domingo, 30 de novembro de 2025

MAXIMUM TROLL-ON de BENJAMIN BERGMAN --- últimos 10 exemplares!


Maximum Troll-on por Benjamin Bergman editado pela MMMNNNRRRG

Troll On é uma BD de dois elfos e um cavalo metidos em várias aventuras que devem mais aos Freak Brothers ou aos Blue Brothers que ao Senhor dos Anais ou a Guerra dos Cornos ou lá o que é. 

As BDs são mudas mas canta-nos as aventuras destas personagens fantásticas entre ácidos e Sword & Sorcery, cogumelos mágicos e ZZ Top, MDMA e Conan, o BárbaroComparando com muita freakalhada da produção contemporânea como o Matthew Thurber ou Joe Daly, que parecem sempre pálidas imitações de Gary Pather, venham antes para este livro. 

Ele rocka prá caralhu!

Benjamin Bergman quando era puto deve ter absorvido demasiado desenhados animados e bonecada em PVC, daí ser um autor do famoso atelier de Helsínquia Kutikuti. Já nos visitou em 2009 numa Feira Laica na Bedeteca de Lisboa (2009) e até sobreviveu até hoje (2019) um mural seu na entrada da biblioteca, feita colectivamente com Tommi Musturi, Jarno Latva-Nikkola e Tiina Lehikoinen. 





 108p TODAS a CORES e MUDAS (sem palavras) 12,5x17cm. edição brochada.
Tiragem de 666 exemplares, publicado pelo autor na Finlândia e pela MMMNNNRRRG em Portugal - para cá estão disponíveis apenas 333 exemplares - disponíveis ainda 35 exemplares
Este 43ª volume da MNRG foi possível graças ao apoio do FILI - Finnish Literature Exchange
Esta série foi originalmente publicada em quatro fascículos pela Kutikuti e Boing Being, entre 2008 e 2013.

capa do primeiro fascículo

Livro distríbuido pela Associação Chili Com Carne
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à venda na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Matéria Prima, Kingpin BooksBdMania, Nouvelle Librarie FrançaiseSnob, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Rastilho and... Floating World  and Quimby's (USA), Just Indie Comics (Italy), Ugra Press (Brazil), Big Brobot (Berlin) and Freedom Press (London)



Historial: 

Lançamento do Festival de BD de Helsínquia 2018
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Lançamento português no 8º Necromancia Editorial no Milhões de Festa no dia 7 de Setembro como os CIRCLE como "banda sonora"
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Autor presente nos dias 1 a 3 de Novembro na BD Amadora 2019




Feedback:

(...) extravasa a concepção clássica de BD, aliando as técnicas da ilustração ao mais puro expressionismo pop.
Time Out (Lisboa)

Num registo gráfico só aparentemente infantil, o autor finlandês Benjamin Bergman cria histórias em banda desenhada onde ecoam referências populares como os ZZ Top ou a série Conan, o Bárbaro, sempre atravessadas por um psicadelismo desencantado onde a acidez omnipresente parece dever tanto às substâncias químicas como à ironia mais aguda.
No final dos anos 1970 e depois 1980, existiam bonecos de PVC com cores garridas de todas as séries de animação, banda desenhada e outras. Tendo todas o mesmo tamanho, era prática comum guardá-las no mesmo local e não haveria quaisquer limitações a, quando se brincava, criar crossovers. O Estrumpfe de óculos e o Marco da Montanha podiam perfeitamente juntar-se para dar cabo do Flip, da Abelha Maia, enquanto o pai do Vickie e Willy Fog faziam apostas. E havia uma certa beleza em tê-los simplesmente empilhados, onde as formas de plástico e as cores garridas se misturavam num padrão promissor, numa espécie de alucinação visual sem drogas e confortavelmente caseira. Folhear Maximum Troll On partilha dessa energia.

sábado, 29 de novembro de 2025

O Meu Nelson Mandela e outros contos / ÚLTIMOS 14 exemplares!



Papá em África morreu!
Viva Papá em África!

Anton Kannemeyer, que também assina como Joe Dog na melhor tradição punk do uso de pseudónimos podres, nasceu em 1967 na Cidade do Cabo, África do Sul, onde reside com a sua mulher e filhos. Fundou em 1992 com Conrad Botes a Bitterkomix (17 números até à data), publicação onde a sociedade africânder nunca sai ilesa de crítica.

Como artista plástico, tem feito exposições em importantes instituições como o MOMA (Nova Iorque), o Museu de Arte Contemporânea da Austrália, MU (Eindhoven), Museu de Arte de Seul, MHKA (Antuérpia), Tennis Palace (Helsínquia), Yerba Buena (São Francisco), Studio Museum (Harlem) e o Museu de BD e Cartoon (Nova Iorque).

Tem livros publicados na África do Sul, Alemanha, Finlândia, França e Portugal. Papá em África (MMMNNNRRRG; 2014) é o título que o trás ao Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2016 e que se mostrou controverso mas não impediu de ter sido inteligentemente premiado como Melhor Álbum Estrangeiro nos Prémios Nacionais de BD 2015 do Festival. Não foi colocado nos escaparates físicos na FNAC - só podia ser encomendado nos balcões ou no sítio em linha desta cadeia de lojas - e foi “retirado temporariamente para que se pudesse identificar que se trata de uma Banda Desenhada para adultos” nas livrarias da Fundação Gulbenkian, no âmbito da sua visita para uma mesa-redonda em Maio de 2015, uma sessão dedicada à banda desenhada no encontro "Outras Literaturas", integrado no programa Próximo Futuro da Fundação.

Se as bandas desenhadas de Kannemeyer suscitam discussão sobre os traumas e a má-consciência do pós-colonialismo, o mais estranho é levantarem o velho preconceito revelador da falta de estatuto da banda desenhada noutros circuitos. Apesar da escamoteada censura económica este título rapidamente esgotou mas tornou-se impossível a sua reimpressão. Já é um livro de culto.

Aproveitando a visita do autor ao 27º FIBDA, a MMMNNNRRRG lançou O Meu Nelson Mandela e Outros Contos, uma compilação de histórias e desenhos, desta vez mais autobiográficas e ensaísticas, afastadas do imaginário do não menos polémico Tintin no Congo. Apesar de serem trabalhos mais intimistas não significa que sejam menos virulentos.
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O Meu Nelson Mandela e Outros Contos 
de 
Anton Kannemeyer 
36º volume da MMMNNNRRRG
compilado por Marcos Farrajota 
traduzido por Manuel João Neto (BDs) e Marcos Farrajota (desenhos e pinturas)
Design e legendagem por Joana Pires com o apoio da Táxi Lettering (criação de font e títulos)
500 exemplares / faltam 15 exemplares para esgotar!!
16p. p/b + 16p a cores, capa a cores
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À venda na loja virtual da Chili Com Carne e na Tasca MastaiBdMania, Linha de SombraMundo FantasmaTigre de PapelTortuga, UtopiaMatéria Prima, STET e Nouvelle Librarie Française. E ainda na Ugra Press (Brasil), RastilhoFatbottom Books (Barcelona), Neurotitan (Berlim)...
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Historial: 
Lançado oficialmente no dia 30 de Outubro na BD Amadora 2016 com presença e exposição do autor ... Entrevistas no Público e na Blimunda ... Foi aceite pela FNAC (uau!) ... Um dos Melhores Livros de 2016 no Expresso ...
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Feedback:
serve de complemento à histórias do livro anterior, e onde aquele era uma espécie de radiografia a um imaginário interno e cultural partilhado, que tantas vezes reflecte igualmente fantasmas dos seus leitores, estoutro é mais focado na experiência própria do autor, como se houvesse a possibilidade de mostrar um balanço da sua vida como fruto das consequências da educação. 
Pedro Moura in Ler BD

Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal

O Meu Nelson Mandela e outros contos foi uma revelação muito positiva e honesta para mim.
Ana Ribeiro in Bandas Desenhadas

SBANG GABBA GANG Gabber Reconstruction of the Universe /// LAST 7 COPIES



Movements that dig velocity. Movements that worship war. Movements that have been accused of being fascist. Sbrang Gabba Gang : Gabber Reconstruction of the Universe is the sound of two cultural movements violently crashing into each other at breakneck speed. What happens when the Italian futurist avant-garde clashes with gabber, a belligerent strain of hardcore techno and the Netherland’s first proper youth culture?

Sbrang Gabba Gang : Gabber Reconstruction of the Universe will introduce you to the strange custom of forming human pyramids at gabber raves, futurist after-shave cocktails and Pietro Cannata, the man who took a hammer to the toes of Michelangelo’s David. 

In Sbrang Gabba Gang, Riccardo Balli, author of Frankenstein 8-bit explores the parallels of gabber and futurist ideas by way of personal accounts, literary mash-ups of Futurist manifestos and a storyline that follows the vandalistic shenanigans of a posse of gabber-futurists consisting of Dominator Marinetti, Luigi “Holy Noise” Russolo, Luciano “Thunderdome” Folgore and Giacomo Balla/Balli. These ideas further come to life in a series of anaglyphic images to be explored with special magenta-green 3D glasses attached to each volume.

This book is published by Fausto Lupetti and supported by THISCOvery CCChannel Collection


Only 100 7 copies available at Chili Com Carne / Portugal
ORDER HERE also possible to buy at Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Socorro, ZDB and Flur.



Released 17th September 2020 at I Never Read

Book presentation on 30th June 2023 at Disgraça 

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160 pages with numerous illustrations and photographs

Comes with a pair of 3D glasses for your full enjoyment!

Cover by Nicolò Masiero Sgrinzatto3D images by Teresa Pratidesign by Denny Donato Debellis, preface by Bianca Ludewig 
and texts by Benedikt Achermann, Pablo Echaurren, Clemens Marschall (Rokko's Adventures), Matt Muscarella (The Melodyst) and Jan Hartungen.








Wire Magazine #443 review:

By an Italian but in English, written in a style that resembles the LOUD energy of a S.Wells sluiced through the unforgiving yet gleeful anti-humanism of a Biba Kopf, this monograph maps Italian Futurism onto gabba, and vice versa. So it's an intellectual entertainment - penned by one who knows viscerally whereof he speaks... who's sweated and stomped in the four-to-floor forge 'till the crack of dawn, and beyond... been battered by drop-hammer bassdrum and blasted by hoover-noise... soaked up the sensations and survived to make sense of the senselessness.

(...) enthusiasm is a word that would aptly describe that, also. It was almost like reading about the music scene surrounding bands I was in during the 1980's and 90's, in the sense that what one is doing becomes the centre of the universe, all-encompassing, massively important to those people involved... but, sadly, probably inconsequential to the rest of the population. I found the passages of historical notes towards the end of the book to be fascinating reading, too; it's obvious there was a lot of research done for the sake of accuracy. Another lovely publication!
pStan Batcow (by email)

(...) Balli's prose really works best at its nmost grotsque (...), one is left to wonder if the gabber has cured DJ Balli?
Francesco Fusaro @ datacide #19

O ANDAR DE CIMA - The Upper Room / ESGOTADO


Uma co-edição da Chili Com Carne com a Faculdade de Ciências e Tecnologia e a escola Ar.Co.
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Uma Banda Desenhada de Francisco Sousa Lobo baseada na palestra A Modulação da Tomada de Decisão: Pode o cérebro ser influenciado? ocorrida em Maio de 2014 e com as participações de Miguel Esteves Cardoso, José Manuel Pereira de Almeida, Alexandre Castro Caldas e Nuno Artur Silva.
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20p. 21x27cm impressas a castanho, capa a duas cores.
ISBN: 978-989-8363-28-2
edição em português com legendas em inglês
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new comix by Francisco Sousa Lobo (from The Dying Draughtman fame) inspired in a congress about neurology, in Portuguese with English subtitles. It's about the brain and about a conference on decision that took place at Universidade Nova in Lisbon. It's not institutionaley didactic comics, it's straightforward fiction.
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ESGOTADO mas pode ainda encontrar na Mundo Fantasma, BdMania, STET, Linha de Sombra e Tinta nos Nervos

buy here or at Quimby's (Chicago), Modern Graphics (Berlin) and Floating World (Portland)







Feedback : 

O autor experimenta diversas soluções para as suas pranchas e revela maestria nas transições entre as vinhetas, sendo extremamente proficiente na enorme quantidade de informação que, também como música de fundo, transmite ao leitor nas poucas páginas que constituem a obra. Aliás, esta aparente (...) simplicidade é um dos grandes trunfos desta banda desenhada, perante o complexo tema que aborda. Mais uma vez, Francisco Sousa Lobo brinda-nos com uma BD que figurará certamente entre as mais conceituadas listas do que melhor se produziu este ano em banda desenhada no nosso país. 
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Un racconto a fumetti insolito da un autore portoghese, creato in occasione di un convegno di neurologia. Il segno scarno e il montaggio ipnotico di Francisco Sousa Lobo riescono a conferire inquietante esattezza a una storia che parla di cervello, paranoia, solitudine e Fado. 
Andrea Bruno na sua escolha de últimas cinco melhores leituras de BD para o Fumettologia 
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N’O Andar de Cima, claro, o protagonista tem que ser velho o suficiente para ter sido apanhado pelos fachos, mas Lobo nasceu em 73. Pode não ser ele. Mas é ele, ainda que tangencialmente. De lembrar que, por exemplo, a história de Zona de Desconforto é autobiográfica a nu, espécie de Art School Confidential com menos tiques e a ir mais fundo: dois dedos de conversa sobre o doutoramento na Goldsmiths e um historial de depressão com um surto psicótico. Não é por acaso que isto nos põe desconfortáveis — ver um gajo desbobinar-se numa bd não é pêra doce —, e somos quase forçados a concluir que aí sim, foda-se, o gajo viveu para contá-la, isto é que é bd. Tanto ele como nós sabemos que não é bem assim, daí as tangentes e as reviravoltas, porque narrar-se é mais do que uma estratégia argumentativa em banda desenhada; é uma estratégia identitária também. 
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Resenha sobre O andar de cima e outros trabalhos de FSL no Ler BD de Pedro Moura 
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nomeado como Melhor Argumento e Melhor Publicação Nacional pelos Prémios Central Comics 2015 
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 un cómic en bitono en el que Sousa Lobo presenta a un hombre que escribe un monólogo que se desarrolla durante todo el cuaderno, en el que profundiza en los temas recurrentes del autor: la identidad, el proceso del pensamiento, y los recovecos de la mente. Es un discurso conexo pero complejo, en el que mezcla a Shakespeare con la neurociencia y que también toca cuestiones interesantes, como la imaginación y su contacto con la alucinación. Se trata de un monólogo de loco —o por lo menos de obsesivo / compulsivo— de raíz muy literaria, pero que Sousa Lobo desarrolla con recursos puramente gráficos, gracias a un dibujo sencillo y al uso de símbolos recurrentes.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

ccc@autonoma.4


 Lá estaremos!! Sendo que o Tiago "Gato Mariano" da Bernarda vai dar um workshop e a Amanda Baeza vai ter uma exposição

A exposição intitula-se Entre onde dá-se a conhecer o trabalho mais recente da artista luso-chilena Amanda Baeza (1990). Esta exposição apresenta um conjunto de obras que atravessam ilustração, banda desenhada, desenho, têxtil, cerâmica e bonecos de pano, revelando a forma como todas estas linguagens se entrelaçam no trabalho da artista. Um convite para ver de perto, e em primeira mão, o lugar onde tudo se encontra.

 + info AQUI

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

a Chili Com Carne no Festival de Fanzines e BD de Alpiarça



Lá estaremos este Festival de boa cromaria mais uma vez e desta vez com uma exposição sobre o Punk e a BD, a cargo de Marcos Farrajota - numa espécie de versão do livro Punk Comix daí que se intitule de forma homónima.


Se hoje “Punk” é uma palavra abusada por todos porque numa sociedade amorfa como a que vivemos, qualquer pessoa mais energética e “suja” é considerada imediatamente de Punk, reduzindo-se a uma tribo com especificidades na roupa e na música e ignorando o legado político.

Punk Comix é uma exposição de vários painéis montados por Marcos Farrajota (edição) e Joana Pires (design) que não percorre apenas as ligações da BD e do Punk em Portugal mas realça a sua evolução na forma como autores e artistas de BD abordaram esta contracultura mas também trazendo à luz as características únicas dessa relação - por ex.: o movimento Okupa, as bandas de música  que ganham vida vindas da própria Banda Desenhada ou os seus VIPs (very important punks). São ainda destacadas as obras únicas de Nunsky, colectivo Chili Com Carne, João Mascarenhas, Tiago Baptista e José Smith Vargas.



segunda-feira, 17 de novembro de 2025

MASSA CRITICA /// BD de Hetamoé no Story Tellers / Parque Silva Porto


 
Pergunta, que espécie de antologia de Banda Desenhada poderá entrar na colecção THISCOvery CCChannel? Talvez se encontre uma resposta aqui

Exacto! 

Numa preocupação constante de falta de obras de referência em Portugal - e apesar de alguns títulos sobre bd que já publicámos nesta colecção, como a Maga ou The Reading Gaze (de Domingos Isabelinho) - qualquer oportunidade é boa para arrancar pelo menos testemunhos sobre BD pelos artistas. Por exemplo, quando o australiano Michael Fikaris quis fazer uma antologia de bd portuguesa e australiana, foi convencido a pedir trabalhos sobre bd aos artistas convidados. A antologia Opposights saiu em 2021, e os resultados dos portugueses eram surpreendentes! Tinha de publicar-se em Portugal ou em português! Pouco importava se seria um livro pequeno! 

Felizmente, foi crescendo porque fomos encontrando sempre mais alguém que mostrava interesse em participar. Muito sinceramente, valia e valeu a pena esperar mais um bocadinho até que o artista entregasse o trabalho. 

 Bocadinho a bocadinho, já lá vão uns três anos para esta montanha parir este rato. Rato? Ratazana, isto é para picar!!! Cinzentinhos, bazem!

foto de Rodolfo Mariano


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128p p/b 16,5x23cm, capa a 2 cores. Editado por Marcos Farrajota. Publicado pela Chili Com Carne e Thisco. Capa e Design feito pelo Rei da BD Portuguesa!!
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disponível na nossa loja em linha e na Almedina, BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Socorro, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Cassandra, Mundo Fantasma (Porto) e Velhotes (VN Gaia). E na Eventual (Espanha) e TFM (Alemanha).
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Tabela de conteúdos:

Editorial Arrivista (texto) por Marcos Farrajota

EXPERIÊNCIA
A cena por Amanda Baeza
(sobre feiras e estratégias) por Mariana Pita
Comic Trips por Rui Moura
(uma autobiografia sobre a sua relação com a BD) por Bruno Borges
(a primeira parte do livro "No tempo em que os meus medos falavam") por Miguel Ferreira

FORMA
Shapes found in Comics por Cátia Serrão
(sobre o vício da tinta da china, em inglês devido ao "punchline" intraduzível) por Pedro Burgos
Estudo do meio por André Lemos
Subtextual nihilism por Hetamoé

ENSAIO
Porquê BD? por André Pereira
Consciência Sequencial por Rodolfo Mariano
Breve e imprecisa História da Cienfuegos Press por Gonçalo Duarte
Melanina & a BD portuguesa no século XXI por Miguel Santos
O Hábito fez um monstro! por Lucas Almeida
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Feedback:

Ontem já estive a ler parte do livro à noite. Grande editorial arrivista! Já estava entusiasmado para ver o livro e agora que o tenho nas mãos fico ainda mais contente por ter participado. As histórias que li rendem bué e é um livro que parece sair na altura certa, com todas as discussões que me têm chegado aos ouvidos (sobre a BD ser um "género", sobre a "novela gráfica", sobre a falta de consciência história da BD PT...). Também me ocorreu que, no género de "BD a falar dela própria", e ao contrário do que se faz por aí, é um livro que dá destaque às vozes de autores e não de editores, o que me parece relevante no contexto actual. Enfim, considerações superficiais, mas genuinamente entusiasmadas; deixo a profundidade de reflexão para as várias histórias do Massa Crítica.
André Pereira (via email)

A Massa 'tava óptima!
David Campos (via email)

Excelente BD a do Miguel Santos na Massa Crítica.
André Oliveira (via email)

(...) A brincadeira começou na Austrália, (...) em que eu já participei com mais alguns artistas portugueses e de lá. Não fazia ideia que iriam querer publicar a versão portuguesa, que junta mais uns quantos nomes e é mais específica sobre a cena local - ou seja, portuguesa. Cada vez me faz mais confusão falar de arte ou bd portuguesa, ou sequer de Portugal, já que trazem o tema à conversa; ou mesmo de banda desenhada, por oposição a outras disciplinas ou circunscrita no seu meio. (...) Ainda assim, gostei muito do livro (...) Revejo-me naquilo, conheço a maior parte dos assuntos e as pessoas; para além de que me deu bastante gozo fazer a minha parte. E, claro, é com certeza um material de estudo necessário e interessante para quem vem depois para fazer a BD. O design do livro é do Rudolfo e está altamente!


Antologia de banda desenhada que eleva a BD portuguesa a patamares de distinção Raramente um livro de banda desenhada em Portugal consegue captar ao mesmo tempo a energia de um movimento artístico pulsante e a reflexão exigente sobre o próprio meio. Massa Crítica, antologia (...) consegue exatamente isso. (...) Do ponto de vista formal, editorial e estético, Massa Crítica é uma obra de afirmação. (...) As categorias de conteúdo — Experiência, Forma, Ensaio — indicam por si um ambicioso cruzamento entre autobiografia artística, teoria, crítica e prática. Por exemplo, (...) Porquê BD? de André Pereira, não só enriquecem o panorama teórico da BD portuguesa como oferecem leituras íntimas, pessoais, que reforçam a autenticidade do todo. Num panorama editorial em que por vezes se privilegiam fórmulas seguras ou estéticas de apelo imediato, Massa Crítica ergue-se como contraponto valioso: desafia, provoca, estimula. Não se contenta em apenas registar o que já existe; procura interrogar, abrir novas emoções, lançar pontes entre o meio e quem o consome. E faz isso de dentro, por quem vive a banda desenhada. (...) É um manifesto — artístico, intelectual, cultural — e uma prova concreta de que a banda desenhada portuguesa tem mais de onde extrair matéria, alma e espessura. Quem se interessa por BD, ou por cultura contemporânea que pensa para lá da superfície, vai encontrar aqui um livro obrigatório. A capa de Massa Crítica: manifesto visual da BD independente portuguesa Num mercado editorial onde muitas vezes a capa é pensada apenas como chamariz de consumo rápido, Massa Crítica apresenta-se com uma solução gráfica ousada, concebida por Rudolfo, que funciona como verdadeiro manifesto visual. O fundo magenta saturado contrasta de forma vibrante com as letras e figuras em amarelo, criando uma tensão cromática que prende o olhar e impõe presença. As formas orgânicas — meio tipográficas, meio escultóricas — evocam tanto o gesto manual como a experimentação plástica digital, transmitindo uma energia bruta, viva e indomável. Não há aqui a busca por uma “beleza polida”, mas antes a afirmação da autenticidade e da radicalidade criativa que caracteriza a Chili Com Carne. (...)
Paulo Pereira para um JL extinto

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Historial

14 de Dezembro 2024: primeira apresentação na Socorro, Porto, com a presença do editor Marcos Farrajota e o artista Rui Moura. no âmbito do Culturismo Hardcore II, o maior evento de nicho Pop!

11 de Janeiro 2025: lançamento oficial na Tinta nos Nervos, com presença do editor Marcos Farrajota e dos artistas Amanda Baeza, André Pereira, Hetamoé e Miguel Santos.

24 Fevereiro 2025: conferência "Melanina e a BD Portuguesa no século XXI" por Miguel Santos @ Sala 8.2.12 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Referido sem crítica - porque a pobreza grassa na BD portuguesa - no jornal Jornal de Letras, o que diz muito da barriga burguesa do seu "crítico"...

 22 Setembro 2025: BD de Hetamoé no projecto Story Tellers no Parque Silva Porto, Benfica, Lisboa



quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Sei...

 


O nosso amiguinho faleceu ontem, não houve despedidas entre nós mas hoje, inesperadamente, recebi um seu último recado através de um amigo em comum. Fiquei gelado por uns momentos. Geralmente estávamos alegres nas nossas conversas infinitas até à hora de fecho da Feira do Livro de Lisboa, onde o Sei Miguel examinava todos os nossos títulos e escolhia de forma incisiva o que lhe despertava a curiosidade. 

Em 2020 disse-me: "Há um japonês que deves gostar, aquilo é fantástico, tenho lá em casa mas não me recordo agora o nome, pá...!". No ano seguinte publicamos a Viagem do Yokoyama e era este o "japonês do Sei". Entendimento total depois desta. Seguiu-se trocas de galhardetes gráficos - recuperamos o nome do esquecido F'murrr e mostrei-lhe os "novos" David B e Jim Woodring. Ficamos de ir à Bedeteca de Lisboa quando reabrisse para nosso percurso de conversa infinita ainda se esticar ainda mais e mais e mais...

Não se identificava com o que o REP escreveu sobre ele e a sua obra no Bestiário Ilustríssimo (livro que editamos) mas estávamos tão entusiasmados a falar sobre a BD - seria a única pessoa que conheceu nos últimos tempos que podia ter conversas sobre este assunto e para dizer a verdade também eu raramente tenho apanhado alguém com o mesmo entusiasmo! - que nunca aprofundei essa questão da música. Nunca chegamos ao fim da conversa sobre Art Brut que me "chocou" por alguma razão que agora não consigo detalhar ou que não me apetece agora pensar. Também não me lembro o que ele comentou sobre o Francisco Sousa Lobo - era pela positiva...

Ouvia dizer que o Sei era snob mas foi das pessoas mais gentis que conheci nos últimos tempos. Não se pode acreditar nos rumores. Poucas vezes nos encontramos fora da Feira do Livro, já se sabe como é a vidinha e as suas corridas. Lamento agora não terem acontecido mais encontros e conversas de cromos... Quando havia formalmente despedidas ele mandava "abracinhos".

Marcos

Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem ... conferência no CNC HOJE


Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem 
por
Ana Simões (ensaio e argumento) e Ana Matilde Sousa (banda desenhada)

oitavo volume da colecção LowCCCost, uma colecção de livros de viagem ... para quem gostar de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!

Elaborado no âmbito do centenário do eclipse de 1919, este livro esteve associado à exposição E3 — Einstein, Eddington e o Eclipse e está dividido em duas partes (ensaio e banda desenhada), ambas bilingues, português e inglês, as duas principais línguas usadas durante a expedição. 

A banda desenhada toma a correspondência de Arthur Eddington trocada com sua mãe, irmã e o Observatório de Lisboa antes, durante e após a sua expedição à Ilha do Príncipe para estudar o eclipse solar total de 1919, como ponto de partida para uma narrativa gráfica de contornos experimentais e impressionistas. Focando-se na teia de actores humanos e não-humanos envolvidos nesta expedição – pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, factores ambientais e afetivos – a BD, que também compila alguns documentos da exposição, estabelece uma relação intertextual com o ensaio teórico sobre as implicações científicas, políticas e sociais dessa viagem cujos resultados confirmaram a revolucionária teoria da relatividade de Einstein. As “impressões” da viagem assumem um duplo significado, referindo-se ao relato de Eddington por palavras e às marcas nas páginas, alusivas à presença material dos lugares visitados.

264p (156p a cores) 18,5 x 27cm, capa a cores com badanas 
 ISBN: 978-989-8363-510

Nova edição - revista e ampliada - disponível na nossa loja em linha e na Tigre de Papel, Kingpin Books, SocorroTinta nos Nervos, ZDB, BdManiaMatéria Prima e SnobA antiga poderá ser ainda encontrada na Mundo Fantasma, Utopia, Linha de Sombra, STET, Vida Portuguesa e Alquimia





Historial: 

apresentado no CIUHCT a 19 Dezembro 2019 
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apresentação virtual em V/Ler BD 
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Artigo no Público
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Excerto publicado na revista polaca Zupelnie Inny Swiat
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Boa crítica por Jürgen Renn (Max Planck Institute for the History of Science) na Centaurus
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Apresentação com as autoras e moderado por Hugo Soares no dia 10 de Junho 2024, às 20h, na Praça Azul da Feira do Livro de Lisboa
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Apresentação com a presença das autoras e o editor da Chili com Carne, Marcos Farrajota, e com o comentário do crítico e investigador Pedro Moura, o ilustrador e autor Miguel Santos e o cientista Federico Herrera no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, dia 20 Junho às 18h
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entrevista no Pranchas e Balões

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Ciclo de Conferências no Centro Nacional de Cultura12 de novembro | Einstein, Eddington e o Eclipse – Impressões de Viagem com Ana Matilde Sousa (CIEBA – FBAUL) e Ana Simões (CIUHCT – CIÊNCIAS-ULisboa); e, 26 de novembro | A Roça Sundy, Cadbury e o “Cacau escravo” com Duarte Pape (Paralelo Zero) e Hugo Soares (E3GLOBAL)




Feedback

(...) narrativa de enorme intensidade emocional (...) Eis um livro de viagens com vocação renascentista (...)
Sara Figueiredo Costa in ACERT

(...)  O encontro entre Hergé e Lovecraft tem perfeitamente o seu papel num livro sobre uma conclusão feliz da observação da ciência. 
 Livro desafiador que estende as condições de produção e o modo como a banda desenhada dialoga com o mundo, bem para além do veículo de ficção de género ou de narrativas dominadas a que a maioria das suas prestações nos habituou, Einstein, Eddington e o Eclipse poderá vir a tornar-se um exemplo maior da verdadeira inter- e transdisciplinaridade.
Pedro Moura in Ler BD


Além da notável originalidade da junção de dois registos – um científico e outro artístico, neste caso a história da ciência casa-se com a “nona arte”, que costumam andar apartados, - a obra é também original pela sua rara qualidade. O ensaio, que foi pensado tendo em conta leitores desconhecedores da matéria, sendo claro, é absolutamente rigoroso, indicando as fontes para os factos relatados (...). Na banda desenhada, delimitada pelos registos epistolares ou diarísticos, a imaginação já voa, mas o registo não deixa de ser rigoroso: vê-se que a artista se procurou documentar sobre os cenários que descreve visualmente, tendo consultado o material fotográfico disponível. Fugindo ao realismo, faz-nos entrar na atmosfera da época.
Carlos Fiolhais


Voltando ao que melhor li de BD feita por cá (...) Trata-se de um livro composto por um ensaio da historiadora e professora Ana Simões e uma banda desenhada da artista Ana Matilde Sousa. (...) Gosto muito de ver este tipo de parcerias, bem como das explorações gráficas desenvolvidas aqui pela Ana Matilde Sousa, mais conhecida nos meandros da BD por Hetamoé. Conheci-a no Clube do Inferno, esse conjunto de enfants térribles cheios de garra e vontade em fazer BD, e desde aí que tenho tentado seguir o seu trabalho. Aqui conquistou-me logo nas primeiras páginas com esta BD impressionista. Muito trabalho interessante na forma como trabalha a cor e também a fotografia, tudo para nos ir dando uma imagem/ sentimento da viagem de Eddigton (usando como base a correspondência que o cientista trocou com mãe, irmã e o Observatório de Lisboa).
Gabriel Martins via Facebook

 



Einstein, Eddington e o Eclipse é magnífico! (...) tirei a barriga cerebral da miséria.
Rodolfo Mariano (via email)

domingo, 9 de novembro de 2025

sábado, 8 de novembro de 2025

Será a caneta mais poderosa do que a espada?

 

A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas a este desafio em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês cabe à Diogo Barros (1983) que teve momentos de glória com o seu e-comix Pós-tugal - que recolheu recentemente num zine e criou uma nova página prá A Batalha (que deve estar para sair em breve se a Alma do Kropotkin deixar!)

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Gente Remota --- ESGOTADO

 




Gente Remota é um livro ficcional que nasceu de quatro longas entrevistas com ex-combatentes anónimos das chamadas guerras de África, conversas que tive em 2014. Não há nada inventado, no que corresponde às experiências de Guerra de Alfredo Jacinto, não teria capacidade para tal. Nem o crime da PIDE, nem a acção salvífica e presença de espírito de Alfredo ao salvar um soldado do colapso moral, nada foi inventado. Limitei-me a baralhar os dados.

Esta é uma pequena história de Portugal, esse país sem problemas de consciência, com uma memória selectiva, ao mesmo tempo sincera e senil.

É uma história de cruzamento de ideias, de confrontos de perspectivas. Eu não estou em lado nenhum, neste livro. Ou então estou em todo o lado.

A questão do racismo é sempre um poço sem fundo. Incómoda, urgente, com ramificações que tocam a todos, profundamente. A minha relação com o nosso passado colonial é múltipla. Eu próprio nasci em Moçambique, rodeado de empregados e privilégio colonial.

Depois veio logo o 25 de Abril, essa tábua rasa a um tempo gloriosa, mas que nos oculta a história e nos iliba de qualquer culpa. Depois veio a primária em que aprendemos a hostilidade contra os espanhóis, e depois o liceu em que nos forçaram os Lusíadas pela goela abaixo. Este livro é talvez o paté resultante.  

A esperança é que sofre. 

- Francisco Sousa Lobo 


23º volume da Colecção CCC, 100p a duas cores, 16,5x23cm, edição brochada.

editado por Marcos Farrajota. Design de Joana Pires.


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Historial

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Obra realizada ao abrigo de uma Bolsa de Criação Literária da DGLAB/ Ministério da Cultura 

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Lançamento no dia 19 de Dezembro 2021 no M.A.L. com apresentação de Sara Figueiredo Costa

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artigo no Público



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artigo na Lusa

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entrevista no Pranchas e Balões

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ESGOTADO, talvez ainda encontrem na Linha de Sombra, Snob, Tinta nos Nervos, Kingpin, Tigre de Papel, Matéria Prima, ZDB, STET, Socorro, Alquimia, Essência do Livro e Stet.

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Feedback

(...) banda desenhada portuguesa maior, adulta e consequente.

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Partindo de entrevistas feitas a quatro ex-combatentes que passaram pela Guerra Colonial, Francisco Sousa Lobo constrói uma ficção que tira o melhor partido da linguagem da banda desenhada para colocar em confronto memórias, ideias feitas, traumas que persistem em não ser abordados. Não é um livro sobre o passado, antes sobre o modo como vários passados – uns colectivos, outros individuais – continuam a assombrar o nosso presente comum.
Sara Figueiredo Costa in Blimunda

Este é um livro desagradável! E ainda bem, porque de livros agradáveis está o Inferno cheio.



Melhor Obra Nacional nos Prémios Bandas Desenhadas

Sem ceder ao panfleto, Sousa Lobo cria uma história actual sobre Portugal e os seus mitos (...)
Sara Figueiredo Costa in Expresso
 
 
O Francisco pegou no século XXI e meteu numa cápsula. Está aqui tanta coisa... As teorias de conspiração dos cotas. Os "neo" coloniais. O jungle fever luso tropicalista. A memória histórica com esquecimento estratégico. As palas nos olhos. A saúde mental dos jovens, em especial dos rapazes, que não se debate nem se cuida. As empregadas domésticas, mesmo as que têm patroas feministas e liberais...
(Se queres levar porrada de todos os lados tenta falar sobre o "fim das empregadas domésticas"... mesmo nos círculos mais pra frentex ... ;) )
Na verdade, acho que tudo isto seria igual, mesmo sem a guerra colonial, mesmo só com brancos. Por essas e por outras não vejo grande utilidade no "white guilt"...
Esta BD é um espelho gigante. Pode ser "ficção" no estilo, mas o conteúdo não é nada ficcional. Demasiado familiar, até.
Miguel Santos (por email)