Ai kami-sama, não é que o BFKA CUTENCYCLOPEDIA vai ter uma apresentação em Lisboa?! INACREDITÁVEL!!! Ainda por cima, com a presença da autora Ana Matilde Sousa, do editor Marcos Farrajota e do académico bedófilo Pedro Moura.
Sinopse: Ana vive no
norte de Portugal. Possui um dispositivo capaz de alterar o comportamento das
pessoas sem que o saibam, com resultados imprevisíveis. Clientes anónimos
pagam para que ela o utilize em diferentes pessoas e pedem-lhe que pare assim
que as alterações desejadas são verificadas.
Trabalha desta forma dia e noite,
sem se preocupar com os motivos dos seus clientes ou com as consequências do
seu trabalho, acreditando que as suas ações têm um efeito positivo no mundo.
Um
dia, depois de não conseguir levar a cabo um contrato e de viajar para a costa
sudoeste do país, Ana conhece Luca, que pretende que ela use o dispositivo nele,
com o seu conhecimento e consentimento para que ela enfrente as consequências do seu trabalho,
enquanto a sua identidade é destruída diante dos seus olhos.
(...) este livro arrisca-se a poder ser visto como um importante marco na ficção científica portuguesa, não tanto pela sua espectacularidade - usualmente um efeito de superfície para embasbacar leitores de impressões, e não de profundidade - mas pela forma como explora consequências sociais, políticas e identitárias de tecnologias, as quais, "inexistentes", estão bem próximas daquelas já em vigor. Nesse sentido, sinto-lhe grandes afinidades com Madoka Machina de André Pereira. Atente-se, para mais, à sua rede temporal narrativa e aos efeitos de referencialidade da nossa realidade local, e isso apenas reforçará os elos interpretativos propostos. Por outro lado, de forma mais enviesada, mas que tem a ver com identidade e desejo, haverá igualmente ecos com a trilogia de Filipe Seems, de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves, quase esfumados pela distância, mas ainda assim presentes.
(...) Gostei muito da ideia e como ela a introduziu
devagar ao longo da história. (...) independentemente do tema do livro, da pertinência do assunto que trata, é um trabalho gráfico maravilhoso. Dei por mim a lê-lo especialmente devagar para apreciar o desenho em cada vinheta. A Sofia é particularmente boa a dar movimento, expressão e maleabilidade aos personagens... sou fã :-)
(...) Daí à leitura desencadear um questionamento sobre se o conteúdo destas pranchas é assim tão distante como queremos crer da realidade em que existimos, trabalhamos e asseguramos meios de sobrevivência é um salto. Demasiado curto para que a etiqueta de ficção científica nos proteja.
Todo o fã é, por definição, um perseguidor. Eu sou fã, definitivamente, mas não persigo ninguém. As coisas vêm parar às minhas mãos. Na verdade até me ofertam as novidades, me convidam para o mais recente lançamento, ou me pagam um copo na esperança que eu veja a última actualização do portefólio. Não procuro ninguém mas, procuram-me a mim.
No entanto, eu não procuro o Rudolfo mas tudo o que ele faz, vive, diz, experiencia, berra, chora, rebola, cantarola, vem inevitavelmente desaguar em mim. Nem o preciso procurar porque o vejo em todo lado, em cada balão de fala, em cada peido, em cada narrativa gráfica de cariz dubiamente pornográfica. Sou o seu maior fã. E tenho pena de que, neste dia tão importante, não o poderei comprovar.
A Chili Com Carne & a Palpable Press apresentam a terceira e última sessão pública da Temporada Equestre! A decorrer no dia 24 de Outubro de 2026, a partir das 16h no AMPARO99, Rua do Amparo nr. 99, Porto!
PANGEIA ARDE NO CAIXÃO
PANGEIA ARDE NO CAIXÃO, novo livro de Rudolfo da Silva, assinala simultaneamente a estreia do autor na narrativa gráfica e o encerramento da Temporada Equestre. Com a contenção discursiva recomendada pelas circunstâncias, a sessão ignorará quase por completo o facto de a obra constituir também um mergulho no metaverso rudolfiano.
Num formato híbrido — entre quiz, game show, performance e musical desconstruído — esta apresentação porá à prova os conhecimentos dos mais dedicados estudiosos da longa carreira deste falhado autor de banda desenhada.
Com curadoria de ORIGINAL GAMER (aka Rudolfo) e participação de DJ NOBITA, GEKIGA WARLORD, DJ SOPROS AMIGOS, DJ VIRAODISKU E TOKAOMEMU e, entre outros nomes confirmados — convidados, desconvidados, reincidentes e estreias —, RUDOLFO DA SILVA.
Com apoio do programa Criatório da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M., S.A.
Contamos convosco! Juliana Duarte
Texto introdutório escrito por Cristiano F. Zimmerman
A vontade dos próprios agentes da BD em manterem-se "bedófilos" e de infantilizarem a imagem da Banda Desenhada ao grande público é desconcertante. A Chili Com Carne, através do David Campos, vai estar presente num festival de BD no Montijeee cujo o cartaz é ridículo e quase toda a sua programação é castradora para as pessoas perceberem a contemporaneidade da BD. Tão lamentável que escolhemos uma capa de um fanzine antigo do David para ilustrar este "post".
De resto, agradecemos à Tentáculo, organizador do festival, pelo eterno e simpático convite, é por isso que vamos...
A Chili Com Carne e a Palpable Press regressam ao terreno para a segunda sessão pública da Temporada Equestre. Desta vez, levamos a BFKA CUTENCYCLOPEDIA até à Livraria Trama para falar de kawaii, internet, cultura popular e outras coisas que parecem inofensivas até começarem a ocupar demasiado espaço no cérebro.
É uma sessão sobre um livro, mas também é uma sessão sobre tudo o que um livro consegue convocar quando se recusa a ficar quieto: conversa, performance, música, referências impossíveis de explicar e uma quantidade irresponsável de lore.
HOJE · 16h
Livraria Trama,
Rua dos Bragas, n.º 32, Porto
BFKA CUTENCYCLOPEDIA: AN ESSAY COLLECTION ON KAWAII AND ITS ADJACENCIES
Apresentação (des)informal do novo título da Chili Com Carne & Palpable Press: uma colecção de ensaios sobre a cultura fofa japonesa e as zonas perigosamente porosas entre estética, internet e cérebro derretido.
Depois da conversa, diretamente de Akihabara, MIKUxFADE traz uma sessão noise weeb de sarjeta: Vocaloid em decomposição, moe tóxico e a tristeza de um jpeg de uma waifu 2D.
Depois de uma vida nómada - com paragens em Lisboa, Porto, Maputo,
Barcelona e Roterdão, Júlia Barata, arquiteta e artista gráfica, estacionou em
Buenos Aires há 11 anos, depois de uma mudança agitada que ilustra no livro
Gravidez (Tigre de Papel; 2017).
Família, que poderia ler-se como uma sequela de Gravidez, reflete
sobre a construção e desconstrução de um núcleo familiar, entre registos
de autobiografia e autoficção. Ainda assim, existe uma coerência narrativa nesta obra que descreve os ziguezagues emocionais de uma mulher num período de mudança, de
uma mãe e esposa que precisa de fugir da família que formou.
A pujança artística de Barata está aqui a galope. Relata
pequenos "slice-of-lifes" com ar fofinho num diário Moleskine, bem ao
sabor de muita da produção contemporânea infantilizada que se vê por aí. No
entanto, ao contrário do que se espera, esses momentos inócuos servem para
serem trucidados por uma angustiante representação de uma depressão.
Nada é simples por aqui. O tom minimalista dos desenhos é
realmente uma interpretação sem filtros, sem moral e sem pedagogia. Se uma
família é vista em geral como um espaço uniforme, nesta Família luta-se para
que a liberdade individual seja tão respeitada como o compromisso
institucional. Será (ainda) possível?
Disponível na loja em linha da Chili Com Carne e nas lojas Kingpin, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Tinta nos Nervos e Tigre de Papel.
Feedback
(...) o seu novo livro Família, que dizem as más-línguas que foi a razão da “BD Porcalhota” ter bloqueado a Chili Com Carne no seu certame de BD para rapazes e velhadas…
(...)Júlia Barata deposita nelas questões mais transversais sobre papéis sociais, sobre ser mulher, relacionamentos, depressão e desejo, numa abordagem punk, feminista e livre. (...)
li o livro Família (...) e adorei aquilo tudo, o desenho, a maneira gira como não faz quadrados, as estórias, o fio da narrativa, as situações... o uso do vermelho no desenho... TUDO! SETE ESTRELAS, MESMO!!
Esta é uma banda desenhada de contornos (ou antes, sem contornos) invulgares, onde os desenhos seguem livres pela página. Aqui não há pranchas, tiras ou vinhetas que os separem e os contenham, pois o movimento é transmitido pela sobreposição sequencial de desenhos. Se foi das novelas gráficas que me mais me cativou nos últimos tempos não é só por culpa dos balões vomitados pela boca das personagens, mas também ajudou.
A colecçãoLowCCCosttem ultrapassado barreiras a cada volume que avança. Se começou como uma maluquice de visitar amigos pela "Europa aborrecida" entretanto já atravessou continentes, estados de espírito e o tempo, sempre com uma veia intimista, bem longe do turismo histérico que assistimos nos dias que correm, para agrado de quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro".
Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África.
As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil,oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.
Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.
A exposição de originais relativos a este livro está patente na Tinta nos Nervos até 5 de Setembro
Einstein, Eddington e o Eclipse. Impressões de Viagem
por
Ana Simões (ensaio e argumento) e Ana Matilde Sousa (banda desenhada)
oitavo volume da colecção LowCCCost, uma colecção de livros de viagem ... para quem gostar de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro!
Elaborado no âmbito do centenário do eclipse de 1919, este livro esteve associado à exposição E3 — Einstein, Eddington e o Eclipse e está dividido em duas partes (ensaio e banda desenhada), ambas bilingues, português e inglês, as duas principais línguas usadas durante a expedição.
A banda desenhada toma a correspondência de Arthur Eddington trocada com sua mãe, irmã e o Observatório de Lisboa antes, durante e após a sua expedição à Ilha do Príncipe para estudar o eclipse solar total de 1919, como ponto de partida para uma narrativa gráfica de contornos experimentais e impressionistas. Focando-se na teia de actores humanos e não-humanos envolvidos nesta expedição – pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, factores ambientais e afetivos – a BD, que também compila alguns documentos da exposição, estabelece uma relação intertextual com o ensaio teórico sobre as implicações científicas, políticas e sociais dessa viagem cujos resultados confirmaram a revolucionária teoria da relatividade de Einstein. As “impressões” da viagem assumem um duplo significado, referindo-se ao relato de Eddington por palavras e às marcas nas páginas, alusivas à presença material dos lugares visitados.
264p (156p a cores) 18,5 x 27cm, capa a cores com badanas
Apresentação com as autoras e moderado por Hugo Soares no dia 10 de Junho 2024,às 20h, na Praça Azul da Feira do Livro de Lisboa
...
Apresentação com a presença das autoras e o editor da Chili com Carne, Marcos Farrajota, e com o comentário do crítico e investigador Pedro Moura, o ilustrador e autor Miguel Santos e o cientista Federico Herrera no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, dia 20 Junho às 18h
Ciclo de Conferências noCentro Nacional de Cultura: 12 de novembro | Einstein, Eddington e o Eclipse – Impressões de Viagem com Ana Matilde Sousa (CIEBA – FBAUL) e Ana Simões (CIUHCT – CIÊNCIAS-ULisboa); e, 26 de novembro | A Roça Sundy, Cadbury e o “Cacau escravo” com Duarte Pape (Paralelo Zero) e Hugo Soares (E3GLOBAL)
...
O livro gerou um RPG, Rumo ao Eclipse, criado por André Nóvoa sob direcção editorial de Hugo Soares e Ana Simões, a arte de Ana Matilde Sousa e design de Diogo Jesus.
(...) O encontro entre Hergé e Lovecraft tem perfeitamente o seu papel num livro sobre uma conclusão feliz da observação da ciência. Livro desafiador que estende as condições de produção e o modo como a banda desenhada dialoga com o mundo, bem para além do veículo de ficção de género ou de narrativas dominadas a que a maioria das suas prestações nos habituou, Einstein, Eddington e o Eclipse poderá vir a tornar-se um exemplo maior da verdadeira inter- e transdisciplinaridade.
Pedro Moura in Ler BD
Além da notável originalidade da junção de dois registos – um científico e outro artístico, neste caso a história da ciência casa-se com a “nona arte”, que costumam andar apartados, - a obra é também original pela sua rara qualidade. O ensaio, que foi pensado tendo em conta leitores desconhecedores da matéria, sendo claro, é absolutamente rigoroso, indicando as fontes para os factos relatados (...). Na banda desenhada, delimitada pelos registos epistolares ou diarísticos, a imaginação já voa, mas o registo não deixa de ser rigoroso: vê-se que a artista se procurou documentar sobre os cenários que descreve visualmente, tendo consultado o material fotográfico disponível. Fugindo ao realismo, faz-nos entrar na atmosfera da época.
Carlos Fiolhais
Voltando ao que melhor li de BD feita por cá (...) Trata-se de um livro composto por um ensaio da historiadora e professora Ana Simões e uma banda desenhada da artista Ana Matilde Sousa. (...) Gosto muito de ver este tipo de parcerias, bem como das explorações gráficas desenvolvidas aqui pela Ana Matilde Sousa, mais conhecida nos meandros da BD por Hetamoé. Conheci-a no Clube do Inferno, esse conjunto de enfants térribles cheios de garra e vontade em fazer BD, e desde aí que tenho tentado seguir o seu trabalho.
Aqui conquistou-me logo nas primeiras páginas com esta BD impressionista. Muito trabalho interessante na forma como trabalha a cor e também a fotografia, tudo para nos ir dando uma imagem/ sentimento da viagem de Eddigton (usando como base a correspondência que o cientista trocou com mãe, irmã e o Observatório de Lisboa).
A colecção LowCCCost tem ultrapassado barreiras a cada volume que avança. Se começou como uma maluquice de visitar amigos pela "Europa aborrecida" entretanto já atravessou continentes, estados de espírito e o tempo, sempre com uma veia intimista, bem longe do turismo histérico que assistimos nos dias que correm, para agrado de quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro".
Regressa neste volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção para quebrar mais uma vez os "silêncios" de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África.
As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil,oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.
Esta banda desenhada, da autoria de Francisco Sousa Lobo, foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.
Agora é tudo instagram, nem dá para arranjar um cartaz sem as merdas do insta para divulgar a coisa de forma decente. Um dia esta malta vai-se toda arrepender... bóf! Bute lá curtir este fim-de-semana o Puortu, até porque vai haver um concerto de Nu No e o Resto na Sexta-feira! Onde está essa informação? Nã sei, procurem no insta!
O Marcelo e os cabotinos do costumevisitavam a Feira do Livro de Lisboa e punham tudo em alvoroço, já o actual Seguro foi a uma cerimónia oficial algures num recinto qualquer e não visitou os stands da Feira, criando um descontentamento dos editores e livreiros que assim não o puderam usar como publicidade ou para lhe vender um livrito ou dois.
Na realidade o que eles não perceberam é que estamos na Nova Era, a do Pelintra - Seguro inaugurou-a ontem!
A Chili Com Carne, com a 5me Couchee a Echochamber, têm o prazer de anunciar a publicação da primeira Banda Desenhada sintética escrita e desenhada por uma Inteligência Artificial, sob a batuta de Ilan Manouach.
Este artista grego tem impressionado o mundo com CoCo (Conceptual Comics), pornografia para intelectuais, BD para invisuais e até ao The Guardian caiu-lhe o queixo com a edição do livro com a maior lombada de sempre. Agora é a vez de pôr a Inteligência Artificial a trabalhar em modo de Hentai num ensaio-espiral de deixar Foucault agitado na tumba.
Fastwalkersé uma meditação não-linear sobre "deep learning" e que celebra a poesia inesperada da computação e que explora novas possibilidades de leitura.
Obra nascida das experiências continuadas de Manouach sobre a abundância informática e as economias afectivas da BD, este selvagem e alucinogénico livro mostra textos e imagens totalmente produzidos por aprendizagem automática.
Desde os inícios do século XIX, que a indústria da BD expandiu-se de forma simbiótica com o desenvolvimento da impressão, distribuição e tecnologias de comunicação. Sendo um médium altamente digitalizado, com comunidades activas em linha, a BD presta-se a processos de programação que definem a própria aprendizagem automática. Nos dias de hoje, estes processos sintéticos estão a modificar a forma como produzimos, consumimos, arquivamos e percebemos todos os media, incluindo a BD.
Co-criado com a última IA (GAN, GPT-3) e desenvolvido com uma equipa de engenheiros informáticos e designers interdisciplinares, Fastwalkers é uma amalgama de diferentes comunidades de bases de dados, algoritmos de busca de marcas registradas, regimes de indexação, "beta testing" e modelos generativos. As ferramentas foram treinadas sob milhões de unidades de informação e corpos de texto para criar este livro. O resultado é uma paisagem semântica de camadas de ambiente cujas harmonias e dissonâncias revelam a mudança da natureza agregada do conhecimento na era do semiocapitalismo e ilumina as qualidades computacionais inerentes da BD para jogar com o espaço cognitivo do leitor.
Obra redigida em inglês, lançada no Festival de Angoulême 2023 com 150 exemplares disponíveis em Portugal, desde Outubro 2022, estão na nossa loja em linha e na Tinta nos Nervos, Tigre de Papel, Kingpin, Snob, ZDB, Utopia, Linha de Sombra, Meia Volta de Úrano e Matéria Prima.
estes "bots" humanos falam do livro aqui:
(...) livro difícil de atravessar, marcado pelo estilo das hentai japonesas (...) mas sobretudo pela dificuldade de acompanhar uma linha narrativa por entre as reflexões sobre processos de aprendizagem computacionais geradas, precisamente, por um computador
Sara Figueiredo Costa in Expresso
...
Artigo "Para quê contratar artistas de banda desenhada se a banda desenhada se pode desenhar a si mesma?" de Ilan Manouach, traduzido por Pedro Moura e publicado no blogue Bandas Desenhadas
Comics, Creativity, Artificial Intelligence and Cognitive Synthesis: Intersections and Concerns A talk with Ilan Manouach, creator of synthetic comics such as Le VTT comme je l’aime, Fastwalkers, and Out Side. Respondant: Hugo Almeida (CIUHCT); moderação e apresentação: Pedro Moura (LerBD). 22 Junho 2025, 18h, Casa do Comum (Bairro Alto)