O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias!
{bem como a edição em inglês pela kuš!}
Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.
Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro e Utopia (Porto).
..............
Editado em Dezembro 2025
100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores
..............
Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor.
Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024.
Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.
..............
HISTORIAL
Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)
...
Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026
...
conversa com a autora na Biblioteca Central de Almada, dia 24 de Julho, 19h
FEEDBACK
É o livro mais bonito de 2025!
O Trabalho de Amanda Baeza é eclético, luminoso mesmo que a falar de coisas sérias, cromaticamente intenso porque é a cor o fio condutor da fabricação de uma imagética muito pessoal. Na exposição Miti Mota, cujo título se retira do livro de banda desenhada recém-publicado pela Chilli com Carne, a aparente dispersão criativa que experimenta materiais (riscadores, tintas, lãs), suportes (papel vegetal, cartolina, madeira, tecido) e linguagens distintas (desenho, banda desenhada, pintura, ilustração, escultura, manipulação têxtil, cerâmica) constrói um movimento oscilatório frutífero entre disciplinas, abrindo campos de leitura mais amplos do que o dum mero filão narrativo.
Working with cloth provides a useful framework for the moments of abstraction in a piece like “Miti Mota,” where images are cut and reassembled to demonstrate the nature of play, of sharing. This is not a version of comics as predecessor to storyboards, where identifiable character designs are paramount, but comics as a form of folkcraft where the artist expresses themselves through every choice made. This is not to say Baeza does not take comics seriously, but rather that she understands it healthily.
Mitimota e Bruma não são a mesma coisa. Ambas
são a reunião, num só volume, de um conjunto de pequenas bandas desenhadas curtas,
particularmente heteróclitas entre si, publicadas pela autora Amanda Baeza ao
longo de anos em variadíssimas publicações, em países, línguas, formatos,
estilos e circunstâncias diferentes. Sim. E não é impossível encontrar, de um
título para o outro, pequenos temas recorrentes, trejeitos ou facetas comuns,
uma maneira de encarar o acto de criar banda desenhada livre, sempre livre.
(...) Acima de tudo, há um permanente assunto, que tem a ver com o
da identidade, sobre que ingredientes são necessários para a assegurar– de forma
obrigatória sob o olho da legalidade, ou da inscrição cultural imposta pelos
agentes auto-eleitos desse limite, ou mais livres na vida corrente. Conhecerão
alguns leitores um assunto que foi discutido em torno da pessoa de Baeza, que
podemos apresentar como “portuguesa-chilena”, onde esse hífen faz um trabalho
policial tremendo, e que já argumentámos dever ser visto não tanto como sinal
matemático de redução, mas sim de acrescimento, de âncora para algo mais. (...) Esse assunto torna-se quase diáfano na história “Nem de cá,
nem de lá” mas também em “1 + 1 = 0” (e, atenção, pouco importa aqui a
cronologia precisa das histórias, pois estes embates não serão seguramente
pontuais, mas sistémicos e contínuos). Diria, porém, que se essas histórias
são, respectivamente, um apontamento diarístico e acusatório de um trauma (e é
um trauma, pois é uma afirmação violenta dizerem-nos que não somos algo que
somos, só porque quem afirma não sermos pensa ser o juiz dessa mesma
identidade) e uma tentativa de compreensão dos mecanismos de recusa, é
precisamente “miti-mota” que parece ganhar distância e descobrir como explorar
o aspecto positivo desse processo de “metadização” da pessoa humana.
Uma pequena caixa de jóias, brilhantes e coloridas, várias e
nem sempre doces, mas que abre um ramalhete de possibilidades.