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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Filipe Felizardo + (Rudolfo * Molly) - à vista = El Pep até 21 de Agosto

Até 21 de AGOSTO na El Pep está patente uma mostra de originais de dois novos autores nacionais de BD bastante diferentes - a música seria o seu único elo de ligação mas até nisso são equidistantes os seus trabalhos. O que lhes une, foram os lançamentos do segundo número da Molly de Rudolfo e O Subtraído da Vista, livro de estreia de Filipe Felizardo. Venham conhecer estes autores e publicações que ficam entre o mundano do dia-a-dia e a cosmogonia, estão convidados e não serão lambidos!




Filipe Felizardo (Lisboa, 1985) é músico e artista visual. Dedicou-se a instalações ópticas e investigações patafísicas ao longo de uma residência prolongada na Galeria Zé dos Bois, de 2009 a 2013, o que culminou no livro de cópia única O Olho Ôco, um trabalho de pesquisa pessoal sobre as presunções da percepção. Está neste momento a preparar o seu próximo disco, Volume IV - The Invading Past and other Dissolutions a sair na editora suiça three:four records, e uma nova publicação em banda desenhada, sobre pedras e sombras, resultado da residência Contra o Dia no Moinho da Fonte Santa.

Na exposição: Os trabalhos expostos são originais de Filipe Felizardo que pertencem ao corpo do livro O Subtraído à Vista. Com esta pequena mostra pretende-se mostrar como o livro que agora é editado pela Chili Com Carne surgiu de diversos retalhos e explorações, tanto de texto como de desenho. O miolo foi trabalhado intermitentemente ao longo de 9 meses, tempo durante o qual a técnica mudou de maneira acentuada - daí que se mostrem as primeiras e últimas versões das páginas iniciais. Sem grandes aventuras no medium da BD, este trabalho serviu para arrumar ideias e uma metafísica muito pessoal.

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Rudolfo é um mestre de todos os ofícios e mais algum. Faz bonecos desde sempre, mas foi em 2007, quando tinha 16 anos, que começou a editar os seus fanzines de BD que entretanto se viram misturados com toda a sua raiva emocional através dos seus discos carregados de Hate Beat e concertos cheios de espasmos, caos, fritaria e bastante rabetice... Do seu pequeno percurso hiperactivo contam-se uma série de fanzines próprios (ninguém quer saber de fanzines!), participação em várias antologias de BD da Chili Com Carne ou oriundas de outros países/continentes, ilustrações para aqui e para acolá (fez imenso lixo para a Vice) e também alguns discos em formato CD-R/MP3. No entanto, os seus feitos mais importantes podem ser reduzidos a uma lista: a criação e morte da antologia de BD trimestral e internacional Lodaçal Comix, entre 2011 e 2013 através do selo Ruru Comix; ter sido a primeira e talvez a única pessoa a ser expulsa do Milhões de Festa; ter criado o bootleg mais másculo de sempre daquele rato amarelo que dá choques (Musclechoo); e, mais recentemente, do seu trabalho contínuo a ilustrar Negative Dad, uma BD escrita pelo Nathan Williams (Wavves) e o seu amigo, Matt Barajas (Heavy Hawaii). Ah, também tem andado a fazer bimestralmente a sua nova revista de bd, Molly!

Na exposição: Molly é uma antologia de autor, uma revista de banda-desenhada que faz lembrar os bons anos 90 onde títulos como Eightball (de Daniel Clowes) ou Dirty Plotte (de Julie Docet) reinavam supremos. Mas esses anos já lá vão, e Molly é um reflexo da contemporaneidade e do universo de Rudolfo. Estarão expostos originais do segundo número que explora ainda mais a psique do autor e das suas obsessões, com a ocasional dose de escatologia, claro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ressaca à vista

Quem nos escreveu isto durante a DJ battle depois arrependeu-se e até nos veio pedir desculpa... Mas eis algo sintomático do século XXI, o estado permanente de excesso, seja em informação digital da treta, seja na comida e ida imediata ao ginásio, seja em bpm's na pista de dança. Tenham calma, deixem os DJs brincarem um bocado, relaxem, a vida é para ser gozada e não para ser consumida!
Quanto à inauguração da exposição eis fotos em edicoeselpep.blogspot.pt/2015/08/filipe-felizardo-rudolfo_9.html

sábado, 16 de maio de 2015

ccc@warszawa


Exposição de autores representados pela Associação Chili Com Carne, El Pep e MMMNNNRRRG : André Coelho, André Pereira, Afonso Ferreira, Amanda Baeza, Francisco Sousa Lobo e Nunksy.
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conferências com Marcos Farrajota e Pepedelrey
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O Festival estava inserido na Feira do Livro de Varsóvia que acontecia no Estádio Nacional - au!

Cheio de gente e de stands de editoras e alfarrabistas! O mercado livreiro polaco é enorme!
Stand de BD portuguesa - livros de autores portugueses redigidos em inglês

Entrevista naif para a Antena 2 lá do sítio

fotos de Pepedelrey

segunda-feira, 6 de abril de 2015

"Askar, o General" Inauguração da Exposição e Lançamento do Livro @ el pep store & gallery













Assim foi o Lançamento do livro Askar, o General na El Pep Store & Gallery, no dia 4 de Abril. O evento contou com a presença da autora e uma exposição de originais patente até 17 de Abril. A intervenção nas janelas da galeria encontra-se em work in progress durante esta semana! Ide ver.

sábado, 4 de abril de 2015

sexta-feira, 25 de julho de 2014

exposição TERMINAL TOWER na EL PEP / Imaviz Underground até 25 de Julho


Quem não foi ao Festival de BD de Beja ver os originais de


de André Coelho e Manuel João Neto

poderá ver em Lisboa a sua versão AMPLIADA, mais concretamente na



terça-feira, 22 de julho de 2014

Seitan Seitan Scum / ESGOTADO


O número #22 do zine Mesinha de Cabeceira edita trabalhos de projectos frustrados pela inércia alheia e uma série de novos trabalhos vindos do outro lado do Atlântico sobre o tema das "Seitas"
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Chegou em 2010 numa altura que Portugal recebeu o decadente representante da Seita Seminal - a que criou as estruturas repressoras mais complexas da História da Humanidade. O Papa Rammstein fez de Portugal o seu penico católico e os portugueses nem piaram. Fecharam a Baixa Lisboeta para ele poder mijar disparates e o Estado português subserviente e salazarista deixou os seus Ministérios serem fechados, bem como escolas, universidades, bibliotecas e tudo o que é "seu" e ainda mandou rebocar carros para que o Papa Mais Feio de Sempre ("por cada pecado cometido, uma ruga te marcará a cara", como está escrito na Bíblia Sagrada!) possa sujar as nossas ruas com a sua legião de beatas pestilentas
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A única hipótese de salvar o país seria se o Representante Máximo do Porco Nazareno tivesse trazido a Peste Negra que lhe deve estar naqueles genes de Rato Negro e dizimasse todos os tontos que lhe cortejam. Mas o Universo é injusto e cruel e isso não acontecerá...

Restou-nos publicar o Seitan Seitan Scum
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Depois de mil atribulações, em que os editores do projecto já achavam que haveria uma Cabala contra o livro, conseguimos reunir ilustrações (muitas) e BD's (poucas) dos portugueses Bruno Borges, Pepedelrey, Filipe Abranches, Pedro Zamith (capa), Mulher-Bala, Jorge Coelho, André Lemos, José Feitor, João Maio Pinto, Daniel Lopes, João Tércio, Ricardo Cabral, e ainda cartuns de Silas - a representar a ala Protestante, bem como o Panque Roque do Senhor (ele pertence à banda Pontos Negros e outros projectos FlorCaveira)
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Do Brasil surgiram muitas propostas de bd vindas dos colectivos mais dinámicos do momento como o pessoal das revistas Prego (Chico Fêlix, Guido Imbroisi e Alex Vieira) e Samba (Gabriel Mesquita, Gabriel Góes e LTG), e do colectivo Pégassus Alado representados por Biú, Roberta Ramos e Stevz, e que nos visitaram em 2008 no evento Brucutumia. Também temos o Fábio Zimbres - excelente grafista e responsável pela extinta mas muito influente revista Animal - que desenhou uma história de Marte (Loverboy, NM), argumento escrito para outro projecto frustrado
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Por fim, temos ainda o norte-americano satânico-que-baste e polémico Mike Diana que numa BD decide homenagear a banda portuguesa industrialita Bizarra Locomotiva! Os originais, aliás, já tinham sido apresentados no evento Furacão Mitra, em Dezembro de 2008 na sua visita papesca, e nunca chegamos a perceber porquê a razão de tal coisa... aliás, não se percebe nada deste livro!
Amén!
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60p A4 a cores. edição brochada.
ISBN: 978-989-8363-00-8.
co-edição El Pep e Chili Com Carne
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Historial: lançamento a 20 de Maio 2010 na loja Trem Azul / Chiado After Work com a presença de alguns dos autores ... 3º prémio do Slowcomics Best Fanzine 2010 pela Fundação Franco Fossati (Itália) 
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Feedback: uma excelente antologia de histórias em quadrinhos, colagens, cartuns e ilustrações que falam – ou emitem pensamentos telepáticos – sobre as mazelas das religiões como um todo – ou como a própria contra capa resume, descrença secular. Nada recomendado para os de fraco estômago e os mais ortodoxos. Amém. Pula Pirata ...
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exemplos de trabalhos (Stevz, Mulher-Bala, Mike Diana e Daniel Lopes):

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Anti-Sci-Fi

Eis duas boas surpresas dentro de um cruzamento de BD de género e a de autor. Foram publicadas por duas editoras que apesar de pautarem pela persistente luta em trabalhar no difícil mercado da BD sempre apostaram em BD de géneros tão velhos como a própria BD - humor, aventura e as suas variantes - nem sempre com resultados interessantes em conteúdo, estética e até nas questões gráficas e editoriais, muitas vezes quando acertavam numa coisa não acertavam na outra... No entanto, estas novas edições limpam os pecados do passado!

The Mighty Enlil do "desconhecido-a-não-ser-que-leias-BD-na-'net" Pedro Cruz é um conto que se quer "retro" dentro do género Super-Heróis. Esta abordagem que nada surpreende na cultura Pop e especialmente na BD de Super-herói que se auto-regurgita mais do que se bebesse todas as garrafas de Absolut. A comparação não é inocente, tal como esta marca de vodka convida artistas para fazer novas embalagens prás suas garrafas cujo líquido é o mesmo, as editoras de BD fartam-se de ter autores que recriam as suas personagens míticas e íconográficas ad nauseam contando sempre a mesma história. Passando por Alex Ross a Tim Sale ou Darwyn Cooke a 1963 (de Alan Moore & cia), nos últimos 20 anos a indústria norte-americana do "comic-book" tem feito revisitações de si mesma captando um olhar nostálogico sobre as suas criações. São poucas as que fazem destas revisitações com uma agenda política como é o caso de Moore, claro, até porque este tipo de BD é para putos e uma geração de público que envelheceu lendo este tipo de BD mas que intelectualmente e emocionalmente ficou bloqueada. Cruz executou uma obra "nerd", claro, não há aqui nada de subversivo mas fê-lo com personalidade e bem feita a nível técnico  (uma combinação extramamente rara na BD nacional!), cheia de sabores do passado Pop, com um estilo gráfico minimalista fundido com um uso económico de cores planas, cujo poder de comunicação é mil vezes mais forte que as outras BDs de desenho "realista" que se publicam por aí, geralmente com resultados desastrosos.
De resto, a El Pep fez o livro mais bem tratado do seu catálogo - afirmação injusta, e o livro do Relvas? - acertando no papel, impressão, formato e tudo mais.

Safe Place é o primeiro livro a solo de André Pereira e o primeiro em que a Kingpin Books deixa o seu modelo "fordiano" de fazer BD, que poucos resultados trouxeram a nível de conteúdo - no máximo trouxeram funcionalidade às BDs e pouco mais. É um mimo de livro, também com papel bem escolhido, bem impresso e um grafismo simples mas eficaz.
Dois jovens passam a tarde à espera de outros seres para uma banhoca no lago. O cenário, criaturas e as personagens são um cruzamento de mitologia Pop de elfos, mutantes, ciborgues e todas essas criaturas fantáticas mas que nunca se direcciona para uma acção do género de aventura. Não é (por exemplo) Nausicaä do mestre Hayao Miyazaki nem os Guardiães de Maser de Frezzato mas usando outro exemplo japonês seria mais Saturn Apartments de Hisae Iwaoka. Ou então seria mais próximo de Shuck Unmasked de Rick Smith e Tania Menesse ou... muitas outras produções contemporâneas em que o aspecto visual fantástico é apenas ambiente para apresentar um boredom juvenil autobiográfico vulgar. É uma pena que isso aconteça por aqui porque o grafismo seguro e sexy atrae para algo mais - que nunca acontece! Talvez fosse essa a intenção do autor, fazer um exercício de manipulação do público, nesse caso até conseguiu o efeito desejado. De referir as intervenções bem poderosas de Paula Almeida - faz duas ilustrações e uma BD de epílogo - que merecem muita atenção de futuro.

Parabéns às editoras por meterem-se em aventuras estéticas menos conservadoras!

sábado, 1 de junho de 2013

ccc@festival.de.beja.2013


Vai haver Festival de BD de Beja e o Kassumai de David Campos vai ter exposição por lá
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Também vai haver exposições individuais dos nossos associados Andreia RechenaPedro Zamith, bem como de livros que distribuimos, nomeadamente VSAdH/ EdWB/ IpAN (uDdPL) do grego Ilan Manouach e Pedro Moura e Psicose de João Sequeira e M.C. Ferreira.

sábado, 23 de março de 2013

Psicose+Sangue Violeta+Inferno+MdC#23



Os livros PSICOSE [Miguel Costa Ferreira e João Sequeira] e SANGUE VIOLETA E OUTROS CONTOS [Fernando Relvas], estão em destaque na loja FNAC do Chiado.
Podem também adquirir estes e outros títulos da El Pep através da loja online da CCC, ou nas lojas da especialidade.

Na parteleira de baixo encontram-se o número 23 do Mesinha de Cabeceira [colectiva de autores | CCC 2012] e o livro INFERNO de Marcel Ruijters [MMMNNNRRRG 2012]. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

"É preciso é não ter medo da vida"


Fernando Relvas nasceu em Lisboa no mês de Setembro de 1954. Começou a publicar bandas desenhadas no ano 1974, e em 1976 surge na Gazeta da Semana a BD "Chico". Mais tarde publicaria na revista Fungagá algumas BDs, "Uki o pequeno esquimó", "Espaço 99 1/2", "Chin Lung" e "O justiceiro do rio amarelo". Colaborou também em fanzines como o Gorgulho e O estripador. Relvas colaborou em revistas diversas revistas de BD: Mundo de aventuras, Mosquito, LX comics, e em diversos jornais: O fiel inimigo, Pão com manteiga, Notícias da Amadora. Mas Relvas só começaria a ser célebre a partir da publicação (para uns a mais significativa de todas as suas obras) da BD "Espião Acácio" na edição portuguesa da famosa revista Tintin, tendo colaborado nesta revista, entre os anos de 1978 e 1982. Na revista Tintin publicou também as BDs "Rosa delta sem saída", "Cevadilha speed" e, um dos melhores contos negros vividos na periferia da grande cidade, "L123". Com o fim da revista Tintin, Relvas inicia uma colaboração no extinto semanário SE7E que durou entre 1982 e 1988. É no SE7E que publica algumas das melhores experiências visuais em BD dos anos 80 e de escrita, em Portugal. No SE7E, publica BDs a preto e branco e a cores: "Sangue violeta", "Concerto para oito infantes e um bastardo", "Niuiork", "Sabina", "Tax driver", "Herbie de best", "O diabo à beira da piscina", "Nunca beijes a sombra do teu destino" e um dos mais caricatos personagens lusitanos: "Karlos Starkiller". Em 1993, editaria pela ASA o álbum "Em desgraça", em 1995 editaria pela Livros do horizonte o álbum "As aventuras do Pirilau - O nosso primo em Bruxelas", e "Çufo" para o Grupo de Trabalho do ME para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Em 1997, o álbum "Karlos Starkiller" inauguraria a coleção Bedeteca, da responsabilidade da Bedeteca de Lisboa. Em 1997 dita pela Mundo Fantasma o álbum "L123 (seguido de Cevadilha Speed). Em 1999 colaborou na exposição "Uma revolução desenhada: o 25 de Abril e a BD", da responsabilidade da Bedeteca de Lisboa, Centro de documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e do Centro de Estudos Socias da Universidade de Coimbra. Relvas publica actualmente em webcomics no seu blog: urso-relvas.blogspot.pt.

O livro Sangue violeta e outros contos, editado pela El Pep, reune as BDs "Sangue violeta", "Tax driver" e "Sabina" que tinham sidos publicadas no extinto semanário SE7E, entre os anos de 1982 a 1988. São as BDs que mais marcaram a memória dos leitores do semanário. Um traço elegante e ágil, contrastado nas manchas negras num preto e branco nervoso e com um registo dinâmico do grafismo punk dos cartazes de concertos de música dos anos 80.

à venda na loja em linha da Chili Com Carne com 20% desconto para os associados

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

E Paris em Outubro? Quem lá vai?

Mocifão, Amor, Fato-de-Macaco, Março Anormal, Sebenta, Seitan Seitan Scum e outros livros da El Pep, da Chili Com Carne e associados como a Joana Pires (imagem), vão estar em exposição na 20 octobre à la Médiathèque Marguerite Duras, em Paris na 20ème arrondissement, a partir do dia 20 de Outubro. Quem estiver por Paris nessa altura, aproveite para visitar esta mostra cultural...

sábado, 12 de junho de 2010

Uma arte a fritar!


Até começa bem com a reprodução da capa do último MdC (hahaha) mas depois é só tolices: "banda desenhada nacional prefere crescer à margem das grandes editoras" - prefere? Ou será não tem outra escolha?

A preferência dos autores porque «as "pequenas" são uma alternativa interessante, pela liberdade temática, estilística e de formato que permitem» (afirma Nuno Duarte no artigo) ou porque tem «maior controlo sobre o processo» (Miguel Rocha) poderia ser interpretado como algo positivo, de um entendimento maior entre o autor e o editor em criar melhores objectos editoriais, caso a maioria das obras não roçassem a mediocridade a vários níveis e que obviamente nenhuma "grande" editora gostaria de publicar estas coisas - embora a Asa fosse capaz ou a Tinta da China a julgar pelo indiscritível Dog Mendonça & Pizzaboy.
Se calhar até há mérito nas pessoas envolvidas no mundo da bd que acreditam no que fazem e que lhes dá uma dimensão artística que doutra forma não teriam. Quero dizer com isto que a crença num formato independente estimula o romantismo sobre a Arte que todos sabem que só é boa quando "não é entendida no seu tempo" - ao que parece é cool ser artista "maldito" sabe-se lá porquê... A militância nestes tempos em que não se acredita em nada poderá ser outro ponto positivo, claro. Mas o que interessa aqui é a a pergunta que não foi feita, e que seria quantos destes autores foram a uma "editora grande" propor os seus trabalhos?
Depois sem uma análise crítica das obras como validar a sua "marginalidade"? Querendo meter tudo no mesmo saco, como fazem sempre os "divulgadores / críticos / coleccionadores", apenas porque as editoras são "pequenas" este artigo comete o erro de não perceber que existem objectivos programáticos em cada "objecto": o Venham +5 e Toupeira Comix são publicações institucionais (da Bedeteca de Beja / Câmara Municipal de Beja) que investem em "talento local" (fora do "baralho marginal" portanto), o Lisbon Studio Mag é um portfolio de um atelier de autores comerciais (fora do baralho), o Zona quer mostrar novos talentos - estará dentro do baralho? E o Seitan Seitan Scum ao publicar os (re)conhecidos Filipe Abranches e Fábio Zimbres é o quê? (não sabe / não responde - na realidade apesar de nos terem sido enviadas perguntas para a realização deste artigo não chegamos a tempo de as responder) O que se pode acrescentar mais a esta "marginalidade"?
A bd portuguesa voltou à pobreza pública neste novo milénio, as tácticas são de sobrevivência que lá porque sejam "pequenas" não significam que não sejam "comerciais", basta pensar que uma das casas editoriais é antes de tudo uma livraria de bd - falo da loja Kingpin Books. Acredito que economicamente que muitos destes projectos até poderão crescer competindo no mercado com as "grandes" porque serão mais inovadoras e estarão a preencher nichos de mercado que as grandes tem deixado em aberto.
Editoras e autores "marginais" só são por estigma da bd em geral, não pela "raison d'être" dos conteúdos e das qualidades das suas obras, e por isso acho que vale a pena separar as águas.
Quanto ao "fervilhar de criatividade" referido pelo Paulo Monteiro (Director da Bedeteca de Beja), acho que merecia outro "post". Não parece que o Hans ou os outros títulos sejam capazes de fervilhar seja o que for mesmo que "aplaudidos pela crítica".

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Lisbon trash

Sairam nestes últimos dias algumas publicações "trash", ou seja, umas publicações poucos sérias e amantes da cultura Pop mas daquelas relações amor/ódio da coisa. Podem ser divertidas de ler e talvez sirvam apenas para isso, para uma inconsequência feliz.

O caso mais óbvio de tal é Março Anormal (El Pep, 2010) de Tércio de Vina (que já colaborou nos velhos tempos fotocópia do Mesinha de Cabeceira e voltou a fazé-lo recentemente no Seitan Seitan Scum), cheio de non-sense nas suas 80 páginas! A história é estúpida até ao tutano ao ponto de meter um pato com uma pila gigante (o que se passa? parece que o livro do Janus está na crista da onda, não?), um sado/maso armado em artísta e um Rambo que curte Slayer ao barulho, num enredo bastante idiota e divertido. Puro Anthrax!
As incongruências entre analógico e digital (por ex.: as letras das onamatopeias não serem desenhadas à mão ficam feias em computador ou pelo menos incongruentes com o grafismo) mostram falta de gosto dos seus criadores e produtores mas "falta de gosto" é o sub-título destas coisas, por isso... Who cares a lot?


Aproxima-se o Festival de BD de Beja e já se sabe que os ateliers Lisbon Studio terão uma exposição no evento, razão ideial para lançar The Lisbon Studio Mag #1 (Lisbon Studio + El Pep; Mai'10) uma antologia-portfolio dos talentos que pupulam por aquelas bandas: autores de bd, ilustradores, argumentistas, fotógrafos, animação, programadores de jogos de computador,... todos eles ligados à cultura mainstream e portanto Trash. É malta que trabalha prá Marvel e afins, por isso pouco haverá aqui de interesse, a não ser o desvaneio de Ricardo Cabral, as bd's de Lacas e Pepedelrey, uma bd muito boa de Tércio sobre o "nosso" serial-killer Diogo Alves - que está ao nível de um Johnny Ryan!
É sobretudo um livro que serve de promoção dos ateliers, que num primeiro volume talvez viva ainda de alguns restos de trabalhos mais do que outra coisa. Mas o irónico desta "mag" é que conhecendo a maioria dos seus autores, sei o quão egocêntricos ou (pelo menos) individualistas eles são - por serem free-lancers explica a personalidade? - curiosamente conseguiram fazer algo que outros colectivos mais comunitários não conseguiram fazer, que é uma publicação que apresenta um estúdio pronto para qualquer cliente ao mesmo tempo que despejam algum material para se divertirem. É curioso, e por isso merece os parabéns pelo modelo proposto. A Chili Com Carne fica com alguma inveja! É a vingança dos Nerds!

Por fim, o melhor porque é fotocópia e trás um vinil de música "obscura portuguesa" com problemas escatológicos Black Metal - mim calhou o Rancho das Rendilheiras da Praça, de Vila do Conde, com sérios problemas de menstruação! É o terceiro número do Reject'zine (Mai'10) de Andreia Rechena que abandona as participações alheias e a inércia de fazer bd para transformar o título numa publicação exclusiva do seu trabalho e de uma bd (de continuação), A Trágica Tricofobia de Zulmira. Trash puro, divertido e com Gore o suficiente para ser fixe! Alguns desenhos são freak-chic manhosos outros são bem alinhados quase a lembrar Alex Baladi. Uma esquizofrenia portanto! Tudo bem, desde que não venham a afectar a continuação da coisa...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

capacete


São 1200 km de Lx a Angou... Nos últimos anos vários autores e elementos da CCC
têm alugado um carro para poder levar os livros à vontade, sem os constrangimentos dos pesos dos aviões e esforço físico - os livros podem ser amigos mas dão cabo das costas!
Mesmo sem stand decidimos ir mais um ano ao Festival e deixamos livros nossos aqui e acolá. no caso da MMMNNNRRRG (atenção ao blogue em preparação) ficou muito bem com os camaradas italianos Passenger Press. Alguma relação com a canção do Iggy Pop? Não sabemos... nem a versão dos Siouxie & the Banshees tínhamos - em compensação tínhamos os Puppetmastaz a bombar!



Bom... voltando ao The Passenger, o segundo número (o terceiro porque fizeram o "clássico" número zero) saiu o ano passado e é dedicado ao Cinema em que o editor Christian G. Marra conseguiu juntar realizadores de culto como Bruce LaBruce (também conhecido por ter instigado a cena zine e musical Queercore nos EUA) ou Lloyd Kaufman (das produções Troma!) com autores de bd como Ralph Niese e o "nosso" Pepedelrey... os resultados variam. Outra publicação que gostariamos de divulgar é a colecção Passenger Cahier, caderno de esboços em que o segundo volume (2009) dedicado ao venezuelano Alexis Ziritt é um virtuoso nos temas "Lucha libre", zombies e outros clichés da série B. Bons desenhos e excelente produção gráfica do caderno (impresso em papel amarelo e arrendondado nas pontas). No fundo a Passenger segue a mesma lógica da sueca C'est Bon, ou seja "nós seremos o próximo mainstream", seja lá o que isso quer dizer... edições da Passenger Press são distribuídos em Portugal pela El Pep

quinta-feira, 26 de março de 2009

Inauguração exposição DEFIER

Dia 04 de Abril vai inaugurar às 17h00 a exposição de originais do livro de BD DEFIER editado pela El Pep em Janeiro deste ano e com o lançamento internacional em Angoulême, sendo neste dia feita a apresentação nacional dos livros DEFIER e MOCIFÃO.

Para além da inauguração da exposição, será apresentado pelo David Soares o livro PRISON STORIES e serão feitas sessões de autógrafos dos autores Ricardo Venâncio, Nuno Duarte e Untxura.

A exposição dos originais encerrará no dia 18 de Abril.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Algumas imagens da inauguração da Chili















A El Pep tem os seus livros [PARIS MORREU, FATO DE MACACO, DEFIER e MOCIFÃO] à venda na loja do Espaço Chili e também a revista THE PASSENGER #0 e #1 mais o livro KURT COBAIN CHERIE/JO É GIACOMO LEOPARDI, da editora italiana Passenger Press. No número 1 da revista colaborou o Jorge Coelho, sócio da Chili Com Carne e da El Pep. Na loja está também se encontra o livro #1 da FORMULA DA FELICIDADE, escrito pelo Nuno Duarte e desenhado pelo Osvaldo Medina, com pintura da Ana Freitas e do Jorge Coelho, editado pela Kingpin of comics.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Fato de Macaco : O símbolo

Já está disponível o livro O símbolo o primeiro de uma colecção de quatro da série Fato de Macaco, editado pela El Pep com 40 páginas escritas e desenhadas por Rui Gamito.

O Fato de Macaco apareceu ao público pela primeira vez na colecção Lx Comics editada pela Bedeteca de Lisboa.

O ambiente que Rui Gamito usa no mundo do Fato de Macaco, é de conspiração total. A política vulgar, nossa, transportada para uma escala maior em que governos são derrubados por loucos desgovernados.

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«Pessoas da mesma profissão nunca se reúnem senão para conspirar contra o público em geral» - Robert Anton Wilson

Damo-nos demasiada importância. E tentamos – gostaríamos de – mudar o mundo. O estranho é que apesar de todas as tentativas de ruptura pouca coisa muda de tão misteriosas que são as relações e operações do Poder sobre a “realidade”. Se o conceito do Leviatã de Hobbes (1587-1666) já é um conceito colossal e desanimador de qualquer iniciativa privada contra o Estado, será no século XX que Gianfranco Sanguinetti em Do terrorismo e do Estado dará a machadada final. Segundo este autor, não existe tal coisa como o “terrorismo” – ou pelo menos aquele com laivos de romantismo novelesco ou de puro mal concentrado, conforme as perspectivas de cada um. O Estado com meios materiais e pessoais quase ilimitados e extrema liberdade de manobra de que goza infiltra-se e usa as “células terroristas” para o seu proveito: ou para absorver / desviar outras ou novas facções, ou para liquidar indivíduos que já não lhe interessa como foi o caso do Primeiro-Ministro italiano Aldo Moro (1916-1978), raptado e assassinado pelas Brigate Rosse. Lembro-me que durante e após o 11 de Setembro que a única estrutura mental que me “mantinha vivo” era conhecer as sábias e polémicas ideias de Sanguinetti – por mais paradoxos que possam advir daí – e realmente mais tarde provou-se que afinal havia histórias mal contadas com aquilo tudo - o avião contra o Pentágono e outras conspirações. As conclusões, no entanto, poderão ser fáceis de entender quando George Orwell (1903-1950), em 1984, colocava a questão do próprio governo inglês bombardear Londres «só para manter a população num estado de terror».

O único terrorismo verdadeiro no mundo é o individual como Unabomber (Theodore "Ted" Kaczynski) provou nas últimas décadas do Século XX. O seu Clube da Liberdade tinha como membros, Direcção, Mesa de Assembleia, Divisão de Execução, Direcção Fiscal, Vice-presidente, vogal da Tesouraria e Presidente, o próprio Kaczynski. Provou-se que Clubes (de Combate) privados com sócios reais infelizmente só servem para vender carros ou para organizar excursões de bebedolas – alguém já ouviu falar naquele grupo de gajos que se juntam só porque todos os elementos do grupo se chamam António? Adegas do Azeitão, cuidado! Ou aquele clube de motards, no Algarve, cujos elementos não tem motos e ficam-se pela tasca para não provocar nenhum acidente rodoviário?

Rui Gamito (1974; Lisboa) desde que apresentou o seu Fato-de-Macaco, na colecção Lx Comics (#8; Bedeteca de Lisboa, 2000), tem querido mostrar, com todos os exageros à americana – Jack “the King” Kirby & Marvel Comics & Dr. Doom, Exterminador III ama Zombie Masterclass Romero, Roswellito chop suey footage, educação feminina à Russ Meyer, vídeo-80’s teenage holocausto extravaganza, Twightly OZonerama e mais ET’s from Marte, Pulp Trash B - … dizia, que ele, o Gamito, queria… hem… queria… mostrar com todos aqueles exageros acima referidos… hum… ah! A paranóia das conspirações. Nestas bd’s de Gamito, uma realidade sucede a outra como sucediam vómitos intermináveis nos últimos dias de Roma. Na realidade, ler estas bd’s dá-nos vontade de rir porque já sabemos que a revelação de uma conspiração não é lá grande coisa como feito. Uma conspiração é uma coisa vulgar, ordinária, praticada até por todos nós, humanos sem importância. Desvendar e anunciar publicamente uma conspiração só tem a vantagem para derrubar um determinado governo. Suspeitar que ela existe ou que poderá ter existido não é prova de nenhuma inteligência superior nem é uma revelação fulminante per se. Se sabemos disto tudo então porque não fazemos nada? Porque não temos forma de desatar todas as teias e preferimos agir como se os bárbaros tivessem acabado de cercar a cidade. Sabemos da chacina que irá acontecer assim que passarem os portões, por isso viveremos a derradeira bênção divina com cabeças a rebolar dopadas de drogas sintéticas, braços mutilados a saltarem pela rua ao ritmo do Breakcore, fogo a queimar os vestígios da cultura idiota que erguemos… - a última consciência colectiva, o fim de tudo, iupi!
Amém!

Marcos Farrajota, Pastor