blogzine da chili com carne

quinta-feira, 30 de abril de 2026

(ar)rebenta

Sim vamos estar lá com uma selecção de livros da Chili, especialmente ligados à música...

 

Punk Comix nas Caldas da Rainha até 7 de Maio

 


Os restos mortais da exposição de Alpiarça estão prás Caldas!  

O livro é que está esgotadão mas tentem a Neat Records e Disgraça, pode ser que ainda lá haja um exemplar à toa. Este ano seja como for a Chili Com Carne irá reeditá-lo com novas capas de José Smith Vargas e João Silvestre!


alguns zines expostos foram recuperados do acervo do Espaço BD Jorge Machado Dias - entre eles o Mesinha de Cabeceira #19 com a trágico-cómica BD de Jucifer!

Bestiário Ilustrissímo II / Bala - últimos 20 exemplares!!!



Bestiário Ilustríssimo II /  Bala 
é o nono título da provocante colecção THISCOvery CCCHannel.
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Bestiário Ilustríssimo II / Bala é a continuação de Bestiário Ilustríssimo, “(anti-)enciclopédia” de Rui Eduardo Paes sobre as músicas criativas editada em 2012 e reeditada em 2014 com nova capa e novas ilustrações de Joana Pires. Como esse primeiro livro, está dividido em 50 capítulos, cada um dedicado a uma figura ou conjunto de figuras. Desta feita, porém, a 50ª parte autonomiza-se e constitui como que um outro livro. Trata-se, pois, de dois livros num só volume, um novamente ilustrado por Joana Pires, o outro por David de Campos.  

O jazz criativo, a música livremente improvisada, o rock alternativo e os experimentalismos sem rótulo possível voltam a ser as áreas cobertas, sempre associando os temas com questões da filosofia, da sociologia e da teoria política, num trabalho de análise e desmontagem das ideias por detrás dos sons ou das implicações destes numa realidade complexa. Os textos reenviam-se entre si gerando temáticas que vão sendo detectadas pelo próprio leitor, mas diferentemente de Bestiário Ilustríssimo há um tema geral nesta nova obra de Paes: o tempo.

A tese é a de que quem escreve sobre música, mas também todos os que a ouvem, está sempre num tempo atrasado em relação à própria música, um “tempo-de-bala”, de suspensão de um tiro no ar, como no filme Matrix. O alinhamento dos capítulos não se organiza segundo tendências musicais ou arrumando os nomes referidos em sucessão alfabética, como numa convencional enciclopédia. Todos os protagonistas e suas músicas surgem intencionalmente misturados, numa simulação do caos informativo em que vivemos nos nossos dias. Propõe-se, assim, que se leia Bestiário Ilustríssimo II / Bala como se se navegasse pela Internet, procurando caminhos, relações, cruzamentos, desvios.

A mente não é uma estante, é um bisturi.

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336p. impressas a duas cores (preto e vermelho), 22x16cm, capa a cores
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volume -4 da colecção THISCOvey CCChannel
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ISBN: 978-989-8363-30-5

com prefácios de Marco Scarassatti (compositor, artista sonoro e professor da Universidade de Minas Gerais, Brasil) e Gil Dionísio (músico)

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edição apoiada pelo IPDJ e Cleanfeed Records

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Flur, ZDB, Linha de Sombra, Matéria Prima, Utopia, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Snob e Tigre de Papel.
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Historial: 

lançamento 6 de Fevereiro 2014 na Casa dos Amigos do Minho com discursos de Gonçalo Falcão (designer, músico, crítico de música) e Gil Dionísio e concerto de uma banda especialmente formada para o efeito: Gil Dionísio & Os Rapazes Futuristas
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lançamento 7 de Fevereiro na SMUP (Parede) com palavreado de Pedro Costa (Clean Feed) e José Mendes (jornalista cultural) e concertos de Wind Trio e Presidente Drógado & Banda Suporte 
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entrevista no Bodyspace 

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O jazz é o fogo inicial, mas este propaga-se alto e largamente. REP deita 50 + 50 textos, capa-contra-capa, neste duplo Bestiário Ilustríssimo II / Bala. Música como arte física mas também psicológica, improvisada, estruturada, Ciência, Arte, ícones culturais, tonelada de referências que se ligam na cabeça do autor para uma organização, no papel, em benefício do leitor. Muitos músculos exercitados em 31 anos, nesta relação entre escrita e música. 
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Rui Eduardo Paes revela-se um homem multidimensional, (...) Genuíno e sempre com uma abordagem de quem relaciona aquilo que lhe interessa, de Joëlle Léandre a Lady Gaga. [5 estrelas] 
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O seu estilo de escrita é por si altamente estimulante, revelando um notável domínio sobre a língua portuguesa que raia as características da boa literatura. Um estilo que Rui Eduardo Paes cultiva como uma arma contra o habitual cinzentismo e comodismo da crítica de arte em Portugal. 
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[4 estrelas] 
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[4 estrelas] 
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Verdad de la buena. Con motivo de mi actividad como director artístico de Imaxina Sons en Vigo durante 5 años, he tenido la ocasión y la fortuna de conocer la persona y la obra en la distancia corta de REP. Pocas veces, he leído un texto más comprometido con la música del presente y el estado de ánimo que el panorama musical actual rezuma. Su visión holística de la música hace de este libro una pieza imprescindible para poder estar al tanto de lo que acontece en el mundo de las manisfestaciones artístico-musicales y sus contornos creativos. Sobre todo en lo referente a las músicas improvisadas y todo lo que ahí podamos incluir. Sus textos desprenden la misma actualidad o frescura que hemos podido sentir justo la noche anterior escuchando en cualquier garito, la elocuencia de un improvisador. Hay en todos los textos una necesidad de ubicar cualquier comentario en el contexto filosófico/social adecuado de manera que cualquier artículo transciende al aficionado simple para poder ser leido en un círculo mucho más amplio. El de la cultura. Y con el tiempo serán de interés antropológico. REP, se sienta y escucha primero. Escudriña lo que sus tripas le dictan y luego reflexiona. Luego escribe y vuelve a usar su tamiz emocional para devolvernos un texto. Y entre una cosa y la otra está su verdad. Que como toda verdad, que en este mundo que hoy nos toca vivir, es de pocos. Pasa rápido, te penetra, como una bala. Pero es verdad de la buena. 
Nani García (pianista, compositor, director artístico do Imaxina Sons) 
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Para dissertar sobre música não basta escrever, é preciso conhecer muita música. Para conhecer muita música é necessário ouvir toda uma vida e para ouvir toda uma vida infere-se uma profunda paixão. Em Bestiário Ilustríssimo e Bestiário Ilustríssimo II / Bala condensam-se extensas e infindáveis paisagens musicais que nos atingem vindas de todas as direcções. 
Hugo Carvalhais (músico)
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Não sei se a bala a que o Rui Eduardo Paes se refere já foi disparada ou se está à espera de ser disparada por cada um de nós. Em todo o caso, o livro Bestiário Ilustríssimo II / Bala do REP é um livro-bala para quem o lê. Lê-se rápido, lê-se com entusiasmo e lê-se com um profundo sentido de urgência em relação à criação musical que nos rodeia. Faz-me lembrar aqueles artigozitos de jornal que se percebe logo que são um mero copy-paste de press releases. E faz-me lembrar esses artigozitos porque precisamente ele é tudo o contrário. Percebe-se e sente-se que detrás de cada palavra há alguém que, acima de tudo, vive e escreve sobre música a partir do que ouve e não dos likes que pode obter nas redes sociais. Num rectângulo tão escasso de críticos de música, e sobretudo de críticos com qualidade, assistir a este disparo do REP é como beber um garrafão de água depois de se fazer a travessia do deserto. É tão bom que até pode causar indigestão. Recomenda-se calma e discos, muitos discos a acompanhar. 
Vítor Joaquim (artista sonoro, investigador e docente do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica do Porto)
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Da recensão ao ensaio, Rui Eduardo Paes é, sem dúvida, uma figura ímpar no nosso meio. É notável como desempenha a sua função, revelando notável acutilância crítica e paixão. Uma pedra no sapato. 
Ernesto Rodrigues (músico, Creative Sources)
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Resplandecente Enorme Produto. 
Pedro Costa (Clean Feed, co-director artístico do Ljubjlana Jazz Festival)
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Uma verdadeira anti-enciclopédia, escrita com as entranhas à flor da pele. Lê-se como se ouve. 
Paulo Chagas (músico, docente de música, co-programador do MIA, Zpoluras Archives) 
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Los disparos son certeros y heterogéneos. Las páginas -los libros de Paes-, siempre han estado dedicados a artistas de diferentes ámbitos musicales que acaban sorprendiéndonos 
Chema Chacón in Oro Molido #41 
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Na senda do que tem escrito, este livro (que, na verdade, são dois, já que tem apenso um segundo, Bala, com textos mais pequenos) de um dos mais carismáticos críticos musicais portugueses aborda inúmeros músicos e projectos (...). A escrita (...) assenta num profundo conhecimento da genealogia dos intérpretes e do seu trabalho, muitas vezes contextualizados em moldes ideológicos ou filosóficos. 
[5 estrelas] 
João Morales in Time Out 
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Em uma época em que as pessoas têm se (mal) acostumado com a crítica (se é que nesse caso mereça tal categorização) musical ligeira que domina a internet, em que as pessoas “acham” isso e aquilo, num processo de gostar e desgostar ao sabor da enxurrada de lançamentos que nos rodeiam, poder ler os textos de Rui Eduardo Paes é um privilégio. 
Fabricio Vieira in FreeForm, FreeJazz  

quarta-feira, 29 de abril de 2026

"Trinta Anos a Monte : a minha vida punk" de Gilles Bertin no Ípsilon / Público

 

Ao longo do relato de uma vida frenética, Gilles Bertin (1961-2019) abre-nos uma janela para a densidade dos meios punk e para a passagem à grande criminalidade no cruzamento com as lutas independentistas bascas. Este relato de fugas entre Espanha e Portugal mostra-nos desde as dificuldades do vício da heroína à chegada da Sida. É um testemunho que nos dá a ver a aventura louca de um grupo de punks e anarquistas que protagonizaram um dos maiores roubos do século XX. Nesta autobiografia, Bertin mostra-nos o caminho que levou a que o cantor Camera Silens organizasse o roubo da Brinks de Toulouse, em 1988. E depois é a fuga, a chegada a Espanha, a troca de identidade (...), a sobrevivência, a abdicação de tudo. É na chegada a Portugal que Gilles regressa ao mundo da música, ao abrir uma loja de discos (...)

Depois de alguns anos em Portugal, descobre que é seropositivo. Quando a doença piora, Gilles parte para Barcelona, e é nessa cidade que toma a decisão de se entregar à justiça francesa em 2016. Em 2018, é condenado a 5 anos de pena suspensa. 11,8 milhões de francos e 30 anos de fuga mais tarde, Gilles Bertin permanece como esteio dessa memória punk e anarca europeia que vai desaparecendo.  

in A Batalha - Jornal de Expressão Anarquista

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co-editado pela Chili Com Carne e Thisco, 25º volume da colecção THISCOvery CCChannel

224p 16,5x23cm, todo a preto e branco 

ISBN: 978-989-8363-56-5

Esta edição portuguesa inclui mais documentos visuais que a original francesa, para além de uma Banda Desenhada de 24 páginas de José Smith Vargas, celebrando a actividade da loja de discos TORPEDO. 

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O livro já está disponível na nossa loja em linha, BdMania, Carbono, Clockwork, Flur, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, ZDB (Lisboa), Louie LouieMaldatesta, Matéria Prima, Socorro (Porto), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Larvae, Metal Soldiers, Rastilho e Universal Tongue.

 

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HISTORIAL:

Cantava numa banda punk, assaltou um banco em França e abriu uma conhecida loja de discos em Lisboa: a espantosa história de Gilles Bertin - artigo no Blitz (23.04.26)


A incrível história de Gilles Bertin: uma vida punk, um assalto milionário, uma loja de discos em Lisboa - artigo no Ípsilon (29.04.26)


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FEEDBACK

 Estou a gostar muito do livro do Bertin: sem qualquer pretensão intelectual ou afetação burguesa, escrito num estilo desengonçado, é um testemunho válido de uma vida e de uma época que, a dada altura, se cruzaram também comigo, ainda que de forma tangencial - foi na Torpedo que pusemos à venda o Novos Panoramas do Globo / Baladas de Holywood, no início de 1992, com direito a cartaz prontamente afixado na vitrine. Agora percebo que havia muita tensão por detrás daquela postura amigável, mas algo reservada, do Gilles. Para além disso, o livro está cheio de ensinamentos - práticos, estéticos, políticos. (...)

Daniel Lopes (via email)


A bd dá frescura ao livro!

Ondina Pires (via email) 

Vale dos Vencidos (2ª ed.) de José Smith Vargas - na Maldatesta

Ufa!

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O que cabe no espaço geográfico de um largo? 
 Câmara municipal e gestores sociais ambiciosos, moradores e pequenos mafiosos, jovens radicais e antagonistas, imigrantes que fazem a sua cidade à margem. Desde parque de estacionamento informal e local esquecido e até à sua reabilitação e inauguração pelo Presidente da República.
VALE DOS VENCIDOS de José Smith Vargas acompanha durante dois anos (2010/2012) a evolução de um largo no coração de um bairro degradado no centro da capital.

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VALE DOS VENCIDOS de José Smith Vargas, é um extenso livro publicado pela Associação Chili Com Carne, sendo uma obra realizada ao abrigo de uma bolsa de criação literária da DGLAB/MC e foi inspirada no projecto vencedor do concurso Toma lá 500 paus e Faz uma BD! (2014)


VALE DOS VENCIDOS é a estreia em livro de José Smith Vargas. Este volume, que já leva uma década de investigação, inclui várias bandas desenhadas sobre a ascenção e queda da cidade de Lisboa e que informam uma insuflada "graphic novel" sobre um bairro específico em que qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real não terá sido mera coincidência. As lutas sociais, os engodos das renovações urbanas e das associações culturais, os jogos políticos ou os dealers na street, são aqui brilhantemente expostos numa cacofonia de vozes e intervenientes no terreno. Uma abordagem documentarista que parece uma montanha que irá parir uma marca branca na realidade de mais uma capital europeia. Bravo! in Binocle Magazine Issue 167 (Oct 2023)

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 Primeira edição esgotada.
 
Nova edição disponível na nossa loja em linha e também na BdMania, Kingpin, Letra Livre, Linha de Sombra, Maldatesta, Matéria Prima, Mundo FantasmaNeat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Socorro, Utopia, Casa da Achada, Vida Portuguesa, Centro de Cultura Libertária, Tortuga, Cassandra e ZDB. E na TFM (Frankfurt)





Historial:

Uma exposição homónima de originais de Banda Desenhada esteve patente na BD Amadora 2023 e com sessão de autógrafos e 28 de Outubro
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Lançamento oficial na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio no dia 17 de Novembro 2023 com presença do autor, Marcos Farrajota e Luís Mendes

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Apresentação a 16 de Dezembro 2023, com Andreia Farrinha, José Smith Vargas e Marcos Farrajota, às 16h + Festa do Vale com Phantom, Focolitus e Kafundo NoSoundsystem, às 21h na Casa do Comum (Lisboa) no âmbito da Parangona 2

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Melhores livros de 2023 do Expresso

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Entrevista na Esquerda.net

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Entrevista no Pranchas & Balões

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5 estrelas no Expresso

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4,5 estrelas no Público

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Páginas centrais do jornal Mapa fazendo um "companion" para conhecer as principais personagens do livro

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Entrevista em Todas as Palavras / RTP

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Mostra virtual Opressores e Oprimidos no Parque Silva Porto, Benfica, Lisboa no âmbito do projecto Story Tellers entre 21 de Março e 20 de Junho 2024.
 
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Segunda impressão livro em Abril 2024

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inspiração para o videojogo Overuse
 
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Apresentação na Feira Anarquista do Livro, 22 Setembro na Casa da Achada, Lisboa, às 18h30 - conversa em torno do livro (...) que pinta um fresco sobre os últimos cartuchos de uma cidade de Lisboa prestes a ser virada do avesso pela Horda Dourada do turismo massificado. Entre lutas sociais, associações resistentes, fraudulentas renovações urbanas, jogos políticos, ou só deals na street, passa-se em revista o que se perdeu no processo de gentrificação em curso

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Nomeado para Melhor Obra Portuguesa na BD Amadora 2024
 
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artigo com José Smith Vargas no Público / Ípsilon










Feedback:

Ainda não te disse nada acerca do livro, porque fiquei sem palavras. (...) Parabéns  ao Smith , assim valeu a pena esperar 10 anos. Que trabalheira! Nem sequer estou a falar do numero de paginas, podia ter 1000 paginas e ser uma merda na mesma. Em termos de pesquisa, planeamento, desenho e argumento, 'tá excelente dá para ver que ele viveu isso, não é como muitos projectos de bd de pessoal "conhecido e ilustres" que escolhem falar de bairros, e cidades ou de sardinhas e malmequeres e fados por motivos financeiros e para se autopromoverem. Também fiquei contente por ele desenhar pessoal da distribuicão a descarregar material com carrinhos de mão (...)
David Campos (por email)

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O José Smith Vargas abriu as costuras da realidade e retirou de lá de dentro um feio tumor albugíneo para que toda a gente veja bem o que nos fazem a democracia burguesa e a luta de classes com logótipo partidário.
Rodolfo Mariano (por email)

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(...) Daí que se encontrem no livro de Smith Vargas poucos instrumentos costumeiros na construção da banda desenhada regrada esteticamente nos nossos dias – pelo mais prestigioso “pacote” do “romance gráfico”, tais como a manutenção de uma absoluta consistência estilística ou a composição de páginas com efeitos de significação “extra”, a eleição de um arco narrativo aristotélico ou uma clara “redenção” ou sequer “resolução” de uma suposta crise, etc. - e uma maior liberdade circunstancial do que é necessário mostrar. Ou seja, seria fácil criticar o livro por uma certa falta de unidade, ou ter uma coerência titubeante, mas queremos esgrimir o argumento que esse caos ou anarquia é necessário para a própria matéria política do que é discutido.

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(...) uma polifonia de histórias onde falta futuro, mas onde se afirma uma reflexão crítica sobre as razões concretas dessa falta. 
Sara Figueiredo Costa in Expresso

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(...) li o Vale dos Vencidos de fio a pavio num único dia: valeu a espera de dez anos, porra! Grande livro, quase tenho pena de não ter posto os pés no Amadora BD para ver os originais. Não serei a primeira pessoa a notar isto, mas acho interessante que a Chili tenha publicado dois retratos muito fiéis de dois momentos históricos das duas maiores cidades do país: Companheiros da Penumbra e agora este (fico a aguardar o visceral retrato da Coimbra do Rodolfo Mariano!). Mas isto para dizer que fiquei a pensar que se perceber que a Chilli começa a ser um repositório de momentos muito específicos das cidades, dos movimentos e das pessoas sobre as quais assentam um conjunto de transformações radicais, mas cujos protagonistas anónimos ficam de fora. O retrato das faunas uranas da Mouraria estão extraordinários e revi imensas pessoas com as quais me cruzei desde que estou em Lisboa: o Fanã, em particular, é toda uma fauna por si só (e um nome que só consigo entoar na minha cabeça com o sotaque lisboeta).
AP (por email) 

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 José Smith Vargas desenhou a crónica do desaparecimento de uma certa Lisboa Sobre uma mesa, na sala maior daquele pólo cultural de Lisboa, encontra-se Vale dos Vencidos (...) a obra de banda desenhada é composta, sobretudo, pela história que lhe dá o nome: aquela que relata, entre a ficção e as memórias, a requalificação de um bairro, de seu nome Vale dos Vencidos, numa cidade chamada Merídia. 

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(...) Este volume documenta cerca de uma década de transformações no bairro da Mouraria sem se privar de ser uma ficção mordaz, por vezes surreal, sobre o absurdo da gentrificação, visto por dentro - através da história de um barracão, que em tempos albergou o colectivo Da Barbuda, uma espécie de confraria libertária, como das histórias de fadistas e taberneiros, imigrantes e gunas, artistas e empreendedores.

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As narrativas reais de reflexão-intervenção (...) são uma forma de BD ainda com pouca expressão entre nós. (...) blah bla bullshit e depois esta: o notável "Companheiros do Crepúsculo" de Nunsky (sic) bla bla bla sem nada para dizer e não tendo percebido a obra...
João Ramalho Santos in JL (ou será JLOL?) 
 
A propósito, estou a acabar o Vale dos Vencidos e gostei. Achei a ideia de representar os políticos do sistema só com uma linha, tipo linha clara, excelente (e diz muito do que é o sistema fascista, linha clara). É como se não tivessem substância corpórea. Suponho que a canção vencida é o fado, não? E há também o rei da canção vencida versão Vhils. Impagável.
Domingos Isabelinho (via email)

(...) moi boa historia, boa obra!
Manel Cráneo (via email)



Maldito Aquele Lugar na It's a Book



M.A.L.

de 

Rodolfo Mariano

 

é o 20º volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido no mundo dos fanzines.

M.A.L. é uma série de banda desenhada que foi desenvolvida durante o Verão de 2019 através de um exercício criativo de produção diário e respectiva publicação em lightninrods.tumblr.com. Entre 2019 e 2021 foram impressos três números da série em formato fanzine. Encontra-se aqui uma selecção das melhores bandas desenhadas da série.

Foram impressos 500 exemplares, 80p 16,5x23cm p/b, capa dura em geltex 

já está disponível na nossa loja em linha e na Almedina, BdMania, Cult, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, SocorroSTET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Velhotes, Vida PortuguesaMundo Fantasma, ZDB e Eventual (Espanha).

 


 

Rodolfo Mariano é um dos artistas mais produtivos na actual BD portuguesa - quem desconfiar que pegue na máquina do tempo e vá visitar a suas exposições retrospectivas no Festival de Beja em 2022 ou a Horror Vacui - gastará menos gasosa espácio-temporal porque foi só em Fevereiro de 2024, ufa! Uma afirmação destas pode dizer nada ou tanto como o Maior Colecionador de Guitarras da Tâsmânia, claro, mas será cego quem não tem acompanhado o seu trabalho e reparado nos saltos qualitativos cada vez que aparece uma nova produção sua. E mais! Eis um autor que tem mil mundos lá dentro dele para nos contar "coisas". É raro ver um só indivíduo que desenha de puta madre e ainda tem "cenas" para dizer! Ainda por cima diz tanto numa única página!! Acreditem, amiguinhos da Chili, cada página de Maldito Aquele Lugar é um Haiku perfeito. Ou uma bomba de ansiedade. Ou um gatilho para um Fantasia. Ou um Sonho capturado de outro ser noutra dimensão. Ou... 

Para apaixonados da Krazy Kat, do Heavy Metal, da Interzona, dos Fofinhos da Mariana Pita, da vida pós-boémia e do Capeta. Nada dura para sempre.



Sinopse:  

Há um lugar no Necroverso onde o Tempo parece não avançar nem recuar. Entre a ascensão e a queda do Sarcoliberalismo Galáctico, a vida vivida aos soluços em retrospectiva parecia não ter sido assim tão má. Não fora essa mesma vida tão desesperantemente longa e desencantada pelos efeitos soporíferos de um feitiço despótico ritualizado em segredo pelos Necroeconomantes da Maldade Eterna ao longo de incontáveis eras. M.A.L. ou Maldito Aquele Lugar situa-se nas entrelinhas das histórias aos quadradinhos passadas na Terra Intermédia, território diegético entre os paraversos Cemitéria e Vomitória.




Rodolfo Mariano (1981; Coimbra) artista visual independente, músico de rua improvisador de paisagens montanhosas subaquáticas, contador de histórias estranhas em quadradinhos, criador editor de livros efémeros e entusiasta de pequenas movidas paralelas esquisitas. Autor de Bottoms Up, participante assíduo na revista Pentângulo e do jornal Carne para Canhão, professor ocasional na escola Ar.Co. e colaborador regular das antologias da Chili Com Carne. Vive e trabalha entre Lisboa e Coimbra ao leme do barco fantasma perpetuamente encalhado em terra de ninguém, o atelier ABRACADABRA.


 Livros disponíveis:

Bottoms Up (Chili Com Carne; 2020) - vendedor do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD" 2020

(antologias:)

Conger Conger Comix (co-editado com Agenda Yuzin; 2022)

Massa Crítica (2024)

Pentângulo #2, 3, 4, 5 (co-editadas com escola Ar.Co.; 2018-2025)



HISTORIAL

Lançado oficialmente dia 22 de Fevereiro no Vortex, Lisboa com conversa com o autor e DJing com Eyes of Madness e Katyusha

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 FEEDBACK


o M.A.L. é como se, de repente, o Elden Ring fosse adaptado para uma espécie de sitcom existencialista em banda desenhada.

F.C. por email

 

(...) notável universo onírico (...)

Jornal de Letras

 

 

 

MITI MOTA na It's a Book

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma e Socorro (Porto). 

 



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Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



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HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)

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Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026

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FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)
 

O Trabalho de Amanda Baeza é eclético, luminoso mesmo que a falar de coisas sérias, cromaticamente intenso porque é a cor o fio condutor da fabricação de uma imagética muito pessoal. Na exposição Miti Mota, cujo título se retira do livro de banda desenhada recém-publicado pela Chilli com Carne, a aparente dispersão criativa que experimenta materiais (riscadores, tintas, lãs), suportes (papel vegetal, cartolina, madeira, tecido) e linguagens distintas (desenho, banda desenhada, pintura, ilustração, escultura, manipulação têxtil, cerâmica) constrói um movimento oscilatório frutífero entre disciplinas, abrindo campos de leitura mais amplos do que o dum mero filão narrativo. 

TARWAR - comemorando um ano do "apagão"!!!


Novo livro do polémico Ilan Manouach, sendo que este Tarwar é CoCo (Conceptual Comics) no estilo mais clássico deste artista transmedia.

Tarwar explora um património global de Banda Desenhada através de tecnologia de Visão por Computador para procurar um elemento visual muito especial: a vinheta preta

Eis um "código da BD" que podemos encontrar em todo o tipo de BD, regiões e contextos culturais mais variados tornando-se até numa imagem icónica - mesmo que o seu significado seja um oximoro porque representa o nada e a obscuridade. Vinhetas pretas não representam apenas a noite ou a escuridão, funcionam numa narrativa como um momento de introspeção ou de suspense.

Tarwar é composto apenas por vinhetas pretas mostrando como a BD criou uma linguagem que transcende fronteiras geográficas, culturais e até estilísticas. Eis um puro desaire estético!


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Projecto co-editado com a Echo Chamber, 5eme Couche, Nero, Lystrisng e Inkpress

165 x 240 mm 120p a cores, brochado

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Está disponível na nossa loja em linha e na Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro (Porto), It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, STET e Tinta nos Nervos (Lisboa).


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entrevista no The Comics Journal

Melhores de 2025 no The Comics Journal


Mesinha de Cabeceira #44: "2125" de Matilde Basto /// últimos 11 exemplares!!!! E entrevista a Matilde Basto na Rádio Relâmpago


O novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - é o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!

Edição limitada de 100 exemplares, 20 páginas 16,5x22cm agrafada, com uma capa em cartolina cinzenta. 

Está disponível na loja virtual da Chili Com Carne e na Snob, Greta, Linha de Sombra (Lisboa), Socorro (Porto) e  Velhotes (V.N. Gaia).
 

Historial

Saiu no FLOP nos Açores (com a presença do Rei da BD Rudolfo) e na Parangona (Lisboa) em Dezembro de 2025. Ei! Não estávamos a gozar sobre os Açores! Lá também há insectos ortópteros e população interessada na leitura destes bichos:
 


Entrevista a Matilde Basto por Sara Figueiredo Costa na Rádio Relâmpago.

 
FEEDBACK:
 
À semelhança do anterior Casal de Santa Luzia a autora volta a compor uma fábula onde animais comuns (dantes os gatos, agora as baratas) coabitam com os humanos em espaços urbanos onde se intui um ameaçador mal-estar, uma sensação de desajustamento, de não pertencer à cidade. Inicialmente, as baratas são representadas como espectros luminosos, em ambientes pontilhados por formas estrelares (idênticas à forma do símbolo do Gemini, talvez a simbolizar uma inteligência superior), e num processo gradual de alteridade, conforme os insectos vão sendo melhor conhecidos e integrados no quotidiano da cidade, vão adquirindo formas mais definidas e simpáticas.