feedback: recomenda-se (...) vale a pena conhecer o universo único deste autor, da arqueologia da cultura popular a entrevistas com artistas contemporâneos, passando pela análise de estranhos (mas reveladores) objetos encontrados em feiras da ladra e alfarrabistas por toda a Europa. JL ...
...
Aleksandar Zograf (1963, Pancevo) é um autor sérvio de banda desenhada que não deveria ser um nome estranho ao público português porque já cá esteve presente três vezes – uma, no Salão Lisboa 2003 e as outras no Festival de BD da Amadora. Dessas visitas, pelo menos duas incluíam uma exposição de originais seus e para além disso já foi publicado nas revistas Satélite Internacional, Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, mais recentemente em antologias da Chili Com Carne: Crack On (2009), Talento Local (colectânea de bd's autobiográficas de Marcos Farrajota, em 2010) e Boring Europa (2011).
Nos últimos anos, têm havido um esforço ou interesse de completar a obra do autor. Nos EUA, foi publicado o volume Regards from Serbia (Top Shelf; 2007) que resume toda a "segunda" fase da carreira de Zograf e que (infelizmente) cruza-se com a auto-estrada monstruosa da História, mais especificamente com o desmembramento da Jugoslávia e dos conflitos dos Balcãs dos anos 90. Esta é a melhor e mais completa edição da vida em guerra do autor, incluído relatos em bd dos primeiros conflitos na ex-Jugoslávia até à queda do regime de Milosevic. Zograf e a sua mulher Gordana Basta vivem em Pancevo, alvo militar dos bombardeamentos da NATO em 1999 por ser uma cidade industrial e suburbana de Belgrado. O livro inclui bds desses períodos bem como ainda e-mails escritos, que Zograf enviava para a sua vasta lista de contactos da comunidade artística internacional atravessando as “linhas inimigas”. Essas bds, bem como os textos dos e-mails, foram editadas em várias antologias ou livros monográficos longe do controlo de ambas partes do conflito - creio até que será das primeiras guerras em que se perdeu o controlo de informação devido ao advento da Internet.
Zograf criou um documento único sobre (um)a Guerra, para além de ter mantido alguma sanidade mental graças ao apoio moral que recebia dos seus amigos e conhecidos estrangeiros. Estes contactos apareceram na "primeira" fase da sua carreira, em que se especializou em fazer bds e desenhos em estado hipnagógico - estado transitório entre o sono e o acordado. O trabalho desta fase é reconhecido pela lógica gráfica de "cartoons" desengonçados e grotescos provavelmente influenciada pelo seu trabalho num estúdio de animação. Publicou em fanzines editados por si (os primeiros na Jugoslávia?) e eles serviram para fazer intercâmbio internacional - afinal de contas não são os zines uma Internet avant la lettre?
A dada altura passou a ser mais publicado fora da Jugoslávia que no seu próprio país de origem, tendo uma projecção global graças aos livros ou aos "comic-books" editados pela Fantagraphics Books nos anos 90. Desde 2003 que Zograf passou a escrever e desenhar duas páginas de bd a cores para o semanário Vreme - uma revista de informação independente que sobreviveu os embargos económicos, as guerras e Milosevic - como o Zograf afirma «se aguentaram isto, aguentam tudo». Esta colaboração têm constituído a sua obra desde então, e curiosamente é o regresso de Zograf à sua língua materna, talvez por isso que é fácil de reparar um certo gosto pelos blocos pesados de escrita nestas bds. Bds que continuam a ser crónicas como o autor nos habituou com Regards from Serbia, mas agora afastada dos conflitos militares e viradas para três vectores de conteúdo. O primeiro, é a adaptação de textos do século XX cheios visões estranhas (ou cómicas para os nossos dias) graças a uma peculiar investigação de campo nos alfarrabistas e Feiras da Ladra do mundo. Segundo, relatos das suas experiências de viagens, a maioria realizadas graças aos convites de festivais de bd pelo mundo inteiro, aproveitando para encontrar detalhes bizarros ou choques culturais. E terceiro, entrevistas a autores, sejam de bd como o mestre Will Eisner (1917-2005) ou músicos Rock como Jonathan Richman (publicada na Underworld). No fundo, há uma espécie de arqueologia cultural “sub-pop” porque quase sempre incide em artefactos encontrados pelas "feiras da ladra" e que voltam à superfície pela mão do autor.

Frankenstein @ Buchhandlung Stuwerviertel

buy book here

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

graphzine PUNK COMIX cd

Quem adivinhou que este desenho era da "desaparecida" Júcifer?


Se a Música sempre foi registrada em objectos circulares, das primeiras máquinas mecânicas às rodas das k7s. A Reciclagem artística e a ecológica seguem o mesmo princípio geométrico.

300 rodelas áudio, 13 artistas gráficos, impressão luxuosa risográfica

Vamos lançar esta edição no Festival de BD de Angoulême só para meter aquele nojo!

A edição que vamos lançar é no fim de contas um CD que acompanhou um lote de exemplares do livro-duplo Corta-E-Cola / Punk Comix (Chili Com Carne + Thisco; 2017) de Afonso Cortez e MarcosFarrajota, sobre a história do Punk em Portugal.

Foram tirados 1000 exemplares do livro e 1000 cópias do disco, no entanto só 700 dos CDs é que entraram nos livros. Cerca de 300 exemplares do livro foram para as grandes cadeias livreiras… recusando trabalho de escravo para esses monstros ou satisfazermos consumidores preguiçosos, não foram enfiados discos nesses exemplares.

Esta sobra de discos inspirou-nos a criar um graphzine com 13 desenhadores a ilustrarem as músicas que por sua vez foram baseadas na BD da forma mais abrangente possível: sobre autores (Vilhena, Johnny Ryan), personagens (Mandrake, Corto Maltese), séries (O Filme da Minha Vida) ou livros (V de Vingança, Caminhando Com Samuel). Alguns temas são mais óbvios que outros mas o resultado é uma rica mistura de sons que vão desde o recital musicado ao Crust mais barulhento.

Impresso a duas cores em Risografia - via Mundo Fantasma - participam neste graphzine com BDs, desenhos e ilustrações vários autores "punkis" assim assim, que já foram ou ainda serão ou nem por isso Mauro Coelho, Ana Louro, Neno Costa, Ana CaspãoNunskyRui MouraJosé Smith VargasXavier AlmeidaMarcos FarrajotaRudolfoVicente Nunes e André Coelho. E Jucifer na capa.

Edição Chili Com Carne + Zerowork Records
Agradecimentos a José Feitor e Thisco.





para breve sítios onde para adquirir esta raridade!

Pénis Assassino // últimos 9 exemplares!!!

autor: Janus

ed.: Dr. M.F., graf.: Engª. J.P., trad.: Profª. R.F., txt.: Psiq. J.C.
ISBN: 978-972-98527-8-7

Sinopse: nova BD bruta do Janus!!! Francisco tem uma maldição de uma bruxa ciumenta... o seu pénis mata com quem fazer "o amor"... pornochachada com forte narração, crítica e repúdio social como só este autor portuense consegue fazer.
Folheamento do livro AQUI


Historial: Lançado na Festa dos 10 anos da MMMNNNRRRG (Maus Hábitos, Maio 2010) e na XVI Feira Laica (Bedeteca de Lisboa, Junho 2010) ... Top 4 of best Portuguese Comics 2010 (Pedro Moura / Paul Gravett) ... nomeado para Melhor Publicação Independente (!?) nos Troféus Central Comics 2011

Feedback:
uma história entre o horror e o sexo contada em tons escuros, condizentes com a morte que cruza todo o livro João Morales / Os Meus Libros 
... 
Thanks for the comics, really great stuff (...) good to know he is still going strong Christopher Webster 
...
O leitor oscilará onde melhor encontrar o seu próprio equilíbrio, numa obra que pretende retratar os muitos desequilíbrios que espreitam a cada momento das nossas relações, estas mais símias, aquelas mais humanas. Pedro Moura / Ler BD
...
In many aspects, as in his previous work, there is quite probably a very strong yet disguised autobiographical penchant. Catholic upbringing, sexual experiences and too many comics bring into formation this weird tale (Binky Brown meets The Killer Condom, perhaps). Pedro Moura in Paul Gravett site 
...    
 Um dos melhores autores portugueses (...) faz uma tangente à escatolologia pura. É sobretudo, e contra todas as aparências, uma obra púdica. E também misógina (é inevitável citar Robert Crumb). (...) A bela edição (...) realça o conteúdo com uma apresentação sóbria, mantendo uma estratégia comum na editora de usar traduções em inglês no rodapé, de modo a permitir a comercialização internacional do livro. Só se espera que ajude Janus a perturbar mais gente, em mais sítios. João Ramalho Santos in JL 
...   
Penis Assassino is gloryfied trashiness, it reminds me of ultracheap horror comics from my childhood, the ones I did not dare to buy then... Strange stuff. Obsessive. Marcel Ruijters 


....
Do mesmo autor: O Macaco Tozé (MMMMNNNRRRG, 2000) e ainda participação em Mutate & Survive (Chili com Carne, 2001)

exemplos das primeiras páginas:

Askar, o General /// últimos 5 exemplares


A Chili Com Carne sempre que se aproxima da América do Sul para justificar a sua denominação gastronómica acaba sempre por ser uma acção associada à El Pep. Foi assim com a antologia luso-brasileira Seitan Seitan Scum e é assim com o livro de BD Askar, o General, estreia da Dileydi Florez, autora natural da Colômbia. O  livro foi lançado na El Pep Store & Gallery [Lx Factory, Alcântara], no dia 4 de Abril de 2015, contou com a presença da autora e uma exposição de originais.

Florez (1990) é ilustradora e designer, estudou Design no IADE e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e Banda desenhada no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Esta sua primeira obra de banda desenhada é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas, e é um prelúdio para um álbum ilustrado (por publicar). O trabalho concorreu ao Toma lá 500 paus e faz uma BD! e apesar de não ter ganho, a sua qualidade gráfica convenceu a Chili com Carne a publicar o livro.

32p. 21x27cm p/b, capa a duas cores - ISBN: 978-989-8363-31-2 - 500 exemplares - Apoio do IPDJ

à venda na loja em linha da CCC, na Tasca Mastai, Linha de Sombra, FNAC, Mundo Fantasma, Bertrand, Matéria PrimaBdManiaUtopiaLAC e Tigre de Papel.

Exemplos de páginas do livro:





Feedback: 
(...) composição majestosa (...) 
Sara Figueiredo Costa in Blimunda 
... 
Obra seleccionada para a Ilustração Portuguesa 2016
...
Nomeada para Melhor Publicação Independente e Melhor Desenho Central Comics 2016 
... 
Obra seleccionada para o concurso Jovens Criadores 2016
...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Em banda desenhada?


136 páginas de BDs curtas de Francisco Sousa Lobo, criadas desde 2004 até este ano.
Algumas são inéditas outras já publicadas, muitas em publicações estrangeiras, que assim são publicadas em português pela primeira vez. Algumas BDs são a preto e branco, outras tem mais uma cor e algumas são a cores. O formato é aquele típico do nosso catálogo: 16,5x23cm

Disponível na nossa loja em linha, BdMania, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Nouvelle Librarie Française, Tasca Mastai, Snob, Matéria Prima, Bertrand, Gateway City Comics, Cotovia, FNAC, Kingpin BooksSirigaita, UtopiaA Banca, STET e Sunrise.



A Sara Figueiredo Costa assina um prefácio que aqui transcrevemos parte:

Diz-nos a física quântica que o tempo não existe, pelo menos do modo cronológico, arrumado e em sucessão, o modo como o conseguimos ver e sentir. E diz-nos que tempo e espaço se relacionam de tal modo que serão, juntos, uma categoria única de descrição do que nos rodeia, uma ferramenta funcional para obtermos respostas tão precisas quanto o universo permite sobre si próprio. A física quântica não é fácil de perceber para a maioria da humanidade e é frequente que outras linguagens nos deixem intuir respostas que, não sendo mais claras, são mais facilmente apreendidas pela intuição. As histórias curtas de Francisco Sousa Lobo não falam de física quântica, cultivando as perguntas com muito mais dedicação do que qualquer resposta, mas talvez por isso mesmo sejam uma espécie de mapa possível para certas declinações do mundo, não as que descrevem o cosmos, mas as que envolvem o indivíduo, esse lugar estranho e inóspito onde o espaço-tempo tantas vezes ameaça desintegrar-se. 

(...) O desconforto que muitas das histórias reunidas neste volume criam no leitor não nasce tanto do desamparo encenado em cada prancha, ou da possibilidade de alguns ou muitos reconhecimentos emocionais, mas talvez do contraste provocado pela procura de uma racionalidade, um gesto narrativo e visual que transforme a matéria das histórias nas histórias em si. É esse o esforço que se descobre em cada história, e é esse o percurso que estrutura esta primeira narrativa do livro, de certo modo, uma antecipação certeira das que se lhe seguem. (...) Não é preciso mergulhar na física quântica quando temos à mão a nossa própria cabeça, o nosso próprio corpo e o lastro imenso de memórias e vivências que confirmam, a cada momento, que estamos sempre em presença efectiva de muitos momentos e que aquilo a que chamamos passado talvez seja, por inconveniente que soe, o nosso presente constante.

 E como bem descreve o Bandas Desenhadas: Pequenos Problemas é o livro mais recente de Francisco Sousa Lobo. Editado na série Mercantologia da Chili Com Carne, dedicada à reedição de “material perdido”, compila 15 bandas desenhadas curtas do autor, produzidas entre 2005 e 2018. Existindo algumas BD inéditas, as restantes foram editadas em publicações portuguesas ou estrangeiras, nomeadamente a Nyx, a Nocturnal, š! #20: Desassossego, Art Review, Mesinha de Cabeceira, Crumbs, Quadradinhos: Sguardi sul Fumetto Portoghese, Performance Research, Zona de Desconforto, Preto no Branco #4, Próximo Futuro e Jornal Universitário. As BD estrangeiras apresentam-se pela primeira vez em língua portuguesa.


FEEDBACK: Muito bom, o pequenos problemas do FSL. Parabéns ao autor e à Chili Com Carne. - E.O.M. (por e-mail)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! n'A Banca


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO
com ilustrações e grafismos de Bráulio Amado, Astromanta, Hetamoé, Joana Estrela, Joana Pires e Rudolfo e capa de Carles G.O.D.

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, A Banca, Sirigaita, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Flur, Tasca Mastai, FNAC, Bertrand, Tigre de Papel, UtopiaBlack Mamba, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça), Purple RoseRastilhoLAR / LAC (Lagos), Ugra Press (Brasil), Sunrise e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
...










Feedback:
parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

Espero chegar em breve / metade da edição esgotada / n'A Banca



Novo número (#28) do zine Mesinha de Cabeceira e outra vez com o Nunsky!!!

Edição Nunsky Comics com o apoio da MMMNNNRRRG
44p. p/b, 16x23cm
ed. brochada, capa a cores em cartolina texturada

disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, MOB, Bertrand, FNAC, Bar Irreal, Tasca Mastai, UtopiaMatéria PrimaRastilhoLAC (Lagos), Kingpin Books, Ugra PressA Banca e Black Mamba...

Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou no Mesinha de Cabeceira. Assinou o número treze com 88 considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Desde 2014 que este autor regressou à BD e com toda a força: primeiro com Erzsébet sobre a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude, e em 2015 com Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno, verdadeiro deboche gráfico entre o Hair Metal de L.A. dos 80 e a distopia do RanXerox.

Agora apresenta este um belo trabalho sobre um homem que recupera consciência do seu sono criogénico a bordo de uma nave especial. A Inteligência Artificial não consegue reparar o problema e Kemmings vê-se obrigado a manter-se acordado mas fisicamente paralisado durante dez anos da travessia sideral. Como a maior parte da obra de Philip K. Dick (1928-82), este conto questiona o que é ser humano e o que é a realidade.





Feedback 

O isolamento criativo dos autores, mesmo numa cena incipiente como a portuguesa, poderá dar francos frutos. Num curto período, o elusivo Nunsky, que havia apresentado uma fulgurante mas fugaz novela com 88 (...) há 20 anos, regressou para apresentar toda uma bateria de trabalhos acabados, coesos, densos, inteligentes e graficamente vincados, cada qual com a sua própria personalidade de humor, género, tradição, e exigência de leitura. (...) Apesar do tema ser claramente a do cerne que torna um ser humano tal coisa, isto é, a teia da identidade, a verdade é que as implicações filosóficas mais tipificadas de Dick não deixam de se fazer sentir imediatamente. (...) A adaptação do conto pelo autor português é fiel, precisa, quase extrema, quase ipsis verbis, mesmo, (...) Apesar dos desenhos de Nunsky serem reconhecíveis como tal, com a sua austera e sólida figuração, notar-se-á de forma evidente que a assinatura do traço acompanha um registo distinto daquele de Erzsébet e de Nadja, seguindo métodos de artes-finais particulares. O uso de linhas paralelas para marcar as sombras, a oscilação entre momentos melodramáticos, de poses estáticas e construções simbólicas – a recorrente apresentação simultânea do rosto de Kemmings tal qual no seu semi-sono criogénico e a sua consciência interna acordada (usada de forma excelente e retro-psicadélica na capa) - , faz recordar muitas das assinaturas clássicas que emergiram nos comics de terror e de ficção científica da EC Comics (...) Em 41 pranchas, a densidade intelectual de Dick (chamar isto de “ficção científica” somente é falhar o alvo) e expressiva de Nunsky unem-se para apresentar uma soberba novela. 
...
Melhores livros de BD de 2016: Nunsky é cada vez menos um cometa na BD nacional, (...) afirmando-se como um dos mais relevantes autores no panorama nacional. Que se mantenha sempre presente. 
Gabriel Martins in Deus Me Livro
...
(...) A obra é uma deliciosa inversão da IA perseguidora, trocando os papéis: quem inflige o terror é o protagonista a si mesmo. (...) Nunsky demonstra, uma vez mais, a sua qualidade, ao adaptar-se ao estilo e exigências da história, com uma cuidada estruturação da narrativa e uma adaptação de estilo. Nos momentos em que isso é exigido, o autor dança entre a sombra e a luz, num equilíbrio que já o caracterizava na adaptação da depravação de Erzsébet (...) Este autor português consegue a proeza de justificar o seu regresso, insistindo em ser um dos melhores a trabalhar na 9.ª Arte. 
Acho que Acho
... Nunsky trabalha de forma brilhante, com o traço grosso e o uso do negro a iluminarem com as suas qualidades opressivas
João Ramalho Santos in Jornal de Letras
...
Nomeado Melhor Álbum, Argumento e Desenho no Comic Con 2017
...
Nomeado Melhor Álbum, Argumento e Desenho nos Troféus Central Comics 2017