blogzine da chili com carne

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Split book do REI da BD PORTUGUESA ... últimos 50 exemplares!!!

 


Apesar de não estar, estou muito / DJ Nobita Early Years 2002

Só 200 exemplares deste livro foram para o mercado livreiro, restando só já 50 exemplares - podem adquirir na nossa loja em linha, BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Mundo FantasmaSenhora PresidenteSnobTigre de PapelTinta nos Nervos e Utopia. E na Quimby's (Chicago).


Edição da Galeria Municipal do Porto, copublicado com a Chili Com Carne, projecto editorial de Diogo Jesus e João Ribas com textos de Guilherme Blanc, João Ribas com Diogo Jesus e Marcos Farrajota.
 
16x22cm 266p a cores, catálogo relativo à exposição homónima + compilação dos 5 números do zine DJ Nobita Early Years 2002
 
Sim, o Rudolfo afinal chama-se Diogo Jesus!!
 
Este livro foi publicado no âmbito da exposição Diogo Jesus: Apesar de não estar, estou muito, com curadoria de João Ribas, apresentada na Galeria Municipal do Porto entre 2 de junho e 16 de agosto de 2020. É um split book, sendo que a frente e o verso servem como capas de duas partes independentes do livro. Um lado é composto por textos, por uma série de digitalizações de obras individuais de Diogo Jesus e pela documentação fotográfica da exposição; o outro lado reúne vários zines desenhados pelo artista, entre outubro de 2019 e julho de 2020, em diferentes diários.




Desde os seus primeiros trabalhos de música e banda desenhada de produção independente até aos seus projetos recentes como DJ Nobita e Gekiga Warlord, os desenhos, objetos, vídeos, ephemera e materiais de arquivo apresentados dão-nos um panorama da obra de um artista prolífico, que desde 2007 se move entre géneros e entre comunidades. O que une a maioria destes trabalhos é um impulso narrativo e uma dimensão subcultural e autobiográfica, assim como as suas ironias, que evidenciam tanto um humor sarcástico como uma honestidade desarmante. O elenco rotativo de amigos, artistas, heterónimos, figuras ficcionais apropriadas e léxico de subculturas presentes nos desenhos oferecem um comentário recorrente sobre questões de criatividade, masculinidade, obsessões pessoais, a cultura dos videojogos, a cultura do ‘do it yourself’, a precariedade e as condições de produção de arte. – João Ribas





FEEDBACK

exciting, experimental recent release (...) Zine wildman Diogo Jesus's two-books-in-one combines an exhibition catalogue of his comics, many in English, with his 2019-20 'Doraemon'-inspired zines, DJ Nobita Early Years 2002. - Paul Gravett no FB

Oh-oh, Rudolfo anda a fazer música à séria!

quarta-feira, 12 de maio de 2021

o REgresso da NECROmancia EDITOrial




A Chili Com Carne e os Discos de Platão vai regressar com o seu Mercado de Edições Independentes NECROMANCIA EDITORIAL, cuja última edição foi no Milhões de Festa de 2018!!

Mantemo-nos no Norte e assim sendo no Sábado de dia 5 de Junho estaremos no ESTALO!, um evento em Guimarães que inclui exposição, filmes e concertos. 

O horário será entre as 11h e as 19h. 

Já estão confirmados os seguintes editores: Associação Chili Com Carne + MMMNNNRRRG (2000-20), Atelier Arara + Favela + Fojo + Gabinete Paratextual + O Gorila + Sonoscopia (a confirmar), Bestiário, Discos de Platão + Sarna, Erva Daninha + Massacre, Imprensa Canalha, Palpable Press e Rodolfo Mariano.

Procuramos mais editores para se juntarem ao mercado, sendo que - e isto é importante: a ideia deste mercado é que seja focado mesmo em edições de zines, revistas, livros, k7s ou discos, e menos noutro tipo de materiais (como posters, pins, autocolantes, prints, t-shirts). 

Percebemos a necessidade dos artistas se expressarem e/ou rentabilizarem o seu trabalho noutros suportes mas temos sentido que é preciso que os eventos ditos de "edição independente" que difundam o que se propõe, a edição per se

Sem querermos ser a "ASAE da Edição" e não querendo proibir de todo outros objectos, gostaríamos de ver nas vossas mesas uma MAIORIA bem visivel de edições, não impendido isto que outros objectos também estejam presentes mas que não se sobreponham em relação ao resto.

Haverá também uma mesa gerida entre a Chili e a Discos de Platão para editores de poucos títulos, não será pedida comissão sobre as vendas, só nos tem de enviar as vossas edições (no máximo 3 exemplares  por título) e as devoluções serão feitas por nós.

Contactem-nos por email, sff - ccc at chilicomcarne . com

Mesa de títulos vários: Swallow the Universe de João Caridade,...


Novidades editoriais:

- Fosso #1 (Imprensa Canalha), de José Feitor
- M.A.L. vol. 000, de Rodolfo Mariano
- Mesinha de Cabeceira #30 (Chili Com Carne), de Alexandra Saldanha - a confirmar
- Pentagrama #0 (Mãotanha Livros), de Rodolfo Mariano
- Querosene (Chili Com Carne), v/a
- Tumulto (Imprensa Canalha), de José feitor

It's you / últimos 4 baralhos!!!!!!!!!



Cartas de oráculo ilustradas 
de 

A artista Amanda Baeza (do livro Bruma) criou uma galeria de 85 retratos a partir de imagens encontradas na Internet, celebrando a diversidade humana e uma miríade de acções e sentimentos.

Com um esquema compositivo e cromático próximo do clássico Tarot de Marselha, essas imagens foram agora transformadas num baralho oracular, pronto a ser empregue de forma livre pelos seus utilizadores. 

It's You é uma co-edição da autora, Chili Com Carne e Kuš!

Pode ser adquiridas na nossa loja em linha ou na Tinta nos Nervos, BdMania, Vida Portuguesa, STET, Tasca Mastai, Fábrica Features e Big Brobot (Berlim)

Historial:

Lançado no dia 18 de Janeiro de 2020 na Tinta nos Nervos com apresentação e conversa com a autora e a artista Patrícia Barbosa - com quem co-organizamos as Fantasias de Natal em 2003!!





El tarot de Amanda es muy bonito. Ahora ando pensando en hacer tarots, pero de manera virtual, jajaja.
Martin López Lam por email

(...) o tarot, magnífico, Amanda Baeza é grande!
Max (Peter Pank, Bardin, Vapor) por email

terça-feira, 11 de maio de 2021

A Fábrica de Erisicton // últimos 20 exemplares!!

 


O fanzine Mesinha de Cabeceira voltou numa onda de "back to the basics" após cinco anos de ausência. Este retorno às origens humildes de uma tiragem baixa de 100 exemplares, como fanzine / zine / perzine (riscar o que não interessa), tal como em 1992 (ano do primeiro número) tem a razão de ser para dar voz a autores desconhecidos / novos / fora de qualquer radar (riscar o que não interessa).

Começamos com A Fábrica de Erisicton de André Ferreira que é uma BD eco-psicadélica inesperada sobre a destruição do Alentejo pelas culturas super-intensivas que se praticam. O grafismo é tão naíf como visionário, com poucos sítios para segurarmo-nos se não fosse o facto da mensagem ser tão desesperante. O aviso já pouco serve, o Destino está traçado, como se vê nestes anos estranhos que vivemos, em que nada mudou em termos de atitude ecológica, a borregada quer é viajar e poluir. 

Resta-nos estes pedaços de arte colorida e imaginativa em singelas 24 páginas. 
Obrigado André!



Mesinha de Cabeceira #29, edição da Chili Com Carne, Abril 2021, 24p a cores 18x25 cm, capa a cores, 100 20 exemplares.



distribuição limitada à loja em linha da Chili Com Carne e ainda na Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos e na ZDB.



sobre o autor: faz música sob o nome de Goran Titol - que poderá participar este ano numa colectânea da nossa série Música Portuguesa a Melhora-se Dela Própria -  animação em técnica de "stop-motion" com ajuda na Mãe Natureza e é autor da BD tendo participado na antologia Venham +5 e com o livro a solo Ouro Formigas (2013), ambos publicados pela Bedeteca de Beja.


 FEEDBACK: 

Panfleto libelo anti-destruição da natureza em nosso torno, disfarçado de reconto mitográfico psicadélico (...), breve passeio alucinado que deveria antes servir de guia para redescoberta da nossa paisagem e manual de instruções para a sua recuperação... segundo a Tinta Nos Nervos


Entrevista no P3 / Público

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Será a caneta mais poderosa do que a espada?

 


A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês é a vez de Alexandra Saldanha, que faz parte da banda Unsafe Space Garden, e que prepara um número do Mesinha de Cabeceira a sair para o Festival Estalo em Junho.

Um país / 8 distritos / 10 concelhos / 11 freguesias, um porradão de santos padroeiros... TUDO PARA A FOGUEIRA!




Quando não há nada para fazer, acende-se um fósforo.

Na terrinha, o aborrecimento combate-se com fogo e só há uma forma eficaz de matar o tempo: de uma vez por todas.

Este livro é um guia para lidar com os sítios onde nada acontece: partindo da canção dos Big Black e levando à letra a sugestão da banda, partilham-se testemunhos de quem, tendo vivido a indolência das pequenas cidades, vilas e aldeias de Portugal, deu consigo a ponderar as possibilidades da piromania. Seja sobre a arquitectura pavorosa ou as gentes beatas que nela habitam, as histórias aqui reunidas documentam as frustrações e ansiedades de quem não cresceu no bulício do Porto ou de Lisboa e, sentindo a falta da animação das metrópoles, viu na fogueira a única cura para a letargia.

Na colecção LowCCCost, para quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro", já se deram muitas voltas: do aborrecimento da Europa à Guiné-Bissau, passando por um convento de monges silenciosos em Évora ou pela Ilha de Príncipe aquando do eclipse de 1919. Tal como os outros títulos desta colecção, não estamos perante um guia de turismo bacoco: Querosene, tal como os volumes no passado — Zona de Desconforto (Melhor Livro de BD de 2014) e Lisboa é very very Typical —, junta autores, ora amadores, ora consagrados, que se abrem na intimidade sempre desconfortável da autobiografia. Na soma desta transmissão de estados de espírito individuais, fica a saber-se mais sobre o país do que através dos dados do INE: os resultados, talvez sem supresa, deixam dúvidas sobre a laicidade das gentes ou sobre o futuro da população jovem.

capa de André Pereira


Incendiários identificados:

Ana Margarida Matos, André Pereira, Cláudia Sofia, Dois Vês, Eva Filipe, Gonçalo Duarte, Joana ToméJoão Carola, Rodolfo Mariano, Rui MouraSofia Neto.

No prelo!

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Parícutin - boa resenha no SOLRAD


O primeiro romance gráfico de Gonçalo Duarte 

21º volume da Colecção CCC
Publicado pela Associação Chili Com Carne

Legendas em inglês traduzidas por Manuel João Neto
ISBN: 978-989-8363-42-8
500 exemplares

Gonçalo Duarte (1990, Setúbal) é guitarrista em Equations e Live Low, impressor em serigrafia na Oficina Loba e autor de banda desenhada, que desde 2010 participa em antologias da Chili Com Carne, a saber Destruição ou BDs sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010Futuro PrimitivoViagem de Estudo ao Milhões 2017 e Pentângulo.

No meio desta hiper-actividade, eis o seu primeiro livro a solo! 

Não admira que se sinta nesta obra uma vibração eléctrica, nervosa e onírica, uma leitura universal que nos conta como o espírito individual sai sempre quebrado quando se questiona o urbanismo e a vivência comunitária no século XXI.

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Mundo Fantasma, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Utopia, Vida Portuguesa, Tasca Mastai, SnobUniversal Tongue, Fábrica Features...

BUY at Quimby's (Chicago)


Historial:

Festa de Lançamento nos Anjos 7023 de Janeiro 2020, com Ricardo Martins, Simão Simões unDJ MMMNNNRRRG ...


Feedback:

Loved Paracutin
pStan Batcow (Pumf) by email

(...) Sem nunca se revelar como programático, e muito menos panfletário ou articulado, o livro traz para a linha da frente as pequenas mas significativas tensões que advém em toda uma jovem geração a confrontar-se com um tecido de empregos precários, dificuldades económicas cada vez mais complexas no que diz respeito à ocupação do espaço, ao direito à habitação, mas igualmente a como se constituem verdadeiras redes de co-habitação, cooperação, e comunidade. De resto, temas que são recorrentes no trabalho de Duarte, de forma mais directa ou mais poética. (...)

really enjoy his work, very nice drawings and also the story is great. Bonus the strong colors for the cover, great work! 
 D.S. by email

É preciso mostrar obra daqueles que resistem ao egoísmo e às ditaduras tribais.
T.M.


Parícutin é uma preciosa banda desenhada que nos fala das dificuldade e dilemas do que é edificar projectos em conjunto, casas que todos possamos partilhar. Contra a desilusão e o desencanto.
José Marmeleira in Público

(...) Duarte cria uma acutilante corrente de consciência visual e narrativa que coloca no movimento de deambulação do pensamento o eixo dos acontecimentos, por vezes aproximando-se de um registo onírico. outras vezes de um delicado delírio em vigília com visitas abruptas ao inconsciente. 
**** (4 estrelas)
Sara Figueiredo in Expresso

(...) É uma sequência belíssima e generosa, capaz de irritar qualquer aspirante a artista que, conhecendo pessoalmente o Gonçalo Duarte, se lembre, após a leitura do livro, que ele provavelmente desenhou esta cena em meia hora, sem esforço e sem comprometer a qualidade da poesia.
André Pereira in A Batalha

(...) fui logo conquistado nestas deambulações sobre o urbanismo e a vida em comunidade. É um tema muito actual, que nos tem tocado cada vez mais graças a gentrificação da capital. Gonçalo fá-lo bem, acabamos a leitura e o livro fica connosco. Isso é sempre bom sinal. 

exciting, experimental recent release (...) Gonçalo Duarte's Parícutin is his first solo book, named after its location in Mexico, to explore tensions between the individual and community in urban life.
Paul Gravett in FB

It’s not every day that one comes across a work that is both incredibly straightforward and staggeringly interpretive at the same time (...) the bulk of this text centers around an unnamed protagonist, who would appear to bear certain hallmarks of being an authorial doppelganger, constructing a home with his own hands and setting into motion a chain of events that are, more than anything, a convenient excuse for a wide-ranging polemical dissertation on subjects ranging from displacement to the ethics of land use to the precarious nature of the so-called “gig economy” to intentionally-shared living spaces. To call it generationally specific would be to sell it all a bit short, but the issues addressed are, generally speaking, of extra import to the millennial and post-millennial set. 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Einstein, Eddington and the Eclipse. Travel Impressions ... “best-of” list of all time! (Ryan C.' Four Color Apocalipse)



1 ECLIPSE / 5 COUNTRIES / 2 LANGUAGES /
A WEB OF KNOWN AND UNKOWN PEOPLE, ANIMALS PLANTS AND ENVIRONMENTS / CRAVINGS FOR STRAWBERRIES 


Einstein, Eddington and the Eclipse. Travel Impressions integrates an essay by Ana Simões and a graphic novel by Ana Matilde Sousa.

 The essay analyses the scientific, social, political and religious aspects of the two British expeditions, which headed towards Príncipe and Sobral to observe the 1919 total solar eclipse, and test Albert Einstein's light bending prediction. 

The graphic novel takes excerpts from A.S. Eddington's correspondence as a starting point for a graphic narrative of experimental and impressionistic contours.




248p (128p full color) 18,5 x 27cm
 ISBN: 978-989-8363-41-1

BUY at our online shop or at Quimby's (USA)







(...) Ana Matilde Sousa (better known in the world of comics by the pen-name Hetamoé) took the correspondence exchanged by Eddigton with his mother, sister and the Lisbon Observatory to recreate visually this famous trip. Her collection and processing of digital images, as well as her explorations with the printing and inking of these pages, emerge in a very impressionistic and unique graphic story. It’s for sure one of the most beautiful pieces of comics imagery we had this year, giving us a sense of what this voyage could have been like and the feelings experienced by the participants.

(...) exciting, experimental recent release in Portugal (...) Einstein, Eddington and the Eclipse: Travel Impressions by Ana Simões & Ana Matilde Sousa combines a text essay about the 1919 total solar eclipse with a graphic novel interpreting and transforming excerpts from scientist A.S. Eddington's letters.
Paul Gravett in FB

(...) it fits the definition of a “travelogue” in both the broadest and strictest sense — but it’s so much more than that, as well, taking in the sights, sounds, feelings and textures of his journey to create a kaleidoscopic whirlwind that explores the very act of exploration itself, as well as its sub rosa “ripple effect” ramifications on people, places, animals, and even inanimate objects. If I said I’d experienced anything quite like it before I’d be lying, and I say that as someone who reads a hell of a lot of comics. 
 Stated plainly, then, I can’t recommend this book strongly enough (...). If I’d been aware of it when it first came out (my bad!), it would have most certainly landed a spot on my “best-of” list for that year — instead, it’ll have to settle for a spot on my “best-of” list of all time.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem @ Sirigaita


Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem 
por
Ana Simões (ensaio e argumento) e Ana Matilde Sousa (banda desenhada)

oitavo volume da colecção LowCCCost, uma colecção de livros de viagem ... para quem gostar de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!

Elaborado no âmbito do centenário do eclipse de 1919, este livro está associado à exposição E3 — Einstein, Eddington e o Eclipse e está dividido em duas partes (ensaio e banda desenhada), ambas bilingues, português e inglês, as duas principais línguas usadas durante a expedição. 

A banda desenhada toma a correspondência de Arthur Eddington trocada com sua mãe, irmã e o Observatório de Lisboa antes, durante e após a sua expedição à Ilha do Príncipe para estudar o eclipse solar total de 1919, como ponto de partida para uma narrativa gráfica de contornos experimentais e impressionistas. Focando-se na teia de actores humanos e não-humanos envolvidos nesta expedição – pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, factores ambientais e afetivos – a BD, que também compila alguns documentos da exposição, estabelece uma relação intertextual com o ensaio teórico sobre as implicações científicas, políticas e sociais dessa viagem cujos resultados confirmaram a revolucionária teoria da relatividade de Einstein. As “impressões” da viagem assumem um duplo significado, referindo-se ao relato de Eddington por palavras e às marcas nas páginas, alusivas à presença material dos lugares visitados.

248p (128p a cores) 18,5 x 27cm, capa a cores com badanas 
 ISBN: 978-989-8363-41-1

à venda na nossa loja em linha e na Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Utopia, Linha de Sombra, STET, BdMania, Tasca Mastai, Vida Portuguesa, Bertrand, Palavra de Viajante, FNAC, Sirigaita e Alquimia.






Historial: 

apresentado no CIUHCT a 19 Dezembro 2019 
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apresentação virtual em V/Ler BD 
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Artigo no Público
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Feedback

(...) narrativa de enorme intensidade emocional (...) Eis um livro de viagens com vocação renascentista (...)
Sara Figueiredo Costa in ACERT

(...)  O encontro entre Hergé e Lovecraft tem perfeitamente o seu papel num livro sobre uma conclusão feliz da observação da ciência. 
 Livro desafiador que estende as condições de produção e o modo como a banda desenhada dialoga com o mundo, bem para além do veículo de ficção de género ou de narrativas dominadas a que a maioria das suas prestações nos habituou, Einstein, Eddington e o Eclipse poderá vir a tornar-se um exemplo maior da verdadeira inter- e transdisciplinaridade.
Pedro Moura in Ler BD


Além da notável originalidade da junção de dois registos – um científico e outro artístico, neste caso a história da ciência casa-se com a “nona arte”, que costumam andar apartados, - a obra é também original pela sua rara qualidade. O ensaio, que foi pensado tendo em conta leitores desconhecedores da matéria, sendo claro, é absolutamente rigoroso, indicando as fontes para os factos relatados (...). Na banda desenhada, delimitada pelos registos epistolares ou diarísticos, a imaginação já voa, mas o registo não deixa de ser rigoroso: vê-se que a artista se procurou documentar sobre os cenários que descreve visualmente, tendo consultado o material fotográfico disponível. Fugindo ao realismo, faz-nos entrar na atmosfera da época.
Carlos Fiolhais


Voltando ao que melhor li de BD feita por cá (...) Trata-se de um livro composto por um ensaio da historiadora e professora Ana Simões e uma banda desenhada da artista Ana Matilde Sousa. (...) Gosto muito de ver este tipo de parcerias, bem como das explorações gráficas desenvolvidas aqui pela Ana Matilde Sousa, mais conhecida nos meandros da BD por Hetamoé. Conheci-a no Clube do Inferno, esse conjunto de enfants térribles cheios de garra e vontade em fazer BD, e desde aí que tenho tentado seguir o seu trabalho. Aqui conquistou-me logo nas primeiras páginas com esta BD impressionista. Muito trabalho interessante na forma como trabalha a cor e também a fotografia, tudo para nos ir dando uma imagem/ sentimento da viagem de Eddigton (usando como base a correspondência que o cientista trocou com mãe, irmã e o Observatório de Lisboa).
Gabriel Martins via Facebook