sábado, 6 de maio de 2017

TEMPORA MUTANTUR @ Lisboa até dia 4 de Maio / Porto 5 e 6 de Maio


Em 2015 o estúdio / colectivo finlandês KutiKuti comemorou 10 anos de existência e editaram um livro de tiragem limitada intitulado Tempora Mutantur. Este álbum foi impresso em offset com tintas fluorescentes e participam 38 artistas finlandeses que fazem ou fizeram parte deste grupo, entre eles Benjamin Bergman, Terhi Ekebom, Roope Eronen, Jyrki Heikkinen, Jarno Latva-Nikkola, Tiina Lehikoinen, Aapo Rapi, Kati Rapia, Tommi Musturi, Jyrki Heikkinen, Amanda Vähämäki, Katja Tukiainen, Matti Hagelberg,... autores alguns deles conhecidos dos portugueses devido às suas presenças no Salão Lisboa 2005, na exposição Glömp X (2009) ou pelos livros publicados em Portugal - nomeadamente os de Musturi.

Do livro surgiram cartazes em serigrafia, aos quais foram acrescidos mais oito autores, tornando-se numa exposição itinerante pela mundo fora - a Rússia, Alemanha, Suiça foram algumas das muitas paragens.

A exposição chegou a Lisboa no dia 22 de Abril no âmbito do evento Singular - Uma Festa para os 21 anos da Bedeteca de Lisboa. São 46 cartazes em serigrafia do colectivo Kuti que invadiram (literalmente) as três salas de leitura da Bedeteca de Lisboa!

Ficarão lá até 4 de Maio se não forem todos vendidos!

Os que sobrarem seguem para o Porto para o Free Comic Book Day e Mini Zine Fest Pt nos dias 5 e 6 de Maio na Mundo Fantasma.

O último número do jornal Kuti - agora com uma mudança de formato que lhe dar mais ar de revista - foi oferecido aos visitantes de dia 22 à Bedeteca! ESGOTOU!

Esta “visita” escandinava é da cortesia da Chili Com Carne, associação que inaugurou a colecção de novos autores da Bedeteca, a Lx Comics, em 1998 e que assim relembra os tempos de boa programação desta instituição.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

It’s no longer I that liveth @ Comics Alternative



It’s no longer I that liveth 
by 
Franciso Sousa Lobo
was published by Mundo Fantasma in Porto 
and Associação Chili Com Carne 
- those are the only places where you can buy this book
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303 limited edition 
88 pages 15,5x21,5cm
layout by Sofia Neto
this book was produced in Risograph on Munken Pure paper with 130g and 240g for the cover, which was laminated with ‘velvet’ plastic, the binding and finishing were made in Litogaia printing house
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It's no longer I that liveth is a book about being thirteen years old in 1986. It portrays the life of Francisco Ferreira. It is set between Lisbon and Évora. Francisco Ferreira is at the worst of ages. He is at an age when the God of childhood is already dead, and no new God has come to replace him. An age when you no longer play and you don't have true friends yet. A nihilistic age. An age without anything. Nevertheless, Ferreira uncovers something, attaches himself to something.
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Mundo Fantasma disclaimer: The underlying technology of the Risograph permits ink to pass into the voids of a very fragile perforated master. The Risograph produces work with an intensity close to that of silkscreen. Small misprints are common, and so is some smudging and variation between proofs, thus making each published book a single, stand-alone object. Our editions are quite small, normally in duotone and produced on site. These editions also include illustrated prints and other memorabilia. Some proofs are signed by the authors. 
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It’s no longer I that liveth 
por
Franciso Sousa Lobo
foi co-editado pela loja/galeria Mundo Fantasma
(no âmbito da exposição homónima do ano passado)
e pela Associação Chili Com Carne 
- sendo estes os únicos sítios onde o livro poderá ser adquirido
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limitado a 303 exemplares
88 p. 15,5x21,5cm
layout por Sofia Neto
Este livro foi impresso em Risografia em papel Munken Pure de 130g para o miolo e 240g para a capa que foi plastificada com plástico “veludo”. O acabamento foi realizado na Litogaia.

It's no longer I that liveth é um livro sobre ter treze anos em 1986. Relata alguns meses na vida de Francisco Ferreira, entre a região de Lisboa e Évora. Francisco Ferreira tem a pior das idades. Uma idade em que o Deus da infância já não existe e não há ainda outro Deus que o substitua. Uma idade em que já não se brinca e ainda não se tem amigos verdadeiros. Uma idade niilista. Uma idade sem nada. Mesmo assim Ferreira descobre qualquer coisa, agarra-se a qualquer coisa.

Sobre a Risografia e as edições da Mundo Fantasma: a risografia faz passar a tinta para o papel através de um "master" perfurado muito frágil, produzindo resultados quase com a intensidade da serigrafia. São comuns pequenos erros de impressão, alguma sujidade e variações entre cada exemplar, tornando cada livro editado desta forma, um objecto único. As nossas edições são muito limitadas, habitualmente a duas cores e produzidas dentro de portas. Incluem geralmente estampas ilustradas e outra memorabilia. Alguns exemplares estão assinados pelos autores.

FEEDBACK:  Os textos dele lembram-me muito alguns livros do James Joyce! - Goran Titol ... Menos do que um Bildungsroman, It's No Longer That I Liveth é uma demolição da personalidade, uma mortificação, para nela tentar ver se existe alguma fagulha ainda sobrevivente... Pedro Moura ...  Lobo uses more often than not very regular page compositions, with strict grids or simple panel divisions, and within the panels he explores many non-naturalistic approaches. His characters are constructed with minimalist, thick black loose lines. The backgrounds can appear with a few details, but they’re quite often reduced to landscapes and interiors straight out of a Donald Judd catalogue. Printed in Risograph in black and yellow, this book continues the artist’s usual work in two colors. It would be tempting to color-code each title, perhaps finding in this yellow, at one time, the bright, disseminated sunlight of the Summer in Alentejo, in Southern Portugal, a blinding inner light that comes from God and which confronts Francisco with the possibility of the end of his own faith in it, but it is also possible that these are somewhat abusive interpretations. In any case, yellow reinforces the reduced, flattened dimensionality of the visual field. - Pedro Moura / Comics Alternative ...

BRUMA de AMANDA BAEZA na FNAC

El deslumbrante debut de Baeza (...) Autobiografía de vanguardia para el siglo XXI. 
The Watcher
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un estilo y una narrativa subversiva en la que la artista (...) utiliza el humor, juega con la ironía y desarrolla un discurso en el campo social y político que la propia autora ha decidido bautizar como activismo visual.
Cactus
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Amanda Baeza nasceu em Lisboa, em 1990, cresceu no Chile e regressou a Portugal com 10 anos. Talvez seja por ter crescido entre dois hemisférios que haja quem diga que os seus desenhos vêm de outro mundo.

No entanto sabemos que as bandas desenhadas seleccionadas neste volume baseiam-se em eventos e sentimentos reais. O seu grafismo tem tanto de assertivo como de mutante e é na fusão com as palavras que nos surgem estas originais narrativas e poesias visuais.

Baeza actualmente reside em Lisboa e desde 2012 que trabalha para várias publicações internacionais. Bruma compila quase duas dezenas de histórias, a maior parte delas inéditas em Portugal, uma delas com texto de Pedro Moura.

Já se encontra à venda na nossa loja em linha e na Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), MOB, A Ilha, Pó dos LivrosBdMania, Matéria PrimaTasca Mastai, STETMundo FantasmaEm breve noutras livrarias...









10º volume da colecção Mercantologia
160p. 15x21cm a cores, edição brochada
edição apoiada pelo IPDJ

Sairam entre o final de 2016 e juntamente com esta edição, um livro em castelhano pela Fulgencio Pimentel - Nubes de Talco (128p., formato 17x24cm) - e em inglês pela letã kuš! - Brume (116p., formato A5). Na realidade isto foi uma parceria entre os três editores para reunir o trabalho desta estimada autora sendo a edição portuguesa a mais completa, a espanhola a mais bonita e a inglesa a mais universal.
:)

Dankas very muchas Cesar & David!

;.;

sobre o livro:

Apresentado oficialmente no dia 26 de Março 2017 na Feira Morta na Estrela (Lisboa) com uma exposição dos trabalhos da autora.
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Quando a maioria das obras de banda desenhada portuguesa editadas anualmente é distribuída por canais alternativos às livrarias e aos pontos de venda de periódicos (...) cabe ao leitor interessado fazer um esforço extra para acompanhar as obras dos autores que lhe interessam, sem garantias absolutas de sucesso nesta demanda. A sua exposição reduzida implica que sejam lidas e analisadas por poucos, correndo o risco da memória histórica nem sempre as considerar. Foi a pensar em tal, que a Chili Com Carne concebeu a sua série Mercantologia, dedicada à reedição de “material perdido”. O seu 10.º volume (...) não poderia simbolizar mais o propósito da coleção. Amanda Baeza é uma das mais interessantes e prolíficas autoras nacionais – com o devido respeito à sua origem chilena – cuja obra mui raramente chegou às livrarias e, nesses poucos casos, sempre em antologias de vários autores. A acrescentar ao nem sempre fácil acesso ao mundo dos zines e demais edição independente, Baeza tem sido publicada em diversas línguas e países, por vezes com material inédito em Portugal. Por tudo isto, uma antologia dedicada à obra de Baeza era imperativa há já algum tempo e finalmente os leitores interessados poderão conhecer um importante conjunto de bandas desenhadas representativo do seu trabalho. Bandas Desenhadas
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Foda-se, este livro é mesmo bom. Para além de ser um assombro, de ser bonito - coisa rara na Era Irónica -, para além de ser o melhor que a BD pode ser, para além de ser um livro em que se sente o que se está a ver como se fosse um deleite déjà-vu, é um livro que deve ser aberto quando precisamos de nos relembrar ocasionalmente de que somos humanos. Obrigado, Amanda Baeza. Filipe Felizardo

Uma compilação de quase duas dezenas de histórias, grande parte inéditas em território nacional, muito "focadas em temas sociais", conta a jovem de 26 anos ao P3. E "muito íntimos" e biográficos. (...) uma brevíssima BD em que Amanda fala da sua experiência ao chegar a Portugal e do "estigma" que enfrentou desde criança como imigrante. "Embora as ruas tenham um ambiente multicultural, é por trás de quatro paredes que as pessoas expressam todos os seus medos e preconceitos", lê-se, num dos balões. O traço tem sempre algo de mutante e alienígena, quebrando as barreiras tradicionais da BD ("Tenho muito a influência do design e, como não estudei banda desenhada, quebro muito a estrutura") e, hoje em dia, dando especial importância à cor ("Não é apenas decorativo, é outra linguagem"). P3 / Público 

Aquilo que é salientado, em primeiro lugar, é o campo magnífico visual em que Amanda Baeza trabalha. Há aqui um felicíssimo encontro entre uma figuração ultra-estilizada e uma liberdade dos espartilhos estruturais mais clássicos da banda desenhada que a lança a vários experimentos de organização do campo visual, da estruturação narrativa, da concatenação de linhas divergentes, modos de atenção, etc.(...) A re-descobrir de um modo sustentado ou como primeira apresentação, Bruma, esperemos, será um gesto de introdução de uma autora com uma voz particularmente original Pedro Moura in Ler BD

(...) Amanda consegue fazer um trabalho perfeitamente perturbador. Tiago Baptista in Cleópatra #10

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Sobre a edição espanhola: Las escenas no responden a una lógica, porque Baeza parte de una certeza que muchos otros autores autobiográficos soslayan: los hechos tal y como sucedieron se han perdido para siempre y son irrecuperables. ¿Qué queda, entonces? Las emociones, las imágenes deformadas tras años de anidar en nuestro cerebro, a veces algo inconexas. Baeza no reconstruye lo que pasó, sino la impronta que dejó en ella. Es una autobiografía emocional, por inventar algún palabro que alcance a explicar un poco su trabajo. The Watcher

sábado, 22 de abril de 2017

Singular - Uma festa para os 21 anos da Bedeteca de Lisboa (nota de imprensa)

cartaz de André Pereira


Singular 
Uma Festa para os 21 anos da Bedeteca de Lisboa

(texto da Bedeteca): A Bedeteca de Lisboa é um equipamento de referência acarinhado pelos fregueses dos Olivais (porque é aí a sua residência desde 1996), pelos munícipes de Lisboa (porque faz parte da rede BLX) e por quem a visita vindo do resto do país e do estrangeiro – deixando estes últimos sempre o melancólico comentário “no meu país não há nada assim…”. 

 No dia 22 de Abril de 2017 terá um dia cheio. Ou melhor, o dia será cheio para quem visitar a Bedeteca! 

Durante o horário de funcionamento (10h > 18h) da Biblioteca dos Olivais, onde está integrada, haverá uma GRANDE FESTA DA BANDA DESENHADA. 

 Foram convidados DEZ colectivos de BD, Design e Ilustração, dos mais activos em Portugal e MAIS UM finlandês, assim sem querer (...) Da BD mais artística à Manga para “teenagers”, do Design experimental à Ilustração para a infância, esta Festa irá juntar uma enorme “bibliodiversidade” graças à forte expressão de todas dessas entidades convidadas, oferecendo um grande número de estilos e géneros gráficos e narrativos, tal como a Bedeteca sempre apresentou desde a sua fundação. 

O passado e a história da instituição não é esquecido e até é celebrado com alguns dos projectos. 

A pluralidade dos colectivos acaba por ser irónica dado ao título da iniciativa mas explica-se pelo facto de cada colectivo ter criado uma peça “singular” unicamente para esta comemoração… oferecendo verdadeiras prendas aos visitantes desse dia! 

É a eles que devem dar os “parabéns”.

A Chili Com Carne ofereceu uma exposição que tanto comemora os 10 anos do atelier finlandês KutiKuti como estes 21 anos da Bedeteca!

MUSCLECHOO - SIDE STORY FILE 001 - TRUMP CARD @ Ler BD



After finding an underwater base at Water Moon Sigma 14-B, Musclechoo goes inside and loses contact with Iris and then it starts to get really weird…

Musclechoo makes a comeback on a new book drawn between August 2014 and December 2016. For fans of Fort ThunderGhost in the Shell and Trading Card Games.
80 pages. 16x21cm. Offset printing. Perfect bound. 333 copies. Co-published by Chili Com Carne and Ruru ComixSupported by IPDJ.

Buy @ Chili Com Carne online shop, Ruru Comix, Letra LivreBdMania, Linha de Sombra, Tasca Mastai, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Utopia, Fatbottom Books, Le Monte-en-l'air, Black Mamba, Inc, Pó dos Livros, Matéria PrimaMOB and Bertrand. Soon @ Matéria Prima,...

Feedback: 
Se (...) Livros de bonecos é que é a vossa cena. Pois bem, não percas tempo. A Chili Com Carne acaba de editar a nova BD de Rudolfo, Trump Card. É o primeiro livro a solo do autor e nele encontram a sua personagem fétiche, Musclechoo, embrenhado numa aventura bem esquisitinha. Como vocês gostam. Ambos os dois. Seus tarados!Vice Portugal 
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I already read Musclechoo and liked it. Actually I loved drawings and characters in it. Do you have any idea is it possible to find earlier zines? (...) there is some kind of collection coming but still. I fancy to own those original zines. They are looking really good in photos google found. - Marko Turunen
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Trump card was some good shit indeed... A total teenage action comic fantasy. The violent/gore bits are the best, for real. Those stiff action panels are awesome. Idk if that was the idea, but those moments felt a lot like Prison Pit. - Héctor Cimbrón ... Trump Card ganha uma desenvoltura diferente (...) foi totalmente improvisado na sua “escrita” e “desenho preparatório” (...) uma espécie de mistura de Magic the Gathering, Pokemon, MMORPGs e sabe Deus Nosso Senhor mais o quê numa sopa tão pouco credível como certamente satírica. Com efeito, é difícil não ver em Trump Card um exercício de deboche sarcástico em torno de toda uma linha de cultura popular, de Star Trek a novos jogos digitais, mas ao mesmo tempo mostrando algum gosto por essa mesma cultura. (...) Apesar do título ter tudo a ver como o jogo de cartas, e aparecer uma espécie de “tirano sapo” obcecado com sexo, não deixa de haver uma ideia de explorar a actualidade política internacional. Mas ir por aí é como patinar num sabão em chão de mármore. Todo o cuidado é pouco e equilíbrio, nenhum. Uma espécie de Image dos pobres, em que a verve daquela editora norte-americana em revisitar e revitalizar toda uma série de géneros clássicos, mas com os instrumentos imediatos e de pêlo da venta do punk (8-bit breakcore, entenda-se) zinesco, Musclechoo deve estar mesmo para ficar. Deus nos acuda. - Pedro Moura - Ler BD

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"a" maiúsculo com círculo à volta de Rui Eduardo Paes na Tortuga (Disgraça)


Muitas vezes, e não em poucos casos abusivamente, o punk foi/é identificado com o anarquismo. Em outra área, são habituais as analogias da chamada "livre-improvisação" com os princípios libertários, mesmo quando quem toca são músicos com perspectivas políticas e sociais influenciadas por correntes marxistas como o trotzkismo e o maoísmo. Seja como for, há mais conexões entre Música e Anarquia do que aquelas que se supõe. Um contributo para o seu desvelamento, tanto quanto para a desmitificação de algumas ideias feitas, está neste novo livro de Rui Eduardo Paes, o segundo do autor na colecção THISCOvery CCChannel, depois de Bestiário Ilustríssimo.

O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin.

A
O livro é ilustrado por vários artistas da Associação Chili Com Carne: Joana Pires, Marcos Farrajota, André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado (acumulando o cargo de Designer do livro), José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.

A
Edição da Chili Com Carne e Thisco
80p p/b; 16,5x22cm
ISBN: 978-989-8363-21-3
PVP: 10 euros (50% desconto para associados, lojistas e jornalistas) à venda na loja em linha da CCC, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Flur, Letra LivreMatéria PrimaFábrica FeaturesPó dos LivrosArtes & Letras, UtopiaLAC, FNAC, Glam-O-RamaLouie Louie do PortoApop ShopBlack Mamba, Tortuga (Disgraça) e MOB.

A
Historial : lançado em 29 de Maio de 2013, na Trem Azul, Lisboa, com a participação do escritor Rafael Dionísio e do músico Paulo Chagas, seguido de concerto de Shameful Iguana [Luís Lopes: guitarra eléctrica; Hernâni Faustino: baixo eléctrico; Marco Franco: bateria] ...

A
Sobre o autor: Com quase 30 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas. É o editor do site jazz.pt, membro da direcção da associação Granular e autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

A
os textos estão soberbos e o trabalho gráfico ficou excelente! parabéns a quem concebeu e materializou este objeto literario-grafico-musical absolutamente único! António Branco ... novo livro traz é que o ponto de vista essencial é o ponto de vista político associado às manifestações estéticas contemporâneas. O título é, de resto, todo um programa de intenções: "A" Maiúsculo Com Círculo à Volta". O anarquismo histórico e as suas formas libertárias de expressão são intercaladas, pelo autor, com múltiplas abordagens a músicos, escritores, cientistas ou artistas multimédia. Um livro que, uma vez mais, prova que o autor rejeita o conformismo de pensamento e ousa analisar novas abordagens, novas relações, novos pontos de vista sobres os fenómenos artístico-culturais-sociais-filosóficos do mundo contemporâneo (...) relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey ou Murray Bookchin Kubik in O homem que sabia demasiado ... Dando sequência a uma consistente abordagem político-musicológica, por vezes fraturante e polémica, REP continua a revelar neste novo conjunto de reflexões a lucidez intelectual, a densidade de análise e o rigor enciclopédico que sempre caracterizaram a sua escrita. António Branco in Jazz.pt ... 4 estrelas (em 5) in Público ... Atenção, isto não é apenas um livro: é um perigoso "cocktail molotov" para o cérebro. E, já agora, também para os ouvidos. Nuno Catarino in Ípsilon / Público ... ambicioso, extraordinariamente documentado, e uma porta perfeita para teses de maior valor intelectual. Bons Encontros ... No abandonando su sentido del humor, desde la espiritualidad, el sexo, el amor, el ocultismo a temas más de actualidad, la ficción científica, la nueva tecnología (...) Oro Molido





Os Meus 21 Tormentos (3)


ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Tortuga


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO

com ilustrações e grafismos de 
e capa de

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


PVP: 10€ à venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, MOB, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Pó dos Livros, Flur, Tasca Mastai, FNAC, El Pep, Bertrand, Tigre de Papel, UtopiaBlack Mamba, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça) e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
...










Feedback:
parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Paciência Punk!

(estudo prá rodela)
O CD já pronto! Reúne faixas exclusivas de Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie Is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e Estilhaços Cinemáticos (Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho).
Vão ser dois livros em um - tipo split-book, bem à punk! - um já está pronto, falta o outro...
Sai em Junho deste ano!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Saudades do Tremor #4

montes de teenagers açorianos com ganas pró desenho, turminha cheia de personalidade!!!

o mesmo não se pode dizer da rata mini

Take it or Leave it invadiu até o w.c. do Arco 8  










numa hora, tiraram tudo das paredes, sucesso de vernissage-finissage!!!

a melhor banda do Tremor!!!

QCDI #3000 [press-release] ... loved by Yves Tumor!

ASTRONOMERS LOOK AT THE STARS BUT THEY ONLY SEE THEMSELVES

IT IS 1851 AND THE 18TH BRUMAIRE IS OUT. IN IT KARL MARX SAYS THAT, WHEN PUSHED FOR A MOMENT IN HISTORY, WE LOOK FOR SIGNS OF GHOSTS, AND CANNOT HELP BUT COME BACK IN TIME SEEKING THE SAME POSES, THE SAME SENTENCES, AND THE SAME IMAGES OF GRATENES. THE ALIEN BELONGS TO THE FUTURE AND IT IS THE REVERSE OF THE GHOST, A PROJECTION.  EVEN WHEN CAPILTALISM IMAGINES ITS ALIEN OUTSIDE OF IMPERIALISM AND RESOURCE EXPLOITATION, THERE IS LITTLE HOPE: THE ACTUAL IMAGE OF THE EXTRATERRESTRIAL WILL ARRIVE TO LATE. JUST IMAGINE IF THEY'RE OUT THERE, WATCHING US RID TOWARDS SELF-DESTRUCTION... HOW EMBARRASING.



Last Spring, Clube do Inferno had two new book releases, both with Chili Com CarneQCDI #3000 and Maga.

QCDI #3000 is published under Chili Com Carne’s giant-sized comics anthology series QCDA. Previous issues of QCDA already showcased work of Clube's members — André Pereira in issue 1000 and Hetamoé in issue 2000. This new volume, however, is entirely dedicated to Clube do Inferno and its authors André Pereira, Astromanta, Hetamoé and Mao

As a collective, they bring an added layer of meaning to the anthology, including a subtitle to our set in the front cover: Fear of a Capitalist Planet.


As in the preceding QCDAsQCDI #3000 is composed of four four-pages stories enclosed into different paths between the fantastic, the political and the oneiric. Dragons, policemen and misshapen pizzas populate the iconography of this project, developing an idea previously explored in our exhibition Lightning Riding Waves of Fire in El Pep (2014): that we are living in the post-catastrophe. We’ve placed ourselves as outsiders, in the future, in a parallel reality, to retrieve alien, but not alienating perspectives. 


QCDI 3000 was presented last May 30th at XI International Comics Festival of Beja, and can be bought online at Clube do Inferno's or Chili Com Carne's shops and at Ediciones Valientes (Spain), Quimby's (Chicago), Fat Bottom Books (Barcelona), Seite Books (Los Angeles), Orbital (London)... 

Meanwhile, you can check these cute teaser trailers:




This edition got support from IPDJ and Wormgod
...
Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site: QCDI 3000 is actually the third volume of an ongoing project to highlight new, young comics artists who are willing to push the envelope of the art of comics-making. This particular issue is concentrated on a collective called Círculo do Inferno, a little like the Hellfire Club, and they’re no gentlemen either. The authors are Astromanta, Hetamoé, Mao and André Pereira (...). This oversized, tabloid-like anthology presents four-page pieces by each artist, not necessarily narrative: Astromanta presents a sort of science fiction essay on precariousness; Hetamoé crunches shojo manga with post-Marxist politics via high fantasy tropes; André Pereira creates a seemingly light story that actually focuses on the current political-economic crises of Portuguese society (with absolutely brilliant page compositions); and Mao brings together two distinct narrative tracks, an unclear palace intrigue and the slow progress of an oozing pizza-monster (but also an exercise in experimental composition). Weird, creative, dynamic, indeterminate in their moral but surefire in their humour and politics, this collective has not only produced top-notch contemporary comics that go well beyond classic genres and forms, but also provide much food for thought, and not only about comics themselves. 

BERTOYAS said: très grand et beau, Mao, very strange, intéressant,...

Yves Tumor said (at Tremor Fest): great mag, mate!