quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Gatunos comix... novo MESINHA de CABECEIRA ... lançamento na Feira do livro de Lisboa!


A Frrrrrança tem o Samplerman, os gringos o Christopher Sperandio... em Portugal temos o 40 Ladrões também ele a vasculhar o inDUSTriaLIXO da BêDê e a colocar desCOOLonização mental. 

Parte dos trabalhos já tinham aparecido o zine Ce ci n'est pas une bite de canard (2014) e o "40" também participou no Pentângulo

Já sabem são 30 anos de existência do Mesinha de Cabeceira em 2022, este zine faz parte das comemorações!!

Sai na Feira do Livro de Lisboa mesmo para meter nojo às bestas editoriais.


Limitado a 100 exemplares, capa a cores, 36p. 18x24,5cm, a preto e branco excepto 4 páginas a cores. PVP: 6,66€

sábado, 6 de agosto de 2022

Gente Remota no Expresso (again)

 




Gente Remota é um livro ficcional que nasceu de quatro longas entrevistas com ex-combatentes anónimos das chamadas guerras de África, conversas que tive em 2014. Não há nada inventado, no que corresponde às experiências de Guerra de Alfredo Jacinto, não teria capacidade para tal. Nem o crime da PIDE, nem a acção salvífica e presença de espírito de Alfredo ao salvar um soldado do colapso moral, nada foi inventado. Limitei-me a baralhar os dados.

Esta é uma pequena história de Portugal, esse país sem problemas de consciência, com uma memória selectiva, ao mesmo tempo sincera e senil.

É uma história de cruzamento de ideias, de confrontos de perspectivas. Eu não estou em lado nenhum, neste livro. Ou então estou em todo o lado.

A questão do racismo é sempre um poço sem fundo. Incómoda, urgente, com ramificações que tocam a todos, profundamente. A minha relação com o nosso passado colonial é múltipla. Eu próprio nasci em Moçambique, rodeado de empregados e privilégio colonial.

Depois veio logo o 25 de Abril, essa tábua rasa a um tempo gloriosa, mas que nos oculta a história e nos iliba de qualquer culpa. Depois veio a primária em que aprendemos a hostilidade contra os espanhóis, e depois o liceu em que nos forçaram os Lusíadas pela goela abaixo. Este livro é talvez o paté resultante.  

A esperança é que sofre. 

- Francisco Sousa Lobo 


23º volume da Colecção CCC, 100p a duas cores, 16,5x23cm, edição brochada.

editado por Marcos Farrajota. Design de Joana Pires.


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Historial

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Obra realizada ao abrigo de uma Bolsa de Criação Literária da DGLAB/ Ministério da Cultura 

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Lançamento no dia 19 de Dezembro 2021 no M.A.L. com apresentação de Sara Figueiredo Costa

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artigo no Público



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artigo na Lusa

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entrevista no Pranchas e Balões

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Já se encontra na nossa loja virtual e e na Linha de Sombra, Snob, Tinta nos Nervos, Kingpin,  Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, ZDB, Tasca Mastai, Vida Portuguesa, BdMania, Alquimia, StetSenhora Presidenta.

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Feedback

(...) banda desenhada portuguesa maior, adulta e consequente.

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Partindo de entrevistas feitas a quatro ex-combatentes que passaram pela Guerra Colonial, Francisco Sousa Lobo constrói uma ficção que tira o melhor partido da linguagem da banda desenhada para colocar em confronto memórias, ideias feitas, traumas que persistem em não ser abordados. Não é um livro sobre o passado, antes sobre o modo como vários passados – uns colectivos, outros individuais – continuam a assombrar o nosso presente comum.
Sara Figueiredo Costa in Blimunda

Este é um livro desagradável! E ainda bem, porque de livros agradáveis está o Inferno cheio.



Melhor Obra Nacional nos Prémios Bandas Desenhadas

Sem ceder ao panfleto, Sousa Lobo cria uma história actual sobre Portugal e os seus mitos (...)
Sara Figueiredo Costa in Expresso




sexta-feira, 29 de julho de 2022

Elas vão voltar!


Com uma nova cara!

Elas? 


É ir à Feira do Livro de Lisboa!!

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Vai ficar uma brasa... que vai ser preciso beber cerveja!! (esgotou a cerveja! A brasa vai ser lixada!)


30 anos é muita idade para um fanzine!!

Suspeitamos até que possamos ficar xéxés. No entanto o Mesinha de Cabeceira sabe o que faz - é a vantagem dos mutantes. Criado por Marcos Farrajota e Pedro Brito em 1992, já foi de tudo, fotocópia barata, perzines de Farrajota, serigrafia, alto, baixo, agrafado, brochado, grosso, fininho, graphzine, antologia e muitos trabalhos a solo, indo desde o infame norte-americano Mike Diana até ao cometa Nunsky

Desde o ano passado que este título lembrou-se de voltar às bases, publicando monográficos de novos talentos, projectando-os prá praça pública. Foi o que aconteceu com André Ferreira e Alexandra Saldanha. Agora, de uma assentada só, e aproveitando a sobrevivente e sexta edição da Raia, lançámos dois títulos. 

E não poderiam ser mais diferentes entre eles.




O número 31 é do jovem Marco Gomes (Hamburgo; 1995) que começa uma série de BD, Cerveja Depressão, com uma história intitulada Das Schwarze Lock (trad.: O Buraco Negro). Cerveja Depressão é um mergulho nas fantasias perversas e depressões que andam de mão em mão com o fundo de cada garrafa, copo ou lata (para os menos refinados) do qual tanto usufruímos para nos adormecer da realidade por uns breves momentos, mas que nos atira para um vazio sem fim. Das Schwarze Loch é uma aventura num mundo embriagado criado na sua própria mente onde é obrigado a enfrentar dos seus mais profundos medos. O ritmo é alucinante e faz de Marco um potencial autor a conquistar os mercados do mundo. 

Força, meu!

O número 32 é o regresso maroto de André Ruivo (Lisboa; 1977) à Chili Com Carne (lembram-se do Mystery Park?) e ao Mesinha de Cabeceira onde colaborou entre 2003 e 2005. Hot é também é um regresso do Mesinha ao formato graphzine, apesar de uma mini-BD aqui metida! Este molho de desenhos cheios de rabiosques, pilinhas e maminhas prova que o sexo em 2022 pode ainda a ser divertido e amoroso. Chuac!




Entretanto a Tinta nos Nervos disse sobre o HOT: explorando o modo como os corpos e os sexos (todos e tantos) podem ser tão lúdicos como o Lego. Apenas para vacinados! E a cores!  E a Sara Figueiredo Costa no Livros para atravessar a semana escreveu: A edição #32 do Mesinha de Cabeceira, publicação polimorfa que já foi fanzine fotocopiado na velha escola e encadernação com lombada, de autoria individual ou colectiva, é assinada por André Ruivo. Hot é um livrinho onde a nudez, a intimidade e o sexo se mostram em linhas claras e cores saturadas, sempre com um olhar terno, atento aos pequenos gestos da comunicação e do toque. Um homem e uma mulher compõem o par que entra nesta dança do desejo, ambos munidos de um corpo que se revela sem vergonhas e de uma vontade de chegar ao outro que implica diálogo e negociação com vista ao prazer. Como sempre, as imagens e as pequenas narrativas que se vão estruturando nascem de desenhos falsamente simples, uma linha que define a forma e manchas de cor que lhe dão contraste, textura e movimento, guardando-se em cada composição um manancial de sentidos, pequenos pormenores sobre o modo como nos relacionamos, como pensamos, como podemos perder-nos em tantos “ses” e “porquês”, como o humor é também uma partilha. Por entre a nudez explícita e o sexo sem cortinas para disfarçá-lo, Hot é um livro delicado e muito perspicaz sobre o desejo e as suas esquinas e também sobre como nos encontramos a nós mesmos/as quando nos perdemos num corpo alheio. 

E o Bandas Desenhadas sobre a "cerveja": Com um ritmo desenfreado, quase como se fosse um sucedâneo de Tex Avery, Marco apresenta-nos uma imaginativa e divertida viagem, revelando um autor que merece toda a nossa atenção... 

E a "pankaria" do Ninho de Rattus, secção da Loud! escreveu: destaque para Das Schwarze Loch, (...) de Marco Gomes (também conhecido no universo punk como guitarrista dos Manferior). (...) este livro com pinta de zine leva-nos a um delírio etílico que mergulha em fantasias e depressões e que se afastam da realidade nas fantásticas ilustrações de Marco Gomes.

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Hot encontra-se na Kingpin, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Alquimia, ZDB, Matéria Prima, Snob e STET. Se não quiser mexer o rabo é comprar AQUI.

A "Cerveja" esgotou mas ainda podem encontrar talvez na na BdMania, Kingpin, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Universal Tongue, Alquimia, ZDB, Snob, Matéria Prima e Linha de Sombra.

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem ... 5 últimos exemplares!!


Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem 
por
Ana Simões (ensaio e argumento) e Ana Matilde Sousa (banda desenhada)

oitavo volume da colecção LowCCCost, uma colecção de livros de viagem ... para quem gostar de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!

Elaborado no âmbito do centenário do eclipse de 1919, este livro está associado à exposição E3 — Einstein, Eddington e o Eclipse e está dividido em duas partes (ensaio e banda desenhada), ambas bilingues, português e inglês, as duas principais línguas usadas durante a expedição. 

A banda desenhada toma a correspondência de Arthur Eddington trocada com sua mãe, irmã e o Observatório de Lisboa antes, durante e após a sua expedição à Ilha do Príncipe para estudar o eclipse solar total de 1919, como ponto de partida para uma narrativa gráfica de contornos experimentais e impressionistas. Focando-se na teia de actores humanos e não-humanos envolvidos nesta expedição – pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, factores ambientais e afetivos – a BD, que também compila alguns documentos da exposição, estabelece uma relação intertextual com o ensaio teórico sobre as implicações científicas, políticas e sociais dessa viagem cujos resultados confirmaram a revolucionária teoria da relatividade de Einstein. As “impressões” da viagem assumem um duplo significado, referindo-se ao relato de Eddington por palavras e às marcas nas páginas, alusivas à presença material dos lugares visitados.

248p (128p a cores) 18,5 x 27cm, capa a cores com badanas 
 ISBN: 978-989-8363-41-1

à venda na nossa loja em linha e na Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Utopia, Linha de Sombra, STET, BdMania, Tasca Mastai, Vida Portuguesa, Bertrand, Palavra de Viajante, FNAC, Sirigaita, Snob e Alquimia.






Historial: 

apresentado no CIUHCT a 19 Dezembro 2019 
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apresentação virtual em V/Ler BD 
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Artigo no Público
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excerto publicado na revista polaca Zupelnie Inny Swiat
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Boa crítica por Jürgen Renn (Max Planck Institute for the History of Science) na Centaurus
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Participação no Non-Fiction Comics Webninar #1 - user code 5269827455 - quarta-feira, 8 Dezembro, às 17h.




Feedback

(...) narrativa de enorme intensidade emocional (...) Eis um livro de viagens com vocação renascentista (...)
Sara Figueiredo Costa in ACERT

(...)  O encontro entre Hergé e Lovecraft tem perfeitamente o seu papel num livro sobre uma conclusão feliz da observação da ciência. 
 Livro desafiador que estende as condições de produção e o modo como a banda desenhada dialoga com o mundo, bem para além do veículo de ficção de género ou de narrativas dominadas a que a maioria das suas prestações nos habituou, Einstein, Eddington e o Eclipse poderá vir a tornar-se um exemplo maior da verdadeira inter- e transdisciplinaridade.
Pedro Moura in Ler BD


Além da notável originalidade da junção de dois registos – um científico e outro artístico, neste caso a história da ciência casa-se com a “nona arte”, que costumam andar apartados, - a obra é também original pela sua rara qualidade. O ensaio, que foi pensado tendo em conta leitores desconhecedores da matéria, sendo claro, é absolutamente rigoroso, indicando as fontes para os factos relatados (...). Na banda desenhada, delimitada pelos registos epistolares ou diarísticos, a imaginação já voa, mas o registo não deixa de ser rigoroso: vê-se que a artista se procurou documentar sobre os cenários que descreve visualmente, tendo consultado o material fotográfico disponível. Fugindo ao realismo, faz-nos entrar na atmosfera da época.
Carlos Fiolhais


Voltando ao que melhor li de BD feita por cá (...) Trata-se de um livro composto por um ensaio da historiadora e professora Ana Simões e uma banda desenhada da artista Ana Matilde Sousa. (...) Gosto muito de ver este tipo de parcerias, bem como das explorações gráficas desenvolvidas aqui pela Ana Matilde Sousa, mais conhecida nos meandros da BD por Hetamoé. Conheci-a no Clube do Inferno, esse conjunto de enfants térribles cheios de garra e vontade em fazer BD, e desde aí que tenho tentado seguir o seu trabalho. Aqui conquistou-me logo nas primeiras páginas com esta BD impressionista. Muito trabalho interessante na forma como trabalha a cor e também a fotografia, tudo para nos ir dando uma imagem/ sentimento da viagem de Eddigton (usando como base a correspondência que o cientista trocou com mãe, irmã e o Observatório de Lisboa).
Gabriel Martins via Facebook

 



Einstein, Eddington e o Eclipse é magnífico! (...) tirei a barriga cerebral da miséria.
Rodolfo Mariano (via email)

Casal de Santa Luzia - últimos 3 exemplares!!!!

 



O novo Mesinha de Cabeceira foi impresso em risografia pela super-bacana Mago Studio

Carambinha, o MdC também sabe andar na moda mesmo com 30 anos de existência!!

E não é só sobre... gatos! 

Casal de Santa Luzia é realmente mais do que isso. Matilde Basto (2001) vai mais longe nesta banda desenhada para criticar uma cidade - Lisboa, que não haja dúvidas - que se vende ao metro quadrado sem qualquer enquadramento ecológico ou sociológico. O ambiente da BD entra em algo de Fantástico - lembra superficialmente o início da série Gideon Falls - sem nunca entrar numa aventura sci fi espectacular. Se há fogo de artifício esse passa pela mix-art da autora.

BD de 48 páginas mais ou menos A5, impressa uma cor (verde) em risografia e uma capa a duas cores, é mais um fascículo deste zine que comemora os seus 30 anos, sendo que a obra foi realizada no âmbito de um estágio não-explorador da London College of Communication entre Março e Maio 2022.




Pode ser adquirido na nossa loja em linha e na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Kingpin, Matéria Prima, ZDB, Snob, Alquimia e Tinta nos Nervos.



Lançado no Penhasco, 16 de Julho, com unDJ MMMNNNRRRG (single e com singles)


Entretanto o André Ferreira (por email) comentou isto: Do Casal de Santa Luzia gostei muito dos desenhos, mas o que mais me surpreendeu foi a forma como a história é contada, como a Matilde Basto nos vai dando pistas, como todos os pormenores contam e ampliam o significado da narrativa. Os gatos são o símbolo duma ameaça que paira sobre todos, um cerco que se aperta, e que nos vai expulsando dos espaços. A seguir para onde vão os gatos? Para onde vamos nós? 

O Rodolfo MarianoGostei muito do Casal de Santa Luzia. O que parecia ser uma história fantasmagórica misteriosa, sem perder esse lançar das conchas sobrenatural, transforma-se numa mensagem de chamada de atenção para o degredo imobiliário. As sequências e o desenho são bons, os desenhos dos interlúdios mais elaborados suaves cremosos fazem um bom contraste com o desenho riscado imprevisível.

André Pereira: (...) gostei, especialmente da prancha em que ela fala de como começa a ver no miar dos gatos um presságio para como vai correr o dia. Boa cena!

E o André Coelho: Acho que um formato maior até iria ajudar naqueles desenhos mais gatafunhados dos gatos! Gostei mesmo muito da forma como abordou a gentrificação como algo, mais do que desumano, alienígena e intrusivo.

Há uma estrela nova na Chili Com Carne... sobram apenas 10 exemplares com ex-libris!


RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos quatro anos.

O primeiro título desta nova colecção é Sírio de Martin López Lam (Peru/ Espanha) que saiu na Raia 3, em que o autor esteve presente. Sírio foi originalmente publicado em Espanha, pela Fulgencio Pimentel em 2016. Traduzido para português por Ana Menezes. Editado por Joana Pires e Marcos Farrajota e publicada pela Associação Chili Com Carne. 

Foram impressos 500 exemplares deste livro, dos quais 100 10 exemplares oferecem um ex libris assinado pelo autor, se for adquirido directamente à Chili Com Carne.

À venda na nossa loja em linha e na Tasca Mastai, BdMania, Kingpin Books, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Mundo Fantasma, Utopia, Legendary Books, Matéria Prima, Bertrand, XYZSenhora Presidenta e Ugra Press (Brasil).

Que raio de capa é esta? É a capa e a sobrecapa!

López Lam (Lima, 1981) acompanha um casal que passa uns dias perto do mar aproveitando a época turística baixa, numa casa de uma dessas urbanizações no meio do nada, um não-lugar em que o seu isolamento quase total submete as suas possibilidades de comunicação e as suas personalidades a uma espécie de prova de fogo em que o tédio e o mistério são os catalisadores das suas horas, distorcidos apenas pelos ruídos (grande representação onomatopeica da natureza!) e pelo crime sem grande explicação que acontece na casa do lado. 
Felipe Hernández Cava 

É como o hotel gerido por Ava Gardner em A noite da Iguana (1964) de John Houston. Transforma-nos numa personagem ativa dentro de um espaço passivo, em que acontecem as coisas e onde somos meros observadores, não por vontade própria, mas pela vontade do autor. 
Miguel A. Pérez-Gómez 

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Martin López Lam [Lima, Peru; 1981] é duplamente Licenciado em Belas Artes, tanto no Peru como em Espanha, onde reside desde 2003. quando não está a brincar com susto, o seu cão, divide o seu tempo entre o desenho, impressão em serigrafia, auto-edição (as maravilhosas Ediciones Valientes são dele!!!), BD e eventos de edição independente (é um dos fundadores do Tenderete, em Valência).

Tem recebido vários prémios, foi o importante "Premio Internacional de Novela Gráfica Fnac Salamandra Graphic" de 2018. Publicou em várias antologias internacionais: ARGH!, Qué Suerte! (Espanha), Puck Comic Party (Itália), Carboncito (Peru), Mesinha de Cabeceira (Portugal), Kus! (Letónia) e Kuti (Finlândia)...

Apesar de ter participado em vários eventos de edição independente (Feira Laica e Feira Morta) ou ter divulgado imenso as artes gráficas portuguesas em publicações ou eventos (como o Tenderete), o seu trabalho só foi publicado em Portugal no livro colectivo Boring Europa (2011) e no número 23 do zine Mesinha de Cabeceira (2012), ambos pela Chili Com Carne. Faz-se agora justiça com este Sírio.

Bibliografia Parte de Todo Esto (De Ponent, 2013), Sírio (Fulgencio Pimentel, 2016; Chili Com Carne, 2018), El Título No Corresponde (Valientes; 2016), Ensalada Mixta (Le Dernier Cri; 2017) Colectivos (selecção)  Boring Europa (Chili Com Carne; 2011), Mesinha de Cabeceira #23 (Chili Com Carne; 2012)...












Foi feito um Ex libris limitados a 100 25 exemplares para este livro lindo! Aliás, Martin López Lam aproveitou a sua presença em Lisboa para o lançamento de Sírio e para a execução de uma serigrafia pela Oficina Loba.





FEEDBACK

 o livro é uma excelente edição - parabéns!
A. Silva (email)

é sem dúvida o melhor livro publicado pela Chili que já li! Ficção bem feita, que mantém a tensão e o mistério até ao final. Lembrei-me imenso de uns contos do Ballard passados precisamente em estâncias balneares em Espanha ou nas pensões e ruas desertas de Cocoa Beach onde não se percebe se houve um colapso civilizacional ou o fim da época alta. Assim que comecei a ler tive a noção de que a narrativa não iria trazer grandes surpresas, mas digo-o no bom sentido. Isto absorve o leitor pela sua estaticidade e por sabermos que as personagens se encontram num beco sem saída, ainda que inscrito numa paisagem aparentemente cheia de espaços abertos. Talvez por isso eles se percam quando tentam sair dela. Fim do mundo. Graficamente é incrível.
André Coelho (email)

Basta um relance para se perceber o teu dedo editorial neste objecto que é bem distinto, quase uma peça de artesanato, cheio de melancolia, sonhos febris e contemplações interiores a entrecortar o silêncio e a desolação dominantes. Julgo que o grafismo dificilmente poderia ser mais eficaz a ilustrar todos esses ingredientes, por forma a que a relevância das ambiências e das sensações se sobreponha à narrativa. E no final soa de facto como uma viagem a uma constelação estranha e distante...
Nunsky (email)

Como refere Álvaro Pons, Sírio destila força, sendo uma narrativa visceral e em estado puro, esmagadora.
Bandas Desenhadas

Desenhado em tons de azul e amarelo, Sirio foi descrito pelo autor, numa entrevista à agência Efe em 2016, como um 'thriller' que se mistura com uma teoria filosófica sobre a vida e a morte, o amor e a apatia. "Desde início a intenção da banda desenhada foi mergulhar o leitor numa espécie de experiência narrativa que suporta a história, porque o argumento é bastante pequeno e pode resumir-se numa frase. Mas não tive a intenção de contar uma sucessão de anedotas, reflexões ou acções; tinha de ser algo como uma não-acção, uma anti-história", disse o autor na mesma entrevista, quando o livro saiu em 2016 em Espanha.
Lusa / DN

Na Lista de Melhores Livros de BD de 2018 do Expresso
Sara Figueiredo Costa

5 estrelas no Expresso

(...) recuperado o fôlego, que a coisa acaba em alta voltagem cinemática –, nos assalte a tentação de declararmos que em Sírio o verdadeiro personagem principal é a paisagem. Não chegando a tanto, diríamos antes que o fulcro deste livro é o efeito entrópico da paisagem – ou ambiente – em dois personagens, que se deslocam até esse outro lugar já munidos de uma semente de dissolução. Ora esta paisagem é composta por onomatopeias de bichos perdidos, uma rede sobrenatural de luzes na noite, sombras a crescerem sobre ervas que parecem destinadas a engolir tudo, pelo menos uma nuvem obscena e, por entre tudo, viscosa, a canícula que embrutece. (...) 
António da Cruz in A Batalha

A forma como Lam joga com o silêncio, o tédio e um mistério de homicídio tornam este livro numa peça indispensável a todos aqueles que gostam de ver novas e distintas explorações na linguagem da BD.

sábado, 23 de julho de 2022

Lúcidos, Sãos e Determinados marcham para o FIM! Despachem-se!


Já cá canta o novo Mesinha de Cabeceira do Luís Barreto que compila as melhores BDs da sua série para a gen ZDanny & Arby

São episódios do quotidiano urbano-depressivo das pequenas cidades, com referências musicais, freak outs e humor de janado, garantimos pelo menos uma (1) expiração forte pelo nariz durante a leitura e pelo menos uma (1) aproximação da página à cara para tentar perceber “mas que raio é que este gajo desenhou aqui?” 

 Co-edição Associação Chili Carne e Culectivo Feira, limitada a meros 80 exemplares por falta de papel nas gráficas, mesmo assim são 40 páginas em papel amarelo, capa a cores, um luxito que vai desaparecer enquanto o diabo esfrega o olho!

Estes "Lúcidos" é o número 35 do Mesinha que ao comemorar os seus 30 anos de existência fez um "back to basics" que não se subscreve apenas em fazer "small press" mas sobretudo publicar futuros grandes autores de BD!

E já agora, um entusiasta comenta: Foda-se, finalmente uma BD que homenageia a única banda portuguesa merecedora de homenagem,... os Repórter Estrábico! - unDJ MMMNNNRRRG dixit.

À venda aqui - sendo que não irão exemplares para livrarias! Sorry são mesmo poucos exemplares!! E está a vender!!! Mexam essa peida!

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Chili com Yuzin 2022



A parceria de construir "BD-cadáveres-esquisitos" entre a Chili Com Carne a a agenda cultural açoreana Yuzin continua este ano. Infelizmente a especulação com o papel atingiu as ilhas e a impressão mensal das BDs foi cancelada, passando para as redes sociais da Yuzin como o Fezesbook e o Instagrana! Enfim o digital domina MAS no fim faremos um livro como aconteceu com o do ano passado! Yeah!!!

O ritmo destas BDs de continuação continuará mensal sendo que já podem ler a da Mariana Pita que no ano passado teve o azar de ter de acabar com o caos narrativo daquela BD. Para a compensar pusemos este ano a começar uma nova BD. Ah! Este ano além de cada participante ter de continuar a BD do artista anterior, ainda tem um tema especial para explorar. Eis a listagem dos artistas e respectivos "temas" para quem estiver curioso: Junho: Mariana Pita - Fotossíntese; Julho: Inês Louro - Divino; 




Agosto: Daniela Viçoso - Folia;  Setembro: Carlos Carcassa - Réplica; Outubro: Mário Roberto, que é o convidado açoriano deste ano - Eclipse; Novembro: Rudolfo - Conflicto; e em Dezembro: Rui Moura - Monumento.

domingo, 17 de julho de 2022

Chicão esgotado!




MdC don't stop!

No ano de comemoração dos 30 anos do Mesinha voltamos às nossas raízes de produção amadora, verdejolas, rude mas com mais pica do que os "profissionais". Fuck them!

A Ângela Cardinhos é uma força da natureza e esta é sua primeira Banda Desenhada - assim longa mas curta, difícil de explicar - que despreza o mundinho de "normies" empreendedores que são tão normais e tão saudáveis que acabam por ser esses mesmos que batem punhetas de frente para gajas numa carruagem de comboio... da linha de Cascais.

Obra realizada num estágio não-exploratório do IEFP, são 44 páginas A5 de quotidiano feminino e sonhos de cão, aliás, de Chicão!

Publicado pela Associação Chili Com Carne em Maio de 2022.

Como este número é "dedicado à Direita portuguesa" começamos por colocar este zine logo à venda em Cascais, esse bastião da betalhada, "coxinhas" e outros fachos. É de ir já à Alquimia

Já foi prá Tinta nos Nervos e que o comentou desta forma: Nem imaginas! O 3° zine a assinalar o aniversário do Mesinha de Cabeceira (...) vai de uma one night stand a uma visão dura do quotidiano social e acaba em... não digo, tens de ler. Mas não vais acreditar. Roman à clef em zine esguio.

ESGOTADO, ainda haverão exemplares na Kingpin, ZDB, Tigre de Papel, Stet, Snob, Linha de Sombra e Matéria Prima



+ feedback:

Man curti bueeeeé o Chicão, ela dá-lhe! Fartei-me de rir mas, aquele fim... Caraças. Ontem foi o gato maléfico da Ilha dos gatos, hoje o cão taralhoco do mal... Só pesadelos!!
Rodolfo Mariano (via email)

Está bastante baseadinho, (...) A história é excelente e a Ângela tem alguma coisa na cabeça, gostei bastante de ler uma bd com uma personagem feminina realmente robusta e moderna, sem moralizações de merda, nem aquele estilo de vida aburguesado da bd da outra Dilady no Nódoa Negra. (...) Ah, curti muito mais disto do que do Gente Remota ou o caralho...
A. (via email)

Fucking great!
Flynn Kinney (via email)

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Conger Conger Comix na Alquimia


Nomeadamente Kingpin Books, La Bamba Record Store (Açores), Linha de Sombra, Tigre de Papel, Snob, Alquimia e Tinta nos Nervos


Co-ed. com a Yuzin, lançado a 5 de Junho 2022

32p A5 a cores, agrafado

Capa e design de Gregory Le Lay

ed. limitada a 300 exemplares


 

"BD Cadáver-esquisito" feita por Gonçalo Duarte, Alexandra Saldanha, a dupla de "Azoresploitation" Francisco Afonso Lopes e Francisco Lacerda, Rodolfo MarianoDois VêsTiago da Bernarda e Mariana Pita que realizaram para a agenda açoreana Yuzin em 2021.


 

The Reading Gaze : "My Comics" by Domingos Isabelinho @ Alquímia



volume +08 of Thiscovery CCCChannel collection published by Chili Com Carne and Thisco in June 2022

156p. 16,5x23cm black & white, color cover, limited to 150 copies

These essays were originally published, in a slightly different form, in the magazines Satélite Internacional (Oporto, 2005) and L’indispensable (Nîmes, 2011), Indy Magazine online site (USA, 2004) and on the blogs The Crib Sheet (Portugal, 2008-10, 2015) and The Hooded Utilitarian (USA, 2010-11, 2013).

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The index of the book includes the following themes: 
WHAT IS A COMICS FAKE, THE EXPANDED FIELD OF COMICS AND OTHER PET PEEVES, THE ORIGIN’S MYTH, CARICATURE, THE BLIND MEN AND THE ELEPHANT, UT PICTURA POESIS, SOME CONSIDERATIONS ABOUT THE GRAPHIC NOVEL, BRUNO LECIGNE ON THE MIXING UP OF THE LANGUAGES, COMICS THEORY AND CRITICISM, ANA HATHERLY, JACQUES CALLOT, THE CANTICLES OF SAINT MARY, FRANS MASEREEL, KATSUSHIKA HOKUSAI, OTTO DIX, PABLO PICASSO, MARTIN VAUGHN-JAMES, ALAN DUNN, ROBERTO ALTMANN  and FRANCIS BACON. 

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“It was February 24, 2004, 08:27 AM, on the Comics Journal Messboard.” This is the first phrase of my blog, The Crib Sheet. What happened at that particular day and particular hour was that I, fed up with the accusation of not liking comics, decided to write a list of my favorite ones. With that list my answer was: I like comics, I just don’t like the same comics you like. This is the genesis and explanation of this book’s subtitle, “My Comics.” On the other hand, if you insist that I don’t like comics because what’s in this book are not precisely cartoonists, don’t worry, I like them too, they’re just not here yet because I divided the comics corpus in two: The Extended Field and The Restrict Field. This book is, then, an anti-essentialist stance, a cry of freedom from India Ink on board, if you like... 
Domingos Isabelinho 

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Domingos Isabelinho was born in Lisbon in 1960.  He contributed to the magazines Nemo, Quadrado, Satélite Internacional, Splaft!, various catalogs of the Porto, Lisbon, Amadora comics conventions (Portugal), The Comics Journal, The International Journal of Comic Art (U.S.A.), L’indispensable (France), European Comic Art (UK). He also wrote the preface to one of the latest editions of Guido Buzzelli’s book I Labirinti (Italy). He co-curated a Buzzelli exhibition in Lisbon and an exhibition of his original art collection in the Beja Comics Convention (Portugal).  He wrote twenty three entries in the book 1001 Comics You Must Read Before You Die (UK). In 2012 He was invited to the seminar Aesthetics of Contemporary Comics in Oslo (Norway).

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You can buy HERE - available also at Tinta nos Nervos, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob and ZDB - all in Lisbon. Soon: Matéria Prima (Porto), Quimby's (Chicago),  Just Indie Comics (Italy) and Alquimia.

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Feedback:

Domingos Isabelinho has been called by Jan Baetens "the most virulent comics critic" and there's a truth to it. This book collects essays that draw a much-needed anti-canon. As he calls it, an Expanded Field of Comics takes our heads out of our asses in typical assumptions. A+! 

sábado, 9 de julho de 2022

Um país / 8 distritos / 10 concelhos / 11 freguesias, um porradão de santos padroeiros... TUDO PARA A FOGUEIRA!


Quando não há nada para fazer, acende-se um fósforo.

Na terrinha, o aborrecimento combate-se com fogo e só há uma forma eficaz de matar o tempo: de uma vez por todas.

Este livro é um guia para lidar com os sítios onde nada acontece: partindo da canção dos Big Black e levando à letra a sugestão da banda, partilham-se testemunhos de quem, tendo vivido a indolência das pequenas cidades, vilas e aldeias de Portugal, deu consigo a ponderar as possibilidades da piromania. Seja sobre a arquitectura pavorosa ou as gentes beatas que nela habitam, as histórias aqui reunidas documentam as frustrações e ansiedades de quem não cresceu no bulício do Porto ou de Lisboa e, sentindo a falta da animação das metrópoles, viu na fogueira a única cura para a letargia.

Na colecção LowCCCost, para quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro", já se deram muitas voltas: do aborrecimento da Europa à Guiné-Bissau, passando por um convento de monges silenciosos em Évora ou pela Ilha de Príncipe aquando do eclipse de 1919. Tal como os outros títulos desta colecção, não estamos perante um guia de turismo bacoco: Querosene, tal como os volumes no passado — Zona de Desconforto (Melhor Livro de BD de 2014) e Lisboa é very very Typical —, junta autores, ora amadores, ora consagrados, que se abrem na intimidade sempre desconfortável da autobiografia. Na soma desta transmissão de estados de espírito individuais, fica a saber-se mais sobre o país do que através dos dados do INE: os resultados, talvez sem supresa, deixam dúvidas sobre a laicidade das gentes ou sobre o futuro da população jovem.



Incendiários identificados:

Ana Margarida Matos, André Pereira, Cláudia Sofia, Dois Vês, Eva Filipe, Gonçalo Duarte, Joana ToméJoão Carola, Rodolfo Mariano, Rui Moura e Sofia Neto.


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160p (duas cores alternadas) 16,5 x 23cm, capa a cores com badanas

ISBN: 978-989-8363-46-6


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Historial: 

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Entrevista a André Pereira e Dois Vês no Acordes de Quinta





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FEEDBACK

Portugal esteve sempre a arder. A adolescência está sempre a arder. A luta arderá sempre! A nova antologia da Chili Com Carne reúne algumas das novas estrelas do rock, conduzidos por André Pereira sobre as terras em que se viveram ou vive com desejos de botar fogo em tudo!


A história do João Carola é do cacete, só isso vale o livro... Também gostei da do André, embora mais no registo choramingas. Fiquei com pena deles todos por terem sido tão traumatizados pela santa madre igreja...
P.S. (via email)

(...) é um livro importante para se medir o pulso à novíssima banda desenhada portuguesa (...)
Sara Figueiredo Costa in Expresso

(...) Não se procure aqui a resiliência que as televisões papagueiam, a tão cultivada superação dos vencedores. Sem sentimentalismo, o que as páginas revelam são vidas individuais à procura de sentido, indissociáveis de lugares, devidamente apontados em mapas: Castro verde, Montijo, Setúbal, Coimbra, Setúbal, Barcelos, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Alverca do Ribatejo, Torres Novas e Figueira da Foz. (...)

4,5 estrelas no Ipsílon / Público

Nomeado para Melhor Antologia e Melhor BD Curta nos Prémios Bandas Desenhadas