sábado, 28 de abril de 2018

O Subtraído à Vista / That Which is Subtracted from Sight [últimos 80 exemplares / last 80 copies]




O Subtraído à vista é o livro de estreia para as massas do músico e artista visual Filipe Felizardo, composto por prosa, banda desenhada e recortes de investigação patafísica.

É um livro que estuda a natureza das imagens visuais e as presunções da percepção - do ponto de vista particular de um homem cego, uma criança albina presa numa caverna com uma avestruz, e uma colecção de outros animais cujo olhar nos ensina algo sobre o que não se vê.

O livro inclui a participação de Carlos Gaspar (ilustrações) no primeiro capítulo. Edição bilingue com legendas em inglês.

Comprising prose, comics and entries of pataphysical investigation, That which is Subtracted from Sightthis first book of Filipe Felizardo studies the nature of visual images and the presumptions of perception - from the exquisite points of view of a blind man, an albino child stuck in a cave with an ostrich, and a collection of other animals whose sight teaches us something about what is not seen.

The book includes English subtitles.

500 ex.; 72p. 21x27cm p/b / ISBN: 978-989-8363-37-4

Este é o segundo livro publicado no âmbito do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! embora não seja um trabalho vencedor, é sem dúvida merecedor de publicação.

à venda na loja virtual da Chili Com CarneBdMania, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Tasca Mastai, Artes & LetrasMatéria Prima, Mundo Fantasma, Inc, Stet, LAC, Linha de Sombra, FNAC, Bertrand, Le Bal des ArdentsUtopia...

Historial: Lançamento com exposição de originais na El Pep no dia 8 de Agosto 2015 e Festa no Damas ...

exemplos de páginas:


Outside with the cuties @ Le Bal des Ardants



Reading Pita's work is like having one of those dreams where everything is totally normal and completely surreal at the same time. Secretive and sweet, the comics shift with uncertainty driven by the movement of the drawing. A mysterious force is at work! 
Disa Wallander

Mariana Pita turns the ordinary into the extraordinary. Her stories are about small adventures and days at the beach where familiar situations and characters get mixed up with strange and unexpected details. Outside with the Cuties is like a dream that twists memories from past summers. 
Joana Estrela 

Mariana Pita makes drawings, paintings, comics, music, and animation. She has been developing some incredible work in the last few years, followed by a small but enthusiastic group of people. Her comics may look cheerful and lighthearted at first sight but her characters and narratives are often quite deep and odd, sometimes even dark. 

OUTSIDE WITH THE CUTIES is an attempt to present Mariana Pita's best work to a bigger audience. It collects comics produced from 2013 to 2017 originally published in various outlets as well as several unpublished works.


Co-published with O Panda Gordo and support of IPDJ




  • 112 pages, 
  • 17,30x24,3 cm 
  • offset printing, 
  • hardcover, 
  • all content in English and Portuguese


  • Buy at Chili Com Carne online shop, O Panda Gordo (UK), Quimby's (USA), Neurotitan (Germany), Ugra Press (Brazil), Desert Island (New York), Orbital Comics (London), Le Bal des Ardents (Lyon)...





    Break Dance [English press-release]



    Break Dance
    by
    André Ruivo

    28th volume of MMMNNNRRRG, co-published with The Inspector Cheese Adventures
    Design: Jorge Silva / Silva Designers
    120p A4 full color, 18,5x28,5cm
    ISBN: 978-972-8515-31-7

    supported by Delta Cafés

    cover price: 18€ at Chili Com Carne online shopDesert Island (NY), Le Monte en L'Air (Paris), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago), La Central (Spain), Seite Books (Los Angeles), Just Indie Comics (Italy), Le Bal des Ardants (Lyon)...

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    André Ruivo is back with a third drawing book – if we ignore several more modest volumes in fanzines and author’s editions – this time with MMMNNNRRRG publishing house. The partnership with this publishing house “for rough people only” seems obvious; Ruivo’s drawings explore uncompromised and spontaneous sketches that you find only in Art Brut

    In this thick volume, you find dozens of drawings that stumble on Ruivo’s flânerie in London’s streets as well as Ruivo’s aesthetic pleasure with the Yellow Submarine and the mundane Tati-like gestures. That is the reason why every extravagance and absurd finds its place in Ruivo’s checkered and ruled notebooks; from dog-man-dressed-like-it-is-going-to-rain and burkas-for-smokers, to not-really-convincing-swingers, and suspicious-people-pretending-to-cuddle: a multitude of anonymous characters that no one would –ever! – want to meet. 

    It might look like a “cool” book but it isn’t! MMMNNNRRRG publishing house only publishes books with bad vibes… maybe this could be our second slogan!


    Feedback: I like it a lot. a true/false sketchbook Jean-Christophe Menu (L'Association) ... 

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    PREVIEW:
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    about the author: 



    André Ruivo (1977) lives in Lisbon and works in Illustration and Animation - with a master degree by the Royal College of Art (London). Contributed to Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa; 1998-2004), Mis primeras 80.000 palabras (Media Vaca; 2002) and Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011). Sometimes he also makes music, his most known project was Rollana Beat.
    Ruivo makes zines since 1993 and has three drawings books published so far: Bug (Bedeteca de Lisboa; 2001), Mystery Park (Chili Com Carne + The Inspector Cheese Adventures; 2012), Breakdance (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2015).

    NEURO-TRIP / metade da edição ESGOTADA

        

    Antologia de Ilustração e BD de Neuro, autor romeno que começou a sua carreira artístico com o grupo "The Church" numa procura iconoclasta. Devido às suas raízes ortodoxas Neuro explora as imagens dessa Cristandade fundindo citações de Terence McKenna, super-heróis parasitários, Mechas bacterianos, decorações freaks provando para quem ainda não sabia que nada é Sagrado no Milénio da Banda Larga. Este é o seu primeiro livro, verdadeiro meta-portfolio de imagens alucinantes.
    ...
    160 páginas 16,5x23cm p/b + vermelho; capa a preto, vermelho e prateado, 500 exemplares, ISBN: 978-972-98527-9-4
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    algumas páginas:

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    Historial : Lançado na Festa Laica, Trem Azul em 2011 ...
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    à venda na shop da CCC, Matéria PrimaAnthony Frost Libreria Englesa, Jumatatea Plina, Fábrica Features, Mundo FantasmaStaalplaatUtopia, Objectos MisturadosNeurotitan, ZDB, XYZ BooksLambiekOrbitalBlack MambaTigre de Papel, Desert Island, Le Bal des ArdentsSeite Books.
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    Feedback : 

    Cool stuff 
    Aleksandar Zograf 
    ... 
    Nice drawings in the Neuro trip book! Reminds me a bit of Blair Wilson's work. 
    Marcel Ruijters 
    ...
    desenho usado para a capa da k7 de BLEID

    quarta-feira, 25 de abril de 2018

    santa@inc


    + um lançamento do Santa Camarão, desta vez na Inc no Porto.

    domingo, 22 de abril de 2018

    Caminhando Com Samuel /// NOVA EDIÇÃO (mais bonita, nova capa, mais páginas) / METADE ESGOTADA


    Nova edição do livro de bd de Tommi Musturi
    pela MMMNNNRRRG

    Tommi Musturi é um dos autores mais importantes na Finlândia, e também como dinamizador da BD. Já visitou três vezes Portugal: Salão Lisboa 2005, na Feira Laica 2009 na Bedeteca de Lisboa, onde estava patente a exposição da antologia GlömpX, que participou como autor, comissariou e editou, e recentemente no Festival de BD de Beja (2014). Também já publicou em Portugal na revista Quadrado e no Mesinha de Cabeceira, tendo já um certo culto à sua volta.

    Caminhando com Samuel é um livro universal porque a BD é muda (sem palavras), colorida e tão atraente que atinge vários quadrantes de público: o público infantil (embora haja um episódio sangrento), o adulto (que terá trips metafísicas), os colecionadores e os generalistas, os cromos da BD, da ilustração e do street-art (todos irão aprender com a técnica de Musturi), e até os "peter-pans" dos toys terão tesão - é uma promessa séria porque na MMMNNNRRRG sempre fomos muito sérios!
    ...
    160p. a cores, 21x21cm, capa dura
    com marcador de fita
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    PVP : 20€ à venda na loja em linha da Chili Com Carne (com desconto para sócios), BdmaniaFábrica FeaturesXYZ BooksMongorheadPanta RheiLa IntegralClose EncountersMundo Fantasma, Matéria Prima, Artes & Letras, Letra Livre, Tasca Mastai, Tigre de Papel, Bertrand, FNAC, Bar IrrealBlack MambaMatéria Prima e Utopia.

    exemplos de páginas :




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    Historial:

    obra seleccionada para a Bedeteca Ideal 
    ... 
    nomeado para Melhor Álbum, Melhor Desenho e Melhor Argumento Estrangeiro para os Prémios Central Comics 
    ... 
    ... 
    Feedback: 
    é muito bom o livro - vou precisar de outro livro porque ofereci o meu 
    Travassos (Cleanfeed, Shhhpuma)

    um dos nomes de primeira água da banda desenhada finlandesa contemporânea (...) um roadbook cosmogónico onde o olhar da descoberta primordial se mantém até ao fim. Mas onde as cosmogonias (entre elas o Génesis) encenam a criação num tempo recuado e definitivamente perdido, Samuel parece assumir uma condição atemporal, um estado de permanência que o faz atravessar eras, estados de alma e espaços com o mesmo deslumbramento e a mesma disponibilidade para o mundo que trazia no início, quando surgiu por entre a vegetação. (...) Aqui, não há respostas, só deslumbramentos
    Sara Figueiredo Costa / Expresso 

    (...) não necessita que se diga muito sobre ela. E não é por ser uma bd muda. Nesta edição excelente da Mmmnnnrrrg é uma obra que precisa sobretudo de ser saboreada. Ao som ritmado dos passos 

    Dos gelos da Finlândia chega a saga psicadélica do pequeno gnomo Samuel. É a mais relevante edição de BD produzida em território nacional este ano. 
    João Chambel (Heróis da Literatura Portuguesa)

    But Samuel is not the ultimate Godhead, as we have seen; he is played by a higher hand: Samuel is not just any puppet, he is THE puppet, a perfect in-between character, a mirror of both God and us.

    I have been looking at the Musturi comic every day since I got it, so beautiful and imaginary!
    Christopher Webster (Malus)

    Gramei o Samuel. BD contemplativa. é um equilíbrio bem subtil entre o desenho clínico, o abstraccionismo da história e o uso das cores. Fiquei curioso com a continuação: a recompensa do final acaba por não ser o mais importante aqui (...)
    B Fachada

    sábado, 21 de abril de 2018

    Bestiário Ilustrissímo II / Bala na Black Mamba



    Bestiário Ilustríssimo II /  Bala 
    é o nono e novo título da provocante colecção THISCOvery CCCHannel.
    ...

    Bestiário Ilustríssimo II / Bala é a continuação de Bestiário Ilustríssimo, “(anti-)enciclopédia” de Rui Eduardo Paes sobre as músicas criativas editada em 2012 e reeditada em 2014 com nova capa e novas ilustrações de Joana Pires. Como esse primeiro livro, está dividido em 50 capítulos, cada um dedicado a uma figura ou conjunto de figuras. Desta feita, porém, a 50ª parte autonomiza-se e constitui como que um outro livro. Trata-se, pois, de dois livros num só volume, um novamente ilustrado por Joana Pires, o outro por David de Campos.  

    O jazz criativo, a música livremente improvisada, o rock alternativo e os experimentalismos sem rótulo possível voltam a ser as áreas cobertas, sempre associando os temas com questões da filosofia, da sociologia e da teoria política, num trabalho de análise e desmontagem das ideias por detrás dos sons ou das implicações destes numa realidade complexa. Os textos reenviam-se entre si gerando temáticas que vão sendo detectadas pelo próprio leitor, mas diferentemente de Bestiário Ilustríssimo há um tema geral nesta nova obra de Paes: o tempo.

    A tese é a de que quem escreve sobre música, mas também todos os que a ouvem, está sempre num tempo atrasado em relação à própria música, um “tempo-de-bala”, de suspensão de um tiro no ar, como no filme Matrix. O alinhamento dos capítulos não se organiza segundo tendências musicais ou arrumando os nomes referidos em sucessão alfabética, como numa convencional enciclopédia. Todos os protagonistas e suas músicas surgem intencionalmente misturados, numa simulação do caos informativo em que vivemos nos nossos dias. Propõe-se, assim, que se leia Bestiário Ilustríssimo II / Bala como se se navegasse pela Internet, procurando caminhos, relações, cruzamentos, desvios.

    A mente não é uma estante, é um bisturi.

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    336p. impressas a duas cores (preto e vermelho), 22x16cm, capa a cores
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    volume -4 da colecção THISCOvey CCChannel
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    ISBN: 978-989-8363-30-5

    com prefácios de Marco Scarassatti (compositor, artista sonoro e professor da Universidade de Minas Gerais, Brasil) e Gil Dionísio (músico)

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    edição apoiada pelo IPDJ e Cleanfeed Records

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    PVP: 20€ (30% desconto para sócios, jornalistas e lojas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na FlurLetra Livre, Artes & Letras, Linha de Sombra, Matéria Prima, FNAC, Bertrand, Utopia, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, 18), Glam-O-Rama, MOBApop Shop, Black Mamba e Tigre de Papel...
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    Historial: lançamento 6 de Fevereiro 2014 na Casa dos Amigos do Minho com discursos de Gonçalo Falcão (designer, músico, crítico de música) e Gil Dionísio e concerto de uma banda especialmente formada para o efeito: Gil Dionísio & Os Rapazes Futuristas; lançamento 7 de Fevereiro na SMUP (Parede) com palavreado de Pedro Costa (Clean Feed) e José Mendes (jornalista cultural) e concertos de Wind Trio e Presidente Drógado & Banda Suporte ... entrevista no Bodyspace 

    ...

    algumas páginas deste livro-duplo:


    Feedback:
    O jazz é o fogo inicial, mas este propaga-se alto e largamente. REP deita 50 + 50 textos, capa-contra-capa, neste duplo Bestiário Ilustríssimo II / Bala. Música como arte física mas também psicológica, improvisada, estruturada, Ciência, Arte, ícones culturais, tonelada de referências que se ligam na cabeça do autor para uma organização, no papel, em benefício do leitor. Muitos músculos exercitados em 31 anos, nesta relação entre escrita e música. Flur 
    ... 
    Rui Eduardo Paes revela-se um homem multidimensional, (...) Genuíno e sempre com uma abordagem de quem relaciona aquilo que lhe interessa, de Joëlle Léandre a Lady Gaga. [5 estrelas] Bernardo Álvares in jazz.pt
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    O seu estilo de escrita é por si altamente estimulante, revelando um notável domínio sobre a língua portuguesa que raia as características da boa literatura. Um estilo que Rui Eduardo Paes cultiva como uma arma contra o habitual cinzentismo e comodismo da crítica de arte em Portugal. O Homem que Sabia Demais 
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    [4 estrelas] Nuno Catarino in Público 
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    [4 estrelas] João Santos in Expresso 
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    Verdad de la buena. Con motivo de mi actividad como director artístico de Imaxina Sons en Vigo durante 5 años, he tenido la ocasión y la fortuna de conocer la persona y la obra en la distancia corta de REP. Pocas veces, he leído un texto más comprometido con la música del presente y el estado de ánimo que el panorama musical actual rezuma. Su visión holística de la música hace de este libro una pieza imprescindible para poder estar al tanto de lo que acontece en el mundo de las manisfestaciones artístico-musicales y sus contornos creativos. Sobre todo en lo referente a las músicas improvisadas y todo lo que ahí podamos incluir. Sus textos desprenden la misma actualidad o frescura que hemos podido sentir justo la noche anterior escuchando en cualquier garito, la elocuencia de un improvisador. Hay en todos los textos una necesidad de ubicar cualquier comentario en el contexto filosófico/social adecuado de manera que cualquier artículo transciende al aficionado simple para poder ser leido en un círculo mucho más amplio. El de la cultura. Y con el tiempo serán de interés antropológico. REP, se sienta y escucha primero. Escudriña lo que sus tripas le dictan y luego reflexiona. Luego escribe y vuelve a usar su tamiz emocional para devolvernos un texto. Y entre una cosa y la otra está su verdad. Que como toda verdad, que en este mundo que hoy nos toca vivir, es de pocos. Pasa rápido, te penetra, como una bala. Pero es verdad de la buena. Nani García (pianista, compositor, director artístico do Imaxina Sons) 
    ... 
    Para dissertar sobre música não basta escrever, é preciso conhecer muita música. Para conhecer muita música é necessário ouvir toda uma vida e para ouvir toda uma vida infere-se uma profunda paixão. Em Bestiário Ilustríssimo e Bestiário Ilustríssimo II / Bala condensam-se extensas e infindáveis paisagens musicais que nos atingem vindas de todas as direcções. Hugo Carvalhais (músico)
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    Não sei se a bala a que o Rui Eduardo Paes se refere já foi disparada ou se está à espera de ser disparada por cada um de nós. Em todo o caso, o livro Bestiário Ilustríssimo II / Bala do REP é um livro-bala para quem o lê. Lê-se rápido, lê-se com entusiasmo e lê-se com um profundo sentido de urgência em relação à criação musical que nos rodeia. Faz-me lembrar aqueles artigozitos de jornal que se percebe logo que são um mero copy-paste de press releases. E faz-me lembrar esses artigozitos porque precisamente ele é tudo o contrário. Percebe-se e sente-se que detrás de cada palavra há alguém que, acima de tudo, vive e escreve sobre música a partir do que ouve e não dos likes que pode obter nas redes sociais. Num rectângulo tão escasso de críticos de música, e sobretudo de críticos com qualidade, assistir a este disparo do REP é como beber um garrafão de água depois de se fazer a travessia do deserto. É tão bom que até pode causar indigestão. Recomenda-se calma e discos, muitos discos a acompanhar. Vítor Joaquim (artista sonoro, investigador e docente do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica do Porto)
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    Da recensão ao ensaio, Rui Eduardo Paes é, sem dúvida, uma figura ímpar no nosso meio. É notável como desempenha a sua função, revelando notável acutilância crítica e paixão. Uma pedra no sapato. Ernesto Rodrigues (músico, Creative Sources)
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    Resplandecente Enorme Produto. Pedro Costa (Clean Feed, comissário da Culturgest, co-director artístico do Ljubjlana Jazz Festival)
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    Uma verdadeira anti-enciclopédia, escrita com as entranhas à flor da pele. Lê-se como se ouve. Paulo Chagas (músico, docente de música, co-programador do MIA, Zpoluras Archives) 
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    Los disparos son certeros y heterogéneos. Las páginas -los libros de Paes-, siempre han estado dedicados a artistas de diferentes ámbitos musicales que acaban sorprendiéndonos Chema Chacón in Oro Molido #41 ... Na senda do que tem escrito, este livro (que, na verdade, são dois, já que tem apenso um segundo, Bala, com textos mais pequenos) de um dos mais carismáticos críticos musicais portugueses aborda inúmeros músicos e projectos (...). A escrita (...) assenta num profundo conhecimento da genealogia dos intérpretes e do seu trabalho, muitas vezes contextualizados em moldes ideológicos ou filosóficos. 
    [5 estrelas] João Morales in Time Out 
    ... 
    Em uma época em que as pessoas têm se (mal) acostumado com a crítica (se é que nesse caso mereça tal categorização) musical ligeira que domina a internet, em que as pessoas “acham” isso e aquilo, num processo de gostar e desgostar ao sabor da enxurrada de lançamentos que nos rodeiam, poder ler os textos de Rui Eduardo Paes é um privilégio. Fabricio Vieira in FreeForm, FreeJazz  

    sexta-feira, 20 de abril de 2018

    FEARLESS COLORS - O "comix remix" de Samplerman

    A BD demorou 40 anos a chegar ao automatismo (obrigado Robert Crumb e Moebius por terem tomado drogas!), ”andou às aranhas” com a autobiografia ou à auto-representação do autor, jornalismo, ensaio e crónica e uma eternidade no que diz ao respeito institucional. Não podemos ficar de fora, não podemos deixar que os DJs roubem todo o bolo! Preparem lá essa tesoura e cola! Melhor ainda… saquem lá o Photoshop! 

    É um pássaro?
    É um avião? 
    Não! 
    É o Samplerman!!!

    Ladrão que rouba ladrão, mil anos de perdão!



    Formato A5. 100 páginas, Quatro cores. Capa mole com verniz localizado
    Uma co-edição da MMMNNNRRRG com Kuš! e Ediciones Valientes




    FEARLESS COLORS compila algumas das melhores páginas de BD que Samplerman produziu entre 2012 e 2015. Pode-se dizer que elas fazem homenagem aos "comic-books" norte-americanos dos anos 40 e 50, sendo misturados tal como uma viagem de um DJ a realizar o que Marcos Farrajota intitulou de "Comix Remix" - artigo escrito originalmente para o jornal finlandês Kuti e entretanto acessível em várias línguas: português no blogue da Chili Com Carne, em francês no livro Metakatz, alemão no sítio Drei Mal Alles e em sueco na revista Sekvenser.

    Atravessando géneros clássicos como o romance cor-de-rosa, o policial, a ficção científica e o terror, algumas das páginas tanto se identifica excertos de Fletcher Hanks como o "Samplerman original": Ray Yoshida. Violência, acção, disparos, naves espaciais, micróbios e bactérias, corpos mutilados são remontados numa colagem fractal que nos possibilitam novas formas de narrativas e leituras. 

    Por detrás de um super-heróis há sempre o alterego. Neste caso de Samplerman esconde-se o desenhador francês Yvang. Começou com a experiência Samplerman em 2012 através do tumblr ZDND (La Zone De Non-Droit) juntamente com o irrequieto Leo Quievreux, tendo contaminado a web desde então. Participou em várias publicações como a š! (Letónia), Off Life, Smoke Signal, Ink Brick, Lagon, The Village Voice e Scratches. A solo sairam os seguintes livros: Street Fights Comics (ed. de Autor, 2016), Miscomocs Comics (Le Dernier Cri, 2017), Samplerman (Secret Headquarters, 2017) e ilustrou ao LP colectênea Intrepid Curves #18 da Vinyl Moon. 



    FEARLESS COLORS é o livro que colecciona a maior parte do seu trabalho. 
    Vai dar que falar!!!

    Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... sessão de autógrafos na Mundo Fantasma (10/03/18) ... lançamento oficial na Nova Livraria Francesa (16/03/18) com a presença do autor ... 



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    Disponível na loja em linha da Chili Com Carne e na Artes & Letras, BdMania, Letra Livre, Mundo FantasmaNova Livraria Francesa, Tasca Mastai, Kingpin Books, Matéria Prima, Archi Books (livraria da Fac. de Arquitectura de Lisboa), Utopia, LAC, You to You, Bertrand, Black Mamba e Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx)..




    Imagine a Jim Woodring comic, without the characters to get in the way of the experience of it. That’s what he summons in his pages. So allow yourself to get lost in these pictures. (...) Reading Fearless Colors is like taking a weird acid trip through comics as images fall apart and melt down in front of you, recombining with different images to form brand new comic pages. Samplerman’s collages take existing art and make new art out of the old, and creates comic pages that you just want to get lost in, exploring the smallest details even while wanting to pull out and see how those details collapse into a complete comic experience.

    Poder-se-ia também imaginar que finalmente temos aqui uma tradução do que significaria enfrentar, com efeito, uma “crise nas infinitas terras”, que convidaria a delírios visuais bem mais inesperados do que aqueles intentados por George Pérez.

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    Berlim : Cidade Sem Sombras de Tiago Baptista @ Black Mamba


    BERLIM
    Cidade sem Sombras
    de

    1 residência artística / 1 artista sem luz / 3 meses de frio / alguns encontros / algumas considerações e até um sonho!


    Entre Fevereiro e Abril de 2013, Tiago Baptista (Leiria, 1986) participou na residência artística Culturia em Berlim. Esse Inverno foi o menos luminoso em décadas e isso ressentiu-se na sua estadia, nos seus hábitos, nas suas impressões sobre a cidade, no seu trabalho e agora no resultado deste livro.

    Segundo o autor: «aqueles meses sem sombras foram como um bloco monolítico de tempo que parecia não passar. Era como se o tempo tivesse ficado suspenso, como se não passasse porque aparentemente a luz também ela não se movia. Tentei que este livro falasse sobre essa falta de luz e também sobre a falha da memória. De facto, parece-me que o que guardamos são falsas memórias.»

    Este é um livro sobre fantasmas. Fantasmas de memórias e de uma cidade que já não existe, de um sistema que desapareceu mas que está ainda tão presente, nos edifícios, na História, no turismo, nas pessoas...


    Disponível na loja virtual da CCC e na BdMania, Letra Livre, Tasca Mastai, Artes & LetrasPalavra de Viajante, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, Kingpin BooksLinha de Sombra, Bertrand, LAC, Gateway City Comics, FNAC, You to YouBlack Mamba... Depois de tomar Portugal vai a caminho de Berlim, um bocado como a letra do Leonard Cohen! Sim, chegou à Neurotitan!





    O autor licenciou-se em 2008 em Artes Plásticas na ESAD nas Caldas da Rainha onde começou a publicar várias publicações em 2005 sob o nome de Façam Fanzines e Cuspam Martelos. Como artista plástico o seu trabalho é reconhecido por vários prémios (Amadeo de Souza-Cardoso 2015 e Fidelidade Mundial Jovens Pintores 2009) e exposições em várias galerias e instituições como Palácio Vila Flor (Guimarães), Sala de Arte Joven (Madrid), Galeria 3+1, Fundação EDP, João Cocteau (Berlim), ZDB, Museu-Colecção Berardo. A sua bibliografia inclui Fábricas, baldios, fé e pedras tiradas à lama (Oficina do Cego + a9)))); 2012), Stalker (Ao Norte; 2015), Imagem Viagem (Bedeteca de Beja; 2016) e o livro colectivo desta mesma colecção, Zona de Desconforto (2014) onde foram publicados alguns episódios do presente volume. Foi o vencedor do Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2016) com um livro a publicar em 2018 sobre a Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934.

    Historial: 

    Apresentação na ZDB, no dia 9 de Novembro de 2017 com apresentação de Joana Miguel Almeida ... 


    feedback:

    (...) regressando à ideia desta mesma série de livros de dar a ver uma certa ideia de trânsito mas desprendida totalmente das mais usuais linhas da “literatura de viagens” e muito menos associada ao “encómio do turismo”. O objectivo deste livro, afinal, não é conhecer a cidade de Berlim, nem tampouco compreender “as experiência de Tiago Baptista em Berlim”, mas antes compreender como é que essa experiência se abre a toda uma série de interrogações de identidade própria, alheia, global, cultural e política. Baptista não envereda jamais num discurso directamente panfletário, como dissemos, preferindo ou um certo grau de ambiguidade ou deixar que os não-ditos se instalem de modo suficiente a obrigar o leitor a instalar-se nos interstícios do que se assinala como silêncio, esquecimento, precariedade, miséria, e também consciência. São marcantes sobretudo os relatos de Jenin e Maranda, ambos mostrando locais em que o autor-protagonista come e vai ao encontro não somente da pessoa que ali trabalha (respectivamente, um palestiniano da Cisjordânia e um português de Tondela) como nesse diálogo compreende a distância da sua experiência com a dessas outras pessoas, assinalando não somente mecanismos de empatia como de auto-compreensão de um certo privilégio.

    Ao contrário de livros que pretendem fechar um sentido e dar ao leitor uma sensação de equilíbrio humanista, em que uma suposta utopia de grande família seria possível, Baptista quer mostrar a aguda distância que separa cada ser humano, nos seus mundos específicos, assim como a rugosa textura do próprio mundo, ou do pouco mundo, que se consegue estabelecer como comum. (...)

    (...) é espetacular!
    Goran Titol

    Este livro de pequenas narrativas evoca os três meses que o Tiago passou em Berlim, no contexto de uma residência artística no ano de 2013. Digo “evoca” porque este livro não parte de um diário gráfico utilizado na altura, mas de um registo de memória a posteriori, com todas as hesitações e incertezas que invariavelmente temos ao lembrar uma história que já se passou há meses ou anos. Essas dúvidas – que o Tiago assume – traduzem-se em falas rasuradas, em personagens sem expressão, sem cara. Em desenhos que às vezes são pintados digitalmente e outros numa aguarela fluída quase onírica. Admitindo que as suas recordações se dissolveram no tempo, reflecte também, uma vez que está em Berlim, sobre o lugar da memória cultural: afinal, do que nos lembramos nós? O que é que lembramos e o que é deixamos esquecer? Quem é que merece ser lembrado e esquecido?
    Joana Miguel Almeida in apresentação oficial na ZDB

    Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal

     Histórias e visões que se cruzam com ideias, debates, explicações e expressões da própria experiência criativa, que fazem desta mais uma recomendável incursão por uma cidade que não deixa ninguém indiferente. Eu talvez não partilhe do mesmo aparente encantamento do autor por algumas memórias da RDA (que me parecem mais coisa de pesadelo do que de sonho), mas não é por aí que possa perder viço este belo conjunto de retratos e experiências berlinenses. Pelo contrário, é ao sentirmos que olhamos e sentimos a cidade por quem a comenta com textos e desenhos que vivemos, entre as páginas deste livro a força que tem a verdade de um retrato de autor. Que nos conduz através de fragmentos de experiências e reflexões, num conjunto que não quer contar uma história, mas, antes, falar-nos de um lugar e do modo como cada um o habita à sua maneira.

    Nuno Galopim in Máquina de Escrever

    (...) esta obra traz engatilhada uma reapropriação subversiva das imagens construídas e sedimentadas sobre a cidade de Berlim. (...) Tiago Baptista procede por uma desconstrução da paisagem urbana com que se depara na sua residência artística de três meses nessa cidade. Temos oportunidade de ver desenrolar-se diante dos nossos olhos, nas distintas camadas da ilustração e das legendas, uma estratégia de recuperação do passado que não procura mimetizá-lo ou instruir-nos pedagogicamente a seu respeito. O passado é perseguido, trazido para fora dos esconderijos em que se acoita, revisto pelo prisma da memória. Nesta espécie de incursão detectivesca pelo passado, e por histórias de sangue e crime muitas vezes, Tiago Baptista encontra pistas espalhadas pela cidade: indícios de passado disfarçados de cenário que se tornam subitamente incómodos quando desafiam a percepção inocente da vida de todos os dias. As cidades não são virgens. São monstros, criaturas que reúnem em si atributos aparentemente opostos. (...)
    Bruno Monteiro in Le Monde Diplomatique (pt)

    A propósito de Berlim lembrei-me de como a memória é um conceito tão brandido em Portugal, mas ninguém se preocupa muito em analisar o que isso possa ser. Berlim de Tiago Baptista é por isso mesmo ultra inesperado, preciso e aberto como um poema de Paul Celan. Lá dizia o poeta que o bom poema é aquele que não se desvanece no significado. Este livro e Santa Camarão são como esse poema de que fala o Paul Valery. Resistem, não se limitam ao que aparece.
    Francisco Sousa Lobo (e-mail)

    QCDA #1000 [ÚLTIMOS 9 EXEMPLARES]


    Zé BurnayRudolfoAndré Pereira Afonso Ferreira fazem BD em Portugal (LOL). Cansados de andar por aí cada um para seu lado, a editar a sua cena em formatos betinhos, os Quatro Chavalos Do APOPcalipse decidiram reunir-se sob a benção da editora Chili Com Carne para uma antologia de BD à séria, em que cada um faz mais uma vez o que lhe dá na real gana, mas desta vez em glorioso formato A3. Falamos do QCDA#1000, claro, que reúne quatro histórias de quatro páginas cada, com um alcance de temáticas que vai desde a prevenção do acne existencialista ao comentário da sociedade mágico-equestre contemporânea, passando pela exploração das várias correntes de arquitectura necromântica e pela análise comportamental de altas patentes do exército quando confrontadas com criaturas lendárias.



    Capa a cores + 16p. impressas a roxo no formato A3. Design: Rudolfo. ISBN: 978-989-8363-23-7. Apoio do IPDJ e Wormgod. 500 exemplares - últimos exemplares à venda na nossa loja online e nas lojas BdMania, Artes & LetrasMundo Fantasma (Porto), LAC (Lagos), ZDB e Black Mamba.







    Historial : este COMIX/zine/XXL foi lançado no Angoumerde Fuck Off 2014 e em Portugal no Festival Rescaldo ... exposição de originais no Anicomics 2014 
    ... 
    Feedback : uma óptima iniciativa que se devia repetir, regularmente. Faz favor. Planeta Satélite ... Nomeado para Melhor Obra Curta (de André Pereira) pelos Prémios Central Comics 2015

    QCDA #1000 [LAST 9 COPIES]


    Zé Burnay, Rudolfo, André Pereira and Afonso Ferreira are the 4 most active brats from the new Portuguese breed of Comix authors! Yup! They make comics in Portugal (lol).

    Tired of wandering around, self-publishing their stuff in puny formats, the Four Horseykids of the APOPcalypse have decided to unite, under the blessing of Chili Com Carne, for a real comics anthology in which they do what they please (as always), but this time in glorious A3 size.

    We’re talking about QCDA#1000, of course, that collects four stories of four pages each, with a thematic reach that spreads from existencialist acne prevention to social commentary on the contemporary magical-equestrian society, while also exploring several varieties of necromantic architecture and analyzing the behavior of certain high-ranked officers of the army when confronted with legendary creatures of lore.

    ...

    Full colour cover + 16 pages A3 format. Design: Rudolfo. ISBN: 978-989-8363-23-7. Supported by IPDJ and Wormgod. 500 copies - last copies can be order in our online shop and in some good stores like Fatbottom Books (Barcelona), Lambiek (Amsterdam), Ediciones Valientes (Spain), La Central (Madrid), Neurotitan (Berlin), Orbital (London), Quimby's (Chicago), Seite Books (Los Angeles)...







    This GIANT/size/COMIX/zine was released in Angoumerde Fuck Off 2014 and in Portugal at Festival RescaldoFeedback : I quite enjoyed the QCDA book! Marcel Ruijters (by e-mail) ... QCDA project, really cool, love it, huge weird hard to place in your bookshelf but great style and pure comics juice Alberto Corradi (by e-mail)