quarta-feira, 1 de abril de 2020

Santa Camarão / últimos 8 exemplares


José Santa "Camarão" (1902-1963) foi um dos maiores boxistas do mundo e com uma história de vida avassaladora.

Esquecido pelo tempo, Xavier Almeida propõe trazé-lo à memória com uma biografia baseada num caderno escrito pelo próprio Santa que relata a primeira parte da sua vida: da sua infância em Ovar à juventude em Lisboa, onde culmina com o inicio da sua vida profissional.

Esta é a parte menos conhecida do Santa Camarão, no entanto a mais épica. Pois é neste período que se constrói a sua personagem e a sua carga melancólica, triste, solitária, perdida...e talvez a mais fascinante.

É de referir a colaboração de Pato Bravo (aka de B Fachada, que por sua vez é aka de Bernardo Fachada) no argumento desta banda desenhada. Uma colaboração com Almeida que já vem do tempo da Violência Electro-Doméstica.

O livro teve o apoio das Câmaras Municipais de Ovar e Lisboa. 

à venda na loja virtual da Chili Com Carne e na Mundo Fantasma, Tasca Mastai, You to You, Kingpin, A Vida Portuguesa... BUY ouside of Portugal at Quimby's (USA), Floating World (USA), Just Indie Comics (Italy),...

Historial: lançado oficialmente no dia 18 de Novembro de 2017 no Grupo Sportivo Adicense (Alfama) com Pato Bravo, DJ Tempos Livres, António Caramelo e uma aula livre de boxe ...  artigo n'O Corvo ... Conversa com Rahul Kumar, Mestre Paulo Seco, Xavier AlmeidaMarcos Farrajota na Tigre de Papel no dia 22 de Novembro de 2017 ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... artigo na TSF ... lançamento em Ovar no Bar Ideal, 23 Dezembro 2017 ... lançamento na Inc (Porto) no 25 Abril 2018 ... obra incluída na exposição És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5 na BD Amadora 2019 ...

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Feedback:

(...) Almeida ergue uma narrativa cuja força está na melancolia e na consciência do abismo, dentro e fora do ringue, muito mais do que no brilho dos punhos capazes de derrubar um adversário com apenas um gancho.
5 estrelas

Muito ternurento e cinematográfico
André Ruivo (por e-mail)

Santa Camarão é muito belo enquanto história, e bate forte. Sem nenhuma das cassetes e truques de BD, e que nos faz querer voltar a aprender a desenhar. Desarma. Lá dizia o poeta que o bom poema é aquele que não se desvanece no significado. Este livro e Berlim : Cidade Sem Sombras são como esse poema de que fala o Paul Valery. Resistem, não se limitam ao que aparece.
Francisco Sousa Lobo (e-mail)

Loved the boxing story...
Andy Brown (Conundrum Press)

Uma vida não é feita apenas pelos seus eventos e marcos superficiais. Esta (auto)biografia demonstra-lo.
I just wanted to tell you that I picked up your book Santa Camarão when I was in Porto last week (...) It's really impressive, your work - I like your drawing a lot!
 JonArno Lawson

nomeado para Melhor Álbum, Argumento e Desenho na BD Amadora 2018

5 estrelas
Mauro Coelho (Grito!) por email

domingo, 29 de março de 2020

Publicutin!



texto integral aqui

terça-feira, 24 de março de 2020

Saúde e Anarquia

Como sabem desisti de divulgar edições que escapam ao radar público desde que passei a colaborar no jornal A Batalha, tendo transferido essa tarefa para esse enorme prazer que se chama papel impresso.

Dado ao drama que vivemos e sabendo que a maior parte dos leitores tem medo de fazer assinatura de um jornal de expressão anarquista, decidi voltar a este blogue divulgar uma coisita ou outra para evitarem o lixo da edição nacional - já agora, para quem procura o melhor dos livros de BD em Portugal, consultem o sítio Bedeteca Ideal.

Não foi desistir de escrever em linha que me fez abandonar este blogue mas também alguma confusão de projectos - a participação no sítio oficial da Mundo Fantasma - que me levaram a acumular pilhas de livros e zines para um limbo promocional, desculpem! Entre as coisas para divulgar ficaram edições da canadiana Conundrum Press.

Science Fiction (2013) de Joe Ollmann parece uma peça de teatro entre um casal que passa uma crise gerada após o visionamento de um filme de ficção científica que irá incutir ao elemento masculino do casal, à beira de um ataque de esgotamento nervoso, a lembrança de ter sido raptado por um OVNI, quando era jovem. Ora como podem imaginar isto irá criar um stress em Sue (a mulher) que terá de sobreviver uma situação paradoxal, por um lado não pode acreditar no rapto e por outro que não pode abandonar o companheiro de seis anos de harmoniosa relação, que está em negação, recusa visita médica e mete-se no esterco da 'net à procura de comunidade de "idênticos" raptados.

É quase uma comédia de costumes, que pelo toque caricatural do grafismo e acutilantes diálogos lembra Hate do Peter Bagge, mas também é um livro inteligente sobre relações humanas, que sete anos depois torna-se ainda mais evidente dada a esta fase de isolamento social que estamos a viver - com toda a gente a queixar-se que vão ter de viver os próximos meses com a sua cara-metade e pimponhos que meteram neste planeta todo fodido.

O final, SPOILER!!!!, é pouco conclusivo e interessante, infelizmente, ainda por cima, o final da BD é imediatamente seguido por uma caricatura do autor a desculpar-se se está a ofender ou não os que acreditam em raptos alienígenas. Tontice final que estraga o livro. Uma solução é rasgar as páginas do livro a partir da página 105.

O primeiro volume da série Hobtown Mystery Stories de Kris Bertin (a) e Alexander Forbes (d) é o melhor antídoto para quem não papa as pobres chachadas norte-americanas da Dark Horse/ Image/ Vertigo, lançadas cá em Portugal, em regime de "dumping" nos últimos três anos. Quem têm aquele "guilty-pleasure" por géneros literários populares como os de Crime / Mistério / Aventura / Fantástico - sim, é verdade, HMS mete isto no mesmo saco - eis a solução totalmente inesperada.

The case of the Missing Men (2017) é um tijolo de 300 e tal páginas que invoca vários imaginários do passado (a acção para começar passa-se em 1996) e os ambientes dos tais géneros literários Pop, a começar logo pelo grafismo rigoroso de Forbes, a lembrar esteticamente alguma ilustração inglesa do início do século passado mas também muito da BD "indie" dos anos 80/90 como as de Dave Sim, Chester Brown, David Collier (Epá! Todos eles do Canadá! Curioso!!), quando isso significava trabalho árduo da técnica de traços cruzados, fundos detalhados e texturados.

É importante pensar que este livro extenso como é, com esta arte assertiva, sabendo (acho eu) que o livro / série não tenha uma grande exposição de vendas nem de traduções internacionais, que autores doidos serão estes para se dedicarem a anos de produção para a qualidade de livros assim??? É que isto não se faz desde do virar do milénio. Definitivamente não são assalariados da indústria dos "comic-books" e só tenho pena a CCC não tenha um modelo económico para lançar esta obra na sua Colecção Rubi.

O enredo lembra o cruzamento das aventuras dos Cinco com o Twin Peaks, referências mais do que gastas pelas críticas ao livro e desde logo exposta pela sua própria sinopse oficial. Certo! Só falta acrescentar o elemento fantástico que não irei revelar para não estragar o prazer da leitura. Sabem quando há livros de BD que nos levam umas boas horas de leitura mas não por verborreia? Eis um desses casos raros! Não comprem em Amazones e outros poluidores, existem ainda lojas de BD importada, é mais caro mas é mais justo, amigos!


Já referi aqui o David Collier. O seu livro Chimo (2011) estava guardado para escrever no sítio oficial da Mundo Fantasma, ia ser um artigo extenso porque este livro bem o merece, o autor também porque é daqueles que foram esquecidos com a cores histriónicas da geração "riso" deste milénio e porque tenho especial admiração pela sua obra. Também tenho de reconhecer que o esqueci durante uns anos e que só há poucos me apercebi que foi um autor influente no meu trabalho, sem eu ter dado por isso. Collier é daqueles autores que facilmente poderão colocar numa baliza entre Robert Crumb e Joe Sacco mas que tem uma voz própria, não é displicente e agressivo como Crumb nem político e formal como Sacco. É um observador, que tal como Aleksandar Zograf, sabe escrever crónicas interessantes em BD, seja sobre atletas ou sobre memórias de amigos punks dos anos 80. Pequenas estórias da História. Teve o seu próprio "comic-book" pessoal como todos tiveram direito nos anos 90, o Collier's que foi publicado em duas séries, a primeira pela Fantagraphics e a segunda pela Drawn & Quarterly. A primeira editora encomendava-lhe sempre umas BDs prá inacreditável antologia Zero Zero, foi daí que conheci o seu trabalho, destacava-se por ser o mais (o único?) sóbrio entre "animais" como Mike Diana, Richard Sala, Blanquet ou Kim Deitch. E a segunda editora publicou a maior parte dos seus livros a solo, até a Conundrum ser a sua nova casa.

Chimo (saudação inuíta) conta como Collier alistou-se no exército aos 42 anos, casado e com um filho! Aliás, realistou-se porque ele já tinha feito serviço obrigatório sem bem me lembro de BDs suas na Collier's. Porque raios este gajo fez isto!? Não foi para se armar em palhaço como o líder do CDS que só se ofereceu para motivos meramente mediáticos. É muito mais marado e interessante, Collier quis ser como o jornalista Sacco e ir para a frente de guerra no Afeganistão para participar num histórico programa artístico do exército canadiano mas o máximo onde ele conseguiu chegar nesse programa foi uma missão num barco militar e repreender uma traineira portuguesa a pescar fora dos limites de território - I shit you not! O exército não o deixa ir para uma frente de risco por questões de segurança (e de seguro). Frustrado, decide voltar prá tropa, naquela de ir para o conflito mas... fuck!, spoiler ou não, acaba por lixar o joelho nos treinos. A idade não perdoa! Isto dito desta forma não rende justiça às 130 páginas desta obra, tal a minúcia gráfica que referi em HMS e da informação en masse, desde a sua experiência militar - semelhanças e diferenças em 20 anos de vida - à história do SNS do Canadá, ufa! Tal como em Paying for it de Chester Brown, mistura-se autobiografia, ensaio e reportagem, deixando a sensação que ainda há BD excitante a descobrir caminhos.

Claro, que é daqueles obras que os parvinhos da BD vão dizer que só graças a vidas interessantes é que se faz boas BDs autobiográficas. Será? Claro que não e por várias razões, algumas poéticas que esses imbecis nunca perceberão... Mais Collier:


O nosso Primeiro Ministro insiste no desastre humano e ecológico que será o aeroporto no Montijo, especialmente nesta altura que a Natureza deu-nos a bela bofetada de humildade. A calamidade que vivemos vêm da destruição do planeta para consumo tonto. A propagação veio do turismo de massas que poluem em viajar futilmente - digo, por sabemos que as pessoas nem olham prás ruas onde andam, os olhos estavam sempre no Google Maps, deviam ter ficado em casa a curtir o Google Earth nesse caso. Viajar de avião e turismo parvo nos próximos anos vai ser privilégio das elites, dizer o contrário é mentir, por isso quem quiser aventura que se prepare como Collier em Morton (2017) que juntamente com a sua família atravessam o Canadá inteiro usando o bom e velho comboio! YEAH! Dica de semana para o Costa: mete as linhas da CP a funcionar, sff

Em íntimo autobiográfico e "factoids" de mil ordem - é o Collier! Memórias de família, bastidores do mundo da BD, episódios históricos, etc... etc... etc... Assim, viajamos num território com "pouca História e muita Geografia" no tom típico deste autor tão humano e pedagógico, no melhor registo de cadernos e literatura de viagem - claro, sendo BD tem sempre essa dupla vantagem: texto e imagem, viva! Era daqueles livros que podia estar na nossa colecção LowCCCost, até tem um mapa do trajecto na contracapa como nós temos nessas nossas edições!! Para quem já sabe que não irá para aquela parte do planeta, é aqui que deve apanhar a boleia!

Thank you Andy!

PS - sem misticismos baratos, há sempre estas coincidências na minha vida, quase três anos sem pegar nestes livros para os relatar e agora, eles batem em cheio com esta crise humana, especialmente Ollmann e Collier. Se calhar valeu a pena esta deriva.

quarta-feira, 18 de março de 2020

segunda-feira, 16 de março de 2020

WE


Genesis P-Orridge (Neil Andrew Megson), musician, writer and performance artist, born 22 February 1950; died 14 March 2020

Talvez o artista mais comentado e admirado na nossa colecção de ensaios partiu num mundo que ficará em casa nos próximos meses a ouvir os seus discos e a ler os seus feitos.

Dia 20 de Março a sua memória seria celebrada num evento entretanto cancelado.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Em cheio!


Bem sei da promessa... mas este livrinho não só não faz muito sentido estar divulgado n'A Batalha como faz todo o sentido estar justamente neste blogue que sempre teve o pathos do DIY. The Book Fight (mini kuš! #85; 2020) do autor Chihoi é uma pérola para todos os leitores ou autores ou editores (ou tudo isto num só corpo!) de zines, BD e livros de artista! Lembra logo o facto que na BD ninguém gosta de reflectir sobre o meio. Ora bem, o que se passa aqui é um combate à Kirby ou à Manga entre um "comic-book" reaccionário e bestalhão contra os zines espertinhos, livros de artista omnívoros, "Pop-ups" metrosexuais e livros de fotografia pomposos - desculpem, "Photobooks", blá-di-lá.... Imaginem o Yuichi Yokoyama com cenas de combate à Marvel dos anos 60 e os seus respectivos diálogos idiotas - só que pontuados com chavões sobre a edição independente. Aliás, diálogos esses que parecem ser o saldo intelectual que o autor tirou de centenas de diatribes em festivais da especialidade.
Esta colecção vinda da Letónia é uma "flor de um dia" (relembrando uma colecção espanhola de comix), A6 (ou seja pequenina), poucas páginas, coloridas (neste caso até só é impresso a vermelho), feita para serem lidas em poucos minutos num intervalo de almoço, por exemplo. Podem dar ânimo por uns segundos como aquele café logo de manhã. Obrigado Chihoi e ao editor David por este momentezinho!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Mundo Pequeno



O "mil-e-uma-coisas" japonês Harukichi enviou-nos uma fotografia com o seu exemplar Life is a Simple Mess de Travassos da sua casa, no Japão (claro!) - embora, o interior da casa pareça uma portuguesa, não? Diz-nos: While checking Chili com carne catalog in the website, I noticed that I have one! (...) Clean Feed is well known to a part of the free jazz fan in Japan! 
Já agora chequem o seu novo livrinho Hero que é apenas HILARIANTE!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Vencedor 500 paus 2020- Bottoms Up de Rodolfo Mariano



Os cinco membros do Júri desta edição do concurso interno da CCC, Toma lá 500 paus e faz uma BD decidiram por maioria o projecto vencedor:

Bottoms Up
de Rodolfo Mariano

Será um livro de cerca de 70 páginas a sair este ano na Colecção CCC.

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Segundo a sinopse do projecto:
Depois de uma longa viagem o Simão chega finalmente à grande cidade cheio de sonhos e motivação para vencer na sua nova vida. Apesar do transtorno de ansiedade generalizada e introversão natural de que padece, o Simão depressa conquista o coração de alguns amigos e amigas que o vão acompanhar numa aventura improvável de desfechos imprevisíveis. 

Esta série de BD começou com dois desafios aparentemente simples que lancei ao ar sem grandes expectativas, trabalhar a cores e conseguir terminar uma página diariamente. Escrevi uma história curta e apontei na agenda começar no final do ano de 2019, de 1 de Novembro a 31 de Janeiro. Por muito curta a história, se terminar sempre são umas 60 e tal páginas e pode ser que corra tudo bem, o Outono é fixe!!  Foi super duro, mas todos os dias acordava contente e quando ia para a cama ia também cheio de alegria, hoje sinto que isso está presente no trabalho.


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Foram entregues sete propostas e foi este o projecto seleccionado talvez porque teve reacções efusivas dos membros do Júri como
"Isto foi Delicioso"!!
ou
"um trabalho surpreendentemente fresco"
ou ainda
"Os desenhos são lindíssimos."

Novamente usando frases do Júri:
" Há páginas maravilhosas e momentos deliciosos com a versão fantasma da raposa, chegando a ir bastante longe ao provocar-nos com os possíveis privilégios da morte :)))))))."

Mais, mais, mais:
"A arte é linda do principio ao fim, cada vinheta é um prazer de se perder nos pormenores e easter eggs que contém, e a adição de cor ao Universo do Mariano é mesmo uma dádiva. A escrita é muito engraçada mesmo, ri às gargalhadas várias vezes enquanto lia, por coisas que à superfície são estúpidas mas que no contexto são maravilhosas (raposas fofinhas todas ensanguentadas que comem restos humanos (...) ou “gastar” três vinhetas num gajo que só vende espadas e que nunca vendeu uma chávena na vida….?) (...) engasguei-me a rir (...)"

Por fim:
"O autor mantém-nos entretidos (a nós e ao protagonista) com as várias reviravoltas que a história dá. (...) Apesar de todo o humor nonsense parece que nenhum pormenor é deixado ao acaso. (...) As vinhetas e pranchas são simples mas são as composições intrincadas e os detalhes cheios de significado que nos fazem abrir o olho e seguir os acontecimentos de perto. (Bom cameo do Chewbacca.)".


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Ficam aqui algumas páginas:








A Associação Chili Com Carne agradece a todos os sócios que participaram nesta iniciativa, em especial aos que pagaram a sua quota anual e permitiram o prémio monetário - há mais de quatro anos que as quotas anuais dos sócios têm como objectivo financiar o concurso "Toma lá 500 paus!" ao invés de serem apenas um mero "investimento" para o consumo das nossas publicações.


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Esta iniciativa tem ainda o apoio do IPDJ e relembramos que graças a este concurso foram já publicados seis livros:

O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor 2013, com edição espanhola pela Penguin-Random House e edição francesa para 2021) de Francisco Sousa Lobo
Askar, o General de Dileydi Florez
 O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo
 Acedia (vencedor 2015) de André Coelho
 Nódoa Negra (Vencedor 2018) de várias autoras
All Watched Over By The Machines of The Loving Grace (vencedor 2019) de vários autores.


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Sobre o autor: nascido em 1981, é guitarrista, ilustrador e autor de banda desenhada. Reside e trabalha em Coimbra. Publica com regularidade auto-editando livros seus de autor e as séries Rock Bottom e M.A.L.S.. Estreou-se na Chili Com Carne como colaborador regular da revista Pentângulo, co-editada com a escola Ar.Co., onde o autor teve formação. 
O seu trabalho pode ser seguido em lightninrods.tumblr.com

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O Subtraído à Vista / That Which is Subtracted from Sight [ESGOTADO / SOLD OUT]




O Subtraído à vista é o livro de estreia para as massas do músico e artista visual Filipe Felizardo, composto por prosa, banda desenhada e recortes de investigação patafísica.

É um livro que estuda a natureza das imagens visuais e as presunções da percepção - do ponto de vista particular de um homem cego, uma criança albina presa numa caverna com uma avestruz, e uma colecção de outros animais cujo olhar nos ensina algo sobre o que não se vê.

O livro inclui a participação de Carlos Gaspar (ilustrações) no primeiro capítulo.
 Edição bilingue com legendas em inglês.

Comprising prose, comics and entries of pataphysical investigation, That which is Subtracted from Sightthis first book of Filipe Felizardo studies the nature of visual images and the presumptions of perception - from the exquisite points of view of a blind man, an albino child stuck in a cave with an ostrich, and a collection of other animals whose sight teaches us something about what is not seen.

The book includes English subtitles.


500 ex.; 72p. 21x27cm p/b / ISBN: 978-989-8363-37-4

Este é o segundo livro publicado no âmbito do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! embora não seja um trabalho vencedor, é sem dúvida merecedor de publicação.

ESGOTADO
ainda se podem encontrar exemplares na BdMania, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Tasca Mastai, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Stet, LAC, Linha de Sombra, FNAC, Bertrand, Le Bal des Ardents e Utopia.

Historial:

Lançamento com exposição de originais na El Pep no dia 8 de Agosto 2015 e Festa no Damas ...

exemplos de páginas:


Feedback: 

formes assez radicales de composition hybride entre photographies, textes typographiés et bandes dessinées, expériences qui mériteraient un meilleur traitement et une meilleure destinée que ce.
The artwork in O Subtraido A Vista was very appealing, too - quite a stark publication, definitely suited to black and white. A truly beautiful and somewhat strange book!
pStan (Pumf) by email

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

7º concurso interno de Banda Desenhada da Chili Com Carne : Toma lá 500 paus e faz uma BD!

A sétima edição do concurso 500 paus está a bombar até 4 de Fevereiro!




A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros como Askar o General de Dileydi Florez e O Subtraído à vista de Filipe Felizardo, trabalhos que participaram no concurso. 

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo, seguido em Outubro de 2016 do romance gráfico Acedia de André Coelhoem Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra e Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace!

Cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!






Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da CCC com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!

O prémio é monetário? 
É sim! 500 paus! 500 Euros!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor?
Os cinco vencedores do outro ano! 
A saber: André Vaillant (designer), Dois Vês (autora BD e Vice-presidente da Chili com Carne), João Carola (autor de BD), Vasco Ruivo (animador) e como convidada especial a artista Cátia Serrão.

O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa Negra, por exemplo)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes - Colecção CCC, QCDA, LowCCCost, THISCOvery CCChannel - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
4 de Fevereiro 2020 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2020 é anunciado o vencedor!

O livro é publicado em 2020!?

Boa sorte!
CCC
Este projecto têm o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude