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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

13ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!"

FECHOU o concurso

Recebemos 16 Propostas de 17 autores!

Agora é esperar por dia 14 de Fevereiro para saber do vencedor!



A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros ou zines de trabalhos que participaram no concurso - como o Vale dos Vencidos de José Smith Vargas, projecto vencedor do concurso de 2014 mas que se transformou noutro livro mais complexo.

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelho, em Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Up do Rodolfo Mariano, em 2021 Hoje não da Ana Margarida Matos - que vai na segunda edição e publicado nos EUA -, em Dezembro 2022 o Sinapses de Ivo Puiupo (com edição inglesa pela Kus!),  em Janeiro 2024 o fanzine mais caro do mundo, o número 42 do Mesinha de Cabeceira, Partir a Loiça (toda) de Luís Barreto, em 2025 saíram os livros de Alexandre Piçarra - Dias-a-fio, relativo a 2024 - e de Beatriz Brajal, A Cada Sete Ondas (2025)!!

Entretanto, cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!





Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da Chili Com Carne com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!
Para artistas portugueses, residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros residentes em Portugal.
No caso das antologias é possível participação de artistas internacionais desde que em minoria em relação aos portugueses.

O prémio é monetário? 
É sim! São 500 paus!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor? 
Luís Azeredo (sócio da Tinta nos Nervos), Sofia Belém (artista e escritora), Beatriz Brajal (vencedora da edição anterior), Marcos Farrajota (autor de BD, editor e fundador da Chili Com Carne) e Tomás Ribeiro (autor de BD e da Direcção da Chili Com Carne).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel, etc... - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
até às 23h59m de 4 de Fevereiro 2026 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2026 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2026!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos e IPDJ

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Lisboa daqui a 100 anos

 

BDs sobre Lisboa daqui a 100 anos irão reflectir mais o que se vive agora do que daqui a cem anos - especialmente agora que acontece as eleições autárquicas no meio do lixo do turismo. 

Eis o que a partir de hoje poderão ver BDs nos QR Codes das pequenas esculturas do artista Fulviet, no Parque Silva Porto (Benfica, Lisboa) no âmbito do projecto Story Tellers. 

Ao que parece a BD Subtextual Nihilism da Hetamoé - publicada originalmente na coletânea Opposights em 2021 na Austrália e mais recentemente na nossa Massa Crítica) lançou o mote para este tema com a sua visão pós-apocalíptica-moe do mercado da BD independente.  

Rodolfo Mariano mostra a passagem do tempo pelas casas habitadas por espíritos com o seu estilo visual que encaixa algures entre a iluminura, o heavy metal e o cartoon de domingo. 

A questão dos “verdadeiros habitantes” da cidade de Lisboa é explorada por Matilde Basto, que nos mostra o mundo pelos olhos de dois grupos que lutam pelo seu lugar nesta cidade que já não lhes pertence. 

Por fim, Tomás Ribeiro traz-nos de volta ao sci-fi com Idade da Pedra, um leilão futurista pela última pedra da calçada lisboeta.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Mais Carne para Canhão 3 / ESGOTADO!

 



.


E ao terceiro número vamos focando as ideias e as secções do jornal... vamos deixando ser apenas um rico molusco que vai para Marte, para sermos mais ambiciosos, isto é, passaremos a defender causas, a influenciar as votações e a moldar a face humana.

 Se duvidam pode ser que ainda encontrem o jornal - GRÁTIS - nos seguintes sítios: Ar.co, BdMania, Bivar, Bota, Carbono, Casa da Achada, Casa do Comum, Cinema S. Jorge, Escola António Arroio, Faculdade de Belas Artes, Flur, IPluso, Linha de Sombra, Louie Louie, Kingpin Books, Letra Livre, Museu Bordalo Pinheiro, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, Vortex, ZDB (Lisboa), Atelier Abracadabra (Coimbra), Carmo'81 (Viseu), CAAA, Quarto das Artes (Guimarães), Cravo, Espaço Musas, Fanzineteca do Porto, Louie Louie, Socorro, Trama (Porto), Insensato (Tomar), SMUP (Parede), Barlos (Barcelos), Cine Incrível (Almada), Pizzaria D. Quixote (Quinta do Conde) e Velhotes (Vila Nova de Gaia). E Café Bocage (Amsterdão).

...

Participam neste número Tomás Ribeiro (capa), Gonçalo Araújo, Matilde Basto, Carlos Carcassa, Frederico Gavazzo, André Lemos, Raphael Léo, Rodolfo Mariano (BD), Tânia Cardoso, Marcos Farrajota (textos), Rui Moura (design e ilustração), Katja Fred (texto ilustrado) e ainda uma BD de Daniel Lopes quando tinha... 12 anos!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

12ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!" - entregas fechadas

FECHOU!

24 obras de 25 autores recebidos!!

Dia 14 de Fevereiro anunciamos o vencedor!!!

 


 
A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros ou zines de trabalhos que participaram no concurso - como o Vale dos Vencidos de José Smith Vargas, projecto vencedor do concurso de 2014 mas que se transformou noutro livro mais complexo.

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelho, em Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Up do Rodolfo Mariano, em 2021 Hoje não da Ana Margarida Matos - que vai na segunda edição e publicado nos EUA -, em Dezembro 2022 o Sinapses de Ivo Puiupo (com edição inglesa pela Kus!) e em Janeiro 2024 o fanzine mais caro do mundo, o número 42 do Mesinha de Cabeceira, Partir a Loiça (toda) de Luís Barreto!!

Entretanto, cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!





Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da Chili Com Carne com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!
Para artistas portugueses, residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros residentes em Portugal.
No caso das antologias é possível participação de artistas internacionais desde que em minoria em relação aos portugueses.

O prémio é monetário? 
É sim! São 500 paus!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor? 
Vanessa Alfaro (sócia da livraria e galeria Tinta nos Nervos), Marcos Farrajota (autor de BD, editor e fundador da Chili Com Carne), Alexandre Piçarra (vencedor da edição anterior) Ondina Pires (Master Punk) e Tomás Ribeiro (Direcção da Chili Com Carne).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel, etc... - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
4 de Fevereiro 2025, até às 23h59m é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2025 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2025!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos

sábado, 22 de abril de 2023

Contra o bloqueio: 39ml de MdC!



Chega-nos o novo Mesinha de Cabeceira do Tomás Ribeiro, intitulado Artblock! 
É o número 39 (#2 do vol.XVII) do vosso zine mutante preferido! Sim, mudou de formato outra vez! Quer dizer, mais ou menos... continua quadrado, só um coche maior! 36 páginas 15x15cm todo a preto e branco como qualquer bom fanzine deveria ser! Zim! 
Para quem 'tá com bloqueio artístico, Tomás safa-se com muita pinta neste "comix" que é uma verdadeira passerelle de estilos gráficos e narrativos onde se exibe escalotogia underground (o "comix" foi de propósito!), infografia clínica e filme de animação bué gonzo. Tudo isto em pouquíssimas páginas!
O Mesinha desde sempre que procurou novo talento por aí. E desde 2021, quando voltámos às raízes do fanzinato, que temos tido descobertas incríveis de novos artistas, será vulgar dizer que este é só mais um? É que não queremos provocar um artblock a ninguém! 

Este trabalho foi desenvolvido em estágio via ESAD, Caldas da Rainha, entre Outubro 2022 e Janeiro 2023.

Foram impressos 100 exemplares que podem ser adquiridos na nossa loja em linha



FEEDBACK: 
 É um prazer ver autores de banda desenhada que gostam efectivamente de desenhar, isto é, que vêem o desenho e a banda desenhada como formas de exploração técnica e formal, e não apenas como uma tarefa a executar para se atingir um fim narrativo ou expositivo. Inevitavelmente, o instagram está cheio disso e, por consequência, as editoras, que começam a recrutar autores pela métrica do número de seguidores, também. No momento em que escrevo isto, Tomás Ribeiro ainda tem poucos seguidores no instagram (249, mas desmintam-me: @tom.made.a.comic). No seu zine inaugural, cortesia de um estágio profissional na Chili Com Carne, o autor vira o bico ao prego e transforma o vazio do Artblock em matéria de criação artística, quebrando com as regras da realidade conhecida ao ser capaz de gerar qualquer coisa a partir do nada. Para perceber de onde vem o bloqueio artístico, o zine tem que o tornar tangível para lhe seguir o rasto, experimentando com várias matérias para o enformar. É uma mosca, é uma caixa negra, é um espaço em branco no centro da prancha deixado intocado enquanto um turbilhão de formas orgânicas (talvez o narrador?!) o cercam ameaçadoramente. A forma é importante, não só porque é o que o Artblock só pode ter por empréstimo, mas também porque o autor tortura a figura humana para lá do reconhecível, e porque a procura de uma forma para o Artblock resulta num apontamento sobre as convenções formais da banda desenhada: uma vinheta continua a ser considerada uma vinheta quando o representado não é o que ela encerra, mas sim o que a encerra? Curiosamente, todo o exercício parece o reverso de uma questão milenar que preocupou artistas e poetas (e, infelizmente, também aos seus fãs): de onde vem a inspiração? Será que estivemos a fazer a pergunta errada este tempo todo? Estamos perante uma estreia auspiciosa. 
Mao (via email)

Entrevista ao autor no Bandas Desenhadas