quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Berlim : Cidade Sem Sombras na Alquimia


BERLIM
Cidade sem Sombras
de

1 residência artística / 1 artista sem luz / 3 meses de frio / alguns encontros / algumas considerações e até um sonho!


Entre Fevereiro e Abril de 2013, Tiago Baptista (Leiria, 1986) participou na residência artística Culturia em Berlim. Esse Inverno foi o menos luminoso em décadas e isso ressentiu-se na sua estadia, nos seus hábitos, nas suas impressões sobre a cidade, no seu trabalho e agora no resultado deste livro.

Segundo o autor: «aqueles meses sem sombras foram como um bloco monolítico de tempo que parecia não passar. Era como se o tempo tivesse ficado suspenso, como se não passasse porque aparentemente a luz também ela não se movia. Tentei que este livro falasse sobre essa falta de luz e também sobre a falha da memória. De facto, parece-me que o que guardamos são falsas memórias.»

Este é um livro sobre fantasmas. Fantasmas de memórias e de uma cidade que já não existe, de um sistema que desapareceu mas que está ainda tão presente, nos edifícios, na História, no turismo, nas pessoas...


Disponível na loja virtual da CCC e na BdMania, ZDB, Tasca Mastai, Palavra de Viajante, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, Kingpin BooksLinha de Sombra, Bertrand, LAC, FNAC, You to You, e Alquimia... Depois de tomar Portugal vai a caminho de Berlim, um bocado como a letra do Leonard Cohen! Sim, chegou à Neurotitan!





O autor licenciou-se em 2008 em Artes Plásticas na ESAD nas Caldas da Rainha onde começou a publicar várias publicações em 2005 sob o nome de Façam Fanzines e Cuspam Martelos. Como artista plástico o seu trabalho é reconhecido por vários prémios (Amadeo de Souza-Cardoso 2015 e Fidelidade Mundial Jovens Pintores 2009) e exposições em várias galerias e instituições como Palácio Vila Flor (Guimarães), Sala de Arte Joven (Madrid), Galeria 3+1, Fundação EDP, João Cocteau (Berlim), ZDB, Museu-Colecção Berardo. A sua bibliografia inclui Fábricas, baldios, fé e pedras tiradas à lama (Oficina do Cego + a9)))); 2012), Stalker (Ao Norte; 2015), Imagem Viagem (Bedeteca de Beja; 2016) e o livro colectivo desta mesma colecção, Zona de Desconforto (2014) onde foram publicados alguns episódios do presente volume. Foi o vencedor do Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2016) com um livro a publicar em 2018 sobre a Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934.

Historial: 

Apresentação na ZDB, no dia 9 de Novembro de 2017 com apresentação de Joana Miguel Almeida ...
nomeado para Melhor Desenho e Melhor Argumento pela Central Comics
...
nomeado para Melhor Desenho na BD Amadora 2018
...
obra incluída na exposição És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5 na BD Amadora 2019


feedback:

(...) regressando à ideia desta mesma série de livros de dar a ver uma certa ideia de trânsito mas desprendida totalmente das mais usuais linhas da “literatura de viagens” e muito menos associada ao “encómio do turismo”. O objectivo deste livro, afinal, não é conhecer a cidade de Berlim, nem tampouco compreender “as experiência de Tiago Baptista em Berlim”, mas antes compreender como é que essa experiência se abre a toda uma série de interrogações de identidade própria, alheia, global, cultural e política. Baptista não envereda jamais num discurso directamente panfletário, como dissemos, preferindo ou um certo grau de ambiguidade ou deixar que os não-ditos se instalem de modo suficiente a obrigar o leitor a instalar-se nos interstícios do que se assinala como silêncio, esquecimento, precariedade, miséria, e também consciência. São marcantes sobretudo os relatos de Jenin e Maranda, ambos mostrando locais em que o autor-protagonista come e vai ao encontro não somente da pessoa que ali trabalha (respectivamente, um palestiniano da Cisjordânia e um português de Tondela) como nesse diálogo compreende a distância da sua experiência com a dessas outras pessoas, assinalando não somente mecanismos de empatia como de auto-compreensão de um certo privilégio.

Ao contrário de livros que pretendem fechar um sentido e dar ao leitor uma sensação de equilíbrio humanista, em que uma suposta utopia de grande família seria possível, Baptista quer mostrar a aguda distância que separa cada ser humano, nos seus mundos específicos, assim como a rugosa textura do próprio mundo, ou do pouco mundo, que se consegue estabelecer como comum. (...)

(...) é espetacular!
Goran Titol

Este livro de pequenas narrativas evoca os três meses que o Tiago passou em Berlim, no contexto de uma residência artística no ano de 2013. Digo “evoca” porque este livro não parte de um diário gráfico utilizado na altura, mas de um registo de memória a posteriori, com todas as hesitações e incertezas que invariavelmente temos ao lembrar uma história que já se passou há meses ou anos. Essas dúvidas – que o Tiago assume – traduzem-se em falas rasuradas, em personagens sem expressão, sem cara. Em desenhos que às vezes são pintados digitalmente e outros numa aguarela fluída quase onírica. Admitindo que as suas recordações se dissolveram no tempo, reflecte também, uma vez que está em Berlim, sobre o lugar da memória cultural: afinal, do que nos lembramos nós? O que é que lembramos e o que é deixamos esquecer? Quem é que merece ser lembrado e esquecido?
Joana Miguel Almeida in apresentação oficial na ZDB

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal

 Histórias e visões que se cruzam com ideias, debates, explicações e expressões da própria experiência criativa, que fazem desta mais uma recomendável incursão por uma cidade que não deixa ninguém indiferente. Eu talvez não partilhe do mesmo aparente encantamento do autor por algumas memórias da RDA (que me parecem mais coisa de pesadelo do que de sonho), mas não é por aí que possa perder viço este belo conjunto de retratos e experiências berlinenses. Pelo contrário, é ao sentirmos que olhamos e sentimos a cidade por quem a comenta com textos e desenhos que vivemos, entre as páginas deste livro a força que tem a verdade de um retrato de autor. Que nos conduz através de fragmentos de experiências e reflexões, num conjunto que não quer contar uma história, mas, antes, falar-nos de um lugar e do modo como cada um o habita à sua maneira.

Nuno Galopim in Máquina de Escrever

(...) esta obra traz engatilhada uma reapropriação subversiva das imagens construídas e sedimentadas sobre a cidade de Berlim. (...) Tiago Baptista procede por uma desconstrução da paisagem urbana com que se depara na sua residência artística de três meses nessa cidade. Temos oportunidade de ver desenrolar-se diante dos nossos olhos, nas distintas camadas da ilustração e das legendas, uma estratégia de recuperação do passado que não procura mimetizá-lo ou instruir-nos pedagogicamente a seu respeito. O passado é perseguido, trazido para fora dos esconderijos em que se acoita, revisto pelo prisma da memória. Nesta espécie de incursão detectivesca pelo passado, e por histórias de sangue e crime muitas vezes, Tiago Baptista encontra pistas espalhadas pela cidade: indícios de passado disfarçados de cenário que se tornam subitamente incómodos quando desafiam a percepção inocente da vida de todos os dias. As cidades não são virgens. São monstros, criaturas que reúnem em si atributos aparentemente opostos. (...)
Bruno Monteiro in Le Monde Diplomatique (pt)

A propósito de Berlim lembrei-me de como a memória é um conceito tão brandido em Portugal, mas ninguém se preocupa muito em analisar o que isso possa ser. Berlim de Tiago Baptista é por isso mesmo ultra inesperado, preciso e aberto como um poema de Paul Celan. Lá dizia o poeta que o bom poema é aquele que não se desvanece no significado. Este livro e Santa Camarão são como esse poema de que fala o Paul Valery. Resistem, não se limitam ao que aparece.
Francisco Sousa Lobo (e-mail)

Contudo, quando se vive uma experiência pela primeira vez, queremos guardar tudo e quando não o conseguimos, ficamos frustrados. E algo confusos. Mas Berlim, por entre os dedos do autor, revela-se algo sem luz, logo sem a sombra ou mesmo mistério. Como será isso possível? Cerebral… (...)
Ana Ribeiro in Bandas Desenhadas

domingo, 27 de setembro de 2020

A Sagrada Família / ESGOTADO

A Sagrada Família
de 
Rafael Dionísio

Terceiro volume da Colecção CCC; 192 págs 21x14,5 cm, edição brochada; ISBN: 972-98177-4-X; edição apoiada pela Junta de Freguesia de Cascais e o Instituto Português de Juventude

ESGOTADO, talvez ainda apanhem exemplares na FNAC, Bertrand, ZDB e Matéria Prima.


O livro: 2002 é o ano em que Espanha fez a festa de anos de Antoni Gaúdi, arquitecto barcelonês que entre outras gracinhas fez a sua Sagrada Família. Cada um faz a Sagrada Família que quer.

Rafael Dionísio fez a sua. Arquitectou-a em livro. A Sagrada Família é um livro escrito numa prosa labiríntica, obcecada e por vezes orgulhosamente alucinada. Mas sem fio de Ariadne.

É um livro complexo mas acessível a vários terrestres. É um livro em que várias personagens familiares e outras menos familiares chapinham num caldo de ácido sulfúrico. Com humor corrosivo, faz-se uma obra heterodoxa.

O gozo de escrever um texto que dança sobre si próprio, em rodopios e cambalhotas, e outras acrobacias literárias. Tecendo referências explícitas e implícitas a vários assuntos culturais, desde a história, a literatura até à cibercultura. Desorbitando em torno de algumas personagens que interagem, autistas, umas em relação às outras.

É provável que o leitor sinta alguma perplexidade mas também algum gozo, se não se sentir ofendido na sua idiossincrasia de cidadão votante. Um livro politicamente insurrecto, disparando em todas as direcções inclusive nos próprios pés.

Excerto:
- sabes quem morreu? - pergunta a mamã com aquele ar oficialmente espantado. foi a tua tia nhónhó. que horror.
- e o que é que eu tenho a ver com isso?
- que insensível.
- isso de ela morrer é lá com ela.
- assim não te casas, com esse feitio. assim ninguém te quer. assim ninguém vai querer fazer família contigo. a tia nhónhó gostava muito de ti, como é possível seres assim tão insensível?
(para quem não sabe a tia nhónhó era um monte de fezes amontoadas com uns olhinhos castanhos e que de vez em quando, na sua voz de merda, dizia, quando é que te casas meu querido sobrinho? quando é que arranjas uma noiva? diz lá minha jóia. meu tesoiro. os meus sobrinhos são a minha riqueza. quando é que casas?)

Historial: lançamento a 3 de Outubro 2002, na FNAC Chiado com apresentação do livro por Dinis Guarda e exibição de video-art de António Pedro Nobre e Nuno Pereira ... seguido de festa no bar Agito [Rua da Rosa 261, Bairro Alto] com DJ Lazer Squid e Feira de Fanzines ...


Feedback:

Um desafio literário a seguir com atenção
Número Magazine

fica-se, de facto, um pouco baralhado com a escrita circular
Mondo Bizarre

as aparentes “facilidades” e “concessões” mais não são que outras faces de um salutar sarcasmo, a aliviar-nos de crises de fígado que esta sociedade (de yuppies amancebados com velhas nobrezas sem eira) suscita no corpo de noveis gerações que se rebelam contra os poderes.
Nuno Rebocho in O Arquivo de Renato Suttana

revela sobretudo uma dimensão satírica rara e interessante, por vezes de uma inteligência precisa, livro a ler, um autor a seguir - pelo que de novo pode trazer.
Pedro Sena-Lino in Canal de Livros

sábado, 26 de setembro de 2020

ccc@queer.lisboa.2020


Como tem sido hábito desde 2018 eis que uma selecção de títulos nossos estará presente no Queer Market do festival Queer Lisboa.

E deve ser o único sítio em Portugal onde podem apanhar o divertido livro de BD de Sim Mau, The Plumber.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Life Is a Simple Mess @ Jazz Messengers Lisboa




Como as obras deste livro tornam claro, a pureza, no seu lado mais extremo, quer venha da subtracção de elementos ou da negação do contexto, é uma experiência rara. Em interacção com a simplicidade e o turbilhão, esta experiência dá-nos acesso a partes escondidas da nossa mente que contribuem para o equilíbrio, a cor e a forma como nos imaginamos a nós próprios. E tudo isto justifica e realça a nossa humanidade. É assim que Nate Wooley, autor dos textos presentes no livro Life is a simple Mess, procura exprimir o sentimento de total perplexidade e verdade que as obras de Travassos nos transmitem.

Página a página, a surpresa supera-se a si própria, a partir de um imaginário sem limites onde tudo e nada se conjugam em pensamentos que abrem o cérebro para realidades paralelas, numa perfeita comunhão entre design e física quântica. Explorando a união ou a fricção entre elementos díspares e uma crueza ou crueldade que nos atravessa a todos em algum momento da vida, Travassos apresenta, em Life is a Simple Mess, uma selecção de obras gráficas - que reflectem o seu maior investimento de trabalho da última década, dedicado essencialmente à editora Clean Feed e Shhpuma e ao festival Rescaldo.

Do livro fazem também parte trabalhos para outras editoras como a americana Sunnyside ou a alemã Why Play Jazz, bem como algumas imagens inéditas criadas especialmente para o efeito. O livro contém ainda um CD com 7 temas, 5 inéditos e 2 previamente editados, de onde fazem parte algumas das mais sólidas bandas de Travassos, tais como Pão, Big Bold Back Bone ou Pinkdraft entre outras relíquias.

Edição CHILI COM CARNE em colaboração com a SHHPUMA. Encontra-se à venda na Tasca MastaiBdMania, Mundo Fantasma, LAC, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Louie Louie, Linha de Sombra, XYZ BooksGlam-O-RamaNeat RecordsLa BambaYou to You, FNAC, 4/Quarti, Jazz Messengers e Bertrand...





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Historial: livro lançado no dia 4 de Agosto d 2017 no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian após o concerto de Larry Ochs com The Fictive Five com os autores Travassos e Nate Wooley presentes ... Festa em Setembro no Damas para lançar a coisa sem a educação institucional do Jazz em Agosto, está prometida uma DJ Battle entre Marcos Farrajota (editor) e Travassos, aceitam-se apostas!!! ... Reportagens no Público e P3 ...

Sobre os autores:

Travassos é um artista multifacetado, que se exprime sobretudo a partir do design, da ilustração e da música. Colabora há mais de 10 anos com a editora Clean Feed / Trem Azul, sendo o seu principal designer, para além de ser o mentor e criador da editora Shhpuma e do Festival Rescaldo. Actualmente já soma cerca de 400 capas de discos de músicos como Evan Parker, Mats Gustafsson, Pharoah Sanders, Peter Brotzmann, Ken Vandermark, Craig Taborn, Steve Lehman, Fred Frith, Peter Evans, Louis Sclavis, Paal-Nilssen Love, Joe Mcphee, Rob Mazurek, Jamie Saft, Wadada Leo Smith ou Bernardo Sassetti, entre outros.Recebeu já vários prémios de onde se destacam: “Ciudades Futuras” BCD – Barcelona Centro de Diseño; "Bombay Sapphire" CPD – Centro Português de Design; “MAD” - Concurso Jovens Criadores ; Best cover artwork 2008, 2009, 2010 pelo All About Jazz New York ou “Notable album covers of 2015” por Dave Hall. Já viu os seus trabalhos expostos na Experimenta Design, Cankarjev dom Ljubljana, Faculdade de Arquitectura do Porto, Universidade de Aveiro ou no BCD - Barcelona Centro de Diseño.

Nate Wooley é um dos mais aclamados e requisitados trompetistas da actualidade. É um músico transversal que tanto se movimenta nos meandros do Jazz clássico ou contemporâneo, bem como nas franjas mais ousada da experimentação. Para além de músico, Wooley desenvolveu paralelamente um reconhecido percurso na escrita, entre ensaios, poesia minimal e outros textos. Nascido nos EUA, começou a tocar trompete profissionalmente com o seu pai, um saxofonista de orquestras, com 13 anos. O tempo passado em Oregon, a sua terra natal, instigou no músico uma estética musical que influenciou toda a música por si criada nos últimos 20 anos, sobretudo a sua abordagem ao trompete.

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FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma  - Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...) - SquidCo

sábado, 19 de setembro de 2020

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Jazz Messengers Lisboa


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO
com ilustrações e grafismos de Bráulio Amado, Astromanta, Hetamoé, Joana Estrela, Joana Pires e Rudolfo e capa de Carles G.O.D.

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Sirigaita, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Flur, Tasca Mastai, FNAC, Bertrand, Tigre de Papel, Utopia, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça), RastilhoLAR / LAC (Lagos), Ugra Press (Brasil), STET, Neat Records, Kingpin Books, Jazz Messengers e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
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Feedback:

parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

O Fagote de Shatner e outros contos na Jazz Messengers Lisboa


capa de Rudolfo
Sim, o Shatner do título é o actor cromo de Star Trek, se bem que na perspectiva de "Where's Captain Kirk?", canção da banda punk Spizz Energi. William Shatner é referido no livro, mas não está nele. Na verdade, nem o autor sabe onde está. Do dito Shatner só interessa para o enredo que, num episódio desse clássico televisivo de ficção científica, era ele o fagotista de um grupo de música de câmara. 

Yep: logo à partida, as referências musicais deste novo caudal de frases de Rui Eduardo Paes (carinhosamente mais conhecido por REP) - porque é de um livro sobre música que se trata - estão no rock and roll e na clássica, ainda que para falar de jazz, de improvisação e dessa música que se diz ser "experimental". Também se passa pelo hip-hop queer e pelo nintendocore, por exemplo, mas afinal nenhuma forma de arte é uma ilha e tudo está, de alguma maneira, interligado. Até quando o que encontramos são as des-associações reais ou quimicamente induzidas que constituem a realidade. Os contos desta, nas páginas que aqui estão dentro, são os do sexo, da loucura e da morte. 

A música não comunica nada, segundo Gilles Deleuze? Mentira: comunica-nos o desejo, esse grande motor do nosso quotidiano, a esquizofrenia que nos define como humanos e a atribulada relação que temos com a Grande Ceifeira. Para ler em ritmo de corrida, porque foi escrito em ritmo de corrida.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Tigre de Papel, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx), Linha de Sombra, LAC (Lagos), Glam-O-RamaMatéria-Prima, SirigaitaLetra LivreFlur, ZDB, Snob, Tortuga (Disgraça), Utopia, FNAC, XYZ, Bertrand, Neat RecordsA Vida Portuguesa, Rastilho, Jazz Messengers e Letra Livre.

São 144 páginas de muuuuuuuuuuuuuita informação!!
Volume -10 da colecção THISCOvery CCChannel, dedicada à cultura fora do radar comercial, em parceria com a editora de música electrónica Thisco.
Capa e Design pelo Rudolfo.
Prefácio de António Baião.








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Histórial: Campanha de pré-encomenda que culminou no dia 16 de Março 2019, na SMUP (Parede) com uma apresentação de João Sousa e André Calvário e concertos de Ameeba, Salomé e Svayam ... Lançamento oficial no dia 11 de Abril na Tigre de Papel com a presença do autor e apresentações de João Sousa e André Calvário ... entrevista a Rui Eduardo Paes no programa Todas as palavras (RTP 3) ... 

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FEEDBACK: 

Vai para uma dezena de anos, num importante festival de jazz, alguém me elencou o que entendia serem as condições que definem este género musical: «negro, masculino e norte-americano.» Esta afirmação, reveladora de uma preocupante dose de desconhecimento, não é, mesmo com 19 anos entrados no século XXI, coisa rara. Se me voltasse a cruzar com tal figura, oferecer-lhe-ia de bom grado um eficaz antídoto contra o veneno da ignorância e do preconceito: o novo livro do jornalista, ensaísta, curador e agitador cultural Rui Eduardo Paes (...) O Fagote de Shatner e Outros Contos funciona como auto-indagação e evidencia uma profunda desilusão interior: «Valerá a pena continuar?», questionou o autor na sessão de apresentação do tomo. Este livro é, acima de tudo, um grito. Um grito contra o conformismo, um grito contra as polícias do pensamento, dos costumes e do gosto, um grito contra a acefalia instalada. Num momento em que o nosso mundo é, a cada dia que passa, um lugar mais sombrio, escutar esse grito é urgente.

Na introdução do livro Eduardo Paes diz que o texto pode assemelhar-se a um “monólogo de alguém que sofre de degeneração neurológica” e assume uma intenção: “são divagações pensantes (…) aspirando, na narrativa das ideias, à forma literária de conto”. Talvez não encontremos nem uma coisa nem outra, mas acabamos sempre por ser surpreendidos. Neste O Fagote de Shatner e Outros Contos, o musicólogo Rui Eduardo Paes regressa com toda a força e originalidade, fazendo ligações imprevistas, cruzando músicas e diferentes áreas, assinando um documento que volta a marcar a escrita sobre música em Portugal.

E o título? O Capitão Kirk, da série Star Trek, exemplo paradigmático da chegada da Ficção Científica à Televisão, tinha por hobby tocar fagote.
João Morales in Brian Morrighan

Estou a gostar muito do Fagote. Texto que harmoniza, como poucos, a erudição intelectual com a vanguarda radical.
Joel Macedo (jornalista e escritor do Brasil) por email

(...) Paes menciona, neste último capítulo, o fado e, em particular Camané. Embora de forma absolutamente involuntária (afinal o tom para com o fadista é elogioso), o autor consegue pôr lado a lado exemplos de excelência no confronto com a morte (Solal, Bowie), e um exemplo de mediocridade absoluta como é Camané (de resto, em perfeita sintonia com o fado). Que mais não seja, com Rui Eduardo Paes consegue-se perceber que não se morre sempre da mesma e isso talvez seja a melhor história para contar sobre a morte.
A Generous Boy in A Batalha
 


Bestiário Ilustrissímo II / Bala @ Jazz Messengers Lisboa



Bestiário Ilustríssimo II /  Bala 
é o nono título da provocante colecção THISCOvery CCCHannel.
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Bestiário Ilustríssimo II / Bala é a continuação de Bestiário Ilustríssimo, “(anti-)enciclopédia” de Rui Eduardo Paes sobre as músicas criativas editada em 2012 e reeditada em 2014 com nova capa e novas ilustrações de Joana Pires. Como esse primeiro livro, está dividido em 50 capítulos, cada um dedicado a uma figura ou conjunto de figuras. Desta feita, porém, a 50ª parte autonomiza-se e constitui como que um outro livro. Trata-se, pois, de dois livros num só volume, um novamente ilustrado por Joana Pires, o outro por David de Campos.  

O jazz criativo, a música livremente improvisada, o rock alternativo e os experimentalismos sem rótulo possível voltam a ser as áreas cobertas, sempre associando os temas com questões da filosofia, da sociologia e da teoria política, num trabalho de análise e desmontagem das ideias por detrás dos sons ou das implicações destes numa realidade complexa. Os textos reenviam-se entre si gerando temáticas que vão sendo detectadas pelo próprio leitor, mas diferentemente de Bestiário Ilustríssimo há um tema geral nesta nova obra de Paes: o tempo.

A tese é a de que quem escreve sobre música, mas também todos os que a ouvem, está sempre num tempo atrasado em relação à própria música, um “tempo-de-bala”, de suspensão de um tiro no ar, como no filme Matrix. O alinhamento dos capítulos não se organiza segundo tendências musicais ou arrumando os nomes referidos em sucessão alfabética, como numa convencional enciclopédia. Todos os protagonistas e suas músicas surgem intencionalmente misturados, numa simulação do caos informativo em que vivemos nos nossos dias. Propõe-se, assim, que se leia Bestiário Ilustríssimo II / Bala como se se navegasse pela Internet, procurando caminhos, relações, cruzamentos, desvios.

A mente não é uma estante, é um bisturi.

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336p. impressas a duas cores (preto e vermelho), 22x16cm, capa a cores
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volume -4 da colecção THISCOvey CCChannel
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ISBN: 978-989-8363-30-5

com prefácios de Marco Scarassatti (compositor, artista sonoro e professor da Universidade de Minas Gerais, Brasil) e Gil Dionísio (músico)

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edição apoiada pelo IPDJ e Cleanfeed Records

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Flur, ZDB, Linha de Sombra, Matéria Prima, FNAC, Bertrand, Utopia, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Glam-O-Rama, Sirigaita, Jazz Messengers (Lx Factory) e Tigre de Papel.
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Historial: lançamento 6 de Fevereiro 2014 na Casa dos Amigos do Minho com discursos de Gonçalo Falcão (designer, músico, crítico de música) e Gil Dionísio e concerto de uma banda especialmente formada para o efeito: Gil Dionísio & Os Rapazes Futuristas; lançamento 7 de Fevereiro na SMUP (Parede) com palavreado de Pedro Costa (Clean Feed) e José Mendes (jornalista cultural) e concertos de Wind Trio e Presidente Drógado & Banda Suporte ... entrevista no Bodyspace 

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algumas páginas deste livro-duplo:


Feedback:
O jazz é o fogo inicial, mas este propaga-se alto e largamente. REP deita 50 + 50 textos, capa-contra-capa, neste duplo Bestiário Ilustríssimo II / Bala. Música como arte física mas também psicológica, improvisada, estruturada, Ciência, Arte, ícones culturais, tonelada de referências que se ligam na cabeça do autor para uma organização, no papel, em benefício do leitor. Muitos músculos exercitados em 31 anos, nesta relação entre escrita e música. Flur 
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Rui Eduardo Paes revela-se um homem multidimensional, (...) Genuíno e sempre com uma abordagem de quem relaciona aquilo que lhe interessa, de Joëlle Léandre a Lady Gaga. [5 estrelas] Bernardo Álvares in jazz.pt
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O seu estilo de escrita é por si altamente estimulante, revelando um notável domínio sobre a língua portuguesa que raia as características da boa literatura. Um estilo que Rui Eduardo Paes cultiva como uma arma contra o habitual cinzentismo e comodismo da crítica de arte em Portugal. O Homem que Sabia Demais 
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[4 estrelas] Nuno Catarino in Público 
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[4 estrelas] João Santos in Expresso 
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Verdad de la buena. Con motivo de mi actividad como director artístico de Imaxina Sons en Vigo durante 5 años, he tenido la ocasión y la fortuna de conocer la persona y la obra en la distancia corta de REP. Pocas veces, he leído un texto más comprometido con la música del presente y el estado de ánimo que el panorama musical actual rezuma. Su visión holística de la música hace de este libro una pieza imprescindible para poder estar al tanto de lo que acontece en el mundo de las manisfestaciones artístico-musicales y sus contornos creativos. Sobre todo en lo referente a las músicas improvisadas y todo lo que ahí podamos incluir. Sus textos desprenden la misma actualidad o frescura que hemos podido sentir justo la noche anterior escuchando en cualquier garito, la elocuencia de un improvisador. Hay en todos los textos una necesidad de ubicar cualquier comentario en el contexto filosófico/social adecuado de manera que cualquier artículo transciende al aficionado simple para poder ser leido en un círculo mucho más amplio. El de la cultura. Y con el tiempo serán de interés antropológico. REP, se sienta y escucha primero. Escudriña lo que sus tripas le dictan y luego reflexiona. Luego escribe y vuelve a usar su tamiz emocional para devolvernos un texto. Y entre una cosa y la otra está su verdad. Que como toda verdad, que en este mundo que hoy nos toca vivir, es de pocos. Pasa rápido, te penetra, como una bala. Pero es verdad de la buena. Nani García (pianista, compositor, director artístico do Imaxina Sons) 
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Para dissertar sobre música não basta escrever, é preciso conhecer muita música. Para conhecer muita música é necessário ouvir toda uma vida e para ouvir toda uma vida infere-se uma profunda paixão. Em Bestiário Ilustríssimo e Bestiário Ilustríssimo II / Bala condensam-se extensas e infindáveis paisagens musicais que nos atingem vindas de todas as direcções. Hugo Carvalhais (músico)
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Não sei se a bala a que o Rui Eduardo Paes se refere já foi disparada ou se está à espera de ser disparada por cada um de nós. Em todo o caso, o livro Bestiário Ilustríssimo II / Bala do REP é um livro-bala para quem o lê. Lê-se rápido, lê-se com entusiasmo e lê-se com um profundo sentido de urgência em relação à criação musical que nos rodeia. Faz-me lembrar aqueles artigozitos de jornal que se percebe logo que são um mero copy-paste de press releases. E faz-me lembrar esses artigozitos porque precisamente ele é tudo o contrário. Percebe-se e sente-se que detrás de cada palavra há alguém que, acima de tudo, vive e escreve sobre música a partir do que ouve e não dos likes que pode obter nas redes sociais. Num rectângulo tão escasso de críticos de música, e sobretudo de críticos com qualidade, assistir a este disparo do REP é como beber um garrafão de água depois de se fazer a travessia do deserto. É tão bom que até pode causar indigestão. Recomenda-se calma e discos, muitos discos a acompanhar. Vítor Joaquim (artista sonoro, investigador e docente do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica do Porto)
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Da recensão ao ensaio, Rui Eduardo Paes é, sem dúvida, uma figura ímpar no nosso meio. É notável como desempenha a sua função, revelando notável acutilância crítica e paixão. Uma pedra no sapato. Ernesto Rodrigues (músico, Creative Sources)
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Resplandecente Enorme Produto. Pedro Costa (Clean Feed, comissário da Culturgest, co-director artístico do Ljubjlana Jazz Festival)
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Uma verdadeira anti-enciclopédia, escrita com as entranhas à flor da pele. Lê-se como se ouve. Paulo Chagas (músico, docente de música, co-programador do MIA, Zpoluras Archives) 
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Los disparos son certeros y heterogéneos. Las páginas -los libros de Paes-, siempre han estado dedicados a artistas de diferentes ámbitos musicales que acaban sorprendiéndonos Chema Chacón in Oro Molido #41 ... Na senda do que tem escrito, este livro (que, na verdade, são dois, já que tem apenso um segundo, Bala, com textos mais pequenos) de um dos mais carismáticos críticos musicais portugueses aborda inúmeros músicos e projectos (...). A escrita (...) assenta num profundo conhecimento da genealogia dos intérpretes e do seu trabalho, muitas vezes contextualizados em moldes ideológicos ou filosóficos. 
[5 estrelas] João Morales in Time Out 
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Em uma época em que as pessoas têm se (mal) acostumado com a crítica (se é que nesse caso mereça tal categorização) musical ligeira que domina a internet, em que as pessoas “acham” isso e aquilo, num processo de gostar e desgostar ao sabor da enxurrada de lançamentos que nos rodeiam, poder ler os textos de Rui Eduardo Paes é um privilégio. Fabricio Vieira in FreeForm, FreeJazz  

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

ccc@tan.tan.tann


Uma selecção de edições nossas estão disponíveis no TAN TAN TANN

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

ccc@motelx.2020


Uma selecção aterradora das nossas edições vão estar no Mercado do MoteLx durante todo o evento. Se depois de ficar com os nervos em franja ainda quiser ler algo nosso... tudo bem! Não nos responsabilizamos pelos danos!

domingo, 13 de setembro de 2020

ccc@feiras.do.livro.2020

Num ano anormal estaremos também numa situação anormal na Feira do Livro de Lisboa, sem os nossos habituais parceiros... Mas estamos bem acompanhados pela malta da Blau no stand D22.
Fixem isto porque na Feira vai ser preciso usar máscara o tempo todo e não há tempo a perder com o lixo editorial transacto. Outra vez:
D22

Mais coisas importantes:

Não vai haver sessões de autógrafos e apresentações.

Os preços serão todos em múltiplos de 5, ou seja, a 5, 10, 15, 20 Euros para facilitar os trocos.

Os livros do dia serão sempre títulos da defunta MMMNNNRRRG.

Haverá um caixote de 50% cheio de raridades e curiosidades.

A novidade editorial será o CENSURA JÁ!! do norte-americano IAN F. SVENONIUS (Nation of Ulysses, The Make-Up) para quem ressaca Rock com R, ehm, grande!




E na Feira do Livro do Porto, idem idem aspas aspas, este ano as nossas edições ficam representadas na fabulosa e madura Matéria Prima - como aconteceu várias vezes noutras edições. 
É assim!

NEURO-TRIP ± ± ± últimos 19 exemplares / LIVRO DO DIA NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

    

Antologia de Ilustração e BD de Neuro, autor romeno que começou a sua carreira artístico com o grupo "The Church" numa procura iconoclasta. 

Devido às suas raízes ortodoxas Neuro explora as imagens dessa Cristandade fundindo citações de Terence McKenna, super-heróis parasitários, Mechas bacterianos, decorações freaks provando para quem ainda não sabia que nada é Sagrado no Milénio da Banda Larga. 

Este é o seu primeiro livro, verdadeiro meta-portfolio de imagens alucinantes.
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160 páginas 16,5x23cm p/b + vermelho; capa a preto, vermelho e prateado, 500 exemplares, ISBN: 978-972-98527-9-4
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algumas páginas:

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Historial : Lançado na Festa Laica, Trem Azul em 2011 ...
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Feedback : 

Cool stuff 
Aleksandar Zograf 
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Nice drawings in the Neuro trip book! Reminds me a bit of Blair Wilson's work. 
Marcel Ruijters 
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desenho usado para a capa da k7 de BLEID

sábado, 12 de setembro de 2020

Loverboy na Feira das Vanessas --- últimos 9 exemplares! à venda na NEAT RECORDS





Não estamos a vender bonecos!

Já várias dezenas de pessoas nos abordaram com esta nossa promoção do livro Loverboy na Feira das Vanessas a pensar que estamos a fazer bonecos do Loverboy (em vestimenta de beto e outra de grunge), Leonardo e Astarot.
Errado!

É um novo e último livro com BDs da emblemática série Loverboy. As fotos tem uma história antiga é certo. Eis uma ficha técnica que resolve alguns dos problemas colocados:

Sétimo volume da colecção Mercantologia; Publicação da Associação Chili Com Carne; Edição de Marcos Farrajota; Design de Joana Pires; Capa e fotos de olhos(«Ä»)zumbir realizadas no estúdio da União Artística do Trancão e em Sede Adres, com apoio à produção de xoscx e Adres. Bonecos realizados por Miguel Rocha e Alex Gozblau para a exposição "Loverboy Store: Liquidação Total" no Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada 2001, na Cordoaria Nacional.


O livro Loverboy na Feira das Vanessas está à venda no site da Chili Com CarneMundo Fantasma, BdMania, Matéria-Prima, Neat Records e A Vida Portuguesa.


Se os Black Sabbath podem... E os Sex Pistols, Blondie, Rage Against the Machine, Faith No More, Ornatos Violeta, Bauhaus, Zen!!! E até os Queen, Dead Kennedys, Doors, Christian Death, etc... Mau! Se tudo que é gato-sapato de banda pode voltar porque não o Loverboy & cia.?
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Que se lixe os 80, eu quero a minha vida de volta dos anos 90!

A cultura que vivemos é de "retromania" como demonstrou o excelente livro de Simon Reynolds, e é curioso que existem vários fenómenos de revivalismos noutros países apesar de estarem sobre o jugo do do imperialismo anglo-saxónico.

São os fenómenos locais, como por exemplo, Portugal que não tinha uma tradição de Pop eis que 20 anos depois do aparecimento dos execráveis Resistência ou das popularuchas digressões “Portugal ao vivo”, ei-las a reaparecerem nos últimos meses para oferecer um conforto nostálgico à primeira geração 100% Pop portuguesa.

Onde fica a série de BD Loverboy no meio disto? Não sabemos mas esperemos que não fique entre o sem-pescoço do Tim e as moustaches-de-quem-precisa-de-sair-do-armário dos Pólo Norte! Iiiiirc....

Entretanto... os cromos não percebem que este livro é a gozar com eles e sonham com séries de TV e atribuem Troféus!!! Go get a fucking life!!!

Feliz Natalixo! Porque o Natalixo é quando um homem quer! E HOJE É LIVRO DO DIA NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA



Mesinha de Cabeceira #27 : Special XXXmas : Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno de Nunsky

Publicado pela MMMNNNRRRG ... 44 páginas a cores 16x23cm

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, BdMania, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Quimby's (Chicago), Linha de Sombra, Dead Head Comics (Edimburgo), Seite Books (Los Angeles), Universal Tongue, UtopiaRastilhoLAC (Lagos), Ugra Press, Desert Island (New York) e Black Mamba.


Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou neste zine, o Mesinha de Cabeceira. Assina o número treze por inteiro, um número comemorativo dos 5 anos de existência do zine e editado pela Associação Chili Com Carne. Essa banda desenhada intitulada 88 pode ser considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD underground portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Em 2014 o regresso deste autor foi feito com o romance gráfico Erzsébet (Chili Com Carne), 144 páginas que regista a brutalidade da Erzsébet Bathory, a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude. O livro venceu o Melhor Desenho do Festival de BD da Amadora em 2015 e terá uma edição no Brasil pela Zarabatana Books.

Em 2015 Nunsky apresenta-nos este Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno... verdadeiro deboche gráfico anti-cristão para quem curte bandas de Hair Metal de Los Angeles dos 80, fãs distópicos do RanXerox e revivalistas da heroína. A MMMNNNRRRG nunca deseja "Feliz Natal" aos seus amigos mas com a Nadja até... ehhh





Historial: lançado no dia 17 de Dezembro 2015 no Lounge Bar com o concerto da banda canadiana Nadja, organizado pela Associação Terapêutica do Ruído.

Feedback: 

A 32.ª publicação da MMMNNNRRRG é a mutável Mesinha de Cabeceira #27, desta vez subintitulada XXXmas Special. Na verdade, é uma obra a solo de Nunsky, intitulada Nadja – Ninfeta Virgem do Inferno. Esta trindade é transposta no design de Joana Pires, com a capa a evocar duplamente o fanzine com 24 anos de existência e a banda desenhada de Nadja (...) Após o registo a preto e branco de Erzsébet, que galardoou Nunsky com o Prémio Nacional de Banda Desenhada Amadora BD 2015 de Melhor Desenho para Álbum Português, o autor regressa a uma temática demoníaca – desta feita mais expressa que evocada – mas com uma palete de cores, cujos tons saturarão a visão dos mais incautos. Nuno Sousa 
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a um só tempo, pesada e leve, séria e cómica, fresca e desesperante. (...) Existem traços de alguma soberba crença na mundividência católica e a associada crença no Demo. Tratar-se-á este Nadja de um tortuoso panfleto de um Católico atormentado por gostar dos discos dos Slayer e Iron Maiden e querer ver realizadas as suas capas? Uma homenagem a todo um historial de comics de séries Z? (...) Nadja é um bafejo de hálito quente e cerveja quente. Pedro Moura
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O especial de Natal assinado por Nunsky não terá estado entre as oferendas mais populares da quadra, mas vale a pena não o perder mesmo depois disso. Numa banda desenhada onde se cruzam o hardrock metálico-meloso dos anos 90, um fascínio adolescente por satanismos e uma estética onde a sexualidade explícita e o kitsch se misturam sem remorso, Nunsky volta a confirmar por que é que o seu trabalho há-de ser sempre uma surpresa renovada. Blimunda 
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Merci pour ton envoi satanique Bertoyas 
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es una marcianada muy divertida. Cuando Marcos Farrajota me explicó su contenido, me dijo que se parecía a la obra de Benjamin Marra, y en cierta forma estoy de acuerdo con él: se trata de una apropiación del material de serie Z más casposo, del terror barato y descerebrado que mezcla erotismo soft con invocaciones a Satán, grupos heavies e internados para niñas. (...) Nadja, una cría de doce años, se mete una droga chunga con su novio, Franz, y acaba en el infierno, donde Satán le ofrece un pacto: la enviará de vuelta a la Tierra con «supernatural satanic powers», y por cada alma que lleve a la perdición, podrá pasar un día con su amado Franz. The Watcher and the Tower
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Grazie mille por los comics [Najda Eh eh] Arte Tetra
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Nadja - Virgin Teenie from Hell, the artwork in that was stunning. I'm not a massive comic fan, so haven't seen a large number of comics with which to compare it, but I'm positive that I've seen many mainstream comics with far inferior artwork. Great storyline, too! pStan Pumf

Nadja is also fun to read because I was a metalhead for over 30 years! "Demon Bitch" probably is inspired from Motley Crue and the logo (...) by (...) black metal bands, I guess. Heavy Metal magazine should hire Nunsky! Harukichi

The Santa book is...very dark. (...) But it is powerful, beautiful, and well made. Angel Marcloid 




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Brouhaha do Erzsébet:

Muito boa BD, me inspira para criar logotipos - Lord of The Logos

Erzsébet, o livro, é o relato implícito, emudecido, de um receio: o de que a morte escape definitivamente ao controlo masculino. Afinal, é a morte que conduz cada um e todos os passos da humanidade, tal e qual como vem anunciando a estética gótica em todas as suas formas. Nunsky recorda-nos isso mesmo com esta edição… - Rui Eduardo Paes

Consegue ter aquele espírito dos filmes do Jess Franco e afins, em que por vezes é mais importante a iconografia e a imposição de elementos simbólicos / esotéricos ou fragmentos de actos violentos e ritualizados (como as mãos nas facas ou as perfurações e golpes) do que termos uma continuidade explicita e lógica da narrativa, o que cria toda uma tensão e insanidade ao longo do livro e de que há forças maiores do que a nossas a operar naquele espaço. André Coelho

o romântico está presente antes na sua dimensão histórica e o trágico se aproxima do monstruoso. - Pedro Moura