quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Cracking ::: novo livro (gráfico) de Tommi Musturi


Chegou o novo livro do artista finlandês Tommi Musturi - na linha do Beating ou seja "obra gráfica" e não BD - sendo que será lançado oficialmente na inauguração da exposição do autor na Tinta nos Nervos

A exposição será entre 6 de Novembro e 9 de Janeiro de 2022, com a presença do autor. 

Tudo terá o título de Cracking...




Não é preciso esperar até Novembro para sacar este belo monstrinho hiper-colorido, podem já ir à loja em linha da Chili Com Carne ou à Tinta nos Nervos buscar esta edição limitada de 300 exemplares. Ou ainda à Alquimia, BdMania, Exclamação, Kingpin Books, Legendary Books, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel e ZDB - mais livrarias o terão mas a passo de caracol de futuro.

Agora, respirem... mas não muito! Porque já começamos a vendê-los!

Entretanto a Tinta já tirou umas fotos ao livro e diz isto: CrrrrrrRRRRRR.... Crack! CRACKING!! As engrenagens rebentaram do esforço titânico na impressão do maelstrom gráfico do mutante @tommimusturi. Esta colectânea de trabalho de quase 10 anos do autor finlandês é uma edição simultânea internacional, cuja versão portuguesa é uma co-venture da @chili_com_carne e da própria @tinta_nos_nervos. A nossa aventura enquanto editores associa-se à ocasião da futura #exposição do artista, este Novembro. Stay tooooned!!












Reconhecido artista de múltiplos e cambiantes estilos, este imenso volume reúne trabalhos éditos e inéditos de natureza gráfica muito variada do autor finlandês, produzidos desde 2013. Encontraremos aqui alguma pintura, posters, ilustração, pixel art, e mesmo esboços e outros objectos díspares. Uma verdadeira tempestade, que demonstra acima de tudo uma indómita vontade em criar imagens, subsumindo todas as circunstâncias dos seus "pedidos" à única força que Musturi pode seguir. O livro contém ainda um ensaio do próprio autor sobre práticas artísticas contemporâneas em fronteiras que o teimam ser, e "liner notes" de todas as obras incluídas. Esta edição teve edição simultânea internacional, sendo a portuguesa uma colaboração entre a editora Chili Com Carne e a Tinta nos Nervos, por ocasião da exposição que estará patente de Tommi Musturi entre Novembro de 2021 e Janeiro de 2022 na galeria tinta nos Nervos.

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sobre o autor


Tommi Musturi (Ruovesi, Finlândia, 1975) é um autor de banda desenhada, conhecido pelo seu estilo camaleónico que lida com temas existenciais rodopiando no ideal da liberdade. A sua expressão artística usa vários métodos que vão desde o simples rabisco até à criação de um estilo singular para uma mensagem específica.


 Está envolvido no mundo editorial e curatorial, fazendo parte desde 2005 do colectivo de BD Kutikuti. Tem publicado mais de 40 títulos, entre fanzines, romances gráficos e livros de arte, sendo o seu trabalho mais conhecido a personagem que lembra um fantasma, Samuel, cujos dois volumes foram publicados em Portugal. Participou em mais de 200 exposições pelo mundo fora, incluíndo Lisboa, Beja e Porto. 


Musturi vive com a sua mulher e filha na aldeia de Siuro, no sul da Finlândia.


Em Portugal o seu trabalho foi divulgado nas antologias QuadradoMesinha de Cabeceira, MASSIVE, no jornal A Batalha e na revista Argumento. A solo foram publicados Caminhando com Samuel (MMMNNNRRRG; 2009, 2ª edição 2016), To a stranger (Opuntia Books; 2010), Beating (MMMNNNRRRG; 2013), Simplesmente Samuel (MMMNNNRRRG; 2016), O.O.M. (Mundo Fantasma; 2017) e Antologia da Mente (MMMNNNRRRG; 2018). 

9ª edição Toma lá 500 PAUS e faz uma BD!!

A nona edição do concurso 500 paus está a bombar até 4 de Fevereiro 2022!



A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros como Askar o General de Dileydi Florez e O Subtraído à vista de Filipe Felizardo, trabalhos que participaram no concurso. 

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em breve uma em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelhoem Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Udo vencedor do ano passado Rodolfo Mariano e está previsto neste mês sair Hoje não da vencedora deste ano Ana Margarida Matos.

Cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!





Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da CCC com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!

O prémio é monetário? 
É sim! São 500paus! 500 Euros!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor?
Ana Margarida Matos (autora, vencedora deste ano), André Pereira (autor e professor de BD), Amanda Ribeiro (jornalista, P3/Público), Dois Vês (autora de BD, Vice-presidente da Direcção) e Frederico Duarte (da livraria e galeria Tinta nos Nervos).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
4 de Fevereiro 2022 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2022 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2022!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

 


We will have a selection of our books at Magma Bruta's table at Zinefest Leipzig!
6th of November from 12h to 18h at 'Das Japanische Haus'
Come say hi :o)

Finalmente uma edição portuguesa do autor mais importante da actualidade!


Viagem 

de 

Yūichi Yokoyama 

(...) Viagem é incrivelmente divertido, considerando as suas 200 e tal páginas mudas de uma viagem de comboio sem acontecimentos. Um quarto do livro é sobre três viajantes à procura dos seus lugares, e o resto é sobre o que eles vêm pela janela à medida que o comboio atravessa o Japão, focando-se nas geometrias perturbadoras da natureza e cidades. As personagens humanas não passam de glifos inexpressivos, diferenciados apenas pela roupa e penteados. Qualquer vinheta do livro poderá ser vista de forma abstracta e a piada final é que Yokoyama já afirmou que ele próprio tem lutado para interpretar as suas próprias imagens: “É no mínimo estranho que ele se sentem todos juntos numa carruagem de comboio vazia.” 

New York Times


Em Viagem, a questão da visualidade é directamente relacionada com a da velocidade de um percurso de comboio de três personagens, encenado com a intensidade de um spy thriller ou de um manga shonen. (...) a existir uma aproximação entre Yokoyama e as festas do Cabaret Voltaire, esta poderá reduzir-se a um interesse coincidente em expressões cosméticas de individualidade. Não é grande surpresa que um artista contemporâneo, tal como os miúdos fixes de 1916, se divirta a inventar modas. (...) Condenados ao mecanicismo de Descartes, os passageiros representam o humano apenas pela auto-evidência “plana” da sua presença e acções. O resultado é como ver o mundo pelos olhos de um extraterrestre, ou de uma abelha, para os quais a intencionalidade ou a inteligência por detrás das acções humanas serão tanto ininteligíveis como irrelevantes. 

Mao



192p A5 a uma cor mais sobrecapa a duas cores

Esta edição é acompanhada pelo suplemento 

Contemplar a paisagem com Yūichi Yokoyama 

(vol. -12 da col. THISCOvery CCChannel), 

um ensaio escrito por Hugo Almeida.


O suplemento de edição limitada é oferecido na aquisição de Viagem na

loja em linha da Chili Com Carne e ainda nas seguintes livrarias: Utopia, Matéria Prima, Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Kingpin Books, Snob, ZDB,  Alquimia, BdMania e Exclamação.







Feedback 

Trata-se de uma gigantesca aposta na banda desenhada japonesa contemporânea, escapando à lógica mais expectável da manga Viagem, de #yuichiyokoyama #yokoyamayuichi, um dos seus livros mais celebrados senão o que o pôs no mapa, é uma viagem ultra-cinética que estimula a materialidade visual do livro, e salienta a mecanicidade dos corpos humanos. Imperdível para amantes da criatividade desabrida e a inventabilidade gráfica da nova banda desenhada. Alguns dos primeiros exemplares são vendidos com um brilhante ensaio suplementar de Hugo Almeida
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(...) um livro tão bom!
Simão Simões (via email)
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Deslize é uma palavra que me ajuda a definir este livro. A sensação é a de um imparável estado de movimento e encadeamento aleatório, mas ao mesmo tempo totalmente controlado, preciso e previsto. Esta obra que tanto se pode ver em 7 minutos como nos permite alongar os olhos e o corpo nela por horas, regressar uma e outra vez, é uma prova que a banda desenhada pode ser uma experiência cinética de completa imersão. (...) Desta vez, deslizar os olhos por esta obra de Yuchi Yokoyama, alguma coisa me remeteu para uma sensação próxima do deslize num skate. Fazermo-nos deslizar ou manobrar um skate pela cidade ou pela estrada, tem algo de histriónico, um pouco como as soluções gráficas que o artista usa para simular ou fazer intuir o movimento dos corpos e volumes, ou seja, o desenho da deslocação de todas as coisas que há neste livro. Foi o que senti quando o reli. Deslize encadeado e sem atrito, automático e sem obstáculos.
Tiago Baptista in Skate Snake Zine #2
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送って頂いた「トラべル」実物をみました表紙や目次や末尾の奥付けページがお洒落で良いですねありがとうございました!
Yuichi Yokoyama (via email)

CRACKING: 6 novembro na TINTA NOS NERVOS com presença de TOMMI MUSTURI


 

Hoje Não


Hoje não 
de Ana Margarida Matos 
é o 22º volume da Colecção CCC com o ISBN: 978-989-8363-47-3,  de 500 exemplares, com 128p 16,5x23cm p/b, capa a duas cores, edição brochada e colada no verso.




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Correndo por fora do habitual corredor da comiseração autobiográfica - tão frequente na chamada BD alternativa - as bandas desenhadas da Ana Margarida Matos surpreendem-me pela densidade e liberdade conceptual.

Há em Hoje não um rigor gráfico virtuosamente obsessivo e um uso exaustivo das palavras, que me captura dentro de páginas-labirinto. Como se a autora me obrigasse a permanecer neste espaço claustrofóbico tanto tempo quanto aquele que investiu para desenhar aquela página. Mas a fluidez e originalidade das suas soluções narrativas deixam-me desarmado, vulnerável ao correr do tempo, cúmplice dos seus dias. Percorro as páginas como num jogo de xadrez, tentando antecipar jogadas e surpreendendo-me com os desenlaces. Xeque-mate. 

António Jorge Gonçalves



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Com um novo confinamento a chegar, este livro é um registo diário entre 16 de Janeiro e 26 de Junho de 2021, com a premissa da autora não voltar a perder a noção do tempo, documentando tudo e qualquer coisa que aconteça no dia e resumindo o mais importante em apenas cinco linhas. 

Cada página corresponde a um dia onde se capturam os limites da identidade pessoal num momento tão atípico na história da nossa existência, através das rotinas diárias, das crises existenciais e do que se vê na sociedade.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Matéria-Prima, Tinta nos Nervos, Snob, Tigre de Papel e Kingpin.

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Historial: 

obra vencedora do concurso interno Toma lá 500 paus e faz uma BD! 2020 ... a única exposição de qualidade na BD Amadora 2021 ... lançamento oficial no dia 27 de Novembro na Tinta nos Nervos

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Ana Margarida Matos (1999) cresceu no Montijo mas entretanto como não gosta muito de touradas fugiu para Almada. Estudou Design Gráfico na Escola Artística António Arroio e licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Em 2019 lançou o seu primeiro zine Passe Social através do selo editorial Erva Daninha e mais recentemente participou na antologia Querosene publicada pela Chili Com Carne. Tem publicado fanzines independentes desde então e no ano 2021 ganhou o concurso Toma Lá 500 Paus e Faz Uma BD promovido pela Chili Com Carne com o projeto Hoje Não.


domingo, 24 de outubro de 2021

O Espelho de Mogli ... últimos 2 exemplares!!



   
         
                                      

O Espelho de Mogli
Por

26º volume da MMMNNNRRRG
ISBN: 978-989-97304-7-2
56p a 2 cores, 25x30cm

500 exemplares
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 ATENÇÃO: este livro é muito frágil, devido a esse factor terá uma distribuição extremamente limitada sendo que faltam 2 exemplares para esgotar a edição que estão à venda na loja em linha da Chili Com Carne
É provável que encontre outros nas seguintes lojas Matéria PrimaLACLinha de Sombra, Senhora Presidenta, Tinta nos Nervos, Tigre de Papel e Nova Livraria Francesa.

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Olivier Schrauwen não deixa nunca de me inspirar. É o autor mais original que encontro desde Ben Katchor e Chris Ware. - Art Spiegelman 

Pegando no Livro da Selva de Rudyard Kipling, quer dizer, apenas no cenário e o nome da personagem, Olivier Schrauwen apresenta-nos uma tragicomédia entre o encontro de um símio e um menino selvagem, numa Banda Desenhada que não usa palavras e que emprega estéticas gráficas com cheiros do passado sem que isso afecte o seu real valor contemporâneo que faz dele, segundo muitos especialistas como é um dos cinco autores de banda desenhada de vanguarda mais importantes no panorama mundial actual...

O autor flamengo emprega espelhos deformados para reflectir sobre o papel do Homem no Mundo e a fina fronteira que separa o homem do animal.

Este livro é um "remake" com um novo tratamento das cores, aumento de páginas e de formato, de um livro saído em 2011 que foi seleccionado para os Prémios do Festival de BD de Angoulême.




Feedback : 
Schrauwen tem já um passado na àrea da animação, da ilustração e da banda desenhada. Alguns dos seus trabalhos - que partem das premissas da escola da "linha clara" mas vão bem mais além destas -, são hoje clássicos contemporâneos que receberam aplausos por parte dos seus pares, críticos, leitores ou estudantes de design e de escolas de arte. 
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 ¿Cómo llamamos a esto? Como género, quiero decir. ¿Comedia primitivista? Da lo mismo, claro. Es una historia que precisamente por ser muda pude profundizar en una pulsión preverbal, que podría definirnos: son pocas las especies animales que pueden reconocer su reflejo en el espejo, y ser conscientes, por tanto, de su propia identidad. Vida, muerte, sexo e identidad: Mowgli en el espejo trata todos esos temas presentes en la ficción desde sus inicios pero consigue un contraste tan violento como acostumbra al abordarlo desde la vanguardia más radical y el estilo de dibujo más inhumano del que es capaz. 
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Se hoje vivemos no “futuro negro" e só visitamos o passado enquanto nostalgia, a única solução é restituir os dois tempos e comunicar com eles. A banda desenhada é perfeita para isso e Schrauwen um acertado porta-bandeira. 
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O oráculo de Delfos continha duas lições inscritas no seu portal: “conhece-te a ti mesmo” e “nada em excesso”. Será possível que o auto-conhecimento também poderá ter um excesso? Será esse excesso aquele atingido por Mogli? Eis uma possível interpretação de um exercício visual, narrativo, estrutural mas também filosófico, na banda desenhada, magnífico da parte deste autor.  
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O espelho do Mogli, é muito triste. muito bom! As cores são incríveis também.
Tiago Baptista (por e-mail) 
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 um objecto notável 
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é lindo de morrer 
Goran Titol 
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  o lançamento mais relevante de 2014
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é sensacional
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Melhores do Ano 2015 (através da edição inglesa) segundo Paul Gravett  
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  Com um conjunto de obras internacionalmente reconhecidas inéditas no nosso país, a primeira obra de Olivier Schrauwen publicada em Portugal em nada o envergonha, tendo sido incluída na Sélection Officielle a concurso no Festival d’Angoulême 2012. Trata-se de uma banda desenhada muda mui livremente baseada no personagem d’O Livro da Selva de Rudyard Kipling, onde é narrada uma tragicomédia com laivos de fantasia sobre o encontro do nosso selvagem com um símio. Mais que uma aventura, cria-se uma desventura obsessiva na procura de família e constituição de uma família que, aparentemente, se revelará não tão importante assim… 
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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

30 anos de SPH, 20 anos de Thisco


30 Anos de Invisibilidade subtítulo do mais recente livro co-editado pela Chili Com Carne e Thisco que retrata, simultaneamente, a vida de duas editoras que celebram o trigésimo e vigésimo aniversários, a SPH e a Thisco respectivamente, mas sobretudo é um espelho bastante fiel de um país que se conforma e fomenta arcaísmos de pensamento, mais interessado em seguir modas e modismos, sobretudo se se apresentarem com a camada certa de neologismos ou conceitos de importação e aplicação rápida.

O fim de semana de aniversário na SMUP é, sem margem para dúvidas, fim de semana de celebração. Comemorar um trabalho de anos e anos, de inúmeras relações estabelecidas, de uma persistência de tirar fôlego, mesmo que aparentemente se pense que nada se faz. Uma invisibilidade real, mas também aparente. Aparente, porque quer o trabalho da SPH quer da Thisco cria raízes, e se mais não floresce é porque vivemos placidamente num deserto à beira-mar plantado.

30 anos SPH / 20 anos Thisco | 22 e 23 de Outubro | SMUP Parede com Walt Thisney, Cavernancia + Jerome Faria, Manuel Mota, shhh..., OndaXoque, António Caramelo, Ghent, Violeta Lisboa + Miguel Sá (dj) e Novo Major (dj)

. Apresentação do livro Isto vai acabar em lágrimas - 30 ANOS SPH/20 ANOS Thisco

. Inauguração de uma exposição com diverso material fonográfico e gráfico alusivo a ambas as editoras.

. Projecção de vídeos de Eurico Coelho.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

SBANG GABBA GANG Gabber Reconstruction of the Universe @ FLUR


Movements that dig velocity. Movements that worship war. Movements that have been accused of being fascist. Sbrang Gabba Gang : Gabber Reconstruction of the Universe is the sound of two cultural movements violently crashing into each other at breakneck speed. What happens when the Italian futurist avant-garde clashes with gabber, a belligerent strain of hardcore techno and the Netherland’s first proper youth culture?

Sbrang Gabba Gang : Gabber Reconstruction of the Universe will introduce you to the strange custom of forming human pyramids at gabber raves, futurist after-shave cocktails and Pietro Cannata, the man who took a hammer to the toes of Michelangelo’s David. 

In Sbrang Gabba Gang, Riccardo Balli, author of Frankenstein 8-bit explores the parallels of gabber and futurist ideas by way of personal accounts, literary mash-ups of Futurist manifestos and a storyline that follows the vandalistic shenanigans of a posse of gabber-futurists consisting of Dominator Marinetti, Luigi “Holy Noise” Russolo, Luciano “Thunderdome” Folgore and Giacomo Balla/Balli. These ideas further come to life in a series of anaglyphic images to be explored with special magenta-green 3D glasses attached to each volume.

This book is published by Fausto Lupetti and supported by THISCOvery CCChannel Collection


Only 100 40 copies available at Chili Com Carne / Portugal
ORDER HERE also possible to buy at Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Senhora Presidenta, Glam-O-Rama, ZDB and Flur.
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@ USA you can buy it @ QUIMBY'S (Chicago)



Released 17th September 2020 at I Never Read


160 pages with numerous illustrations and photographs

Comes with a pair of 3D glasses for your full enjoyment!

Cover by Nicolò Masiero Sgrinzatto3D images by Teresa Pratidesign by Denny Donato Debellis, preface by Bianca Ludewig 
and texts by Benedikt Achermann, Pablo Echaurren, Clemens Marschall (Rokko's Adventures), Matt Muscarella (The Melodyst) and Jan Hartungen.








Wire Magazine #443 review:

By an Italian but in English, written in a style that resembles the LOUD energy of a S.Wells sluiced through the unforgiving yet gleeful anti-humanism of a Biba Kopf, this monograph maps Italian Futurism onto gabba, and vice versa. So it's an intellectual entertainment - penned by one who knows viscerally whereof he speaks... who's sweated and stomped in the four-to-floor forge 'till the crack of dawn, and beyond... been battered by drop-hammer bassdrum and blasted by hoover-noise... soaked up the sensations and survived to make sense of the senselessness.

(...) enthusiasm is a word that would aptly describe that, also. It was almost like reading about the music scene surrounding bands I was in during the 1980's and 90's, in the sense that what one is doing becomes the centre of the universe, all-encompassing, massively important to those people involved... but, sadly, probably inconsequential to the rest of the population. I found the passages of historical notes towards the end of the book to be fascinating reading, too; it's obvious there was a lot of research done for the sake of accuracy. Another lovely publication!
pStan Batcow (by email)

ccc@bdamadora.2021


O regresso da BD Amadora é o que se esperava, cada vez mais "Bêdê" e cada vez mais "amadora" mas se acham que não há nada para ver por lá - sobretudo se fores mulher do século XXI, por exemplo - BUT FEAR NOT! Há a exposição da Ana Margarida Matos intitulada de HOJE NÃO, trabalho vencedor do concurso dos 500 paus deste ano.

Hoje começa a bedófilia num ermo qualquer do município e teremos o livro para que possam no dia 23 de Outubro, acompanhar a visita guiada com a autora e pedir-lhe o famoso autógrafo, achamos que deverá acontecer às 18h mas nunca se sabe ao certo...

De resto, a Chili Com Carne vai estar lá com um stand em que para além das suas edições terá o melhor que se edita por aí, e isto significa os livros da Bestiário, os restos mortais da MMMNNNRRRGSendai.

ccc@doc.lisboa.2021



Como tem sido "tradição" (excepto o ano passado por causa do covid19), a Chili Com Carne mais uma vez têm presente uma selecção dos seus livros do DOC LISBOA. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

O Fagote de Shatner e outros contos na Jazz Messengers Lisboa


capa de Rudolfo
Sim, o Shatner do título é o actor cromo de Star Trek, se bem que na perspectiva de "Where's Captain Kirk?", canção da banda punk Spizz Energi. William Shatner é referido no livro, mas não está nele. Na verdade, nem o autor sabe onde está. Do dito Shatner só interessa para o enredo que, num episódio desse clássico televisivo de ficção científica, era ele o fagotista de um grupo de música de câmara. 

Yep: logo à partida, as referências musicais deste novo caudal de frases de Rui Eduardo Paes (carinhosamente mais conhecido por REP) - porque é de um livro sobre música que se trata - estão no rock and roll e na clássica, ainda que para falar de jazz, de improvisação e dessa música que se diz ser "experimental". Também se passa pelo hip-hop queer e pelo nintendocore, por exemplo, mas afinal nenhuma forma de arte é uma ilha e tudo está, de alguma maneira, interligado. Até quando o que encontramos são as des-associações reais ou quimicamente induzidas que constituem a realidade. Os contos desta, nas páginas que aqui estão dentro, são os do sexo, da loucura e da morte. 

A música não comunica nada, segundo Gilles Deleuze? Mentira: comunica-nos o desejo, esse grande motor do nosso quotidiano, a esquizofrenia que nos define como humanos e a atribulada relação que temos com a Grande Ceifeira. Para ler em ritmo de corrida, porque foi escrito em ritmo de corrida.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Tigre de Papel, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx), Linha de Sombra, LAC (Lagos), Glam-O-RamaMatéria-Prima, SirigaitaFlur, ZDB, Snob, Tortuga (Disgraça), Utopia, FNAC, XYZ, Bertrand, Neat RecordsA Vida Portuguesa, Rastilho, Jazz Messengers e Letra Livre.

São 144 páginas de muuuuuuuuuuuuuita informação!!
Volume -10 da colecção THISCOvery CCChannel, dedicada à cultura fora do radar comercial, em parceria com a editora de música electrónica Thisco.
Capa e Design pelo Rudolfo.
Prefácio de António Baião.








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Histórial: Campanha de pré-encomenda que culminou no dia 16 de Março 2019, na SMUP (Parede) com uma apresentação de João Sousa e André Calvário e concertos de Ameeba, Salomé e Svayam ... Lançamento oficial no dia 11 de Abril na Tigre de Papel com a presença do autor e apresentações de João Sousa e André Calvário ... entrevista a Rui Eduardo Paes no programa Todas as palavras (RTP 3) ... 

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FEEDBACK: 

Vai para uma dezena de anos, num importante festival de jazz, alguém me elencou o que entendia serem as condições que definem este género musical: «negro, masculino e norte-americano.» Esta afirmação, reveladora de uma preocupante dose de desconhecimento, não é, mesmo com 19 anos entrados no século XXI, coisa rara. Se me voltasse a cruzar com tal figura, oferecer-lhe-ia de bom grado um eficaz antídoto contra o veneno da ignorância e do preconceito: o novo livro do jornalista, ensaísta, curador e agitador cultural Rui Eduardo Paes (...) O Fagote de Shatner e Outros Contos funciona como auto-indagação e evidencia uma profunda desilusão interior: «Valerá a pena continuar?», questionou o autor na sessão de apresentação do tomo. Este livro é, acima de tudo, um grito. Um grito contra o conformismo, um grito contra as polícias do pensamento, dos costumes e do gosto, um grito contra a acefalia instalada. Num momento em que o nosso mundo é, a cada dia que passa, um lugar mais sombrio, escutar esse grito é urgente.

Na introdução do livro Eduardo Paes diz que o texto pode assemelhar-se a um “monólogo de alguém que sofre de degeneração neurológica” e assume uma intenção: “são divagações pensantes (…) aspirando, na narrativa das ideias, à forma literária de conto”. Talvez não encontremos nem uma coisa nem outra, mas acabamos sempre por ser surpreendidos. Neste O Fagote de Shatner e Outros Contos, o musicólogo Rui Eduardo Paes regressa com toda a força e originalidade, fazendo ligações imprevistas, cruzando músicas e diferentes áreas, assinando um documento que volta a marcar a escrita sobre música em Portugal.

E o título? O Capitão Kirk, da série Star Trek, exemplo paradigmático da chegada da Ficção Científica à Televisão, tinha por hobby tocar fagote.
João Morales in Brian Morrighan

Estou a gostar muito do Fagote. Texto que harmoniza, como poucos, a erudição intelectual com a vanguarda radical.
Joel Macedo (jornalista e escritor do Brasil) por email

(...) Paes menciona, neste último capítulo, o fado e, em particular Camané. Embora de forma absolutamente involuntária (afinal o tom para com o fadista é elogioso), o autor consegue pôr lado a lado exemplos de excelência no confronto com a morte (Solal, Bowie), e um exemplo de mediocridade absoluta como é Camané (de resto, em perfeita sintonia com o fado). Que mais não seja, com Rui Eduardo Paes consegue-se perceber que não se morre sempre da mesma e isso talvez seja a melhor história para contar sobre a morte.
A Generous Boy in A Batalha