blogzine da chili com carne

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Carne para Canhão 6

 
 
 O número 6 do nosso jornal CARNE para CANHÃO aliou-se aos grandes eventos pelo país fora como o Imaginarius (Santa Maria da Feira) e a Feira do Livro de Lisboa! Se já havia poucas razões para duvidar deste jornalismo enviesado, obscuro, instigador natural de propaganda privada, chegamos a este ponto em que a Chili é Canhão e o Canhão é Chili. O próximo passo é vender talheres ou "novelas gráficas" com o jornal! O caminho está traçado!

São 16 páginas a preto e branco com participações de Alexandra Saldanha (capa), Mina Anguelova, Matilde Basto, Carlos Carcassa, João Fazenda (quando tinha 12 anos!!), Léo, Zé Lázaro Lourenço, Rodolfo Mariano, Sofia NetoTetrateles (BDs), Rui Moura (ilustração) Pedro Pestana Soares e Marcos Farrajota (textos).

Pontos de distribuição: Ar.Co., BdMania, Bivar, Flur, restaurante Joud, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel (Lisboa), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Atelier Abracadabra / Jolly Roger Tattoo Club e Lucky Lux (Coimbra). 

Prá semana chega a Guimarães, o que já não é nada mau!

Mesinha de Cabeceira #44: "2125" de Matilde Basto /// ESGOTADO


O novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - é o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!

Edição limitada de 100 exemplares, 20 páginas 16,5x22cm agrafada, com uma capa em cartolina cinzenta. 

ESGOTADO mas pode ser que ainda haja na Snob, Greta, Linha de Sombra (Lisboa), Socorro (Porto) e  Velhotes (V.N. Gaia).
 

Historial

Saiu no FLOP nos Açores (com a presença do Rei da BD Rudolfo) e na Parangona (Lisboa) em Dezembro de 2025. Ei! Não estávamos a gozar sobre os Açores! Lá também há insectos ortópteros e população interessada na leitura destes bichos:
 


Entrevista a Matilde Basto por Sara Figueiredo Costa na Rádio Relâmpago.

 
FEEDBACK:
 
À semelhança do anterior Casal de Santa Luzia a autora volta a compor uma fábula onde animais comuns (dantes os gatos, agora as baratas) coabitam com os humanos em espaços urbanos onde se intui um ameaçador mal-estar, uma sensação de desajustamento, de não pertencer à cidade. Inicialmente, as baratas são representadas como espectros luminosos, em ambientes pontilhados por formas estrelares (idênticas à forma do símbolo do Gemini, talvez a simbolizar uma inteligência superior), e num processo gradual de alteridade, conforme os insectos vão sendo melhor conhecidos e integrados no quotidiano da cidade, vão adquirindo formas mais definidas e simpáticas.

Mundos em Segunda Mão - Volume 2 / últimos 50 exemplares - LIVRO DO DIA stand H12 na Feira do Livro de Lisboa


Mundos em Segunda Mão, volume 2
por
Aleksandar Zograf

Mais um volume cheio de crónicas em BDs publicadas originalmente na revista Vreme, na Sérvia, e depois um pouco por todo o lado. Com prefácio e "CineKomix" de Edgar Pêra

recomenda-se (...) vale a pena conhecer o universo único deste autor, da arqueologia da cultura popular a entrevistas com artistas contemporâneos, passando pela análise de estranhos (mas reveladores) objetos encontrados em feiras da ladra e alfarrabistas por toda a Europa. Jornal de Letras

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Em português, traduções por Sara Figueiredo Costa, Marcos Farrajota e Manuel João Neto. Legendagem DTP e design por Joana Pires.
68p. 16,5x22,5cm a cores.
500 exemplares.

Historial: lançamento na SNOB (Guimarães), 19 de Dezembro 2015, com uma conversa entre Manuel João Neto (tradutor, co-autor de Terminal Tower) e Marcos Farrajota (editor) e projecção de "cinekomixes" de Edgar Pêra ... lançamento lisboeta no dia 22 de Março 2016na sala Luís de Pina da Cinemateca com as presenças de Marcos Farrajota (editor) e Edgar Pêra (que assinou o prefácio e os "cinekómix" do livro) e a exibição do filme On the quest for… Beograd Underground (Espanha / Sérvia; 2012) de Muriel Buzarra. ...

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à venda na loja em linha da CCC e ainda na Mundo FantasmaMatéria Prima, ZDB, Linha de Sombra, Tigre de PapelRastilho e Palavra de Viajante.

Atenção: as BDs de Zograf não tem continuação, o que significa que ler este volume implique ler o anterior - que ainda está disponível aqui.


...

Excerto do prefácio de Edgar Pêra: 

Conheci o Aleksandar Zograf há 10 anos. Soube que vinha a Portugal e, como forma de o conhecer, fiz–lhe uma entrevista em formato BD para o jornal Público. Falámos sobre a importância do universo onírico e do estado hipnagógico na sua obra e também da sua vida enquanto Saša Rakezić, vivendo sob os bombardeamentos da NATO. 

(...)

Tal como as antigas colunas gráficas de “Ripley’s Believe it or not”/“Sabia que?”, estes Mundos em Segunda Mão compõem um mosaico de curiosidades interessantíssimas, que tem tanto de geral como de particular. É um universo de conhecimento partilhado. Este segundo volume prossegue a caminhada do pioneiro, com algumas diferenças e excepções. Todas as sequências – quer sejam sobre o Cinema 3D de província ou sobre os campos de concentração – merecem sempre as mesmas duas páginas. Mas, perto do fim do livro, Zograf dedica cinco capítulos a um caderno diário perdido num alfarrabista de rua: com A História de Radoslav coloca-se ao serviço de um desconhecido e homenageia-o narrando excertos da sua vida. São estórias recheadíssimas de peripécias, que por si só dariam um grande romance. Por se tratar de uma adaptação é aparentemente a sequência que mais se aproxima da banda desenhada dita convencional. Mas o seu final abrupto obriga o leitor a regressar ao ambiente de descoberta meteórica do resto do livro. 

(...) 

Estes Mundos em Segunda Mão são afinal mundos em primeiríssima mão, passam sempre pela subjectividade do autor, pelo seu olhar e pelo critério de selecção das narrativas a ilustrar, resultado de uma compulsão para transformar as suas observações e experiências em sequências ilustradas. A vida é revelada sob o prisma da sua arte: pormenores excêntricos merecem atenção triplicada, memórias secundárias são reactivadas. Olhamos para o real sob um ângulo singular. Sem olhar para o umbigo, sem proselitismos, sem querer dar lições de vida, Zograf ensina-nos a olhar para ela de outra forma.


Historial: Lançado no dia 21 de Novembro 2015 na Feira Morta com apresentação por Marcos Farrajota (editor) e projecções de "cinekomixes" de Edgar Pêra... Apresentação na livraria Snob (Guimarães) a 19 de Dezembro por Manuel João Neto e Marcos Farrajota e projecção de "cinekomixes" de Edgar Pêra ...

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Feedback: 
  Zograf ilustra um passado histórico e pictórico que me interessa muitíssimo, seja a recordar episódios de guerra, os bombardeamentos na sua cidade natal, a apresentar os "tesouros" que invariavelmente descobre em feiras de rua ou a contar episódios de infância, passados no seu país, que me parece tão parecido e tão diferente do meu. 
... 
Este volume dá continuidade ao peculiar método de escrita de Zograf, que o aliará a autores como Bill Griffith, David Greenberg ou David Collier: autores que, em vez de criarem imensos blocos de reportagens ou explorações monumentais de um tema (o que podem igualmente fazer), concentram a maior parte do seu trabalho em curtos ensaios ou “artigos” em torno de notícias, eventos, personagens ou aspectos da realidade humana que não parecem possuir qualquer importância para a transformação das sociedades. (...) Como explica de modo perfeito o prólogo de Edgar Pêra, estas “notículas” fazem-nos lembrar as rubricas Ripley’s believe or not. Breves mas intensas, o modo como Zograf as parece “cortar” sem qualquer tipo de crescendo ou resolução emocional apenas as torna ainda mais inquietantes, promissoras e fantasmáticas. 
Pedro Moura

Garantidamente que o Sérvio entra directo na tertúlia, visão livre e sem rodeios, autêntico um elixir cerebral. Não conhecia, obrigado pela partilha de outros mundos, o de todos. (...) Tripante!
Era Uma Vez Um Tímpano (via email)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

este é que é o verdadeiro INFERNO / últimos 5 exemplares


A Divina Comédia de Dante Alighieri (1265–1321) é daqueles livros que toda a gente já ouviu falar mas terão sido poucos os que realmente o leram.

O Inferno tem nove círculos nos quais as almas dos condenados são punidas de forma burocrática. Entre elas vamos encontrar alguns dos inimigos de Dante – entre muitas coisas, esta obra também é uma sátira política. Dante viu o nascimento do Capitalismo tal como o conhecemos e criticou os novos ricos do seu tempo.

Quando Marcel Ruijters trabalhava neste livro, havia cada vez mais conversas nos media sobre a morte do capitalismo. A edição original holandesa saiu meses antes da queda dos mercados de 2008.

Esta adaptação que é feita num estilo de “gozo medieval” é a forma que Ruijters encontrou de criar interesse pelo texto original.

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edição MMMNNNRRRG
120p. p/b, capa 3 cores, 165x230mm
500 exemplares impressos em Dezembro 2012 
ISBN: 978-989-97304-5-8
tradução: Ondina Pires --- arranjo gráfico: Joana Pires

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à venda na loja online da CCC e talvez ainda haja na Kingpin, Matéria-Prima, Snob e Tinta nos Nervos.

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Feedback:
Inferno é o melhor trabalho de Marcel Ruijters, um dos livros mais hilariantes nos tempos recentes. A versão de Ruijters do La Divina Commedia de Dante é uma pastiche grotesca com belos desenhos (…) cheia de trocadilhos visuais à Tex Avery, que deixa os leitores em risinhos. 
Relatório do Júri VPRO para melhor BD holandesa de 2008

Inferno é cheio de horror e humor. As surpresas e piadas aparecem sobretudo nos detalhes dos seus robustos desenhos. 
De Groene Amsterdammer [jornal holandês]

Quando se compara com a arte, obrigatóriamente romântica, de Doré, os desenhos de Ruijters são fixes e excitantes. Ele alterou uma obra clássica com aprazível malícia. 
Elsevier Weekblad [jornal holandês]

Já tenho um exemplar; e está uma maravilha!!! :D 
Mr. Esgar [e-mail 19/12/12]

André Coelho também curtiu mas disse palavras profanas que nos impede a reprodução [19/12/12]

diálogo intenso com Dante (...) não se poupam as críticas ao poder temporal, à mesquinhez quotidiana e aos expedientes comuns de corrupção, na ascensão social e no enriquecimento fácil. (...) uma releitura pertinente à luz do presente. 
Sara Figueiredo Costa / Atual / Expresso  [4 estrelas em 5]

Ruijters alcança aqui um acto alquímico 
Pedro Moura / Ler BD

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Historial:

Melhor BD Holandesa 2008 

edição portuguesa lançada na última Feira Laica (Lisboa) e na Mundo Fantasma (Porto) com exposição de originais e serigrafia impressa pelo atelier Mike Goes West em Dezembro 2012

edição francesa pela The Hoochie Coochie em 2013

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algumas páginas aqui:




foto: Paul Gravett, em Ravenna (2007)
Marcel Ruijters nasceu em 1966, cresceu no sul da Holanda e frequentou durante alguns anos uma escola de arte nos anos 80. Desde os 7 anos que fazia BD. Com ao advento das fotocopiadoras que tornavam a auto-edição possível para toda uma geração e Marcel viveu esses tempos fazendo títulos como Onbegrijpelijke Verhalen, Mandragoora, Dr. Molotow, Fun&Games, Thank God it’s Ugly e vários monográficos raros, sendo que algumas destas publicações eram antologias com colaborações de vários artistas que Marcel descobriu em vários países como Matthias Giesen, Daniel W. Core, Chris Crielaard, Jakob Klemencic, Prof. Bad Trip, Karen Platt, Mike Diana, Berend Vonk, Kapreles, Matthias Lehmann, Olle Berg – tudo isto nos tempos antes da Internet, claro!

Actualmente é editor da revista Zone 5300 (de Roterdão, onde o autor reside), escreve crítica a BD no jornal Dagblad De Limburger, faz ilustrações, traduções e tudo o mais que é preciso fazer neste mundo da edição. O seu livro mais conhecido será Trogloditas, que teve edição holandesa (pela Oog & Blik), norte-americana (Top Shelf Comix) e portuguesa (Polvo).

Com Sine Qua Non mudou de estilo gráfico e começou a explorar o imaginário medieval, tendo o livro sido editado pela prestigiada Les Editions de l’An 2. A continuação deste novo estilo é Inferno, livro ganhou o melhor álbum de BD na Holanda em 2008 e que chega a Portugal pela MMMNNNRRRG.

Apesar de já ter participado em várias exposições colectivas em Portugal – como a celebre Honey Talks na Bedeteca de Lisboa, organizada pelo colectivo esloveno Stripburger – Ruijters terá a sua primeira exposição a solo na galeria da Mundo Fantasma em Dezembro 2012, sendo feito para a ocasião uma serigrafia pelo Atelier Mike Goes West.

A Nova Era na Feira do Livro de Lisboa : o do Pelintra...

foto pirateada ao Expresso, uma vez que não dêmos autorização para meterem as nossas fronhas!
 


Começa HOJE mais um ano na Feira do Livro de Lisboa com Blau no stand H12.

Fixem o H12 para não perderem tempo como o lixo editorial transacto.


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Não há sessões de autógrafos, apresentações e essas borregadas.

Continuamos a representar o catálogo da Sendai e os restos mortais da MMMNNNRRRG (2000-2020).

Haverá um caixote de 50% cheio de raridades e curiosidades.

Haverá mais ofertas de "Livros do Dia" que nos anos anteriores.

Esperamos um livro novo da Sofia Neto mas até lá há o sexto número do Carne para Canhão para apanhar...

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O Marcelo e os cabotinos do costume visitavam a Feira do Livro de Lisboa e punham tudo em alvoroço, já o actual Seguro foi a uma cerimónia oficial algures num recinto qualquer e não visitou os stands da Feira, criando um descontentamento dos editores e livreiros que assim não o puderam usar como publicidade ou para lhe vender um livrito ou dois. 

Na realidade o que eles não perceberam é que estamos na Nova Era, a do Pelintra - Seguro inaugurou-a ontem! 

Bravo!


segunda-feira, 25 de maio de 2026

MAXIMUM TROLL-ON de BENJAMIN BERGMAN --- últimos 5 exemplares!


Maximum Troll-on por Benjamin Bergman editado pela MMMNNNRRRG

Troll On é uma BD de dois elfos e um cavalo metidos em várias aventuras que devem mais aos Freak Brothers ou aos Blue Brothers que ao Senhor dos Anais ou a Guerra dos Cornos ou lá o que é. 

As BDs são mudas mas canta-nos as aventuras destas personagens fantásticas entre ácidos e Sword & Sorcery, cogumelos mágicos e ZZ Top, MDMA e Conan, o BárbaroComparando com muita freakalhada da produção contemporânea como o Matthew Thurber ou Joe Daly, que parecem sempre pálidas imitações de Gary Pather, venham antes para este livro. 

Ele rocka prá caralhu!

Benjamin Bergman quando era puto deve ter absorvido demasiado desenhados animados e bonecada em PVC, daí ser um autor do famoso atelier de Helsínquia Kutikuti. Já nos visitou em 2009 numa Feira Laica na Bedeteca de Lisboa (2009) e até sobreviveu até hoje (2019) um mural seu na entrada da biblioteca, feita colectivamente com Tommi Musturi, Jarno Latva-Nikkola e Tiina Lehikoinen. 





 108p TODAS a CORES e MUDAS (sem palavras) 12,5x17cm. edição brochada.
Tiragem de 666 exemplares, publicado pelo autor na Finlândia e pela MMMNNNRRRG em Portugal - para cá estão disponíveis apenas 333 exemplares - disponíveis ainda 35 exemplares
Este 43ª volume da MNRG foi possível graças ao apoio do FILI - Finnish Literature Exchange
Esta série foi originalmente publicada em quatro fascículos pela Kutikuti e Boing Being, entre 2008 e 2013.

capa do primeiro fascículo

Livro distríbuido pela Associação Chili Com Carne
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à venda na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Matéria Prima, BdMania, Nouvelle Librarie FrançaiseSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão) and Quimby's (USA), Just Indie Comics (Italy), Ugra Press (Brazil), Big Brobot (Berlin) and Freedom Press (London)



Historial: 

Lançamento do Festival de BD de Helsínquia 2018
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Lançamento português no 8º Necromancia Editorial no Milhões de Festa no dia 7 de Setembro como os CIRCLE como "banda sonora"
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Autor presente nos dias 1 a 3 de Novembro na BD Amadora 2019




Feedback:

(...) extravasa a concepção clássica de BD, aliando as técnicas da ilustração ao mais puro expressionismo pop.
Time Out (Lisboa)

Num registo gráfico só aparentemente infantil, o autor finlandês Benjamin Bergman cria histórias em banda desenhada onde ecoam referências populares como os ZZ Top ou a série Conan, o Bárbaro, sempre atravessadas por um psicadelismo desencantado onde a acidez omnipresente parece dever tanto às substâncias químicas como à ironia mais aguda.
No final dos anos 1970 e depois 1980, existiam bonecos de PVC com cores garridas de todas as séries de animação, banda desenhada e outras. Tendo todas o mesmo tamanho, era prática comum guardá-las no mesmo local e não haveria quaisquer limitações a, quando se brincava, criar crossovers. O Estrumpfe de óculos e o Marco da Montanha podiam perfeitamente juntar-se para dar cabo do Flip, da Abelha Maia, enquanto o pai do Vickie e Willy Fog faziam apostas. E havia uma certa beleza em tê-los simplesmente empilhados, onde as formas de plástico e as cores garridas se misturavam num padrão promissor, numa espécie de alucinação visual sem drogas e confortavelmente caseira. Folhear Maximum Troll On partilha dessa energia.

domingo, 24 de maio de 2026

MITI MOTA - versão inglesa criticada no The Comics Journal

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro e Utopia (Porto). 

 



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Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



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HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)

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Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026

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FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)
 

O Trabalho de Amanda Baeza é eclético, luminoso mesmo que a falar de coisas sérias, cromaticamente intenso porque é a cor o fio condutor da fabricação de uma imagética muito pessoal. Na exposição Miti Mota, cujo título se retira do livro de banda desenhada recém-publicado pela Chilli com Carne, a aparente dispersão criativa que experimenta materiais (riscadores, tintas, lãs), suportes (papel vegetal, cartolina, madeira, tecido) e linguagens distintas (desenho, banda desenhada, pintura, ilustração, escultura, manipulação têxtil, cerâmica) constrói um movimento oscilatório frutífero entre disciplinas, abrindo campos de leitura mais amplos do que o dum mero filão narrativo. 

Working with cloth provides a useful framework for the moments of abstraction in a piece like “Miti Mota,” where images are cut and reassembled to demonstrate the nature of play, of sharing. This is not a version of comics as predecessor to storyboards, where identifiable character designs are paramount, but comics as a form of folkcraft where the artist expresses themselves through every choice made. This is not to say Baeza does not take comics seriously, but rather that she understands it healthily.
The Comics Journal sobre a versão inglesa Wisps

Mr. Burroughs ::: edição dos 25 anos :::: na Utopia


Chegou o livro mais atrasado de sempre mas está entesado o "Mr. B." Diriamos que é até o nosso primeiro "Álbum"!

Curse go back teria dito o verdadeiro Burroughs!!... entretanto o livro já se encontra na nossa loja em linha e na BdMania, Cult, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro e Utopia (Porto).


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23º volume da Mercantologia, colecção dedicada à recuperação de material perdido do mundo dos fanzines e edição independente.

Publicada originalmente em Novembro de 2000 pela Círculo de Abuso, passado três anos seria publicado pela belga Fréon (futura Frémok) em francês, algo inédito na BD portuguesa na altura - o que revela a maturidade da obra e da cena portuguesa naquela época, ou seja nos meados dos anos 90 até os meados dos anos 00.

A nova edição é maior que a original - passou para 21x28 cm -, tem 56 páginas a preto e branco e uma capa em cartolina rosa. Foram emendados pequenas gralhas e dado algum tratamento sobre as páginas originais. O design do livro ficou a cargo de Pedro Nora e foi acrescentado um posfácio de Marcos Farrajota para contextualizar este livro nesses tempos eufóricos da BD portuguesa.

ISBN: 9789898363534

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sinopse:

Este Mr. Burroughs não é  William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.

Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.



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FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)

Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante. 

Les Inrockuptibles

Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.  

Bang

(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue. 

Domingos Isabelinho in Quadrado

 

FEEDBACK da nova edição

óptima re-edição.

Paulo Mendes (via email)


Ao ler o Mr. Burroughs, deu-me com frequência aquela comichão visual que vem com o ruído branco. Este é um mundo áspero, de texturas que variam entre o cimento e a brita, o esfregão d’aço e o ninho de aranhas. “Aracnídeo” será também um bom adjectivo para atribuir, de forma geral, às personagens. O próprio Mr. B, exemplar mais óbvio, todo esquelético e comprido, uma massa negra movida a alfinetes articulados, sendo que até as mais rotundas têm algo tarantular, bulboso, peludo e espinhoso. (...) Se os olhos são o espelho da alma, sob este rosto acumulam-se feridas e fraturas psicológicas. Aventurando-me num diagnóstico, atrevo-me a atirar termos como Síndrome de Cotard, narcisismo, autodesprezo, dúvida debilitante, paranoia. Ou talvez esteja só amaldiçoado, perseguido por uma entidade sem nome que se vai intrometendo na sua vida. (...) Fellow kids, teria sido uma pena isto ter ficado em 2000. 

Salato in A Batalha #304

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 sobre o livro

Por momentos, entre 1996 e 2001, (...) os ilustradores e autores de BD sentiram que iriam ser compreendidos pelos seus trabalhos, que não seriam ignorados pelo público nem pelos retrógados agentes oficiais da BD. (...) Houve Hype! Havia algo no ar! Havia juventude gira para aparecer em fotografias de revistas e jornais ou até TV, ena! 

No meio desta cena excitante, o David Soares criou a sua etiqueta editorial Círculo de Abuso em 2000, após algumas edições auto-editadas que apareceram do húmus da cena dos fanzines. (...) Soares irá surpreender pela sua produção assombrosa, mistura de Horror, Fantástico e a sua visão muito pessoal sobre fantasmas literários ou o fascínio pelo cinema. 

O Mr. Burroughs é o segundo livro (oficial) que publica e é o primeiro em parceria com outro ilustrador que será o Pedro Nora (...). Uma família de fumadores de haxixe conta a lenda que os autores se conheceram através do livro colectivo Lisboa 24H00 publicado pela Bedeteca de Lisboa, em que ambos participaram. (...) Nora vinha também dos fanzines (...) Como artista gráfico impressionava para alguém tão jovem ter uma linguagem gráfica tão depurada, nervosa, angular e solta. 

Os autores nunca mais irão colaborar em conjunto, embora ainda apareçam com BDs curtas a solo, na seminal antologia Mutate & Survive (Chili Com Carne; 2001). Numa simetria macabra, três anos depois da publicação em Portugal a obra é editada na Bélgica pela Fréon. Se ainda hoje é raro os livros portugueses serem traduzidos - ainda por cima de autores novos! - em 2003 era mais do que impressionante este acontecimento. (...)

A Bedeteca impulsionou esta nova geração de artistas, de forma directa com acções e apoios, e indirecta pelo élan que gerou junto à sociedade portuguesa mas "Mr. B" fazendo parte desta cena emergente não deixa de ser uma obra autónoma das influencias institucionais. Se, indirectamente, é graças ao Lisboa 24H00 que tudo isto acontece, no entanto a Círculo de Abuso não tinha recebido qualquer apoio institucional. Esta obra, bem como as outras de David Soares, deve-se às suas forças criativas telúricas, e neste caso, com Nora em quererem construir uma obra matura, artística, literária e com pelo na venta! 

Sem diminuir os seus esforços, na realidade era o que todos os artistas de BD na naquela altura queriam fazer, longe das vontades miméticas de alguma produção actual. Desses desejos artísticos, saíram algumas pérolas como este "Mr. B" que bem vale a pena recuperar para novos leitores (...) Já os mais cínicos dizem que a edição original por se encontrar a preços estrambólicos no souk da BD, era inevitável acontecer uma edição comemorativa dos 25 anos de "Mr. B" para acalmar os cripto-especuladores! Rumores...

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sobre os autores

David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas  (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).

Pedro Nora (Vila Nova de Gaia; 1977) é um designer gráfico licenciado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Desde 2001 que desenvolve trabalho na área cultural, tendo-se especializado em design gráfico para exposições de arte contemporânea, em design editorial e em design de livro de artista - de entre as suas colaborações institucionais destacam-se Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Moderna Museet Malmö (Suécia), Kunsthalle de Basel (Suíça), Palais de Tokyo (França) e Bergen Kunsthall (Noruega). Colabora com regularidade com as editoras Dafne, Ghost, Pierre von Kleist. Foi co-editor da revista Satélite Internacional (2002-05), da editora Braço de Ferro (2007-11), do jornal Buraco (2011-19). Integrou o colectivo Oficina ARARA entre 2014 e 2020. Em 2020 deu início ao projecto editorial FOJO.
 
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 Historial:
 
Lançado a 28 de Fevereiro 2026 na Tinta nos Nervos, com as presenças dos autores David Soares e Pedro Nora e o editor Marcos Farrajota "que falaram do passado" afinal este livro comemora 25 (26) anos da sua edição original em 2000. 

"Trinta Anos a Monte : a minha vida punk" de Gilles Bertin na Piranha e Cult

 

Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (1961-2019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da Sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Camera Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (...), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (...)

Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que toma a decisão de se entregar à justiça francesa em 2016. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo.  

in A Batalha - Jornal de Expressão Anarquista

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co-editado pela Chili Com Carne e Thisco, 25º volume da colecção THISCOvery CCChannel

224p 16,5x23cm, todo a preto e branco 

ISBN: 978-989-8363-56-5

Esta edição portuguesa inclui mais documentos visuais que a original francesa, para além de uma Banda Desenhada de 24 páginas de José Smith Vargas, celebrando a actividade da loja de discos TORPEDO. 

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O livro já está disponível na nossa loja em linha, BdMania, Carbono, Clockwork, Cult, Flur, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, ZDB (Lisboa), Louie LouieMaldatesta, Matéria Prima, Piranha, Socorro, Utopia (Porto), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Lucky Lux (Coimbra), Larvae, Metal Soldiers, Rastilho e Universal Tongue.

 

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HISTORIAL:

Cantava numa banda punk, assaltou um banco em França e abriu uma conhecida loja de discos em Lisboa: a espantosa história de Gilles Bertin - artigo no Blitz (23.04.26) e no Expresso (01.05.26)


A incrível história de Gilles Bertin: uma vida punk, um assalto milionário, uma loja de discos em Lisboa - artigo no Ípsilon (29.04.26) e em papel (01.05.26)


mini-artigo na Blimunda


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FEEDBACK

 Estou a gostar muito do livro do Bertin: sem qualquer pretensão intelectual ou afetação burguesa, escrito num estilo desengonçado, é um testemunho válido de uma vida e de uma época que, a dada altura, se cruzaram também comigo, ainda que de forma tangencial - foi na Torpedo que pusemos à venda o Novos Panoramas do Globo / Baladas de Holywood, no início de 1992, com direito a cartaz prontamente afixado na vitrine. Agora percebo que havia muita tensão por detrás daquela postura amigável, mas algo reservada, do Gilles. Para além disso, o livro está cheio de ensinamentos - práticos, estéticos, políticos. (...)

Daniel Lopes (via email)


A bd dá frescura ao livro!

Ondina Pires (via email) 

 

4 estrelas

Mário Lopes in Público


E olha, devorei o livro do franciu da Torpedo. Comecei e não consegui parar. Que história de vida. E a BD do Smith dá o toque saboroso....memórias de outros tempos!

André Lemos (via email)