blogzine da chili com carne
terça-feira, 28 de julho de 2026
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Exposição "Aldeamentos de Guerra" de Francisco Sousa Lobo na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro
Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África.
As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.
Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.
A exposição de originais relativos a este livro está patente na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro
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sábado, 25 de julho de 2026
Crème Brûlée
Calcutá : Soon after dawn (Ovo Estrelado; 2026)
Toda a gente goza com o nome desta nova editora portuguesa de música e convenhamos com razão - mas e daí, nomes como Chili Com Carne ou Lovers & Lollypops também não são muito melhores, hahaha... Nem parece ser um nome que prima pela "intimidade sonora" que parece ser o objectivo das suas edições, a julgar pelos três discos que já saíram e que vibram sons para escutar de papo para o ar, assim mesmo na descontra do sofá ou da cama - querida/o, vais lá mudar de lado?
Tecnologia velha esta a do LP! No entanto curtir "slow listening" (como "slow food" ou "slow reading") faz sentido para contrapor este mundo pós-covid histérico e mais acelerado do que nunca. Parar, acalmar, mudar de lado do vinilo, escutar com atenção, perder tempo com uma peça de Arte, sim tudo isto faz bem e é positivo. E se a música da Teresa - de Calcutá? Espera, é por isso que Teresa Castro assina Calcutá!? E eu a gozar com o nome das editoras... credo!... Perdi-me! A música dela é um viagem (sobretudo) instrumental cheia de beleza e que facilmente embalamos para uma soneira gloriosamente felina pois sabemos que estamos bem entregues, que o disco não nos levará para pesadelos embora tenhamos sempre o tal problema do "- querida/o, vais lá mudar de lado?" - se calhar é melhor ouvir em digital para não haver interrupções.
É inevitável não pensar em Calcutá sem pensar na (editora/ som) 4AD. Uma comparação sem instigar nenhuma maldade ou tentativa de o diminuir, pelo contrário, a qualidade é elevada que merece estar neste patamar. O trabalho de Teresa é assertivo, quase tudo tocado por ela, não fosse multi-instumentista, capaz de criar uma viagem "freak" sóbria e saudável, em que por momentos somos capazes de esquecer que estamos a viver a pior "timeline" de sempre. Sobretudo é de admirar que este seja o seu primeiro álbum (!) sabendo que ela anda por cá há mais de 10 anos.
Se calhar foi preciso esse tempo para chegar a este disco imaculado.
Se calhar é por isso que existam editoras com nomes fáceis de gozar.
Bom trabalho estrelado!
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sexta-feira, 24 de julho de 2026
3 frentes de guerra / 2 milhões de pessoas deslocadas para aldeamentos / 14 entrevistas com relatos sobre a vida nos aldeamentos em 1974 / 112 páginas de reflexão e memória
Aldeamentos de Guerra
de Francisco Sousa Lobo (BD)Esta banda desenhada foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.
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Décimo volume da Colecção LowCCCostISBN 978-989-8363-58-9112p a 2 cores 16,5cmx23cm, capa a duas cores com badanas
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à venda na nossa loja em linha e na Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, STET, Tigre de Papel,
Tinta nos Nervos (Lisboa), Circo de Ideias, Matéria Prima (Porto) e TFM (Alemanha).---------------------------------------------------------------------
HISTORIAL
Lançamentos na Biblioteca Nacional (09.07.26),
na Tinta nos Nervos (18.07.26) com exposição de originais patente até 5 de Setembro
e Circo de Ideias (22.07.26) no Porto.
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FEEDBACK
(...) Lobo não ilustra as entrevistas, nem as utiliza como base de uma reconstrução
romanceada ou fictícia. Elas são re-encenadas sob a forma de uma banda desenhada
, e esta explode em vários modos, navegando nessas muitas camadas distintas de
materialidade, sem nunca deixar de as tornar transparentes e presentes.
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quinta-feira, 23 de julho de 2026
MITI MOTA na Biblioteca Central de Almada, 24 Julho, 19h
O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias!
{bem como a edição em inglês pela kuš!}
Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.
Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro e Utopia (Porto).
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Editado em Dezembro 2025
100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores
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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor.
Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024.
Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.
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HISTORIAL
Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)
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Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026
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conversa com a autora na Biblioteca Central de Almada, dia 24 de Julho, 19h
Mitimota e Bruma não são a mesma coisa. Ambas são a reunião, num só volume, de um conjunto de pequenas bandas desenhadas curtas, particularmente heteróclitas entre si, publicadas pela autora Amanda Baeza ao longo de anos em variadíssimas publicações, em países, línguas, formatos, estilos e circunstâncias diferentes. Sim. E não é impossível encontrar, de um título para o outro, pequenos temas recorrentes, trejeitos ou facetas comuns, uma maneira de encarar o acto de criar banda desenhada livre, sempre livre.
(...) Acima de tudo, há um permanente assunto, que tem a ver com o da identidade, sobre que ingredientes são necessários para a assegurar– de forma obrigatória sob o olho da legalidade, ou da inscrição cultural imposta pelos agentes auto-eleitos desse limite, ou mais livres na vida corrente. Conhecerão alguns leitores um assunto que foi discutido em torno da pessoa de Baeza, que podemos apresentar como “portuguesa-chilena”, onde esse hífen faz um trabalho policial tremendo, e que já argumentámos dever ser visto não tanto como sinal matemático de redução, mas sim de acrescimento, de âncora para algo mais. (...) Esse assunto torna-se quase diáfano na história “Nem de cá, nem de lá” mas também em “1 + 1 = 0” (e, atenção, pouco importa aqui a cronologia precisa das histórias, pois estes embates não serão seguramente pontuais, mas sistémicos e contínuos). Diria, porém, que se essas histórias são, respectivamente, um apontamento diarístico e acusatório de um trauma (e é um trauma, pois é uma afirmação violenta dizerem-nos que não somos algo que somos, só porque quem afirma não sermos pensa ser o juiz dessa mesma identidade) e uma tentativa de compreensão dos mecanismos de recusa, é precisamente “miti-mota” que parece ganhar distância e descobrir como explorar o aspecto positivo desse processo de “metadização” da pessoa humana.
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DJ Cat Gosshie World Tour de HARUKICHI na TERCEIRA EDIÇÃO e na STET
As forças cósmicas são fortíssimas, é o nosso segundo livro na colecção Mercantologia com um gato que curte música!! Fazer o quê? Contra estas forças nada podemos fazer, maninhos! Este é um "best of" dos hilariantes seis números do zine do gato DJ, criação e alter-ego (?) do japonês Harukichi.
O gato viaja por tudo o que é lado - Japão, Holanda, Irão, Suíça, Singapura, LISBOA (e ao Boom!!!), Peru - para encontrar discos raros a preços modestos, fumar ganzas, por som e comer queijo do bom e do melhor, enfim... como qualquer pessoa normal fazia quando viajava, certo?
E como toda a gente gosta de gatos, esta é uma co-edição com as Ediciones Valientes e a Kuš! Komikss (que vai na quarta impressão) - em castelhano e inglês respectivamente.
O sucesso deste gato é tal que reimprimimos pela terceira vez!!!
à venda na nossa loja em linha, Tinta nos Nervos, Utopia, ZDB, Snob, Linha de Sombra, Kingpin, Tigre de Papel, Matéria Prima, Neat Records, Cult, Socorro, Mundo Fantasma e STET.
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De resto o Harukichi é fã do Hanawa, se calhar há mais aproximações entre estes dois livros tão díspares do que se pensava inicialmente:
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quarta-feira, 22 de julho de 2026
Distribuição do livro DANNY & ARBY : GRANDES ÊXITOS na Matéria Prima
Edição da Palpable Press; 2026
146p 16,5x23cm p/b, capa a 2 cores
Danny & Arby são dois músicos suburbanos cujas desventuras têm percorrido fanzines e publicações dos últimos anos.
Do fanzine Mesinha de Cabeceira a CUL̤̓T̜̚Ũ̞R̖̍Ï̛Ṣ̝M̋̚Ó̚ HḀ̞R̙̔D̆̏C̐̚OR̄́E, passando por LADO A / LADO B, Partir a Loiça (TODA) e até uma aparição no Le Monde Diplomatique - pt, as suas tiras de tom ácido e estética punk foram aparecendo aqui e ali, sem nunca ter um lar definitivo — culpa vossa, que compram tudo.
Grandes Êxitos muda isso.
Uma compilação daquilo que Luís Barreto foi (des)construindo, finalmente reunida num só volume.
à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima e Mundo Fantasma (Porto).
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Labels: luís barreto, Mesinha de Cabeceira, Palpable Press, Será a caneta mais poderosa do que a espada?
Vamos vos apresentar à Família - na STET
Família
de
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9º volume da Colecção RUBI.
232p A5 2 cores + capas duplas 1 cor + sobrecapa 2 cores
+ oferta de zine Umas amigas limitado a 100 exemplares (esgotado)
Disponível na nossa loja em linha e nas lojas Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vida Portuguesa, ZDB, Greta, Cult (Lisboa), Cassandra, Mundo Fantasma, Socorro (Porto) e Velhotes (Vila Nova de Gaia). E TFM (Frankfurt) e Língua nos Dentes
![]() |
| página de Umas Amigas |
Depois de uma vida nómada - com paragens em Lisboa, Porto, Maputo, Barcelona e Roterdão, Júlia Barata, arquiteta e artista gráfica, estacionou em Buenos Aires há 11 anos, depois de uma mudança agitada que ilustra no livro Gravidez (Tigre de Papel; 2017).
Família, que poderia ler-se como uma sequela de Gravidez, reflete sobre a construção e desconstrução de um núcleo familiar, entre registos de autobiografia e autoficção. Ainda assim, existe uma coerência narrativa nesta obra que descreve os ziguezagues emocionais de uma mulher num período de mudança, de uma mãe e esposa que precisa de fugir da família que formou.
A pujança artística de Barata está aqui a galope. Relata pequenos "slice-of-lifes" com ar fofinho num diário Moleskine, bem ao sabor de muita da produção contemporânea infantilizada que se vê por aí. No entanto, ao contrário do que se espera, esses momentos inócuos servem para serem trucidados por uma angustiante representação de uma depressão.
Nada é simples por aqui. O tom minimalista dos desenhos é realmente uma interpretação sem filtros, sem moral e sem pedagogia. Se uma família é vista em geral como um espaço uniforme, nesta Família luta-se para que a liberdade individual seja tão respeitada como o compromisso institucional. Será (ainda) possível?
Historial
Lançamento no 21/12/2024 na Tinta nos Nervos com presença da artista e uma exposição de originais - patente até 18 de Janeiro 2025.

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Entrevista no jornal O Despertar
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artigo no Público / Ípsilon
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