blogzine da chili com carne

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Espero chegar em breve / últimos exemplares



Novo número (#28) do zine Mesinha de Cabeceira e outra vez com o Nunsky!!!

Edição Nunsky Comics com o apoio da MMMNNNRRRG
44p. p/b, 16x23cm
ed. brochada, capa a cores em cartolina texturada

disponível na nossa loja em linha e na 

Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou no Mesinha de Cabeceira. Assinou o número treze com 88 considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Desde 2014 que este autor regressou à BD e com toda a força: primeiro com Erzsébet sobre a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude, e em 2015 com Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno, verdadeiro deboche gráfico entre o Hair Metal de L.A. dos 80 e a distopia do RanXerox.

Agora apresenta este um belo trabalho sobre um homem que recupera consciência do seu sono criogénico a bordo de uma nave especial. A Inteligência Artificial não consegue reparar o problema e Kemmings vê-se obrigado a manter-se acordado mas fisicamente paralisado durante dez anos da travessia sideral. Como a maior parte da obra de Philip K. Dick (1928-82), este conto questiona o que é ser humano e o que é a realidade.



Feedback 

O isolamento criativo dos autores, mesmo numa cena incipiente como a portuguesa, poderá dar francos frutos. Num curto período, o elusivo Nunsky, que havia apresentado uma fulgurante mas fugaz novela com 88 (...) há 20 anos, regressou para apresentar toda uma bateria de trabalhos acabados, coesos, densos, inteligentes e graficamente vincados, cada qual com a sua própria personalidade de humor, género, tradição, e exigência de leitura. (...) Apesar do tema ser claramente a do cerne que torna um ser humano tal coisa, isto é, a teia da identidade, a verdade é que as implicações filosóficas mais tipificadas de Dick não deixam de se fazer sentir imediatamente. (...) A adaptação do conto pelo autor português é fiel, precisa, quase extrema, quase ipsis verbis, mesmo, (...) Apesar dos desenhos de Nunsky serem reconhecíveis como tal, com a sua austera e sólida figuração, notar-se-á de forma evidente que a assinatura do traço acompanha um registo distinto daquele de Erzsébet e de Nadja, seguindo métodos de artes-finais particulares. O uso de linhas paralelas para marcar as sombras, a oscilação entre momentos melodramáticos, de poses estáticas e construções simbólicas – a recorrente apresentação simultânea do rosto de Kemmings tal qual no seu semi-sono criogénico e a sua consciência interna acordada (usada de forma excelente e retro-psicadélica na capa) - , faz recordar muitas das assinaturas clássicas que emergiram nos comics de terror e de ficção científica da EC Comics (...) Em 41 pranchas, a densidade intelectual de Dick (chamar isto de “ficção científica” somente é falhar o alvo) e expressiva de Nunsky unem-se para apresentar uma soberba novela. 
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Melhores livros de BD de 2016: Nunsky é cada vez menos um cometa na BD nacional, (...) afirmando-se como um dos mais relevantes autores no panorama nacional. Que se mantenha sempre presente. 
Gabriel Martins in Deus Me Livro
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(...) A obra é uma deliciosa inversão da IA perseguidora, trocando os papéis: quem inflige o terror é o protagonista a si mesmo. (...) Nunsky demonstra, uma vez mais, a sua qualidade, ao adaptar-se ao estilo e exigências da história, com uma cuidada estruturação da narrativa e uma adaptação de estilo. Nos momentos em que isso é exigido, o autor dança entre a sombra e a luz, num equilíbrio que já o caracterizava na adaptação da depravação de Erzsébet (...) Este autor português consegue a proeza de justificar o seu regresso, insistindo em ser um dos melhores a trabalhar na 9.ª Arte. 
Acho que Acho
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Nunsky trabalha de forma brilhante, com o traço grosso e o uso do negro a iluminarem com as suas qualidades opressivas
Jornal de Letras
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Nomeado Melhor Álbum, Argumento e Desenho no Comic Con 2017
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Nomeado Melhor Álbum, Argumento e Desenho nos Troféus Central Comics 2017
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Por onde anda este (bom) autor? (...) Ah, gostei também bastante da capa (incluindo a textura do papel).
Jorge Ferraz (por email)

Massa crítica?




Nestes anos estranhos de Covid só percebi em Junho deste ano que a antologia de BD Opposights pela Silent Army finalmente saiu. Junta nas suas páginas autores portugueses e australianos a tratarem das suas experiências com o meio da BD. Da parte portuguesa estão artistas fantásticos como a Amanda Baeza (que fez também a capa) ou a Hetamoé - hilariante a sua BD, parte com tudo!!!!!!!

Entretanto o editor e artista gráfico Michael Fikaris teve uma exposição inaugurada este Sábado na Tinta nos Nervos e tivemos uma conversa... e... foi o "high five" de missão cumprida!




Da minha parte ajudei o Fikaris na selecção e pelos vistos fui recompensado aparecendo nas BDs do Rui Moura e da Mariana Pita.



Se o Rui mostra uma homenagem porque lhe foi parar uma CriCa nos tempos do saudoso Milhões de Festa, já a Pita trata-me como se fosse um maluquinho. É merecido! Mas o melhor dela é algures na BD que mete o fofinho a dizer isto: Curators for a zine fair? What the f**k is this? Talvez a cena mais brilhante alguma vez escrita na BD portuguesa!!! Quem achasse que a Pita era só fofuras, fiquem então a saber que ela sabe dar uma doses de realidade crítica assim nas entrelinhas.

Por fim, mandar vir este livro da Austrália é uma dor de cabeça de guita e de burocracia - as alfândegas portuguesas deveriam entrar numa BD da Cátia Serrão ou do Pedro Burgos, por exemplo... Se calhar fazia-se uma edição portuguesa disto, não?



domingo, 4 de dezembro de 2022

Lento, profundo e duro @ Legendary Books




Companheiros da Penumbra é um livro gigantesco que marca o regresso de Nunsky à Banda Desenhada, desta vez, em modo de memória flutuante para relatar um período específico de uma tribo específica no Porto. Falamos da cena Gótica dos anos 90 em envolvia sobretudo as festas no Heaven's. 

Todas estas pessoas, com um ou outro nome, existiram, sonharam e viveram num Porto “podre”, sombra caricatural de uma cidade europeia, que sonhava com a promessa do novo milénio. Filhos bastardos de um tempo menos distante do aos olhos românticos parecia, de uma Northampton ou Londres ida e de uma Los Angeles decadente que nunca existiu senão nas mentes dos rejeitados que vomitou para as margens da história. 

Empregados de mesa e armazém que ao cair da noite – qual Bruce Wayne – se transformavam em Lordes Vitorianos, meninas confusas que queimavam na “má vida” o grito que os seus pais acreditavam investir numa educação de excelência, adolescentes que encontravam na escuridão da noite o manto protetor para as suas angustias e a garantia de um alter-ego suficientemente forte para resistir à porrada da vida, esbarrando-se com adultos com síndrome de Peter Pan, que reforçavam obstinadamente o universo de fantasia, rejeitando, com um magnânimo pirete o que comumente reconhecemos como “mundo real”.




Artista premiado pelo Festival da Amadora em 2015 com o romance histórico Erzsébet, desde 2016 que preparava este extenso retrato de uma época entesada. Voltou assim à BD Amadora originais de Nunsky para serem admirados - e falamos a sério tal é o rigor das suas pranchas, acrescentada com uma habitual exagerada cenografia.

São 300 páginas a preto e branco, 19x26cm, capa a 2 cores com badanas
O livrão já se encontra na nossa loja em linha e na Snob, Tigre de Papel, ZDB, BdMania, Linha de Sombra, Neat Records, Matéria Prima, Tasca Mastai, Cult e Kingpin Books. 
Brevemente na Matéria Prima e Utopia.








Mais títulos do autor: 
88 (Mesinha de Cabeceira #13, Chili Com Carne; 1997)
Erzsébet (Chili Com Carne; 2014) com edição brasileira na Zarabatana
Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno (MMMNNNRRRG; 2015) com edição em inglês
Espero chegar em breve (MMMNNNRRRG; 2016)


Feedback

(...) parabéns pela edição dos Companheiros da Penumbra. O livro é muito bom, um trabalho de fôlego coerente, sincero, com coração e realismo de um tempo e atitude, nada comum neste "mercado" lusitano. Uma enorme surpresa positiva para mim, mesmo conhecendo bem o trabalho do Nunsky. 
André Lemos (via email)

O livro está muito bom e é um óptimo apanhado de uma certa atmosfera que se perdeu neste Porto gentrificado e de papelão, cheio de patetices circenses e tourist-trapsClaro que fico com o coração cheio (...) ao reconhecer (literalmente ou por associação) algumas personagens, locais, modus operandi do underground, imbróglios amorosos, conflitos, mitificações e delírios inerentes ao "tribalismo", etc... Capta-se o arco em que a fantasia teen atinge o um pico criativo e anímico para se desvanecer como o fumo de qualquer concerto rock. Mas este é já um mundo perdido e que o Nunsky conseguiu captar muito bem sem o bafejar com melancolias e sem que o leitor sinta que está perante um relicário. Mais uma vez, a arte do Nunsky é incrível, e acho que a par do Erzsébet, este é o seu melhor trabalho gráfico. (...) Em termos narrativos, há algo que por vezes parece meio encravado, como se os episódios que compõem a história fossem cortados e colados de forma abrupta. No entanto, consigo encontrar um certo charme nisso, tornando tudo mais rude e por vezes confuso (num sentido positivamente estético - como uma parede com múltiplos cartazes sobrepostos ou um fanzine realizado nas franjas entre "corte e cola" e o "photoshop").
Só uma nota: creio que o Yura que aparece a dançar no Heaven's é o famoso "Iur" que o Gustavo Costa gravou para o projecto Derrame Sanguineo, cujas faixas foram publicadas num split com Sektor 304 (...) Nunca o conheci, mas conta-se que ele era o "freak com cabelo à Blixa" e que vagueava pelo Porto com a cara pintada de dourado. Era um dos alvos perfeitos para os skins. Existe o mito que ele queria montar um projecto de música experimental em que iria amplificar lâminas de barbear montadas verticalmente numa caixa e largaria centopeias lá para dentro. Mas mitos são mitos e bocas dizem o que dizem. 
PS - (...) agora é que liguei os pontos!!! A última faixa desse split é com o João e o baterista dos Martyrium (AHAHA) nas percussões!
André Coelho (via email)  

Este livro é uma viagem de comboio fantasma com destino à nostalgia. O texto está incrível e o desenho está lá em cima ao pé dos melhores.
Rodolfo Mariano (via email)

10ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!"... são 1000 paus!!!


Estão abertas as candidaturas para a décima edição do concurso 500 paus!

E este ano, excepcionalmente, o prémio vai ser de MIL Euros para comemorar os dez anos do concurso.

Agora, esperam-se propostas até 4 de Fevereiro!!




A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros ou zines de trabalhos que participaram no concurso. Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelhoem Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Up do Rodolfo Mariano, em 2021 Hoje não da Ana Margarida Matos e este ano lançaremos em breve Sinapses de Ivo Puiupo.

Cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!





Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da CCC com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!
Para artistas portugueses, residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros residentes em Portugal.
No caso das antologias é possível participação de artistas internacionais desde que em minoria em relação aos portugueses.

O prémio é monetário? 
É sim! São 1000 paus! 1000 Euros!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor?
Alexandra Saldanha (música, autora de BD e da Direcção da Associação Chili Com Carne), Ivo Puiupo (autor de BD e vencedor da edição anterior), Marcos Farrajota (autor de BD, editor e Presidente da Chili Com Carne)Mariana Pita (música, animadora e autora de BD) e Pedro Moura (crítico de BD e sócio da Tinta nos Nervos).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
4 de Fevereiro 2023 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2023 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2023!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos.

Erzsébet - últimos 10 exemplares



Erzsébet de Nunsky ... 17º volume da Colecção CCC editado por Marcos Farrajota. Design por Joana Pires. Capa por Nunsky. 144p p/b 16,5x23cm, capa a cores. 500 ex. ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopse: Erzsébet Bathory, a infame condessa húngara contemporânea de Shakespeare, ao contrário deste, incarnou como poucos o lado negro e animalesco do ser humano. São-lhe atribuídos centenas de crimes inomináveis que lhe grangearam alcunhas como "Tigreza de Csejthe" ou "Condessa sanguinária" e que a colocam no mesmo lendário patamar de bestas humanas como Gilles De Rais ou Vlad, o Impalador. Por detrás do seu rosto pálido, de olhar impassível e melancólico ocultava-se o próprio demónio, Ördög.

à venda na loja em linha da CCC, Legendary Books, Matéria Prima, ZDB, BdMania, FNAC, Tinta nos Nervos, Kingpin, Universal Tongue, Linha de Sombra e Utopia








o autor: Nunsky é um criador nortenho que só participou no zine Mesinha de Cabeceira. Assina o número treze por inteiro, um número comemorativo dos 5 anos de existência do zine e editado pela Associação Chili Com Carne. Essa banda desenhada intitulada 88 pode ser considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD underground portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...


Feedback: 
Muito boa BD, me inspira para criar logotipos 
Lord of The Logos (via e-mail) 
... 
Erzsébet, o livro, é o relato implícito, emudecido, de um receio: o de que a morte escape definitivamente ao controlo masculino. Afinal, é a morte que conduz cada um e todos os passos da humanidade, tal e qual como vem anunciando a estética gótica em todas as suas formas. Nunsky recorda-nos isso mesmo com esta edição
... 
Erzsebet é um grande livro. Consegue ter aquele espírito dos filmes do Jess Franco e afins, em que por vezes é mais importante a iconografia e a imposição de elementos simbólicos / esotéricos ou fragmentos de actos violentos e ritualizados (como as mãos nas facas ou as perfurações e golpes) do que termos uma continuidade explicita e lógica da narrativa, o que cria toda uma tensão e insanidade ao longo do livro e de que há forças maiores do que a nossas a operar naquele espaço. 
André Coelho (por e-mail) 
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o romântico está presente antes na sua dimensão histórica e o trágico se aproxima do monstruoso. Pedro Moura / Ler BD 
... 
Para todos aqueles que apreciam uma viagem pelas profundezas negras do coração dos Homens, este é sem dúvida um livro a explorar, aliás, uma das publicações mais interessantes do ano passado 
...
Acabei de ler esta versão e perdoem-me, não posso evitar um sorrisinho complacente - então somos nós os amadores "alternativos"? A "nossa" condessa pode não ser nenhuma obra prima, mas é, modéstia à parte, um trabalho bem mais sério e sólido que a pobre caricatura da renomada Glenat. A única coisa que gostei foi a técnica gráfica (nem tanto os bonecos). GO CHILI! ÉS O NOSSO ORGULHO! P.N. (por e-mail)
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Nomeado para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento e vencedor de Melhor Desenho na BD Amadora 2015 
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Nomeado para Melhor Álbum PortuguêsMelhor Desenho no Comicon 2015 
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Existe verdadeira loucura e terror nas caras e paredes pintadas de sombras e escuridão. Uma das obras essenciais na BD de 2015 a ser comprada e lida as vezes que aguentarem, porque a história de Erzsébet Bathory não é para os fracos de coração e de estômago.
Acho que Acho 
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Primeiro livro da Chili Com Carne com edição estrangeirar lançado no Brasil pela Zarabatana Books em 2017 e no Canadá em 2023 
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A ausência de um arco dramático ou qualquer desenvolvimento de personagens é um recurso que aproxima Erzsébet do terror clássico italiano, menos preocupado com o roteiro do que com a experiência. A intenção parece ter sido trazer os relatos mais verossímeis, ocasionalmente com algum toque de fantasia, o que é uma opção interessante. Ainda assim, mesmo que não decepcione na fluidez, a sensação ao final é que faltou algo neste caldeirão. A relação que a história estabelece com o leitor é distante, já que não há qualquer personagem pela qual torcer ou temer. Claro que a Condessa é aquele tipo que adoramos desprezar, mas o interesse que ela gera ao longo das páginas não é bastante para deixar de observar isso. Com um saldo final positivo, Erzsébet vale a experiência. Quem tiver interesse por personalidades como a de Bathory será recompensado nesta leitura. Muito provavelmente, caso o seu primeiro contato com ela for a HQ, vai gerar uma vontade forte de pesquisar mais sobre essa figura histórica terrivelmente atrativa. A pergunta do primeiro parágrafo não será respondida, mas a atração por esses monstros da vida real continuará a existir.
Formiga Elétrica (sobre a versão brasileira)
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(...) Escrita e desenhada pelo português Nunsky, Erzsebet é um dos maiores lançamentos de terror de 2012.
Convergência HQ (sobre a versão brasileira)
...
(...) Nunsky consegue transmitir todo o horror que as lendas contam, as torturas e a personalidade explosiva da Condessa de Sangue, como ficou conhecida. Graças à uma narrativa sangrenta e auxiliada pela técnica do traço citado, várias são as cenas em que a crueldade de Erzsébet é extrema, (...) 
Mundo Hype (sobre edição brasileira)
...
(...) Fidedigna ou não, fantasiosa ou não, em cenas como esta a biografia busca retratar precisamente a crueza da condessa assassina. 
Folha de S. Paulo (sobre edição brasileira)
...
Desenhista de muita imaginação
Jornal do Commercio (sobre edição brasileira)

...

Livro negro, melancólico, arrepiante e pesado. Bué Black Metal, sem uma pinga de humor. (...)  Só não gosto nada é da protagonista, macacos a levem, é mesmo detestável e esperei pacientemente pelo seu merecido fim tal como rezam as lendas (...) Os outros lacaios da maldade também foram bem castigados... Só que fiquei a pensar...  Mas que raio, então e a bruxa, ficou à solta? E os 90 gatos? Fonix Que medo...  Livros com um fim esquisito, este da dimensão no espelho negro apanhou-me de surpresa. 
Rodolfo Mariano (por email)


sábado, 3 de dezembro de 2022

Um patamar histórico na colecção RUBI / risografias ESGOTADAS!!!!!!!!!


A demanda da RUBI por genuínos Romances Gráficos ímpares chegou a um patamar histórico:

50 anos depois de Yukio Mishima (三島由紀夫 ) se suicidar a 25 de Novembro de 1970 - dia e mês coincidentes com o início da escrita do seu livro Confissões de uma Máscara (1949) - eis que lançamos a primeira obra inédita na colecção:

Mishima : Manifesto de Lâminas

de

Tiago Manuel


Este "Manifesto" é fruto de uma exposição de trabalhos de Tiago Manuel na sala Mário Cesariny durante o Ciclo Mishima - Um Esboço do Nada, entre 17 de Novembro e 14 de Dezembro de 2008 no Centro Cultural de Belém

O trabalho que se publica neste volume é um dois livros que o artista escolheu do universo mishimiano, nomeadamente Confissões de uma Máscara. Dele, segundo João Paulo Cotrim, "fez as lâminas de uma tesoura que esventra a obra, não para a destruir, mas para a homenagear fazendo-a sangrar imagens. Valha-nos S. Sebastião, o do tronco nu em oferenda mística às setas do mundo! (...) Mishima desenhou com a própria carne uma afiado manifesto contra a vulgaridade. Não o do fim, mas o outro, o primordial, revelado por estas imagens: um sabre de palavra."

Obra que abrirá guerras entre os puritanos da Banda Desenhada e do Desenho Conceptual, nesta edição inclui o texto "Visões de Mishima" assinado por António Mega Ferreira, entretanto publicado no livro Mais que mil imagens (Sextante; 2020).



O livro já se encontra à venda na nossa loja em linha e na Almedina, Alquimia, BdMania, Bertrand, FNAC, Fundação Oriente, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Senhora Presidenta, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Utopia, Vida Portuguesa e ZDB.













Foram feitas quatro risografias para acompanhar a edição impressas na Desisto. Será oferecida uma por exemplar adquirido directamente à Chili Com Carne. Existem 25 cópias para cada imagem, cada uma assinada e numerada pelo o autor.


está a esgotada a última imagem

risografias esgotadas



FEEDBACK

His works reminds me of Roland Topor's works and has a touch of Polish film posters.

DJ Cat Goshie (by email)


Melhores livros 2020 do Expresso


Uma máquina única, onde se reconhece o eco de Mishima, mas onde não falta o reconhecimento de outras dores, dúvidas e vontades universais. 

Sara Figueiredo Costa in Expresso



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Tiago Manuel (Viana do Castelo; 1955) fez a sua formação artística com os mestres Aníbal Alcino e Júlio Resende. A sua obra tem sido apresentada no país e no estrangeiro em instituições e galerias de referência. Foi premiado várias vezes. É desde 2013 o responsável pela direcção artística e organização das exposições temporárias dedicadas aos artistas ilustradores, um projecto de Rui Faria Viana para a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo. É director artístico da BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães, um projecto cultural da Câmara Municipal de Guimarães, criado em 2017 em co-autoria com Rui Bandeira Ramos. 

Algumas exposições individuais: Galeria Abysmo, Lisboa, 2014; “Mishima, Manifesto de Lâminas”, Centro Cultural de Belém, Lisboa, 2008; Galeria Spectrum Sotos, Saragoça, 2008; Galeria Palmira Suso, Lisboa, 2007; Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende, Gondomar, 2002. Algumas colectivas: “Sem Consenso”, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2015; Annual Comic and Cartoon Art Competition, Society of Illustrators, Nova Iorque, 2014; Arco, Casa da Cerca, Almada, 2008 - Prémio Stuart, Lisboa, 2007, 2006, 2004; Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada (Bedeteca de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa), 2004, 2002, 2001, 2000. Na qualidade de ilustrador publicou nos jornais Público, Expresso, Jornal de Letras, Letras & Letras, O Diário e Jornal Cultural Postas de Pescada, nas revistas Colóquio/Letras da Fundação Calouste Gulbenkian, Ler - Círculo de Leitores, Cão Celeste, Intervalo, Bestiário e Torpor e nas editoras Âmbar, ASA, Afrontamento, Media Vaca (Valência), Bertrand, Abysmo, entre outras.  Últimos trabalhos: "O sangue por um fio", livro de poesia de Sérgio Godinho, Assírio & Alvim, Lisboa, 2009; 40 desenhos para o site do filme “As 1001 Noites” de Miguel Gomes, 2013/ 2014; cartaz para o filme “Gambozinos” de João Nicolau, Quinzaine des Realizateurs, Cannes, 2013; cartaz para o filme "Ruínas" de Manuel Mozos, Festival IndieLisboa, 2009. Desde 2000 já publicou 10 dos seus 25 heterónimos (19 livros). Em 2008 criou e passou a dirigir a colecção de banda desenhada "O Filme da minha Vida", editada pela Associação de Produção e Animação Audiovisual AO NORTE, Viana do Castelo.

Conversa com Michael Fikaris


O grande Michael Fikaris regressa a Portugal desta vez na Tinta nos Nervos

Este artista multidisciplinar australiano baseado em Melbourne, Fikaris desenvolve o seu trabalho gráfico sobretudo nos campos da banda desenhada, das artes de impressão e da pintura, cruzando temáticas como a segurança sanitária e a natureza. A exposição Out There que reúne um conjunto substancial de trabalhos originais e múltiplos surge na Tinta nos Nervos por ocasião da passagem do artista por Lisboa para uma conversa com Marcos Farrajota este Sábado às 16h, a propósito do lançamento do livro SRY not sorry, pela editora e nossa parceira letã Küs.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

AI AI hentAI na Legendary Books

 


A Chili Com Carne, com a 5me Couche e a Echochamber, têm o prazer de anunciar a publicação da primeira Banda Desenhada sintética escrita e desenhada por uma Inteligência Artificial, sob a batuta de Ilan Manouach.

Este artista grego tem impressionado o mundo com CoCo (Conceptual Comics)pornografia para intelectuaisBD para invisuais e até ao The Guardian caiu-lhe o queixo com a edição do livro com a maior lombada de sempre. Agora é a vez de pôr a Inteligência Artificial a trabalhar em modo de Hentai num ensaio-espiral de deixar Foucault agitado na tumba.

Fastwalkers é uma meditação não-linear sobre "deep learning" e que celebra a poesia inesperada da computação e que explora novas possibilidades de leitura.

Obra nascida das experiências continuadas de Manouach sobre a abundância informática e as economias afectivas da BD, este selvagem e alucinogénico livro mostra textos e imagens totalmente produzidos por aprendizagem automática.

Desde os inícios do século XIX, que a indústria da BD expandiu-se de forma simbiótica com o desenvolvimento da impressão, distribuição e tecnologias de comunicação. Sendo um médium altamente digitalizado, com comunidades activas em linha, a BD presta-se a processos de programação que definem a própria aprendizagem automática. Nos dias de hoje, estes processos sintéticos estão a modificar a forma como produzimos, consumimos, arquivamos e percebemos todos os media, incluindo a BD.

Co-criado com a última IA (GAN, GPT-3) e desenvolvido com uma equipa de engenheiros informáticos e designers interdisciplinares, Fastwalkers é uma amalgama de diferentes comunidades de bases de dados, algoritmos de busca de marcas registradas, regimes de indexação, "beta testing" e modelos generativos. As ferramentas foram treinadas sob milhões de unidades de informação e corpos de texto para criar este livroO resultado é uma paisagem semântica de camadas de ambiente cujas harmonias e dissonâncias revelam a mudança da natureza agregada do conhecimento na era do semiocapitalismo e ilumina as qualidades computacionais inerentes da BD para jogar com o espaço cognitivo do leitor.


Obra redigida em inglês, o seu lançamento oficial será para o Festival de Angoulême 2023 mas já chegaram 150 exemplares a Portugal e que estão à venda na nossa loja em linha e na Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Kingpin, Snob, ZDB, Utopia, Linha de Sombra e Legendary Books. Em breve na Matéria Prima.




estes "bots" humanos falam do livro aqui: