sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Cancer / últimos exemplares!!


CANCER
de / by
Tilda Markström

publicado / published by
MMMNNNRRRG

112p. 4 cores, 21,5x27 cm ao baixo, capa dura 4 cores / 128 p. 4 colours print, 21,5x27cm hardcover book
500 exemplares / 500 copies
Livro de desenho com textos em bilingue (português / inglês) / Picture book in portuguese and English




Tilda Markström (1923 – 2012) Nasceu em Ystad, Sul da Suécia. 1955. Acaba o curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Estocolmo. 1960. Frequenta a FOTOSKOLAN, Escola de Fotografia de Estocolmo (fundada e dirigida pelo Mestre Christer Strömholm). 1965. Viagens (Europa e Estados Unidos). 1968 a 1973. Reside em Londres. Primeiras exposições. 1974. Regressa à Suécia e passa a viver em Estocolmo. Realiza exposições de Pintura, Fotografia, ilustra livros, escreve para jornais e revistas culturais. 1996. Fixa residência em Ystad embora mantenha a casa de Estocolmo. / Born in Ystad, Southern Sweden. 1955. Graduated in painting in the School of Fine Arts in Stockholm. 1960. Attended FOTOSKOLAN, Stockholm School of Phtography (founded and directed by Christer Strömholm). 1965. Trips (Europe and United States). 1968 to 1973. Lived in London. First exhibitions. 1974. Back to Sweden, went to live in Stockholm. Held painting and photography exhibitions, illustrated books, wrote for newspapers and cultural magazines. 1996. Settled in Ystad,but kept her house in Stockholm.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Linha de Sombra (Cinemateca de Lisboa), Tasca Mastai, Senhora Presidenta, Mundo Fantasma (Porto), Matéria Prima (Porto), LAC, Blau (Fa. Arquitectura de Lx), You to You, Bertrand, Vida Portuguesa e Letra LivreBUY @ Chili Com Carne online shop and Desert Island (NY), Le Bal des Ardents (Lyon), Floating World (USA),

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Há temas mais duros e difíceis do que outros. Há mesmo temas que não sabemos sequer como começar a abordar; ou como reagir se outros os abordam, sobretudo quando os abordam de forma simultaneamente crua e inteligente. Mas há também um preço a pagar pelo silêncio, pelo arrumar de problemas onde (esperemos) não nos assombrem. 
Expresso
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Assinado por uma pintora e ilustradora sueca, já falecida, Cancer compõe uma narrativa visual, dolorosa e comovente, sobre uma mulher que sofre de cancro da mama. A narrativa, intuímos no final do livro, é criada pela sua companheira, a própria Tilda Markström, num tom objectivo, atento aos gestos do quotidiano e profundamente dilacerado. (...) Este será um livro sobre o cancro, mas não há aqui pedagogia ou avisos sobre a saúde e o que fazer com ela. Este é, portanto, um livro sobre o amor e a morte, talvez os únicos temas que nos atormentam com eficácia desde sempre sem que nada altere a necessidade de a eles regressar. Que Tilda Markström seja um heterónimo numa constelação de autores inventados por um pintor e ilustrador português nada acrescenta à leitura de um livro tão avassalador — e tão profundamente belo — como este.
Sara Figueiredo Costa in Blimunda
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(...) este livro vem corajosamente provar que a arte pode às vezes ter a última palavra.
5 estrelas
Manuel de Freitas in Expresso
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Se tivesse de destacar um livro ilustrado (para adultos), optaria pelo terrível Cancer, de Tilda Markström (na verdade Tiago Manuel), e pelo modo como alguém consegue lidar gráfica e visualmente com uma memória íntima terrível, uma história pessoal marcada pela perda. Não deixe de conhecer este livro, de indesmentível qualidade estética e humana.
José António Gomes in Abril a Abril
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Mesmo cuidadosamente envelopado, como só ele sabe, o mais recente volume da obra polimórfica do mano Tiago [Manuel], no caso atribuído à sueca Tilda Markström, tem uma mossa na capa e nos primeiros cadernos. Uma marca que logo interrompem a circulação de azul em torno da palavra-título: Cancer (ed. Mmmnnnrrrg). Impossível não ver nisto um sinal, uma semiótica dos acasos. A viagem marcou-o. Uma cicatriz, portanto. Com uma força extraordinária, aliás comum nos seus trabalhos, o Tiago desenvolve o álbum em sucessão de imagens que obedecem a perspectiva única: um alto pode-se tornar o ponto, o cerne que nos muda a textura do corpo e do mundo. O entorno vai ganhando texturas e padrões, os mamilos e as veias transfiguram-se na linguagem que nos rodeia, que nos cerca, que nos atrai a rede cada vez mais apertada, cenário no qual tudo diz e é sinal da morte. Sem palavras, sem nunca dizer cancro em português, língua que tem por costume evitá-la, substituí-la, coisificá-la. As linhas da cicatriz transfiguraram-se em rarefeito contorno onde acomodar as sombras que a doença ainda permite. No fecho, três textos curtos, páginas arrancadas a um diário. «Já não é possível voltar ao paraíso de onde fui expulsa pela morte». Dolorosíssimo testemunho em carne viva de um íntimo processo, viagem que a todos nos toca, tocou, tocará.
João Paulo Cotrim Macau Hoje
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Edição bilingue, português-inglês, de um livro ilustrado assinado por uma artista sueca e compondo uma narrativa sobre uma mulher, a companheira da autora, que sofre de cancro da mama. Sem pedagogias, Cancer é um livro belo e avassalador sobre o amor e a morte, mas também sobre a memória e o modo como esta nos constrói. 
Sara Figueiredo Costa in Parágrafo
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(...) como o luto corroí - pois vive de uma fixação ao podre, não necessariamente ao defunto, mas ao que se putrifica intrinsecamente -, pode apresentar diferentes configurações: é a desfiguração física daquele que é próximo, que passa a inscrever-se num corpo corrompido e devorado pela morte, como desenha Tilda Markström em Cancer.
António Baião in Bestiário #1 / O Nojo

The Cancer book is nicely produced - but very very heavy subject matter!
Anton Kannemeyer (Papa em África, O Meu Nelson Mandela)

E estamos longe, longe, de todas aquelas narrativas de “sobreviventes do cancro”, de que hoje se pode dizer ser quase um género estabelecido. O trabalho de Markström/Manuel não está interessado numa subsunção narrativa, muito menos numa intriga redentora ou moralmente recompensadora, mas na capacitação dos meios gráficos de uma presença e efeitos próprios. Não quer pedir aos seus leitores uma lágrima simpática, nem uma consciência de cidadania. Não pede nada a não ser tão-somente a honestidade da sua leitura, de enfrentar a sua verdade.
Pedro Moura / Ler BD 

It's a lovely thing indeed. It obviously tells the story of a very emotive journey through breast cancer and to an ultimate death, and I suspect the art was part of the way that Tilda dealt with it. Quite moving, and the repetition of images was really effective.
Pstan Batcow (Pumf Rec.) by email



quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Ward Zwart (1985-2020)

 


É um sentimento horrível abrir uma página de jornalismo sobre BD e vermos que é dada a notícia do falecimento de um artista tão novo e conhecido nosso. O flamengo Ward Zwart faleceu justamente há um mês. Apesar de só ter participado no nosso glorioso MASSIVE, sempre nos convidou para estarmos no festival Grafixx e foi-nos atencioso. Um vazio doloroso que nos deixa...

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Kassu Pl


Como já tínhamos anunciado no ano passado o Kassumai de David Campos foi lançado na Polónia, numa edição "melhor" que a nossa porque não só inclui o livro sobre a sua estadia numa ONG na Guiné-Bissau como ainda a banda desenhada publicada posteriormente na antologia Zona de Desconforto. Só falta nós fazermos o mesmo... Edição da Timof com tradução de Jakub Jankowski e Alicja Jancelewicz.

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Like we told you last year Kassumai by David Campos was published by Timof.  This Polish edition is better than our original in sense that it includes the graphic novel about David six months NGO experience in Guinea-Bissau but also one comix about an "adventure" in Senegal, published later in our Zona de Desconforto anthology.

domingo, 15 de novembro de 2020

Isola-te com Brie!


Bríi
: Entre Tudo que é Visto e Oculto (Lovers & Lollypops; 2020) 

Por mim o Metal do Futuro deveria ter começado lá em 1996 com aquele genial tekno-samba-metal-remix de Chaos B.C. dos Sepultura, ooooh heresia! Não aconteceu, temos pena, por isso neste frustrante presente contento-me com as migalhas que vão aparecendo aqui e acolá, como este projecto brasileiro. Apesar de ter títulos - do disco e respectivas faixas – dignos de Paulo Coelho (credo!), a sua música dá-me Fé na Metal-Humanidade. Com quatro faixas entre os 15 e os 21m temos progressões de estilos de músicas que vão cair sempre numa destruição Black Metal, o que assim de repente soa apenas a ordinário e barato. É realmente dissonante ouvir BM a bombar com sons tribais ou de “Kosmische Musik” ao mesmo tempo, no entanto percebe-se que Bríi fez muito bem o seu “trabalho de casa” e deu calor à sua música, de tal forma que ela opõe-se à ideia da vulgaridade de juntar dois estilos musicais antagónicos só porque alguém fumou uma ganza e teve uma “ideia estúpida” (Zeal and Ardor, por exemplo). Oiçam a faixa A Hora da Morte que começa com um ambiente à Harmonia (a super-banda Krautrock) para se atirar ao BM selvagem e de lá para Trance digno do Boom Fest, estando registados até “glitches” do computador a borrar-se todo, talvez para nos lembrar que errare machinale est. Pura delícia secular, sabendo perfeitamente que o futuro nunca é como queremos.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Na pista da imprensa musical

 


O chavão mantêm-se sempre, vivemos em tempos bizarros. Nem é por causa de 2020-ano-do-covid. Antes da pandemia já não se percebia nada sobre imprensa musical em Portugal. A única publicação de quiosque desde há dois anos, creio, para cá é a Loud! ("Lodo" para os amigos) dedicada aos "sons pesados". Na Internet é um vazio existencial. Claro que há blogues e sítios mas o sentido crítico deles é digno de um peixe cheio de plástico nos intestinos. Acompanhar os suplementos culturais dos jornais é um erro, pior que ser apanhado no algoritmo do Youtube. É estranho que a 'net não tenha proporcionado nenhuma publicação que fizesse diferença no panorama musical - o mesmo se pode aliás dizer do cinema, teatro, poesia, literatura,... Ao contrário do que há em França, eis-nos reduzido a redes sociais com fotos catitas dos discos que sairam, colocações de "likes", corações ou emojis, discussões de fórum entediantes de uma crise total de ideias ou perspectivas. Depois aparecem casos estranhos, por exemplo uma série de zines anacrónicos de Metal perfeitamente inúteis e reveladores da crise da meia-idade ou pior um aborto como a JAMM. E agora esta Pista!

À primeira vista vista parece "muito design e pouco conteúdo" mas logo com a entrevista aos Desterronics e o artigo dedicado ao Rudolfo - merecedor de estar publicado no seu catálogo, já agora - mostra que estamos perante de algo sério. Reduzindo o ruído omnipresente da Música em todas as coordenadas espaciais ou temporais à ideia do "Clubbing", não se deixa agachar à música de dança como se esta tivesse o seu exclusivo. Assim, o conceito abre-se a mais propostas e ideias contemporâneas sem mofo quando se juntam mais nomes como a Odete ou o Mário Valente (do Lounge) para mostrarem a diversidade de opiniões, sons e programações possíveis em Clubes, e sem cair no espírito de gado do Lux - como a brasileira Cigarra o denunciou numa revista francesa.

Já saiu um número zero, este é o "primeiro" número da revista (fanzine?) datado de Agosto deste ano. O preço proibitivo de 15 paus parece que se deve a alguma inexperiência editorial, esperemos que venha a ser mais acessível de futuro, até porque tem o apoio da CM de Lisboa. Agora, porque raios é que o logo da CML aparece três vezes na revista - nos dois volumes e na cinta que os acopla - é um mistério gráfico que prefiro não saber a sua razão.

domingo, 8 de novembro de 2020

Será a caneta mais poderosa do que a espada?

 


A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês é a vez de André Lemos cuja sua nova exposição individual está patente até ao final do mês na Tinta nos Nervos!!

sábado, 7 de novembro de 2020

Isola-te com Carisma

 


Sim, a Chili Com Carne apoia o LP 100% Carisma dos Vaiapraia editado pela novíssima Tons to Tell!! É um vinil "deluxe punk" com bela capa e boa produção, uma edição luminosa para estes dias negros e infelizes que vivemos. Quem tiver dinheiro para pagar a electricidade mais cara da Europa ou viver nas quentíssimas casas lisboetas (cóf cóf), é fazer o que o Governo nos pede para salvar a celebração do porco nazareno, ou seja, toca de ficar em casa, de pelota a dançar como se estes fossem os últimos dias!! Aos heteronormativos desconfiados deste bem ritmado e esperto Queercore, pá... não se preocupem, os vocais do Rodrigo são tão difíceis de perceber que se calhar ele até 'tá a falar de relações tipo gajo e gaja, topam? Vá, nada de dramas! Granda som, vão lá comprar o disco, não sejam toscos!