terça-feira, 28 de junho de 2022

Cracking de Tommi Musturi / últimos 19 exemplares na Chili!!!


O novo livro do artista finlandês Tommi Musturi - na linha do Beating ou seja "obra gráfica" e não BD - foi lançado oficialmente na inauguração da exposição do autor na Tinta nos Nervos, que esteve patente entre 6 de Novembro e 9 de Janeiro de 2022, com a presença do autor. Tudo intitulou-se de Cracking

A exposição seguiu para o Porto no espaço do Clube de Desenho entre 26 de Fevereiro e 16 de Abril. E segue esta semana para a Bedeteca de Beja, entre 23 de Abril e 18 de Maio.

Este belo monstrinho hiper-colorido está disponível na loja em linha da Chili Com Carne bem como na Tinta nos Nervos, nossos parceiros nesta edição limitada de 300 exemplares - do nosso lado só faltam 19 exemplares para esgotar

Também está na Alquimia, BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Utopia, Sirigaita, Senhora Presidenta, Paperview e ZDB. 


A Tinta tirou umas fotos ao livro e disse isto: CrrrrrrRRRRRR.... Crack! CRACKING!! As engrenagens rebentaram do esforço titânico na impressão do maelstrom gráfico do mutante @tommimusturi. Esta colectânea de trabalho de quase 10 anos do autor finlandês é uma edição simultânea internacional, cuja versão portuguesa é uma co-venture da @chili_com_carne e da própria @tinta_nos_nervos. A nossa aventura enquanto editores associa-se à ocasião da futura #exposição do artista, este Novembro. Stay tooooned!!



Reconhecido artista de múltiplos e cambiantes estilos, este imenso volume reúne trabalhos éditos e inéditos de natureza gráfica muito variada do autor finlandês, produzidos desde 2013. Encontraremos aqui alguma pintura, posters, ilustração, pixel art, e mesmo esboços e outros objectos díspares. Uma verdadeira tempestade, que demonstra acima de tudo uma indómita vontade em criar imagens, subsumindo todas as circunstâncias dos seus "pedidos" à única força que Musturi pode seguir. 

 O livro contém ainda um ensaio do próprio autor sobre práticas artísticas contemporâneas em fronteiras que o teimam ser, e "liner notes" de todas as obras incluídas. Esta edição teve edição simultânea internacional, sendo a portuguesa uma colaboração entre a editora Chili Com Carne e a Tinta nos Nervos, por ocasião da exposição que esteve patente de Tommi Musturi entre Novembro de 2021 e Janeiro de 2022 na galeria Tinta nos Nervos.

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sobre o autor


Tommi Musturi (Ruovesi, Finlândia, 1975) é um autor de banda desenhada, conhecido pelo seu estilo camaleónico que lida com temas existenciais rodopiando no ideal da liberdade. A sua expressão artística usa vários métodos que vão desde o simples rabisco até à criação de um estilo singular para uma mensagem específica.


 Está envolvido no mundo editorial e curatorial, fazendo parte desde 2005 do colectivo de BD Kutikuti. Tem publicado mais de 40 títulos, entre fanzines, romances gráficos e livros de arte, sendo o seu trabalho mais conhecido a personagem que lembra um fantasma, Samuel, cujos dois volumes foram publicados em Portugal. Participou em mais de 200 exposições pelo mundo fora, incluíndo Lisboa, Beja e Porto. 


Musturi vive com a sua mulher e filha na aldeia de Siuro, no sul da Finlândia.


Em Portugal o seu trabalho foi divulgado nas antologias QuadradoMesinha de Cabeceira, MASSIVE, no jornal A Batalha e na revista Argumento. A solo foram publicados Caminhando com Samuel (MMMNNNRRRG; 2009, 2ª edição 2016), To a stranger (Opuntia Books; 2010), Beating (MMMNNNRRRG; 2013), Simplesmente Samuel (MMMNNNRRRG; 2016), O.O.M. (Mundo Fantasma; 2017) e Antologia da Mente (MMMNNNRRRG; 2018). 

domingo, 26 de junho de 2022

Sudarium​-​Wearing Thugs & Krakens (The Inner​-​Ear Tales - One) ATENÇÃO últimas 3 cópias!!!!


 
Eles estão aqui! 
Fantasmas de metal, bruxas, krakens... numa massiva colagem sonora de Blunt Instrument, aka, André Lemos
Conhecido pelos seus desenhos de outros mundos, Lemos é também editor da Opuntia Books e esta é a sua primeira edição no mundo do som. 
Um álbum fora-do-tempo-para-o-futuro, reminiscente da abordagem da pilhagem sonora dos anos oitenta e além, agora lançado numa joint venture Black Hole Time Warp + Chili Com Carne.

Edição lançada no dia 8 de Abril de 2022, o álbum Sudarium​-​Wearing Thugs & Krakens (The Inner​-​Ear Tales - One) existe edição limitada de 66 k7s e ilimitada no mundo do digital.

Da nossa parte só já temos 3 cópias!!




They're here! Metal ghosts, witches, krakens... in a massive sound collage work by Blunt Instrument, aka André Lemos. 
 Known for his other worlds drawings, Lemos is also the publisher of Opuntia Books and this is his first release into the realms of sound. An out-of-time-into-the-future album, reminiscent of the plunderphonics approach of the eighties and beyond, now released in a Black Hole Time Warp + Chili Com Carne joint venture. 

Sudarium​-​Wearing Thugs & Krakens (The Inner​-​Ear Tales - One) is a limited edition of 66 cassettes and an unlimited digital released in April 8, 2022 

André Lemos: computer, field/ home/ street recording, voice, home appliances, miscellaneous editing, mixing... All tracks cut, scavenged, assembled & mixed by André Lemos (Jul. 2020/ Jan. 2022). Original drums on Tara Huma Raz played by Silvestre Lemos. Words on Botanik Ferox and Djinn Enforcer by Nigel McMagan. Drooling Drill first released in Saliva Sonographic Zine #1 (Jul. 2020). Botanik Ferox first released in Saliva Sonographic Zine #2 (Dec. 2021).


FEEDBACK

 There are various Blunt Instruments, but this particular one is André Lemos (...) Over a period of one-and-a-half years, he worked on the fourteen tracks on his debut cassette and throughout, there is a powerful love for plunderphonics to be noted. Blunt Instrument lifts his sounds left and right, everything from drums, guitars and vocals. The result is a wild mix of sounds, songs, ideas and sketches. Some of these are firmly rooted in Tape-Beatles, Negativland or People Like Us, but Blunt Instrument also takes his inspiration from both industrial music and hip hop. As far as I can judge, Blunt Instrument isn't interested in conveying a political or sociological message. If anything, then the message could very well be that stealing sounds left and right for the benefit of making new music is a great thing. At times I was reminded of DJ T-1-11, a long-forgotten plunderphonic (...) but less dance-oriented. Blunt Instrument, implied by the name, is more about heavy guitar and industrial rhythm. Of course, a few snippets sound familiar, but I just don't seem to remember their title. Thanks, Blunt Instrument, for sticking that in my head! Lovely tape!

This is oddball coming from Portugal, by the hands of illustrator André Lemos. Surrealistic saturated collage of rhythms, vocal samples and random odd sounds that form a wide and sometimes playfull pallette through which Lemos crafts a sonic version of his uncanny illustrations. While listening to this I cannot refrain from thinking about Nurse With Wound as well as some French old school projects such as Brume or Negativland. More akin to musique concréte than to "noise", expect moments of highly unsettling intensity and frantic complexity.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

ANARCO-QUEER? QUEERCORE!


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO
com ilustrações e grafismos de Bráulio Amado, Astromanta, Hetamoé, Joana Estrela, Joana Pires e Rudolfo e capa de Carles G.O.D.

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Sirigaita, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Flur, Tasca Mastai, FNAC, Bertrand, Tigre de Papel, Utopia, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça), Rastilho, Ugra Press (Brasil), STET, Neat Records, Kingpin Books, Jazz Messengers e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
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Feedback:

parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

Troika Again! Slow Motion no more!


RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos cinco anos. 


O Colecionador de Tijolos
de
Pedro Burgos

Obra originalmente publicada na 6 Pieds Sous Terre (2017) em França vê agora a sua primeira edição em português


(...) Trata-se de um conto, no qual se acompanham personagens, conflitos e peripécias numa só narrativa. Se a cidade, alterada pelos efeitos da crise financeira e da mercantilização (o desemprego, a gentrificação, a especulação imobiliária), é o lugar e o pano de fundo em que o conto se desenrola, a arquitectura, como metonímia da construção e da criação, permanece na origem da banda desenhada de Pedro Burgos.
Valério, homem que já ultrapassou a meia-idade, fica sem emprego após o fecho do ateliê de arquitectura onde trabalhava. Decide, então, reabilitar a casa herdada dos avós para descobrir, incrédulo e revoltado, que foi ocupada por homens e mulheres sem-abrigo. Reagirá com violência, antes de perder os sentidos. Começa aí a sua derrocada existencial e espiritual: acordará, salvo pelos médicos, mas para se afastar do mundo (a cidade, cujo nome Pedro Burgos só revelará no fim), tornando-se no coleccionador de tijolos que os vizinhos e família observarão com piedade, receio e incompreensão. (...)
José Marmeleira in Público




podemos ler O coleccionador de tijolos também como um retrato da sociedade portuguesa durante os anos da crise financeira, cujas repercussões se fizeram sentir em aspectos bem mais profundos do que se poderia imaginar à partida. O livro é, assim, apesar da sua superfície narrativa, uma espécie de mapa concentrado dos traumas das transformações operadas na cidade.
Os portugueses, e os lisboetas em particular, passaram agora a andar ditosos com a procura turística. Não há cidade que aguente ou aeroporto que chegue para tanta oportunidade de fazer dinheiro. Pelo meio desta “avidez da ganhuça” – para citar o escritor anarquista Assis Esperança (1892-1975) –, haverá sempre tipos estranhos que recolhem tijolos, para desdém dos empreendedores e desgosto dos presumíveis herdeiros. (...) uma parábola dos tempos que correm.  A leitura lembrou-nos por vezes o Will Eisner de The Building (...) de que já falámos; outras, a poética do franco-grego Fred, criador do maravilhoso Philémon. A edição é cuidada, com atenção aos pormenores (por exemplo, a analepse impressa em papel doutra cor). Mestria na composição, solidez de ponto de vista que não nos deixa indiferentes, humor e amor em doses comedidas – o que mais se pode querer de uma BD?
Ricardo António Alves in I

Melhor do Ano (...) Na BD de expressão portuguesa, elegemos como melhor livro O Coleccionador de Tijolos, de Pedro Burgos (Chili com Carne), esplêndida harmonia entre texto e desenhos, parábola de um país ultrajado entre a mentalidade troikista da pobreza e o recurso impudente ao dinheiro fácil, mesmo que tudo seja para arrasar. O desenho é soberbo em todas as suas dimensões, traço e plano em prancha (...)
Ricardo António Alves in I
É um conto que fala do amor e uma cabana, melhor dizendo, uma casa com vista. Um conto romântico e que me leva a pensar que não é só o dinheiro a fazer girar o mundo.
Ana Ribeiro in Bandas Desenhadas

(...) está uma reflexão nas cidades dos nossos tempos (...) e sobre o eterno labirinto em que nos podemos perder.
Inês Fonseca Santos in Todas as Palavras (RTP)

impresso a risografia a duas cores


Na colecção RUBI há sempre prendinhas, e este O Colecionador de Tijolos não foi excepção mas já se encontra esgotado o mini-zine intitulado Slow Motion, impresso em risografia e limitado a 90 exemplares que acompanhava a quem adquirisse o seu exemplar na nossa loja em linha. Entretanto ESGOTADO.







Quem não tem paciência para o correio, chuchai no dedo e ide às seguintes livrarias: Tigre de Papel, Tasca Mastai, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Linha de Sombra, BdMania, Bertrand, A Vida Portuguesa, Utopia e Tinta nos Nervos.


TTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTT


Pedro Burgos. Lisboeta desde 1968, ilustrador e autor de banda desenhada desde os anos 90, é arquitecto e professor convidado na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Destacam-se as colaborações com as revistas Strapazin (Suiça) e Le Cheval Sans Tête (França), com os jornais Público e Le Monde Diplomatique (Alemanha), as contribuições para as antologias Desassossego (Letónia) e Comics Zur Lage Der Welt (Alemanha), as participações nos Festivais de BD de Treviso e Angoulême, as exposições individuais no Festival de BD de Beja e Salão Lisboa. Grande parte do seu trabalho publicado até 2003 está reunido nos livros À Esquina e Airbag e Outras Histórias. Regressa à bd em 2013 com o livro Crónicas de Arquitectura numa edição Turbina/ Mundo Fantasma. Em 2017, é lançado Le Collectionneur de Briques pela editora francesa 6 Pieds Sous Terre, traduzido agora pela Chili com Carne.

Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota

Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. 80p. 15 x 21 cm. 666 exemplares. ISBN: 978-989-8363-34-3

à venda na loja em linha Chili Com Carne, Mundo Fantasma, BdMania, ZDB, LAC, Matéria Prima, Linha de Sombra, Bertrand, RastilhoTigre de Papel, Tinta nos Nervos e Neat Records.

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.



O livro foi lançado em Outubro na exposição homónima na Mundo Fantasma  no 10 de Outubro e lançamento sulista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurada no dia 31 de Outubro ... Dia 23 de Junho de 2018 é apresentado na Casa da Cultura de Setúbal por Tiago da Bernarda ...

Ah! O Rudolfo participa no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!



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sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, KomikazenMAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!

Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


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FEEDBACK: 
Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! 
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 UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) 
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FINALMENTE!!! O livro do ano!!! 
Gamão (Traumático Desmame, Putman was the bastard) 
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já li o free dub modafoca seguido de bué géneros musicais hauntology (...) o Rudolfo fez pra lá umas tripalhices bem giras. as que curto mais são "punk e hardcore", o especial swr, o cristão colorido e o como enviar livros pelo correio. já tinha lido quase tudo mas tudo compilado é outra coisa! devias fazer mais cenas sobre o Zaire,os desenhos de infância foi alta jogada. 
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Gostei muito da péssima critica aos Boris no teu livro. Fez-me sentir menos sozinho no meu desdém por essa bandazeca tão estranhamente hype e sem consequência que felizmente desapareceu do mapa. 
Pastor Gaiteiro 
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ah, já chegou o livro, altamente!! lá foi de uma acentada. morro a rir com o teu humor-caricatura-psico. para não falar nos desenhos, sempre descomprometidos e podres. do caralho como se diz aqui pelo norte. 
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Curti o teu livro, especialmente a parte do festival de Barroselas. Devias fazer aquilo todos os anos, deve ter cenas hilariantes, mas realmente deve ser duro, haha! 
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no seu conhecido estilo de borrifamento universal, e as suas figuras rapidamente rabiscadas em esferográficas ou canetas o mais à mão possível, e sobre restos de papel, senão mesmo páginas descartáveis de Bíblias impressas (o autor respiga vinheta de histórias umas para as outras, ou constrói uma prancha final a partir de vinhetas rasgadas noutro local), Farrajota transforma sempre qualquer oportunidade para, ao aparentemente querer dar conta de um evento de modo objectivo, ou partilhar uma opinião de maneira descontraída, acaba por revelar traços dessa tal identidade que faríamos bem em questionar. Daí que o uso do vocábulo filosoficamente prenhe de “hautologia”, de Derrida, não seja um rodriguinho, mas um caso sério. A visão particular sobre o dito mercado independente de edição de livros ou música, o estado da arte e as suas misturas com os negócios camarários, a forma como interesses comerciais rapidamente co-optam, como se costuma dizer, movimentos culturais que poderiam ter sido alternativos, são alguns desses elementos. Mas acima de tudo está uma certa bonomia e complacência da “cultura média burguesa” para com a nossa própria história, o que nos leva poucas ou nenhumas vezes a pormos em causa aquilo que achamos que faz de Portugal “um grande país”, ou dos portugueses “um povo nobre”, e coisas quejandas. Algumas das sendas das histórias enveredam pela autobiografia, mesmo rebuscando o passado, dando continuidade a uma das linhas que o autor mais cultivou, em larga medida, quase isoladamente no nosso país. Há ainda uma divertida participação de Rudolfo, que ilustra um aviso sobre os perigos da droga aos mais jovens. Muito pedagógico. Seguramente que seria um ganho para o PNL. 
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  Não conheço ninguém que tenha como maior ambição piorar em vez de melhorar, só esta ave rara. Coisas bonitas são para betinhos, acha. Presumo que seja um trauma, pois o rapaz cresceu em Cascais. O certo é que deixou já uma marca. Basta ver uns quadradinhos com aqueles garatujos para saber que estamos perante uma obra de Marcos Farrajota, figura incontornável da BD nacional underground (não o irão ver no Canal 180!) e, deixem-me acrescentar, um dos autores da dita com mais sentido narrativo. O gajo sabe contar uma história. Neste livrinho conta algumas, tendo-o a ele próprio como protagonista, e não se preocupa em sair bem das ditas. Ou melhor, como qualquer punko-descendente que se preze, e como autor de banda desenhada que quer mexer com as consciências dos leitores, ele sabe que o pessoal prefere seguir as ridículas atribulações de um Robert Crumb do que os relatos de um tipo certinho e dado a intelectualices como Will Eisner. O curioso é que, quando entra neste registo, a nossa personagem torna-se umas vezes num jornalista e outras num crítico musical. Daqueles que fazem juízos de valor peremptórios e não medem as palavras, tipo Lester Bangs. O giro é que, se o virulento Bangs contribuiu para a fama dos Black Sabbath e dos Jethro Tull cascando neles, os grupos que Farrajota arrasa também acham graça. As suas bedês críticas e jornalísticas são mais acutilantes do que os textos sobre música que escreve para o blogue Mesinha de Cabeceira e a blogzine da Chili Com Carne. Nelas está na sua água, boiando à grande, e nestes é como se vestisse pele alheia. Nas primeiras é simplesmente um mamado de cerveja na mão, um aficionado que só não segue os princípios científicos da dúvida metódica ou o cepticismo filosófico do taoismo porque até estas fabricações mentais interferem comas reacções epidérmicas, as únicas em que devemos confiar. Nas prosas, pelo contrário, e quando o desagrado estala, adopta inadvertidamente o tom de deploração condescendente que têm os académicos quando observam a vida real. Algo, de resto, que me leva a mim, escrevinhador profissional, a constantes autovergastadas…
Rui Eduardo Paes in Bitaítes
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Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal
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Já li o Hauntology e tenho que te dar os parabéns. As resenhas de concertos do início já conhecia várias e são bem divertidas - porra, nunca dizes bem de nada! Mas quando chegas ao Barroselas a coisa muda de nível - análise acutilante e sem piedade. Acho que tens toda a razão e pões o dedo na ferida. Até me ajudou a perceber o que me desagradava tanto no metal de hoje, e agora tenha a desculpa perfeita para nunca mais ir a nenhum festival. Imagino que quem te encomendou isso tenha ficado furioso!
Pedro B. (Damage Fan Club, Baby Boom, Stuka)
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Coisa linda de Jesus! Já li os seus. Excelente cobertura METAAAAAAAAAAAALLLLLL! Faltou falar das bandas. Se os metaleiros te pegam...
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Finalmente uma edição portuguesa do autor mais importante da actualidade!


Viagem 

de 

Yūichi Yokoyama 

(...) Viagem é incrivelmente divertido, considerando as suas 200 e tal páginas mudas de uma viagem de comboio sem acontecimentos. Um quarto do livro é sobre três viajantes à procura dos seus lugares, e o resto é sobre o que eles vêm pela janela à medida que o comboio atravessa o Japão, focando-se nas geometrias perturbadoras da natureza e cidades. As personagens humanas não passam de glifos inexpressivos, diferenciados apenas pela roupa e penteados. Qualquer vinheta do livro poderá ser vista de forma abstracta e a piada final é que Yokoyama já afirmou que ele próprio tem lutado para interpretar as suas próprias imagens: “É no mínimo estranho que ele se sentem todos juntos numa carruagem de comboio vazia.” 

New York Times


Em Viagem, a questão da visualidade é directamente relacionada com a da velocidade de um percurso de comboio de três personagens, encenado com a intensidade de um spy thriller ou de um manga shonen. (...) a existir uma aproximação entre Yokoyama e as festas do Cabaret Voltaire, esta poderá reduzir-se a um interesse coincidente em expressões cosméticas de individualidade. Não é grande surpresa que um artista contemporâneo, tal como os miúdos fixes de 1916, se divirta a inventar modas. (...) Condenados ao mecanicismo de Descartes, os passageiros representam o humano apenas pela auto-evidência “plana” da sua presença e acções. O resultado é como ver o mundo pelos olhos de um extraterrestre, ou de uma abelha, para os quais a intencionalidade ou a inteligência por detrás das acções humanas serão tanto ininteligíveis como irrelevantes. 

Mao



192p A5 a uma cor mais sobrecapa a duas cores

Esta edição é acompanhada pelo suplemento 

Contemplar a paisagem com Yūichi Yokoyama 

(vol. -12 da col. THISCOvery CCChannel), 

um ensaio escrito por Hugo Almeida.


O suplemento de edição limitada é oferecido na aquisição de Viagem na

loja em linha da Chili Com Carne e ainda nas seguintes livrarias: Utopia, Matéria Prima, Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Kingpin Books, Snob, ZDB, Paperview, Alquimia, BdMania, Sirigaita, FNAC e Senhora Presidenta.







Feedback 

Trata-se de uma gigantesca aposta na banda desenhada japonesa contemporânea, escapando à lógica mais expectável da manga Viagem, de #yuichiyokoyama #yokoyamayuichi, um dos seus livros mais celebrados senão o que o pôs no mapa, é uma viagem ultra-cinética que estimula a materialidade visual do livro, e salienta a mecanicidade dos corpos humanos. Imperdível para amantes da criatividade desabrida e a inventabilidade gráfica da nova banda desenhada. Alguns dos primeiros exemplares são vendidos com um brilhante ensaio suplementar de Hugo Almeida
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(...) um livro tão bom!
Simão Simões (via email)
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Deslize é uma palavra que me ajuda a definir este livro. A sensação é a de um imparável estado de movimento e encadeamento aleatório, mas ao mesmo tempo totalmente controlado, preciso e previsto. Esta obra que tanto se pode ver em 7 minutos como nos permite alongar os olhos e o corpo nela por horas, regressar uma e outra vez, é uma prova que a banda desenhada pode ser uma experiência cinética de completa imersão. (...) Desta vez, deslizar os olhos por esta obra de Yuchi Yokoyama, alguma coisa me remeteu para uma sensação próxima do deslize num skate. Fazermo-nos deslizar ou manobrar um skate pela cidade ou pela estrada, tem algo de histriónico, um pouco como as soluções gráficas que o artista usa para simular ou fazer intuir o movimento dos corpos e volumes, ou seja, o desenho da deslocação de todas as coisas que há neste livro. Foi o que senti quando o reli. Deslize encadeado e sem atrito, automático e sem obstáculos.
Tiago Baptista in Skate Snake Zine #2
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送って頂いた「トラべル」実物をみました表紙や目次や末尾の奥付けページがお洒落で良いですねありがとうございました!
Yuichi Yokoyama (via email)

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Nomeado para Melhor Publicação Estrangeira e Melhor Argumento Estrangeiro nos Prémios Bandas Desenhadas

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(...) a experiência é a de uma vertigem provocada por perspectivas desconcertantes (...)

segunda-feira, 20 de junho de 2022

ccc@Crack.2022

 


Back to Crack!

This year we are represented by André Pereira and Rui Moura!

Seek for Chili Com Carne table in that wonderfull mess called Crack!

Ciao!


domingo, 19 de junho de 2022

Conger Conger Comix - últimos dias para ler à pala no jardim!!


Eis uma fotografia do original da capa do Conger Conger Comix feita por Gregory Le Lay

Título de uma "BD Cadáver-esquisito" feita por Gonçalo Duarte, Alexandra Saldanha, a dupla de "Azoresploitation" Francisco Afonso Lopes e Francisco Lacerda, Rodolfo MarianoDois VêsTiago da Bernarda e Mariana Pita que realizaram para a agenda açoreana Yuzin

O livro é uma co-edição Chili Com Carne para a colecção Mercantologia. a lançar no dia 5 de Junho, às 11h, no Jardim Silva Porto (Benfica).

Quer a participação da Chili Com Carne no Yuzin, quer aparição do projecto Story Tellers remontam a 2021 e vão-se encontrar em 2022 em dois momentos, a saber:


I. A Primavera e Story Tellers (desde 21 de Março até 20 de Junho)

Story Tellers é uma instalação patente no Parque Silva Porto em Benfica, que apresenta uma nova seleção de bandas desenhadas em cada nova estação do ano. São pequenas esculturas da autoria do artista Fulviet e onde se encontram QR Codes que dão acesso a excertos de Bandas Desenhadas de autores nacionais e internacionais. O principal objectivo desta intervenção é dar a conhecer um pouco da história da BD, com especial ênfase na portuguesa, e criar novas formas de apreciar o Parque através da cultura interactiva. Abrindo o Outono do ano passado, estiveram patentes obras de oito autores representando as diferentes épocas da BD portuguesa, do Raphael Bordalo Pinheiro (1846-1905) até Nuno Saraiva, passando por Carlos Botelho (1899-1982), Sérgio Luís (1921-43), Eduardo Teixeira Coelho (1919-2005), José Ruy, Isabel Lobinho (1947-2021) e Fernando Relvas (1954-2017). No Inverno o tema recaiu sobre a cidade de Lisboa com trabalhos de Relvas - justificado com a reedição de Concerto para Oito Infantes e Um Bastardo -, O Eterno Passageiro de Luís Félix, Ana de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, “Bairro Alto” de Ana Cortesão, excertos das antologias Lisboa 24h00 (Bedeteca de Lisboa; 2000) e Lisboa é very very Typical (Chili Com Carne; 2015) e ainda pela primeira vez em português a BD de José Smith Vargas publicada na revista italiana Internazionale

Para esta Primavera, estação da renovação da vida, aproveitaram para "abrir as portas dos QR" a novos autores em ascensão - que neste caso produziram uma "BD cadáver esquisito", isto é, uma BD em que começa um autor e que passa a história para o outro sem poder controlar a direcção da narrativa. Esta experiência foi realizada entre Junho e Dezembro de 2021, todos os meses com um autor diferente que saía em cada novo número da agenda alternativa Yuzin. A publicação convidou a Associação Chili com Carne para ter BD nas suas páginas e foi este o resultado. 

II. Conger Conger Comix (5 de Junho, às 11h)

A Chili Com Carne e a Yuzin vão lançar o livro que compila este "cadáver esquisito", que tem a capa e design do Gregory Le Lay com a presença de algum dos autores. 

O encontro, com a presença de alguns autores, será ao pé dos campos de Padel.