terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Feliz Natalixo! Porque o Natalixo é quando um homem quer!



Mesinha de Cabeceira #27 : Special XXXmas : Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno de Nunsky

Publicado pela MMMNNNRRRG ... 44 páginas a cores 16x23cm

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, BdMania, Artes & Letras, Letra Livre, Mundo Fantasma, Matéria Prima, VaultQuimby's (Chicago), Linha de Sombra, Purple Rose, Dead Head Comics (Edimburgo), Seite Books (Los Angeles), Bar Irreal, UtopiaRastilhoLAC (Lagos), Ugra Press, Desert Island (New York) e Black Mamba.


Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou neste zine, o Mesinha de Cabeceira. Assina o número treze por inteiro, um número comemorativo dos 5 anos de existência do zine e editado pela Associação Chili Com Carne. Essa banda desenhada intitulada 88 pode ser considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD underground portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Em 2014 o regresso deste autor foi feito com o romance gráfico Erzsébet (Chili Com Carne), 144 páginas que regista a brutalidade da Erzsébet Bathory, a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude. O livro venceu o Melhor Desenho do Festival de BD da Amadora em 2015 e terá uma edição no Brasil pela Zarabatana Books.

Em 2015 Nunsky apresenta-nos este Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno... verdadeiro deboche gráfico anti-cristão para quem curte bandas de Hair Metal de Los Angeles dos 80, fãs distópicos do RanXerox e revivalistas da heroína. A MMMNNNRRRG nunca deseja "Feliz Natal" aos seus amigos mas com a Nadja até... ehhh





Historial: lançado no dia 17 de Dezembro 2015 no Lounge Bar com o concerto da banda canadiana Nadja, organizado pela Associação Terapêutica do Ruído.

Feedback: 

A 32.ª publicação da MMMNNNRRRG é a mutável Mesinha de Cabeceira #27, desta vez subintitulada XXXmas Special. Na verdade, é uma obra a solo de Nunsky, intitulada Nadja – Ninfeta Virgem do Inferno. Esta trindade é transposta no design de Joana Pires, com a capa a evocar duplamente o fanzine com 24 anos de existência e a banda desenhada de Nadja (...) Após o registo a preto e branco de Erzsébet, que galardoou Nunsky com o Prémio Nacional de Banda Desenhada Amadora BD 2015 de Melhor Desenho para Álbum Português, o autor regressa a uma temática demoníaca – desta feita mais expressa que evocada – mas com uma palete de cores, cujos tons saturarão a visão dos mais incautos. Nuno Sousa 
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a um só tempo, pesada e leve, séria e cómica, fresca e desesperante. (...) Existem traços de alguma soberba crença na mundividência católica e a associada crença no Demo. Tratar-se-á este Nadja de um tortuoso panfleto de um Católico atormentado por gostar dos discos dos Slayer e Iron Maiden e querer ver realizadas as suas capas? Uma homenagem a todo um historial de comics de séries Z? (...) Nadja é um bafejo de hálito quente e cerveja quente. Pedro Moura
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O especial de Natal assinado por Nunsky não terá estado entre as oferendas mais populares da quadra, mas vale a pena não o perder mesmo depois disso. Numa banda desenhada onde se cruzam o hardrock metálico-meloso dos anos 90, um fascínio adolescente por satanismos e uma estética onde a sexualidade explícita e o kitsch se misturam sem remorso, Nunsky volta a confirmar por que é que o seu trabalho há-de ser sempre uma surpresa renovada. Blimunda 
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Merci pour ton envoi satanique Bertoyas 
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es una marcianada muy divertida. Cuando Marcos Farrajota me explicó su contenido, me dijo que se parecía a la obra de Benjamin Marra, y en cierta forma estoy de acuerdo con él: se trata de una apropiación del material de serie Z más casposo, del terror barato y descerebrado que mezcla erotismo soft con invocaciones a Satán, grupos heavies e internados para niñas. (...) Nadja, una cría de doce años, se mete una droga chunga con su novio, Franz, y acaba en el infierno, donde Satán le ofrece un pacto: la enviará de vuelta a la Tierra con «supernatural satanic powers», y por cada alma que lleve a la perdición, podrá pasar un día con su amado Franz. The Watcher and the Tower
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Grazie mille por los comics [Najda Eh eh] Arte Tetra



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Brouhaha do Erzsébet:

Muito boa BD, me inspira para criar logotipos - Lord of The Logos

Erzsébet, o livro, é o relato implícito, emudecido, de um receio: o de que a morte escape definitivamente ao controlo masculino. Afinal, é a morte que conduz cada um e todos os passos da humanidade, tal e qual como vem anunciando a estética gótica em todas as suas formas. Nunsky recorda-nos isso mesmo com esta edição… - Rui Eduardo Paes

Consegue ter aquele espírito dos filmes do Jess Franco e afins, em que por vezes é mais importante a iconografia e a imposição de elementos simbólicos / esotéricos ou fragmentos de actos violentos e ritualizados (como as mãos nas facas ou as perfurações e golpes) do que termos uma continuidade explicita e lógica da narrativa, o que cria toda uma tensão e insanidade ao longo do livro e de que há forças maiores do que a nossas a operar naquele espaço. André Coelho

o romântico está presente antes na sua dimensão histórica e o trágico se aproxima do monstruoso. - Pedro Moura





segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

QCDI #3000 [press-release] @ Desert Island

ASTRONOMERS LOOK AT THE STARS BUT THEY ONLY SEE THEMSELVES

IT IS 1851 AND THE 18TH BRUMAIRE IS OUT. IN IT KARL MARX SAYS THAT, WHEN PUSHED FOR A MOMENT IN HISTORY, WE LOOK FOR SIGNS OF GHOSTS, AND CANNOT HELP BUT COME BACK IN TIME SEEKING THE SAME POSES, THE SAME SENTENCES, AND THE SAME IMAGES OF GRATENES. THE ALIEN BELONGS TO THE FUTURE AND IT IS THE REVERSE OF THE GHOST, A PROJECTION.  EVEN WHEN CAPILTALISM IMAGINES ITS ALIEN OUTSIDE OF IMPERIALISM AND RESOURCE EXPLOITATION, THERE IS LITTLE HOPE: THE ACTUAL IMAGE OF THE EXTRATERRESTRIAL WILL ARRIVE TO LATE. JUST IMAGINE IF THEY'RE OUT THERE, WATCHING US RID TOWARDS SELF-DESTRUCTION... HOW EMBARRASING.



Chili Com Carne and Clube do Inferno 
released in 2015 QCDI #3000 is published under Chili Com Carne’s giant-sized comics anthology series QCDA. Previous issues of QCDA already showcased work of Clube's members — André Pereira in issue 1000 and Hetamoé in issue 2000. This new volume, however, is entirely dedicated to Clube do Inferno and its authors André Pereira, Astromanta, Hetamoé and MaoAs a collective, they bring an added layer of meaning to the anthology, including a subtitle to our set in the front cover: Fear of a Capitalist Planet.


As in the preceding QCDAsQCDI #3000 is composed of four four-pages stories enclosed into different paths between the fantastic, the political and the oneiric. Dragons, policemen and misshapen pizzas populate the iconography of this project, developing an idea previously explored in our exhibition Lightning Riding Waves of Fire in El Pep (2014): that we are living in the post-catastrophe. We’ve placed ourselves as outsiders, in the future, in a parallel reality, to retrieve alien, but not alienating perspectives. 


QCDI 3000 was presented at XI International Comics Festival of Beja, and can be bought online at Clube do Inferno's or Chili Com Carne's shops and at Ediciones Valientes (Spain), Quimby's (Chicago), Fat Bottom Books (Barcelona), Seite Books (Los Angeles), Orbital (London), Desert Island (New York)... 

Meanwhile, you can check these cute teaser trailers:




This edition got support from IPDJ and Wormgod
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Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site: QCDI 3000 is actually the third volume of an ongoing project to highlight new, young comics artists who are willing to push the envelope of the art of comics-making. This particular issue is concentrated on a collective called Círculo do Inferno, a little like the Hellfire Club, and they’re no gentlemen either. The authors are Astromanta, Hetamoé, Mao and André Pereira (...). This oversized, tabloid-like anthology presents four-page pieces by each artist, not necessarily narrative: Astromanta presents a sort of science fiction essay on precariousness; Hetamoé crunches shojo manga with post-Marxist politics via high fantasy tropes; André Pereira creates a seemingly light story that actually focuses on the current political-economic crises of Portuguese society (with absolutely brilliant page compositions); and Mao brings together two distinct narrative tracks, an unclear palace intrigue and the slow progress of an oozing pizza-monster (but also an exercise in experimental composition). Weird, creative, dynamic, indeterminate in their moral but surefire in their humour and politics, this collective has not only produced top-notch contemporary comics that go well beyond classic genres and forms, but also provide much food for thought, and not only about comics themselves. 

BERTOYAS said: très grand et beau, Mao, very strange, intéressant,...

Yves Tumor said (at Tremor Fest): great mag, mate!

domingo, 28 de janeiro de 2018

AcontorcionistA deseja Boas Festas [últimos 4 exemplares!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!]





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AcontorcionistA: Cartão-Postal 

Edição Limitada In-fólio de Boas Festas / Aniversário

Recheado com elegante bordado em ponto-cruz sobre ilustração erótica e octossílabo performático, chamariz de carnalidade a ser descoberto no volume Cartão-Postal.

Este ano sairá um novo objecto desta série. 

Até lá poderá adquirir estas belas peças únicas que foram feitas oito apenas, estando já só QUATRO disponíveis na loja em linha da Chili Com Carne.


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The Contorcionist special Happy Birthday Postcard Limited Edition 

Folio with elegant cross-stitch embroidery over an erotic illustration and a highly performative octosyllabic moto: a harbinger of carnality to be discovered inside the Postcard volume.
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This year, there will be release a new object of The Contorcionist series. Until there you may get this unique pieces at the Chili Com Carne online shop.


sábado, 27 de janeiro de 2018

Malmö Kebab Party ~ ESGOTADO na Chili Com Carne



Malmö Kebab Party é um volume especial da LowCCCost, uma colecção de livros de viagens da Associação Chili Com Carne dirigida "a quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro" e que já contou como foi uma turnê punk-mas-com livros por uma "Europa aborrecida", seis meses de David Campos na Guiné-Bissau e sobre emigração portuguesa contemporânea.

Este livro / zine conta as aventuras e desventuras de cinco autores de BD que foram até ao festival AltCom, em Malmö (Suécia) apresentar as antologias QCDA, nomeadamente Afonso Ferreira, Amanda Baeza, Hetamoé, Rudolfo e Sofia Neto. É que para além de ser uma cidade com uma dieta rica à base de kebabs, Malmö mostrou-se habitat natural para um senhor ananás muito simpático, desenhos rasgados, psicadelia, BDs do ALF, e afogamento de mágoas via consumo de álcool. Spektakulära!!
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A edição em parceria com a Ruru Comix é limitada a 300 exemplares, impressa em Offset, 20p. 23x16 cm p/b, capa a cores com badanas. Últimos exemplares (talvez) na Mundo Fantasma, Palavra de ViajanteMatéria PrimaLinha de Sombra e Tasca Mastai
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exemplos de imagens aqui
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Historial: festas lisboetas simultâneas de lançamento com unDJ FarraJ no Bartô e DJ Nobita no Lounge (22/05/15) ... Nomeado Melhor Fanzine na BD Amadora 2015
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Sem grandes alongamentos, não ficamos com uma impressão forte do que realmente aconteceu em Malmö; porém, ficamos a conhecer um bocado melhor a química desta equipa e a forma como gostam de se expressar através da Banda-Desenhada. É bom descobrir novos autores de BD que mostram esta energia e vontade em partilhar o seu trabalho. Lamenta-se é o desaparecimento, a dada altura, desse mítico ananás que se encontra na capa, claramente o herói de toda esta história. Gabriel Martins in Deus Me Livro 

Malmö Kebab Party é uma pequena publicação que reúne como que os “relatórios de viagem”, de quatro páginas cada, dos cinco artistas já publicados nas antologia QDCA, da Chili Com Carne, pela ocasião da sua visita colectiva a um festival de banda desenhada em Malmö, na Suécia. (...) À la Rashomon, podemos ler cada uma destas histórias, mais ou menos coincidentes, e criar uma imagem mais alargada que une as pontas soltas, se acreditarmos que estas confissões autobiográficas correspondem a uma realidade qualquer. Mas a compreensão dessa realidade nem sequer é o mais importante em MKP, mas sim estudar com atenção as formas como cada autor e autora exploram a limitação do formato para os máximos efeitos expressivos, e compreender também como cada um deles vai ao âmago das suas próprias linguagens. 
Pedro Moura in Ler BD 

é uma publicação sui generis. Não tem aparentemente grandes parecenças com a sua mãe (a colecção QCDA), é adoptada oficiosamente pela tia (a colecção LowCCCost), distingue-se facilmente dos seus primos, e a guarda partilhada pertence à avó (Associação Chili Com Carne) e a outrém (Ruru Comix), sendo este último corpo não estranho mas parte integrante da mãe. Ou qualquer coisa de semelhante, visto não sermos versados em parentescos...
Nuno Sousa

Jim bean... Que martírio!!! Bagaço dá menos ressaca! Achei especial graça ao ananás sentiente, algo amoroso, como será que se chama? Será que foi ele que engendrou aquele esquema da meia tonelada de coca dentro de ananases apreendida em Lisboa? :D
Rodolfo Mariano (e-mail 01/18)

sábado, 13 de janeiro de 2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Foi o sonho de publicar um livro que levou um ex-toxicodependente, uma professora de secundário, uma governanta e uma higienista oral até à Chiado Editora.

A Chiado não é a única, há mais por aí como a Great Point / Buk / Papiro que nos tentou enganar em 2010 e que nos obrigou a arrastar um processo jurídico. Não publicamos nada com eles, claro, mas o esquema fraudulento prolonga-se também para distribuição de livros, serviço da "Buk" que alinhámos sem saber que existia este tipo de imundície...

E claro, daí o nosso nojo pelos Dead Combo, que servem de "poster boys" da Chiado, dando um ar respeitável aquilo que não passa de um engodo para centenas de pessoas - além que a música deles também é um bela de uma seca...

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Vanguarda de baixo

Ena que livrão este de Clemens Marschall: Avant-garde from Below: Transgressive Performance from Iggy Pop to Joe Coleman and GG Allin (Rokko's Adventures; 2016)... Luxuoso (até tem fitinha!), gordinho e com letra grande para não haver desculpas para não o ler por causa da idade da vista. O tijolo questiona o que é a transgressão na Arte usando três figuras radicais da performance "punk" como pontos de referência, de que forma a Arte pode ser criminosa, aonde estão os limites dos artistas quando ameaçam o público e até onde este tipo de Arte pode levar os artistas - o exemplo de GG Allin é sem dúvida o mais extremo. É entrevistada uma série de gente maldita ligada às franjas mais radicais do Punk e da cultura Industrial de forma que faz pensar nisto como um "up-date" à fabulosa Re/Search - em que o próprio editor desta colecção, V. Vale, é entrevistado. As questões são levantadas apenas no território norte-americano mesmo quando os nossos camaradas Alexander Brener & Barbara Shurz sejam referidos.

Como o mundo dá muitas voltas, ficamos a saber que a editora austríaca deste livro vai-nos apoiar no livro do DJ Balli... fixe! Está um bocado atrasado, bem sabemos, mas sairá mais tardar para o próximo mês! Grazie mille DJ Balli & Tasca Mastai

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Coleciona-os todos!!! Os amigos de Samuel (últimos 3 conjuntos)


SEIS serigrafias do Samuel - aquela fofura de personagem do finlandês Tommi Musturi... a três cores em néon + cor preta, na dimensão 20x20cm (como os livros). Assinadas e numeradas pelo autor. Limitadas a 100 exemplares, 20 vieram para Portugal.

Cada serigrafia custa 20€, o conjunto 100€ (uma é grátis) ou é grátis na compra de um livro de Samuel. À venda na loja virtual da Chili Com Carne.

E para quem não percebeu com quem Samuel está, então, 'tá ao lado do facho do Batman, do Frank (de Jim Woodring), Little Nemo (de Winsor McCay), My Boy de Olivier Schrauwen (autor de O Espelho de Mogli e Cinzas), Kass Katt (de Gunnar Lundqvist) e Krazy Kat, claro, de George Herriman. Quem sabe no futuro, Musturi continue a fazer esta série de "Samuel e amigos"...

Aproveitamos para informar que o autor vai estar em Portugal em Dezembro - ou melhor, no Porto, com uma exposição na Mundo Fantasma (de 2 a 31 de Dezembro) e no ZineFestPt (de 1 a 3 de Dezembro).

sábado, 6 de janeiro de 2018

Displicentes dourados


Como escrevi há pouco tempo, a mesa da Cafetra na sua noite de Natal estava plena de coisas. Se ali gastei nota, ainda não sei se me apetece escrever sobre o último do Éme (caramba, passou um ano e ainda não consegui escrever sobre o Lourenço Crespo!) mas é na boa que saúdo a k7 homónima de Rabu Mazda & Van Ayres (Cafetra?; 2016?).
De um lado está o tema Acácia e de outro Cinza, duas peças de música experimental electrónica conduzida por dois putos (na altura, os temas são de 2014 e 2015 respectivamente) que dão bailinho a tanta música chata do género. Acácia tem dois tempos, o primeiro é um catálogo de New Age para elevador interrompido com um diálogo entre os músicos (do tipo "'tás-ta safar? - Iá...") para fugir para uma marcha filarmónica de andróides em pane. Não sei qual dos dois pintas (o Rabu na altura tinha um cabelo de "louro burro" e o Ayres andava com mais purpurinas do que roupa) escreveu a patranha pós-cool/onialista que esta música era uma interpretação de uma tribo nos pólos do planeta, nada disso, rapazes, vocês soam a mutantes a vasculharem o lixo do século XXI. A provar disso é Cinza, relatório dubstep / techno de fazer esquecer as secas da Hyperdub e que a dada de altura sente-se que eles nem sabem o que estão a fazer porque as máquinas tomaram conta do "show". A energia à descoberta de sons manipuláveis é sentida e talvez por isso é que estas selvajarias tiveram de sair em k7 depois de estarem a hibernar no "bandcamp".
Boa iniciativa, meus! É que desde que o vinil passou a ser uma verdadeira vaidade dos músicos, deixou de ser verdade (era há 10 anos atrás) a afirmação que a melhor música era editada em vinil. Actualmente a melhor música é editada em k7. É o caso desta. Ou o caso da Arte Tetra, que em breve irei dedicar aqui um "post".