terça-feira, 29 de setembro de 2020

Apesar de não estar, estou muito / DJ Nobita Early Years 2002 ... RESERVA JÁ O TEU EXEMPLAR!!!

 


Vamos receber 200 exemplares deste livro no dia 12 de Outubro. Façam até lá reserva do vosso exemplar AQUI!


Edição da Galeria Municipal do Porto, copublicado com a Chili Com Carne, projecto editorial de Diogo Jesus e João Ribas com textos de Guilherme Blanc, João Ribas com Diogo Jesus e Marcos Farrajota.
 
16x22cm 266p a cores, catálogo relativo à exposição homónima + compilação dos 5 números do zine DJ Nobita Early Years 2002
 
Sim, o Rudolfo afinal chama-se Diogo Jesus!!
 
 Este livro foi publicado no âmbito da exposição Diogo Jesus: Apesar de não estar, estou muito, com curadoria de João Ribas, apresentada na Galeria Municipal do Porto entre 2 de junho e 16 de agosto de 2020. É um split book, sendo que a frente e o verso servem como capas de duas partes independentes do livro. Um lado é composto por textos, por uma série de digitalizações de obras individuais de Diogo Jesus e pela documentação fotográfica da exposição; o outro lado reúne vários zines desenhados pelo artista, entre outubro de 2019 e julho de 2020, em diferentes diários.




Desde os seus primeiros trabalhos de música e banda desenhada de produção independente até aos seus projetos recentes como DJ Nobita e Gekiga Warlord, os desenhos, objetos, vídeos, ephemera e materiais de arquivo apresentados dão-nos um panorama da obra de um artista prolífico, que desde 2007 se move entre géneros e entre comunidades. O que une a maioria destes trabalhos é um impulso narrativo e uma dimensão subcultural e autobiográfica, assim como as suas ironias, que evidenciam tanto um humor sarcástico como uma honestidade desarmante. O elenco rotativo de amigos, artistas, heterónimos, figuras ficcionais apropriadas e léxico de subculturas presentes nos desenhos oferecem um comentário recorrente sobre questões de criatividade, masculinidade, obsessões pessoais, a cultura dos videojogos, a cultura do ‘do it yourself’, a precariedade e as condições de produção de arte. – João Ribas





segunda-feira, 28 de setembro de 2020

ccc@feira.da.festa


Uma selecção de livros nossos e da defunta MMMNNNRRRG estarão neste evento de edição independente (dentro da Festa da Ilustração em Setúbal) pela mão e cabeça e tronco e o resto do corpo do associado Gonçalo Duarte

Agradecimento especial ao R.S. que passa a vida a convidar-nos para eventos e que lhe estamos sempre a dar grandes bocas!

domingo, 27 de setembro de 2020

CENSURAR ATÉ REEDUCAR ... BANIR QUEIMAR ABOLIR



Censura já!!
de

tradução de Ondina Pires
Colecção THISCOvery CCChannel, vol. -11
formato 16,5x23cm, 168p.
PVP: 13,12 eur


Precisamos de censura. Censura para impedir que a rádio expele o seu vómito imparável. Censura à “imprensa livre”, a qual cria uma versão dos eventos mundiais fantasiada e o enquadramento intelectual para assassínios em massa. Censura aos livros que fazem o mesmo que a imprensa: livros de memórias de figuras políticas e celebridades que deveriam estar presas em vez de aparecerem nos circuitos literários; memórias estas, adulteradas por escritores-fantasma. Censura à indústria cinematográfica por produzir em série apologias infantilizadas e imperialistas, e pornografia pró-tortura. Censura às artes, cujo estatuto de imunidade à culpa explica e perdoa a ideologia degenerada, a qual permite que toda esta “liberdade” seja possível de existir.

(...) Estás disposto a ser visto a ler um livro chamado Censura já!! em público? (...) Sentirás o teu cérebro a bater mal enquanto tenta acomodar-se a algumas novas estratégias hilariantes, absurdas e radicais de como viver neste mundo ridículo 
Washington Post

(...) Mantêm este livro contigo e lê-o, uma palavra de cada vez.
Los Angeles Review of Books

(...) Svenonius sempre foi o mais inteligente da turma... Em livro, Svenonius é como aquele teu amigo que adoras porque, mesmo que a sua visão se divida entre humor, paranóia e ira anti-social, ele nunca dissipa a tua fascinação de como ele chegou até lá. 
SF Weekly

Ian Svenonius é mais conhecido por ser o "frontman" das bandas Make-Up e Nation of Ulysses, mas é também um brilhante crítico cultural com o talento de trazer os melhores tópicos que poderás ler. Nesta colecção, Svenonius escrever poderosos argumentos a favor da Censura, acumular livros e discos, polémicas contra a Apple e Ikea, a "yuppieficação" do Indie Rock, e a depilação de pelos púbicos.
Buzzfeed



...

Esta colecção de ensaios de Ian F. Svenonius reorganiza as ideias das pessoas sobre censura, Ikea, filmes documentais, o muro de Berlim, danças rock, depilação, Apple, a benevolência aparente da Wikipedia, acumulação de cultura, College Rock, as origens da Internet e muito mais...  até BD!! Foi considerado um dos melhores livros sobre Música em 2015, uma altura quando ainda havia concertos em caves imundas e imundícies em Festivais de Verão. Este ano não há nada disso, só se pode ler sobre o assunto. Aproveitem!

Ian F. Svenonius nascido em 1968, Chicago, EUA. Activo na música desde 1988 até ao momento presente, como músico compositor, cantor, guitarrista e escritor, nos grupos Nation of Ulysses, The Make Up, Weird War, Chain and the Gang, Cupid Car Club, XYZ, Escape-Ism. Tem vários textos escritos para revistas e fanzines, alguns são compilados em livros como Recognize, The Psychic Soviet, Keep Your Eyes Open, Supernatural Strategies for Making a Rock 'n' Roll Group e pela primeira vez em português este Censura Já!! 



Podem encontrar uma entrevista ao autor na Stress.Fm na sua visita lisboeta em 2015.

E eis uma entrevista - Marx, Apple e Rock'n'Roll - no Público sobre este livro.








PS - a Lolita já tem o seu exemplar!! Ó:



A Sagrada Família / ESGOTADO

A Sagrada Família
de 
Rafael Dionísio

Terceiro volume da Colecção CCC; 192 págs 21x14,5 cm, edição brochada; ISBN: 972-98177-4-X; edição apoiada pela Junta de Freguesia de Cascais e o Instituto Português de Juventude

ESGOTADO, talvez ainda apanhem exemplares na FNAC, Bertrand, ZDB e Matéria Prima.


O livro: 2002 é o ano em que Espanha fez a festa de anos de Antoni Gaúdi, arquitecto barcelonês que entre outras gracinhas fez a sua Sagrada Família. Cada um faz a Sagrada Família que quer.

Rafael Dionísio fez a sua. Arquitectou-a em livro. A Sagrada Família é um livro escrito numa prosa labiríntica, obcecada e por vezes orgulhosamente alucinada. Mas sem fio de Ariadne.

É um livro complexo mas acessível a vários terrestres. É um livro em que várias personagens familiares e outras menos familiares chapinham num caldo de ácido sulfúrico. Com humor corrosivo, faz-se uma obra heterodoxa.

O gozo de escrever um texto que dança sobre si próprio, em rodopios e cambalhotas, e outras acrobacias literárias. Tecendo referências explícitas e implícitas a vários assuntos culturais, desde a história, a literatura até à cibercultura. Desorbitando em torno de algumas personagens que interagem, autistas, umas em relação às outras.

É provável que o leitor sinta alguma perplexidade mas também algum gozo, se não se sentir ofendido na sua idiossincrasia de cidadão votante. Um livro politicamente insurrecto, disparando em todas as direcções inclusive nos próprios pés.

Excerto:
- sabes quem morreu? - pergunta a mamã com aquele ar oficialmente espantado. foi a tua tia nhónhó. que horror.
- e o que é que eu tenho a ver com isso?
- que insensível.
- isso de ela morrer é lá com ela.
- assim não te casas, com esse feitio. assim ninguém te quer. assim ninguém vai querer fazer família contigo. a tia nhónhó gostava muito de ti, como é possível seres assim tão insensível?
(para quem não sabe a tia nhónhó era um monte de fezes amontoadas com uns olhinhos castanhos e que de vez em quando, na sua voz de merda, dizia, quando é que te casas meu querido sobrinho? quando é que arranjas uma noiva? diz lá minha jóia. meu tesoiro. os meus sobrinhos são a minha riqueza. quando é que casas?)

Historial: lançamento a 3 de Outubro 2002, na FNAC Chiado com apresentação do livro por Dinis Guarda e exibição de video-art de António Pedro Nobre e Nuno Pereira ... seguido de festa no bar Agito [Rua da Rosa 261, Bairro Alto] com DJ Lazer Squid e Feira de Fanzines ...


Feedback:

Um desafio literário a seguir com atenção
Número Magazine

fica-se, de facto, um pouco baralhado com a escrita circular
Mondo Bizarre

as aparentes “facilidades” e “concessões” mais não são que outras faces de um salutar sarcasmo, a aliviar-nos de crises de fígado que esta sociedade (de yuppies amancebados com velhas nobrezas sem eira) suscita no corpo de noveis gerações que se rebelam contra os poderes.
Nuno Rebocho in O Arquivo de Renato Suttana

revela sobretudo uma dimensão satírica rara e interessante, por vezes de uma inteligência precisa, livro a ler, um autor a seguir - pelo que de novo pode trazer.
Pedro Sena-Lino in Canal de Livros

sábado, 26 de setembro de 2020

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma jóia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte EBAN: PT50003502160005361343153 (swift / bic: CGDIPTPL); ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro Acedia, um livro de André Coelho - livro vencedor do concurso 500 paus (2015);
_30% de desconto sobre as edições da Chili Com Carne, MMMNNNRRRG e outros;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar de outro livro a escolher pela Associação.



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

ccc@queer.lisboa.2020


Como tem sido hábito desde 2018 eis que uma selecção de títulos nossos estará presente no Queer Market do festival Queer Lisboa.

E deve ser o único sítio em Portugal onde podem apanhar o divertido livro de BD de Sim Mau, The Plumber.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Lemos a Bombordo


 



Pornografia para intelectuais na Jazz Messengers Lisboa



Uma antologia sob a curadoria de microworkers

 HARVESTED de Ilan Manouach é baseado em conteúdos encontrados, uma selecção arbitrária de filmes adultos. Foi inteiramente criado por um conjunto orquestrado e bem afinado de rotinas planeadas, scripts da web e tarefas baseadas na inteligência de enxame. O material deste livro foi reunido por um grupo descentralizado de parceiros e foi filtrado por uma população anónima de “microworkers”.

O livro naturalmente tornou-se numa co-produção com vários editores, a saber: MMMNNNRRRG (Portugal), Forlaens (Dinamarca), Hálice Hálas (Suiça), La Cinquième Couche (Bélgica), Topovoros (Grécia), Fortepressa (Itália), Ediciones Valientes (Espanha), Pachiclon (México) e Bitterkomix (África do Sul).

Mais de dois mil filmes adultos foram colhidos em grandes quantidades de sítios em linha p2p directamente para um servidor. Seguindo dois scripts diferentes, os primeiros 10 minutos dos vídeos foram despedaçados em milhares de imagens de baixa resolução no formato JPG à espera de serem filtradas. Este lote de imagens foi submetido a serviços de crowdsourcing que permitem coordenar inteligência humana aplicada a tarefas que os computadores ainda não conseguem fazer. Um grupo seleccionado de “microworkers” foram recrutados para filtrarem estas milhares de imagens de acordo com uma instrução conscientemente vaga: se nelas apresentavam ou não arte contemporânea.

Esta “Colheita” mostra-nos à superfície quinhentas obras de arte encontradas em casas, estúdios, cenários de filme e outras heterotopias da indústria de filmes adultos. Se esta antologia dá importância a um contexto de história da arte de uma indústria específica, ela também se posiciona simbolicamente na necessidade em activar uma visão periférica no que toca às práticas escopofílicas.

Se as pinturas do IKEA são penetrantemente dominantes, podem-se encontrar trabalhos de mestres modernos como um rapinanço de Fernand Leger, um desconhecido Joan Miró, Castelo e Sol de Paul Klee mas também obras contemporâneas como Quote, 1964, uma impressão de Robert Rauschenberg, uma série de pinturas de Mark Rothko, School of Fontainebleau de Cy Twombly e até algumas réplicas de Frank Stella e Lucio Fontana.







à venda na "shop" da Chili Com Carne e nas lojas ZDB, Linha de Sombra (Cinemateca), XYZ Books, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Nova Livraria Francesa, Tigre de PapelUtopiaStet, Tasca Mastai, LAR / LAC (Lagos), Snob, Jazz Messengers e FNAC.


Feedback: 

A pornografia normalmente é uma coisa aborrecida e repetitiva - apoiada pelo Vaticano. Neste caso ao procurar a "arte contemporânea" nas fotografias tudo se transforma, cada fotografia acaba por se transformar em arte, que belas composições com mamas e pilas, mas onde as mamas e as pilas não são mais do que um dos elementos destas belas composições! 
Goran Titol (via e-mail) 
... 
um interessante livro, cínico q/b no seu ponto de partida. Espero que esgote para continuares a encheres as nossas prateleiras de livros. 
Paulo Mendes (via e-mail)
... 
Altamente! 
Benjamin Brejon dos Mécanosphère (via e-mail)
...
Livre tout d’arrière-plan, livre d’art dissimulé dans un livre de cul. La fameuse idée qui devient livre. Pour la faire exister. Et une fois chose faite, du livre, que vit-on? toujours la même perplexité. Ni vraiment bon ni vraiment nul, une expérience éditoriale de plus pour Ilan dont je me prends quand même à rêver qu’il revienne à la bande dessinée, discipline dans laquelle il est infiniment plus singulier que dans celui dit de l’art contemporain (typologies évidemment purement sociales : la bande dessinée EST un art contemporain). En gros: je suis perplexe.
DU9


Acabei há poucos dias de ver o Harvested - é muito fixe, acho que peca apenas por algumas (muitas talvez) páginas não terem "arte contemporânea" mas antes porcarias emolduradas tipo Ikea. Mas talvez fosse mesmo essa a ideia do autor - pôr tudo no mesmo saco. De qualquer forma é muito fixe, porque é um passatempo andar em cada página à procura da "arte" ao mesmo tempo que levas com tudo o resto que é bastante diversificado e por isso bastante rico também.
Sara e André - Claim to fame


Sobre o autor:


Artista complexo e activista underground, o grego Ilan Manouach (1980) licenciou-se em Bruxelas em Belas Artes tendo feito até hoje uma carreira diversificada em conteúdos e conceitos, a começar pela sua extensa bibliografia e discografia - para além disso é músico caso a imagem ainda deixe dúvidas...

É o autor responsável pelo livro Harvested, editado em Portugal pela MMMNNNRRRG, que lançou para o mundo o conceito de "pornografia para intelectuais". A maioria dos livros tem sido publicados pela editora belga 5e Couche, desde 2003 com Les lieux et les choses qui entouraient les gens désormais que não passou despercebido logo pela crítica. A lógica dos seus livros é uma simbiose entre a BD e a Arte Contemporânea, não faltando le scandale e as polémicas sendo que a mais conhecida será a impressão "pirata" de Katz - livro que substitui as cabeças de todas as personagens de Maus de Art Spiegelman por gatos, tendo como desenlace a destruição física do livro por ordem judicial.

No último Festival de BD de Angoulême apresentou o Shapereader, uma BD baseada em impressão tridimensional para leitores cegos.

Participou em exposições colectivas na Bedeteca de Lisboa e no Festival de BD da Amadora, para além de ter sido publicado os livros A vara do açucar da meia noite e nos bordos dos peixes (Opuntia books; 2008) e Variações sobre o anjo da história : ensaio de Walter Benjamin inspirado por Angelus Novus (um desenho de Paul Klee) (Montesinos; 2012), este último com texto de Pedro Moura. Também participou na antologia de desenho MASSIVE (Chili Com Carne; 2010).

Em Portugal Manouach já nos visitou várias vezes como músico e artista - da última vez no Festival de BD de Beja mas em Maio de 2016 veio como músico para concertos em parceria com Jonas Kocher, com o projecto Exhaustion, desenvolvido com o objectivo de explorar as possibilidades de permutações seguindo a estratégia da exaustão como necessidade de validação. O seu jogo instrumental é construído numa arquitectura mental onde são exploradas as relações horizontais / verticais, densidades / drones, tensão / aborrecimento, numa relação bi-polar elástica que expande a linguagem da livre improvisação até ao limite.

Life Is a Simple Mess @ Jazz Messengers Lisboa




Como as obras deste livro tornam claro, a pureza, no seu lado mais extremo, quer venha da subtracção de elementos ou da negação do contexto, é uma experiência rara. Em interacção com a simplicidade e o turbilhão, esta experiência dá-nos acesso a partes escondidas da nossa mente que contribuem para o equilíbrio, a cor e a forma como nos imaginamos a nós próprios. E tudo isto justifica e realça a nossa humanidade. É assim que Nate Wooley, autor dos textos presentes no livro Life is a simple Mess, procura exprimir o sentimento de total perplexidade e verdade que as obras de Travassos nos transmitem.

Página a página, a surpresa supera-se a si própria, a partir de um imaginário sem limites onde tudo e nada se conjugam em pensamentos que abrem o cérebro para realidades paralelas, numa perfeita comunhão entre design e física quântica. Explorando a união ou a fricção entre elementos díspares e uma crueza ou crueldade que nos atravessa a todos em algum momento da vida, Travassos apresenta, em Life is a Simple Mess, uma selecção de obras gráficas - que reflectem o seu maior investimento de trabalho da última década, dedicado essencialmente à editora Clean Feed e Shhpuma e ao festival Rescaldo.

Do livro fazem também parte trabalhos para outras editoras como a americana Sunnyside ou a alemã Why Play Jazz, bem como algumas imagens inéditas criadas especialmente para o efeito. O livro contém ainda um CD com 7 temas, 5 inéditos e 2 previamente editados, de onde fazem parte algumas das mais sólidas bandas de Travassos, tais como Pão, Big Bold Back Bone ou Pinkdraft entre outras relíquias.

Edição CHILI COM CARNE em colaboração com a SHHPUMA. Encontra-se à venda na Tasca MastaiBdMania, Mundo Fantasma, LAC, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Louie Louie, Linha de Sombra, XYZ BooksGlam-O-RamaNeat RecordsLa BambaYou to You, FNAC, 4/Quarti, Jazz Messengers e Bertrand...





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Historial: livro lançado no dia 4 de Agosto d 2017 no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian após o concerto de Larry Ochs com The Fictive Five com os autores Travassos e Nate Wooley presentes ... Festa em Setembro no Damas para lançar a coisa sem a educação institucional do Jazz em Agosto, está prometida uma DJ Battle entre Marcos Farrajota (editor) e Travassos, aceitam-se apostas!!! ... Reportagens no Público e P3 ...

Sobre os autores:

Travassos é um artista multifacetado, que se exprime sobretudo a partir do design, da ilustração e da música. Colabora há mais de 10 anos com a editora Clean Feed / Trem Azul, sendo o seu principal designer, para além de ser o mentor e criador da editora Shhpuma e do Festival Rescaldo. Actualmente já soma cerca de 400 capas de discos de músicos como Evan Parker, Mats Gustafsson, Pharoah Sanders, Peter Brotzmann, Ken Vandermark, Craig Taborn, Steve Lehman, Fred Frith, Peter Evans, Louis Sclavis, Paal-Nilssen Love, Joe Mcphee, Rob Mazurek, Jamie Saft, Wadada Leo Smith ou Bernardo Sassetti, entre outros.Recebeu já vários prémios de onde se destacam: “Ciudades Futuras” BCD – Barcelona Centro de Diseño; "Bombay Sapphire" CPD – Centro Português de Design; “MAD” - Concurso Jovens Criadores ; Best cover artwork 2008, 2009, 2010 pelo All About Jazz New York ou “Notable album covers of 2015” por Dave Hall. Já viu os seus trabalhos expostos na Experimenta Design, Cankarjev dom Ljubljana, Faculdade de Arquitectura do Porto, Universidade de Aveiro ou no BCD - Barcelona Centro de Diseño.

Nate Wooley é um dos mais aclamados e requisitados trompetistas da actualidade. É um músico transversal que tanto se movimenta nos meandros do Jazz clássico ou contemporâneo, bem como nas franjas mais ousada da experimentação. Para além de músico, Wooley desenvolveu paralelamente um reconhecido percurso na escrita, entre ensaios, poesia minimal e outros textos. Nascido nos EUA, começou a tocar trompete profissionalmente com o seu pai, um saxofonista de orquestras, com 13 anos. O tempo passado em Oregon, a sua terra natal, instigou no músico uma estética musical que influenciou toda a música por si criada nos últimos 20 anos, sobretudo a sua abordagem ao trompete.

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FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma  - Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...) - SquidCo

sábado, 19 de setembro de 2020

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Jazz Messengers Lisboa


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO
com ilustrações e grafismos de Bráulio Amado, Astromanta, Hetamoé, Joana Estrela, Joana Pires e Rudolfo e capa de Carles G.O.D.

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Sirigaita, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Flur, Tasca Mastai, FNAC, Bertrand, Tigre de Papel, Utopia, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça), RastilhoLAR / LAC (Lagos), Ugra Press (Brasil), STET, Neat Records, Kingpin Books, Jazz Messengers e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
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Feedback:

parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

O Fagote de Shatner e outros contos na Jazz Messengers Lisboa


capa de Rudolfo
Sim, o Shatner do título é o actor cromo de Star Trek, se bem que na perspectiva de "Where's Captain Kirk?", canção da banda punk Spizz Energi. William Shatner é referido no livro, mas não está nele. Na verdade, nem o autor sabe onde está. Do dito Shatner só interessa para o enredo que, num episódio desse clássico televisivo de ficção científica, era ele o fagotista de um grupo de música de câmara. 

Yep: logo à partida, as referências musicais deste novo caudal de frases de Rui Eduardo Paes (carinhosamente mais conhecido por REP) - porque é de um livro sobre música que se trata - estão no rock and roll e na clássica, ainda que para falar de jazz, de improvisação e dessa música que se diz ser "experimental". Também se passa pelo hip-hop queer e pelo nintendocore, por exemplo, mas afinal nenhuma forma de arte é uma ilha e tudo está, de alguma maneira, interligado. Até quando o que encontramos são as des-associações reais ou quimicamente induzidas que constituem a realidade. Os contos desta, nas páginas que aqui estão dentro, são os do sexo, da loucura e da morte. 

A música não comunica nada, segundo Gilles Deleuze? Mentira: comunica-nos o desejo, esse grande motor do nosso quotidiano, a esquizofrenia que nos define como humanos e a atribulada relação que temos com a Grande Ceifeira. Para ler em ritmo de corrida, porque foi escrito em ritmo de corrida.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Tigre de Papel, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lx), Linha de Sombra, LAC (Lagos), Glam-O-RamaMatéria-Prima, SirigaitaLetra LivreFlur, ZDB, Snob, Tortuga (Disgraça), Utopia, FNAC, XYZ, Bertrand, Neat RecordsA Vida Portuguesa, Rastilho, Jazz Messengers e Letra Livre.

São 144 páginas de muuuuuuuuuuuuuita informação!!
Volume -10 da colecção THISCOvery CCChannel, dedicada à cultura fora do radar comercial, em parceria com a editora de música electrónica Thisco.
Capa e Design pelo Rudolfo.
Prefácio de António Baião.








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Histórial: Campanha de pré-encomenda que culminou no dia 16 de Março 2019, na SMUP (Parede) com uma apresentação de João Sousa e André Calvário e concertos de Ameeba, Salomé e Svayam ... Lançamento oficial no dia 11 de Abril na Tigre de Papel com a presença do autor e apresentações de João Sousa e André Calvário ... entrevista a Rui Eduardo Paes no programa Todas as palavras (RTP 3) ... 

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FEEDBACK: 

Vai para uma dezena de anos, num importante festival de jazz, alguém me elencou o que entendia serem as condições que definem este género musical: «negro, masculino e norte-americano.» Esta afirmação, reveladora de uma preocupante dose de desconhecimento, não é, mesmo com 19 anos entrados no século XXI, coisa rara. Se me voltasse a cruzar com tal figura, oferecer-lhe-ia de bom grado um eficaz antídoto contra o veneno da ignorância e do preconceito: o novo livro do jornalista, ensaísta, curador e agitador cultural Rui Eduardo Paes (...) O Fagote de Shatner e Outros Contos funciona como auto-indagação e evidencia uma profunda desilusão interior: «Valerá a pena continuar?», questionou o autor na sessão de apresentação do tomo. Este livro é, acima de tudo, um grito. Um grito contra o conformismo, um grito contra as polícias do pensamento, dos costumes e do gosto, um grito contra a acefalia instalada. Num momento em que o nosso mundo é, a cada dia que passa, um lugar mais sombrio, escutar esse grito é urgente.

Na introdução do livro Eduardo Paes diz que o texto pode assemelhar-se a um “monólogo de alguém que sofre de degeneração neurológica” e assume uma intenção: “são divagações pensantes (…) aspirando, na narrativa das ideias, à forma literária de conto”. Talvez não encontremos nem uma coisa nem outra, mas acabamos sempre por ser surpreendidos. Neste O Fagote de Shatner e Outros Contos, o musicólogo Rui Eduardo Paes regressa com toda a força e originalidade, fazendo ligações imprevistas, cruzando músicas e diferentes áreas, assinando um documento que volta a marcar a escrita sobre música em Portugal.

E o título? O Capitão Kirk, da série Star Trek, exemplo paradigmático da chegada da Ficção Científica à Televisão, tinha por hobby tocar fagote.
João Morales in Brian Morrighan

Estou a gostar muito do Fagote. Texto que harmoniza, como poucos, a erudição intelectual com a vanguarda radical.
Joel Macedo (jornalista e escritor do Brasil) por email

(...) Paes menciona, neste último capítulo, o fado e, em particular Camané. Embora de forma absolutamente involuntária (afinal o tom para com o fadista é elogioso), o autor consegue pôr lado a lado exemplos de excelência no confronto com a morte (Solal, Bowie), e um exemplo de mediocridade absoluta como é Camané (de resto, em perfeita sintonia com o fado). Que mais não seja, com Rui Eduardo Paes consegue-se perceber que não se morre sempre da mesma e isso talvez seja a melhor história para contar sobre a morte.
A Generous Boy in A Batalha
 


BRUMA de AMANDA BAEZA / últimos 5 exemplares!!!!!!!!!!!!!!!

El deslumbrante debut de Baeza (...) Autobiografía de vanguardia para el siglo XXI. 
The Watcher
.
un estilo y una narrativa subversiva en la que la artista (...) utiliza el humor, juega con la ironía y desarrolla un discurso en el campo social y político que la propia autora ha decidido bautizar como activismo visual.
Cactus
.
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Amanda Baeza nasceu em Lisboa, em 1990, cresceu no Chile e regressou a Portugal com 10 anos. Talvez seja por ter crescido entre dois hemisférios que haja quem diga que os seus desenhos vêm de outro mundo.

No entanto sabemos que as bandas desenhadas seleccionadas neste volume baseiam-se em eventos e sentimentos reais. O seu grafismo tem tanto de assertivo como de mutante e é na fusão com as palavras que nos surgem estas originais narrativas e poesias visuais.

Baeza actualmente reside em Lisboa e desde 2012 que trabalha para várias publicações internacionais. Bruma compila quase duas dezenas de histórias, a maior parte delas inéditas em Portugal, uma delas com texto de Pedro Moura.

à venda na nossa loja em linha 









10º volume da colecção Mercantologia
160p. 15x21cm a cores, edição brochada
edição apoiada pelo IPDJ

Sairam entre o final de 2016 e juntamente com esta edição, um livro em castelhano pela Fulgencio Pimentel - Nubes de Talco (128p., formato 17x24cm) - e em inglês pela letã kuš! - Brume (116p., formato A5). Na realidade isto foi uma parceria entre os três editores para reunir o trabalho desta estimada autora sendo a edição portuguesa a mais completa, a espanhola a mais bonita e a inglesa a mais universal.
:)

Dankas very muchas Cesar & David!

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sobre o livro:

Apresentado oficialmente no dia 26 de Março 2017 na Feira Morta na Estrela (Lisboa) com uma exposição dos trabalhos da autora.
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Quando a maioria das obras de banda desenhada portuguesa editadas anualmente é distribuída por canais alternativos às livrarias e aos pontos de venda de periódicos (...) cabe ao leitor interessado fazer um esforço extra para acompanhar as obras dos autores que lhe interessam, sem garantias absolutas de sucesso nesta demanda. A sua exposição reduzida implica que sejam lidas e analisadas por poucos, correndo o risco da memória histórica nem sempre as considerar. Foi a pensar em tal, que a Chili Com Carne concebeu a sua série Mercantologia, dedicada à reedição de “material perdido”. O seu 10.º volume (...) não poderia simbolizar mais o propósito da coleção. Amanda Baeza é uma das mais interessantes e prolíficas autoras nacionais – com o devido respeito à sua origem chilena – cuja obra mui raramente chegou às livrarias e, nesses poucos casos, sempre em antologias de vários autores. A acrescentar ao nem sempre fácil acesso ao mundo dos zines e demais edição independente, Baeza tem sido publicada em diversas línguas e países, por vezes com material inédito em Portugal. Por tudo isto, uma antologia dedicada à obra de Baeza era imperativa há já algum tempo e finalmente os leitores interessados poderão conhecer um importante conjunto de bandas desenhadas representativo do seu trabalho. 
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Foda-se, este livro é mesmo bom. Para além de ser um assombro, de ser bonito - coisa rara na Era Irónica -, para além de ser o melhor que a BD pode ser, para além de ser um livro em que se sente o que se está a ver como se fosse um deleite déjà-vu, é um livro que deve ser aberto quando precisamos de nos relembrar ocasionalmente de que somos humanos. Obrigado, Amanda Baeza. 

Uma compilação de quase duas dezenas de histórias, grande parte inéditas em território nacional, muito "focadas em temas sociais", conta a jovem de 26 anos ao P3. E "muito íntimos" e biográficos. (...) uma brevíssima BD em que Amanda fala da sua experiência ao chegar a Portugal e do "estigma" que enfrentou desde criança como imigrante. "Embora as ruas tenham um ambiente multicultural, é por trás de quatro paredes que as pessoas expressam todos os seus medos e preconceitos", lê-se, num dos balões. O traço tem sempre algo de mutante e alienígena, quebrando as barreiras tradicionais da BD ("Tenho muito a influência do design e, como não estudei banda desenhada, quebro muito a estrutura") e, hoje em dia, dando especial importância à cor ("Não é apenas decorativo, é outra linguagem"). 

Aquilo que é salientado, em primeiro lugar, é o campo magnífico visual em que Amanda Baeza trabalha. Há aqui um felicíssimo encontro entre uma figuração ultra-estilizada e uma liberdade dos espartilhos estruturais mais clássicos da banda desenhada que a lança a vários experimentos de organização do campo visual, da estruturação narrativa, da concatenação de linhas divergentes, modos de atenção, etc.(...) A re-descobrir de um modo sustentado ou como primeira apresentação, Bruma, esperemos, será um gesto de introdução de uma autora com uma voz particularmente original 

(...) Amanda consegue fazer um trabalho perfeitamente perturbador. 
Tiago Baptista in Cleópatra #10

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal

Prémio Nacional para Melhor Desenho pela BD Amadora 2017

li o livro da Amanda Baeza e é uma maravilha, uma das melhores coisas que vi em quadrinhos nos últimos tempos.
Fábio Zimbres

This is an anthology of Baeza’s unrelenting output of short stories (...) The Chilean-Portuguese artist is a serious reinventor of comics’ specific visual storytelling possibilities, experimenting with page composition, multiple storylines, diverting attention, not to mention the sheer diversity of materials she uses, always looking for the best option in any given project. But thematically speaking, she is also creating a path of her own, mixing autobiographical traits such as identity-building and crisis with political stances, the deconstruction of prejudices and the questioning of nationality.

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Sobre a edição espanhola: Las escenas no responden a una lógica, porque Baeza parte de una certeza que muchos otros autores autobiográficos soslayan: los hechos tal y como sucedieron se han perdido para siempre y son irrecuperables. ¿Qué queda, entonces? Las emociones, las imágenes deformadas tras años de anidar en nuestro cerebro, a veces algo inconexas. Baeza no reconstruye lo que pasó, sino la impronta que dejó en ella. Es una autobiografía emocional, por inventar algún palabro que alcance a explicar un poco su trabajo. The Watcher

Sobre a edição em inglês: They experience a broad range of nuanced emotions, but they also seem to be completely untethered to our world of muddled pop-cultural references and political worries, as well as a little more physically amorphous than earthly people. Rookie