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domingo, 23 de agosto de 2026

MITI MOTA - edição inglesa nomeada para os IGNATZ AWARDS

 

O novo livro da Amanda Baeza já caminha pelas livrarias! 

{bem como a edição em inglês pela kuš!}

Trata-se de mais uma compilação de novas Bandas Desenhadas curtas desde o Bruma até aos dias de hoje.

Encontra-se disponível na nossa loja em linha virtual e na BdMania, Cult, Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro,  Utopia (Porto) e Subtil (Almada). 

 



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Editado em Dezembro 2025

100p A5 a cores, edição brochada, capa a cores

 

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Usando técnicas, materiais e expressões muito diversas, este livro reúne uma série de Bandas Desenhadas sobre pessoas, o mundo e o Amor. 

 

Os trabalhos saíram originalmente em várias antologias pelo mundo fora - Argentina, Austrália, Espanha e Portugal - entre 2017 e 2024. 

 

Para muitos é a continuação da colecção de curtas de Amanda desde o esgotadíssimo Bruma.



 



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HISTORIAL


Apesar de termos feito um lançamento oficial podem assistir à entrevista à artista em Pessoas que Desenham a Liberdade (RTP 2)

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Exposição na Tinta nos Nervos entre 25 de Abril e 6 de Junho 2026

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conversa com a autora na Biblioteca Central de Almada, dia 24 de Julho, 19h

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edição inglesa nomeada para os Prémios Ignatz 2026




FEEDBACK

É o livro mais bonito de 2025!
André Ferreira (via email)
 

O Trabalho de Amanda Baeza é eclético, luminoso mesmo que a falar de coisas sérias, cromaticamente intenso porque é a cor o fio condutor da fabricação de uma imagética muito pessoal. Na exposição Miti Mota, cujo título se retira do livro de banda desenhada recém-publicado pela Chilli com Carne, a aparente dispersão criativa que experimenta materiais (riscadores, tintas, lãs), suportes (papel vegetal, cartolina, madeira, tecido) e linguagens distintas (desenho, banda desenhada, pintura, ilustração, escultura, manipulação têxtil, cerâmica) constrói um movimento oscilatório frutífero entre disciplinas, abrindo campos de leitura mais amplos do que o dum mero filão narrativo. 

Working with cloth provides a useful framework for the moments of abstraction in a piece like “Miti Mota,” where images are cut and reassembled to demonstrate the nature of play, of sharing. This is not a version of comics as predecessor to storyboards, where identifiable character designs are paramount, but comics as a form of folkcraft where the artist expresses themselves through every choice made. This is not to say Baeza does not take comics seriously, but rather that she understands it healthily.
The Comics Journal sobre a versão inglesa Wisps
 

Mitimota e Bruma não são a mesma coisa. Ambas são a reunião, num só volume, de um conjunto de pequenas bandas desenhadas curtas, particularmente heteróclitas entre si, publicadas pela autora Amanda Baeza ao longo de anos em variadíssimas publicações, em países, línguas, formatos, estilos e circunstâncias diferentes. Sim. E não é impossível encontrar, de um título para o outro, pequenos temas recorrentes, trejeitos ou facetas comuns, uma maneira de encarar o acto de criar banda desenhada livre, sempre livre. 

(...) Acima de tudo, há um permanente assunto, que tem a ver com o da identidade, sobre que ingredientes são necessários para a assegurar– de forma obrigatória sob o olho da legalidade, ou da inscrição cultural imposta pelos agentes auto-eleitos desse limite, ou mais livres na vida corrente. Conhecerão alguns leitores um assunto que foi discutido em torno da pessoa de Baeza, que podemos apresentar como “portuguesa-chilena”, onde esse hífen faz um trabalho policial tremendo, e que já argumentámos dever ser visto não tanto como sinal matemático de redução, mas sim de acrescimento, de âncora para algo mais. (...) Esse assunto torna-se quase diáfano na história “Nem de cá, nem de lá” mas também em “1 + 1 = 0” (e, atenção, pouco importa aqui a cronologia precisa das histórias, pois estes embates não serão seguramente pontuais, mas sistémicos e contínuos). Diria, porém, que se essas histórias são, respectivamente, um apontamento diarístico e acusatório de um trauma (e é um trauma, pois é uma afirmação violenta dizerem-nos que não somos algo que somos, só porque quem afirma não sermos pensa ser o juiz dessa mesma identidade) e uma tentativa de compreensão dos mecanismos de recusa, é precisamente “miti-mota” que parece ganhar distância e descobrir como explorar o aspecto positivo desse processo de “metadização” da pessoa humana.

Uma pequena caixa de jóias, brilhantes e coloridas, várias e nem sempre doces, mas que abre um ramalhete de possibilidades.

terça-feira, 5 de maio de 2026

MASSA CRITICA /// na Utopia


 
Pergunta, que espécie de antologia de Banda Desenhada poderá entrar na colecção THISCOvery CCChannel? Talvez se encontre uma resposta aqui! 

Exacto! 

Numa preocupação constante de falta de obras de referência em Portugal - e apesar de alguns títulos sobre bd que já publicámos nesta colecção, como a Maga ou The Reading Gaze (de Domingos Isabelinho) - qualquer oportunidade é boa para arrancar pelo menos testemunhos sobre BD pelos artistas. Por exemplo, quando o australiano Michael Fikaris quis fazer uma antologia de bd portuguesa e australiana, foi convencido a pedir trabalhos sobre bd aos artistas convidados. A antologia Opposights saiu em 2021, e os resultados dos portugueses eram surpreendentes! Tinha de publicar-se em Portugal ou em português! Pouco importava se seria um livro pequeno! 

Felizmente, foi crescendo porque fomos encontrando sempre mais alguém que mostrava interesse em participar. Muito sinceramente, valia e valeu a pena esperar mais um bocadinho até que o artista entregasse o trabalho. 

 Bocadinho a bocadinho, já lá vão uns três anos para esta montanha parir este rato. Rato? Ratazana, isto é para picar!!! Cinzentinhos, bazem!

foto de Rodolfo Mariano


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128p p/b 16,5x23cm, capa a 2 cores. Editado por Marcos Farrajota. Publicado pela Chili Com Carne e Thisco. Capa e Design feito pelo Rei da BD Portuguesa!!
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disponível na nossa loja em linha e na Almedina, BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Socorro, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Cassandra, Mundo Fantasma, Utopia (Porto) e Velhotes (VN Gaia). E na Eventual (Espanha) e TFM (Alemanha).
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Tabela de conteúdos:

Editorial Arrivista (texto) por Marcos Farrajota

EXPERIÊNCIA
A cena por Amanda Baeza
(sobre feiras e estratégias) por Mariana Pita
Comic Trips por Rui Moura
(uma autobiografia sobre a sua relação com a BD) por Bruno Borges
(a primeira parte do livro "No tempo em que os meus medos falavam") por Miguel Ferreira

FORMA
Shapes found in Comics por Cátia Serrão
(sobre o vício da tinta da china, em inglês devido ao "punchline" intraduzível) por Pedro Burgos
Estudo do meio por André Lemos
Subtextual nihilism por Hetamoé

ENSAIO
Porquê BD? por André Pereira
Consciência Sequencial por Rodolfo Mariano
Breve e imprecisa História da Cienfuegos Press por Gonçalo Duarte
Melanina & a BD portuguesa no século XXI por Miguel Santos
O Hábito fez um monstro! por Lucas Almeida
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Feedback:

Ontem já estive a ler parte do livro à noite. Grande editorial arrivista! Já estava entusiasmado para ver o livro e agora que o tenho nas mãos fico ainda mais contente por ter participado. As histórias que li rendem bué e é um livro que parece sair na altura certa, com todas as discussões que me têm chegado aos ouvidos (sobre a BD ser um "género", sobre a "novela gráfica", sobre a falta de consciência história da BD PT...). Também me ocorreu que, no género de "BD a falar dela própria", e ao contrário do que se faz por aí, é um livro que dá destaque às vozes de autores e não de editores, o que me parece relevante no contexto actual. Enfim, considerações superficiais, mas genuinamente entusiasmadas; deixo a profundidade de reflexão para as várias histórias do Massa Crítica.
André Pereira (via email)

A Massa 'tava óptima!
David Campos (via email)

Excelente BD a do Miguel Santos na Massa Crítica.
André Oliveira (via email)

(...) A brincadeira começou na Austrália, (...) em que eu já participei com mais alguns artistas portugueses e de lá. Não fazia ideia que iriam querer publicar a versão portuguesa, que junta mais uns quantos nomes e é mais específica sobre a cena local - ou seja, portuguesa. Cada vez me faz mais confusão falar de arte ou bd portuguesa, ou sequer de Portugal, já que trazem o tema à conversa; ou mesmo de banda desenhada, por oposição a outras disciplinas ou circunscrita no seu meio. (...) Ainda assim, gostei muito do livro (...) Revejo-me naquilo, conheço a maior parte dos assuntos e as pessoas; para além de que me deu bastante gozo fazer a minha parte. E, claro, é com certeza um material de estudo necessário e interessante para quem vem depois para fazer a BD. O design do livro é do Rudolfo e está altamente!


Antologia de banda desenhada que eleva a BD portuguesa a patamares de distinção Raramente um livro de banda desenhada em Portugal consegue captar ao mesmo tempo a energia de um movimento artístico pulsante e a reflexão exigente sobre o próprio meio. Massa Crítica, antologia (...) consegue exatamente isso. (...) Do ponto de vista formal, editorial e estético, Massa Crítica é uma obra de afirmação. (...) As categorias de conteúdo — Experiência, Forma, Ensaio — indicam por si um ambicioso cruzamento entre autobiografia artística, teoria, crítica e prática. Por exemplo, (...) Porquê BD? de André Pereira, não só enriquecem o panorama teórico da BD portuguesa como oferecem leituras íntimas, pessoais, que reforçam a autenticidade do todo. Num panorama editorial em que por vezes se privilegiam fórmulas seguras ou estéticas de apelo imediato, Massa Crítica ergue-se como contraponto valioso: desafia, provoca, estimula. Não se contenta em apenas registar o que já existe; procura interrogar, abrir novas emoções, lançar pontes entre o meio e quem o consome. E faz isso de dentro, por quem vive a banda desenhada. (...) É um manifesto — artístico, intelectual, cultural — e uma prova concreta de que a banda desenhada portuguesa tem mais de onde extrair matéria, alma e espessura. Quem se interessa por BD, ou por cultura contemporânea que pensa para lá da superfície, vai encontrar aqui um livro obrigatório. A capa de Massa Crítica: manifesto visual da BD independente portuguesa Num mercado editorial onde muitas vezes a capa é pensada apenas como chamariz de consumo rápido, Massa Crítica apresenta-se com uma solução gráfica ousada, concebida por Rudolfo, que funciona como verdadeiro manifesto visual. O fundo magenta saturado contrasta de forma vibrante com as letras e figuras em amarelo, criando uma tensão cromática que prende o olhar e impõe presença. As formas orgânicas — meio tipográficas, meio escultóricas — evocam tanto o gesto manual como a experimentação plástica digital, transmitindo uma energia bruta, viva e indomável. Não há aqui a busca por uma “beleza polida”, mas antes a afirmação da autenticidade e da radicalidade criativa que caracteriza a Chili Com Carne. (...)
Paulo Pereira para um JL extinto

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Historial

14 de Dezembro 2024: primeira apresentação na Socorro, Porto, com a presença do editor Marcos Farrajota e o artista Rui Moura. no âmbito do Culturismo Hardcore II, o maior evento de nicho Pop!

11 de Janeiro 2025: lançamento oficial na Tinta nos Nervos, com presença do editor Marcos Farrajota e dos artistas Amanda Baeza, André Pereira, Hetamoé e Miguel Santos.

24 Fevereiro 2025: conferência "Melanina e a BD Portuguesa no século XXI" por Miguel Santos @ Sala 8.2.12 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Referido sem crítica - porque a pobreza grassa na BD portuguesa - no jornal Jornal de Letras, o que diz muito da barriga burguesa do seu "crítico"...

 22 Setembro 2025: BD de Hetamoé no projecto Story Tellers no Parque Silva Porto, Benfica, Lisboa



sexta-feira, 24 de abril de 2026

Miti Mota ao vivo e a cores!!!


Inaugura a exposição da Amanda Baeza - homónima do título do seu último livro -, bem recheada com os originais do Miti Mota, cerâmica e outras surpresas ! É no 25 de Abril a partir das 17h na Tinta nos Nervos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Liberdade, sonhos de vanguarda, bolachas, D. Caixote & Sancho Ganza, Necroverso, Shit Show, A, crochet, álcool, biclas em Xabregas, Sísifo perdeu um braço, Senhoria, vómito e muito mais...



 Novo número da Pentângulo, o cinco, revista da escola. Ar.Co. 

Uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade. 

Participam neste número António Gomes, Joana Matos, Sara Baptista, Tita Luís, Mariana Matos, Gaspar Borges, Luís Ribeiro, Rodolfo Mariano, TETRATELES, Francisco Sousa Lobo, Emilie Bourel, Rodrigo Villalba, Beatriz Brajal, Francisco Modesto, Luís Ribeiro, Marcos Farrajota (texto) Pauli Pokryvkova, Maryam Shimizu, Luana Saldanha, Sofia Ciente, Tomás Almeida, António José Lopes, Amanda Baeza, Rebeca Gomes e Tiago Baptista.

128p 16,5x23cm, 40p a cores, capa de Marta Baptista, design de Rudolfo. 

Apoio do IPDJ. 

Destaque aqui para as lojas que apoiam este projecto na distribuição: BdMania, Linha de Sombra, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob e Tinta nos Nervos.  

Já se encontra na nossa loja em linha e na Tigre de Papel e ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Socorro (Porto) e Velhotes (VN Gaia).



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HISTORIAL

Apresentação na Tinta nos Nervos, 1 de Março 2025, com as presenças de André Pereira (professor e autor), Daniel Lima (co-responsável do Departamento de BD e Ilustração da Ar.Co) e Marcos Farrajota (editor).




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A BdMania fez um concurso tótó: durante o mês de Março levamos a cabo um fabuloso concurso temático: aos primeiros 1000 leitores que reencaminharem a fotografia acima para a Chili Com Carne temos para oferecer nada mais do que 1000 Obrigadíssimos, que serão transmitidos com elevada consideração! (?)






nomeado para o Prémio de BD Alternativa / Fanzines do (cancelado) Festival de Angoulême 2026


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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

ccc@autonoma.4


 Lá estaremos!! Sendo que o Tiago "Gato Mariano" da Bernarda vai dar um workshop e a Amanda Baeza vai ter uma exposição! 

A exposição intitula-se Entre onde dá-se a conhecer o trabalho mais recente da artista luso-chilena Amanda Baeza (1990). Esta exposição apresenta um conjunto de obras que atravessam ilustração, banda desenhada, desenho, têxtil, cerâmica e bonecos de pano, revelando a forma como todas estas linguagens se entrelaçam no trabalho da artista. Um convite para ver de perto, e em primeira mão, o lugar onde tudo se encontra.

 + info AQUI

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

a Chili Com Carne no Festival de Fanzines e BD de Alpiarça



Lá estaremos este Festival de boa cromaria mais uma vez e desta vez com uma exposição sobre o Punk e a BD, a cargo de Marcos Farrajota - numa espécie de versão do livro Punk Comix daí que se intitule de forma homónima.


Se hoje “Punk” é uma palavra abusada por todos porque numa sociedade amorfa como a que vivemos, qualquer pessoa mais energética e “suja” é considerada imediatamente de Punk, reduzindo-se a uma tribo com especificidades na roupa e na música e ignorando o legado político.

Punk Comix é uma exposição de vários painéis montados por Marcos Farrajota (edição) e Joana Pires (design) que não percorre apenas as ligações da BD e do Punk em Portugal mas realça a sua evolução na forma como autores e artistas de BD abordaram esta contracultura mas também trazendo à luz as características únicas dessa relação - por ex.: o movimento Okupa, as bandas de música  que ganham vida vindas da própria Banda Desenhada ou os seus VIPs (very important punks). São ainda destacadas as obras únicas de Nunsky, colectivo Chili Com Carne, João Mascarenhas, Tiago Baptista e José Smith Vargas.



quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Turma do Cangaço, Nostalgia, Veneza, salário baixo, maridos, LGBTI+ comix, Zé Miau, auto-tripes, Indie 2018, xenofobia, cabeças,...



Eis o segundo número da revista PENTÂNGULO que dá continuidade à parceria entre o Ar.Co. - Centro de Arte e Comunicação Visual e a Associação Chili Com Carne.

A Pentângulo é uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co.

Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade.

O departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a pôr em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência, entre elas a Chili Com Carne com quem o departamento colaborou desde o início do milénio.

Só com o primeiro número, a publicação viajou com uma exposição pelo Festival de BD de Beja e uma apresentação na Feira do Livro de Lisboa, em 2018. Seguimos para aonde? Nesta segunda entrega além de BDs cada vez mais ousadas, destacamos para o acréscimo de mais textos de reflexão e informação, algo que a comunidade ligada a estas Artes foge ou tenta ignorar, aqui não. Desafio que lançamos, que tal uma banda desenhada que discuta sobre banda desenhada? Quem sabe para um número futuro...

Coordenação editorial por Daniel Lima, Jorge Nesbitt e Marcos Farrajota. Design por Rudolfo. Capa de Nuno Saraiva. Colaboram neste número: Amanda Baeza, Ana Dias, André Pereira, Daniel Lima, Dois Vês, Francisco San Payo, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Marcos Farrajota, Mariana Pinheiro, Mathieu Fleury, Pedro Moura, 40 Ladrões, Rodolfo Mariano, Rosa Francisco, Sara Boiça e Simão Simões.

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Apoio do Instituto Português de Desporto e Juventude.

E apoio de distribuição das seguintes lojas BdMania, Linha de Sombra, Matéria Prima, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob e Tasca Mastai.

Para além das lojas indicadas, também se encontra no nosso sítio em linha, Tigre de Papel, ZDB, Tortuga (Disgraça), A Vida Portuguesa e Utopia.










Historial

lançado no 9 de Abril 2019 na escola Ar.Co. 
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obra seleccionada para a Bedeteca Ideal 
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artigo no P3 
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nomeado Melhor Antologia e Melhor BD Curta (de Francisco Sousa Lobo) para os prémios Bandas Desenhadas 2019
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participação na exposição TPC na Festa da Ilustração, Setúbal, 1-30 Junho
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Nomeada para Prémio de BD Alternativa Angoulême 2020
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artigo sobre a nomeação em Angoulême com muitas páginas do Pentângulo #2 no Público 29/01/20



Feedback

Mostrar que a banda desenhada (portuguesa) deve ser colocada por extenso, com o seu nome completo - perdeu a pele juvenil da BD, é uma arte como as outras 
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(...) o Simão Simões brinca novamente com o imaginário informe e metafórico (há sempre uma candura monstruosa que pede pelos menos mais 100 páginas de material desta qualidade); o João Carola pega em Lacan para pensar sobre o olhar e a contemplação e a relação entre sujeito-objecto na época da transparência (pode ainda encontrar-se um ângulo morto na visão do panóptico digital?) (...) o sofrimento do Zé Miau perante um dos grandes mistérios da nossa época: o contrabando exasperante e o comércio directo e involuntário de isqueiros. Mas o pathos não está só nesta bd da Luana Saldanha; a contribuição do Francisco Sousa Lobo (alguma vez se esgota esta torrente de inspiração?) obriga o leitor a remexer nas memórias do autor, em mais uma excelente bd autobiográfica, na qual está em jogo a religiosidade e o amor, com uma pitada de referência highbrow pelo caminho (desta vez calhou a Kavafis, os bárbaros estão a chegar, afinal não, etc.). Não esquecer as questões de género e a rebelião contra o despotismo patriarcal: a Rosa Francisco desenha uma bd a partir de um conto de Pessoa e a Ana Dias revela a amargura de quem vive com homens que coleccionam edições do Admirável Mundo Novo, vestem t-shirts de bandas (Motörhead, a sério, não estou a inventar) e ouvem post-rock. Tudo isto em 2019. 
(...) O que é mais curioso no meio de tudo isto é que uma revista costuma sempre armazenar algum lixo e ser desigual, mas esta Pentângulo consegue escapar a esse problema. Mesmo os três textos têm toda a sua pertinência: o Pedro Moura escreve sobre a obsessão dos literatos pela nostalgia e o Marcos Farrajota ensaia duas resenhas históricas sobre as bds LGBTI+ em Portugal e acerca das fanzines e edições independentes publicadas cá no burgo durante o ano passado. (...)
Russo in A Batalha

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Rentrée bédé!

Setembro é o grande regresso às actividades culturais - como se sabe os festivais de verão são life-style e não de música!

Começou a semana passada logo com a grande Mariana Pita no WC / BD onde se poderá ver originais das suas bandas desenhadas na colectânea Lá fora com os fofinhos.


E HOJE no Museu Nacional de História Natural e da Ciência vai inaugurar provavelmente a exposição de BD mais importante deste ano, não percam!!!

cartaz de Martin López Lam

Deep Time é uma exposição que reúne 14 artistas ibéricos convidados a explorar, através da banda desenhada, o conceito de “tempo profundo”—a passagem do tempo registada nas camadas geológicas. As marcas da transformação química e biológica do nosso planeta possuem uma poética que é familiar à banda desenhada, onde a justaposição de elementos produz uma sequência cronológica. Deep Time responde à urgência de integrar a escala humana na geológica, num momento em que já alterámos profundamente os sistemas terrestres.

Artistas: Amanda Baeza / Ana Maçã / André Pereira / Begoña García-Alén / Bruno Borges / Cátia Serrão / Daniel Lima / Hetamoé / Irkus / Mao / Martín López Lam / Ricardo Paião Oliveira / Roberto Massó / Rudolfo 

Curadoria: Ana Matilde Sousa e Hugo Almeida

terça-feira, 16 de abril de 2024

CPC ESGOTADO


A Chili Com Carne tornou-se numa enorme corporação com uma implantação em vários mercados - da culinária à livreira, da cimenteira à fonográfica - e o que faz uma empresa quando ganha um estatuto pujante?

Simples!

Investe nos seus próprios meios de comunicação e propaganda!!

Assim que surge Carne para Canhão, um jornal semestral anual que pretende informar uma nova geração de leitores sobre romances gráficos e cultura URbana.

Neste primeiro número participam na frente de combate 40 Ladrões, Alexandra Saldanha, Amanda Baeza, André Lemos (capa), Ângela Cardinhos, Francisco Sousa Lobo, João Carola, Luís Barreto, Nunsky, Rodolfo Mariano e Rui Moura - que fez o design da publicação. E há (oh não! que seca, ter de ler sobre BD!) textos para LER de Marcos Farrajota e Nuno de Sousa.

Locais de distribuição gratuita: Linha de Sombra, Kingpin, Tigre de Papel, ZDB, Tinta nos Nervos, Snob, Neat Records (Lisboa), Atelier Abracadabra (Coimbra), Paperview (Leiria), Carmo'81 (Viseu), Biblioteca de Alpiarça, CAAA (Guimarães), Louie Louie (Porto) e Insensato (Tomar).

Fizemos 1000 exemplares e chegamos à conclusão que é pouco, ESGOTOU rápido!!!

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

ccc@fexti

 

cartaz de Amanda Baeza


Sábado 14. 17-18h Mesa de diálogo sobre el panorama del cómic en Portugal con João Sequeira y Marcos Farrajota. Conduce Pablo García Martín. 

Sábado 14. 19-20h Encontro con autoras con Amanda Baeza y Mayte Alvarado. conduce: elena Masarah

Domingo 15. 11-12h Charla sobre fanzines con Amanza Baeza, Marcos Farrajota y Roberto Massó. Conduce Gerardo Vilches.

+ info aqui

terça-feira, 10 de outubro de 2023

O meu 1bigo é meu amigo, o seu cotão é meu irmão*


A revista Umbigo publicou, neste número de Setembro / Dezembro, um diálogo gráfico entre Tiago Baptista e a Bedeteca da Amadora e com os vários livros da Chili Com Carne a serem bombados na bibliografia da peça!! Não percebemos qual a raison d'etrê disto tudo, admitimos que estamos confusos com os meandros da Arte Contemporânea mas obrigado, sei lá...


*Repórter Estrábico sempre!

domingo, 8 de outubro de 2023

Colectiva CCC#6: "Carne Para Canhão" in Alpiarça


 
 A Associação Chili Com Carne é uma organização de jovens artistas sem fins lucrativos cujo funcionamento assenta na cooperação livre e espontânea dos seus associados. Desde a sua fundação em 1995 que temos promovido e desenvolvido as mais diversas realizações no campo das artes, que se têm concretizado, entre outros aspectos, na organização de diversas exposições e publicações. 

A última aventura editorial é o jornal Carne Para Canhão, que pretende ser uma publicação gratuita de crítica e reflexão sobre a Banda Desenhada.

Para a exposição Colectiva CCC#6 tomamos por base os trabalhos do jornal e complementada por outros trabalhos dos seus colaboradores, a saber: 40 Ladrões, Amanda Baeza, André Lemos, Ângela Cardinhos, Francisco Sousa Lobo, João Carola, Luís Barreto, Nunsky, Rodolfo Mariano e Rui Moura.

A exposição estará patente na Casa dos Patudos até ao final do mês de Outubro. Sendo que a Associação Chili com Carne esteve presente no dia 7 de Outubro no mercado do evento. E sim, quer dizer que Alpiarça será segundo local em Portugal com mais exemplares do Carne Para Canhão per capita! Ai!



sítio oficial em linha AQUI

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Elas voltaram! E já foram embora...



Com uma nova cara! Elas? És tu!

Eis a segunda edição das cartas de oráculo ilustradas 

It's you

de 

A artista Amanda Baeza (do livro Bruma) criou uma galeria de 85 retratos a partir de imagens encontradas na Internet, celebrando a diversidade humana e uma miríade de acções e sentimentos.

Com um esquema compositivo e cromático próximo do clássico Tarot de Marselha, essas imagens foram agora transformadas num baralho oracular, pronto a ser empregue de forma livre pelos seus utilizadores. 


Foram feitas duas versões, uma castelhano com a Fulgencio Pimentel, e outra em inglês com a Kus!

Só 100 exemplares da versão inglesa estão disponíveis em Portugal pela Chili Com Carne... e ESGOTARAM!!



Talvez ainda podem encontrar na Linha de Sombra, Tinta nos Nervos, Stet, Vida Portuguesa e Senhora Presidenta (Porto).

Eis fotos dos dois baralhos e um cão enamorado por elas: