segunda-feira, 25 de julho de 2022

Casal de Santa Luzia - últimos 3 exemplares!!!!

 



O novo Mesinha de Cabeceira foi impresso em risografia pela super-bacana Mago Studio

Carambinha, o MdC também sabe andar na moda mesmo com 30 anos de existência!!

E não é só sobre... gatos! 

Casal de Santa Luzia é realmente mais do que isso. Matilde Basto (2001) vai mais longe nesta banda desenhada para criticar uma cidade - Lisboa, que não haja dúvidas - que se vende ao metro quadrado sem qualquer enquadramento ecológico ou sociológico. O ambiente da BD entra em algo de Fantástico - lembra superficialmente o início da série Gideon Falls - sem nunca entrar numa aventura sci fi espectacular. Se há fogo de artifício esse passa pela mix-art da autora.

BD de 48 páginas mais ou menos A5, impressa uma cor (verde) em risografia e uma capa a duas cores, é mais um fascículo deste zine que comemora os seus 30 anos, sendo que a obra foi realizada no âmbito de um estágio não-explorador da London College of Communication entre Março e Maio 2022.




Pode ser adquirido na nossa loja em linha e na Linha de Sombra, Tigre de Papel, Kingpin, Matéria Prima, ZDB, Snob, Alquimia e Tinta nos Nervos.



Lançado no Penhasco, 16 de Julho, com unDJ MMMNNNRRRG (single e com singles)


Entretanto o André Ferreira (por email) comentou isto: Do Casal de Santa Luzia gostei muito dos desenhos, mas o que mais me surpreendeu foi a forma como a história é contada, como a Matilde Basto nos vai dando pistas, como todos os pormenores contam e ampliam o significado da narrativa. Os gatos são o símbolo duma ameaça que paira sobre todos, um cerco que se aperta, e que nos vai expulsando dos espaços. A seguir para onde vão os gatos? Para onde vamos nós? 

O Rodolfo MarianoGostei muito do Casal de Santa Luzia. O que parecia ser uma história fantasmagórica misteriosa, sem perder esse lançar das conchas sobrenatural, transforma-se numa mensagem de chamada de atenção para o degredo imobiliário. As sequências e o desenho são bons, os desenhos dos interlúdios mais elaborados suaves cremosos fazem um bom contraste com o desenho riscado imprevisível.

André Pereira: (...) gostei, especialmente da prancha em que ela fala de como começa a ver no miar dos gatos um presságio para como vai correr o dia. Boa cena!

E o André Coelho: Acho que um formato maior até iria ajudar naqueles desenhos mais gatafunhados dos gatos! Gostei mesmo muito da forma como abordou a gentrificação como algo, mais do que desumano, alienígena e intrusivo.

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