domingo, 30 de maio de 2021

manual prático de uso da CCC (6/6) : projectos

Desenhos de André Ruivo in CapitãoCriCa Ilustrada (2005)
Sendo uma associação sem fins lucrativos e perfeitamente legalizada, a Chili Com Carne de dois em dois anos elege uma nova Direcção que põe em marcha os planos que são apresentados na Assembleia Geral - ou seja segundo a vontade dos associados que se apresentam nesta reunião.

Geralmente a Chili Com Carne publica projectos de novos autores mas sobretudo de trabalhos que desafiam a modorra literária e artística. Procuramos a hibridação de estilos e talvez por isso que dá prioridade a livros colectivos como aliás está tão bem registado desde 2001 com o seminal Mutate & Survive, passando pelo extremamente bem-sucedido MASSIVE (2010), pelo "omnívoro" Futuro Primitivo, e ainda em projectos especiais como a digressão europeia Boring Europa ou a antologia All watched over by machines of loving grace. O que não impede de publicar livros "a solo" de autores que temos muito orgulho como Nunsky, Rafael Dionísio, Marcos Farrajota, Francisco Sousa Lobo, Rui Eduardo Paes, Mariana Pita, Gonçalo Duarte, Amanda Baeza, André Coelho, Tiago Baptista, Rudolfo, Tiago da Bernarda...

Não sendo a Chili Com Carne uma editora profissional ou comercial, como é óbvio não nadamos em dinheiro mas quando fazemos livros é porque queremos e inventamos formas de financiar o projecto! Dependemos das quotas dos associados, subsídios do estado mitra e das vendas, tudo isto permite ir trabalhando com algum desafogo mesmo que implique sacrifícios pessoais para fazer livros quase a custo zero - tirando a gráfica, raramente os autores, designers, tradutores e editores são remunerados nos projectos. 

Tentamos fazer parcerias com outros editores para amortizar custos de impressão, armazenagem e partilhar know-how tal como já fizemos com A BatalhaBicicleta, Clube do Inferno, Faca Monstro, Lovers & Lollypops, MMMNNNRRRG, Mundo Fantasma, O Panda Gordo, Rotten // Fresh, Ruru Comix, Shhhpuma, The Inspector Cheese Adventures, Thisco, You Are Not Stealing Records e a nível internacional com os festivais Alt Com (Suécia) e Crack (Itália), a antologia Kus! (Letónia) e o colectivo Stripburger (Eslovénia).

Actualmente a Direcção é oficialmente composta por Alexandra Saldanha, Dois Vês, João Carola, Marcos Farrajota e Rui Moura, havendo mais seis elementos da Associação que funcionam como consultores nas decisões da Direcção.

Gostamos de ser desafiados no entanto nem vale a pena tentar se não tiver capacidade de autocrítica, perceber em que mundo é que está (dica da semana, leia o jornal A Batalha!) e se não conhecer bem o nosso catálogo, não vale a pena tentar meter o seu trabalho à força. Já agora, se encontrarem o nosso nome em directórios de editoras (o que permite pessoas enviarem propostas ridículas sem verem para onde estão a enviar), façam um favor, tentem apagar o nosso nome, não queremos ser massacrados por desesperados!

manual prático de uso da CCC (5/6) : difusão

vinheta de BD de João Chambel in Mutate & Survive (2001)
A Chili Com Carne é uma associação sem fins lucrativos e isso explica a vontade de ser colaborativo e não competitivo. Tentamos que a nossa acção não se feche em nós próprios, tarefa nada fácil quando o “tempo = dinheiro” não é muito para os associados mais activos, que agem numa base de voluntariado. Daí que para promover ideias de DIY fazemos isto:

- Feiras de fanzines e edições independentes. Desde 1995 que organizamos ou participamos nelas, dos primórdios Encontros CCC à mítica Feira do Fanzine de Almada, do saudoso Salão Lisboa ao não menos saudoso Samizdata Club, do frio de Helsínquia ao blasfemo Crack, destacamos a Feira Laica que co-organizamos durante 8 anos / 21 edições. Não é só porque as livrarias barravam os livros como os nossos que fazemos os “nossos próprios” eventos mas também porque é uma hipótese de confrontar públicos inesperados para levá-los à leitura e ao acesso de edição diferente do super-mercado. Quem espera em concertos Punk, Metal ou Electrónica encontrar livros?

- Distribuição de artigos de outros editores, associados ou não. Costuma-se dizer que uma mão lava a outra a não ser que se seja maneta, se a distribuição e promoção de material “alternativo” é um problema para todos, a CCC tenta com permutas de material que nós e os outros cheguem a mais pessoas. Essa distribuição é feita na venda online, em caixotes de miscelânea nos eventos que participamos e quando se justifica colocando mesmo em lojas – geralmente são livros que justifiquem o esforço logístico e não zines frágeis porque para dizer a verdade não há lojas para esse tipo de objectos nos dias que correm.

- Divulgação de eventos e edições de outras entidades. Uma mão ajuda a outra, com ou sem genitália à mistura, e como não acreditamos em segredos nem em génios, a Chili abre o jogo, ajudando outros editores com contactos de lojas, feiras e gráficas. Os sócios podem alimentar ESTE BLOGUE (é por isso que mal se inscrevem recebem um misterioso convite do Blogger!) com informação relevante da cultura independente: resenhas críticas a zines, livros, discos, etc…, divulgação de eventos, “scene reports”, o que quiserem desde que não metam publicidade ao último disco do Tom Waits, que é artista independentes mas que não precisa de nós como é óbvio. Alguns "posts" são posteriormente apagados quando são eventos que não tenhamos ligação passem de validade (ex. uma exposição individual) ou publicidade pura e dura (um "post" sobre um zine mas sem qualquer espécie de reflexão crítica).

Por fim, um caso prático, se o associado for um autor de uma publicação e quer que a CCC ajude a distribuir a sua edição, deve agir da seguinte forma.
1) escrever à Direcção da CCC para estabelecer um preço, desconto para sócios (se possível) e forma de entrega de exemplares;
2) colocar um “post” no blogue da CCC a promover a sua edição;
3) e nós recebemos depois as encomendas, comprando os exemplares e enviando para os sócios que pediram a publicação.

manual prático de uso da CCC (4/6) : bibliodiversidade

ilustração original de Jucifer (2009)
Quando escrevemos que os nossos livros têm qualidade para serem oferecidos a amig@s normais, namorad@s anormais, a elementos da família disfuncional e outros animais racionais no "post" anterior não estávamos a brincar! 

É que a Associação Chili Com Carne tem tanto interesse pela Banda Desenhada como um cão pelo Reagan - esse porco foi cremado ou ainda há ossadas?

Apesar de termos uma apetência para a ilustração, desenho e BD, a Chili Com Carne NÃO É uma editora de BD! Gostamos tanto dela como gostamos de música ou literatura, e gostamos ainda mais de cruzar estas diferentes áreas entre si.

Por isso se procura temas africanos podem encontrar no nosso catálogo (e da MMMNNNRRRG) os romances de Nuno Rebocho e de Rafael Dionísio ou o livro de BD de David Campos! Se for música temos o Rui Eduardo Paes, se for cinema temos a Ondina Pires, viagens a colecção LowCCCost, desenho o André Ruivo, autobiografia o Marcos Farrajota, reportagem o grande Aleksandar Zograf, ficção o André Coelho, auto-ficção o Francisco Sousa Lobo, humor o Loverboy, erótica o Grupo Empíreo, arte e cultura temos as antologias Antibothis, Subsídios... Sim temos isso tudo com vários cruzamentos possíveis!

Querem livros pequenos? Conhecem o Renda Barata e outros cartoons de Stuart Carvalhais n'A Batalha (em formato A6)? Livros grandes? Que tal o QVDI #3000 (A3)? Capa dura? Lá fora com os fofinhos... Vinil, K7, CD ou DVD? Fácil fácil... Serigrafias? Por favor...
E para o irmão de 5 anos? Ele vai tripar com o Caminhando com Samuel!
E para a sogra de 76 anos? Ela vai tripar com o Caminhando com Samuel!
E a prima gótica drogada? Neuro-Trip...
E assim para aprender inglês? The Care of Birds,... Livros de BD em inglês com legendas em português. Aprende-se mais a ler algo que se gosta do que a seguir a cartilha, não?
E livros premiados porque eu só ofereço Qualidade aos meus amigos? (Que pedante!) Olha tens o Revisão: Bandas Desenhadas dos anos 70 (Festival da Amadora 2016)...
E malta famosa há? Sim, já editamos o Mike Diana, João Fazenda, João Maio Pinto, Pedro Brito, Ondina Pires (dos Pop Dell'Arte, The Great Lesbian Show), Nuno Rebocho, Tommi Musturi, Marte, Igor Hofbauer, Fernando Ribeiro (Moonspell), Jarboe (Swans), Aleksandar Zograf, André Lemos, Pedro Zamith, Rui Eduardo Paes, Ian F. Svenonius, Jorge Coelho,...
E novos autores? (Que chato) Montes deles, pá!!! Quase todo o nosso catálogo é isso!!

Há alguma coisa que vocês não tenham? Sim!!! Só não temos livros de culinária, auto-ajuda e de gatinhos... mas até nisso estamos a mudar, para além do Gato Mariano em 2021 devemos ter um livro de um gato DJ japonês!

Se a Chili Com Carne não for a melhor forma de comprar as melhores prendas aos preços mais baixos (se for associado, claro) então é que a TUA timidez esqueceu-se que não precisas de ter uma relação fria com o sistema automático da loja online mas podes fazer perguntas-imediatamente-respondidas pelo e-mail da CCC para saber mais sobre as nossas edições. Também podes frequentar eventos em que participamos - ver a coluna à direita no blogue intitulada de CCCalendário - para ver in loco o que editamos.

Não temos nenhum interesse, ao contrário das editoras comerciais, de vender "gato por lebre" - gatos, gatos gatos, sempre gatos! É verdade que os nossos livros todos eles são muito diferentes entre si porque trabalhamos com ARTISTAS e não com robots, putas ou fantasmas. A diversidade de estilos e a oferta artística poderá criar alguma confusão aos leitores que muitas vezes querem "mais do mesmo" MAS connosco não funciona assim.

manual prático de uso da CCC (3/6) : os famosos 50% que agora são 30%...

desenho de João Fazenda para a CriCaClássica
Alguém disse uma vez: a Chili é o contrário das outras organizações que começam com grandes vantagens e depois começam a tirá-las ao longo dos anos.

Esperemos continuar assim por muito tempo, e cremos que a razão por terem dito deve-se ao facto que oferecíamos até 2016, 50% de desconto aos nossos associados sobre o nosso catálogo. Era um acto generoso muito simples na realidade, preferíamos "oferecer" metade do dinheiro da venda do livro a um leitor-associado do que a um distribuidor! Nem sempre foi assim, o trabalho da Witloof, uma editora que distribuiu os nossos livros entre 2000 e 2004, foi exemplar. Só que tal como muitas editoras e distribuidoras nos últimos anos, a Witloof fechou as portas e entre 2004 e 2014 não conseguimos nenhuma distribuidora que fosse fiável (é conhecido por elas não pagarem a editores pequenos) ou que não aceitassem os nossos livros porque a BD é um "bicho-papão" no mercado livreiro - e a "BD de autor" ainda é vista de forma ainda mais marginal!

Em 2010 tivemos uma péssima experiência com a Great Point / Papiro / Buk, uma empresa de "vanity press", ou seja, uma editora que só publica autores se estes lhes pagarem os custos da produção do seu próprio livro! Claro que não queríamos que eles que nos editassem - isso nós sabemos fazer bem! - mas usar os seus serviços de distribuição. Resultado: tivemos de os processar para pagarem logo a primeira factura emitida. Foi um processo humilhante que se prolongou até 2012.

Neste panorama deprimente achámos que mais valia que fossem os associados a "distribuírem" as nossas edições. Se os associados podem comprar os nossos livros a preços tão baratos, o resultado seria que teríamos os associados a comprar mais livros do que o seu normal consumo individual e isso compensaria não ter uma distribuidora comercial criando um circuito autónomo. Simples! Claro que sabemos que a vida anda complicada, e não queremos doutrinar ninguém, mas o que na realidade que pedimos dos sócios é que comprem livros à CCC, MUITOS livros! Ehm... muitos exemplares do mesmo título! Dentro das vossas possibilidades, claro!

Sabemos que os nossos livros têm qualidade para serem oferecidos a amig@s normais, namorad@s anormais, a elementos da família disfuncional e outros animais racionais. A ideia é que adquiram livros nossos em deterioramento a compras às grandes editoras que foderam (não há outro termo, desculpem) o mercado livreiro. Alimentar o sistema de edição actual pensando que estão a fazer algo de positivo pela cultura ou pelos autores é uma ilusão! O livro é o objecto mais importante criado pelo Homem e está a ser o mais mal-tratado. Se acham isto exagerado, e porque não queremos que pensem que somos solipsistas a impingir-vos algo, consultem O Negócio dos Livros : como os grandes grupos económicos decidem o que lemos, de André Schiffrin editado pela Letra Livre. E depois falamos, e desta vez sem palavrões...

Entretanto, desde 2014 que temos uma distribuidora oficial - a Europress - e significou uma mudança no nosso modelo económico sendo que os famosos 50% de desconto não poderia continuar. Desde dia 4 de Fevereiro de 2017 que tivemos de baixar o desconto para 30% para que possamos sobreviver. Mesmo assim o desconto continua ser excelente e não parece que o primeiro parágrafo deixe de ser verdade...

manual prático de uso da CCC (2/6) : edições esgotadas

Ilustração de Nunsky para o esgotado Chili Bean
E quando um livro da Chili Com Carne esgota porque fica tão caro? É para ser mitra ganancioso como aquela gente dos livros de artista!?

Nope!

É verdade que aumentamos sempre o preço de uma edição prestes a esgotar a partir dos últimos 10 ou 20 exemplares mas a razão é que queremos que esses últimos exemplares sejam adquiridos por quem quer mesmo e não para mais um colecionador tarado qualquer que nem sabe o que está a comprar... E é verdade que também é para capitalizar um pouco mais com esses últimos exemplares porque se os nossos livros pagam as despesas de impressão, raramente fazem lucro.

Mas se venderam tudo não era de reeditar? 

O que acontece é que sendo uma estrutura pequena como a nossa não temos capacidade para reedição porque significa voltar a investir dinheiro num projecto em deterioramento de outros novos. Significa também ter que arranjar mais tempo e espaço para armazenar livros. O que poderiam perguntar é porque uma editora profissional não pega nos nossos livros esgotados e nesses autores que deram provas de sucesso?

O que sobra depois de acabar uma tiragem? Tentamos que o livro ainda assim não "morra" totalmente e colocamos em formato digital (PDF) grátis para ser descarregado na plataforma issuu.com e claro há sempre os arquivos públicos que tiveram o cuidado em nos dar guarida: a Biblioteca Nacional é obrigada a tal (é por isso que existe a figura do Depósito Legal) mas podem encontrar a maior parte do nosso catálogo nas Bedetecas da Amadora, Beja e Cascais e nas BLX (são 15 bibliotecas de Lisboa em que destacamos o acervo da Bedeteca de Lisboa por questões óbvias!), em bibliotecas de faculdades como o ISMAT (Portimão), a Faculdade de Belas Artes do PortoFaculdade de Letras do Porto, ou até em galerias como a Perve (Casa da Liberdade). E claro, como os estrangeiros não são nada parvos, também estamos na Fanzinoteca de Poitiers (França) ou na Bedeteca de Estocolmo, por exemplo...

Há sempre hipóteses de encontrar ainda em algumas lojas os títulos esgotados, ou porque há um cuidado extremo em ter sempre tudo acessível como fazem a Mundo Fantasma ou Snob, ou porque os exemplares são metidos em catacumbas-caixotes-máquinas-do-tempo como na BdMania. É de ir lá perguntar se ainda têm o Sourball Prodigy!

manual prático de uso da CCC (1/6) : portes grátis



Vinheta de BD de Marcos Farrajota in Cru #49



Com as campanhas especiais que fizemos e com o concurso dos 500 paus entraram muitos novos sócios, muitos sem percebem muito bem o funcionamento da Chili Com Carne.

Este é o primeiro de seis "posts" sobre questões práticas na CCC, começando com o tema que é quase o dia-a-dia de quem dirige a associação: os correios! Mais especificamente os portes grátis da encomendas das nossas edições! 

A Chili Com Carne assume-se como um veículo para a promoção da leitura e para além de fazer já descontos escandalosamente bons aos seus sócios também NÃO COBRA PORTES no envio de livros - sendo que exigimos apenas que as encomendas tenham um valor mínimo de 10 euros em Portugal e 15 euros para a UE (ver coluna esquerda da shop). Porquê?

1) porque é uma seca andar a pesar livros e fazer continhas às gramas de papel impresso - o trabalho na CCC é voluntário por isso não temos tempo a perder;

2) porque os CTT praticam uma taxa reduzida para envio de livros que tornam os custos de envio mínimos mesmo para a nossa pequena estrutura - esperemos que a privatização desta empresa que faz um excelente serviço público não destrua esta taxa que pode ser usada por todos que queiram enviar livros, editores ou não - ler a última BD deste livro, sff.

Por isso, para quem não vive em grandes centros urbanos, como Lisboa ou Porto, para aceder a boas livrarias (ou seja, as que aceitam os nossos livros) o que propomos é um elogio à preguiça do século XXI! Basta usar o computador que em poucos dias os livros aparecem em casa! Não precisa de sair de casa para ir ao Fórum [nome da terra] à procura da Bertrand ou FNAC com o risco de ser tentado por mais um livro de Vampiros eróticos ou uma autobiografia de um político escrita por um "ghostwriter".

Por fim, não estamos a imitar a Amazon! Já fazíamos isto antes da Amazon ter sido inventada e ao contrário desta besta capitalista, não ambicionamos destruir as livrarias nem ter uma sede social em Luxemburgo para fugir aos impostos. Tenham também isso em conta!

sábado, 22 de maio de 2021

Outside with the cuties @ Good Press



Reading Pita's work is like having one of those dreams where everything is totally normal and completely surreal at the same time. Secretive and sweet, the comics shift with uncertainty driven by the movement of the drawing. A mysterious force is at work! 
Disa Wallander

Mariana Pita turns the ordinary into the extraordinary. Her stories are about small adventures and days at the beach where familiar situations and characters get mixed up with strange and unexpected details. Outside with the Cuties is like a dream that twists memories from past summers. 
Joana Estrela 

Mariana Pita makes drawings, paintings, comics, music, and animation. She has been developing some incredible work in the last few years, followed by a small but enthusiastic group of people. Her comics may look cheerful and lighthearted at first sight but her characters and narratives are often quite deep and odd, sometimes even dark. 

OUTSIDE WITH THE CUTIES is an attempt to present Mariana Pita's best work to a bigger audience. It collects comics produced from 2013 to 2017 originally published in various outlets as well as several unpublished works.


Co-published with O Panda Gordo and support of IPDJ



  • 112 pages, 
  • 17,30x24,3 cm 
  • offset printing, 
  • hardcover, 
  • all content in English and Portuguese


  • Buy at Chili Com Carne online shop, O Panda Gordo (UK), Quimby's (USA), Neurotitan (Germany), Ugra Press (Brazil), Desert Island (New York), Orbital Comics (London), Le Bal des Ardents (Lyon), Good Press (Glasgow)...





    FEEDBACK:

    (...) Pita’s drawing is fascinating, an attractive warbling woolly mess. (...) the whole comic feels spontaneous and alive. (...) In “A Day” we see two young people spend time at the beach before going off to do a job that defies explanation. Both comics are imaginative and wistfully fun, setting the stage for a book that is cute and weird. (...) her work exudes a sense of mystery and unfamiliarity. Outside With The Cuties is an odd physical object (...) The effect is like finding a zine wedged inside of a larger book, an effect I found charmingly appropriate. (...) Overall I am enchanted by Mariana Pita and her work. These comics are joyful and strange, like a flower blooming at night. (...) introduces English-speaking readers to a cartoonist whose work feels essential and timely; I recommend this initial collection to you wholeheartedly. 

    sexta-feira, 21 de maio de 2021

    O ANDAR DE CIMA - The Upper Room / últimos 10 exemplares


    Uma co-edição da Chili Com Carne com a Faculdade de Ciências e Tecnologia e a escola Ar.Co.
    ~
    Uma Banda Desenhada de Francisco Sousa Lobo baseada na palestra A Modulação da Tomada de Decisão: Pode o cérebro ser influenciado? ocorrida em Maio de 2014 e com as participações de Miguel Esteves Cardoso, José Manuel Pereira de Almeida, Alexandre Castro Caldas e Nuno Artur Silva.
    ~
    20p. 21x27cm impressas a castanho, capa a duas cores.
    ISBN: 978-989-8363-28-2
    edição em português com legendas em inglês
    ~

    new comix by Francisco Sousa Lobo (from The Dying Draughtman fame) inspired in a congress about neurology, in Portuguese with English subtitles. It's about the brain and about a conference on decision that took place at Universidade Nova in Lisbon. It's not institutionaley didactic comics, it's straightforward fiction.
    ...
    à venda aqui e na Mundo Fantasma, BdMania, Fábrica Features, LAC, Linha de Sombra, Utopia, Matéria Prima, Tinta nos Nervos

    buy here or at Orbital (London), Quimby's (Chicago), Modern Graphics (Berlin) and Floating World (Portland)







    Feedback : 

    O autor experimenta diversas soluções para as suas pranchas e revela maestria nas transições entre as vinhetas, sendo extremamente proficiente na enorme quantidade de informação que, também como música de fundo, transmite ao leitor nas poucas páginas que constituem a obra. Aliás, esta aparente (...) simplicidade é um dos grandes trunfos desta banda desenhada, perante o complexo tema que aborda. Mais uma vez, Francisco Sousa Lobo brinda-nos com uma BD que figurará certamente entre as mais conceituadas listas do que melhor se produziu este ano em banda desenhada no nosso país. 
    ... 
    Un racconto a fumetti insolito da un autore portoghese, creato in occasione di un convegno di neurologia. Il segno scarno e il montaggio ipnotico di Francisco Sousa Lobo riescono a conferire inquietante esattezza a una storia che parla di cervello, paranoia, solitudine e Fado. 
    Andrea Bruno na sua escolha de últimas cinco melhores leituras de BD para o Fumettologia 
    ... 
    N’O Andar de Cima, claro, o protagonista tem que ser velho o suficiente para ter sido apanhado pelos fachos, mas Lobo nasceu em 73. Pode não ser ele. Mas é ele, ainda que tangencialmente. De lembrar que, por exemplo, a história de Zona de Desconforto é autobiográfica a nu, espécie de Art School Confidential com menos tiques e a ir mais fundo: dois dedos de conversa sobre o doutoramento na Goldsmiths e um historial de depressão com um surto psicótico. Não é por acaso que isto nos põe desconfortáveis — ver um gajo desbobinar-se numa bd não é pêra doce —, e somos quase forçados a concluir que aí sim, foda-se, o gajo viveu para contá-la, isto é que é bd. Tanto ele como nós sabemos que não é bem assim, daí as tangentes e as reviravoltas, porque narrar-se é mais do que uma estratégia argumentativa em banda desenhada; é uma estratégia identitária também. 
    ... 
    Resenha sobre O andar de cima e outros trabalhos de FSL no Ler BD de Pedro Moura 
    ... 
    nomeado como Melhor Argumento e Melhor Publicação Nacional pelos Prémios Central Comics 2015 
    ...
     un cómic en bitono en el que Sousa Lobo presenta a un hombre que escribe un monólogo que se desarrolla durante todo el cuaderno, en el que profundiza en los temas recurrentes del autor: la identidad, el proceso del pensamiento, y los recovecos de la mente. Es un discurso conexo pero complejo, en el que mezcla a Shakespeare con la neurociencia y que también toca cuestiones interesantes, como la imaginación y su contacto con la alucinación. Se trata de un monólogo de loco —o por lo menos de obsesivo / compulsivo— de raíz muy literaria, pero que Sousa Lobo desarrolla con recursos puramente gráficos, gracias a un dibujo sencillo y al uso de símbolos recurrentes.

    domingo, 16 de maio de 2021

    Amanhã já tudo se saberá...

    erro crasso: respeitar street art de merda!

    Isto sim é NECROMANCIA!!


    Sobre o ESTALO amanhã o site torna-se público!

    quinta-feira, 13 de maio de 2021

    segunda-feira, 10 de maio de 2021

    Será a caneta mais poderosa do que a espada?

     


    A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês é a vez de Alexandra Saldanha, que faz parte da banda Unsafe Space Garden, e que prepara um número do Mesinha de Cabeceira a sair para o Festival Estalo em Junho.