blogzine da chili com carne

sábado, 15 de agosto de 2026

Troika Again! Slow Motion no more!


RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos cinco anos. 


O Colecionador de Tijolos
de
Pedro Burgos

Obra originalmente publicada na 6 Pieds Sous Terre (2017) em França vê agora a sua primeira edição em português


(...) Trata-se de um conto, no qual se acompanham personagens, conflitos e peripécias numa só narrativa. Se a cidade, alterada pelos efeitos da crise financeira e da mercantilização (o desemprego, a gentrificação, a especulação imobiliária), é o lugar e o pano de fundo em que o conto se desenrola, a arquitectura, como metonímia da construção e da criação, permanece na origem da banda desenhada de Pedro Burgos.
Valério, homem que já ultrapassou a meia-idade, fica sem emprego após o fecho do ateliê de arquitectura onde trabalhava. Decide, então, reabilitar a casa herdada dos avós para descobrir, incrédulo e revoltado, que foi ocupada por homens e mulheres sem-abrigo. Reagirá com violência, antes de perder os sentidos. Começa aí a sua derrocada existencial e espiritual: acordará, salvo pelos médicos, mas para se afastar do mundo (a cidade, cujo nome Pedro Burgos só revelará no fim), tornando-se no coleccionador de tijolos que os vizinhos e família observarão com piedade, receio e incompreensão. (...)
José Marmeleira in Público




podemos ler O coleccionador de tijolos também como um retrato da sociedade portuguesa durante os anos da crise financeira, cujas repercussões se fizeram sentir em aspectos bem mais profundos do que se poderia imaginar à partida. O livro é, assim, apesar da sua superfície narrativa, uma espécie de mapa concentrado dos traumas das transformações operadas na cidade.
Os portugueses, e os lisboetas em particular, passaram agora a andar ditosos com a procura turística. Não há cidade que aguente ou aeroporto que chegue para tanta oportunidade de fazer dinheiro. Pelo meio desta “avidez da ganhuça” – para citar o escritor anarquista Assis Esperança (1892-1975) –, haverá sempre tipos estranhos que recolhem tijolos, para desdém dos empreendedores e desgosto dos presumíveis herdeiros. (...) uma parábola dos tempos que correm.  A leitura lembrou-nos por vezes o Will Eisner de The Building (...) de que já falámos; outras, a poética do franco-grego Fred, criador do maravilhoso Philémon. A edição é cuidada, com atenção aos pormenores (por exemplo, a analepse impressa em papel doutra cor). Mestria na composição, solidez de ponto de vista que não nos deixa indiferentes, humor e amor em doses comedidas – o que mais se pode querer de uma BD?
Ricardo António Alves in I

Melhor do Ano (...) Na BD de expressão portuguesa, elegemos como melhor livro O Coleccionador de Tijolos, de Pedro Burgos (Chili com Carne), esplêndida harmonia entre texto e desenhos, parábola de um país ultrajado entre a mentalidade troikista da pobreza e o recurso impudente ao dinheiro fácil, mesmo que tudo seja para arrasar. O desenho é soberbo em todas as suas dimensões, traço e plano em prancha (...)
Ricardo António Alves in I
É um conto que fala do amor e uma cabana, melhor dizendo, uma casa com vista. Um conto romântico e que me leva a pensar que não é só o dinheiro a fazer girar o mundo.
Ana Ribeiro in Bandas Desenhadas

(...) está uma reflexão nas cidades dos nossos tempos (...) e sobre o eterno labirinto em que nos podemos perder.
Inês Fonseca Santos in Todas as Palavras (RTP)

impresso a risografia a duas cores


Na colecção RUBI há sempre prendinhas, e este O Colecionador de Tijolos não foi excepção mas já se encontra esgotado o mini-zine intitulado Slow Motion, impresso em risografia e limitado a 90 exemplares que acompanhava a quem adquirisse o seu exemplar na nossa loja em linha. Entretanto ESGOTADO.







Quem não tem paciência para o correio, chuchai no dedo e ide às seguintes livrarias: Tigre de Papel, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Linha de Sombra, Língua nos Dentes, BdMania, A Vida Portuguesa, Utopia e Tinta nos Nervos. E na Retory (A Corunha, Galiza)


TTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTT


Pedro Burgos. Lisboeta desde 1968, ilustrador e autor de banda desenhada desde os anos 90, é arquitecto e professor convidado na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Destacam-se as colaborações com as revistas Strapazin (Suiça) e Le Cheval Sans Tête (França), com os jornais Público e Le Monde Diplomatique (Alemanha), as contribuições para as antologias Desassossego (Letónia) e Comics Zur Lage Der Welt (Alemanha), as participações nos Festivais de BD de Treviso e Angoulême, as exposições individuais no Festival de BD de Beja e Salão Lisboa. Grande parte do seu trabalho publicado até 2003 está reunido nos livros À Esquina e Airbag e Outras Histórias. Regressa à bd em 2013 com o livro Crónicas de Arquitectura numa edição Turbina/ Mundo Fantasma. Em 2017, é lançado Le Collectionneur de Briques pela editora francesa 6 Pieds Sous Terre, traduzido agora pela Chili com Carne.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Queda para BD teatral e dramas de aturdimento fatal na Restory (A Corunha)

 É assim que se define Daniel Lima que apesar de já ter feitos três livros a solo (há um quatro mas quase ninguém sabe da heteronímia usada!) chega a um livro maior (em dimensão física!) com Anguesângue, uma adaptação em três capítulos dos contos Unhapiness e On Parables de Franz Kafka (1883-1924).



O que une a banda Faint Spirit, um quarto alugado no 3º andar, um solilóquio para um público invisível, um oculto inquiridor, uma visita no entardecer de Novembro e um vizinho que está lá para espiar quando saímos: EUGÉNIO, um hóspede que não encontra consolo no facto de não acreditar em fantasmas. 



Daniel Lima compôs uma melodia sedutora e assombrada com as palavras de Franz Kafka. Cantem com ele... se tiverem coragem. 




Pode se adquirido na loja em linha da Chili Com Carne e na Snob, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Kingpin, ZDB, Cult, Linha de Sombra, Socorro, BdMania, Tinta nos Nervos, Cassandra, Língua nos Dentes e Vida Portuguesa. E Restory (A Corunha, Galiza)




Para quem adquire directamente a nós tem acesso a um autocolante exclusivo de Daniel Lima limitado a 100 exemplares.




HISTORIAL:

Lançamento oficial Sábado, dia 29 de Abril 2023, às 16h, na Tinta nos Nervos com presença do autor, Pedro Moura e Marcos Farrajota ... edição em inglês pela Kuš! pouco depois... entrevista no Bandas Desenhadas ... entrevista em Todas as Palavras (RTP3) ... 


FEEDBACK:

Com a estrutura de drama em miniatura (drama aqui num sentido técnico, cénico, espacial, de distribuição de papéis por actores de papel) – incluindo o excurso dos fantasmas músicos – Daniel Lima demonstra uma vez mais que o seu método de interpretação dos textos de partida – por um lado, apetece-me dizer que é uma acção de escavamento, por outro o de alpinismo – é o da procura por uma poeticidade tranquila no que, parecendo banal (conversar, fumar, cortar uma maçã), se desvia da nossa experiência quotidiana. Há aqui, claramente, uma herança de Kafka, do seu absurdismo, em que a estranheza e o ilógico são preservados no interior de uma narrativa aparentemente realista, quase banal, doméstica, particularmente significativa em Anguesângue. Apresenta-se uma situação convencional – pessoas a discutir num apartamento, as escadas do prédio, etc. - mas depois revelam-se os tais desvios absurdos que, no fundo, revelam ao mesmo tempo a artificialidade de todos os nossos comportamentos societais, das nossas relações humanas (com os vivos e os mortos), das nossas decisões, etc. Porém, não é esse afinal o fito da arte?


Ao mesmo tempo que colo na testa o autocolante que acompanha este livro, a língua tenta dançar a espiral que organiza a leitura. Atrapalhando-se entre baba, perdigotos e posições embaraçosas, a boca diz assim: 
 – Nervosismo irónico nervoso. Poderá ser uma categoria literária? Como dizer... Um falar face à ansiedade que é contrário ao que se realmente se pretende. Tenta agradar e não quer e portanto asfixia-se. Só ligeiramente. Uma auto-asfixia, é redundante? É quase erótica. Ou masturbatória? Asfixia; poderá ser uma categoria literária? 
 – Sim sim, quer mais alguma coisa? 
– Ai sim? Óptimo, gostaste. Como dizer... 
Um neurótico à procura do controlo da imagem externa. Pauso ligeiramente e pego o novelo pela outra ponta.




Sobre o autor: 

Daniel Lima (1971; Angola) vive e trabalha em Lisboa. Teve formação em artes plásticas na ESAD, Caldas da Rainha, e estudos em Cinema de Animação e Teatro de Sombras na Fundação Calouste Gulbenkian, tendo realizado Um degrau pode ser um mundo (2009), com argumento de João Paulo Cotrim, baseado numa novela de Almada Negreiros. 
Co-responsável pelo departamento de Ilustração/ BD do Ar.Co., trabalha como ilustrador desde 1996, tendo iluminado vários jornais, revistas e editoras como O Independente, Público, Diário Económico, Ler, Elle, Abysmo... Participou em vários projectos colectivos de BD como Para além dos Olivais ou Nós somos os Mouros, ambos pela Bedeteca de Lisboa. 
 Livros de BD a solo é que rareiam na sua produção, a maior parte deles são de dimensões modestas apesar de serem grandiosas BD’s como Epifanias do Inimigo Invisível (2008), António Variações (2011) ou Sutrama (2017) editado na Letónia. Na realidade até há um quarto livro mas a pseudonímia impede-nos de o revelar... 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Carne para Canhão 6 --- ESGOTADO

 
 
 O número 6 do nosso jornal CARNE para CANHÃO aliou-se aos grandes eventos pelo país fora como o Imaginarius (Santa Maria da Feira) e a Feira do Livro de Lisboa! Se já havia poucas razões para duvidar deste jornalismo enviesado, obscuro, instigador natural de propaganda privada, chegamos a este ponto em que a Chili é Canhão e o Canhão é Chili. O próximo passo é vender talheres ou "novelas gráficas" com o jornal! O caminho está traçado!

São 16 páginas a preto e branco com participações de Alexandra Saldanha (capa), Mina Anguelova, Matilde Basto, Carlos Carcassa, João Fazenda (quando tinha 12 anos!!), Léo, Zé Lázaro Lourenço, Rodolfo Mariano, Sofia NetoTetrateles (BDs), Rui Moura (ilustração) Pedro Pestana Soares e Marcos Farrajota (textos).

Pontos de distribuição: Ar.Co., BdMania, Bivar, Centro Periférico Cultura Urbana, Flur, restaurante Joud, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Atelier Abracadabra / Jolly Roger Tattoo Club, Lucky Lux (Coimbra), LAC (Lagos), Barlos (Barcelos), Bedeteca do Porto, Cassandra, Louie Louie, Lovers & Lollypops, Matéria Prima (Porto), Biblioteca das Caldas da Rainha, Insensato (Tomar), Meia Volta de Úrano (Cacilhas) e República 14 (Olhão).

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Rumo ao Eclipse / Chasing the Eclipse ::::::::: RPG do E3 ::::::::::::: Prémio Inovação em Banda Desenhada


Já está disponível aqui e na BdMania, Linha de Sombra, Snob, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa) e Utopia (Porto)
Available here and at L'Mont en L'Air (Paris).

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Desenho do jogo / Game Design and text: André Nóvoa ; Direcção editorial / Editorial Direction : Hugo Soares e Ana Simões ; Art/e : Ana Matilde Sousa ; Design : Diogo Jesus
 




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Desenvolvido no âmbito do projecto E3GLOBAL, financiado pela FCT, e concebido como jogo companheiro da BD Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de viagem. O propósito do jogo, para lá de envolver o jogador num momento crucial da história da ciência, é o de convidar à reflexão crítica sobre as geografias coloniais e infraestruturas imperiais que possibilitaram o sucesso desta expedição científica, tendo em conta os emaranhados sociais e ambientais que foi deixando pelo caminho.

Quer a BD quer o jogo é inspirado na viagem do astrofísico britânico, Arthur Stanley Eddington, que em 1919 partiu numa expedição para observar o eclipse solar total na ilha do Príncipe. A sua viagem, partindo de Cambridge, passando por Lisboa e Funchal, até às roças de São Tomé e Príncipe, foi mais do que uma aventura científica. Foi uma missão para testar a teoria da relatividade geral de Einstein, ainda por demonstrar, numa época em que o mundo ainda recuperava das consequências da Primeira Guerra Mundial.
 
Rumo ao Eclipse é um jogo histórico experimental que convida a calçar os sapatos de Eddington e fazer a sua viagem numa corrida contra o tempo. O jogo desenrola-se ao longo de quatro meses, durante os quais temos de navegar diversas dimensões: viagens em alto mar, logística e burocracia colonial, questões científicas e até a imprevisibilidade meteorológica - tudo num esforço para chegar ao Príncipe antes que a Lua projecte a sua sombra na Terra no dia 29 de maio de 1919. 
 
 
Chasing the Eclipse is a role-playing game (RPG) inspired by the journey of the British astrophysicist Arthur Stanley Eddington, who in 1919 set out on an expedition to observe the total solar eclipse on the island of Príncipe. His journey—from Cambridge, through Lisbon and Funchal, to the plantations of São Tomé and Príncipe—was more than a scientific adventure. It was a mission to test Einstein’s theory of general relativity, still unproven at the time, in a world that was still recovering from the consequences of the First World War.
 
Developed within the framework of the E3GLOBAL project, funded by the FCT, and conceived as a companion game to the graphic novel Einstein, Eddington and the Eclipse – Impressions of a Journey, Chasing the Eclipse is an experimental historical game that invites players to step into Eddington’s shoes and retrace his journey in a race against time. The game unfolds over four months, during which players must navigate multiple dimensions: sea voyages, colonial logistics and bureaucracy, scientific challenges, and even unpredictable weather conditions—all in an effort to reach Príncipe before the Moon casts its shadow on Earth on 29 May 1919.
 
Beyond immersing players in a crucial moment in the history of science, the game aims to encourage critical reflection on the colonial geographies and imperial infrastructures that made this scientific expedition possible, while also considering the social and environmental entanglements it left in its wake.


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Dez'25 / Feb'26
 
36p 16,5x23cm, a cores, agrafado / color, stapled
 
ISBN : 978-989-8363-55-8 (pt) / 978-989-8363-54-1 (en)


 
HISTORIAL:


Prémio Inovação em Banda Desenhada 2026 pela DGLAB
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Apresentação do livro + RPG no eclipse de 12.08.26 no Viñetas desde o Atlântico.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem ... na Língua nos Dentes


Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem 
por
Ana Simões (ensaio e argumento) e Ana Matilde Sousa (banda desenhada)

oitavo volume da colecção LowCCCost, uma colecção de livros de viagem ... para quem gostar de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!

Elaborado no âmbito do centenário do eclipse de 1919, este livro esteve associado à exposição E3 — Einstein, Eddington e o Eclipse e está dividido em duas partes (ensaio e banda desenhada), ambas bilingues, português e inglês, as duas principais línguas usadas durante a expedição. 

A banda desenhada toma a correspondência de Arthur Eddington trocada com sua mãe, irmã e o Observatório de Lisboa antes, durante e após a sua expedição à Ilha do Príncipe para estudar o eclipse solar total de 1919, como ponto de partida para uma narrativa gráfica de contornos experimentais e impressionistas. Focando-se na teia de actores humanos e não-humanos envolvidos nesta expedição – pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, factores ambientais e afetivos – a BD, que também compila alguns documentos da exposição, estabelece uma relação intertextual com o ensaio teórico sobre as implicações científicas, políticas e sociais dessa viagem cujos resultados confirmaram a revolucionária teoria da relatividade de Einstein. As “impressões” da viagem assumem um duplo significado, referindo-se ao relato de Eddington por palavras e às marcas nas páginas, alusivas à presença material dos lugares visitados.

264p (156p a cores) 18,5 x 27cm, capa a cores com badanas 
 ISBN: 978-989-8363-510






Historial: 

apresentado no CIUHCT a 19 Dezembro 2019 
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apresentação virtual em V/Ler BD 
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Artigo no Público
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Excerto publicado na revista polaca Zupelnie Inny Swiat
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Boa crítica por Jürgen Renn (Max Planck Institute for the History of Science) na Centaurus
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Apresentação com as autoras e moderado por Hugo Soares no dia 10 de Junho 2024, às 20h, na Praça Azul da Feira do Livro de Lisboa
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Apresentação com a presença das autoras e o editor da Chili com Carne, Marcos Farrajota, e com o comentário do crítico e investigador Pedro Moura, o ilustrador e autor Miguel Santos e o cientista Federico Herrera no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, dia 20 Junho às 18h
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entrevista no Pranchas e Balões

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Ciclo de Conferências no Centro Nacional de Cultura12 de novembro | Einstein, Eddington e o Eclipse – Impressões de Viagem com Ana Matilde Sousa (CIEBA – FBAUL) e Ana Simões (CIUHCT – CIÊNCIAS-ULisboa); e, 26 de novembro | A Roça Sundy, Cadbury e o “Cacau escravo” com Duarte Pape (Paralelo Zero) e Hugo Soares (E3GLOBAL)

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O livro gerou um RPG, Rumo ao Eclipse, criado por André Nóvoa sob direcção editorial de Hugo Soares e Ana Simões, a arte de Ana Matilde Sousa e design de Diogo Jesus.

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Apresentação do livro + RPG no eclipse de 12.08.26 no Viñetas desde o Atlântico.





Feedback

(...) narrativa de enorme intensidade emocional (...) Eis um livro de viagens com vocação renascentista (...)
Sara Figueiredo Costa in ACERT

(...)  O encontro entre Hergé e Lovecraft tem perfeitamente o seu papel num livro sobre uma conclusão feliz da observação da ciência. 
 Livro desafiador que estende as condições de produção e o modo como a banda desenhada dialoga com o mundo, bem para além do veículo de ficção de género ou de narrativas dominadas a que a maioria das suas prestações nos habituou, Einstein, Eddington e o Eclipse poderá vir a tornar-se um exemplo maior da verdadeira inter- e transdisciplinaridade.
Pedro Moura in Ler BD


Além da notável originalidade da junção de dois registos – um científico e outro artístico, neste caso a história da ciência casa-se com a “nona arte”, que costumam andar apartados, - a obra é também original pela sua rara qualidade. O ensaio, que foi pensado tendo em conta leitores desconhecedores da matéria, sendo claro, é absolutamente rigoroso, indicando as fontes para os factos relatados (...). Na banda desenhada, delimitada pelos registos epistolares ou diarísticos, a imaginação já voa, mas o registo não deixa de ser rigoroso: vê-se que a artista se procurou documentar sobre os cenários que descreve visualmente, tendo consultado o material fotográfico disponível. Fugindo ao realismo, faz-nos entrar na atmosfera da época.
Carlos Fiolhais


Voltando ao que melhor li de BD feita por cá (...) Trata-se de um livro composto por um ensaio da historiadora e professora Ana Simões e uma banda desenhada da artista Ana Matilde Sousa. (...) Gosto muito de ver este tipo de parcerias, bem como das explorações gráficas desenvolvidas aqui pela Ana Matilde Sousa, mais conhecida nos meandros da BD por Hetamoé. Conheci-a no Clube do Inferno, esse conjunto de enfants térribles cheios de garra e vontade em fazer BD, e desde aí que tenho tentado seguir o seu trabalho. Aqui conquistou-me logo nas primeiras páginas com esta BD impressionista. Muito trabalho interessante na forma como trabalha a cor e também a fotografia, tudo para nos ir dando uma imagem/ sentimento da viagem de Eddigton (usando como base a correspondência que o cientista trocou com mãe, irmã e o Observatório de Lisboa).
Gabriel Martins via Facebook

 



Einstein, Eddington e o Eclipse é magnífico! (...) tirei a barriga cerebral da miséria.
Rodolfo Mariano (via email)

domingo, 9 de agosto de 2026

Einstein, Eddington and the Eclipse. Travel Impressions - there's RPG game based on the book!



1 ECLIPSE / 5 COUNTRIES / 2 LANGUAGES /
A WEB OF KNOWN AND UNKOWN PEOPLE, ANIMALS PLANTS AND ENVIRONMENTS / CRAVINGS FOR STRAWBERRIES 


Einstein, Eddington and the Eclipse. Travel Impressions integrates an essay by Ana Simões and a graphic novel by Ana Matilde Sousa.

 The essay analyses the scientific, social, political and religious aspects of the two British expeditions, which headed towards Príncipe and Sobral to observe the 1919 total solar eclipse, and test Albert Einstein's light bending prediction. 

The graphic novel takes excerpts from A.S. Eddington's correspondence as a starting point for a graphic narrative of experimental and impressionistic contours.




264p (146p full color) 18,5 x 27cm // more NEW 16 pages in the graphic novel
 ISBN: 978-989-8363-510

You can find the book @ our online shop and @ Quimby's (USA), Modo Infoshop (Italy) and Le Mont-en-L'air (Paris)



History of the book:

Sample published in Polish magazine Zupelnie Inny Swiat

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Solo RPG game based on the book: Chasing the eclipse done by André Nóvoa (Games Omnivorous)

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Book presentation during 12.08.26 eclipse in Viñetas desde Atlântico (A Coruña, Galiza)





(...) Ana Matilde Sousa (better known in the world of comics by the pen-name Hetamoé) took the correspondence exchanged by Eddigton with his mother, sister and the Lisbon Observatory to recreate visually this famous trip. Her collection and processing of digital images, as well as her explorations with the printing and inking of these pages, emerge in a very impressionistic and unique graphic story. It’s for sure one of the most beautiful pieces of comics imagery we had this year, giving us a sense of what this voyage could have been like and the feelings experienced by the participants.

(...) exciting, experimental recent release in Portugal (...) Einstein, Eddington and the Eclipse: Travel Impressions by Ana Simões & Ana Matilde Sousa combines a text essay about the 1919 total solar eclipse with a graphic novel interpreting and transforming excerpts from scientist A.S. Eddington's letters.
Paul Gravett in FB

(...) it fits the definition of a “travelogue” in both the broadest and strictest sense — but it’s so much more than that, as well, taking in the sights, sounds, feelings and textures of his journey to create a kaleidoscopic whirlwind that explores the very act of exploration itself, as well as its sub rosa “ripple effect” ramifications on people, places, animals, and even inanimate objects. If I said I’d experienced anything quite like it before I’d be lying, and I say that as someone who reads a hell of a lot of comics. 
 Stated plainly, then, I can’t recommend this book strongly enough (...). If I’d been aware of it when it first came out (my bad!), it would have most certainly landed a spot on my “best-of” list for that year — instead, it’ll have to settle for a spot on my “best-of” list of all time.

(...) This book is a true jewel, to be recommended to historians, to scientists, and to the broader public alike, and in particular to those who are fascinated, as I am, by the powerful imagery of graphic novels — particularly when they are so deeply rooted in historical knowledge as is this wonderful book. 
Jürgen Renn (Max Planck Institute for the History of Science) in Centaurus

sábado, 8 de agosto de 2026

ccc@viñetas.desde.o.atlántico.2025


 Voltamos às Vinhetas da Corunha!

Este ano deveremos ter os livros em galego do mestre Baudoin e Troubs no nosso stand - sendo que Troubs (sendo a presença de Baudoin tenha sido cancelada entretanto) irá assinar livros na Terça-Feira às 11h.

No dia do Eclipse, 12 Agosto, às 11h é feita uma apresentação do livro Einstein, Eddington e o Eclipse de Ana Simões e Ana Matilde Sousa - cujo o RPG resultante deste livro venceu o Prémio Nacional de BD na categoria de Inovação - por Marcos Farrajota, na Carpa Rúa BD.

Sábado, dia 15, às 17h, uma conversa da treta com o título "Que está a pasar no cómic portugués?"com Paulo Monteiro e Raquel Costa, moderada por Marcos Farrajota na mesma "carpa".

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Exposição "Aldeamentos de Guerra" de Francisco Sousa Lobo na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro


 A colecção LowCCCost tem ultrapassado barreiras a cada volume que avança. Se começou como uma maluquice de visitar amigos pela "Europa aborrecida" entretanto já atravessou continentes, estados de espírito e o tempo, sempre com uma veia intimista, bem longe do turismo histérico que assistimos nos dias que correm, para agrado de quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro".

Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. 

As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

A exposição de originais relativos a este livro está patente na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro

"Da noite para o dia" de Sofia Neto na Matéria Prima e Subtil



E Da noite para o dia... CHEGOU o novo livro de Sofia Neto, artista gráfica doutorada em Black Mirror e especializada em distopias privadas!

Já se encontra na nossa loja em linha e na BdMania, Greta, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma (Porto) e Subtil (Almada).

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 Sinopse: Ana vive no norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim que as alterações desejadas são verificadas. 

Trabalha desta forma dia e noite, sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo. 

Um dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele, com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho, enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.



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112 p. 2 cores 18x24cm, capa a 3 cores com badana interior, brochado

ISBN: 978-989-8363-57-2





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HISTORIAL:

obra realizada no âmbito da Bolsa de Criação Literária em Banda Desenhada da DGLAB em 2020

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A lançar oficialmente a 17 de Julho no Clube de Desenho (Porto), às 18h30, com uma conversa da autora com Nuno Sousa



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FEEDBACK:


(...) este livro arrisca-se a poder ser visto como um importante marco na ficção científica portuguesa, não tanto pela sua espectacularidade - usualmente um efeito de superfície para embasbacar leitores de impressões, e não de profundidade - mas pela forma como explora consequências sociais, políticas e identitárias de tecnologias, as quais, "inexistentes", estão bem próximas daquelas já em vigor. Nesse sentido, sinto-lhe grandes afinidades com Madoka Machina de André Pereira. Atente-se, para mais, à sua rede temporal narrativa e aos efeitos de referencialidade da nossa realidade local, e isso apenas reforçará os elos interpretativos propostos. Por outro lado, de forma mais enviesada, mas que tem a ver com identidade e desejo, haverá igualmente ecos com a trilogia de Filipe Seems, de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, quase esfumados pela distância, mas ainda assim presentes.

Pedro Moura in Ler BD