sábado, 28 de abril de 2018

Break Dance [English press-release]



Break Dance
by
André Ruivo

28th volume of MMMNNNRRRG, co-published with The Inspector Cheese Adventures
Design: Jorge Silva / Silva Designers
120p A4 full color, 18,5x28,5cm
ISBN: 978-972-8515-31-7

supported by Delta Cafés

cover price: 18€ at Chili Com Carne online shopDesert Island (NY), Le Monte en L'Air (Paris), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago), La Central (Spain), Seite Books (Los Angeles), Just Indie Comics (Italy), Le Bal des Ardants (Lyon)...

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André Ruivo is back with a third drawing book – if we ignore several more modest volumes in fanzines and author’s editions – this time with MMMNNNRRRG publishing house. The partnership with this publishing house “for rough people only” seems obvious; Ruivo’s drawings explore uncompromised and spontaneous sketches that you find only in Art Brut

In this thick volume, you find dozens of drawings that stumble on Ruivo’s flânerie in London’s streets as well as Ruivo’s aesthetic pleasure with the Yellow Submarine and the mundane Tati-like gestures. That is the reason why every extravagance and absurd finds its place in Ruivo’s checkered and ruled notebooks; from dog-man-dressed-like-it-is-going-to-rain and burkas-for-smokers, to not-really-convincing-swingers, and suspicious-people-pretending-to-cuddle: a multitude of anonymous characters that no one would –ever! – want to meet. 

It might look like a “cool” book but it isn’t! MMMNNNRRRG publishing house only publishes books with bad vibes… maybe this could be our second slogan!


Feedback: I like it a lot. a true/false sketchbook Jean-Christophe Menu (L'Association) ... 

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PREVIEW:
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about the author: 



André Ruivo (1977) lives in Lisbon and works in Illustration and Animation - with a master degree by the Royal College of Art (London). Contributed to Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa; 1998-2004), Mis primeras 80.000 palabras (Media Vaca; 2002) and Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011). Sometimes he also makes music, his most known project was Rollana Beat.
Ruivo makes zines since 1993 and has three drawings books published so far: Bug (Bedeteca de Lisboa; 2001), Mystery Park (Chili Com Carne + The Inspector Cheese Adventures; 2012), Breakdance (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2015).

quarta-feira, 25 de abril de 2018

santa@inc


+ um lançamento do Santa Camarão, desta vez na Inc no Porto.

sábado, 21 de abril de 2018

Bestiário Ilustrissímo II / Bala na Black Mamba



Bestiário Ilustríssimo II /  Bala 
é o nono e novo título da provocante colecção THISCOvery CCCHannel.
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Bestiário Ilustríssimo II / Bala é a continuação de Bestiário Ilustríssimo, “(anti-)enciclopédia” de Rui Eduardo Paes sobre as músicas criativas editada em 2012 e reeditada em 2014 com nova capa e novas ilustrações de Joana Pires. Como esse primeiro livro, está dividido em 50 capítulos, cada um dedicado a uma figura ou conjunto de figuras. Desta feita, porém, a 50ª parte autonomiza-se e constitui como que um outro livro. Trata-se, pois, de dois livros num só volume, um novamente ilustrado por Joana Pires, o outro por David de Campos.  

O jazz criativo, a música livremente improvisada, o rock alternativo e os experimentalismos sem rótulo possível voltam a ser as áreas cobertas, sempre associando os temas com questões da filosofia, da sociologia e da teoria política, num trabalho de análise e desmontagem das ideias por detrás dos sons ou das implicações destes numa realidade complexa. Os textos reenviam-se entre si gerando temáticas que vão sendo detectadas pelo próprio leitor, mas diferentemente de Bestiário Ilustríssimo há um tema geral nesta nova obra de Paes: o tempo.

A tese é a de que quem escreve sobre música, mas também todos os que a ouvem, está sempre num tempo atrasado em relação à própria música, um “tempo-de-bala”, de suspensão de um tiro no ar, como no filme Matrix. O alinhamento dos capítulos não se organiza segundo tendências musicais ou arrumando os nomes referidos em sucessão alfabética, como numa convencional enciclopédia. Todos os protagonistas e suas músicas surgem intencionalmente misturados, numa simulação do caos informativo em que vivemos nos nossos dias. Propõe-se, assim, que se leia Bestiário Ilustríssimo II / Bala como se se navegasse pela Internet, procurando caminhos, relações, cruzamentos, desvios.

A mente não é uma estante, é um bisturi.

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336p. impressas a duas cores (preto e vermelho), 22x16cm, capa a cores
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volume -4 da colecção THISCOvey CCChannel
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ISBN: 978-989-8363-30-5

com prefácios de Marco Scarassatti (compositor, artista sonoro e professor da Universidade de Minas Gerais, Brasil) e Gil Dionísio (músico)

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edição apoiada pelo IPDJ e Cleanfeed Records

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PVP: 20€ (30% desconto para sócios, jornalistas e lojas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na FlurLetra Livre, Artes & Letras, Linha de Sombra, Matéria Prima, FNAC, Bertrand, Utopia, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, 18), Glam-O-Rama, MOBApop Shop, Black Mamba e Tigre de Papel...
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Historial: lançamento 6 de Fevereiro 2014 na Casa dos Amigos do Minho com discursos de Gonçalo Falcão (designer, músico, crítico de música) e Gil Dionísio e concerto de uma banda especialmente formada para o efeito: Gil Dionísio & Os Rapazes Futuristas; lançamento 7 de Fevereiro na SMUP (Parede) com palavreado de Pedro Costa (Clean Feed) e José Mendes (jornalista cultural) e concertos de Wind Trio e Presidente Drógado & Banda Suporte ... entrevista no Bodyspace 

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algumas páginas deste livro-duplo:


Feedback:
O jazz é o fogo inicial, mas este propaga-se alto e largamente. REP deita 50 + 50 textos, capa-contra-capa, neste duplo Bestiário Ilustríssimo II / Bala. Música como arte física mas também psicológica, improvisada, estruturada, Ciência, Arte, ícones culturais, tonelada de referências que se ligam na cabeça do autor para uma organização, no papel, em benefício do leitor. Muitos músculos exercitados em 31 anos, nesta relação entre escrita e música. Flur 
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Rui Eduardo Paes revela-se um homem multidimensional, (...) Genuíno e sempre com uma abordagem de quem relaciona aquilo que lhe interessa, de Joëlle Léandre a Lady Gaga. [5 estrelas] Bernardo Álvares in jazz.pt
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O seu estilo de escrita é por si altamente estimulante, revelando um notável domínio sobre a língua portuguesa que raia as características da boa literatura. Um estilo que Rui Eduardo Paes cultiva como uma arma contra o habitual cinzentismo e comodismo da crítica de arte em Portugal. O Homem que Sabia Demais 
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[4 estrelas] Nuno Catarino in Público 
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[4 estrelas] João Santos in Expresso 
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Verdad de la buena. Con motivo de mi actividad como director artístico de Imaxina Sons en Vigo durante 5 años, he tenido la ocasión y la fortuna de conocer la persona y la obra en la distancia corta de REP. Pocas veces, he leído un texto más comprometido con la música del presente y el estado de ánimo que el panorama musical actual rezuma. Su visión holística de la música hace de este libro una pieza imprescindible para poder estar al tanto de lo que acontece en el mundo de las manisfestaciones artístico-musicales y sus contornos creativos. Sobre todo en lo referente a las músicas improvisadas y todo lo que ahí podamos incluir. Sus textos desprenden la misma actualidad o frescura que hemos podido sentir justo la noche anterior escuchando en cualquier garito, la elocuencia de un improvisador. Hay en todos los textos una necesidad de ubicar cualquier comentario en el contexto filosófico/social adecuado de manera que cualquier artículo transciende al aficionado simple para poder ser leido en un círculo mucho más amplio. El de la cultura. Y con el tiempo serán de interés antropológico. REP, se sienta y escucha primero. Escudriña lo que sus tripas le dictan y luego reflexiona. Luego escribe y vuelve a usar su tamiz emocional para devolvernos un texto. Y entre una cosa y la otra está su verdad. Que como toda verdad, que en este mundo que hoy nos toca vivir, es de pocos. Pasa rápido, te penetra, como una bala. Pero es verdad de la buena. Nani García (pianista, compositor, director artístico do Imaxina Sons) 
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Para dissertar sobre música não basta escrever, é preciso conhecer muita música. Para conhecer muita música é necessário ouvir toda uma vida e para ouvir toda uma vida infere-se uma profunda paixão. Em Bestiário Ilustríssimo e Bestiário Ilustríssimo II / Bala condensam-se extensas e infindáveis paisagens musicais que nos atingem vindas de todas as direcções. Hugo Carvalhais (músico)
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Não sei se a bala a que o Rui Eduardo Paes se refere já foi disparada ou se está à espera de ser disparada por cada um de nós. Em todo o caso, o livro Bestiário Ilustríssimo II / Bala do REP é um livro-bala para quem o lê. Lê-se rápido, lê-se com entusiasmo e lê-se com um profundo sentido de urgência em relação à criação musical que nos rodeia. Faz-me lembrar aqueles artigozitos de jornal que se percebe logo que são um mero copy-paste de press releases. E faz-me lembrar esses artigozitos porque precisamente ele é tudo o contrário. Percebe-se e sente-se que detrás de cada palavra há alguém que, acima de tudo, vive e escreve sobre música a partir do que ouve e não dos likes que pode obter nas redes sociais. Num rectângulo tão escasso de críticos de música, e sobretudo de críticos com qualidade, assistir a este disparo do REP é como beber um garrafão de água depois de se fazer a travessia do deserto. É tão bom que até pode causar indigestão. Recomenda-se calma e discos, muitos discos a acompanhar. Vítor Joaquim (artista sonoro, investigador e docente do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica do Porto)
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Da recensão ao ensaio, Rui Eduardo Paes é, sem dúvida, uma figura ímpar no nosso meio. É notável como desempenha a sua função, revelando notável acutilância crítica e paixão. Uma pedra no sapato. Ernesto Rodrigues (músico, Creative Sources)
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Resplandecente Enorme Produto. Pedro Costa (Clean Feed, comissário da Culturgest, co-director artístico do Ljubjlana Jazz Festival)
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Uma verdadeira anti-enciclopédia, escrita com as entranhas à flor da pele. Lê-se como se ouve. Paulo Chagas (músico, docente de música, co-programador do MIA, Zpoluras Archives) 
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Los disparos son certeros y heterogéneos. Las páginas -los libros de Paes-, siempre han estado dedicados a artistas de diferentes ámbitos musicales que acaban sorprendiéndonos Chema Chacón in Oro Molido #41 ... Na senda do que tem escrito, este livro (que, na verdade, são dois, já que tem apenso um segundo, Bala, com textos mais pequenos) de um dos mais carismáticos críticos musicais portugueses aborda inúmeros músicos e projectos (...). A escrita (...) assenta num profundo conhecimento da genealogia dos intérpretes e do seu trabalho, muitas vezes contextualizados em moldes ideológicos ou filosóficos. 
[5 estrelas] João Morales in Time Out 
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Em uma época em que as pessoas têm se (mal) acostumado com a crítica (se é que nesse caso mereça tal categorização) musical ligeira que domina a internet, em que as pessoas “acham” isso e aquilo, num processo de gostar e desgostar ao sabor da enxurrada de lançamentos que nos rodeiam, poder ler os textos de Rui Eduardo Paes é um privilégio. Fabricio Vieira in FreeForm, FreeJazz  

terça-feira, 17 de abril de 2018

Don't panic


shhh... com o seu recém-chegado quinto álbum, I, of the stormé o grande disco da Thisco! Para já porque é um vinil 12" (a Thisco só editou uma vez neste formato). Depois porque tem uma capa brutal e arrepiante. E claro, o trabalho do shhh... se já era o que mais se destacava nesta editora aqui mostra o som mais potente de sempre. 
A música Electrónica também está em crise, se os anos 90 foram os de todas as explorações possíveis - do mais extremo ao mais comercial - nitidamente foram os momentos de expansão. Agora, pergunto se não se coloca a questão de que não se consegue avançar mais estando já as formas bastantes definidas (por ex: Noise, Drum'n'Bass, Dubstep). Resposta parece que não será em frente que poderá se seguir porque a "Retromania" também já atingiu "esta música". O que se assiste é o voltar à Nostalgia, ou o andar de lado acrescentando novos elementos inesperados como fazem alguns "pranksters" (Black Taiga, DJ Balli ou Walt Thisney) ou ainda maximizando as fórmulas in extremis como acontece com as produções da BLEID ou os sub-géneros Extratone ou Black Midi. shhh... será daqueles que virá para trás mas sem cair de cu, a sua cabeça está lúcida, a visão está a captar tudo para dar ordens ao cérebro e ao corpo para dar um jeitinho para não cair numa posição inglória e sem se magoar. Elegante como um bailarino visto em slow-motion num ecrã, é assim este LP.
Reconhece-se Drill'n'Bass, Industrial, Ambient, elementos concretos, IDM mas tudo em doses homeopáticas bem entrelaçadas. Num ano em que Portugal vive o Inverno na altura da Primavera, este disco é para um gajo se meter no sofá, com uma mantinha, a olhar prá janela, reflectir que a Mãe Gaia está toda fodida e que o próximo na lista serás TU e os teus pares! Esta depressão será, no entanto, ligeira uma vez que é preciso ir mudar o lado do disco... ufa!

sábado, 14 de abril de 2018

ccc@RAIA.2


É o regresso do grande mercado de edições independentes de Portugal! 
Outra vez nos Anjos 70 nos dias 14 e 15 de Abril

Vai ser bombástico tal como foi a primeira edição. 
E como tal preparamos algumas surpresas para o público da RAIA, a saber:


Convidámos o francês J.M.Bertoyas nascido em 1969 numa região de florestas e ruínas radioactivas. Podemos dizer, com algum excesso discursivo, que o autor descobriu, para barrar o horror deste mundo, uma forma simples e económica para se exprimir (ou fugir, se preferirem): a banda desenhada. Sendo a sua obra caótica, agradável e muito esfumaçada. Cof cof  Publicou em vários editores independentes de referência como L'Association, Les Requins Marteaux e Le Dernier Cri, para além do seu fanzine Kobe que já perdemos a conta da numeração. Actualmente trabalha com as edições Adverse e Arbitraire e tem cara de quem curte Mudhoney.



A nossa editorial irmã mais nova, a MMMNNNRRRG irá repetir a acção SOS Break Dance, ou seja, o autor André Ruivo estará no dia 14 de Abril, às 17h a assinar e a desenhar algo (tudo menos retratos!) a pedido do público sobre exemplares manuseados do livro Break Dance. Por um preço abaixo do PVP e um desenho feito ali na hora, de certeza que ninguém se sentirá mal em levar um livro em que se topa uma sujidade de uma etiqueta posta pelos animais da FNAC (por exemplo).



Por fim, não teremos nenhuma novidade editorial para apresentar mas está fresquinho este livro do Riccardo Balli / DJ Balli. Lançado internacionalmente em Berlim, prevê-se lançamentos oficiais em Lisboa e Porto lá para Julho. Até lá tem tempo para o ler! Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus : micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary é tudo e isto e muito mais. Duzentos anos depois de ter sido publicado o livro Frankenstein de Mary Shelley, o MIDIeval Balli pega neste clássico da literatura transumanista para o remisturar, transformando numa brumosa metáfora sobre o monstro sónico que é a cultura electrónica pós-rave. É dos livros mais bizarros e bonitos da Chili Com Carne, em parte devido ao design e ilustrações de Rudolfo, aquele que foi da realeza na BD portuguesa mas que preferiu partir mesas de mármore ao som chiptune dos BLEEEEEEP Bizkit. Break stuff!

Paelha


A Lovers & Lollypops anda pela k7 e pelo "jazz"... Depois da recente k7 de Julius Gabriel eis outra, Paisiel, que junta o alemão saxofonista com o baterista português João Pais Filipe (ex-Sektor 304, Macumbas e mil outros projectos) numa invenção sonora que poderia ser descrita como tribal caucasiano para sunset urbano. Além do nome do projecto ser nitidamente tribal - lembram-se quando as papelarias ou pastelarias chamavam-se "Xandré" porque os filhos dos donos chamavam-se "Xana" e "André"? - este disco é mesmo necessário para quem vive numa Europa Fortaleza parva que precisa de inventar um novo folclore para deixarmos de ser fachos. É música que mete a nós, branquelas feiotes, nus à volta da fogueira (elas com "strap-ons") a dançar e beber vinho verde de pressão para que tenhamos descargas sexuais e convulsões dionisíacas. O objectivo é deixar de ser um robot engravatado e/ou tatuado a comprar merda na Amazon (e no processo destruindo a floresta homónima). 
Paisiel poderá ser a solução para este mundo que precisa de expelir a xenofobia, digo com convicção porque Filipe é o mestre ritualista que impõe a cadência e ordem rítmica necessária para que Gabriel ofereça paletas de sons para criar êxtase, sobretudo quando já ninguém fica realmente dopado com álcool e drogas - já ouviram falar em narco-resistência? - nem a música de dança nos tira da realidade. Fuck u blazée babies! Dancem, dancem ao som de Paisiel!!! E ao cheiro de marshmallows queimados!