14ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!"
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| cartaz de Mina Anguelova |
O prémio é monetário?
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Labels: 500 paus, marcos farrajota, matilde basto, mina anguelova, tiago baptista
Por momentos pensava que os geeks iriam queimar os escritórios da Playstation quando esta empresa anunciou que ia deixar de fazer discos físicos dos seus videojogos em 2028, martelando mais um prego na cultura desmaterializada mas materializando o perfil do consumidor num despojado agarrado. No entanto, também há caminhos inversos, como esta editora portuguesa Black Hole Time Warp que começou em digital, depois com a má-onda da Chili Com Carne lá fez uma k7 e agora deitou para fora do seu buraco negro um CD, intitulado Offbeats de André Gonçalves. É sempre um prazer ouvir as manipulações modulares de Gonçalves, e a brincar a brincar, já não ouvia um disco dele há 10 anos!!! Sorry sorry! Prefiro as peças mais extensas, espaciais e "psicadélicas" do que estas 10 novas faixas, nove delas curtas, algumas planantes e outras abrasivas. Talvez sejam "polaroides" dos tempos acelerados que correm, comparando com os tempos mais lentos de 2016. Os desenhos "glitchados" da catalã Fatima Moreno ilustram bem esta música e o seu zeitgeist.
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Reedição do famoso livro de 2017 que no ano passado foi também reeditado como "benefit" para a compra do espaço do Disgraça. Pouco mais há acrescentar a essa edição que já tinha sido rectificada, emendada e com posfácios a actualizar meia-dúzia de coisas, até porque não há muito a declarar desde 2017, por mais incrível que pareça!
Tal como a edição de 2025 também nesta não está incluído o CD Punk Comix mas graças ao mundo virtual podem sacar no bandcamp da Thisco.
De salientar as novas capas: do Lado Corta é um desenho original de José Smith Vargas recuperando uma tradição bem antiga de riscar punkarias sobre imagens alheias. Do Lado Comix temos uma vinheta da BD "Inadaptados" de Nunsky, publicada em 1994 no fanzine Mesinha de Cabeceira #4 e que tem sido usada como imagem para a exposição-entretanto-itinerante Punk Comix.
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Labels: afonso cortez, joana pires, josé smith vargas, marcos farrajota, música, nunsky, THISCOvery CCChannel
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Sinopse: Ana vive no norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim que as alterações desejadas são verificadas.
Trabalha desta forma dia e noite, sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo.
Um dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele, com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho, enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.
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112 p. 2 cores 18x24cm, capa a 3 cores com badana interior, brochado
ISBN: 978-989-8363-57-2
HISTORIAL:
obra realizada no âmbito da Bolsa de Criação Literária em Banda Desenhada da DGLAB em 2020
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A lançar oficialmente a 17 de Julho no Clube de Desenho (Porto), às 18h30, com uma conversa da autora com Nuno Sousa
FEEDBACK:
(...) este livro arrisca-se a poder ser visto como um importante marco na ficção científica portuguesa, não tanto pela sua espectacularidade - usualmente um efeito de superfície para embasbacar leitores de impressões, e não de profundidade - mas pela forma como explora consequências sociais, políticas e identitárias de tecnologias, as quais, "inexistentes", estão bem próximas daquelas já em vigor. Nesse sentido, sinto-lhe grandes afinidades com Madoka Machina de André Pereira. Atente-se, para mais, à sua rede temporal narrativa e aos efeitos de referencialidade da nossa realidade local, e isso apenas reforçará os elos interpretativos propostos. Por outro lado, de forma mais enviesada, mas que tem a ver com identidade e desejo, haverá igualmente ecos com a trilogia de Filipe Seems, de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, quase esfumados pela distância, mas ainda assim presentes.
4,5 estrelas in Ípsilon / Público
(...) poderia perfeitamente evocar Perfect Blue de Satoshi Kon (...) a inocência afigura-se fatalmente irrecuperável.
(...) Gostei muito da ideia e como ela a introduziu devagar ao longo da história. (...) independentemente do tema do livro, da pertinência do assunto que trata, é um trabalho gráfico maravilhoso. Dei por mim a lê-lo especialmente devagar para apreciar o desenho em cada vinheta. A Sofia é particularmente boa a dar movimento, expressão e maleabilidade aos personagens... sou fã :-)
Mosi (via email)
(...) Daí à leitura desencadear um questionamento sobre se o conteúdo destas pranchas é assim tão distante como queremos crer da realidade em que existimos, trabalhamos e asseguramos meios de sobrevivência é um salto. Demasiado curto para que a etiqueta de ficção científica nos proteja.
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Labels: eventos, livros, sofia neto
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Labels: 500 paus, Colecção CCC, joana pires, josé smith vargas, marcos farrajota, miguel caldas
Aldeamentos de Guerra
de Francisco Sousa Lobo (BD)Esta banda desenhada foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.
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Décimo volume da Colecção LowCCCostISBN 978-989-8363-58-9112p a 2 cores 16,5cmx23cm, capa a duas cores com badanas
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à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Cult, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, STET, Tigre de Papel,
Tinta nos Nervos (Lisboa), Circo de Ideias, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto)
e TFM (Alemanha).
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HISTORIAL
Lançamentos na Biblioteca Nacional (09.07.26),
na Tinta nos Nervos (18.07.26) com exposição de originais patente até 5 de Setembro
e Circo de Ideias (22.07.26) no Porto.
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FEEDBACK
(...) Lobo não ilustra as entrevistas, nem as utiliza como base de uma reconstrução
romanceada ou fictícia. Elas são re-encenadas sob a forma de uma banda desenhada
, e esta explode em vários modos, navegando nessas muitas camadas distintas de
materialidade, sem nunca deixar de as tornar transparentes e presentes.
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Labels: francisco sousa lobo, LowCCCost
Este Mr. Burroughs não é William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.
Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.
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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)
Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante.
Les Inrockuptibles
Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.
Bang
(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue.
Domingos Isabelinho in Quadrado
FEEDBACK da nova edição
óptima re-edição.
Paulo Mendes (via email)
Ao ler o Mr. Burroughs, deu-me com frequência aquela comichão visual que vem com o ruído branco. Este é um mundo áspero, de texturas que variam entre o cimento e a brita, o esfregão d’aço e o ninho de aranhas. “Aracnídeo” será também um bom adjectivo para atribuir, de forma geral, às personagens. O próprio Mr. B, exemplar mais óbvio, todo esquelético e comprido, uma massa negra movida a alfinetes articulados, sendo que até as mais rotundas têm algo tarantular, bulboso, peludo e espinhoso. (...) Se os olhos são o espelho da alma, sob este rosto acumulam-se feridas e fraturas psicológicas. Aventurando-me num diagnóstico, atrevo-me a atirar termos como Síndrome de Cotard, narcisismo, autodesprezo, dúvida debilitante, paranoia. Ou talvez esteja só amaldiçoado, perseguido por uma entidade sem nome que se vai intrometendo na sua vida. (...) Fellow kids, teria sido uma pena isto ter ficado em 2000.
Salato in A Batalha #304
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sobre o livro
Por momentos, entre 1996 e 2001, (...) os ilustradores e autores de BD sentiram que iriam ser compreendidos pelos seus trabalhos, que não seriam ignorados pelo público nem pelos retrógados agentes oficiais da BD. (...) Houve Hype! Havia algo no ar! Havia juventude gira para aparecer em fotografias de revistas e jornais ou até TV, ena!
No meio desta cena excitante, o David Soares criou a sua etiqueta editorial Círculo de Abuso em 2000, após algumas edições auto-editadas que apareceram do húmus da cena dos fanzines. (...) Soares irá surpreender pela sua produção assombrosa, mistura de Horror, Fantástico e a sua visão muito pessoal sobre fantasmas literários ou o fascínio pelo cinema.
O Mr. Burroughs é o segundo livro (oficial) que publica e é o primeiro em parceria com outro ilustrador que será o Pedro Nora (...). Uma família de fumadores de haxixe conta a lenda que os autores se conheceram através do livro colectivo Lisboa 24H00 publicado pela Bedeteca de Lisboa, em que ambos participaram. (...) Nora vinha também dos fanzines (...) Como artista gráfico impressionava para alguém tão jovem ter uma linguagem gráfica tão depurada, nervosa, angular e solta.
Os autores nunca mais irão colaborar em conjunto, embora ainda apareçam com BDs curtas a solo, na seminal antologia Mutate & Survive
(Chili Com Carne; 2001). Numa simetria macabra, três anos depois da
publicação em Portugal a obra é editada na Bélgica pela Fréon. Se ainda
hoje é raro os livros portugueses serem traduzidos - ainda por cima de
autores novos! - em 2003 era mais do que impressionante este
acontecimento. (...)
A Bedeteca impulsionou esta nova geração de artistas, de forma directa com acções e apoios, e indirecta pelo élan que gerou junto à sociedade portuguesa mas "Mr. B" fazendo parte desta cena emergente não deixa de ser uma obra autónoma das influencias institucionais. Se, indirectamente, é graças ao Lisboa 24H00 que tudo isto acontece, no entanto a Círculo de Abuso não tinha recebido qualquer apoio institucional. Esta obra, bem como as outras de David Soares, deve-se às suas forças criativas telúricas, e neste caso, com Nora em quererem construir uma obra matura, artística, literária e com pelo na venta!
Sem diminuir os seus esforços, na realidade era o que todos os artistas de BD na naquela altura queriam fazer, longe das vontades miméticas de alguma produção actual. Desses desejos artísticos, saíram algumas pérolas como este "Mr. B" que bem vale a pena recuperar para novos leitores (...) Já os mais cínicos dizem que a edição original por se encontrar a preços estrambólicos no souk da BD, era inevitável acontecer uma edição comemorativa dos 25 anos de "Mr. B" para acalmar os cripto-especuladores! Rumores...
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sobre os autores
David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).
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Labels: david soares, marcos farrajota, Mercantologia, pedro nora