blogzine da chili com carne

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota

Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. 80p. 15 x 21 cm. 666 exemplares. ISBN: 978-989-8363-34-3

à venda na loja em linha Chili Com Carne, Mundo Fantasma, BdMania, ZDB, Matéria Prima, Linha de Sombra, RastilhoTigre de Papel, Snob, Tinta nos Nervos, Velhotes, Língua nos Dentes e Neat Records.

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.



O livro foi lançado em Outubro na exposição homónima na Mundo Fantasma  no 10 de Outubro de 2015 e lançamento sulista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurada no dia 31 de Outubro 
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Ah! O Rudolfo participa no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!



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sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, KomikazenMAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!

Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


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FEEDBACK: 
Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! 
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 UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) 
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FINALMENTE!!! O livro do ano!!! 
Gamão (Traumático Desmame, Putman was the bastard) 
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já li o free dub modafoca seguido de bué géneros musicais hauntology (...) o Rudolfo fez pra lá umas tripalhices bem giras. as que curto mais são "punk e hardcore", o especial swr, o cristão colorido e o como enviar livros pelo correio. já tinha lido quase tudo mas tudo compilado é outra coisa! devias fazer mais cenas sobre o Zaire,os desenhos de infância foi alta jogada. 
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Gostei muito da péssima critica aos Boris no teu livro. Fez-me sentir menos sozinho no meu desdém por essa bandazeca tão estranhamente hype e sem consequência que felizmente desapareceu do mapa. 
Pastor Gaiteiro 
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ah, já chegou o livro, altamente!! lá foi de uma acentada. morro a rir com o teu humor-caricatura-psico. para não falar nos desenhos, sempre descomprometidos e podres. do caralho como se diz aqui pelo norte. 
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Curti o teu livro, especialmente a parte do festival de Barroselas. Devias fazer aquilo todos os anos, deve ter cenas hilariantes, mas realmente deve ser duro, haha! 
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no seu conhecido estilo de borrifamento universal, e as suas figuras rapidamente rabiscadas em esferográficas ou canetas o mais à mão possível, e sobre restos de papel, senão mesmo páginas descartáveis de Bíblias impressas (o autor respiga vinheta de histórias umas para as outras, ou constrói uma prancha final a partir de vinhetas rasgadas noutro local), Farrajota transforma sempre qualquer oportunidade para, ao aparentemente querer dar conta de um evento de modo objectivo, ou partilhar uma opinião de maneira descontraída, acaba por revelar traços dessa tal identidade que faríamos bem em questionar. Daí que o uso do vocábulo filosoficamente prenhe de “hautologia”, de Derrida, não seja um rodriguinho, mas um caso sério. A visão particular sobre o dito mercado independente de edição de livros ou música, o estado da arte e as suas misturas com os negócios camarários, a forma como interesses comerciais rapidamente co-optam, como se costuma dizer, movimentos culturais que poderiam ter sido alternativos, são alguns desses elementos. Mas acima de tudo está uma certa bonomia e complacência da “cultura média burguesa” para com a nossa própria história, o que nos leva poucas ou nenhumas vezes a pormos em causa aquilo que achamos que faz de Portugal “um grande país”, ou dos portugueses “um povo nobre”, e coisas quejandas. Algumas das sendas das histórias enveredam pela autobiografia, mesmo rebuscando o passado, dando continuidade a uma das linhas que o autor mais cultivou, em larga medida, quase isoladamente no nosso país. Há ainda uma divertida participação de Rudolfo, que ilustra um aviso sobre os perigos da droga aos mais jovens. Muito pedagógico. Seguramente que seria um ganho para o PNL. 
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  Não conheço ninguém que tenha como maior ambição piorar em vez de melhorar, só esta ave rara. Coisas bonitas são para betinhos, acha. Presumo que seja um trauma, pois o rapaz cresceu em Cascais. O certo é que deixou já uma marca. Basta ver uns quadradinhos com aqueles garatujos para saber que estamos perante uma obra de Marcos Farrajota, figura incontornável da BD nacional underground (não o irão ver no Canal 180!) e, deixem-me acrescentar, um dos autores da dita com mais sentido narrativo. O gajo sabe contar uma história. Neste livrinho conta algumas, tendo-o a ele próprio como protagonista, e não se preocupa em sair bem das ditas. Ou melhor, como qualquer punko-descendente que se preze, e como autor de banda desenhada que quer mexer com as consciências dos leitores, ele sabe que o pessoal prefere seguir as ridículas atribulações de um Robert Crumb do que os relatos de um tipo certinho e dado a intelectualices como Will Eisner. O curioso é que, quando entra neste registo, a nossa personagem torna-se umas vezes num jornalista e outras num crítico musical. Daqueles que fazem juízos de valor peremptórios e não medem as palavras, tipo Lester Bangs. O giro é que, se o virulento Bangs contribuiu para a fama dos Black Sabbath e dos Jethro Tull cascando neles, os grupos que Farrajota arrasa também acham graça. As suas bedês críticas e jornalísticas são mais acutilantes do que os textos sobre música que escreve para o blogue Mesinha de Cabeceira e a blogzine da Chili Com Carne. Nelas está na sua água, boiando à grande, e nestes é como se vestisse pele alheia. Nas primeiras é simplesmente um mamado de cerveja na mão, um aficionado que só não segue os princípios científicos da dúvida metódica ou o cepticismo filosófico do taoismo porque até estas fabricações mentais interferem comas reacções epidérmicas, as únicas em que devemos confiar. Nas prosas, pelo contrário, e quando o desagrado estala, adopta inadvertidamente o tom de deploração condescendente que têm os académicos quando observam a vida real. Algo, de resto, que me leva a mim, escrevinhador profissional, a constantes autovergastadas…
Rui Eduardo Paes in Bitaítes
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Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal
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Já li o Hauntology e tenho que te dar os parabéns. As resenhas de concertos do início já conhecia várias e são bem divertidas - porra, nunca dizes bem de nada! Mas quando chegas ao Barroselas a coisa muda de nível - análise acutilante e sem piedade. Acho que tens toda a razão e pões o dedo na ferida. Até me ajudou a perceber o que me desagradava tanto no metal de hoje, e agora tenha a desculpa perfeita para nunca mais ir a nenhum festival. Imagino que quem te encomendou isso tenha ficado furioso!
Pedro B. (Damage Fan Club, Baby Boom, Stuka)
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Coisa linda de Jesus! Já li os seus. Excelente cobertura METAAAAAAAAAAAALLLLLL! Faltou falar das bandas. Se os metaleiros te pegam...
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SEXOPATIA na Restory (Galiza)


Há uma grande probabilidade do novo livro de Marcos Trindade ser colocado numa caixinha de "livros marotos" ou pelo menos ao balcão da livraria em situações embaraçosas... A Chili Com Carne adverte desde já que não alinha com esta ideia.

Alguns já poderão ter a oportunidade de concordar - ou discordar - porque o livro já circula pela nossa loja em linha e também nas livrarias Cult, FNAC, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Snob, SocorroSTET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Velhotes, Vida Portuguesa, ZDB,  Modo Infoshop (Bolonha), TFM (Frankfurt), Quimby's (Chicago), Restory (A Corunha, Galiza) e Le Mont-en-L'air (Paris).

 


Sexopatia

de

Marcos Trindade

88p 16,5x12,5cm a cores, capa dura a cores, 12 eur.



O sexo como conforto e derradeiro escape social é um tema que já apareceu na obra deste artista gráfico mas pela primeira vez dedica-se exclusivamente ao tema neste livro de três andamentos. 
 
O primeiro é a materialização - qual impressora 3D - de anúncios de propostas sexuais no "Correio da Manha", que são expostos com ilustrações surrealistas e um humor cáustico. Segue-se um "Bazar" de objectos sexuais a lembrar as maravilhosas invenções inúteis japonesas chindogu para acabar num catálogo anatómico em que só resta a insatisfação. 
 
Afinal de contas, o cliente NUNCA está feliz por mais "Sextas-Feiras Negras" que existam no mundo...




Marcos Trindade nasceu em Coimbra em 1966. Mudou-se para Lisboa nos anos 80, integrando movimentos artísticos nascidos da movida lisboeta. desenvolve a sua actividade na área da BD e da ilustração. Avesso a compromissos institucionais, trabalha como autor independente, tendo publicado na nossa editora irmã-defunta MMMNNNRRRG (2000-20), o livro Os Acrobatas (2015).
 

Feedback:

(...) um retrato carnavalesco de uma certa sociedade política portuguesa. Sexopatia, não deixando de poder providenciar umas achegas à cultura local, todavia atinge um contorno mais alargado, quem sabe próximo do universal. Num momento em que, positivamente, se fala de forma mais franca, aberta e democrática de saúde mental, de expressões da sexualidade, de identidade, de liberdade no amor, de debatermos formas saudáveis de repensar as relações entre as pessoas, inclusive sexuais, mas igualmente sob a esteira de novas justiças e reequilíbrios sociais e políticos em relação às mesmas realidades, não convém deitar fora o bebé com a água do banho. A pulsão sexual é, ainda, selvagem, animal, conspurcada, absurda, porca, estúpida, má, egoísta, bruta, franca, e, por isso, um dos grandes bastiões da verdadeira e ulterior liberdade humana.

(...) Nota final: estando o livro dedicado à minha pessoa, temo que haja uma interpretação genérica e abusiva de que haverá algo na minha experiência ou personalidade que tenha levado o autor a fazer essa associação. Cliente assíduo da leitura dos anúncios? Frequentador de sexualidades mais à mão? Consumidor contumaz de objectos destas fronteiras? Da fama não me livrando, defendo-me tão-somente dizendo que os livros supostamente carregam a verdade, mesmo que sob mantos diáfanos da fantasia.

Pedro Moura in Ler BD

 

(...) os traços pontilhados que compõem estas imagens mostram brinquedos sexuais, objectos corrompidos na sua função, corpos alterados, mas o que revelam é uma tremenda e generalizada apatia emocional

Sara Figueiredo Costa in Expresso


(... ) desenhos brilhantes na sua inventidade crítica (...)

JL


I enjoyed reading Contos de campo and Sexopatia  (...) they are beautiful! 

 Harukichi (via email)




domingo, 16 de agosto de 2026

Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus : micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary LAST 66 COPIES - now in SPAIN

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1818: first edition of Mary Shelley's Frankenstein


2018: many horrific applications of technology (social network for example with their push to have people volunteering their time and creativity for their IT business purpose, they are represented in the book by @maryshelley.fr, not to mention the applications of technology like breakcore and the other musical sub-style, or the society of spectacle created monster Bally Corgan).





Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus
micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary 
by 
Riccardo Balli


Volume +06 of THISCOvery CCChannel collection published by Chili Com Carne and Thisco140p. b/w with illustrations and photographs. Full color cover. IN ENGLISH. Cover art, illustrations & design by Rudolfo


buy @ Chili Com Carne online store, Linha de Sombra (Lisboa), Tigre de Papel (Lisboa), Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lisboa), Matéria Prima (Porto), Utopia (Porto)Radical Bookstore (Vienna), Anarchistische Buchhandlung (Vienna), Chick Lit (Vienna), Stuwerbuch (Vienna), Housman (London), Toolbox (Paris), Freedom Press (London), Soziealistischer Plattenbau (Hamburg), Quimby's (Chicago)Bivar (Lisbon), Just Indie Comics (Italy), Kingpin Books (Lisbon), Socorro (Porto), Restory (A Corunha, Galiza, Spain) and Neat Records (Lisbon).

Released on 6th April 2018 @ Rauchhaus, Berlin ... mention at Bandcamp article about Extratone genre ... Portuguese release @ Tasca Mastai, Lisbon 12th July, 20h; and DJ set party @ Lounge, 23h ...  Low-resolution séance @ Galeria Municipal do Porto, 13th July under the influence of the exhibition O Ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã ... presentations @ Lauter Lärm (Wien) om 2sd August & Echo Buecher (Berlin) on 26th September 2018 ... registered in Neural magazine archive (wow!) ... presentation @ Buchandhung Stuwerviertel (Vienna), 18th January 2019 ... presentation @ Rosa Parks (Chiuppano), 6th April 2019 ... article at Zweikommasieben ... article in The Wire
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After having whistled quite a number of 8-bit versions of famous pop songs, and delighted his ears with chip-tune covers of black metal and classical music, Riccardo Balli thought it was about time to extend micro-music aesthetics to literature, and remix Mary Shelley's classic accordingly. 


Through some sort of low-resolution séance, the author evoked the spirit of corpse reviver Giovanni Aldini (1762-1834), credited for having inspired The Modern Prometheus. Aldini tells a compressed version of the original Frankenstein, exposing its language to retro-gaming jargon and simplifying the plot as if it were an arcade game.


The aforementioned 18th-century electrifier was the nephew of eminent Bolognese scientist Luigi Galvani. Also from MIDIevil Bologna is DJ Balli's electronic music label Sonic Belligeranza, whose 17 years of existence (2000-2017) this volume celebrates with 17 texts that explore the multitude of contradictory sounds constituting the corpse of this Sonic Frankenstein.


Send him an impulse from your Game-Boy! BLEEEEEEEEEEEP! 



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ATTENTION The file "A forward to further experiments from MIDIevil Bologna" is corrupted. Remember to read page 16 between 20 and 21 to recover the original text meaning
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DJ Balli (1972) is a DJ/ producer, and founder of the label Sonic BelligeranzaA true fundamentalist of Breakcore since year zero of this non-genre of music, as the style was getting more and more codified, he progressively tried to personify its attitude and even bring it outside of audio realms. Hence following the motto of M(C)ary Shell8Bit "Every cacophony is possible, infect the Underground!", the creation in his lab a la Bolognese of Sound Monsters such as skateboard-noise, gangsta-opera and his infamous poetry readings pretending to be Billy Corgan from The Smashing Pumpkins. Riccardo Balli is also active as a writer: Anche Tu Astronauta (1998), Apocalypso Disco (2013), Frankenstein Goes to Holocaust (2016), all in Italian, this is his first full-length book in English.

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FEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEDBACK 

Introduzido por um ressuscitado Giovanni Aldini - através da galvinização provocada pela corrente eléctrica de nove cartuchos de Game Boy dispostos em hexagrama -, este «remix literário de baixa qualidade» é mais uma alquimia de Ricardo Balli (...) Este livro é uma bizarra justaposição do Frankenstein de Mary Shelley com a cultura gamer (as planícies geladas do Pólo Norte são substituídas pelas da Cool, Cool Mountain do Super Mario 64, homens são bots, amigos e irmãos passam a Game Boys) e outros elementos da cultura pop (...) Aqui, o monstro de Frankenstein é uma incompleta remistura musical, que jura vingança contra o criador, toda a humanidade e as convenções musicais repressivas e autocráticas que desprezam o seu chiar emancipado e rejeitam a criação de um remix tão grotesco quanto ele. 
Além deste excêntrico exercício, Balli escreve sobre subculturas e subgéneros musicais que surgiram no final do século passado: revisitando a conotação neo-nazi do gabber e purificando-o da apatia do 4/4, atira-se às possibilidades revolucionárias do breakcore e do hiper-mashup dentro da alienação tardo-capitalista; procede à mistura definitiva entre skaters, situacionistas e accionistas vienenses; sugere que o horizonte tecnológico é a reunião do humano com o resto da fauna, numa simbiose sónica já tentada por Caninus ou Run the Jewels; revela que o grande cisma deste nosso confuso tempo é a violenta divisão entre aqueles que consideram ou negam que o splittercore é um subgénero autónomo do speedcore.
Balli é (...) o derradeiro farsante durante a speedrun final, o Grande Apropriador, um artesão do ofício profano do colagismo, que troça da autenticidade do autor, rouba-lhe a voz e utiliza-a para proveito de todos. Apresenta-nos à nova arte do social: aquela que liberta um Prometeu ultra-moderno, alimentado por um discurso aparentemente demente, mas que, no fim de contas, apenas apresenta a obsolescência da sisudez à colectividade, ao mesmo tempo que cose a manta de retalhos de uma modernidade esgotada. 
Russo in A Batalha

The relevance of this book is not just the content, but also the way it is reflexively reworked with a plagiarist and demystifying attitude. (...) A second layer in the book’s composition is the core literary metaphor that supports the patchwork put together by the author (i.e. the creative elaboration of the novel Frankenstein) (...), the idea of a new living entity made up by parts coming from other dead bodies is a perfect metaphor to give expression to the culture of plagiarism and plunderphonics. To do this, Balli’s writing exercise consists of re-writing Shelley’s original text infusing in it musical references coming from those same music electronic genres performed by Balli as a musician (including styles like 8-bit music, gabber and grindcore), with the further addition of other interventions. In these excerpts we read about Mary Shelley (called Squirting Mary) and Lord Byron(anism) engaged in an MCing contest where all participants “should attempt to create the most horrific sonic monster of music history” (...) After much effort, the monster finally comes to life in the shape of a mash-up generated in Shelley’s “bedroom studio” with a Gameboy, where the modified machine starts producing “most scary sounds: remixes of neo-melodic Neapolitan singers in a porno-grindcore style!” (...). As the readers can tell from these examples, demystification is a relevant ingredient of the book, as the author does not attempt to sacralise the art of plagiarism, instead insisting on a relentless endeavour to reframe plagiarism in a sarcastic way, explicitly linked with the situationist tradition. This demystification is particularly evident in the third type of content in the book, represented by a set of Dadaist passages where, for example, famous bands’ names are distorted in irreverent ways with mash-up techniques; some also accompanied by humorous visuals, including a photo of (...) "Lionel Nietzsche’s” album “Is it Truth you are looking for?”. Probably the most situationist section of the book is where the author recalls the history of his alter ego, Bally Corgan—inspired by Billy Corgan from the Smashing Pumpkins (who the author physically resembles)—an alter ego actually used by DJ Balli along the years in both his recordings and live acts. Above all, this last example helps to understand the actual continuity between the situationist spirit of the book and Balli’s whole artistic career. 
 Unfortunately available to an Italian-speaking readership only, the book succeeds in offering an original, meta-discursive and demystifying contribution on plunderphonic culture, not just for the content it offers, but also for its ability to intertwine multiple discursive layers, producing an experiment that is finally able—like Frankenstein’s efforts—to give birth to a weird and bizarre textual monster.
Dance Cult about the Italian (and different) version of this book - academics are always late...

I've enjoyed Balli's Frankenstein book so far - that guy is a total lunatic, which I appreciate.
Heikki Rönkkö (by email)

The 'Frankenstein' book was an incredibly detailed work, well researched and written - the only negative for me was that I didn't know enough about a lot of the subject matter to be able to fully immerse myself in it. I appreciated it hugely, however, because of the obvious enthusiasm with which it was written and the in-depth knowledge of the writer about his subject, his passion. In one sense it was like reading a fanzine of old, with personal writings, reviews, interviews etc. - as a fanzine writer myself it certainly struck a chord with me.
pStan (Pumf) by email

In reviewing Frankenstein, Or The 8-Bit Prometheus, Reynolds warned his readers of the danger that Balli might become the messiah of the enemies of realism. “Here at last was a self-proclaimed advocate of anti-writing: explicitly anti-realist and by implication anti-reality as well. Here was a writer ready to declare that words were meaningless and that all communication between human beings was impossible. Reynolds conceded that Balli presented a valid personal vision, but “the peril arises when it is held up for general emulation as the gateway to writing or music of the future, that bleak new world from which the humanist heresies of faith in logic and belief in man will forever be banished.’ Balli was moving away from realism, with “characters and events [that] have traceable roots in life” – from the writing of Paul Virilio, Stewart Home, Bill Drummond, Mark Manning, Lester Bangs, Brecht and Sartre.

Me gusta mucho la edición, (...) Tiene muy buena pinta!

sábado, 15 de agosto de 2026

Troika Again! Slow Motion no more!


RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos cinco anos. 


O Colecionador de Tijolos
de
Pedro Burgos

Obra originalmente publicada na 6 Pieds Sous Terre (2017) em França vê agora a sua primeira edição em português


(...) Trata-se de um conto, no qual se acompanham personagens, conflitos e peripécias numa só narrativa. Se a cidade, alterada pelos efeitos da crise financeira e da mercantilização (o desemprego, a gentrificação, a especulação imobiliária), é o lugar e o pano de fundo em que o conto se desenrola, a arquitectura, como metonímia da construção e da criação, permanece na origem da banda desenhada de Pedro Burgos.
Valério, homem que já ultrapassou a meia-idade, fica sem emprego após o fecho do ateliê de arquitectura onde trabalhava. Decide, então, reabilitar a casa herdada dos avós para descobrir, incrédulo e revoltado, que foi ocupada por homens e mulheres sem-abrigo. Reagirá com violência, antes de perder os sentidos. Começa aí a sua derrocada existencial e espiritual: acordará, salvo pelos médicos, mas para se afastar do mundo (a cidade, cujo nome Pedro Burgos só revelará no fim), tornando-se no coleccionador de tijolos que os vizinhos e família observarão com piedade, receio e incompreensão. (...)
José Marmeleira in Público




podemos ler O coleccionador de tijolos também como um retrato da sociedade portuguesa durante os anos da crise financeira, cujas repercussões se fizeram sentir em aspectos bem mais profundos do que se poderia imaginar à partida. O livro é, assim, apesar da sua superfície narrativa, uma espécie de mapa concentrado dos traumas das transformações operadas na cidade.
Os portugueses, e os lisboetas em particular, passaram agora a andar ditosos com a procura turística. Não há cidade que aguente ou aeroporto que chegue para tanta oportunidade de fazer dinheiro. Pelo meio desta “avidez da ganhuça” – para citar o escritor anarquista Assis Esperança (1892-1975) –, haverá sempre tipos estranhos que recolhem tijolos, para desdém dos empreendedores e desgosto dos presumíveis herdeiros. (...) uma parábola dos tempos que correm.  A leitura lembrou-nos por vezes o Will Eisner de The Building (...) de que já falámos; outras, a poética do franco-grego Fred, criador do maravilhoso Philémon. A edição é cuidada, com atenção aos pormenores (por exemplo, a analepse impressa em papel doutra cor). Mestria na composição, solidez de ponto de vista que não nos deixa indiferentes, humor e amor em doses comedidas – o que mais se pode querer de uma BD?
Ricardo António Alves in I

Melhor do Ano (...) Na BD de expressão portuguesa, elegemos como melhor livro O Coleccionador de Tijolos, de Pedro Burgos (Chili com Carne), esplêndida harmonia entre texto e desenhos, parábola de um país ultrajado entre a mentalidade troikista da pobreza e o recurso impudente ao dinheiro fácil, mesmo que tudo seja para arrasar. O desenho é soberbo em todas as suas dimensões, traço e plano em prancha (...)
Ricardo António Alves in I
É um conto que fala do amor e uma cabana, melhor dizendo, uma casa com vista. Um conto romântico e que me leva a pensar que não é só o dinheiro a fazer girar o mundo.
Ana Ribeiro in Bandas Desenhadas

(...) está uma reflexão nas cidades dos nossos tempos (...) e sobre o eterno labirinto em que nos podemos perder.
Inês Fonseca Santos in Todas as Palavras (RTP)

impresso a risografia a duas cores


Na colecção RUBI há sempre prendinhas, e este O Colecionador de Tijolos não foi excepção mas já se encontra esgotado o mini-zine intitulado Slow Motion, impresso em risografia e limitado a 90 exemplares que acompanhava a quem adquirisse o seu exemplar na nossa loja em linha. Entretanto ESGOTADO.







Quem não tem paciência para o correio, chuchai no dedo e ide às seguintes livrarias: Tigre de Papel, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Linha de Sombra, Língua nos Dentes, BdMania, A Vida Portuguesa, Utopia e Tinta nos Nervos. E na Retory (A Corunha, Galiza)


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Pedro Burgos. Lisboeta desde 1968, ilustrador e autor de banda desenhada desde os anos 90, é arquitecto e professor convidado na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Destacam-se as colaborações com as revistas Strapazin (Suiça) e Le Cheval Sans Tête (França), com os jornais Público e Le Monde Diplomatique (Alemanha), as contribuições para as antologias Desassossego (Letónia) e Comics Zur Lage Der Welt (Alemanha), as participações nos Festivais de BD de Treviso e Angoulême, as exposições individuais no Festival de BD de Beja e Salão Lisboa. Grande parte do seu trabalho publicado até 2003 está reunido nos livros À Esquina e Airbag e Outras Histórias. Regressa à bd em 2013 com o livro Crónicas de Arquitectura numa edição Turbina/ Mundo Fantasma. Em 2017, é lançado Le Collectionneur de Briques pela editora francesa 6 Pieds Sous Terre, traduzido agora pela Chili com Carne.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Queda para BD teatral e dramas de aturdimento fatal na Restory (A Corunha)

 É assim que se define Daniel Lima que apesar de já ter feitos três livros a solo (há um quatro mas quase ninguém sabe da heteronímia usada!) chega a um livro maior (em dimensão física!) com Anguesângue, uma adaptação em três capítulos dos contos Unhapiness e On Parables de Franz Kafka (1883-1924).



O que une a banda Faint Spirit, um quarto alugado no 3º andar, um solilóquio para um público invisível, um oculto inquiridor, uma visita no entardecer de Novembro e um vizinho que está lá para espiar quando saímos: EUGÉNIO, um hóspede que não encontra consolo no facto de não acreditar em fantasmas. 



Daniel Lima compôs uma melodia sedutora e assombrada com as palavras de Franz Kafka. Cantem com ele... se tiverem coragem. 




Pode se adquirido na loja em linha da Chili Com Carne e na Snob, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Kingpin, ZDB, Cult, Linha de Sombra, Socorro, BdMania, Tinta nos Nervos, Cassandra, Língua nos Dentes e Vida Portuguesa. E Restory (A Corunha, Galiza)




Para quem adquire directamente a nós tem acesso a um autocolante exclusivo de Daniel Lima limitado a 100 exemplares.




HISTORIAL:

Lançamento oficial Sábado, dia 29 de Abril 2023, às 16h, na Tinta nos Nervos com presença do autor, Pedro Moura e Marcos Farrajota ... edição em inglês pela Kuš! pouco depois... entrevista no Bandas Desenhadas ... entrevista em Todas as Palavras (RTP3) ... 


FEEDBACK:

Com a estrutura de drama em miniatura (drama aqui num sentido técnico, cénico, espacial, de distribuição de papéis por actores de papel) – incluindo o excurso dos fantasmas músicos – Daniel Lima demonstra uma vez mais que o seu método de interpretação dos textos de partida – por um lado, apetece-me dizer que é uma acção de escavamento, por outro o de alpinismo – é o da procura por uma poeticidade tranquila no que, parecendo banal (conversar, fumar, cortar uma maçã), se desvia da nossa experiência quotidiana. Há aqui, claramente, uma herança de Kafka, do seu absurdismo, em que a estranheza e o ilógico são preservados no interior de uma narrativa aparentemente realista, quase banal, doméstica, particularmente significativa em Anguesângue. Apresenta-se uma situação convencional – pessoas a discutir num apartamento, as escadas do prédio, etc. - mas depois revelam-se os tais desvios absurdos que, no fundo, revelam ao mesmo tempo a artificialidade de todos os nossos comportamentos societais, das nossas relações humanas (com os vivos e os mortos), das nossas decisões, etc. Porém, não é esse afinal o fito da arte?


Ao mesmo tempo que colo na testa o autocolante que acompanha este livro, a língua tenta dançar a espiral que organiza a leitura. Atrapalhando-se entre baba, perdigotos e posições embaraçosas, a boca diz assim: 
 – Nervosismo irónico nervoso. Poderá ser uma categoria literária? Como dizer... Um falar face à ansiedade que é contrário ao que se realmente se pretende. Tenta agradar e não quer e portanto asfixia-se. Só ligeiramente. Uma auto-asfixia, é redundante? É quase erótica. Ou masturbatória? Asfixia; poderá ser uma categoria literária? 
 – Sim sim, quer mais alguma coisa? 
– Ai sim? Óptimo, gostaste. Como dizer... 
Um neurótico à procura do controlo da imagem externa. Pauso ligeiramente e pego o novelo pela outra ponta.




Sobre o autor: 

Daniel Lima (1971; Angola) vive e trabalha em Lisboa. Teve formação em artes plásticas na ESAD, Caldas da Rainha, e estudos em Cinema de Animação e Teatro de Sombras na Fundação Calouste Gulbenkian, tendo realizado Um degrau pode ser um mundo (2009), com argumento de João Paulo Cotrim, baseado numa novela de Almada Negreiros. 
Co-responsável pelo departamento de Ilustração/ BD do Ar.Co., trabalha como ilustrador desde 1996, tendo iluminado vários jornais, revistas e editoras como O Independente, Público, Diário Económico, Ler, Elle, Abysmo... Participou em vários projectos colectivos de BD como Para além dos Olivais ou Nós somos os Mouros, ambos pela Bedeteca de Lisboa. 
 Livros de BD a solo é que rareiam na sua produção, a maior parte deles são de dimensões modestas apesar de serem grandiosas BD’s como Epifanias do Inimigo Invisível (2008), António Variações (2011) ou Sutrama (2017) editado na Letónia. Na realidade até há um quarto livro mas a pseudonímia impede-nos de o revelar... 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Carne para Canhão 6 --- ESGOTADO

 
 
 O número 6 do nosso jornal CARNE para CANHÃO aliou-se aos grandes eventos pelo país fora como o Imaginarius (Santa Maria da Feira) e a Feira do Livro de Lisboa! Se já havia poucas razões para duvidar deste jornalismo enviesado, obscuro, instigador natural de propaganda privada, chegamos a este ponto em que a Chili é Canhão e o Canhão é Chili. O próximo passo é vender talheres ou "novelas gráficas" com o jornal! O caminho está traçado!

São 16 páginas a preto e branco com participações de Alexandra Saldanha (capa), Mina Anguelova, Matilde Basto, Carlos Carcassa, João Fazenda (quando tinha 12 anos!!), Léo, Zé Lázaro Lourenço, Rodolfo Mariano, Sofia NetoTetrateles (BDs), Rui Moura (ilustração) Pedro Pestana Soares e Marcos Farrajota (textos).

Pontos de distribuição: Ar.Co., BdMania, Bivar, Centro Periférico Cultura Urbana, Flur, restaurante Joud, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Atelier Abracadabra / Jolly Roger Tattoo Club, Lucky Lux (Coimbra), LAC (Lagos), Barlos (Barcelos), Bedeteca do Porto, Cassandra, Louie Louie, Lovers & Lollypops, Matéria Prima (Porto), Biblioteca das Caldas da Rainha, Insensato (Tomar), Meia Volta de Úrano (Cacilhas) e República 14 (Olhão).

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Rumo ao Eclipse / Chasing the Eclipse ::::::::: RPG do E3 ::::::::::::: Prémio Inovação em Banda Desenhada


Já está disponível aqui e na BdMania, Linha de Sombra, Snob, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa) e Utopia (Porto)
Available here and at L'Mont en L'Air (Paris).

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Desenho do jogo / Game Design and text: André Nóvoa ; Direcção editorial / Editorial Direction : Hugo Soares e Ana Simões ; Art/e : Ana Matilde Sousa ; Design : Diogo Jesus
 




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Desenvolvido no âmbito do projecto E3GLOBAL, financiado pela FCT, e concebido como jogo companheiro da BD Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de viagem. O propósito do jogo, para lá de envolver o jogador num momento crucial da história da ciência, é o de convidar à reflexão crítica sobre as geografias coloniais e infraestruturas imperiais que possibilitaram o sucesso desta expedição científica, tendo em conta os emaranhados sociais e ambientais que foi deixando pelo caminho.

Quer a BD quer o jogo é inspirado na viagem do astrofísico britânico, Arthur Stanley Eddington, que em 1919 partiu numa expedição para observar o eclipse solar total na ilha do Príncipe. A sua viagem, partindo de Cambridge, passando por Lisboa e Funchal, até às roças de São Tomé e Príncipe, foi mais do que uma aventura científica. Foi uma missão para testar a teoria da relatividade geral de Einstein, ainda por demonstrar, numa época em que o mundo ainda recuperava das consequências da Primeira Guerra Mundial.
 
Rumo ao Eclipse é um jogo histórico experimental que convida a calçar os sapatos de Eddington e fazer a sua viagem numa corrida contra o tempo. O jogo desenrola-se ao longo de quatro meses, durante os quais temos de navegar diversas dimensões: viagens em alto mar, logística e burocracia colonial, questões científicas e até a imprevisibilidade meteorológica - tudo num esforço para chegar ao Príncipe antes que a Lua projecte a sua sombra na Terra no dia 29 de maio de 1919. 
 
 
Chasing the Eclipse is a role-playing game (RPG) inspired by the journey of the British astrophysicist Arthur Stanley Eddington, who in 1919 set out on an expedition to observe the total solar eclipse on the island of Príncipe. His journey—from Cambridge, through Lisbon and Funchal, to the plantations of São Tomé and Príncipe—was more than a scientific adventure. It was a mission to test Einstein’s theory of general relativity, still unproven at the time, in a world that was still recovering from the consequences of the First World War.
 
Developed within the framework of the E3GLOBAL project, funded by the FCT, and conceived as a companion game to the graphic novel Einstein, Eddington and the Eclipse – Impressions of a Journey, Chasing the Eclipse is an experimental historical game that invites players to step into Eddington’s shoes and retrace his journey in a race against time. The game unfolds over four months, during which players must navigate multiple dimensions: sea voyages, colonial logistics and bureaucracy, scientific challenges, and even unpredictable weather conditions—all in an effort to reach Príncipe before the Moon casts its shadow on Earth on 29 May 1919.
 
Beyond immersing players in a crucial moment in the history of science, the game aims to encourage critical reflection on the colonial geographies and imperial infrastructures that made this scientific expedition possible, while also considering the social and environmental entanglements it left in its wake.


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Dez'25 / Feb'26
 
36p 16,5x23cm, a cores, agrafado / color, stapled
 
ISBN : 978-989-8363-55-8 (pt) / 978-989-8363-54-1 (en)


 
HISTORIAL:


Prémio Inovação em Banda Desenhada 2026 pela DGLAB
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Apresentação do livro + RPG no eclipse de 12.08.26 no Viñetas desde o Atlântico.