"Da noite para o dia" de Sofia Neto - lançamento dia 17 de JULHO no Clube do Desenho (Porto) ... e resenha no LER BD
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Sinopse: Ana vive no norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim que as alterações desejadas são verificadas.
Trabalha desta forma dia e noite, sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo.
Um dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele, com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho, enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.
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112 p. 2 cores 18x24cm, capa a 3 cores com badana interior, brochado
ISBN: 978-989-8363-57-2
HISTORIAL:
obra realizada no âmbito da Bolsa de Criação Literária em Banda Desenhada da DGLAB em 2020
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A lançar oficialmente a 17 de Julho no Clube de Desenho (Porto), às 18h30, com uma conversa da autora com Nuno Sousa
FEEDBACK:
(...) este livro arrisca-se a poder ser visto como um importante marco na ficção científica portuguesa, não tanto pela sua espectacularidade - usualmente um efeito de superfície para embasbacar leitores de impressões, e não de profundidade - mas pela forma como explora consequências sociais, políticas e identitárias de tecnologias, as quais, "inexistentes", estão bem próximas daquelas já em vigor. Nesse sentido, sinto-lhe grandes afinidades com Madoka Machina de André Pereira. Atente-se, para mais, à sua rede temporal narrativa e aos efeitos de referencialidade da nossa realidade local, e isso apenas reforçará os elos interpretativos propostos. Por outro lado, de forma mais enviesada, mas que tem a ver com identidade e desejo, haverá igualmente ecos com a trilogia de Filipe Seems, de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, quase esfumados pela distância, mas ainda assim presentes.





































