sábado, 31 de março de 2018

ACEDIA de ANDRÉ COELHO - Obra vencedora do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!" (2015) nomeado para Nomeado Melhor álbum e Desenho no Central Comics



Acedia é o novo livro de André Coelho e na realidade é o seu verdadeiro primeiro livro a solo - os outros livros foram colaborações como, por exemplo, o caso de Terminal Tower com Manuel João Neto...

Acedia é um romance gráfico que foi o vencedor do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD deste ano e junta-se a uma série de livros da Chili Com Carne que resultam dos resultados desse concurso onde vamos encontrar O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor de 2013) de Francisco Sousa LoboAskar, O General de Dileydi Florez e O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo.

Um livro que consegue estabelecer um equilíbrio entre experimentação e tradição na banda desenhada estabelecendo um paradoxo entre a sua energia criativa com o ambiente mórbido da narrativa. Especulamos que a personagem do livro seja um alter-ego do autor e que alguns episódios sejam autobiográficos mas na essência estamos no domínio da ficção - ou da auto-ficção?

Sinopse: Um homem, Daniel, sofre de distorções na sua percepção visual devido a um corpo estranho alojado algures na cavidade ocular. Apesar da insistência das notificações hospitalares para dar início aos seus tratamentos, ele vê-se confrontado com a hipótese das suas alucinações estarem a proporcionar-lhe uma fuga para uma nova percepção da realidade. Daniel terá que optar entre encarar a sua doença como um sinal evidente da sua mortalidade ou como uma intensificação da vida.


Eis algumas páginas da obra:


104p. (muito) preto e branco 18x24,5cm, 500 exemplares

O concurso 500 paus tem o apoio IPDJ e de todos os associados da Chili Com Carne.

|

PVP: 10€ (50% desconto para associados e jornalistas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e nas lojas BdMania, Mundo Fantasma, Letra Livre, Linha de Sombra, El Pep, Tigre de Papel, Artes & Letras, Fatbottom Books (Barcelona), Tasca MastaiMOBUtopia, Bertrand, Black Mamba, Ugra Press, Purple RoseRastilhoLAC (Lagos) e Matéria Prima. E não na FNAC...

Historial Lançado no dia 6 de Outubro 2016 no Lounge Lisboa com actuações dos Smell & Quim e Rasalasad vs shhh... ... entrevista ao autor e editor na revista Umbigo ... apresentação no North Dissonant Voices 2017 no Black Mamba ...


André Coelho nasceu em 1984 em Vila Nova de Gaia, onde reside. Tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes.

Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. Entre várias bandas que fez parte destacam-se os Sektor 304 e Profan. Têm participado nas várias antologias da Chili Com Carne com desenho, BD e textos e em exposições pelo Reino Unido, Finlândia, Suécia, EUA, Espanha, Itália, Portugal e Brasil.

A sua estreia monográfica foi com Terminal Tower, em 2014, em parceria com Manuel João Neto. Neste mesmo ano, os originais do livro foram mostrados no Festival de BD de Beja, Amplifest (Porto) e no Treviso Comics Fest.

Bibliografia: SWR Chronicles (SWR; 2014), Terminal Tower c/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014), Sepultura dos Pais c/ David Soares (Kingpin; 2014) e Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015) Colectivos: MASSIVE (Chili Com Carne; 2010), Destruição (Chili Com Carne; 2010), Subsídios para MMMNNNRRRG #1 (MMMNNNRRRG, 2010), Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011), É de noite que faço as perguntas c/ David Soares et al. (Saída de Emergência, 2011), Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012), Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012), "a" maiúsculo com círculo à volta c/ Rui Eduardo Paes et al (Chili Com Carne + Thisco; 2013), Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014), PostApokalyps (AltCom, Suécia; 2014), Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne, Itália; 2014) e Altar Mutante #3 (Espanha, 2015).


Feedback: 
Livro curto, Acédia é o primeiro trabalho de longo fôlego a solo de André Coelho que se apresenta como uma narrativa coerente, e não colecção de desenhos ou improviso em torno de um tema. Novela concentrada, negra, lacónica, a escrita de Coelho espelha-se em todos os elementos que compõem a narrativa e é necessário ler a sua forma e superfície para libertar os seus significados. Tal qual o tema proposto, há uma realidade que nos é apresentada mas cujo desvendamento se associa à percepção do leitor e poderá mesmo ser intransmissível. 
... 
Os livros de André Coelho lêem-se como murros no estômago, e este não é excepção. Obra a solo, o poder narrativo de Coelho não é diluído pelos argumentos de outros autores. O murro é mais forte. O carácter duro do grafismo, entre o experimental e o clássico, com um traço ao mesmo tempo rude e elegante, misturando estéticas, recorrendo à mistura de iconografias entre imagética técnica e desenho Intergalatic Robot 
... 
recomendado pela Vice Portugal 
...
Nomeado para Melhor Publicação Nacional e Desenho nos Troféus Central Comics 2017


sexta-feira, 30 de março de 2018

Mundos em Segunda Mão - Volume 2


Mundos em Segunda Mão, volume 2
por
Aleksandar Zograf

Mais um volume cheio de crónicas em BDs publicadas originalmente na revista Vreme, na Sérvia, e depois um pouco por todo o lado. Com prefácio e "CineKomix" de Edgar Pêra

recomenda-se (...) vale a pena conhecer o universo único deste autor, da arqueologia da cultura popular a entrevistas com artistas contemporâneos, passando pela análise de estranhos (mas reveladores) objetos encontrados em feiras da ladra e alfarrabistas por toda a Europa. Jornal de Letras

...
Em português, traduções por Sara Figueiredo Costa, Marcos Farrajota e Manuel João Neto. Legendagem DTP e design por Joana Pires.
68p. 16,5x22,5cm a cores.
500 exemplares.

Historial: lançamento na SNOB (Guimarães), 19 de Dezembro 2015, com uma conversa entre Manuel João Neto (tradutor, co-autor de Terminal Tower) e Marcos Farrajota (editor) e projecção de "cinekomixes" de Edgar Pêra ... lançamento lisboeta no dia 22 de Março 2016na sala Luís de Pina da Cinemateca com as presenças de Marcos Farrajota (editor) e Edgar Pêra (que assinou o prefácio e os "cinekómix" do livro) e a exibição do filme On the quest for… Beograd Underground (Espanha / Sérvia; 2012) de Muriel Buzarra. ...

...
PVP: 13€ (30% desconto para sócios da CCC) à venda na loja em linha da CCC e ainda na Artes & Letras, Mundo FantasmaMatéria PrimaLetra Livre, Bertrand, Linha de Sombra, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), Tasca MastaiTigre de PapelUtopiaBlack MambaRastilhoLAC (Lagos) e Palavra de Viajante.

Atenção: as BDs de Zograf não tem continuação, o que significa que ler este volume implique ler o anterior - que ainda está disponível aqui.


...

Excerto do prefácio de Edgar Pêra: 

Conheci o Aleksandar Zograf há 10 anos. Soube que vinha a Portugal e, como forma de o conhecer, fiz–lhe uma entrevista em formato BD para o jornal Público. Falámos sobre a importância do universo onírico e do estado hipnagógico na sua obra e também da sua vida enquanto Saša Rakezić, vivendo sob os bombardeamentos da NATO. 

(...)

Tal como as antigas colunas gráficas de “Ripley’s Believe it or not”/“Sabia que?”, estes Mundos em Segunda Mão compõem um mosaico de curiosidades interessantíssimas, que tem tanto de geral como de particular. É um universo de conhecimento partilhado. Este segundo volume prossegue a caminhada do pioneiro, com algumas diferenças e excepções. Todas as sequências – quer sejam sobre o Cinema 3D de província ou sobre os campos de concentração – merecem sempre as mesmas duas páginas. Mas, perto do fim do livro, Zograf dedica cinco capítulos a um caderno diário perdido num alfarrabista de rua: com A História de Radoslav coloca-se ao serviço de um desconhecido e homenageia-o narrando excertos da sua vida. São estórias recheadíssimas de peripécias, que por si só dariam um grande romance. Por se tratar de uma adaptação é aparentemente a sequência que mais se aproxima da banda desenhada dita convencional. Mas o seu final abrupto obriga o leitor a regressar ao ambiente de descoberta meteórica do resto do livro. 

(...) 

Estes Mundos em Segunda Mão são afinal mundos em primeiríssima mão, passam sempre pela subjectividade do autor, pelo seu olhar e pelo critério de selecção das narrativas a ilustrar, resultado de uma compulsão para transformar as suas observações e experiências em sequências ilustradas. A vida é revelada sob o prisma da sua arte: pormenores excêntricos merecem atenção triplicada, memórias secundárias são reactivadas. Olhamos para o real sob um ângulo singular. Sem olhar para o umbigo, sem proselitismos, sem querer dar lições de vida, Zograf ensina-nos a olhar para ela de outra forma.


Historial: Lançado no dia 21 de Novembro 2015 na Feira Morta com apresentação por Marcos Farrajota (editor) e projecções de "cinekomixes" de Edgar Pêra... Apresentação na livraria Snob (Guimarães) a 19 de Dezembro por Manuel João Neto e Marcos Farrajota e projecção de "cinekomixes" de Edgar Pêra ...

...


Feedback: Zograf ilustra um passado histórico e pictórico que me interessa muitíssimo, seja a recordar episódios de guerra, os bombardeamentos na sua cidade natal, a apresentar os "tesouros" que invariavelmente descobre em feiras de rua ou a contar episódios de infância, passados no seu país, que me parece tão parecido e tão diferente do meu. André Oliveira ... Este volume dá continuidade ao peculiar método de escrita de Zograf, que o aliará a autores como Bill Griffith, David Greenberg ou David Collier: autores que, em vez de criarem imensos blocos de reportagens ou explorações monumentais de um tema (o que podem igualmente fazer), concentram a maior parte do seu trabalho em curtos ensaios ou “artigos” em torno de notícias, eventos, personagens ou aspectos da realidade humana que não parecem possuir qualquer importância para a transformação das sociedades. (...) Como explica de modo perfeito o prólogo de Edgar Pêra, estas “notículas” fazem-nos lembrar as rubricas Ripley’s believe or not. Breves mas intensas, o modo como Zograf as parece “cortar” sem qualquer tipo de crescendo ou resolução emocional apenas as torna ainda mais inquietantes, promissoras e fantasmáticas. Pedro Moura

quinta-feira, 29 de março de 2018

Espero chegar em breve na Kingpin Books e Ugra Press



Novo número (#28) do zine Mesinha de Cabeceira e outra vez com o Nunsky!!!

Edição Nunsky Comics com o apoio da MMMNNNRRRG
44p. p/b, 16x23cm
ed. brochada, capa a cores em cartolina texturada

Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Linha de Sombra, Artes & LetrasMundo Fantasma, Tigre de Papel, MOB, Bertrand, FNAC, Bar Irreal, Tasca Mastai, UtopiaMatéria PrimaRastilhoLAC (Lagos), Kingpin Books, Ugra Press e Black Mamba...

Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou no Mesinha de Cabeceira. Assinou o número treze com 88 considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Desde 2014 que este autor regressou à BD e com toda a força: primeiro com Erzsébet sobre a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude, e em 2015 com Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno, verdadeiro deboche gráfico entre o Hair Metal de L.A. dos 80 e a distopia do RanXerox.

Agora apresenta este um belo trabalho sobre um homem que recupera consciência do seu sono criogénico a bordo de uma nave especial. A Inteligência Artificial não consegue reparar o problema e Kemmings vê-se obrigado a manter-se acordado mas fisicamente paralisado durante dez anos da travessia sideral. Como a maior parte da obra de Philip K. Dick (1928-82), este conto questiona o que é ser humano e o que é a realidade.





Feedback 

O isolamento criativo dos autores, mesmo numa cena incipiente como a portuguesa, poderá dar francos frutos. Num curto período, o elusivo Nunsky, que havia apresentado uma fulgurante mas fugaz novela com 88 (...) há 20 anos, regressou para apresentar toda uma bateria de trabalhos acabados, coesos, densos, inteligentes e graficamente vincados, cada qual com a sua própria personalidade de humor, género, tradição, e exigência de leitura. (...) Apesar do tema ser claramente a do cerne que torna um ser humano tal coisa, isto é, a teia da identidade, a verdade é que as implicações filosóficas mais tipificadas de Dick não deixam de se fazer sentir imediatamente. (...) A adaptação do conto pelo autor português é fiel, precisa, quase extrema, quase ipsis verbis, mesmo, (...) Apesar dos desenhos de Nunsky serem reconhecíveis como tal, com a sua austera e sólida figuração, notar-se-á de forma evidente que a assinatura do traço acompanha um registo distinto daquele de Erzsébet e de Nadja, seguindo métodos de artes-finais particulares. O uso de linhas paralelas para marcar as sombras, a oscilação entre momentos melodramáticos, de poses estáticas e construções simbólicas – a recorrente apresentação simultânea do rosto de Kemmings tal qual no seu semi-sono criogénico e a sua consciência interna acordada (usada de forma excelente e retro-psicadélica na capa) - , faz recordar muitas das assinaturas clássicas que emergiram nos comics de terror e de ficção científica da EC Comics (...) Em 41 pranchas, a densidade intelectual de Dick (chamar isto de “ficção científica” somente é falhar o alvo) e expressiva de Nunsky unem-se para apresentar uma soberba novela. 
...
Melhores livros de BD de 2016: Nunsky é cada vez menos um cometa na BD nacional, (...) afirmando-se como um dos mais relevantes autores no panorama nacional. Que se mantenha sempre presente. 
Gabriel Martins in Deus Me Livro
...
(...) A obra é uma deliciosa inversão da IA perseguidora, trocando os papéis: quem inflige o terror é o protagonista a si mesmo. (...) Nunsky demonstra, uma vez mais, a sua qualidade, ao adaptar-se ao estilo e exigências da história, com uma cuidada estruturação da narrativa e uma adaptação de estilo. Nos momentos em que isso é exigido, o autor dança entre a sombra e a luz, num equilíbrio que já o caracterizava na adaptação da depravação de Erzsébet (...) Este autor português consegue a proeza de justificar o seu regresso, insistindo em ser um dos melhores a trabalhar na 9.ª Arte. 
Acho que Acho
... Nunsky trabalha de forma brilhante, com o traço grosso e o uso do negro a iluminarem com as suas qualidades opressivas
João Ramalho Santos in Jornal de Letras
...
Nomeado Melhor Álbum, Argumento e Desenho no Comic Con 2017
...
Nomeado Melhor Álbum, Argumento e Desenho nos Troféus Central Comics 2017

quarta-feira, 28 de março de 2018

Australopitecno


Não sei como anda o Porto mas a música Electrónica voltou a Lisboa, depois anos de secura com o fade out dos camaradas Thisco. Além das damas Jejuno e BLEID que meteram a qualidade num patamar de alto nível, andam para aí mais uns rapazolas a fazer bleeps e tzzzz-tzzzz. No entanto o que achei mais interessante até agora foi o Oströl, que pelo menos cheira menos a anacrónico e parece ter mais vida do que o normal neste país onde a Cultura adora ser estática e preguiçosa. O CD-R Austral Sounds (Rotten \\ Fresh; 2018) mostra isso tudo, capaz de percorrer o Illbient de cortar-à-faca, arabismos gamados pós-"coolonialistas", techno IDM pós-industrial e qualquer coisa mais que me tenha esquecido. Sons para surfar no sofá, topam? Um dos discos do ano SE aquelas damas não derem mais cartas entretanto...
De resto, olhos postos na editora Rotten \\ Fresh que apesar das suas edições precárias e modestas, poderão construir um catálogo de referência para o futuro - como aconteceu com a Symbiose, Thisco, Marvellous Tone, etc.. Isto se houver... Futuro, digo, esse lugar que a Electrónica projecta sempre para sair de lá destroçada.

O ANDAR DE CIMA - The Upper Room in The Watcher and The Tower


Uma co-edição da Chili Com Carne com a Faculdade de Ciências e Tecnologia e a escola Ar.Co.
~
Uma Banda Desenhada de Francisco Sousa Lobo baseada na palestra A Modulação da Tomada de Decisão: Pode o cérebro ser influenciado? ocorrida em Maio de 2014 e com as participações de Miguel Esteves Cardoso, José Manuel Pereira de Almeida, Alexandre Castro Caldas e Nuno Artur Silva.
~
20p. 21x27cm impressas a castanho, capa a duas cores.
ISBN: 978-989-8363-28-2
edição em português com legendas em inglês
~

new comix by Francisco Sousa Lobo (from The Dying Draughtman fame) inspired in a congress about neurology, in Portuguese with English subtitles. It's about the brain and about a conference on decision that took place at Universidade Nova in Lisbon. It's not institutionaley didactic comics, it's straightforward fiction.

...
à venda aqui e na Artes & Letras, Mundo Fantasma, BdMania, Bertrand, FNAC, LAC, Linha de Sombra, Utopia, Matéria Prima e Black Mamba...

buy here or at Orbital (London) and Quimby's (Chicago)







Feedback : 

O autor experimenta diversas soluções para as suas pranchas e revela maestria nas transições entre as vinhetas, sendo extremamente proficiente na enorme quantidade de informação que, também como música de fundo, transmite ao leitor nas poucas páginas que constituem a obra. Aliás, esta aparente (...) simplicidade é um dos grandes trunfos desta banda desenhada, perante o complexo tema que aborda. Mais uma vez, Francisco Sousa Lobo brinda-nos com uma BD que figurará certamente entre as mais conceituadas listas do que melhor se produziu este ano em banda desenhada no nosso país. 
... 
Un racconto a fumetti insolito da un autore portoghese, creato in occasione di un convegno di neurologia. Il segno scarno e il montaggio ipnotico di Francisco Sousa Lobo riescono a conferire inquietante esattezza a una storia che parla di cervello, paranoia, solitudine e Fado. 
Andrea Bruno na sua escolha de últimas cinco melhores leituras de BD para o Fumettologia 
... 
N’O Andar de Cima, claro, o protagonista tem que ser velho o suficiente para ter sido apanhado pelos fachos, mas Lobo nasceu em 73. Pode não ser ele. Mas é ele, ainda que tangencialmente. De lembrar que, por exemplo, a história de Zona de Desconforto é autobiográfica a nu, espécie de Art School Confidential com menos tiques e a ir mais fundo: dois dedos de conversa sobre o doutoramento na Goldsmiths e um historial de depressão com um surto psicótico. Não é por acaso que isto nos põe desconfortáveis — ver um gajo desbobinar-se numa bd não é pêra doce —, e somos quase forçados a concluir que aí sim, foda-se, o gajo viveu para contá-la, isto é que é bd. Tanto ele como nós sabemos que não é bem assim, daí as tangentes e as reviravoltas, porque narrar-se é mais do que uma estratégia argumentativa em banda desenhada; é uma estratégia identitária também. João Machado / Clube de Leitura Gráfica 
... 
Resenha sobre O andar de cima e outros trabalhos de FSL no Ler BD de Pedro Moura 
... 
nomeado como Melhor Argumento e Melhor Publicação Nacional pelos Prémios Central Comics 2015 
...
 un cómic en bitono en el que Sousa Lobo presenta a un hombre que escribe un monólogo que se desarrolla durante todo el cuaderno, en el que profundiza en los temas recurrentes del autor: la identidad, el proceso del pensamiento, y los recovecos de la mente. Es un discurso conexo pero complejo, en el que mezcla a Shakespeare con la neurociencia y que también toca cuestiones interesantes, como la imaginación y su contacto con la alucinación. Se trata de un monólogo de loco —o por lo menos de obsesivo / compulsivo— de raíz muy literaria, pero que Sousa Lobo desarrolla con recursos puramente gráficos, gracias a un dibujo sencillo y al uso de símbolos recurrentes.

Life Is a Simple Mess @ You to You




Como as obras deste livro tornam claro, a pureza, no seu lado mais extremo, quer venha da subtracção de elementos ou da negação do contexto, é uma experiência rara. Em interacção com a simplicidade e o turbilhão, esta experiência dá-nos acesso a partes escondidas da nossa mente que contribuem para o equilíbrio, a cor e a forma como nos imaginamos a nós próprios. E tudo isto justifica e realça a nossa humanidade. É assim que Nate Wooley, autor dos textos presentes no livro Life is a simple Mess, procura exprimir o sentimento de total perplexidade e verdade que as obras de Travassos nos transmitem.

Página a página, a surpresa supera-se a si própria, a partir de um imaginário sem limites onde tudo e nada se conjugam em pensamentos que abrem o cérebro para realidades paralelas, numa perfeita comunhão entre design e física quântica. Explorando a união ou a fricção entre elementos díspares e uma crueza ou crueldade que nos atravessa a todos em algum momento da vida, Travassos apresenta, em Life is a Simple Mess, uma selecção de obras gráficas - que reflectem o seu maior investimento de trabalho da última década, dedicado essencialmente à editora Clean Feed e Shhpuma e ao festival Rescaldo.

Do livro fazem também parte trabalhos para outras editoras como a americana Sunnyside ou a alemã Why Play Jazz, bem como algumas imagens inéditas criadas especialmente para o efeito. O livro contém ainda um CD com 7 temas, 5 inéditos e 2 previamente editados, de onde fazem parte algumas das mais sólidas bandas de Travassos, tais como Pão, Big Bold Back Bone ou Pinkdraft entre outras relíquias.

Edição CHILI COM CARNE em colaboração com a SHHPUMA. Encontra-se à venda na Tasca MastaiBdMania, Mundo Fantasma, LAR (Lagos), Artes & Letras, Letra Livre, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Louie Louie (Porto), Gateway City Comics, Linha de Sombra, XYZ BooksGlam-O-Rama, Books & Records Megastore by Largo, MOB, La Bamba (Ponta Delgada), You to You, FNAC e Bertrand...





...

Historial: livro lançado no dia 4 de Agosto d 2017 no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian após o concerto de Larry Ochs com The Fictive Five com os autores Travassos e Nate Wooley presentes ... Festa em Setembro no Damas para lançar a coisa sem a educação institucional do Jazz em Agosto, está prometida uma DJ Battle entre Marcos Farrajota (editor) e Travassos, aceitam-se apostas!!! ... Reportagens no Público e P3 ...

Sobre os autores:

Travassos é um artista multifacetado, que se exprime sobretudo a partir do design, da ilustração e da música. Colabora há mais de 10 anos com a editora Clean Feed / Trem Azul, sendo o seu principal designer, para além de ser o mentor e criador da editora Shhpuma e do Festival Rescaldo. Actualmente já soma cerca de 400 capas de discos de músicos como Evan Parker, Mats Gustafsson, Pharoah Sanders, Peter Brotzmann, Ken Vandermark, Craig Taborn, Steve Lehman, Fred Frith, Peter Evans, Louis Sclavis, Paal-Nilssen Love, Joe Mcphee, Rob Mazurek, Jamie Saft, Wadada Leo Smith ou Bernardo Sassetti, entre outros.Recebeu já vários prémios de onde se destacam: “Ciudades Futuras” BCD – Barcelona Centro de Diseño; "Bombay Sapphire" CPD – Centro Português de Design; “MAD” - Concurso Jovens Criadores ; Best cover artwork 2008, 2009, 2010 pelo All About Jazz New York ou “Notable album covers of 2015” por Dave Hall. Já viu os seus trabalhos expostos na Experimenta Design, Cankarjev dom Ljubljana, Faculdade de Arquitectura do Porto, Universidade de Aveiro ou no BCD - Barcelona Centro de Diseño.

Nate Wooley é um dos mais aclamados e requisitados trompetistas da actualidade. É um músico transversal que tanto se movimenta nos meandros do Jazz clássico ou contemporâneo, bem como nas franjas mais ousada da experimentação. Para além de músico, Wooley desenvolveu paralelamente um reconhecido percurso na escrita, entre ensaios, poesia minimal e outros textos. Nascido nos EUA, começou a tocar trompete profissionalmente com o seu pai, um saxofonista de orquestras, com 13 anos. O tempo passado em Oregon, a sua terra natal, instigou no músico uma estética musical que influenciou toda a música por si criada nos últimos 20 anos, sobretudo a sua abordagem ao trompete.

.....
FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma  - Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...) - SquidCo

O Espelho de Mogli na Archi Books (livraria da Faculdade de Arquitectura de Lisboa)



   
         
                                      

O Espelho de Mogli
Por

26º volume da MMMNNNRRRG
ISBN: 978-989-97304-7-2
56p a 2 cores, 25x30cm
500 exemplares

...
ATENÇÃO:
este livro é muito frágil, devido a esse factor terá uma distribuição extremamente limitada sendo que metade da edição já se encontra esgotada.

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Mundo Fantasma, Archi Books (Fac. de Arquitectura de Lisboa), Artes & LetrasMatéria Prima, Tasca Mastai, BdManiaLACLinha de SombraUtopiaLouvre Michaelense e Nova Livraria Francesa

...
Olivier Schrauwen não deixa nunca de me inspirar. É o autor mais original que encontro desde Ben Katchor e Chris Ware. - Art Spiegelman 

Pegando no Livro da Selva de Rudyard Kipling, quer dizer, apenas no cenário e o nome da personagem, Olivier Schrauwen apresenta-nos uma tragicomédia entre o encontro de um símio e um menino selvagem, numa Banda Desenhada que não usa palavras e que emprega estéticas gráficas com cheiros do passado sem que isso afecte o seu real valor contemporâneo que faz dele, segundo muitos especialistas como é um dos cinco autores de banda desenhada de vanguarda mais importantes no panorama mundial actual...

O autor flamengo emprega espelhos deformados para reflectir sobre o papel do Homem no Mundo e a fina fronteira que separa o homem do animal.

Este livro é um "remake" com um novo tratamento das cores, aumento de páginas e de formato, de um livro saído em 2011 que foi seleccionado para os Prémios do Festival de BD de Angoulême.




Feedback : 
Schrauwen tem já um passado na àrea da animação, da ilustração e da banda desenhada. Alguns dos seus trabalhos - que partem das premissas da escola da "linha clara" mas vão bem mais além destas -, são hoje clássicos contemporâneos que receberam aplausos por parte dos seus pares, críticos, leitores ou estudantes de design e de escolas de arte. 
...
 ¿Cómo llamamos a esto? Como género, quiero decir. ¿Comedia primitivista? Da lo mismo, claro. Es una historia que precisamente por ser muda pude profundizar en una pulsión preverbal, que podría definirnos: son pocas las especies animales que pueden reconocer su reflejo en el espejo, y ser conscientes, por tanto, de su propia identidad. Vida, muerte, sexo e identidad: Mowgli en el espejo trata todos esos temas presentes en la ficción desde sus inicios pero consigue un contraste tan violento como acostumbra al abordarlo desde la vanguardia más radical y el estilo de dibujo más inhumano del que es capaz. 
... 
Se hoje vivemos no “futuro negro" e só visitamos o passado enquanto nostalgia, a única solução é restituir os dois tempos e comunicar com eles. A banda desenhada é perfeita para isso e Schrauwen um acertado porta-bandeira. 
... 
O oráculo de Delfos continha duas lições inscritas no seu portal: “conhece-te a ti mesmo” e “nada em excesso”. Será possível que o auto-conhecimento também poderá ter um excesso? Será esse excesso aquele atingido por Mogli? Eis uma possível interpretação de um exercício visual, narrativo, estrutural mas também filosófico, na banda desenhada, magnífico da parte deste autor.  
... 
O espelho do Mogli, é muito triste. muito bom! As cores são incríveis também.
Tiago Baptista (por e-mail) 
...
 um objecto notável 
... 
é lindo de morrer 
Goran Titol 
...
  o lançamento mais relevante de 2014
... 
é sensacional
... 
Melhores do Ano 2015 (através da edição inglesa) segundo Paul Gravett  
... 
  Com um conjunto de obras internacionalmente reconhecidas inéditas no nosso país, a primeira obra de Olivier Schrauwen publicada em Portugal em nada o envergonha, tendo sido incluída na Sélection Officielle a concurso no Festival d’Angoulême 2012. Trata-se de uma banda desenhada muda mui livremente baseada no personagem d’O Livro da Selva de Rudyard Kipling, onde é narrada uma tragicomédia com laivos de fantasia sobre o encontro do nosso selvagem com um símio. Mais que uma aventura, cria-se uma desventura obsessiva na procura de família e constituição de uma família que, aparentemente, se revelará não tão importante assim… 
 ...






DESERTO e NUVEM - ! - ! - ! @ Paul Gravett Best Comics of 2017



Deserto Nuvem
por

+

1 claustro vazio em Évora
1 ordem católica de silêncio e solidão
1 inquérito espiritual
2 livros num só 
20 cartas sem resposta 
Muitas visitas do autor em dúvida

+

Sexto volume da colecção LowCCCost editado por Marcos Farrajota com arranjo gráfico de Joana Pires e publicado pela Chili Com Carne.

Dois livros / split-book, 64p  impressas a 1 cor + 124p impressas a 2 cores, 16,5x23cm


Lançado no dia 10 de Junho de 2017 na Feira do Livro de Lisboa com a presença do autor (que reside em Inglaterra) 
...
Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal
... 
Prémio Nacional para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento pela BD Amadora 2017 
...
Melhor Álbum e Melhor Argumento nos Galardões Comic Con 2017
...
Escolhas de 2017 no Expresso
...
Melhores de 2017 no Máquina de Escrever
...
Melhores 2017 no La Cárcel de Papel
...
Best Comics of 2017 in Paul Gravett site




Deserto e Nuvem são obras de longo curso que examinam a forma de vida na Cartuxa de Évora, onde alguns monges resistem aos costumes do mundo, em absoluto silêncio e solidão. Serve este exame de pretexto para focar a própria natureza da fé humana, do apego às coisas do mundo, do que nos faz sentido. 

Deserto é composto de uma única narrativa centrada numa semana passada junto a Scala Coeli (escada do céu), que é como se chama a Cartuxa de Évora. É um livro quase jornalístico. 

Nuvem é composto de 20 cartas endereçadas a um monge cartuxo, e pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé – o extremo que sabe que Deus não existe, e o extremo que se contenta com absurdos.

+

sobre o autor: Chamo-me Francisco Sousa Lobo, tenho 43 anos e vivo no Reino Unido, entre Londres e Falmouth, onde ensino ilustração e faço banda desenhada. Já estive do lado dos católicos e dos que renegam as raízes católicas. Agora ando sossegado, sentado numa espécie de muro baixinho, a ler Simone Weil e Kierkegaard. A perspectiva que tenho de cima do muro é curiosa. Tão curiosa que me deu para escrever sem ver que três ou quatro anos se passaram nisto.



... 
 Acabei agora de ler o Deserto e a Nuvem. O meu obrigado sincero à Chili por tê-lo editado. 
M. Robin (via e-mail, 11/07/17)

Comics making as a form of prayer?
Pedro Moura / Yellow Fast & Crumble

No caminho que levou a Deserto/ Nuvem, que se pressente longo e hesitante (a vários níveis), Sousa Lobo tenta construir pontes frágeis entre estes vários aspectos, como o harmónio de cartão que une os livros. E, sobretudo, procura acreditar nelas. Para além do fascínio com a vida e opções dos cartuxos, e os paralelos que o autor estabelece com a sua arte, este é sobretudo um catálogo de dúvidas sem resposta. Como se duas obras semi-falhadas ou incompletas se resgatassem e engrandecessem mutuamente pela união enquanto gémeas siamesas invertidas; o onirismo poético de uma elevando-se na realidade de um Alentejo moribundo e sem rumo da outra; a qual, por sua vez, ancora a anterior. Na sua construção inclassificável este é um excepcional trabalho de Francisco Sousa Lobo, com elogios extensíveis à Chili Com Carne. Seria uma pena se (como os trabalhos de autores como António Jorge Gonçalves, Tiago Manuel ou Diniz Conefrey) não passasse bem para lá do universo da banda desenhada e dos seus rituais.

João Ramalho Santos in Jornal de Letras

(...) Livro que "pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé", por um lado o "que sabe que Deus não existe" e o "extremo que se contenta com absurdos".
Nuno Galopim in Expresso

el portugués confirma ser uno de los autores más sugerentes del panorama europeo actual. Una obra formada por dos relatos: por un lado, el que realiza sobre la Cartuja de Évora, una magistral reflexión sobre la existencia, sobre el silencio y la creencia, en la que Sousa entremezcla la arquitectura de la página con la real. Por otro, el relato del proceso creativo, de la investigación y de sus reflexiones personales, de cómo la obra puede cambiar al autor.
Álvaro Pons / La Cárcel de Papel

(...) a mais fascinante experiência de leitura de banda desenhada deste ano.
There is no doubt that Lobo’s obsessive and proficient output is even more surprising for both its aesthetic and philosophical commitment. I’ve argued elsewhere that Lobo’s overall project touches an incredibly original and complicated autobiographical or auto-fictional project, but this double book (two titles, Desert and Cloud, bound back-to-back) ticks all the boxes of a straightforward autobiography. Lobo spent some time visiting Évora’s Carthusian Monastery of Santa Maria Scala Coeli, with the goal of creating a sort of ‘live’ comic project. Based on his observations, talks and theological discussions with the monks, Deserto explores issues such as isolation, silence and the relationship with God, which genuinely concern Lobo as an anxious, suffering Catholic artist (a pleonasm, I’m certain). Nuvem, on the other hand, takes the shape of short letters, addressing the history of the order and this monastery, as well as some of the concerns mentioned above. One half complements the other, reinforcing the themes and clearly making them an intrinsic ingredient to the artist’s recurrent obsessions.

MEGG, MOGG e MOCHO no LAC (Lagos)


New York Times bestseller

Autor publicado em 13 países diferentes chega a Portugal finalmente!

O trabalho de Hanselmann explora a toxicodependência, depressão e a ansiedade quotidianas com precisão e subtileza… É tão pueril como trágico, ordinário como carinhoso. E pode ser, como na vida, muito divertido 
- The Guardian 

uma profunda inquietante, hilariante visão do ennui milenar
- Paste 

parece o triângulo amoroso da Krazy Kat mas da geração MDMA ou do crack, nem sei bem...
- Marte (Loverboy)

 As piadas envolvem montes de drogas mas não são piadas de ganzados...
- Walt Thisney 

Simon Hanselmann é a cena à séria. Ele apanha o ganzado caseiro de forma tão correcta que acho as suas BDs muito deprimentes e graças a Deus que já não tenho de conviver com malta deste tipo...
– Daniel Clowes (Mundo Fantasma)

Estas são actualmente as melhores BDS a serem feitas no mundo, eu acredito mesmo nisso.
– James Kochalka (Magic Boy)


Megg, Mogg & Mocho 
por 
35º volume da MMMNNNRRRG 
64p a cores, 16,5x23,5cm 

Tradução e legendagem por André Pereira. Design de Joana Pires.

PVP: 12€ à venda na loja virtual da Associação Chili Com Carne e na Tasca MastaiLinha de Sombra, Artes & LetrasMundo FantasmaTigre de PapelMOB, Bertrand, FNAC, Bar IrrealBlack MambaUgra Press (S. Paulo), Books & Records Megastore by Largo, BdManiaMatéria PrimaRastilhoLAC (Lagos) e Blau (Fac. Arquitectura de Lx). 

.|.
feedback:

Esta é uma banda desenhada cuja verve e força só pode ser compreendida no momento em que se fecham as suas capas e em retrospectiva se compreende a estranha poesia de asfalto que ela promete.

Comprar sem medos

Melhores livros de BD 2016O humor de Simon Hanselmann tem a particularidade de conseguir ter tanto de hilariante como de incomodativo. O que o autor nos traz aqui é um verdadeiro caldeirão de sentimentos. À primeira vista, o trabalho de Hanselman poderá parecer ordinário pelo simples prazer de o ser, mas existe algo mais nas aventuras deste trio e na forma como o seu estilo de vida é explorado: no fundo, estamos perante três grandes figuras trágicas. Uma BD sem paralelo que não merece passar despercebida.

Pode uma stoner comedy ser mais do que tshirts para bros e entretém de sessões de bongo? Pode. Prova disso é Megg, Mogg e Mocho, (...) crónica negativa de um autor crescido no buraco do cu que é a Tasmânia, com ganas de se travestir, e de carreira tardia (só decide dedicar-se a sério na roda dos 30). (...) MMM tem animais falantes, talvez o único mandamento ditado a Moisés atinente à banda desenhada, e segue a estrutura de uma “sitcom”, com piadolas típicas da intersecção espacial intrafamiliar ou de vizinhança patente nas séries americanas de e para gente sentada. Por vezes há expedições ao “lá fora”, fantasmático, esparsamente povoado por polícias, parolos, e normalóides. Megg e Mogg, com duplos “gs” para não infringir os direitos do casal bruxa-gato que protagonizava uma série infantil dos anos 70, vivem numa interminável stasis que não se percebe se é determinada pela longa depressão de Megg, se pela falta de elegibilidade de Mogg no centro de emprego. Partilham casa com o Mocho, um idiota normativo que insiste em “levantar-se cedo para ir trabalhar”, “poupar dinheiro”, ou “arranjar uma namorada”, logo, alvo de humilhações rituais. (...) Face ao tradicional pindérico do calão traduzido, usa português corriqueiro e sabujo, uma linguagem fluída que regionaliza o original, um ersatz tipo Dragonball Z. (...)

Obra seleccionada na Bedeteca Ideal
.|.

Sobre o autor:


Simon Hanselmann (Lauceston, 1981) nasceu na Tasmânia e passou a sua infância e adolescência num dos  sítios de maior taxa de criminalidade da Austrália. O seu pai era motoqueiro e a mãe toxicodependente que efectuava pequenos furtos e vivia da segurança social para sustentar a sua criança. Também é sabido que roubada livros da Fantagraphics Books da biblioteca para o seu filho.

Aos 8 anos, Simon começou a fazer BD mas na sua juventude passou por várias terapias de combate à ansiedade e depressão, acabando por consumir álcool e drogas psicotrópicas em grande quantidade. Saiu de casa da mãe em 2001 e viajou pelo mundo estabelecendo-se actualmente nos EUA com a sua mulher. Antes disso Simon casou-se com a BD - não é erro nosso, ele casou-se mesmo com a BD numa convenção! É conhecido pela sua inclinação para o transvestismo aparecendo publicamente vestido de mulher, muitas vezes de Megg, a bruxa da série Megg, Mogg e Mocho.

Foi esta série que lhe trouxe fama à escala global ao ponto de até ser publicado em Portugal! Há quem diga que é uma mistura de Todd Solondz, Peter Bagge e Os Simpsons. Apesar da predominância humorística da série, ela é compensada várias vezes com estados emocionais do autor, admitindo usá-la como terapia pessoal.

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! no LAR / LAC (Lagos)


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO
com ilustrações e grafismos de Bráulio Amado, Astromanta, Hetamoé, Joana Estrela, Joana Pires e Rudolfo e capa de Carles G.O.D.

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


PVP: 10€ à venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, MOB, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Flur, Tasca Mastai, FNAC, El Pep, Bertrand, Tigre de Papel, UtopiaBlack Mamba, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça), Purple RoseRastilhoLAR / LAC (Lagos), Ugra Press (Brasil) e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
...










Feedback:
parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!