blogzine da chili com carne

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

ccc@SexSessions.2026


 Tal como no ano passado aqui vamos outra vez...

"Da noite para o dia" de Sofia Neto n'As Insurgentes



E Da noite para o dia... eis o novo livro de Sofia Neto, artista gráfica doutorada em Black Mirror e especializada em distopias privadas!

Já se encontra na nossa loja em linha e na BdMania, Cult, Greta, As Insurgentes, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto) e Subtil (Almada).

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 Sinopse: Ana vive no norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim que as alterações desejadas são verificadas. 

Trabalha desta forma dia e noite, sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo. 

Um dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele, com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho, enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.



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112 p. 2 cores 18x24cm, capa a 3 cores com badana interior, brochado

ISBN: 978-989-8363-57-2





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HISTORIAL:

obra realizada no âmbito da Bolsa de Criação Literária em Banda Desenhada da DGLAB em 2020

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A lançar oficialmente a 17 de Julho no Clube de Desenho (Porto), às 18h30, com uma conversa da autora com Nuno Sousa



entrevista no Pranchas e Balões

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FEEDBACK:


(...) este livro arrisca-se a poder ser visto como um importante marco na ficção científica portuguesa, não tanto pela sua espectacularidade - usualmente um efeito de superfície para embasbacar leitores de impressões, e não de profundidade - mas pela forma como explora consequências sociais, políticas e identitárias de tecnologias, as quais, "inexistentes", estão bem próximas daquelas já em vigor. Nesse sentido, sinto-lhe grandes afinidades com Madoka Machina de André Pereira. Atente-se, para mais, à sua rede temporal narrativa e aos efeitos de referencialidade da nossa realidade local, e isso apenas reforçará os elos interpretativos propostos. Por outro lado, de forma mais enviesada, mas que tem a ver com identidade e desejo, haverá igualmente ecos com a trilogia de Filipe Seems, de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, quase esfumados pela distância, mas ainda assim presentes.

Pedro Moura in Ler BD


4,5 estrelas in Ípsilon / Público

 


 

(...) poderia perfeitamente evocar Perfect Blue de Satoshi Kon (...) a inocência afigura-se fatalmente irrecuperável.

Inês Caldas in A Batalha #305

 

(...) Gostei muito da ideia e como ela a introduziu devagar ao longo da história. (...) independentemente do tema do livro, da pertinência do assunto que trata, é um trabalho gráfico maravilhoso. Dei por mim a lê-lo especialmente devagar para apreciar o desenho em cada vinheta. A Sofia é particularmente boa a dar movimento, expressão e maleabilidade aos personagens... sou fã :-)

Mosi (via email)


(...) Daí à leitura desencadear um questionamento sobre se o conteúdo destas pranchas é assim tão distante como queremos crer da realidade em que existimos, trabalhamos e asseguramos meios de sobrevivência é um salto. Demasiado curto para que a etiqueta de ficção científica nos proteja.

Sara Figueiredo Costa in Blimunda

MITI MOTA n'As Insurgentes e edição espanhola na Aristas Martinez!

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, As Insurgentes, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro,  Utopia (Porto) e Subtil (Almada). 

 



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Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



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HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)

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Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026

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conversa com a autora na Biblioteca Central de Almada, dia 24 de Julho, 19h

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edição inglesa nomeada para os Prémios Ignatz 2026

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edição espanhola na Aristas Martinez




FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)
 

O Trabalho de Amanda Baeza é eclético, luminoso mesmo que a falar de coisas sérias, cromaticamente intenso porque é a cor o fio condutor da fabricação de uma imagética muito pessoal. Na exposição Miti Mota, cujo título se retira do livro de banda desenhada recém-publicado pela Chilli com Carne, a aparente dispersão criativa que experimenta materiais (riscadores, tintas, lãs), suportes (papel vegetal, cartolina, madeira, tecido) e linguagens distintas (desenho, banda desenhada, pintura, ilustração, escultura, manipulação têxtil, cerâmica) constrói um movimento oscilatório frutífero entre disciplinas, abrindo campos de leitura mais amplos do que o dum mero filão narrativo. 

Working with cloth provides a useful framework for the moments of abstraction in a piece like “Miti Mota,” where images are cut and reassembled to demonstrate the nature of play, of sharing. This is not a version of comics as predecessor to storyboards, where identifiable character designs are paramount, but comics as a form of folkcraft where the artist expresses themselves through every choice made. This is not to say Baeza does not take comics seriously, but rather that she understands it healthily.
The Comics Journal sobre a versão inglesa Wisps
 

Mitimota e Bruma não são a mesma coisa. Ambas são a reunião, num só volume, de um conjunto de pequenas bandas desenhadas curtas, particularmente heteróclitas entre si, publicadas pela autora Amanda Baeza ao longo de anos em variadíssimas publicações, em países, línguas, formatos, estilos e circunstâncias diferentes. Sim. E não é impossível encontrar, de um título para o outro, pequenos temas recorrentes, trejeitos ou facetas comuns, uma maneira de encarar o acto de criar banda desenhada livre, sempre livre. 

(...) Acima de tudo, há um permanente assunto, que tem a ver com o da identidade, sobre que ingredientes são necessários para a assegurar– de forma obrigatória sob o olho da legalidade, ou da inscrição cultural imposta pelos agentes auto-eleitos desse limite, ou mais livres na vida corrente. Conhecerão alguns leitores um assunto que foi discutido em torno da pessoa de Baeza, que podemos apresentar como “portuguesa-chilena”, onde esse hífen faz um trabalho policial tremendo, e que já argumentámos dever ser visto não tanto como sinal matemático de redução, mas sim de acrescimento, de âncora para algo mais. (...) Esse assunto torna-se quase diáfano na história “Nem de cá, nem de lá” mas também em “1 + 1 = 0” (e, atenção, pouco importa aqui a cronologia precisa das histórias, pois estes embates não serão seguramente pontuais, mas sistémicos e contínuos). Diria, porém, que se essas histórias são, respectivamente, um apontamento diarístico e acusatório de um trauma (e é um trauma, pois é uma afirmação violenta dizerem-nos que não somos algo que somos, só porque quem afirma não sermos pensa ser o juiz dessa mesma identidade) e uma tentativa de compreensão dos mecanismos de recusa, é precisamente “miti-mota” que parece ganhar distância e descobrir como explorar o aspecto positivo desse processo de “metadização” da pessoa humana.

Uma pequena caixa de jóias, brilhantes e coloridas, várias e nem sempre doces, mas que abre um ramalhete de possibilidades.

Vamos vos apresentar à Família / últimos 50 exemplares!!! E nas Insurgentes


Família

de

Júlia Barata

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9º volume da Colecção RUBI.

232p A5 2 cores + capas duplas 1 cor + sobrecapa 2 cores 

+ oferta de zine Umas amigas limitado a 100 exemplares (esgotado)


Disponível na nossa loja em linha e nas lojas As Insurgentes, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vida Portuguesa, ZDB, Greta, Cult (Lisboa), Cassandra, Mundo Fantasma, Socorro (Porto) e Velhotes (Vila Nova de Gaia). E TFM (Frankfurt) e Língua nos Dentes




página de Umas Amigas

Depois de uma vida nómada - com paragens em Lisboa, Porto, Maputo, Barcelona e Roterdão, Júlia Barata, arquiteta e artista gráfica, estacionou em Buenos Aires há 11 anos, depois de uma mudança agitada que ilustra no livro Gravidez (Tigre de Papel; 2017).

Família, que poderia ler-se como uma sequela de Gravidez, reflete sobre a construção e desconstrução de um núcleo familiar, entre registos de autobiografia e autoficção. Ainda assim, existe uma coerência narrativa nesta obra que descreve os ziguezagues emocionais de uma mulher num período de mudança, de uma mãe e esposa que precisa de fugir da família que formou.

A pujança artística de Barata está aqui a galope. Relata pequenos "slice-of-lifes" com ar fofinho num diário Moleskine, bem ao sabor de muita da produção contemporânea infantilizada que se vê por aí. No entanto, ao contrário do que se espera, esses momentos inócuos servem para serem trucidados por uma angustiante representação de uma depressão.

Nada é simples por aqui. O tom minimalista dos desenhos é realmente uma interpretação sem filtros, sem moral e sem pedagogia. Se uma família é vista em geral como um espaço uniforme, nesta Família luta-se para que a liberdade individual seja tão respeitada como o compromisso institucional. Será (ainda) possível?


 
Disponível na loja em linha da Chili Com Carne e nas lojas Kingpin, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Tinta nos Nervos e Tigre de Papel.




Feedback

(...) o seu novo livro Família, que dizem as más-línguas que foi a razão da “BD Porcalhota” ter bloqueado a Chili Com Carne no seu certame de BD para rapazes e velhadas…
 
 (...) Júlia Barata deposita nelas questões mais transversais sobre papéis sociais, sobre ser mulher, relacionamentos, depressão e desejo, numa abordagem punk, feminista e livre. (...)

li o livro Família (...) e adorei aquilo tudo, o desenho, a maneira gira como não faz quadrados, as estórias, o fio da narrativa, as situações...  o uso do vermelho no desenho... TUDO! SETE ESTRELAS, MESMO!!
Rafael Dionísio (via email)
- Sete Estrelas!?
- Em cinco!
 
Fantástico trabalho de grande fôlego (...)
Jornal de Letras

Esta é uma banda desenhada de contornos (ou antes, sem contornos) invulgares, onde os desenhos seguem livres pela página. Aqui não há pranchas, tiras ou vinhetas que os separem e os contenham, pois o movimento é transmitido pela sobreposição sequencial de desenhos. Se foi das novelas gráficas que me mais me cativou nos últimos tempos não é só por culpa dos balões vomitados pela boca das personagens, mas também ajudou.
 

 

Historial

Lançamento no 21/12/2024 na Tinta nos Nervos com presença da artista e uma exposição de originais - patente até 18 de Janeiro 2025.

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Entrevista no jornal O Despertar

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artigo no Público / Ípsilon


BFKA Cutencyclopedia soon @ Germany & USA



Published by Chili Com Carne + Thisco + Palpable Press 

 

Based on the doctoral thesis Cutencyclopedia: A Theoretical-Practical Investigation on Kawaii as an Aesthetic Category in Art and Pop Culture (2020) by Ana Matilde Sousa, this BFKA (Book Formerly Known As) CUTENCYCLOPEDIA is an adaptation into book form that combines a series of theoretical essays presented as an “encyclopedia” or critical dictionary with original illustrations by Hetamoé and graphic remixes by 100% GRAPHIC DESIGN SOLUTIONS. 

Through this format, it explores the concept of kawaii (“cute”) as an aesthetic category and its pervasive influence on our contemporary mediascapes, as well as the broader phenomenon of the Japanization of global pop culture, encompassing manifestations ranging from the visual arts exhibited in museums and galleries to the digital underworld of mass culture.

492 pages | 16.5x23cm
in ENGLISH 
ISBN: 978-989-8363-59-6


You can buy @ Chili Com Carne online shop and Cult, As Insurgentes, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisbon), Matéria Prima, Palpable, Trama, Utopia (Porto), Subtil (Almada) and soon at Church Ghost (USA) und Buchhandlung Whalter König (Germany).

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 released in Porto 26/09/26 @ Trama 

Lisbon presentation helded at ZDB bookstore on the 21st October with teacher Pedro Moura












segunda-feira, 2 de novembro de 2026

14ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!"

cartaz de Mina Anguelova



A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros ou zines de trabalhos que participaram no concurso - como o Vale dos Vencidos de José Smith Vargas, projecto vencedor do concurso de 2014 mas que se transformou noutro livro mais complexo.

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelho, em Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Up do Rodolfo Mariano, em 2021 Hoje não da Ana Margarida Matos - que vai na segunda edição e publicado nos EUA -, em Dezembro 2022 o Sinapses de Ivo Puiupo (com edição inglesa pela Kus!), em Janeiro 2024 o fanzine mais caro do mundo, o número 42 do Mesinha de Cabeceira, Partir a Loiça (toda) de Luís Barreto, em 2025 saíram os livros de Alexandre Piçarra - Dias-a-fio, relativo a 2024 - e de Beatriz Brajal, A Cada Sete Ondas (2025)!!

Entretanto, cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!






Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da Chili Com Carne com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!
Para artistas portugueses, residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros residentes em Portugal.
No caso das antologias é possível participação de artistas internacionais desde que em minoria em relação aos portugueses.

O prémio é monetário? 
É sim! São 500 paus!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor? 
Frederico Duarte (sócio da Tinta nos Nervos), Marcos Farrajota (autor, editor e da Direcção da Chili Com Carne), Matilde Basto (artista e da Direcção da Chili), Mina Anguelova (artista e vencedora do concurso do ano passado) e Tiago Baptista (artista e vencedor da edição de 2016).

O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro tem um limite de páginas - não mais do que 50 páginas - e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel, etc... - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
até às 23h59m de 4 de Fevereiro 2027 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2027 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2027!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos e IPDJ

sábado, 31 de outubro de 2026

Crónicas de Saturno - para a semana...



A Chili Com Carne tem o orgulho de publicar Crónicas de Saturno : Textos Críticos Sobre Banda Desenhada Publicados No Fanzine Nemo (1993-97), uma recolha de textos críticos sobre BD da autoria de Domingos Isabelinho... Para a semana deverá chegar este título.


Passadas três décadas, estes textos de Domingos Isabelinho continuam a ser o único corpo unificado sobre crítica à Banda Desenhada em Portugal – e se calhar passando fronteiras. Publicados originalmente no fanzine Nemo, entre 1993 e 1997, as "Crónicas de Saturno" continuam a ter uma clareza de espírito que resiste ao tempo e a exercícios de nostalgia.

É com orgulho que reeditamos estes textos extremamente pedagógicos para alcançar mais leitores, para além dos poucos eleitos que os leram nos anos 90. É uma tentativa de deixar uma pedra basilar para reflectirem sobre este meio onde carece informação e referências.

Estas "crónicas" são preciosas, pois desmistificam lugares-comuns (Astérix, Corto Maltese) e validam obras que ainda hoje são pertinentes, como os artistas Chester Brown ou Fabrice Neaud. 

Foram digitalizadas as maquetes originais do Nemo, que sobreviveram todos estes anos. Nelas podem ver-se as colagens da numeração da publicação ou os fios das colagens de imagens na página, material em bruto com um encanto “vintage”, de uma outra Era em que os fanzines não eram completamente paginados em digital.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing

 

Por momentos pensava que os geeks iriam queimar os escritórios da Playstation quando esta empresa anunciou que ia deixar de fazer discos físicos dos seus videojogos em 2028, martelando mais um prego na cultura desmaterializada mas materializando o perfil do consumidor num despojado agarrado. No entanto, também há caminhos inversos, como esta editora portuguesa Black Hole Time Warp que começou em digital, depois com a má-onda da Chili Com Carne lá fez uma k7 e agora deitou para fora do seu buraco negro um CD, intitulado Offbeats de André Gonçalves. É sempre um prazer ouvir as manipulações modulares de Gonçalves, e a brincar a brincar, já não ouvia um disco dele há 10 anos!!! Sorry sorry! Prefiro as peças mais extensas, espaciais e "psicadélicas" do que estas 10 novas faixas, nove delas curtas, algumas planantes e outras abrasivas. Talvez sejam "polaroides" dos tempos acelerados que correm, comparando com os tempos mais lentos de 2016. Os desenhos "glitchados" da catalã Fatima Moreno ilustram bem esta música e o seu zeitgeist.

Sistro já tem alguns anos (2023) saído pela Favela Discos mas só agora que acedi ao LP - obrigado Ghuna X! Só assim que iria ouvir este disco que deverá ter a capa mais inócua de sempre na história fonográfica... Desde já a advertência, quem pegar no LP pode acelerar as rotações e obter um estranho IDM! 
Mas este é daqueles que é bom ouvir no ritmo certo do gira-discos, para não perder as suas paisagens sonoras, que vão desde sons de mar (sem o peso kitsch da melancolia salgada), ambient, "americana" (tão falsa como se fosse "lusitana"), barulheira soft mas suficiente para irritar os colegas no escritório, drones, pedaços concretos e tudo o necessário para ser um disco de surpresas auditivas.
Na realidade ambos discos, apesar dos seus métodos musicais completamente opostos, serão irmanados quando um gajo se estica no sofá a ler um bom gekiga. Tenho feito isso e tem sido bom.