blogzine da chili com carne

sábado, 10 de outubro de 2026

NEURO-TRIP ± ± ± últimos 6 exemplares!!

    

Antologia de Ilustração e BD de Neuro, autor romeno que começou a sua carreira artístico com o grupo "The Church" numa procura iconoclasta. 

Devido às suas raízes ortodoxas Neuro explora as imagens dessa Cristandade fundindo citações de Terence McKenna, super-heróis parasitários, Mechas bacterianos, decorações freaks provando para quem ainda não sabia que nada é Sagrado no Milénio da Banda Larga. 

Este é o seu primeiro livro, verdadeiro meta-portfolio de imagens alucinantes.
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160 páginas 16,5x23cm p/b + vermelho; capa a preto, vermelho e prateado, 500 exemplares, ISBN: 978-972-98527-9-4
 
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Historial : 
 
Lançado na Festa Laica, Trem Azul em 2011 
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desenho usado para a capa da k7 de BLEID

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Feedback : 

Cool stuff 
Aleksandar Zograf 
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Nice drawings in the Neuro trip book! Reminds me a bit of Blair Wilson's work. 
Marcel Ruijters 
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Rumo ao Eclipse / Chasing the Eclipse ::::::::: RPG do E3 ::::::::::::: Prémio Inovação em Banda Desenhada


Já está disponível aqui e na BdMania, Linha de Sombra, Snob, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa) e Utopia (Porto)
Available here and at L'Mont en L'Air (Paris).

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Desenho do jogo / Game Design and text: André Nóvoa ; Direcção editorial / Editorial Direction : Hugo Soares e Ana Simões ; Art/e : Ana Matilde Sousa ; Design : Diogo Jesus
 




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Desenvolvido no âmbito do projecto E3GLOBAL, financiado pela FCT, e concebido como jogo companheiro da BD Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de viagem. O propósito do jogo, para lá de envolver o jogador num momento crucial da história da ciência, é o de convidar à reflexão crítica sobre as geografias coloniais e infraestruturas imperiais que possibilitaram o sucesso desta expedição científica, tendo em conta os emaranhados sociais e ambientais que foi deixando pelo caminho.

Quer a BD quer o jogo é inspirado na viagem do astrofísico britânico, Arthur Stanley Eddington, que em 1919 partiu numa expedição para observar o eclipse solar total na ilha do Príncipe. A sua viagem, partindo de Cambridge, passando por Lisboa e Funchal, até às roças de São Tomé e Príncipe, foi mais do que uma aventura científica. Foi uma missão para testar a teoria da relatividade geral de Einstein, ainda por demonstrar, numa época em que o mundo ainda recuperava das consequências da Primeira Guerra Mundial.
 
Rumo ao Eclipse é um jogo histórico experimental que convida a calçar os sapatos de Eddington e fazer a sua viagem numa corrida contra o tempo. O jogo desenrola-se ao longo de quatro meses, durante os quais temos de navegar diversas dimensões: viagens em alto mar, logística e burocracia colonial, questões científicas e até a imprevisibilidade meteorológica - tudo num esforço para chegar ao Príncipe antes que a Lua projecte a sua sombra na Terra no dia 29 de maio de 1919. 
 
 
Chasing the Eclipse is a role-playing game (RPG) inspired by the journey of the British astrophysicist Arthur Stanley Eddington, who in 1919 set out on an expedition to observe the total solar eclipse on the island of Príncipe. His journey—from Cambridge, through Lisbon and Funchal, to the plantations of São Tomé and Príncipe—was more than a scientific adventure. It was a mission to test Einstein’s theory of general relativity, still unproven at the time, in a world that was still recovering from the consequences of the First World War.
 
Developed within the framework of the E3GLOBAL project, funded by the FCT, and conceived as a companion game to the graphic novel Einstein, Eddington and the Eclipse – Impressions of a Journey, Chasing the Eclipse is an experimental historical game that invites players to step into Eddington’s shoes and retrace his journey in a race against time. The game unfolds over four months, during which players must navigate multiple dimensions: sea voyages, colonial logistics and bureaucracy, scientific challenges, and even unpredictable weather conditions—all in an effort to reach Príncipe before the Moon casts its shadow on Earth on 29 May 1919.
 
Beyond immersing players in a crucial moment in the history of science, the game aims to encourage critical reflection on the colonial geographies and imperial infrastructures that made this scientific expedition possible, while also considering the social and environmental entanglements it left in its wake.


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Dez'25 / Feb'26
 
36p 16,5x23cm, a cores, agrafado / color, stapled
 
ISBN : 978-989-8363-55-8 (pt) / 978-989-8363-54-1 (en)


 
HISTORIAL:


Prémio Inovação em Banda Desenhada 2026 pela DGLAB
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Apresentação do livro + RPG no eclipse de 12.08.26 no Viñetas desde o Atlântico.

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O amigo Zarabatana encontrou isto na Feira do Livro de Frankfurt! Gut!




sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ccc@feira.raia.12

cartaz de João Carola, impresso em serigrafia por Lucas Almeida


 + infos aqui

... e porque acontece tudo ao mesmo tempo, a nossa parceira Thisco estará com uma selecção de livros nossos sobre-ou-com música na FEIA:


Histórias das poderosas Canetas (III)



O projecto Storytellers regressa à secção de BD do jornal Le Monde Diplomatique - edição portuguesa, Será a caneta mais poderosa que a espada?. Os autores destacados desta vez são André ferreira, Beatriz Brajal, Bruno Borges, Daniel Lima, DASL, Maria João Worm, Sofia Ciente e Tânia A. Cardoso. 

Desde Janeiro de 2019 que, em parceria com a Associação Chili Com Carne, que o jornal desafia autores de BD a responderem com a sua arte narrativa à pergunta Será a caneta mais poderosa do que a espada? Cada artista tem a sua interpretação, venha descobri-las no Parque Silva Porto em Benfica!

BFKA Cutencyclopedia IS OUT!

 

Published by Chili Com Carne + Thisco + Palpable Press 

 

Based on the doctoral thesis Cutencyclopedia: A Theoretical-Practical Investigation on Kawaii as an Aesthetic Category in Art and Pop Culture (2020) by Ana Matilde Sousa, this BFKA (Book Formerly Known As) CUTENCYCLOPEDIA is an adaptation into book form that combines a series of theoretical essays presented as an “encyclopedia” or critical dictionary with original illustrations by Hetamoé and graphic remixes by 100% GRAPHIC DESIGN SOLUTIONS. 

Through this format, it explores the concept of kawaii (“cute”) as an aesthetic category and its pervasive influence on our contemporary mediascapes, as well as the broader phenomenon of the Japanization of global pop culture, encompassing manifestations ranging from the visual arts exhibited in museums and galleries to the digital underworld of mass culture.

492 pages | 16.5x23cm
in ENGLISH 
ISBN: 978-989-8363-59-6

You can buy @ Chili Com Carne online shop and Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel (Lisbon),  Palpable, Trama (Porto) and soon at Matéria Prima, Tinta nos Nervos, Utopia, ZDB...

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 released in Porto 26/09/26 @ Trama NEXT presentation will be at ZDB bookstore, Lisbon, on the 21st October, 18pm with teacher Pedro Moura

"Da noite para o dia" de Sofia Neto na Blimunda



E Da noite para o dia... eis o novo livro de Sofia Neto, artista gráfica doutorada em Black Mirror e especializada em distopias privadas!

Já se encontra na nossa loja em linha e na BdMania, Greta, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto) e Subtil (Almada).

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 Sinopse: Ana vive no norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim que as alterações desejadas são verificadas. 

Trabalha desta forma dia e noite, sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo. 

Um dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele, com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho, enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.



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112 p. 2 cores 18x24cm, capa a 3 cores com badana interior, brochado

ISBN: 978-989-8363-57-2





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HISTORIAL:

obra realizada no âmbito da Bolsa de Criação Literária em Banda Desenhada da DGLAB em 2020

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A lançar oficialmente a 17 de Julho no Clube de Desenho (Porto), às 18h30, com uma conversa da autora com Nuno Sousa



entrevista no Pranchas e Balões

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FEEDBACK:


(...) este livro arrisca-se a poder ser visto como um importante marco na ficção científica portuguesa, não tanto pela sua espectacularidade - usualmente um efeito de superfície para embasbacar leitores de impressões, e não de profundidade - mas pela forma como explora consequências sociais, políticas e identitárias de tecnologias, as quais, "inexistentes", estão bem próximas daquelas já em vigor. Nesse sentido, sinto-lhe grandes afinidades com Madoka Machina de André Pereira. Atente-se, para mais, à sua rede temporal narrativa e aos efeitos de referencialidade da nossa realidade local, e isso apenas reforçará os elos interpretativos propostos. Por outro lado, de forma mais enviesada, mas que tem a ver com identidade e desejo, haverá igualmente ecos com a trilogia de Filipe Seems, de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, quase esfumados pela distância, mas ainda assim presentes.

Pedro Moura in Ler BD


4,5 estrelas in Ípsilon / Público

 


 

(...) poderia perfeitamente evocar Perfect Blue de Satoshi Kon (...) a inocência afigura-se fatalmente irrecuperável.

Inês Caldas in A Batalha #305

 

(...) Gostei muito da ideia e como ela a introduziu devagar ao longo da história. (...) independentemente do tema do livro, da pertinência do assunto que trata, é um trabalho gráfico maravilhoso. Dei por mim a lê-lo especialmente devagar para apreciar o desenho em cada vinheta. A Sofia é particularmente boa a dar movimento, expressão e maleabilidade aos personagens... sou fã :-)

Mosi (via email)


(...) Daí à leitura desencadear um questionamento sobre se o conteúdo destas pranchas é assim tão distante como queremos crer da realidade em que existimos, trabalhamos e asseguramos meios de sobrevivência é um salto. Demasiado curto para que a etiqueta de ficção científica nos proteja.

Sara Figueiredo Costa in Blimunda

Distribuição do livro DANNY & ARBY : GRANDES ÊXITOS na Socorro e Utopia



Edição da Palpable Press; 2026

146p 16,5x23cm p/b, capa a 2 cores

 

Danny & Arby são dois músicos suburbanos cujas desventuras têm percorrido fanzines e publicações dos últimos anos. 


Do fanzine Mesinha de Cabeceira a CUL̤̓T̜̚Ũ̞R̖̍Ï̛Ṣ̝M̋̚Ó̚ HḀ̞R̙̔D̆̏C̐̚OR̄́E, passando por LADO A / LADO B, Partir a Loiça (TODA) e até uma aparição no Le Monde Diplomatique - pt, as suas tiras de tom ácido e estética punk foram aparecendo aqui e ali, sem nunca ter um lar definitivo — culpa vossa, que compram tudo. 


Grandes Êxitos muda isso. 


Uma compilação daquilo que Luís Barreto foi (des)construindo, finalmente reunida num só volume.


à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro e Utopia (Porto).

3 frentes de guerra / 2 milhões de pessoas deslocadas para aldeamentos / 14 entrevistas com relatos sobre a vida nos aldeamentos em 1974 / 112 páginas de reflexão e memória


Aldeamentos de Guerra
de 
Francisco Sousa Lobo (BD)

Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção LowCCCost para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

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Décimo volume da Colecção LowCCCost
ISBN 978-989-8363-58-9
112p a 2 cores 16,5cmx23cm, capa a duas cores com badanas

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à venda na nossa loja em linha e na
BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, STET, Tigre de Papel,
Tinta nos Nervos (Lisboa), Circo de Ideias, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro (Porto) e
TFM (Alemanha). 
Brevemente na Utopia. 

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HISTORIAL

Lançamentos na Biblioteca Nacional (09.07.26),

na Tinta nos Nervos (18.07.26) com exposição de originais patente até 5 de Setembro

e Circo de Ideias (22.07.26) no Porto.

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FEEDBACK

(...) Lobo não ilustra as entrevistas, nem as utiliza como base de uma reconstrução

romanceada ou fictícia. Elas são re-encenadas sob a forma de uma banda desenhada

, e esta explode em vários modos, navegando nessas muitas camadas distintas de

materialidade, sem nunca deixar de as tornar transparentes e presentes.

Pedro Moura in Ler BD

 


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Corta-e-Cola / Punk Comix - terceira edição - em breve na Utopia

Sim, voltou a ser "livro-duplo"!!!
(iá! será preciso rodar a publicação para ler cada um dos livros)

Eis a terceira edição de Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez e Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota


 

Reedição do famoso livro de 2017 que no ano passado foi também reeditado como "benefit" para a compra do espaço do Disgraça. Pouco mais há acrescentar a essa edição que já tinha sido rectificada, emendada e com posfácios a actualizar meia-dúzia de coisas, até porque não há muito a declarar desde 2017, por mais incrível que pareça! 
Tal como a edição de 2025 também nesta não está incluído o CD Punk Comix mas graças ao mundo virtual podem sacar no bandcamp da Thisco.  
De salientar as novas capas: do Lado Corta é um desenho original de José Smith Vargas recuperando uma tradição bem antiga de riscar punkarias sobre imagens alheias. Do Lado Comix temos uma vinheta da BD "Inadaptados" de Nunsky, publicada em 1994 no fanzine Mesinha de Cabeceira #4 e que tem sido usada como imagem para a exposição-entretanto-itinerante Punk Comix.

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Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Clockwork Store, Flur, Kingpin, Linha de Sombra, Louie Louie, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Socorro (Porto), Subtil (Almada) e A Batalha. Em breve Larvae, Rastilho, Louie Louie, Utopia (Porto) e em mais lojas...
 
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Sobre o livro

Saído no ano em que se “celebram” os 40 anos do punk em Portugal, a Chili Com Carne, eis agora que se celebram os 50 anos à escala planetária! ENA, que o Punk está envelhecido!

Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez e Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota foram escritos a partir de um levantamento exaustivo de fanzines, discos e demo-tapes, ao longo de 256 páginas, os autores dissecam todo esse material para tentarem perceber como através de uma ética - do-it-yourself - se conseguiu criar uma (falta de) estética caótica e incoerente que hoje se identifica como punk. 

Através da produção gráfica desse movimento se fixaram inúmeras estórias - até agora por contar - de anarquia e violência; de activismo político, manifestações e boicotes; de pirataria de discos e ocupação de casas; de lutas pelos direitos dos animais; de noites de copos, drogas e concertos...

Corta-e-Cola / Punk Comix é ilustrado com centenas de imagens, desde reproduções de capas de discos a páginas de fanzines, cartazes, vinhetas e páginas de BD, flyers e outro material raramente visto.

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Volume -8 da colecção THISCOvery CCChannel publicado pela Associação Chili Com Carne e Thisco, editado por Marcos Farrajota com o arranjo gráfico de Joana Pires. 

256p 16,5x23cm impressos a 540U, capa a duas cores.





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HISTORIAL

Saiu no 10 de Junho na Feira do Livro de Lisboa 2017 ... lançamento oficial no Disgraça a 30 de Junho com apresentações de José Nuno Matos, Diogo Duarte e Nônô Noxx, concertos de Presidente Drogado e Scúru Fitchádu ...  sessões de autógrafos e apresentações no LAR / LAC (Lagos), Louie Louie (Porto), Feira do Livro do Porto e na higienizada Casa da Cultura de Setúbal ... reedição em 2025 ... lançamento da reedição no dia 1 de Junho 2025 no Disgraça com conversas e concertos de Vaiapraia e Bas Rotten ... reedição 2026 ...

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FEEDBACK
 
(...) dois livros unidos pela mesma lombada que sistematizam informação e recordam, de forma cronológica, quem foram os protagonistas do punk em Portugal que deixaram discografia e como o movimento foi representado na BD. "O punk não foi um movimento contínuo, mas fragmentado, esporádico, dissolvido entre outras propostas, em permanente mutação, como aliás qualquer movimento juvenil", afirma Afonso Cortez na introdução. (...) Depois de mais de 150 páginas, Afonso Cortez conclui que ao longo daqueles vinte anos (1978-1998) o grafismo foi entendido "apenas como um pormenor. E que a falta de cultura visual, ou mesmo de estudos, se reflecte de forma catastrófica na falta de qualidade do que é produzido". Embora os Faíscas e os Minas & Armadilhas sejam referenciados como os iniciadores do punk na música portuguesa, Cortez assume "Há que violentar o sistema", de 1978, dos Aqui d'el Rock, como o primeiro disco punk português. A partir daí, faz um levantamento dos discos editados, comenta a vertente gráfica das capas, mapeia os locais de concertos e a crítica na imprensa e complementa com testemunhos de músicos recolhidos pelo próprio. Mata-Ratos, Crise Total, Kus de Judas, Cães Vadios, Censurados, Nestrum, Desarranjo Cerebral, Renegados de Boliqueime, Vómito, Peste & Sida, X-Acto são algumas das bandas referidas no livro (...) Já sobre a BD, Marcos Farrajota explica o mote do livro: "Serve como uma base de referência para quem quiser pegar na BD para relacioná-la com o punk, subculturas urbanas, música, cultura DIY, artes gráficas e editoriais". (...) Farrajota recua a finais dos anos 1970 para encontrar as primeiras referências ao punk na BD portuguesa. Surgem na revista Tintin, assinadas por Fernando Relvas e Pedro Morais, "mas são situações em que os punks são apenas paisagem urbana". Será Fernando Relvas a assinar, em 1983, no semanário Se7e, "o primeiro trabalho de corpo inteiro" sobre punk, "sob a forma de uma personagem forte e feminina" chamada Sabina. Marcos Farrajota faz ainda referência à atitude "militante e amadora" de publicação, da auto-edição, dos fanzines, das colectâneas e da tecnologia da fotocópia e enumera vários autores que desenharam sobre o punk (...)
Lusa / DN
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De leitura rápida, Punk Comix não deixará de ser um instrumento de leitura obrigatória para compreender alguma da história da banda desenhada moderna e contemporânea em Portugal. 
Pedro Moura in Ler BD
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(...) ambos os estudos são preciosos e sumarentos, revelando uma investigação criteriosa e mais intensiva do que exaustiva. O resultado é um brilhante mapeamento historiográfico do punk e da sua relação com a banda desenhada em Portugal.
Professora Marcivânia / A Batalha
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O Afonso tinha-me deixado boa impressão e para o encontro levara Candy Diaz, baterista dos saudosos Les Baton Rouges. Yaay! (...) O texto dele é uma catadupa de informação: estão lá Faíscas, Minas & Armadilhas, Crise Total, Ku de Judas, Corrosão Caótica, Mata-Ratos, Estado de Sítio, Anti-Porcos, Kristo Era Gay, Caos Social, Censurados, Bastardos do Cardeal, e muito mais. (...) É informação em bruto, não digerida. Só lhe recrimino isso, o não haver mais reflexão sobre os factos. Mas se calhar é mais um problema meu do que dele, pois até os sentimentos intelectualizo. Quanto à prosa do Marcos (...) falei, fiquei a perceber que o jeito dele para a narrativa não se fica pelos quadradinhos das suas BDs. Dá gosto seguir-lhe as palavras. 
Rui Eduardo Paes
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Dos poucos livros existentes no mercado nacional em termos de abordagem ao universo do Rock feito em Portugal ao longo dos anos, há dois livros que sempre foram os meus preferidos: A arte eléctrica de ser português: 25 anos de Rock’n Portugal de António Duarte e o Escrítica Pop de Miguel Esteves Cardoso. Desde há duas semanas tenho mais um como preferido: Punk Comix/ Corta-e-Cola (...). Quando pensas que já não há surpresas, ou até pessoas com interesse para agarrarem de forma inteligente e com alguma prudente distância analítica, um período da história de um subgénero do Rock em Portugal, como é o Punk, situado num tempo específico (1978-98), eis que levas, qual murro no estômago, com uma agradável surpresa com este livro precioso. O que esta obra tem de diferente e de excelente, não é tanto a análise cronológica e meticulosa das bandas dum certo universo Punk nacional e seus intervenientes, bem como a sua ligação à banda desenhada que se foi e se vai fazendo aqui pelo burgo, mas sim o mote que direciona todo o livro e que é essencialmente isto: se és Punk, controlas todos os meios de produção da tua arte (Do It Yourself - DIY), assim só tu és responsável por aquilo que dás a conhecer publicamente, sem manipulações de outros, e se falhares (porque se falha quase sempre), falhaste gloriosamente, o que é sempre melhor do que nada fazer. Se ganhares algo, sabes que mais tarde vais perder, por isso não vale a pena fazer a festa antes do tempo. Não entrando em muitos pormenores (até porque este deve ser um livro lido por todos os melómanos nacionais, independentemente de gostos musicais), este está muito bem redigido, é agradavelmente informativo e formativo q.b, sem ser chato; é graficamente interessante dentro de uma estética Punk, mas sem entrar nos seus lugares comuns; há nele uma personalidade própria. (...) É desde já, um livro para o futuro, daqueles que mais cedo ou mais tarde, as novas gerações, amantes da música underground, terão de se socorrer para se informarem sobre… 
Guilherme Lucas (GG Ramone)

Se o punk não fosse ateu diria que estava aqui uma bíblia do punk (...) Indispensável.
Luís Rattus in Loud

(...) não é possível escrever uma história do Punk, mas é certamente possível escrever muitas histórias do punk. Diria que tantas quantas quem decide escrevê-las ou tantas quantas as experiências individuais de quem o vive ou viveu
Diogo Duarte in Mapa

Estive a folhear e de repente um blast from the past: no inicio dos 90's um tipo da minha turma na secundária da Maia conhecia os Kristo Era Gay e convidou-me para ir assistir ao ensaio da banda na garagem do baterista, que era muito perto da escola. Cheguei lá e perguntei que som é que eles tocavam; ficaram meio à toa a olhar uns para os outros, até que o vocalista (Fino) lá se descoseu - "pá, sei lá... É rock português..." Seja como for, adorei a experiência e a partir daí a ideia fixa de formar uma banda nunca mais me largou.
Nunsky via email

(...) regressa com a força do activismo, reforçando intenções com a prática: a própria decisão de o reeditar vem no sentido de entregar todo o lucro das vendas à Disgraça (...) Mas, tal como antes, não doura o panorama, nem o da época coberta (1978-1998) nem dos oito anos após a edição original. Antes pelo contrário, Cortez lamenta a falta de continuidade no mapeamento desta(s) história(s) e talvez tenha de ser ele mesmo a dedicar-se a outros aspectos do punk e hardcore em Portugal. A leitura fluída da implantação do punk no país, os diferentes períodos, definidos por diferentes grupos e atitudes, são de apreensão fácil mesmo para quem é forasteiro na cena. A lógica seguida é a dos discos, com comentário muitas vezes pormenorizado e ácido em relação à arte das capas, uma mágoa diversas vezes exposta durante a narrativa (...) Mesmo a música é sujeita a apertado escrutínio. No fundo, não se trata de uma celebração superficial do fenómeno mas sim uma análise profundamente crítica que deixa a impressão de focar nas entrelinhas o que poderia ter sido, tanto como o que foi. Abordagem curiosa, fresca e obviamente insurrecta, por contraponto a outro tipo de celebrações punk ou rock que, em Portugal, o autor já entende como reaccionárias. Extensa (ainda que seleccionada) discografia, bibliografia útil. Sobre a Banda Desenhada, (...) Farrajota oferece uma visão geral sobre BD em Portugal, publicações punk no estrangeiro e em Portugal, neste caso com visão detalhada sobre autores, estilos, processos, difusão, pertinência. A sua escrita também irreverente e empática informa e comenta criticamente, comprometida com segmentos menos visíveis e com palavras menos simpáticas para o circuito comercial. É assim que se aprende sobre as margens e até como as margens muitas vezes só o são porque alguém fora delas decide contar outra História. Importante documento para melhor entender ao nível da rua a realidade musical e artística de um país que não trata muito bem a dissidência cultural. (...)