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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Life Is a Simple Mess ... ultimos exemplares ... até porque a Cleanfeed berrou ...




Como as obras deste livro tornam claro, a pureza, no seu lado mais extremo, quer venha da subtracção de elementos ou da negação do contexto, é uma experiência rara. Em interacção com a simplicidade e o turbilhão, esta experiência dá-nos acesso a partes escondidas da nossa mente que contribuem para o equilíbrio, a cor e a forma como nos imaginamos a nós próprios. E tudo isto justifica e realça a nossa humanidade. É assim que Nate Wooley, autor dos textos presentes no livro Life is a simple Mess, procura exprimir o sentimento de total perplexidade e verdade que as obras de Travassos nos transmitem.

Página a página, a surpresa supera-se a si própria, a partir de um imaginário sem limites onde tudo e nada se conjugam em pensamentos que abrem o cérebro para realidades paralelas, numa perfeita comunhão entre design e física quântica. Explorando a união ou a fricção entre elementos díspares e uma crueza ou crueldade que nos atravessa a todos em algum momento da vida, Travassos apresenta, em Life is a Simple Mess, uma selecção de obras gráficas - que reflectem o seu maior investimento de trabalho da última década, dedicado essencialmente à editora Clean Feed e Shhpuma e ao festival Rescaldo.

Do livro fazem também parte trabalhos para outras editoras como a americana Sunnyside ou a alemã Why Play Jazz, bem como algumas imagens inéditas criadas especialmente para o efeito. 

O livro contém ainda um CD com 7 temas, 5 inéditos e 2 previamente editados, de onde fazem parte algumas das mais sólidas bandas de Travassos, tais como Pão, Big Bold Back Bone ou Pinkdraft entre outras relíquias.

Edição CHILI COM CARNE em colaboração com a SHHPUMA (rip). Encontra-se à venda na BdMania, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Louie Louie, Linha de Sombra, Neat RecordsLa BambaYou to You e 4/Quarti...





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Historial: 

 livro lançado no dia 4 de Agosto de 2017 no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian após o concerto de Larry Ochs com The Fictive Five com os autores Travassos e Nate Wooley presentes 

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Festa em Setembro no Damas para lançar a coisa sem a educação institucional do Jazz em Agosto, está prometida uma DJ Battle entre Marcos Farrajota (editor) e Travassos, aceitam-se apostas!!! 

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Reportagens no Público e P3 

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Sobre os autores:

Travassos é um artista multifacetado, que se exprime sobretudo a partir do design, da ilustração e da música. Colabora há mais de 10 anos com a editora Clean Feed / Trem Azul, sendo o seu principal designer, para além de ser o mentor e criador da editora Shhpuma e do Festival Rescaldo. Actualmente já soma cerca de 400 capas de discos de músicos como Evan Parker, Mats Gustafsson, Pharoah Sanders, Peter Brotzmann, Ken Vandermark, Craig Taborn, Steve Lehman, Fred Frith, Peter Evans, Louis Sclavis, Paal-Nilssen Love, Joe Mcphee, Rob Mazurek, Jamie Saft, Wadada Leo Smith ou Bernardo Sassetti, entre outros.Recebeu já vários prémios de onde se destacam: “Ciudades Futuras” BCD – Barcelona Centro de Diseño; "Bombay Sapphire" CPD – Centro Português de Design; “MAD” - Concurso Jovens Criadores ; Best cover artwork 2008, 2009, 2010 pelo All About Jazz New York ou “Notable album covers of 2015” por Dave Hall. Já viu os seus trabalhos expostos na Experimenta Design, Cankarjev dom Ljubljana, Faculdade de Arquitectura do Porto, Universidade de Aveiro ou no BCD - Barcelona Centro de Diseño.

Nate Wooley é um dos mais aclamados e requisitados trompetistas da actualidade. É um músico transversal que tanto se movimenta nos meandros do Jazz clássico ou contemporâneo, bem como nas franjas mais ousada da experimentação. Para além de músico, Wooley desenvolveu paralelamente um reconhecido percurso na escrita, entre ensaios, poesia minimal e outros textos. Nascido nos EUA, começou a tocar trompete profissionalmente com o seu pai, um saxofonista de orquestras, com 13 anos. O tempo passado em Oregon, a sua terra natal, instigou no músico uma estética musical que influenciou toda a música por si criada nos últimos 20 anos, sobretudo a sua abordagem ao trompete.

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FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma   
Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...)  

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Segunda vida?


Lembram-se do X-JAZZ? Duvido muito mas para dizer que a BD do André Coelho que editámos há alguns anos teve uma segunda vida com a edição do CD (e virtual) de A Schist Story, pela JACC

O problema é que não sabemos nada disto até recebermos hoje exemplares de uma edição de 2022 sem muitas explicações ou coisa que o valha. Nem sabemos o que fazer com isto por isso vamos oferecer a quem comprar outros livros nossos... 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

ccc@natal.cosmos



PS - não a MMMNNNRRRG não vai voltar nem vai "tocar"
O "Peter" é que se excitou!

PPS - vamos lançar o novo Mesinha de Cabeceira com a presença do autor Rodrigo Villalba!


sábado, 18 de fevereiro de 2017

ccc@GENTRIFORNICAÇÃO


Vamos estar neste evento da Nariz Entupido: Semana após semana não há edifício que, sob o pretexto de requalificação, não esconda uma expropriação ou uma especulação. Com ele actividades com história, que conformam as vivências de um bairro, que permitem a convivência geracional. O Palmeiras no Chiado, o Pirata nos Restauradores serão os exemplos mais significativos, porque agarrado a cada laje vêm histórias aos magotes. E muitos outros edifícios que a um ritmo diário vão sendo transformados e na maior parte das vezes aniquilados. Exemplos não faltam. 

Outro que vai desaparecer é o Lusitano Clube. Clube centenário, paredes meias com a muralha da Sé e vizinho das casas de fado de Alfama dará origem a apartamentos de luxo. A Nariz Entupido organizou aqui vários concertos - Jennifer Castle, Medeiros/Lucas, Hannah Epperson + Paper Beat Scissors, Viking Moses + Daily Misconceptions, ICH BIN N!NTENDO. Não poderíamos dizer não ao convite do Lusitano para organizar um último concerto. Tudo isto surgiu de uma proposta ao Nuno Afonso que decidiu abrir discussão a mais artistas, em forma de colectivo; os amigos responderam e assim se ergue a Gentrifornicação. Um título que tem tanto de irónico como de chamada de atenção. Tanto de despedida como de alerta. Mais uma associação que fecha, mas que longe de ser uma inevitabilidade, deverá ser ponto de partida para mais discussão, para acções concretas, para mostrar que a ideia de um pretenso futuro se faz por um caminho de sentido único.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Evan Parker - X Jazz / ESGOTADO


Evan Parker - X Jazz
graphzine / sketchbook de André Coelho
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24p 16,5x21,5cm, papel verde
impressão a duas cores em risografia pela Mundo Fantasma
com prefácio de Rui Eduardo Paes
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edição limitada de 100 exemplares
ESGOTADO
- talvez hajam ainda exemplares na Mundo Fantasma

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Evan Parker (1944) é um influente saxofonista de Free Jazz, nascido na Inglaterra. Houve um encontro com este músico em Pedrogão Pequeno, em Agosto de 2012, com 17 músicos nacionais do jazz e da livre-improvisação no âmbito do X Jazz – Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube com o apoio da ADXTUR.

A residência artística durou toda uma semana, com trabalho dentro de portas durante os dias e concertos à noite em povoações localizadas nas margens do Rio Zêzere. Logo no início, Parker afirmou que não queria dirigir, que estava ali apenas para transmitir a sua experiência e as suas perspectivas da música que utiliza a intuição, a espontaneidade e a interacção de grupo, sem hierarquias, como linhas condutoras. (...) As consequências desta iniciativa têm sido enormes, pois marcou a aplicação em Portugal daquilo que o próprio Parker apresenta como «coisa utópica». Esse foi, de resto, um propósito logo ali anunciado por alguns: por exemplo, o trompetista Luís Vicente adiantou ao jornal Público que tinha de imediato decidido «transportar isto para a minha maneira de tocar e de pensar a música». 

«Deixem espaço para os outros»; «quando ouvirem alguém a introduzir uma ideia, calem-se, dêem-lhe oportunidade»; «toquem menos - não queiram preencher tudo, o ensemble é mais do que cada um dos seus membros»; «ouvir é mais importante do que tocar»; «entrem apenas quando tiverem algo de importante a dizer», «não cortem o caminho dos outros», «se alguém não estiver a fazer-se ouvir, retirem-se»: estas dicas chocalharam com tudo o que se julga que é improvisar, e depressa se percebeu que o alcance da filosofia musical do coordenador desta acção ultrapassava a própria música. 

(...) A memória do que aconteceu em Pedrogão Pequeno ficou registada em texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho – o caso presente, pela mão de André Coelho. É uma memória congelada, fixada no tempo, o contrário da efemeridade dos sons que então se produziram. As recordações mentais, essas, estão vivas e continuam a ter um efeito transformador. A influência que Evan Parker nos deixou é uma construção sem fim à vista. - Rui Eduardo Paes in prefácio

Músicos retratados: Angelica Salvi, Gabriel Ferrandini, Gonçalo Falcão, Hugo Antunes, João Camões, João Lobo, João Martins, João Miguel Pereira, João Pais Filipe, Luís Lopes, Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Miguel Carvalhais, Miguel Mira, Pedro Sousa, Rodrigo Amado e Travassos.
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A edição foi produzida pela Chili Com Carne e Thisco, sendo o sexto volume da sua colecção THISCOvery CCChannel, dedicada às dimensões (ocultas) da (contra)cultura tendo no seu leque colaborações de Hakim Bey, Rui Eduardo Paes, Critical Art Ensemble, Ewen Chardronnet (Associação dos Astronautas Autónomos), Carl Abrahamsson, The Master Musicians of Joujouka, Ondina Pires, DJ Balli, Hetamoé entre muit@s outr@s...

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Feedback :
Lançado no dia 18 de Dezembro de 2015 no Barraca Fest III com a presença do autor e intervenção de Rui Eduardo Paes
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Mais do que uma compilação de esboços do autor, os textos que os acompanham traduzem a súmula dos ensinamentos de Evan Parker, conferindo o tempo aos ensinamentos do músico e dando a ilusão da sequência narrativa dos mesmos, enquanto o leitor vai descobrindo a voz do coordenador que não quer ser ditador. 
Nuno Sousa 
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Looks great! 
Evan Parker 
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impresso a duas em risografia, sendo uma delas um belíssimo cinzento metalizado, que traz reflexos às figuras humanas. (...) Um sucinto mas claríssimo texto de Rui Eduardo Paes cria o necessário contexto para os incautos, mas igualmente para nos fornecer algumas pistas não só em compreender algumas das frases igualmente capturadas por Coelho, mas pequenos gestos subtis que poderão fazer adivinhar as tais harmonias conquistadas: as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados de Parker ao escutar os músicos, um saxofonista a não tocar, o sobrolho carregado de um músico de electrónica, as caretas expectáveis de quem segue num transe de notas, e as misteriosas mãos em posições de mudra, em busca de navegações pelos sons 
Pedro Moura 
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my partner Caroline found it again this morning and worried if I was a bit over weight! 
Evan Parker 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Música de Natal

Que mês intenso que foi este no que diz a música, a começar pelo regresso dos Mécanosphère. Nove anos depois da sua obra-prima Limb Shop, o que dizer deste Scorpio que saiu pela Raging Planet? Pouca coisa infelizmente quando estamos em 2015 e o seu "Dub Hip Lit Industrial" carregado de fantasmas do Rock e do Jazz não é propriamente uma ruptura inédita nos campos sonoros mesmo sendo os únicos deste "género" em Portugal.
Trata-se sem dúvida de um disco com potência como poucos são feitos em Portugal mas obrigava a ter uma bomba acoplada pronta a fazer vítimas dada à equipa de alto calibre (além do habitual Adolfo Luxúria Canibal, temos elementos dos Sektor 304 e entre eles os "nossos" André Coelho e Manuel João Neto) e à ausência discográfica tão prolongada... Sei que me bate pouco porque sou um "freak má onda" que só fica satisfeito ao testemunhar um gajo a desmaiar no meio do público com o barulho da "banda" no seu recente concerto lisboeta... Pela lógica magnética, má onda com mais má onda não se atraem e assim se explica com rigor científico esta minha falta de afectividade com o disco. Vejam vocês o que vos acontece...

Coincidência cósmica foi quando no lançamento do graphzine Evan Parker relativo à acção principal do X Jazz, pensava eu que a Chili Com Carne seria a primeira e única a editar um produto cultural envolta deste ciclo de programação que combinava Jazz e Aldeias de Xisto e afinal... afinal havia outra! Outras! Duas rodelas chamadas CDs! São gravações por alguns dos músicos que fizeram parte da residência artística com Parker. O quinteto Pedra Contida apresenta Xisto (JACC; 2014) num processo de pica-miolos soft em que se experimentam várias parelhas à procura de barulhinhos num ambiente rural. Concentric Rinds (Cipsela) é o encontro entre Marcelo dos Reis (guitarra) e a harpista Angélica V. Salvi - ambos de também de Pedra Contida - depois de terem tocado pela primeira vez durante essa residência com Parker. Fazem um diálogo dócil e sóbrio apesar do grafismo do CD e até os títulos parecerem antes de um projecto Harsh Noise nórdico! Só no final do disco é que decidem entrar pela estridência ruidosa mas tudo bem, tudo se perdoa pelos anteriores bons momentos. É fixe ver coisas a acontecerem devido ao X Jazz, apesar da morte de comunicação entre a CCC com a JACC e a ADXTUR sabe-se lá porquê...

A melhor prenda de Natal que qualquer melómano 'tuga poderá oferecer a si próprio é a k7 Akusekijima (Tapes She Said) dos 'nocas KufukiÉ "apenas" o melhor disco estrangeiro editado em Portugal - é certo que também merece o título de "pior capa portuguesa 2015" mas é para isso que aqui estamos nós para ajudar o braço armado-da-k7 da Lovers & Lollypops.
Imaginem uma música para um jingle de uma esfregona ou de rebuçados de anis feita pelos Legendary Pink Dots mas que foi raptada por hackers japoneses doidos varridos (eu sei que é estereótipo achar todos japoneses malucos mas caramba, eles são mesmo "fora"!) que a prolongaram até ao caldeirão sonoro do psicadélico Kraut & Folk & Freak. Temos neste disco os sons exploratórios para quem quer viajar pelos Cosmos a preço low cost mas tendo como guia uns cosmonautas sábios. É que isto de explorar o Universo não é para ficar a babar-se a contemplá-lo, não, meus amigos, é preciso também mexer o cu... pelo menos sete vezes!

O colectivo Cafetra organiza todos os anos um evento cultural lisboeta incontornável para quem acredita em DIY e independência artística à séria. Lançaram uma colectânea em formato k7 (sim, 2015 é definitivamente o ano do "regresso" deste formato áudio) com todas as bandas e projectos que tocaram nesse dia, o que se transforma num documento histórico para investigadores no futuro (nunca se sabe, há doidos para tudo) como uma recordação sentimental para quem lá esteve. É o meu caso, que ao ouvir a k7 recorda-me os melhores momentos - e os piores e os medíocres - dessa maratona na Caixa Económica Operária.
Há um pouco de tudo nesta colectâncea o que a torna excitante de ouvir porque os géneros musicais estão todos misturados, sem uma ordem, por isso só para dar alguns exemplos, salta-se do cantautorismo iconoclasta de Lourenço Crespo para tortura de chips dos Calhau acabando o Lado A com a Virgem Maria do Techno que foi a grande revelação profética Bleiddwn - mais uma vez foram as mulheres a tomarem conta do recado tal como no ano passado.
Pró ano há mais? Festival + k7? Digam que sim... pleeeease!!!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Glória Glória Fetra Aleluia

A Cafetra 'tá de parabéns! Fez o evento do ano! Claro que estamos na recta final do fim de ano, com as listagens parvas de sempre e é complicado lembrar o que aconteceu de melhor do que ontem à noite - em Janeiro o que aconteceu mesmo? Maio? Ehm... Novembro houve alguma cena boa ou melhor? E pelo facto da Noite Fetra & Amigos ter sido logo após a ressaca do Natalixo? De ter sido feito depois dos piores dias do ano, será por isso que faz dela o melhor evento do ano sem mais nem menos? Bof! Nem é por aí, o que aconteceu ontem da tarde até às tantas da manhã na Caixa Económica Operária foi real e visionário.

Real porque a Fetra encheu um dos mais belos espaços de Lisboa - que não se percebe porque não tem dinâmica nenhuma! - e acreditem que não é fácil. O espaço é enorme e como disse não é um sítio de referência na noite lisboeta porque parece mais abandonado do que dinamizado. Já lá vou desde os anos 90 e nunca vi o sítio cheio, fosse com festivais das bandas Beekeeper, dos "hypes" do Rock promovidos pela Mondo Bizarre ou com o Noise da treta lisboeta. Ontem a Caixa bombou sempre de público!

Visionário porque os melhores "shows" foram de mulheres, ou seja, o Futuro é Feminino. Se fosse um feminista diria que estamos numa fase da sociedade ocidental em que os homens começam a mostrar que são impotentes e as mulheres é que têm o poder! Right on! Jejuno foi uma supresa com um Noise cheio de garra e os P.A.s a destruirem os tímpanos das pessoas, quase a entrar numa onda Harsh e marcial de fazer os meninos nazis do Noise mudarem de sexo e ideologia - embora já se saiba que qualquer gajo de Direita é um homossexual reprimido. Pega Monstro é aquele Pop/Rock naif cujo problema seria quando as duas irmãs aprendessem a tocar melhor, medo infundado, a banda está cada vez melhor sem perder o tal charme e vida. Tropa Macaca - são um casal e com uma mulher nos teclados! - foram puro Transe com videos artsy-fartsy porreiros. O festival valeu pelas damas porque os rapazes que tocaram por lá foram uns pichas frias, entesados mas com as bolas a taparem a visão, só chatito... Embora tenha de realçar que não pude assitir aos concertos da tarde por isso não sei se o Smiley Face foi divertido como sempre, se o Éme se matou de tanto "teenage ansgt" ou se Go Suck a Fuck foi aquele hipnótico má-onda, ou ainda o que fez o Ayres...  Pouco importa muito sinceramente. As artistas aqui referidas foram mais do que suficiente para fazer uma boa noite de música. Agora é preciso é recuperar de ontem... ai!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Granda Morta!

Foi este fim-de-semana que houve uma Feira Morta e, fuck you! Qual Morta! Viva! Cheia de gente mas sobretudo cheia de edições com uma qualidade incrível e que me deixou ainda intoxicado de tantas propostas. Vamos ver se vou conseguindo durante a semana falar de tudo que adquiri.

A primeira aquisição foi o zine Freedom de Gréc (Guilherme Figueiredo) que pode ter o pior nome para assinar - Gréc? soa a "greg" mas pior faz lembrar os franco-belgas com nomes desse tipo (Duba, Dopa, Greg, Cócó, Xixi, Merde, sei lá...) - mas tem o ritmo do cinema de animação, o humor ligeiro e certeiro para além do desenho gloriosamente decadente. O zine só tem um pequeno problema com o papel que é liso de um lado e rugoso do outro, o que cria um ruído na apreciação deste zine. Muito fixe!

Os quatro elementos do Clube do Inferno vão ser coroados como os reis da produtividade! Ah, não há monarquia... vai ser mesmo os porras do Coelho ou do Cavaco a darem uma medalha de empreendorismo ao André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao por fazerem estes belos "chapbooks" que produzem de Morta em Morta. Desta vez sairam quatro - quatro! - publicações muito bem cuidadas embora com velocidades diferentes e no final tudo sabem a pouco! 3 Stories de Mao foi feito em dois dias e graficamente é mais interessante que o texto tal como Build More Love de André Pereira [(ops!) ele usa aqui uns pseudónimos mas caramba vê-se que o belo desenho é dele!] que tal como um álbum de Prog Rock temos virtuosismo num estéril exercícío narrativo. Yonkoma Collection Vol.1 de Hetamoé é o melhor do grupo, espécie de poesia haiku-gráfica e sessão de photomaton-narrativo - que lembra as possibilidades de Das Haus de Anke Feuchtenberger. Apanhei uma edição impressa a azul que faz babar com este Manga degenerado. The Day The Masses Left History de Astromanta é o mais estruturado do grupo fazendo ligação a uma BD / publicação anterior embora não se perceba qual... Cheira-me que haja uma vontade de montar um universo mas que falta tempo para juntar as peças todas. Sem dúvidas que são publicações que dão vontade de levar embora sejam poluentes com aquela maldita mania dos sacos de plásticos a protegerem-nas. Sick people!

A Oficina Arara voltou aos eventos smallpress de Lisboa e trouxe o segundo volume de The Abolition of Work de Bruno Borges sem surpresas ao que já foi escrito em relação ao volume anterior. O texto de Bob Black agora comenta sobre a falácia de que sociedades "primitivas" passarem mais necessidades e que precisam de trabalhar mais do que "nós que temos smart-phones" -  nada mais errado e é justamente o contrário, "nós" é que trabalhamos mais e "jogamos" pouco. Impresso em vermelho comuna, esta edição é mais agressiva a nível estético mas o melhor é que também vem embalado com um saco de plástico mas este acto poluente tem uma razão de ser porque inclui um zine A5 impresso a preto sob papel amarelo que reedita o primeiro volume para quem não conseguiu arranjar esse volume na edição original em serigrafia (e como tal limitada, bla-bla-bla...). Não consigo conter a satisfação que tive em (re)ler a BD desta vez neste modesto fascículo porque não perde nada em ser mais pequeno e sem a cor serigrafada - o que mostra como o trabalho gráfico de Borges é brilhante. Isto é tipo Marco Paulo e os seus dois amores, um é pequeno, modesto e articulado e outro é loiro, alto e vaidoso. Give the anarchist another cigarette...

Quanto a música peguei na k7 Trippy Daze / Silvx (Cafetra; 2013) dos Go Suck a Fuck, que tem uma das capas mais parvas de sempre (podia ser dos... ehm... Entre Aspas? Hands on Approach? Deolinda?...) que se opõe ao psicadelismo destes teen-robots em pânico. Cheira a Fricara Pacchu mas sem planos e com os instrumentos cansados e mais velhos que os músicos que os tocam. Para complicar tudo, ainda assim a música é feita de colagens de eventos diferentes num "fucked up" 'tá-se bem. Em compensação os "fucked ups" de EITR no LP Trees have cancer too (Mazagran) são mais pensados por Pedro Lopes (Oto, Whit) e Pedro Sousa. Gira-discos, electrónica e saxofone à exploração do Santo toing toing toing toing toing toing toing... mas falta audácia como nos 'fetrakids.

Por fim, a Morta pela primeira vez recebeu editores estrangeiros nos seus eventos, e foi à bruta, logo três! Aproveito para avisar que a Chili Com Carne recebe mais um molho de exemplares do #62 da Stripburger que inclui uma BD e entrevista a este vosso escriba.
Mas a grande novidade foi a vinda da Centrala, editora de BD polaca agora localizada em Londres e quem promovem concursos de BD bastante interessantes. O seu actual ex-libris no catálogo é Adventures on a Desert Island do polaco Maciej Sieńczyk. Álbum luxuoso e bem produzido mas que infelizmente desiludiu-me bastante. Se num formato "mini" como num volume da colecção mini kuš! - o título é Historyjki - impressionou bastante. Em formato grande tudo caí por aí abaixo, como se diz quanto mais alto maior a queda. Lembra A pior banda do mundo de José Carlos Fernandes, pelo uso do absurdo em pequenos episódios que se prolongam ad nauseam sem sentido ou interesse algum. Mais próximo do surrealismo "light" de Boris Vian do que o anacronismo assumido de Ben Katchor, estas "Aventuras" contam histórias mirabolantes que tem piada a primeira vez mas passadas 120 páginas chateiam tanto como ler de rajada as repetições de Ramón Gómez de la Serna. Graficamente num formato "mini" os desenhos também parecem melhores, em grande topa-se um grafismo estático que incomoda (intenção do autor?) mas que se mostra vazio. Ao contrário de Fernandes, Maciej ao menos não faz "name-dropping" nem piscadelas de olho em todas as vinhetas. Ao menos isso...

domingo, 27 de maio de 2012

Sem stresses...

A rádio stress.fm está a disponibilizar às mijinhas algumas coisas que aconteceram no Festival Rescaldo, como o lançamento do Bestiário Ilustríssimo (com uma entrevista ao Rui Eduardo Paes):
blog.stress.fm/2012/05/bestiario-ilustrissimo-parte-1.html ... ou o concerto dos Cangarra (onde participa Ricardo Martins na bateria): blog.stress.fm/2012/05/cangarra-ao-vivo.html ... e finalmente entrevistas aos editores: blog.stress.fm/2012/05/bestiario-ilustrissimo-parte-2.html.
E já agora, também eis o concerto que fechou o Festival Rescaldo, um quarteto divido entre o Rock e o Improv, onde entra o nosso associado Pedro Sousa:  http://blog.stress.fm/2012/05/canhao-sousa-nogueiro-ferrandini-na.html

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eu quero que o Fado se foda! (mas os portugueses são mesmo uns deprimidos)

Recentemente a Clean Feed reeditou Estilhaços de Steve Lacy (1934-2004), primeiro disco de Jazz editado em Portugal. O quinteto do saxofonista norte-americano inclui Irene Aebi que toca violoncelo e manipula um rádio. É Fevereiro de 1972 Ano do Senhor e a primeira coisa que Aebi apanha é logo um programa religioso do espectro radiofónico nacional, o que mostra muito o que era o nosso país - ou aquilo que ele ainda é passadas xxx gerações após o 25 de Abril. Tenho eu 38 anos e continuo sem perceber porque este país é tão parado em quer que seja... Nas artes é sintomático: o cinema de animação que não se mexe, o cinema do Oliveira paradinho, idem idem aspas aspas prá dança, rock e BD... Tudo sempre estático, como se houvesse uma preguiça genética de 500 anos de exploração colonial. Ou então é porque ainda temos medo da PIDE (hoje, da ASAE) nos caia em cima por acelararmos demasiado o passo.

Não que as edições que daqui escrevo mais abaixo sejam más por serem "paradas" - na verdade estão cheio de dinâmicas - mas na essência são projectos experimentais, e experimental em Portugal significa "calmo", sem fazer "barulho" ou agredir o ouvinte. Até na Pop/Rock isto acontece, daí que os géneros preferidos em Portugal sempre foram as chachadas dos Indie Rock, Post-Rock, Goth Metal e agora Post Metal, Drone Metal,... tudo muito triste e calmo de preferência, mostrando que Salazar-depois-de-Salazar conseguiu que o Fado fosse o melhor exemplo do nosso fascismo triunfante...

O mês passado apareceu uma nova editora de música experimental, a Shhpuma, orientada pelo fantástico Sr. Travassos e impulsionada pela Clean Feed / Trem Azul. A estratégia é editar discos que não cabiam nas balizas do Free / Jazz da Clean Feed, assegurando que toda uma nova geração de músicos (sobretudo improvisadores) portugueses não ficassem esquecidos por falta de registos fonográficos - como aliás, é bastante vulgar neste canto europeu. O nome não deixa ficar dúvidas que será uma catálogo de música sem "beats" e movimento, claro está! Shh... nada de levantar a voz!

A primeira edição - são CDs meus senhores, são CDs - é Guitar Soli for the Moa and the Frog de Filipe Felizardo, terceiro disco deste jovem guitarrista que não tenho dúvidas que foi umas das muitas vítimas que sucumbiram a ouvir o regresso dos Earth com Hex; Or Printing in the Infernal Method (Southern Lord; 2005). Felizardo cria uma paisagem Americana que foi extremamente bem gravada numa peça (história?) de 46 minutos. Para além de Earth somos também levados para Dead Man Walking de Neil Young (a musicar o filme de Jim Jarmusch) sem que estas comparações feitas sejam maléficas ou castradoras. Felizardo livrou-se de pedais de "loops" e vozes telúricas e exigiu mais à guitarra enquanto instrumento. Com esta exigência Felizardo provou que terá muitas cartas (de Saloon?) para dar no futuro. Um músico para observar os seus próximos passos!

O segundo disco é a estreia dos Pão, encontro improvável de três músicos: Travassos (que organiza o Festival Rescaldo), Tiago Sousa e Pedro Sousa - sem relações familiares conhecidas. O primeiro usa maquinaria (circuit-bending, fitas magnéticas, etc...), o segundo tecla e o terceiro sopra sax. Nada que junte isto a nenhuma formação clássica de Jazz ou outro género. Improvisam, montam estruturas melódicas (dentro do que se pode considerar melódico para quem usa sons ásperos e ruídosos numa veia ambiental "pós-industrial"), sempre à beira do silêncio e contenção como bons portugueses que são. Aqui nunca há explosões e euforias como acontece sempre na cena Improv / Free. Há desabrochares imprevistos como é normal no crescimento biológico das plantas trepadeiras - a capa é ilustrativa do som. Só não se percebe porque raios arranjaram um nome tão estúpido como Pão... Se fosse "Desabrochar" soaria muito melhor.

Claro quando chegamos a ao disco de Heu{s-k}ach & Pedro Sousa, intitulado I know not what tomorrow will bring (Resting Bell; 2011), em que é quase impossível não comparar a Pão - porque o Pedro Sousa também participa com o seus sax sussurado, porque também é um trio e porque há semelhanças no som. Só que a diferença é que nesta parceria, uma das partes é estrangeira (um duo suiço), logo é mais barulhenta que os portugueses. Não que haja aqui situações espásmicas e estriónicas, pelo contrário continuamos tal como em Pão na experimentação improvisada criadora mais de ambientes do que funções físicas mas é verdade é que esta gente estrangeira toca uma "beca" mais alto que os Pão de Portugal, ponto final. Não que isso seja um ponto em favor mas mostra como nós somos...

Por fim Forever & One Day (ed. de autor; 2012) de Jorge Amador é um exercício de 24h editado em CD-R. 24h para tocar e gravar (para além de realizar as imagens do livrinho do disco) no espírito da improvisação sem acrescentos ou diminuições de edição e pós-produção.
Loops e electrónicas longe de serem lineares acompanham uma guitarra lunar... Mais conhecido como ilustrador, este "amador da música" mostra uma face oculta sem envergonhar. Com toques de psicadelismo e "dronice" que se entrelaçam bem, acabam por provocar algum cansaço por ser demasiado extenso - não fazemos as 24 horas com o Jorge nos cerca de 70m de disco mas é quase... Missão cumprida?

segunda-feira, 26 de março de 2012

Porque não acontece apenas aos outros...



Pedro Sousa, músico e sócio da Chili Com Carne (participou na banda sonora do
Futuro Primitivo), foi uma das vítimas da agressão policial de Quinta-Feira passada. Mais sobre o assunto consultem o texto de Rui Eduardo Paes no Bitáites, ao qual subscrevemos inteiramente.
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Adenda: também Jorge Parras, autor espanhol que participou no Boring Europa, foi agredido nos motins de Valência - só porque estava no sítio errado à hora errada. Estes motins aconteceram porque a polícia montou carga sobre estudantes do secundário que se manifestavam contra as péssimas condições das escolas públicas. A polícia espanhola ainda teve a lata de dizer publicamente que não declarava nada mais para não dar informações ao "inimigo" - e para quem não percebeu, o "inimigo" somo nós, o povo... A "Naziropa" está aí...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

XVI Feira Laica


cartaz de Salão Cauboi

Nos jardins da Bedeteca: concertos, segunda mão, workshops de tipografia e claro editores independentes e artistas gráficos: A Estante, Ana Oliveira, Associação Chili Com Carne, Atac, Averno, zine B74, Blam Blam + Toys Are Evil, Dr. Makete, zine É fartar vilanagem + Dedomau + Antónia Tinturé, grupo Entropia, Fade In - Associação de Acção Cultural, discos F.Leote + Ana Menezes, Os Gajos da Mula + revista Detritos, Imprensa Canalha, Mike Goes West, Mini Orfeu, MMMNNNRRRG, autor Nevada Hill (EUA), Noori, Oficina do Cego, Opuntia Books, Pedranocharco, Quarto de Jade, Raging Planet, Reject'zine, Ruru Comix + Latrina do Chifrudo, Soft Porn Coloring Book, Thisco e zine Znok.

Novidades editoriais:
- Comboio da Noite (Mike Goes West), serigrafia de Jakob Klemencic
- Detritos 04, revista com o tema Terror / Terrorismo
- É fartar vilanagem! #3, zine de Alexandre Esgaio
- Grimm Portraits of Doom (Ruru Comix), zine de Conde Rudegrarrr
- Mass #3, zine de Nevada Hill
- O Pénis Assassino (MMMNNNRRRG, 2ª edição), livro de bd de Janus
- Putan Club (Mike Goes West), serigrafia de Igor Hofbauer
- A Segunda Vida de Djon de Nha Bia (Chili Com Carne), romance de Nuno Rebocho
- serigrafia de João Chambel (Mike Goes West)
- Simplesmente Rudolfo #1 (Ruru Comix), fanzine dedicado ao Rudolfo
- Soft Porn Coloring Book, zine de ilustração
- Souffle au Coeur, serigrafia de Miguel Carneiro
- To A stranger (Opuntia Books), graphzine de Tommi Musturi

Concertos:
Sábado:
Filipe Felizardo + Rudolfo nos jardins da Bedeteca de Lisboa durante a tarde;
Nevada Hill (violino + electrónica) com Pedro Sousa (saxofone), Nuno Moita (electrónicas) e Gabriel Ferrandini (bateria + percussão) na loja Trem Azul às 22h. DJing: unDJ MMMNNNRRRG (a confirmar)
Domingo:
Filho da Mãe + Nevada Hill (violino + electrónica) com R- (electrónicas), Travassos (electrónicas) e Manuel Gião (guitarra) nos jardins da Bedeteca durante a tarde.