Segunda vida?
Lembram-se do X-JAZZ? Duvido muito mas para dizer que a BD do André Coelho que editámos há alguns anos teve uma segunda vida com a edição do CD (e virtual) de A Schist Story, pela JACC.
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Depois de duas edições que foram fiasco, a edição deste ano da Parangona, decorrido este fim-de-semana, foi em alta, grande alta mesmo!!! E em alta também de novidades editoriais, sobretudo de zines que não deverei conseguir ilustrá-los neste "post" porque toda a gente prefere usar as armas do inimigo - a infame "social media" - invés de ter plataformas que pessoas que não participam na palhaçada consigam aceder - é o caso do "fezesbook", "instagrana" e X-ex-twitter.
Bonkers são as BDs-recordações de Gonçalo Duarte na sua segunda estadia nos EUA de há poucas semanas - ou seja, até apanhou com as presidenciais de escolher o menos mau entre os dois, jogo das democracias nas últimas décadas... Basicamente são contados de pequenos episódios de viagem de um país incompreensível aos nossos olhos. O estilo gráfico do GD está a sofrer uma metamorfose para o "cartonesco", ou seja, está tudo mais abonecado mas também mais "completo" e comunicativo. Inclue uma BD em que ficamos a saber como vive o Mike Diana!
Meliel de Michi (aka David Fossard?) é uma compilação dos dois episódios desta série homónima de mangá "mucho dark" em que não percebi patavina do enredo (duvido tenha interesse para mim, pessoalmente, seja como for) mas os desenhos são uma delícia de porrada, bicharada, mini-Gore e Magical Girls ou miúdas demónios com nomes de judaísmo mal mastigado ou lá o que é... Ei! menos conversa e mais acção barata e absurda!
Celsius é um miminho da Maryam Shimizu, autora que em breve entrará nas páginas do próximo Pentângulo, estejam atentos! BD experimental feito para um workshop de fanzines na ETIC, ministrado pelo Gato da Bernarda (piada inevitável) em que não sei se estamos a falar de Amor perdido, de azia ou do aquecimento global - acho que é o último! Peça linda de morrer, grafismo elegante, poderá faltar mais comunicação para gente bruta como eu - ainda mais quando eu odeio cabeças humanas sem expressões, reduzidos ao minimalismo freak da bola a servir de cabeça e uns dois pontos para olhos... Quem consegue desenhar isqueiros de forma tão estilosa também deverá desenhar bem os humanos!
Por fim, Magic Moments, um Opuntia Books, projecto dirigido pelo André Lemos, que lá contruiu mais um exemplar livro de Arte com as pinturas do finlandês Lauri Mäkimurto - será o seu segundo Opuntia, creio... É mais uma descarga visual para quem gosta de arte degenerada! Fogo, nem na loja virtual da Opuntia consegui sacar uma imagem, olha, paciência, vocês que tem todos continhas das redes dos opressores que vejam lá as imagens todas. Tchau!
PS - Caramba já me esquecia, fora-Parangona mas mesmo ali ao lado, saquei da Flur o último Cadernos de Divulgação (o número 1.3) pela Marte Instantânea. Mais um volume de minúcia arquivista do melómano-acima-de-tudo José António Moura. Um fanzine em formato de doce para quem curte Industrial, EBM e o underground musical pré-internet. Sei que este entusiasmo é parte nostalgia e parte antropologia mas sou um otário no que diz as estas coisas. Ainda estou a devorar as suas páginas mas fica já aqui a dica porque isto deveria desaparecer enquanto o Diabo esfrega o olho!!!
PPS - esqueci-me de forma tola de Morder a mão que dá de comer de Tetrateles, um minizine desdobrável em que se vê que o autor está mais seguro comparando com o seu "stalker'zine". Obviamente que estes minis que está a produzir é todo um processo de evolução artística e cheira-me que vai sair daqui um cão danado! Sei lá se ele tem rede social, quem quiser alguma coisa dele é escrever para tetrateles88 @ gmail . com
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A demanda da RUBI por genuínos Romances Gráficos ímpares chegou a um patamar histórico:
50 anos depois de Yukio Mishima (三島由紀夫 ) se suicidar a 25 de Novembro de 1970 - dia e mês coincidentes com o início da escrita do seu livro Confissões de uma Máscara (1949) - eis que lançamos a primeira obra inédita na colecção:
Mishima : Manifesto de Lâminas
de
Este "Manifesto" é fruto de uma exposição de trabalhos de Tiago Manuel na sala Mário Cesariny durante o Ciclo Mishima - Um Esboço do Nada, entre 17 de Novembro e 14 de Dezembro de 2008 no Centro Cultural de Belém.
O trabalho que se publica neste volume é um dois livros que o artista escolheu do universo mishimiano, nomeadamente Confissões de uma Máscara. Dele, segundo João Paulo Cotrim, "fez as lâminas de uma tesoura que esventra a obra, não para a destruir, mas para a homenagear fazendo-a sangrar imagens. Valha-nos S. Sebastião, o do tronco nu em oferenda mística às setas do mundo! (...) Mishima desenhou com a própria carne uma afiado manifesto contra a vulgaridade. Não o do fim, mas o outro, o primordial, revelado por estas imagens: um sabre de palavra."
Obra que abrirá guerras entre os puritanos da Banda Desenhada e do Desenho Conceptual, nesta edição inclui o texto "Visões de Mishima" assinado por António Mega Ferreira, entretanto publicado no livro Mais que mil imagens (Sextante; 2020).
ESGOTADO mas tentem na Alquimia, Fundação Oriente, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Utopia, Vida Portuguesa e ZDB.
Foram feitas quatro risografias para acompanhar a edição impressas na Desisto. Será oferecida uma por exemplar adquirido directamente à Chili Com Carne. Existem 25 cópias para cada imagem, cada uma assinada e numerada pelo o autor.
risografias ESGOTADAS
FEEDBACK
His works reminds me of Roland Topor's works and has a touch of Polish film posters. - DJ Cat Goshie (by email)
Melhores livros 2020 do Expresso
Uma máquina única, onde se reconhece o eco de Mishima, mas onde não falta o reconhecimento de outras dores, dúvidas e vontades universais. - Sara Figueiredo Costa in Expresso
Referido no Nada Será como Dante (RTP2).
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On the 25th November 1970 japanese writer Yukio Mishima (三島由紀夫 ) commited his ritualistic suicide. 50 years after, at the same day and month, our RUBI collection released the book Mishima - Blade Manifesto by Portuguese artist Tiago Manuel.
It's a graphic reading of Confessions of a Mask (1949), book that Mishima started writting also on the same day and month. This "Manifesto" was made by Tiago Manuel for an exhibition for Ciclo Mishima - Um Esboço do Nada, program dedicated to the write by Belém Cultural Center (CCB) in 2008 and after twelve long years finally it was published in book form - only a small except was published in #20 of Kuš! (Latvia) in 2015.
The artist used scissors that shattered the original work, not to destroy it, but to honor it by making it bleed images. We hope this vision of Tiago Manuel will open an intellectual battle between "Comics" and conceptual drawing purists.
This edition includes also Visions of Mishima, a text written by curator António Mega Ferreira.
SOLD OUT but try still at Quimby's (Chicago), Modo (Italy), Just Indie Comics (Italy) and Le Mont en L'Air (Paris)
Four different drawing were printed in risograph at Desisto. One of these images will be a gift to you if you buy directly to Chili Com Carne, There is 25 copies of each, all signed and numbered by the artist.
FEEDBACK
His works reminds me of Roland Topor's works and has a touch of Polish film posters. - DJ Cat Goshie (by email)
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Best Portuguese Books 2020 in Expresso newspaper
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Tiago Manuel is a national treasure (...) - Gabriel Martins in Paul Gravett site
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exciting, experimental recent release in Portugal, (...) Tiago Manuel's Mishima: Blade Manifesto is an evocative suite of transforming text-free images, one per spread (...). - Paul Gravett on FB
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ESGOTADO
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| cartaz alternativo de André Lemos |
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Tal como todos os anos nasce uma percentagem de bebés que vão gostar daqui uns anos dos The Cure também há uma percentagem (menor) que vai curtir Whitehouse e do género "power electronics". Talvez o mundo não esteja perdido afinal de contas! CAB mostra que há uma diferença entre os "drone-noisers" chatos que andam por aí e a recuperação sónica dinâmica e textual de "shock values" de uma certa subcultura Industrial do século passado. Não basta dar cabo dos tímpanos de um gajo, tem de haver berraria com conteúdo pouco saudável para este novo milénio, para mandar os "wokes" à fava e ainda (sacrilégio) pensar que se pode fazer arte perigosa.
É impossível não pensar nesta k7 sem comparar com The Book of Dave de Will Self - uma distopia em que o diário de um taxista misógino e com problemas de saúde mental é encontrado no pós-apocalipse e serve como "Bíblia" para a nova civilização. Música scary as fuck que justifica a invenção do Uber. Se acham piada gozar com os taxistas, então fuck you, seus burgueses de merda! Haviam de estar no lugar deles para verem o que é bom!!! Não é o que se pretende! A fundo, ó chefe!
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Labels: eventos
Vingar como? Assim, posso dizer: "porra dá mesmo vontade de comprar dois, um para guardar e outros para rasgar as páginas para pôr em molduras!"
Futilidade e brincadeiras à parte, Dream Journal é um impressionante catálogo de novas tendências gráficas de toda a parte do planeta, sob o mote dos sonhos que os artistas tiveram. Mais ilustrativa que narrativa em que até curtia dizer os nomes dos artistas mais impressionantes senão não fosse tão preguiçoso e se houvesse um índice decente. Não sei que raio de ideia foi esta de aproveitar o espaço de créditos dos nomes dos artistas estão, invés os endereços fatelas dos instagrams dos artistas. Agora sou eu que me passo! Porque caralho, um projecto independente há de dar publicidade a uma rede social que nos fode a todos? Não há alternativas na 'net? Porra! E não tendo uma conta também não os consigo aceder sequer, não foi só uma piada de preguiça! Que pesadelo tecnocrata!
Vá, o Bhanu Pratap (da Índia) ou Woshibai (China) tem de ser referidos... e o Art was a mistake da Hungria creio... O monstro sem boca vai conquistar o mundo assim!
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Labels: livros

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Labels: JCoelho, joana pires, joão fazenda, marcos farrajota, Mercantologia, olhos a zumbir
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Labels: Mercantologia, rodolfo mariano
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Labels: Harukichi, Mercantologia, video
A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas a este desafio em Banda Desenhada por uma série de artistas.
Este mês cabe a João Chambel (Lisboa, 1969), "colaborador histórico" na Chili Com Carne, de responder...
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Labels: joão chambel, Será a caneta mais poderosa do que a espada?
Fiquei indeciso durante muito tempo, já com o livro nas mãos há algumas semanas desde que saiu na última Raia de forma não-oficial e com o lançamento a acontecer... e lá foi lançado a semana passada! E não consegui escrever nada! Não sabia se deveria fazer uma crítica mais "mordaz" ou séria n'A Batalha ou dar uma palavra de apoio sincero e positivo pela iniciativa neste blogue - onde abandonei a crítica em favor do jornal, tirando em períodos epidémicos.
É que espero que a antologia QEQTPQE?? venha a ser mais do que um mero OVNI de passagem na BD portuguesa. Desejo que venha a ser um projecto maior, que consiga crescer e sobretudo que crie diversidade no enfadonho "clube de rapazes da BD", essa cultura que teima ainda em ser masculina e nostálgica, sem perceber o mundo que a rodeia.
Há muito, embora não tenha encontrado algum texto que comprove isso nos arquivos deste blogue, que afirmei que o que era mesmo bom era que houvesse "uma Chili Com Carne" por distrito em Portugal. Uma rede de estruturas que pudesse contradizer a cultura dominante da BD dos rapazinhos parvinhos e que formasse um circuito alternativo de promoção, distribuição e de apoio mútuo. Infelizmente Portugal é uma sanita e não há malta suficiente para tal. Quer dizer, até há muita gente a fazer BD, mais do que alguma vez vi! Só que só me apercebi, recentemente, que "maus editores criam mau público e maus artistas" (ler artigo a sair em breve na revista Pentângulo). Obviamente que merda gera merda e daí o que vemos sair todos os dias são BDs da terceira divisão de Fantasia da pissa ou ainda uma literatura lamechas, cheias de problemas do Primeiro Mundo sem interesse - havendo mesmo até uma autora que usa tal estatuto escarrapachado no seu pseudónimo, incrível mas é verdade!
E ao mesmo tempo já nem é bem assim, há mais pessoas que experimentam na BD uma forma de expressão artística! Se a Chili tem sido uma excepção oficial à tendência dos eco-desastres editorias acima referidos também é verdade que não pode ir a todas pela sua diminuta dimensão logística e económica. Aliás, muitas vezes nem percebemos que existe mais gente, bem que tentamos usando o concurso dos 500 paus como chamariz para conhecer essa malta mas não isso chega, não conseguimos ir a tudo. Não somos uma instituição nem uma casa comercial, e mesmo estas (pasme-se) não querem saber de Arte na BD para nada - vejam como os festivais de BD que existem, todos eles camarários, como a "BD Porcalhota" e "Las Bejas", cada vez tem ficado mais tradicionalistas! Invés de procurarem novos públicos e temas, voltam atrás com o cagalhão mesmo ao peito!
Aparecer um QEQTPQE?? - oh, by the way quer dizer Quem é que tu pensas que és? - para mim, significa estar menos sozinho contra a ignorância que grassa no meio da BD. Uma solidão atroz que muitas vezes podemos pensar que estamos a fazer tudo errado, que somos parvos em lutar contra a maré. Ou pior, que nos estamos a tornar nuns arrogantes... menos mal isto! Há que admitir que os outros fazem mesmo BD de merda e dizê-lo alto e bom som! Sobretudo esta solidão indica a fragilidade no meio, como se viu nos anos covid em que foram mais as editoras estrangeiras a publicar artistas portugueses do que cá.
Não vou referir BDs ou artistas desta antologia que tenha gostado ou que não tenha curtido, nem vou aqui apontar questões editoriais bem ou mal feitas. Apenas vou enaltecer o gesto das três editoras-autoras que meteram mão à massa, lançaram uma convocatória e descobriram artistas novos - as idades variam entre uma pessoa que nasceu na década de 70 com muitos que nasceram nos anos 90 e algumas que brotaram neste milénio. Os "novos" significa que são novidade para o "mercado". Cada um deles tem os seus vocábulos e estéticas, mais inspirados ou menos, com influências mais óbvias que outras, pouco interessa! O que interessa é que estão aqui 132 páginas impressas a laranja PSD (para baralhar os direitinhas identitários, como é óbvio) completamente diferentes do que se fez aqui na Chili e até no passado portuense, cidade de onde aparece o projecto - aproveito para recordar uma potencial genealogia: a Associação do Salão do Porto e a revista Quadrado, os fanzines Cru, Gambuzine e Succedâneo, o colectivo alíngua e a revista Satélite Internacional; e o colectivo Os Gajos da Mula que originou a Oficina Arara e a publicação Buraco.
Na realidade, até tem aparecido ultimamente e timidamente alguns projectos que marcam a diferença, como o livro Guarda-livros, de Teresa Arega (que participa no QEQTPQE??), publicado pelas Edições da Ruína (projecto de Gonçalo Duarte), o fanzine em linha Passatempo e já para não falar dos óbvios MASSACRE. Meu, ainda há esperança para este cantinho ibérico, se era para dizer isto já podia ter escrito este textinho mais cedo! Bóf!
Esperem, esperem, isto não acaba assim! Parabéns à Goteira! Venham mais projectos assim!!!
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Labels: alexandra saldanha, livros, matilde feitor, rita mota, zé carvalheiro
Lançada em 2016, a Residência Literária em Berlim enquadra-se no programa de divulgação internacional estruturado pela Embaixada de Portugal/Camões Berlim na área do Livro, no âmbito do plano anual de ação cultural externa, coordenado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e o Ministério da Cultura.
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