blogzine da chili com carne

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Mr. B. 25 anos (26 anos... com os atrasos)


Chegou o livro mais atrasado de sempre mas está entesado o "Mr. B." Diriamos que é até o nosso primeiro "Álbum"! 

Dia 28 de Fevereiro faremos a apresentação oficial na Tinta nos Nervos, às 16h, com as presenças dos autores David Soares e Pedro Nora e o editor Marcos Farrajota "para falarmos do passado" afinal este livro comemora 25 (26) anos da sua edição original em 2000. 

Curse go back teria dito o verdadeiro Burroughs!!...


.................................................................
 
23º volume da Mercantologia, colecção dedicada à recuperação de material perdido do mundo dos fanzines e edição independente.

Publicada originalmente em Novembro de 2000 pela Círculo de Abuso, passado três anos seria publicado pela belga Fréon (futura Frémok) em francês, algo inédito na BD portuguesa na altura - o que revela a maturidade da obra e da cena portuguesa naquela época, ou seja nos meados dos anos 90 até os meados dos anos 00.

A nova edição é maior que a original - passou para 21x28 cm -, tem 56 páginas a preto e branco e uma capa em cartolina rosa. Foram emendados pequenas gralhas e dado algum tratamento sobre as páginas originais. É acrescentado um posfácio de Marcos Farrajota para contextualizar este livro nesses tempos eufóricos da BD portuguesa.

...

sinopse:

Este Mr. Burroughs não é  William Burroughs, mas é como se fosse; é um sócia alternativo do romancista norte-americano, que se confronta com uma crise de criatividade.

Assombrado pelo fantasma de sua irrepreensível carreira, e ousando desafiar a vida para conhecer os seus limites, Mr Burroughs vai enfrentar a verdade sobre si mesmo para descobrir porque é que tudo aquilo que toca se transforma nele próprio.

..............................................................................

FEEDBBACK (da primeira edição e a a edição belga)

Minimalista nos meios, preto e branco rigoroso, (...) narração surrealista mas fluída (...) uma homenagem estranha, surpreendente e entusiasmante. 

Les Inrockuptibles

Obra que se livrou de todos os ornamentos da lenda sulfurosa, concentra-se inteiramente no processo de criação.  

Bang

(...) obra mais poética que narrativa , mais evocativa que descritiva. (...) A estilização do desenho de Pedro Nora privilegia a angulação expressionista, (...) o traço que fere como um bisturi e tudo inunda de borrões de tinta, como golfadas de sangue. 

Domingos Isabelinho in Quadrado


.......................................


sobre os autores

David Soares (Lisboa; 1976) é escritor, historiador, mestre em História Moderna, investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH). A sua obra diversifica-se pelo romance, a banda desenhada, o ensaio e o spoken word. Como autor de banda desenhada, foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas  (2002). A sua obra historiográfica O Bobo e o Alquimista: Deformidade Física e Moral na Corte de D. João III (Verbi Gratia, 2024) foi distinguida com o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História Moderna e Contemporânea de Portugal, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2024).

Pedro Nora (Vila Nova de Gaia; 1977) é um designer gráfico licenciado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Desde 2001 que desenvolve trabalho na área cultural, tendo-se especializado em design gráfico para exposições de arte contemporânea, em design editorial e em design de livro de artista - de entre as suas colaborações institucionais destacam-se Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Moderna Museet Malmö (Suécia), Kunsthalle de Basel (Suíça), Palais de Tokyo (França) e Bergen Kunsthall (Noruega). Colabora com regularidade com as editoras Dafne, Ghost, Pierre von Kleist. Foi co-editor da revista Satélite Internacional (2002-05), da editora Braço de Ferro (2007-11), do jornal Buraco (2011-19). Integrou o colectivo Oficina ARARA entre 2014 e 2020. Em 2020 deu início ao projecto editorial FOJO.

MITI MOTA na Mundo Fantasma e Socorro

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma e Socorro (Porto). 

 



..............

Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

..............


Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



..............

 

HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)





FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)

MAXIMUM TROLL-ON de BENJAMIN BERGMAN --- últimos 6 exemplares!


Maximum Troll-on por Benjamin Bergman editado pela MMMNNNRRRG

Troll On é uma BD de dois elfos e um cavalo metidos em várias aventuras que devem mais aos Freak Brothers ou aos Blue Brothers que ao Senhor dos Anais ou a Guerra dos Cornos ou lá o que é. 

As BDs são mudas mas canta-nos as aventuras destas personagens fantásticas entre ácidos e Sword & Sorcery, cogumelos mágicos e ZZ Top, MDMA e Conan, o BárbaroComparando com muita freakalhada da produção contemporânea como o Matthew Thurber ou Joe Daly, que parecem sempre pálidas imitações de Gary Pather, venham antes para este livro. 

Ele rocka prá caralhu!

Benjamin Bergman quando era puto deve ter absorvido demasiado desenhados animados e bonecada em PVC, daí ser um autor do famoso atelier de Helsínquia Kutikuti. Já nos visitou em 2009 numa Feira Laica na Bedeteca de Lisboa (2009) e até sobreviveu até hoje (2019) um mural seu na entrada da biblioteca, feita colectivamente com Tommi Musturi, Jarno Latva-Nikkola e Tiina Lehikoinen. 





 108p TODAS a CORES e MUDAS (sem palavras) 12,5x17cm. edição brochada.
Tiragem de 666 exemplares, publicado pelo autor na Finlândia e pela MMMNNNRRRG em Portugal - para cá estão disponíveis apenas 333 exemplares - disponíveis ainda 35 exemplares
Este 43ª volume da MNRG foi possível graças ao apoio do FILI - Finnish Literature Exchange
Esta série foi originalmente publicada em quatro fascículos pela Kutikuti e Boing Being, entre 2008 e 2013.

capa do primeiro fascículo

Livro distríbuido pela Associação Chili Com Carne
+
à venda na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Kingpin BooksBdMania, Nouvelle Librarie FrançaiseSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Rastilho and... Floating World, Quimby's (USA), Just Indie Comics (Italy), Ugra Press (Brazil), Big Brobot (Berlin) and Freedom Press (London)



Historial: 

Lançamento do Festival de BD de Helsínquia 2018
+
Lançamento português no 8º Necromancia Editorial no Milhões de Festa no dia 7 de Setembro como os CIRCLE como "banda sonora"
+
Autor presente nos dias 1 a 3 de Novembro na BD Amadora 2019




Feedback:

(...) extravasa a concepção clássica de BD, aliando as técnicas da ilustração ao mais puro expressionismo pop.
Time Out (Lisboa)

Num registo gráfico só aparentemente infantil, o autor finlandês Benjamin Bergman cria histórias em banda desenhada onde ecoam referências populares como os ZZ Top ou a série Conan, o Bárbaro, sempre atravessadas por um psicadelismo desencantado onde a acidez omnipresente parece dever tanto às substâncias químicas como à ironia mais aguda.
No final dos anos 1970 e depois 1980, existiam bonecos de PVC com cores garridas de todas as séries de animação, banda desenhada e outras. Tendo todas o mesmo tamanho, era prática comum guardá-las no mesmo local e não haveria quaisquer limitações a, quando se brincava, criar crossovers. O Estrumpfe de óculos e o Marco da Montanha podiam perfeitamente juntar-se para dar cabo do Flip, da Abelha Maia, enquanto o pai do Vickie e Willy Fog faziam apostas. E havia uma certa beleza em tê-los simplesmente empilhados, onde as formas de plástico e as cores garridas se misturavam num padrão promissor, numa espécie de alucinação visual sem drogas e confortavelmente caseira. Folhear Maximum Troll On partilha dessa energia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Nódoa Negra - últimos 3 exemplares!!!


Projecto vencedor da edição de 2018 do concurso interno, Toma lá 500 paus e faz uma BD (2018), a antologia Nódoa Negra reúne as participações de doze autoras: Bárbara Lopes, Cecília Silveira, Dileydi FlorezHetamoé, Inês Caria, Inês Cóias, Marta Monteiro, Mosi, Patrícia Guimarães, Sara Figueiredo Costa, Sílvia Rodrigues e Susa Monteiro.

No nosso imaginário a Dor pertence ao campo físico, neste pensamento associamos sempre o nosso corpo a um estado de dor físico e facilmente nós esquecemos que existem vários níveis de dor, entre eles, a dor emocional/ psicológica, que por sua vez, ocupa o mesmo peso que a dor sentida fisicamente. Assim, partindo da vontade de trabalhar a plasticidade da temática da dor e de querer perceber os vários entendimentos ao seu respeito, foram convidadas onze artistas e uma escritora, que partilham a paixão pelo desenho, a banda desenhada e a ilustração, para que através do seu olhar e desenho/ escrita, reflectissem sobre a dor. Ao longo da antologia, será perceptível que cada artista tento tido como ponto de partida a temática geral da dor, escolheu desenvolver graficamente uma dor específica: do parto, do confronto com o outro, dor menstrual, de amar, da solidão, de esconder a dor, da ausência, do luto, do crescimento, de alma...

NN

Curiosamente e historicamente esta poderá ser a primeira antologia de autoras coordenado exclusivamente por autoras. Isto é, apesar de alguns números especiais de revistas, fanzines ou livros de "BDs no feminino" que apareceram nos anos 90 (G.A.S.P. ou Azul BD3) e no novo milénio (Quadrado #3 / 3ª série, Allgirl'zine e QCDA #2000) estas publicações não foram organizadas pelas próprias autoras como acontece no presente projecto vencedor.

NN

19º volume da Colecção CCC. 138p. p/b, 16x23cm, capa a cores, edição brochada. Coordenação, design e capa por Dileydi Florez. Contra-capa: Marta Monteiro. Projecto apoiado pelo IPDJ
In Portuguese with English translation. 

NN

Historial: 
lançamento no dia 18 de Outubro 2018 na ZDB com exposição de originais e apresentação por Catarina Cardoso (Portuguese Small Press Yearbook

Apresentação na BD Amadora 2018 dia 10 de Novembro, com presença de algumas das autoras seguido de sessão de autógrafos
 
 
artigo de Pedro Moura na Mundo Crítico com BD sobre o livro por Dileydi Florez 

exposição no Festival de BD de Beja de 29 Maio a 16 Junho 2019 



NN

O livro está disponível na loja em linha da Chili Com Carne e na Tigre de Papel, Linha de Sombra, BdMania, Greta, Matéria Prima, ZDB, Mundo Fantasma, Kingpin BooksStetSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Tinta nos Nervos e Insurgentes.

BUY @ Le Mont-en-L'air (Paris), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago) and Ugra Press (Brazil)

NN

Feedback:

um livro-barómetro no feminino sobre a dor
Amanda Ribeiro in P3 / Público

O título é duro (...)
João Morales in Time Out (Lisboa)

ontem li o Nódoa Negra. é tão bonito que até dói, meu. a história da Patrícia Guimarães é incrível. parabéns! 
Francisco C. (por e-mail)

São testemunhos no feminino, são força, são ruído, são rasgos de agitação num panorama - ainda - pouco dado a movimentos bruscos. A primeira antologia totalmente construída por autoras em Portugal é muito mais do que uma afirmação, é a casa de uma intimidade que fende tabus e nos mostra que a existência inevitavelmente dói.
Tiago Neto in Vogue Portugal

Um livro sobre dores que desenham e escrevem num mais difíceis exercícios...
Inês Fonseca Santos in Todas as Palavras (RTP)

Tive conhecimento desta edição enquanto folheava um dos últimos números da Vogue. Como a recepção do livro na imprensa também passava pelo P3, Time Out e por um programa de TV apresentado por uma das tipas do Câmara Clara, tudo indicava que se tratava de mais um livro do ano. São só autoras a fazer este livro e ao que parece esta ideia surgiu da Dileydi Florez, que há uns anos tinha desenhado o Askar, o General, em tempos em que a associação Chili Com Carne estava imbuída por um espírito de masculinidade militar. Mas isso foi lá atrás, agora a associação pugna diariamente pelos direitos dos mais fragilizados pela ideologia dominante no tardo-capitalismo: entre essas figuras encontra-se a mulher. A premissa para o livro é interessante e tem um importante significado político: não há espaço na edição de banda desenhada para mulheres, por isso é preciso arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Quando estamos à espera que a bd da organizadora deste volume seja, então, um grande manifesto feminista, eis que termina com dois enormes paradoxos: primeiro, ao escrever que se alguém tiver uma vida mais consciente está a dar um passo para sofrer menos, Florez parece estar a preparar uma sólida carreira como autora de manuais de auto-ajuda; segundo, a bd termina com o salvamento da mulher frágil pelo seu príncipe encantado, desvirtuando a ideia da autonomia feminina. No entanto levanta um problema importante que será transversal a todo o livro: o corpo e a sua vulnerabilidade. (...) Mas o sofrimento também se revela de outras formas e é aqui que o livro se transcende (...) é também o sufoco provocado pelo assédio doméstico que acompanha o crescimento da futura «dona-de-casa» - eufemismo para «escrava da família patriarcal», se puxar do meu jargão a transbordar de ideologia. É este o tema dos «Bons costumes», de Sílvia Rodrigues. A Nódoa negra beneficia ainda de uma multiplicidade de linguagens gráficas, destacando-se a manga da Hetamoé e a arte bruta da Inez Caria (...) há ainda a contribuição da Susa Monteiro, que me parece estar cheia de referências eruditas à arte contemporânea, ou então mostra apenas a tristeza profunda de um tenista que não consegue jogar ténis contra um cavalo. A fechar o livro, a Patrícia Guimarães colabora com a melhor bd do volume, não só porque ataca o importantíssimo tema da apatia provocada pela rotina quotidiana, como estiliza a narrativa num daqueles puzzles de deslizar peças, como que a dizer que a efemeridade da arrumação é mera ilusão e que o próprio caos é só mais um episódio da organização da vidinha. Mas a vida é só pathos? Não: a Cecília Silveira diz que também há espaço para minetes e para fisting com luvas de boxe, como que a lembrar que o sexo falocêntrico é também uma forma de violência e de exercício de poder sobre o corpo feminino.
Russo in A Batalha

(...) o muito interessante Nódoa Negra.
Jornal de Letras

NN




Bibliografia das autoras na Chili Com Carne: 
MASSIVE (2009) c/ Marta Monteiro
Destruição ou BDs sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010 (2010) c/ Sílvia Rodrigues
Boring Europa (2011) c/ Sílvia Rodrigues
Futuro Primitivo (2011) c/ Inês Cóias, Sílvia Rodrigues e Susa Monteiro
Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno (2012) c/ Sílvia Rodrigues
QCDA #2000 (2014) c/ Hetamoé e Sílvia Rodrigues
- Askar, o General (2015) de Dileydi Florez
Malmö Kebab Party (2015) c/ Hetamoé
QCDI #3000 (2015) c/ Hetamoé
Maga : Colecção de ensaios sobre Banda Desenhada e afins (2015) c/ Hetamoé
Lisboa é very very Typical (2015) c/ Dileydi Florez
- Anarco-Queer? Queercore! (2016) de Rui Eduardo Paes, c/ Hetamoé
- Pentângulo #1 (2018) c/ Cecília Silveira e Dileydi Florez

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A CADA SETE ONDAS - obra vencedora dos 500 paus 2025 - últimos 14 exemplares

 


A CADA SETE ONDAS 

de 

Beatriz Brajal

 ...

Obra vencedora dos 500 paus deste ano!! 

 

 

Brajal decidiu que o seu trabalho faria sentido ser publicado no fanzine Mesinha de Cabeceira, o que faz todo o sentido dada a tradição de três décadas desta publicação em mostrar talentos novos e frescos no panorama nacional - e internacional. 

O Júri do concurso descreveu a obra com imaginação, conteúdo refrescante e divertido, e excelente técnica e expressividade... sendo que a sinopse não desmente: Nesta catártica e imaginária banda desenhada autoficcionada, Bea e Solha têm uma complicada amizade inter-espécies. Ambos o espelho um do outro, dependentes e erráticos, deparam-se com uma circunstância da vida real.



Número 43 do Mesinha de Cabeceira. Edição limitada de 300 exemplares, 48 páginas 16,5x23 cm todas a cores, agrafada e disponível a 5 euros na loja em linha da Chili Com Carne e em algumas livrarias como a Greta, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Socorro, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB, BdMania, Matéria Prima e Mundo Fantasma.

 



Feedback

(...) Bea e o homem-solha (sem nome no livro) passam um dia juntos: estão numa esplanada, depois leem no jardim (não sendo de todo importante, habitantes de Lisboa reconhecerão os cantos), dançam e deitam-se à sombra das árvores, e finalmente participam numa qualquer performance – drama teatral, espectáculo de dança, vídeo-clip, baile de máscaras, concurso, procissão? Nesse convívio, falam, descobrem-se, e é sobretudo ele que, atento observador, nota nas transformações íntimas dela. A expressão da paixão surge de formas fantasiosas e físicas, tangíveis. (...)

Pedro Moura in Ler BD



Historial

 Lançamento a 27 Setembro 2025 na Tinta nos Nervos com as presenças da autora, Marcos Farrajota (editor), Daniel Lima e João Carola (artistas e docentes) numa alegre conversa. 

Exposição homónima na Tinta nos Nervos, 27 de Setembro a 25 de Outubro 2025. 

 Entrevista no Pranchas & Balões (Out'25)

 

Carne para Canhone #5

Já podem procurar o novo número do jornal de BD CARNE PARA CANHÃO uma vez que os nossos rivais estão a deixar de existir ou de serem distribuídos na eterna espera pela falência da VASP e à falta de locais de venda graças à turistificação do país.

... 

São 16 páginas a preto e branco com participações de Rui Moura (capa e ilustração), Beatriz Brajal, Luís Barreto, Alexandra Saldanha, Ângela Cardinhos, José Smith Vargas (quando tinha 17 anos!!), Zé Lázaro Lourenço, Anaís Fernandes, Léo, Rodolfo Mariano e Carlos Carcassa (BDs), Hugo Noronha de Almeida, Leonor Garcia e Marcos Farrajota (textos).

 ...

É grátis como sempre na Ar.Co., BdMania, Bivar, Carbono, Casa da Achada, Casa do Comum, Cinema Ideal, Dois Corvos, Flur, restaurante Joud, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Neat Records, Penhasco, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, Vortex, ZDB (Lisboa), Bedeteca do Porto, Cassandra, Espaço Musas, Louie Louie, Matéria Prima, Socorro, Trama (Porto), Atelier Abracadabra, Lúcia Lima (Coimbra), Insensato, Papelaria "O Clip" (Tomar), CAAA (Guimarães), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Biblioteca de Alpiarça, Carmo'81 (Viseu) e Meia Volta de Úrano (Cacilhas)

...

40 Ladrões reagiu: a bd dos drones 'tá incrível.

ccc@2.corvos


 Vamos beber jolas e vender zines...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Liberdade, sonhos de vanguarda, bolachas, D. Caixote & Sancho Ganza, Necroverso, Shit Show, A, crochet, álcool, biclas em Xabregas, Sísifo perdeu um braço, Senhoria, vómito e muito mais...



 Novo número da Pentângulo, o cinco, revista da escola. Ar.Co

Uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade. 

Participam neste número António Gomes, Joana Matos, Sara Baptista, Tita Luís, Mariana Matos, Gaspar Borges, Luís Ribeiro, Rodolfo Mariano, TETRATELES, Francisco Sousa Lobo, Emilie Bourel, Rodrigo Villalba, Beatriz Brajal, Francisco Modesto, Luís Ribeiro, Marcos Farrajota (texto) Pauli Pokryvkova, Maryam ShimizuLuana Saldanha, Sofia Ciente, Tomás Almeida, António José Lopes, Amanda Baeza, Rebeca Gomes e Tiago Baptista.

128p 16,5x23cm, 40p a cores, capa de Marta Baptista, design de Rudolfo

Apoio do IPDJ. 

Destaque aqui para as lojas que apoiam este projecto na distribuição: BdMania, Linha de Sombra, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob e Tinta nos Nervos.  

Já se encontra na nossa loja em linha e na Tigre de Papel e ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Socorro (Porto) e Velhotes (VN Gaia).



...

HISTORIAL

Apresentação na Tinta nos Nervos, 1 de Março 2025, com as presenças de André Pereira (professor e autor), Daniel Lima (co-responsável do Departamento de BD e Ilustração da Ar.Co) e Marcos Farrajota (editor).




...

A BdMania fez um concurso tótó: durante o mês de Março levamos a cabo um fabuloso concurso temático: aos primeiros 1000 leitores que reencaminharem a fotografia acima para a Chili Com Carne temos para oferecer nada mais do que 1000 Obrigadíssimos, que serão transmitidos com elevada consideração! (?)






nomeado para o Prémio de BD Alternativa / Fanzines do (cancelado) Festival de Angoulême 2026


...







13ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!"

FECHOU o concurso

Recebemos 16 Propostas de 17 autores!

Agora é esperar por dia 14 de Fevereiro para saber do vencedor!



A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros ou zines de trabalhos que participaram no concurso - como o Vale dos Vencidos de José Smith Vargas, projecto vencedor do concurso de 2014 mas que se transformou noutro livro mais complexo.

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelhoem Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Up do Rodolfo Mariano, em 2021 Hoje não da Ana Margarida Matos - que vai na segunda edição e publicado nos EUA -, em Dezembro 2022 o Sinapses de Ivo Puiupo (com edição inglesa pela Kus!),  em Janeiro 2024 o fanzine mais caro do mundo, o número 42 do Mesinha de Cabeceira, Partir a Loiça (toda) de Luís Barreto, em 2025 saíram os livros de Alexandre Piçarra - Dias-a-fio, relativo a 2024 - e de Beatriz Brajal, A Cada Sete Ondas (2025)!!

Entretanto, cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!





Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da Chili Com Carne com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!
Para artistas portugueses, residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros residentes em Portugal.
No caso das antologias é possível participação de artistas internacionais desde que em minoria em relação aos portugueses.

O prémio é monetário? 
É sim! São 500 paus!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor? 
Luís Azeredo (sócio da Tinta nos Nervos), Sofia Belém (artista e escritora), Beatriz Brajal (vencedora da edição anterior), Marcos Farrajota (autor de BD, editor e fundador da Chili Com Carne) e Tomás Ribeiro (autor de BD e da Direcção da Chili Com Carne).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel, etc... - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
até às 23h59m de 4 de Fevereiro 2026 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2026 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2026!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos e IPDJ

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

DIAS-A-FIO aprovado pelos punks!



Dias-A-Fio
 
de
 


28º volume da Colecção CCC

Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2024) cujo Júri foi constituído por Alexandra Saldanha, Ana Ruivo, José Smith Vargas, Luís Barreto e Marcos Farrajota.

80p 16,5x23cm impressas a azul, brochado

Dias-a-fio de Alexandre Piçarra é uma corrente de episódios em que várias personagens são expostas a situações que fragmentam a sua dimensão emotiva. O cenário é Lisboa entre os anos 90 e 2010 e os acontecimentos são sombras de realidades vividas, que representam as fendas na estrutura do sistema social português, que deixa emergir o julgamento, crueldade, culpa, castigo e humilhação como danos colaterais. Eis uma galeria de putos, chungas, betinhos, punks, bófia e muito tabaco.





"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""

O livro já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria-Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto) e Universal Tongue.



"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""

Historial:
 
Lançamento no dia 26 de Abril 2025, na Tinta nos Nervos com a presença do autor, Marcos Farrajota (editor) e José Smith Vargas (autor), acompanhada por uma mostra de originais.
 
nomeado para prémio na BD Amadora



"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""

FEEDBACK

Dias-a-fio fuma-se como um charro ou tabaco de enrolar, daqueles que se tem de reacender amiúde e que no final deixam um travo amargo nos lábios. São pequenos retalhos da infância e adolescência em ambiente urbano, ilustrados cruamente sem peneiras e em que o percurso existencial dos protagonistas é certeiramente simbolizado pelo cinzeiro que se vai enchendo de beatas.
Nunsky (via email)
 
Gostei muito do Dias-a-fio, a dislexia quanto muito ajuda a onomatopeias graficamente fantásticas. Sendo que sou de Lisboa e nascida nos 90’s não me passou ao lado, juventude tão decrépita como a capital, já na minha altura se contavam histórias de putos que tinhas ficado sem pernas por andarem à pendura nos elétricos!
Ângela Cardinhos (via email)

Mas então o que é o Dias-A-Fio? É uma colecção de episódios ou vinhetas da vida suburbana lisboeta entre as décadas de 2000-2010, mas a precisão geográfica e temporal não são importantes. O que é relevante são as vidas das personagens e as situações pelas quais elas passam, que nos são apresentadas pelo autor como uma apresentação e exploração daquilo que elas representam. São figuras realistas, mesmo que não sejam reais, e as suas vidas são palpáveis. Mesmo não havendo uma narrativa directa entre os capítulos do livro, vemos estas personagens a crescer, a aprender, a errar e a sofrer, mas não é tudo negativo. Há um elemento quase esperançoso ao longo destas histórias que para mim enquanto leitor me fez sentir que por muito que estas personagens passassem, o sol nascerá sempre no dia seguinte e haverá sempre mais que possa acontecer. A incerteza de que esse dia seguinte seja positivo ou negativo faz parte da experiência: vai acontecer, e isso é suficiente para virar a página. 
(...) O autor acompanha as personagens nas suas decisões e hesitações sem qualquer julgamento ou vergonha. Somos incluídos nos grupos que nos são apresentados e somos cúmplices em vez de voyeurs. Este livro serve como um lembrete que não somos apenas observadores dos sucessos ou infortúnios pelos quais passamos nas nossas vidas. Quer aceitemos quer não, aquilo que une os dias das nossas vidas somos nós próprios enquanto fio condutor. E o efeito dominó que as coisas aparentemente insignificantes da nossa juventude podem ter sobre o nosso futuro não é algo que possa ser prevenido ou analisado até finalmente acontecer.

 Entre cigarros fumados às escondidas, blasfémias que se confessam ao padre e algumas sessões de pancada, os miúdos indisciplinados do primeiro episódio vão crescendo, mas não é tanto acompanhar com precisão a história de cada um que faz viver este livro; é, antes, a visão fragmentada de um conjunto de vidas que se vão desenvolvendo nos intervalos mais ou menos avariados da sociedade. (...) Quando as revistas dos anos 90 e 2000 abraçaram uma suposta modernidade e desataram a publicar longos artigos, sempre muito ilustrados, sobre as supostas tribos urbanas, esqueceram-se de confirmar que as fronteiras não estavam tanto entre os punks e os betos, os metaleiros ou os chungas, gente que tantas vezes usava a farpela para tentar amparar-se nalguma identidade colectiva; as fronteiras estiveram sempre nas classes, no acesso que cada um e cada uma tinha ou não tinha a essa ilusão chamada “elevador social”, e ainda hoje andamos a colher os restos dessa fantasia. Os grafitis nas estações, as drogas na rua, os abusos de poder policial e uma certa ideia de no future, esses ainda cá andam todos.

É impressão minha ou aparece a Boca do Inferno no livro? Ahahahah tá fixe o livro.
Rattus de Albert Fish (via email)


"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""


Alexandre Piçarra (1990, Lisboa) formado em Escultura, tem um part-time e desenha nos tempos livres. Já fez exposições e teve múltiplos ateliers. Sofre de dislexia persistente, e por isso usa o mínimo de escrita e balões possíveis. Participou no fanzine Invasão e no jornal Carne Para Canhão.


"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""



Outros títulos vencedores do concurso disponíveis:


Nódoa Negra (vencedor 2018) de várias autoras

All Watched Over By The Machines of The Loving Grace (vencedor 2019) de vários autores

Bottoms Up (vencedor 2020) de Rodolfo Mariano

Hoje não (vencedor 2021) de Ana Margarida Matos, com segunda edição e edição norte-americana pela Fieldmouse Press

Sinapses (vencedor 2022) de Ivo Puipo, com uma versão inglesa pela kuš!

Vale dos Vencidos (baseado no trabalho vencedor de 2014) de José Smith Vargas, com segunda edição

Partir a loiça (toda) (vencedor 2023) de Luís Barreto