blogzine da chili com carne

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Convite para lançamento de "Aldeamentos de Guerra" de Francisco Sousa Lobo


 A colecção LowCCCost tem ultrapassado barreiras a cada volume que avança. Se começou como uma maluquice de visitar amigos pela "Europa aborrecida" entretanto já atravessou continentes, estados de espírito e o tempo, sempre com uma veia intimista, bem longe do turismo histérico que assistimos nos dias que correm, para agrado de quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro".

Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. 

As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil, oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

Lançamento na BN, apareçam!

Deserto e Nuvem [edição regular] disponível na STET

1 claustro vazio em Évora
1 ordem católica de silêncio e solidão
1 inquérito espiritual
2 livros num só 
20 cartas sem resposta 
Muitas visitas do autor em dúvida
 
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uma reedição
uma edição regular
4 novas páginas de intodução
 


 A LowCCCost é a nossa colecção mais mediatizada, premiada, com sucesso de crítica e público. Assim foi inevitável reeditarmos o "livro-duplo" Deserto e Nuvem de Francisco Sousa Lobo, originalmente lançado em 2017. 

Verdadeiro marco teológico que regista os últimos sopros da vida monástica dos monges cartuxos no Convento de Évora. Passado pouco tempo estes emigraram para Barcelona, mais próximos do IKEA e da praia. 

É também um verdadeiro marco na BD portuguesa por ter ganho os "Jedis da Bedófilia", isto é, os prémios dos principais eventos de BD em Portugal mas também surpreendendo noutras áreas como a do Design pelo seu aspecto "duplo" ("split") com um acabamento em acordeão a segurar ambos os livros. De um lado Deserto sobre a visita de Lobo ao convento e de outro Nuvem que ilustra 20 cartas sem resposta endereçadas a um monge cartuxo. 

Esta nova edição, que lhe chamamos de "regular" porque é uma encadernação brochada, lê-se em primeiro a BD Deserto seguida pela Nuvem e inclui, antes, uma BD (inédita) de introdução (de quatro páginas) do autor. Daí a inclusão de "e" entre os "dois livros", já não é opção ler um ou ler o outro em primeiro... 





 





Sexto volume da colecção LowCCCost editado por Marcos Farrajota com arranjo gráfico de Joana Pires e publicado pela Chili Com Carne.

192 páginas a 2 cores, 16,5x23cm, capa a 2 cores

Disponível na nossa loja virtual e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, SocorroSTET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, A Vida Portuguesa, Utopia e ZDB.








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HISTORIAL


Edição original lançada na Feira do Livro de Lisboa em 2017. 
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Nova edição lançada no dia 11 de Abril de 2024 na exposição Paper Wraps Rock na galeria da escola Ar.Co., em Xabregas com a presença do autor (que reside em Inglaterra)
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Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal
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Prémio Nacional para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento pela BD Amadora 2017 
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Melhor Álbum e Melhor Argumento nos Galardões Comic Con 2017
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Escolhas de 2017 no Expresso
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Melhores de 2017 no Máquina de Escrever
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Melhores 2017 no La Cárcel de Papel
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Best Comics of 2017 in Paul Gravett site
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apresentação no Festival Literário de Berlim de 2018
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exposição retrospectiva na BD Amadora 2018
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Obra seleccionada para Best Book Design From All Over the World, da Stiftung Buchkunst, no âmbito do Prémio Design do Livro 2018 + exposição na Torre do Tombo (entre 14/11 e 31/12/18)
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artigo sobre Cartuxos e o livro no Diário de Notícias
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participação na exposição e catálogo Viagem ao Invisível (2019) coordenado por Luís Santiago Baptista e Maria Rita Pais





Deserto e Nuvem são obras de longo curso que examinam a forma de vida na Cartuxa de Évora, onde alguns monges resistem aos costumes do mundo, em absoluto silêncio e solidão. Serve este exame de pretexto para focar a própria natureza da fé humana, do apego às coisas do mundo, do que nos faz sentido. 

Deserto é composto de uma única narrativa centrada numa semana passada junto a Scala Coeli (escada do céu), que é como se chama a Cartuxa de Évora. É um livro quase jornalístico. 

Nuvem é composto de 20 cartas endereçadas a um monge cartuxo, e pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé – o extremo que sabe que Deus não existe, e o extremo que se contenta com absurdos.

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Francisco Sousa Lobo (1973, Lisboa) vive em Londres desde 2005. Faz BD desde 1980. Estudou e praticou arquitectura durante dez anos. Agora trabalha em artes plásticas e banda desenhada, e não distingue já bem entre as duas coisas. Expõe em Inglaterra e Portugal. Estuda a nível de doutoramento (arte) em Goldsmiths College. Participou em vários jornais universitários, no Público e na Art Review. Também publica nas áreas da crítica artística e estética. 

 Na Chili Com Carne participou nas antologias Mesinha de Cabeceira, Zona de Desconforto e Pentângulo. Em 2013, o seu livro The Dying Draughtsman – O Desenhador Defunto inaugurou o romance gráfico na Chili. Em 2015 é lançado The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros, romance gráfico vencedor do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! e que já viu edição em Espanha e França. Em 2021 é lançado Gente Remota, um romance gráfico que toca nas feridas colonialistas portuguesas, trabalho ficcionado a partir de entrevistas com quatro ex-veteranos da guerra colonial. O seu mais recente livro, Cartas Inglesas, colige 14 ensaios visuais planeados entre Londres e Tormes (graças ao apoio de uma residência literária da Fundação Eça de Queiroz), e desenhados em Tormes.





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FEEDBACK
 

No caminho que levou a Deserto/ Nuvem, que se pressente longo e hesitante (a vários níveis), Sousa Lobo tenta construir pontes frágeis entre estes vários aspectos, como o harmónio de cartão que une os livros. E, sobretudo, procura acreditar nelas. Para além do fascínio com a vida e opções dos cartuxos, e os paralelos que o autor estabelece com a sua arte, este é sobretudo um catálogo de dúvidas sem resposta. Como se duas obras semi-falhadas ou incompletas se resgatassem e engrandecessem mutuamente pela união enquanto gémeas siamesas invertidas; o onirismo poético de uma elevando-se na realidade de um Alentejo moribundo e sem rumo da outra; a qual, por sua vez, ancora a anterior. Na sua construção inclassificável este é um excepcional trabalho de Francisco Sousa Lobo, com elogios extensíveis à Chili Com Carne. Seria uma pena se (como os trabalhos de autores como António Jorge Gonçalves, Tiago Manuel ou Diniz Conefrey) não passasse bem para lá do universo da banda desenhada e dos seus rituais.
João Ramalho Santos in Jornal de Letras

(...) Livro que "pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé", por um lado o "que sabe que Deus não existe" e o "extremo que se contenta com absurdos".
Nuno Galopim in Expresso

(...) a mais fascinante experiência de leitura de banda desenhada deste ano.
There is no doubt that Lobo’s obsessive and proficient output is even more surprising for both its aesthetic and philosophical commitment. I’ve argued elsewhere that Lobo’s overall project touches an incredibly original and complicated autobiographical or auto-fictional project, but this double book (two titles, Desert and Cloud, bound back-to-back) ticks all the boxes of a straightforward autobiography. Lobo spent some time visiting Évora’s Carthusian Monastery of Santa Maria Scala Coeli, with the goal of creating a sort of ‘live’ comic project. Based on his observations, talks and theological discussions with the monks, Deserto explores issues such as isolation, silence and the relationship with God, which genuinely concern Lobo as an anxious, suffering Catholic artist (a pleonasm, I’m certain). Nuvem, on the other hand, takes the shape of short letters, addressing the history of the order and this monastery, as well as some of the concerns mentioned above. One half complements the other, reinforcing the themes and clearly making them an intrinsic ingredient to the artist’s recurrent obsessions.
Deserto/ Nuvem es realmente una maravilla de Sousa Lobo -¡qué difícil, un cómic sobre la espiritualidad!- y también una maravilla de edición. Os felicito! 
Max (Peter Pank, Bardin, Vapor) por email

Todos os anos vou como um peregrino ao Festival de BD da Amadora (que este ano foi entre 26 de Outubro e 11 de Novembro) para completar colecções, comprar novidades ou descobrir antiguidades, mas desta vez saí de lá mais surpreendido do que o costume com um livro: não levei só heróis habituais como o Corto Maltese, o Árabe do Futuro ou um Paul Auster no saco das compras, mas também monges de clausura visitados por um autor português com raízes no Alentejo que vive em Londres e tem dúvidas existenciais sobre Deus e a religião: Deserto/ Nuvem (editora Chili com Carne) é uma novela gráfica original. Primeiro, porque é dois livros num só, que começam em cada uma da capas, ou melhor, em cada uma das contracapas: Deserto é sobre as visitas do autor, Francisco Sousa Lobo, ao Convento da Cartuxa, e a relação com os poucos e velhos monges com votos de silêncio que ainda lá vivem; Nuvem dá forma a 20 cartas de carácter sobretudo filosófico enviadas a um monge cartuxo; a ligá-los, uma planta desdobrável do convento dá ao livro uma textura de velho incunábulo, de lombada cosida à mão. É um belo objecto.
Mas não só. Sousa Lobo leva-nos em visita aos claustros, aos hábitos dos monges, à rotina e à perplexidade: seja-se religioso ou não, aquelas vidas suprimidas pelo silêncio naqueles espaços deixam-nos incrédulos. Abdicam do humano em favor do etéreo?, questiona o desenhador (e arquitecto) numa das cartas. O próprio autor está em cima do muro entre os crentes e os não crentes, mas tenta compreender o ponto de vista dos enclausurados e exprime um assombro perante aquela resiliência e desistência da vida comum: Há uma nuvem entre mim e os monges, uma admiração profunda deste lado, escreve. Francisco Sousa Lobo ganhou o prémio para o Melhor Álbum Português de BD em 2018. Percebe-se porquê. É merecido.

Cartas Inglesas na STET


Está disponível na Snob, Tigre de Papel, Kingpin, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Tinta nos Nervos, Fundação Eça de Queiroz, ZDB, STET, Matéria Prima, Vida PortuguesaCult, Socorro e BdMania. 
 
 E claro, na nossa loja em linha!!! 



64p 16,5x23cm a uma cor, capa a uma cor.


O novo livro de Francisco Sousa Lobo colige 14 ensaios visuais planeados entre Londres e Tormes (graças ao apoio de uma residência literária da Fundação Eça de Queiroz), e desenhados em Tormes. Eles variam entre a observação social (e nisto conversam com as Cartas de Inglaterra de Eça), a digressão poética e a autobiografia. São a prova de uma vida dividida entre Portugal e a Inglaterra, e do que acontece nesse espaço.






Cartas Inglesas foram feitas graças ao apoio da uma bolsa de residência literária Eça de Queiroz, fruto de uma parceria entre a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e a Fundação Eça de Queiroz.




HISTORIAL




FEEDBACK

(...) autor ímpar no panorama da banda desenhada portuguesa, dedicado ourives de narrativas visuais onde a abordagem autobiográfica, a deriva poética e uma certa ideia de memória como construção se cruzam exemplarmente. Cartas Inglesas reúne catorze ensaios visuais cuja construção foi decorrendo entre Londres, onde o autor vive, e Tormes, sede da Fundação Eça de Queirós, lugar onde Sousa Lobo passou algum tempo em residência literária e que ajudou a convocar as queirosianas Cartas de Inglaterra, livro com o qual esta banda desenhada dialoga profundamente.


(...) as experiências em Inglaterra enquanto estudante, artista, docente, cidadão, emigrante, utente do sistema de saúde, português, europeu, crente cristão, leitor de filosofia. Todos estes círculos com relações entre si nem sempre necessariamente concêntricas, mas criando uma ideia fantasmática de alargar o escopo a cada capítulo. (...) As observações que faz são súbitas e iluminadoras (mas de uma maneira à la Bergson, em que é a revelação repentina do obscurecimento humano em que participamos que mais importa). Sofre num mesmo nível. Poder-se-ia dizer que é a canga do cristianismo. Poderíamos dizer que é tão-somente a condição da “compaixão” (termo discutido). Eu diria que é a consciência de não termos alguma vez saído do rés-do-chão.



Em banda desenhada?


136 páginas de BDs curtas de Francisco Sousa Lobo, criadas desde 2004 até este ano.
Algumas são inéditas outras já publicadas, muitas em publicações estrangeiras, que assim são publicadas em português pela primeira vez. Algumas BDs são a preto e branco, outras tem mais uma cor e algumas são a cores. O formato é aquele típico do nosso catálogo: 16,5x23cm

Disponível na nossa loja em linha, BdMania, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Nouvelle Librarie Française, Snob, Matéria PrimaKingpin BooksUtopiaSTET, A Vida Portuguesa e Língua nos Dentes.


A Sara Figueiredo Costa assina um prefácio que aqui transcrevemos parte:

Diz-nos a física quântica que o tempo não existe, pelo menos do modo cronológico, arrumado e em sucessão, o modo como o conseguimos ver e sentir. E diz-nos que tempo e espaço se relacionam de tal modo que serão, juntos, uma categoria única de descrição do que nos rodeia, uma ferramenta funcional para obtermos respostas tão precisas quanto o universo permite sobre si próprio. A física quântica não é fácil de perceber para a maioria da humanidade e é frequente que outras linguagens nos deixem intuir respostas que, não sendo mais claras, são mais facilmente apreendidas pela intuição. As histórias curtas de Francisco Sousa Lobo não falam de física quântica, cultivando as perguntas com muito mais dedicação do que qualquer resposta, mas talvez por isso mesmo sejam uma espécie de mapa possível para certas declinações do mundo, não as que descrevem o cosmos, mas as que envolvem o indivíduo, esse lugar estranho e inóspito onde o espaço-tempo tantas vezes ameaça desintegrar-se. 

(...) O desconforto que muitas das histórias reunidas neste volume criam no leitor não nasce tanto do desamparo encenado em cada prancha, ou da possibilidade de alguns ou muitos reconhecimentos emocionais, mas talvez do contraste provocado pela procura de uma racionalidade, um gesto narrativo e visual que transforme a matéria das histórias nas histórias em si. É esse o esforço que se descobre em cada história, e é esse o percurso que estrutura esta primeira narrativa do livro, de certo modo, uma antecipação certeira das que se lhe seguem. (...) Não é preciso mergulhar na física quântica quando temos à mão a nossa própria cabeça, o nosso próprio corpo e o lastro imenso de memórias e vivências que confirmam, a cada momento, que estamos sempre em presença efectiva de muitos momentos e que aquilo a que chamamos passado talvez seja, por inconveniente que soe, o nosso presente constante.

 E como bem descreve o Bandas Desenhadas: Pequenos Problemas é o livro mais recente de Francisco Sousa Lobo. Editado na série Mercantologia da Chili Com Carne, dedicada à reedição de “material perdido”, compila 15 bandas desenhadas curtas do autor, produzidas entre 2005 e 2018. Existindo algumas BD inéditas, as restantes foram editadas em publicações portuguesas ou estrangeiras, nomeadamente a Nyx, a Nocturnal, š! #20: Desassossego, Art Review, Mesinha de Cabeceira, Crumbs, Quadradinhos: Sguardi sul Fumetto Portoghese, Performance Research, Zona de Desconforto, Preto no Branco #4, Próximo Futuro e Jornal Universitário. As BD estrangeiras apresentam-se pela primeira vez em língua portuguesa.


FEEDBACK: 

Muito bom, o pequenos problemas do FSL. Parabéns ao autor e à Chili Com Carne. 
E.O.M. (por e-mail)

(...) «O problema Francisco era um problema de culpa.» Ora, a culpa inventa retroactivamente o pecado. Por isso, o retorno continuado para esse «país chamado infância» que surge em tantas destas bandas desenhadas, em que se busca aquietação, se procura respostas ou se tenta compreender o que se passou de errado. Voltar ao sítio do crime original para encontrar provas. «Voltei à infância e descobri falsos traumas». Que até poderiam ser tranquilizadores, se os conseguíssemos contrabandear como causas, explicações, desculpas. Nunca saramos da infância, temos aqui a prova nesta «intacta ferida» latejante. Só que as dores que permanecem não são produto de um acidente, um azar ou um desvio; são apenas a própria vida que acontece e a infância que passa, o desapontamento, a desilusão e o desespero que equivalem a crescermos em anos. Tantas destas bandas desenhadas remetem para esse passado, unicamente para atestarem que este exercício da autobiografia, mais do que um ato masoquista, toma os contornos de uma aldrabice, um fingimento. «A banda desenhada era uma doença». Por um «interesse doentio pelo desenho», se revela então uma inclinação para o «lado do mal» ou, por extenso, para «a literatura, a arte, e tudo o que há de mais nocivo e infértil nesta terra de deus desconhecido». Valha-nos, porém, que a banda desenhada pode ser paradoxalmente a terapia com que se recupera o poiso para a razão, ou que se usa para (auto-)representa rum «eu» liquefeito pela psicose ou que soçobra diante da enormidade da tarefa de viver.
é que é um verdadeiro livro de auto-ajuda, no sentido em que me poupa andar é procura de todas. As histórias foram produzidas entre 2004 e 2018, reunindo mais de 10 anos de trabalho. É muito interessante encontrar aqui muitas reflexões que surgiriam mais tarde no futuro e em obras mais longas de Sousa Lobo, onde ele continuou a explorar os temas de família, religião e importância da arte, além da descrição de certos episódios relacionados o colapso psicótico do autor, que desencadeou o famoso Desenhador Defunto. É realmente um privilégio a maneira como Sousa Lobo é tão aberto e honesto sobre esse momento difícil, tendo sempre algo novo a acrescentar, uma camada extra para compartilhar connosco.

domingo, 5 de julho de 2026

Punk.comix@arraial.do.olho.do.cu


 Vamos a este "arraial do cu" em Tomar, levamos a exposição Punk Comix que tem viajando por Alpiarça, Caldas da Rainha, e que em Agosto aterra em Lisboa e em 2027 se ainda houver planeta, vai para o Porto.

sábado, 4 de julho de 2026

LÁ FORA COM OS FOFINHOS de Marina Pita / últimos 5 exemplares!!!



Mariana Pita transforma o ordinário em extraordinário. As suas histórias são sobre pequenas aventuras e dias de praia onde situações e personagens familiares se misturam com pormenores estranhos e inesperados. Lá Fora com os Fofinhos é como um sonho que distorce memórias de verões passados. 
- Joana Estrela

Ler o trabalho de Pita é como ter um daqueles sonhos em que tudo é perfeitamente normal e completamente surreal ao mesmo tempo. Enigmáticas e doces, estas bandas desenhadas vão avançando de forma incerta conduzidas pelo movimento do desenho. Uma força misteriosa em acção! 

- Disa Wallander


Co-edição Chili Com Carne + O Panda Gordo 
com o apoio do IPDJ

112p. a cores, em papel Inaset de 100 g/m2. (48p com menos 1 cm de largura no miolo), capa a cores em papel Inaset de 250 g/m2

Lá fora com os fofinhos compila várias BDs de Mariana Pita - como música também é conhecida por Moxila - entre 2013 e 2017, algumas publicadas em vários fanzines e na Internet, outras não...

Algumas BDs estão em inglês com legendas em português e vice-versa


à venda na loja virtual da Chili Com Carne, BdMania, Linha de Sombra, Utopia, Matéria Prima, Tigre de Papel, Kingpin Books, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx), Greta, ZDB e Tinta nos Nervos.







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Historial: 

lançamento na PEQUENA NOTÁVEL a dia 15 de Dezembro 2017, iniciativa D'arraste 
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nomeado como Melhor Fanzine (!?) na BD Amadora 2018 como "improvized zine 1.5." (we shit you not!) 
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 obra incluída na exposição És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5 na BD Amadora 2019 
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Feedback

 Num primeiro plano, e até devida à própria estratégia do título, parecerá estarmos perante um universo de variadas criaturas “fofinhas”, queridas, inócuas, que nos seduzirão de imediato pela sua natureza delicodoce e linda e infantil. Mas rapidamente nos aperceberemos estar mais próximos de usos tão distintos quanto aqueles de Jolies Ténèbres ou Madoka Machina, isto é, em que uma superfície cute e estilizada serve antes para explorar territórios mais incómodos, angustiantes ou mesmo tenebrosos. (...) Pita agrega trechos que poderão ser devedores, possivelmente, da autobiografia, dos apontamentos diários de trabalhos e funções sociais, das relações humanas (casais, familiares, de amizade, etc.) para criar estes pequenos mundos distintos. (...) Mas se essas criaturas nos parecem queridas, “fofinhas”, afinal de contas, a autora não parece ter qualquer interesse em nos ofertar universos narrativos seguros e inócuos, e antes a revelar as fragilidades dessas mesmas fantasias, ou até a sua incapacidade em responder ao desconsolo da vida mortal.
Pedro Moura in Ler BD

(...) Pita’s drawing is fascinating, an attractive warbling woolly mess. (...) the whole comic feels spontaneous and alive. (...) In “A Day” we see two young people spend time at the beach before going off to do a job that defies explanation. Both comics are imaginative and wistfully fun, setting the stage for a book that is cute and weird. (...) her work exudes a sense of mystery and unfamiliarity. Outside With The Cuties is an odd physical object (...) The effect is like finding a zine wedged inside of a larger book, an effect I found charmingly appropriate. (...) Overall I am enchanted by Mariana Pita and her work. These comics are joyful and strange, like a flower blooming at night. (...) introduces English-speaking readers to a cartoonist whose work feels essential and timely; I recommend this initial collection to you wholeheartedly. 
Sequential State


ccc@festivalECO.2026


 Na CASA - Atelier Carlos Botelho - só estaremos no DOMINGO à tarde e com uma selecção ecológica do nosso catálogo...

"Da noite para o dia" de Sofia Neto - lançamento dia 17 de JULHO no Clube do Desenho (Porto)



E Da noite para o dia... CHEGOU o novo livro de Sofia Neto, artista gráfica doutorada em Black Mirror e especializada em distopias privadas!

Já se encontra na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Mundo Fantasma (Porto). 
Em breve na Grreta, Matéria Prima e mais livrarias...

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 Sinopse: Ana vive no norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim que as alterações desejadas são verificadas. 

Trabalha desta forma dia e noite, sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo. 

Um dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele, com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho, enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.



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112 p. 2 cores 18x24cm, capa a 3 cores com badana interior, brochado

ISBN: 978-989-8363-57-2





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HISTORIAL:

obra realizada no âmbito da Bolsa de Criação Literária em Banda Desenhada da DGLAB em 2020

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A lançar oficialmente a 17 de Julho no Clube de Desenho (Porto), às 17h

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Distribuição do livro DANNY & ARBY : GRANDES ÊXITOS



Edição da Palpable Press; 2026

146p 16,5x23cm p/b, capa a 2 cores

 

Danny & Arby são dois músicos suburbanos cujas desventuras têm percorrido fanzines e publicações dos últimos anos. 


Do fanzine Mesinha de Cabeceira a CUL̤̓T̜̚Ũ̞R̖̍Ï̛Ṣ̝M̋̚Ó̚ HḀ̞R̙̔D̆̏C̐̚OR̄́E, passando por LADO A / LADO BPartir a Loiça (TODA) e até uma aparição no Le Monde Diplomatique - pt, as suas tiras de tom ácido e estética punk foram aparecendo aqui e ali, sem nunca ter um lar definitivo — culpa vossa, que compram tudo. 


Grandes Êxitos muda isso. 


Uma compilação daquilo que Luís Barreto foi (des)construindo, finalmente reunida num só volume.


à venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos e ZDB.

Em breve na Linha de Sombra, Matéria Prima,...

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Zines da Alegria

Sempre fixe a Feira da Alegria, faz jus ao nome com os jardins das Belas Artes do Porto ocupados por centenas de mesas cheias de arte e edições. Arejada e boa onda, lembra-me dos bons tempos das Laicas de Verão...

O Borrão continua a sua marcha mensal com as BDs mais "artsy-fartsy" do burgo... um luxo para quem gosta de BD de forma expansiva... e barata! Destaques para a BD no #3 de Emília Silva que mostra que os seres humanos em 2026 estão todos f*did*s e que fazer BDs (narrativas) curtas é um ofício delicado, que bem aplicado pode ser brutal - parabéns à autora. E já agora curiosa participação de Mariana Roma com uma peça bem suja sobre a cromice da BD. No número quatro as miúdas chamaram nitidamente os peso-pesados Lucas Almeida e José Feitor para meter os putos na ordem! 

Antologia Creepypasta : 4 anos do Freddy do Mal (TKB Barracks; 2026) é um fanzine literário que reúne os melhores contos de "creepypastas" (termo usado para designar contos de terror tipo à volta da fogueira mas como os jovens deste milénio não saem de casa conta-se na internet) do Freddy do Mal. Ainda estou para perceber a pertinência e a qualidade disto mas teve piada entrar em mais uma sub-cultura. Yá, é de maneira que me sinto menos velho, topas? Da mesma editora apanhei o Abelha Man d'O Marechal, um mini-zine que nos ensina bué sobre o mundo das abelhas!! Para fãs de Calpurnio (1959-2022) ou Mike Diana.

Por fim, quem curte ganzas pode a partir de agora ter um artista gráfico da sua preferência para os filtros.