Mostrar mensagens com a etiqueta rudolfo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta rudolfo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de agosto de 2026

Construção, Pato Inglês, caralhos tratam-nos como conas, Shoppings, gatinho, Max Aub, + Indie e xenofobia,... ÚLTIMOS 10 EXEMPLARES



TERCEIRO número da revista 

PENTÂNGULO
uma co-edição Ar.Co. e Chili Com Carne


...
128p. (16 a cores) 16,5x23cm, capa a cores, design de Rudolfo

A Pentângulo é uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade.

Neste terceiro colaboram Ana Dias, Anna Bouza, Beatriz Alves, Catarina Ramos, Cecília Silveira, Cláudia Pinhão, David Pulido, Diogo Candeias, Francisco Monteiro,  Francisco Sousa LoboInês Cóias, João Ernesto, Luis Sequeira, Marcos Farrajota (com texto sobre a edição independente portuguesa 2019), Mariana Vale, Rebeca Reis, Rodolfo Mariano, Rosa Francisco, Sara Baptista, Sara Boiça, Sara Tanganho, Tiago Albuquerque, Tiago Baptista e Vasco Ruivo
...

Edição com o apoio do IPDJ e na distribuição: BdManiaKingpin Books, Linha de SombraMundo FantasmaSnob e Tinta nos Nervos.

E claro, está à venda na nossa loja em linha e na Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, ZDB,...

...

Historial

Primeiro lançamento virtual covid 19 via youtube, a 20 de Abril 2020, cortesia da Tinta nos Nervoscom participações de Daniel Lima, Rosa Francisco e Ana Dias moderados por Pedro Moura, e ainda com testemunhos de Francisco Sousa Lobo e Tiago Baptista 
... 
 ...
 apareceu na TV naqueles concursos parvos, o concorrente não acertou no nome da revista, coitadinho
...


Exemplos de páginas:

Sara Boiça

David Pulido

Rodolfo Mariano

Rosa Francisco

Sara Tanganho

Tiago Baptista

Dos jovens autores que apenas aqui publicam a sua primeira banda desenhada ou que apenas as fizeram circular em publicações similares (números anteriores da Pentângulo, publicações colectivas com colegas, zines próprios, etc.), apresentam-se vários autores, com vários níveis de domínio, beleza e substância narrativa. Destacaria Rosa Francisco, pelo arrojo gráfico e cromático, Sara Boiça, melhorando cada vez mais o seu cruzamento entre a ilustração poética e as narrativas feéricas e semanticamente abertas (muito próximas de uma constelação muito própria de referências, de Aidan Koch a Lee JungHyoun), Anna Bouza, por uma complexa e eficaz mistura de poesia visual, desenho caligramático e elipses visuais criando uma bela peça gráfica, e Ana Dias, por parecer prometer uma visão sarcástica e mordaz sobre os desequilibrados comportamentos consumistas dos nossos dias.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota

Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. 80p. 15 x 21 cm. 666 exemplares. ISBN: 978-989-8363-34-3

à venda na loja em linha Chili Com Carne, Mundo Fantasma, BdMania, ZDB, Matéria Prima, Linha de Sombra, RastilhoTigre de Papel, Snob, Tinta nos Nervos, Velhotes, Língua nos Dentes e Neat Records.

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.



O livro foi lançado em Outubro na exposição homónima na Mundo Fantasma  no 10 de Outubro de 2015 e lançamento sulista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurada no dia 31 de Outubro 
... 

...


Ah! O Rudolfo participa no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!



...

sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, KomikazenMAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!

Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


----

FEEDBACK: 
Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! 
...
 UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) 
...  
FINALMENTE!!! O livro do ano!!! 
Gamão (Traumático Desmame, Putman was the bastard) 
...
já li o free dub modafoca seguido de bué géneros musicais hauntology (...) o Rudolfo fez pra lá umas tripalhices bem giras. as que curto mais são "punk e hardcore", o especial swr, o cristão colorido e o como enviar livros pelo correio. já tinha lido quase tudo mas tudo compilado é outra coisa! devias fazer mais cenas sobre o Zaire,os desenhos de infância foi alta jogada. 
... 
Gostei muito da péssima critica aos Boris no teu livro. Fez-me sentir menos sozinho no meu desdém por essa bandazeca tão estranhamente hype e sem consequência que felizmente desapareceu do mapa. 
Pastor Gaiteiro 
... 
ah, já chegou o livro, altamente!! lá foi de uma acentada. morro a rir com o teu humor-caricatura-psico. para não falar nos desenhos, sempre descomprometidos e podres. do caralho como se diz aqui pelo norte. 
... 
Curti o teu livro, especialmente a parte do festival de Barroselas. Devias fazer aquilo todos os anos, deve ter cenas hilariantes, mas realmente deve ser duro, haha! 
... 
no seu conhecido estilo de borrifamento universal, e as suas figuras rapidamente rabiscadas em esferográficas ou canetas o mais à mão possível, e sobre restos de papel, senão mesmo páginas descartáveis de Bíblias impressas (o autor respiga vinheta de histórias umas para as outras, ou constrói uma prancha final a partir de vinhetas rasgadas noutro local), Farrajota transforma sempre qualquer oportunidade para, ao aparentemente querer dar conta de um evento de modo objectivo, ou partilhar uma opinião de maneira descontraída, acaba por revelar traços dessa tal identidade que faríamos bem em questionar. Daí que o uso do vocábulo filosoficamente prenhe de “hautologia”, de Derrida, não seja um rodriguinho, mas um caso sério. A visão particular sobre o dito mercado independente de edição de livros ou música, o estado da arte e as suas misturas com os negócios camarários, a forma como interesses comerciais rapidamente co-optam, como se costuma dizer, movimentos culturais que poderiam ter sido alternativos, são alguns desses elementos. Mas acima de tudo está uma certa bonomia e complacência da “cultura média burguesa” para com a nossa própria história, o que nos leva poucas ou nenhumas vezes a pormos em causa aquilo que achamos que faz de Portugal “um grande país”, ou dos portugueses “um povo nobre”, e coisas quejandas. Algumas das sendas das histórias enveredam pela autobiografia, mesmo rebuscando o passado, dando continuidade a uma das linhas que o autor mais cultivou, em larga medida, quase isoladamente no nosso país. Há ainda uma divertida participação de Rudolfo, que ilustra um aviso sobre os perigos da droga aos mais jovens. Muito pedagógico. Seguramente que seria um ganho para o PNL. 
...
  Não conheço ninguém que tenha como maior ambição piorar em vez de melhorar, só esta ave rara. Coisas bonitas são para betinhos, acha. Presumo que seja um trauma, pois o rapaz cresceu em Cascais. O certo é que deixou já uma marca. Basta ver uns quadradinhos com aqueles garatujos para saber que estamos perante uma obra de Marcos Farrajota, figura incontornável da BD nacional underground (não o irão ver no Canal 180!) e, deixem-me acrescentar, um dos autores da dita com mais sentido narrativo. O gajo sabe contar uma história. Neste livrinho conta algumas, tendo-o a ele próprio como protagonista, e não se preocupa em sair bem das ditas. Ou melhor, como qualquer punko-descendente que se preze, e como autor de banda desenhada que quer mexer com as consciências dos leitores, ele sabe que o pessoal prefere seguir as ridículas atribulações de um Robert Crumb do que os relatos de um tipo certinho e dado a intelectualices como Will Eisner. O curioso é que, quando entra neste registo, a nossa personagem torna-se umas vezes num jornalista e outras num crítico musical. Daqueles que fazem juízos de valor peremptórios e não medem as palavras, tipo Lester Bangs. O giro é que, se o virulento Bangs contribuiu para a fama dos Black Sabbath e dos Jethro Tull cascando neles, os grupos que Farrajota arrasa também acham graça. As suas bedês críticas e jornalísticas são mais acutilantes do que os textos sobre música que escreve para o blogue Mesinha de Cabeceira e a blogzine da Chili Com Carne. Nelas está na sua água, boiando à grande, e nestes é como se vestisse pele alheia. Nas primeiras é simplesmente um mamado de cerveja na mão, um aficionado que só não segue os princípios científicos da dúvida metódica ou o cepticismo filosófico do taoismo porque até estas fabricações mentais interferem comas reacções epidérmicas, as únicas em que devemos confiar. Nas prosas, pelo contrário, e quando o desagrado estala, adopta inadvertidamente o tom de deploração condescendente que têm os académicos quando observam a vida real. Algo, de resto, que me leva a mim, escrevinhador profissional, a constantes autovergastadas…
Rui Eduardo Paes in Bitaítes
...
Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal
...
Já li o Hauntology e tenho que te dar os parabéns. As resenhas de concertos do início já conhecia várias e são bem divertidas - porra, nunca dizes bem de nada! Mas quando chegas ao Barroselas a coisa muda de nível - análise acutilante e sem piedade. Acho que tens toda a razão e pões o dedo na ferida. Até me ajudou a perceber o que me desagradava tanto no metal de hoje, e agora tenha a desculpa perfeita para nunca mais ir a nenhum festival. Imagino que quem te encomendou isso tenha ficado furioso!
Pedro B. (Damage Fan Club, Baby Boom, Stuka)
...
Coisa linda de Jesus! Já li os seus. Excelente cobertura METAAAAAAAAAAAALLLLLL! Faltou falar das bandas. Se os metaleiros te pegam...
...

domingo, 16 de agosto de 2026

Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus : micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary LAST 66 COPIES - now in SPAIN

!

1818: first edition of Mary Shelley's Frankenstein


2018: many horrific applications of technology (social network for example with their push to have people volunteering their time and creativity for their IT business purpose, they are represented in the book by @maryshelley.fr, not to mention the applications of technology like breakcore and the other musical sub-style, or the society of spectacle created monster Bally Corgan).





Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus
micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary 
by 
Riccardo Balli


Volume +06 of THISCOvery CCChannel collection published by Chili Com Carne and Thisco140p. b/w with illustrations and photographs. Full color cover. IN ENGLISH. Cover art, illustrations & design by Rudolfo


buy @ Chili Com Carne online store, Linha de Sombra (Lisboa), Tigre de Papel (Lisboa), Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lisboa), Matéria Prima (Porto), Utopia (Porto)Radical Bookstore (Vienna), Anarchistische Buchhandlung (Vienna), Chick Lit (Vienna), Stuwerbuch (Vienna), Housman (London), Toolbox (Paris), Freedom Press (London), Soziealistischer Plattenbau (Hamburg), Quimby's (Chicago)Bivar (Lisbon), Just Indie Comics (Italy), Kingpin Books (Lisbon), Socorro (Porto), Restory (A Corunha, Galiza, Spain) and Neat Records (Lisbon).

Released on 6th April 2018 @ Rauchhaus, Berlin ... mention at Bandcamp article about Extratone genre ... Portuguese release @ Tasca Mastai, Lisbon 12th July, 20h; and DJ set party @ Lounge, 23h ...  Low-resolution séance @ Galeria Municipal do Porto, 13th July under the influence of the exhibition O Ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã ... presentations @ Lauter Lärm (Wien) om 2sd August & Echo Buecher (Berlin) on 26th September 2018 ... registered in Neural magazine archive (wow!) ... presentation @ Buchandhung Stuwerviertel (Vienna), 18th January 2019 ... presentation @ Rosa Parks (Chiuppano), 6th April 2019 ... article at Zweikommasieben ... article in The Wire
 ... 
|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|


After having whistled quite a number of 8-bit versions of famous pop songs, and delighted his ears with chip-tune covers of black metal and classical music, Riccardo Balli thought it was about time to extend micro-music aesthetics to literature, and remix Mary Shelley's classic accordingly. 


Through some sort of low-resolution séance, the author evoked the spirit of corpse reviver Giovanni Aldini (1762-1834), credited for having inspired The Modern Prometheus. Aldini tells a compressed version of the original Frankenstein, exposing its language to retro-gaming jargon and simplifying the plot as if it were an arcade game.


The aforementioned 18th-century electrifier was the nephew of eminent Bolognese scientist Luigi Galvani. Also from MIDIevil Bologna is DJ Balli's electronic music label Sonic Belligeranza, whose 17 years of existence (2000-2017) this volume celebrates with 17 texts that explore the multitude of contradictory sounds constituting the corpse of this Sonic Frankenstein.


Send him an impulse from your Game-Boy! BLEEEEEEEEEEEP! 



|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|
ATTENTION The file "A forward to further experiments from MIDIevil Bologna" is corrupted. Remember to read page 16 between 20 and 21 to recover the original text meaning
|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|



DJ Balli (1972) is a DJ/ producer, and founder of the label Sonic BelligeranzaA true fundamentalist of Breakcore since year zero of this non-genre of music, as the style was getting more and more codified, he progressively tried to personify its attitude and even bring it outside of audio realms. Hence following the motto of M(C)ary Shell8Bit "Every cacophony is possible, infect the Underground!", the creation in his lab a la Bolognese of Sound Monsters such as skateboard-noise, gangsta-opera and his infamous poetry readings pretending to be Billy Corgan from The Smashing Pumpkins. Riccardo Balli is also active as a writer: Anche Tu Astronauta (1998), Apocalypso Disco (2013), Frankenstein Goes to Holocaust (2016), all in Italian, this is his first full-length book in English.

|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!||!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|!|

FEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEDBACK 

Introduzido por um ressuscitado Giovanni Aldini - através da galvinização provocada pela corrente eléctrica de nove cartuchos de Game Boy dispostos em hexagrama -, este «remix literário de baixa qualidade» é mais uma alquimia de Ricardo Balli (...) Este livro é uma bizarra justaposição do Frankenstein de Mary Shelley com a cultura gamer (as planícies geladas do Pólo Norte são substituídas pelas da Cool, Cool Mountain do Super Mario 64, homens são bots, amigos e irmãos passam a Game Boys) e outros elementos da cultura pop (...) Aqui, o monstro de Frankenstein é uma incompleta remistura musical, que jura vingança contra o criador, toda a humanidade e as convenções musicais repressivas e autocráticas que desprezam o seu chiar emancipado e rejeitam a criação de um remix tão grotesco quanto ele. 
Além deste excêntrico exercício, Balli escreve sobre subculturas e subgéneros musicais que surgiram no final do século passado: revisitando a conotação neo-nazi do gabber e purificando-o da apatia do 4/4, atira-se às possibilidades revolucionárias do breakcore e do hiper-mashup dentro da alienação tardo-capitalista; procede à mistura definitiva entre skaters, situacionistas e accionistas vienenses; sugere que o horizonte tecnológico é a reunião do humano com o resto da fauna, numa simbiose sónica já tentada por Caninus ou Run the Jewels; revela que o grande cisma deste nosso confuso tempo é a violenta divisão entre aqueles que consideram ou negam que o splittercore é um subgénero autónomo do speedcore.
Balli é (...) o derradeiro farsante durante a speedrun final, o Grande Apropriador, um artesão do ofício profano do colagismo, que troça da autenticidade do autor, rouba-lhe a voz e utiliza-a para proveito de todos. Apresenta-nos à nova arte do social: aquela que liberta um Prometeu ultra-moderno, alimentado por um discurso aparentemente demente, mas que, no fim de contas, apenas apresenta a obsolescência da sisudez à colectividade, ao mesmo tempo que cose a manta de retalhos de uma modernidade esgotada. 
Russo in A Batalha

The relevance of this book is not just the content, but also the way it is reflexively reworked with a plagiarist and demystifying attitude. (...) A second layer in the book’s composition is the core literary metaphor that supports the patchwork put together by the author (i.e. the creative elaboration of the novel Frankenstein) (...), the idea of a new living entity made up by parts coming from other dead bodies is a perfect metaphor to give expression to the culture of plagiarism and plunderphonics. To do this, Balli’s writing exercise consists of re-writing Shelley’s original text infusing in it musical references coming from those same music electronic genres performed by Balli as a musician (including styles like 8-bit music, gabber and grindcore), with the further addition of other interventions. In these excerpts we read about Mary Shelley (called Squirting Mary) and Lord Byron(anism) engaged in an MCing contest where all participants “should attempt to create the most horrific sonic monster of music history” (...) After much effort, the monster finally comes to life in the shape of a mash-up generated in Shelley’s “bedroom studio” with a Gameboy, where the modified machine starts producing “most scary sounds: remixes of neo-melodic Neapolitan singers in a porno-grindcore style!” (...). As the readers can tell from these examples, demystification is a relevant ingredient of the book, as the author does not attempt to sacralise the art of plagiarism, instead insisting on a relentless endeavour to reframe plagiarism in a sarcastic way, explicitly linked with the situationist tradition. This demystification is particularly evident in the third type of content in the book, represented by a set of Dadaist passages where, for example, famous bands’ names are distorted in irreverent ways with mash-up techniques; some also accompanied by humorous visuals, including a photo of (...) "Lionel Nietzsche’s” album “Is it Truth you are looking for?”. Probably the most situationist section of the book is where the author recalls the history of his alter ego, Bally Corgan—inspired by Billy Corgan from the Smashing Pumpkins (who the author physically resembles)—an alter ego actually used by DJ Balli along the years in both his recordings and live acts. Above all, this last example helps to understand the actual continuity between the situationist spirit of the book and Balli’s whole artistic career. 
 Unfortunately available to an Italian-speaking readership only, the book succeeds in offering an original, meta-discursive and demystifying contribution on plunderphonic culture, not just for the content it offers, but also for its ability to intertwine multiple discursive layers, producing an experiment that is finally able—like Frankenstein’s efforts—to give birth to a weird and bizarre textual monster.
Dance Cult about the Italian (and different) version of this book - academics are always late...

I've enjoyed Balli's Frankenstein book so far - that guy is a total lunatic, which I appreciate.
Heikki Rönkkö (by email)

The 'Frankenstein' book was an incredibly detailed work, well researched and written - the only negative for me was that I didn't know enough about a lot of the subject matter to be able to fully immerse myself in it. I appreciated it hugely, however, because of the obvious enthusiasm with which it was written and the in-depth knowledge of the writer about his subject, his passion. In one sense it was like reading a fanzine of old, with personal writings, reviews, interviews etc. - as a fanzine writer myself it certainly struck a chord with me.
pStan (Pumf) by email

In reviewing Frankenstein, Or The 8-Bit Prometheus, Reynolds warned his readers of the danger that Balli might become the messiah of the enemies of realism. “Here at last was a self-proclaimed advocate of anti-writing: explicitly anti-realist and by implication anti-reality as well. Here was a writer ready to declare that words were meaningless and that all communication between human beings was impossible. Reynolds conceded that Balli presented a valid personal vision, but “the peril arises when it is held up for general emulation as the gateway to writing or music of the future, that bleak new world from which the humanist heresies of faith in logic and belief in man will forever be banished.’ Balli was moving away from realism, with “characters and events [that] have traceable roots in life” – from the writing of Paul Virilio, Stewart Home, Bill Drummond, Mark Manning, Lester Bangs, Brecht and Sartre.

Me gusta mucho la edición, (...) Tiene muy buena pinta!

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Rumo ao Eclipse / Chasing the Eclipse ::::::::: RPG do E3 ::::::::::::: Prémio Inovação em Banda Desenhada


Já está disponível aqui e na BdMania, Linha de Sombra, Snob, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa) e Utopia (Porto)
Available here and at L'Mont en L'Air (Paris).

;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

Desenho do jogo / Game Design and text: André Nóvoa ; Direcção editorial / Editorial Direction : Hugo Soares e Ana Simões ; Art/e : Ana Matilde Sousa ; Design : Diogo Jesus
 




 ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

Desenvolvido no âmbito do projecto E3GLOBAL, financiado pela FCT, e concebido como jogo companheiro da BD Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de viagem. O propósito do jogo, para lá de envolver o jogador num momento crucial da história da ciência, é o de convidar à reflexão crítica sobre as geografias coloniais e infraestruturas imperiais que possibilitaram o sucesso desta expedição científica, tendo em conta os emaranhados sociais e ambientais que foi deixando pelo caminho.

Quer a BD quer o jogo é inspirado na viagem do astrofísico britânico, Arthur Stanley Eddington, que em 1919 partiu numa expedição para observar o eclipse solar total na ilha do Príncipe. A sua viagem, partindo de Cambridge, passando por Lisboa e Funchal, até às roças de São Tomé e Príncipe, foi mais do que uma aventura científica. Foi uma missão para testar a teoria da relatividade geral de Einstein, ainda por demonstrar, numa época em que o mundo ainda recuperava das consequências da Primeira Guerra Mundial.
 
Rumo ao Eclipse é um jogo histórico experimental que convida a calçar os sapatos de Eddington e fazer a sua viagem numa corrida contra o tempo. O jogo desenrola-se ao longo de quatro meses, durante os quais temos de navegar diversas dimensões: viagens em alto mar, logística e burocracia colonial, questões científicas e até a imprevisibilidade meteorológica - tudo num esforço para chegar ao Príncipe antes que a Lua projecte a sua sombra na Terra no dia 29 de maio de 1919. 
 
 
Chasing the Eclipse is a role-playing game (RPG) inspired by the journey of the British astrophysicist Arthur Stanley Eddington, who in 1919 set out on an expedition to observe the total solar eclipse on the island of Príncipe. His journey—from Cambridge, through Lisbon and Funchal, to the plantations of São Tomé and Príncipe—was more than a scientific adventure. It was a mission to test Einstein’s theory of general relativity, still unproven at the time, in a world that was still recovering from the consequences of the First World War.
 
Developed within the framework of the E3GLOBAL project, funded by the FCT, and conceived as a companion game to the graphic novel Einstein, Eddington and the Eclipse – Impressions of a Journey, Chasing the Eclipse is an experimental historical game that invites players to step into Eddington’s shoes and retrace his journey in a race against time. The game unfolds over four months, during which players must navigate multiple dimensions: sea voyages, colonial logistics and bureaucracy, scientific challenges, and even unpredictable weather conditions—all in an effort to reach Príncipe before the Moon casts its shadow on Earth on 29 May 1919.
 
Beyond immersing players in a crucial moment in the history of science, the game aims to encourage critical reflection on the colonial geographies and imperial infrastructures that made this scientific expedition possible, while also considering the social and environmental entanglements it left in its wake.


;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

Dez'25 / Feb'26
 
36p 16,5x23cm, a cores, agrafado / color, stapled
 
ISBN : 978-989-8363-55-8 (pt) / 978-989-8363-54-1 (en)


 
HISTORIAL:


Prémio Inovação em Banda Desenhada 2026 pela DGLAB
...

Apresentação do livro + RPG no eclipse de 12.08.26 no Viñetas desde o Atlântico.

terça-feira, 9 de junho de 2026

O Fagote de Shatner e outros contos LIVRO DO DIA stand H12 na Feira do Livro de Lisboa


capa de Rudolfo
Sim, o Shatner do título é o actor cromo de Star Trek, se bem que na perspectiva de "Where's Captain Kirk?", canção da banda punk Spizz Energi. William Shatner é referido no livro, mas não está nele. Na verdade, nem o autor sabe onde está. Do dito Shatner só interessa para o enredo que, num episódio desse clássico televisivo de ficção científica, era ele o fagotista de um grupo de música de câmara. 

Yep: logo à partida, as referências musicais deste novo caudal de frases de Rui Eduardo Paes (carinhosamente mais conhecido por REP) - porque é de um livro sobre música que se trata - estão no rock and roll e na clássica, ainda que para falar de jazz, de improvisação e dessa música que se diz ser "experimental". Também se passa pelo hip-hop queer e pelo nintendocore, por exemplo, mas afinal nenhuma forma de arte é uma ilha e tudo está, de alguma maneira, interligado. Até quando o que encontramos são as des-associações reais ou quimicamente induzidas que constituem a realidade. Os contos desta, nas páginas que aqui estão dentro, são os do sexo, da loucura e da morte. 

A música não comunica nada, segundo Gilles Deleuze? Mentira: comunica-nos o desejo, esse grande motor do nosso quotidiano, a esquizofrenia que nos define como humanos e a atribulada relação que temos com a Grande Ceifeira. Para ler em ritmo de corrida, porque foi escrito em ritmo de corrida.

§§§

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Tigre de Papel, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx), Linha de Sombra, Matéria-Prima, Flur, ZDB, SnobNeat RecordsA Vida Portuguesa, Rastilho e Letra Livre.

São 144 páginas de muuuuuuuuuuuuuita informação!!
Volume -10 da colecção THISCOvery CCChannel, dedicada à cultura fora do radar comercial, em parceria com a editora de música electrónica Thisco.
Capa e Design pelo Rudolfo.
Prefácio de António Baião.








§§§

Histórial: 

Campanha de pré-encomenda que culminou no dia 16 de Março 2019, na SMUP (Parede) com uma apresentação de João Sousa e André Calvário e concertos de Ameeba, Salomé e Svayam ... Lançamento oficial no dia 11 de Abril na Tigre de Papel com a presença do autor e apresentações de João Sousa e André Calvário ... entrevista a Rui Eduardo Paes no programa Todas as palavras (RTP 3) ... 

§§§



FEEDBACK: 

Vai para uma dezena de anos, num importante festival de jazz, alguém me elencou o que entendia serem as condições que definem este género musical: «negro, masculino e norte-americano.» Esta afirmação, reveladora de uma preocupante dose de desconhecimento, não é, mesmo com 19 anos entrados no século XXI, coisa rara. Se me voltasse a cruzar com tal figura, oferecer-lhe-ia de bom grado um eficaz antídoto contra o veneno da ignorância e do preconceito: o novo livro do jornalista, ensaísta, curador e agitador cultural Rui Eduardo Paes (...) O Fagote de Shatner e Outros Contos funciona como auto-indagação e evidencia uma profunda desilusão interior: «Valerá a pena continuar?», questionou o autor na sessão de apresentação do tomo. Este livro é, acima de tudo, um grito. Um grito contra o conformismo, um grito contra as polícias do pensamento, dos costumes e do gosto, um grito contra a acefalia instalada. Num momento em que o nosso mundo é, a cada dia que passa, um lugar mais sombrio, escutar esse grito é urgente.

Na introdução do livro Eduardo Paes diz que o texto pode assemelhar-se a um “monólogo de alguém que sofre de degeneração neurológica” e assume uma intenção: “são divagações pensantes (…) aspirando, na narrativa das ideias, à forma literária de conto”. Talvez não encontremos nem uma coisa nem outra, mas acabamos sempre por ser surpreendidos. Neste O Fagote de Shatner e Outros Contos, o musicólogo Rui Eduardo Paes regressa com toda a força e originalidade, fazendo ligações imprevistas, cruzando músicas e diferentes áreas, assinando um documento que volta a marcar a escrita sobre música em Portugal.

E o título? O Capitão Kirk, da série Star Trek, exemplo paradigmático da chegada da Ficção Científica à Televisão, tinha por hobby tocar fagote.
João Morales in Brian Morrighan

Estou a gostar muito do Fagote. Texto que harmoniza, como poucos, a erudição intelectual com a vanguarda radical.
Joel Macedo (jornalista e escritor do Brasil) por email

(...) Paes menciona, neste último capítulo, o fado e, em particular Camané. Embora de forma absolutamente involuntária (afinal o tom para com o fadista é elogioso), o autor consegue pôr lado a lado exemplos de excelência no confronto com a morte (Solal, Bowie), e um exemplo de mediocridade absoluta como é Camané (de resto, em perfeita sintonia com o fado). Que mais não seja, com Rui Eduardo Paes consegue-se perceber que não se morre sempre da mesma e isso talvez seja a melhor história para contar sobre a morte.
A Generous Boy in A Batalha
 


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Mesinha de Cabeceira #44: "2125" de Matilde Basto /// ESGOTADO


O novo número do Mesinha de Cabeceira com a BD 2125 de Matilde Basto - do mítico Casal de Santa Luzia (MdC #34) - é o divertido regresso de Matilde com esta BD intitulada feita para a mostra virtual do Story Tellers (em Benfica). Modesto panfleto que ironiza o convívio entre duas espécies lisboetas, os humanos e as baratas, Homos e Blattae, all together now!!

Edição limitada de 100 exemplares, 20 páginas 16,5x22cm agrafada, com uma capa em cartolina cinzenta. 

ESGOTADO mas pode ser que ainda haja na Snob, Greta, Linha de Sombra (Lisboa), Socorro (Porto) e  Velhotes (V.N. Gaia).
 

Historial

Saiu no FLOP nos Açores (com a presença do Rei da BD Rudolfo) e na Parangona (Lisboa) em Dezembro de 2025. Ei! Não estávamos a gozar sobre os Açores! Lá também há insectos ortópteros e população interessada na leitura destes bichos:
 


Entrevista a Matilde Basto por Sara Figueiredo Costa na Rádio Relâmpago.

 
FEEDBACK:
 
À semelhança do anterior Casal de Santa Luzia a autora volta a compor uma fábula onde animais comuns (dantes os gatos, agora as baratas) coabitam com os humanos em espaços urbanos onde se intui um ameaçador mal-estar, uma sensação de desajustamento, de não pertencer à cidade. Inicialmente, as baratas são representadas como espectros luminosos, em ambientes pontilhados por formas estrelares (idênticas à forma do símbolo do Gemini, talvez a simbolizar uma inteligência superior), e num processo gradual de alteridade, conforme os insectos vão sendo melhor conhecidos e integrados no quotidiano da cidade, vão adquirindo formas mais definidas e simpáticas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Maldatesta (Porto)


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO
com ilustrações e grafismos de Bráulio Amado, Astromanta, Hetamoé, Joana Estrela, Joana Pires e Rudolfo e capa de Carles G.O.D.

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Flur, Tigre de Papel, Utopia, Tortuga (Disgraça), Rastilho, Ugra Press (Brasil), STET, Neat Records, Kingpin Books, Socorro, Livraria das Insurgentes, Letra Livre, Maldatesta, Vortex e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
...










Feedback:

parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!