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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Liberdade, sonhos de vanguarda, bolachas, D. Caixote & Sancho Ganza, Necroverso, Shit Show, A, crochet, álcool, biclas em Xabregas, Sísifo perdeu um braço, Senhoria, vómito e muito mais...



 Novo número da Pentângulo, o cinco, revista da escola. Ar.Co. 

Uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade. 

Participam neste número António Gomes, Joana Matos, Sara Baptista, Tita Luís, Mariana Matos, Gaspar Borges, Luís Ribeiro, Rodolfo Mariano, TETRATELES, Francisco Sousa Lobo, Emilie Bourel, Rodrigo Villalba, Beatriz Brajal, Francisco Modesto, Luís Ribeiro, Marcos Farrajota (texto) Pauli Pokryvkova, Maryam Shimizu, Luana Saldanha, Sofia Ciente, Tomás Almeida, António José Lopes, Amanda Baeza, Rebeca Gomes e Tiago Baptista.

128p 16,5x23cm, 40p a cores, capa de Marta Baptista, design de Rudolfo. 

Apoio do IPDJ. 

Destaque aqui para as lojas que apoiam este projecto na distribuição: BdMania, Linha de Sombra, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob e Tinta nos Nervos.  

Já se encontra na nossa loja em linha e na Tigre de Papel e ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Socorro (Porto) e Velhotes (VN Gaia).



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HISTORIAL

Apresentação na Tinta nos Nervos, 1 de Março 2025, com as presenças de André Pereira (professor e autor), Daniel Lima (co-responsável do Departamento de BD e Ilustração da Ar.Co) e Marcos Farrajota (editor).




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A BdMania fez um concurso tótó: durante o mês de Março levamos a cabo um fabuloso concurso temático: aos primeiros 1000 leitores que reencaminharem a fotografia acima para a Chili Com Carne temos para oferecer nada mais do que 1000 Obrigadíssimos, que serão transmitidos com elevada consideração! (?)






nomeado para o Prémio de BD Alternativa / Fanzines do (cancelado) Festival de Angoulême 2026


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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Turma do Cangaço, Nostalgia, Veneza, salário baixo, maridos, LGBTI+ comix, Zé Miau, auto-tripes, Indie 2018, xenofobia, cabeças,...



Eis o segundo número da revista PENTÂNGULO que dá continuidade à parceria entre o Ar.Co. - Centro de Arte e Comunicação Visual e a Associação Chili Com Carne.

A Pentângulo é uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co.

Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade.

O departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a pôr em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência, entre elas a Chili Com Carne com quem o departamento colaborou desde o início do milénio.

Só com o primeiro número, a publicação viajou com uma exposição pelo Festival de BD de Beja e uma apresentação na Feira do Livro de Lisboa, em 2018. Seguimos para aonde? Nesta segunda entrega além de BDs cada vez mais ousadas, destacamos para o acréscimo de mais textos de reflexão e informação, algo que a comunidade ligada a estas Artes foge ou tenta ignorar, aqui não. Desafio que lançamos, que tal uma banda desenhada que discuta sobre banda desenhada? Quem sabe para um número futuro...

Coordenação editorial por Daniel Lima, Jorge Nesbitt e Marcos Farrajota. Design por Rudolfo. Capa de Nuno Saraiva. Colaboram neste número: Amanda Baeza, Ana Dias, André Pereira, Daniel Lima, Dois Vês, Francisco San Payo, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Marcos Farrajota, Mariana Pinheiro, Mathieu Fleury, Pedro Moura, 40 Ladrões, Rodolfo Mariano, Rosa Francisco, Sara Boiça e Simão Simões.

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Apoio do Instituto Português de Desporto e Juventude.

E apoio de distribuição das seguintes lojas BdMania, Linha de Sombra, Matéria Prima, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob e Tasca Mastai.

Para além das lojas indicadas, também se encontra no nosso sítio em linha, Tigre de Papel, ZDB, Tortuga (Disgraça), A Vida Portuguesa e Utopia.










Historial

lançado no 9 de Abril 2019 na escola Ar.Co. 
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obra seleccionada para a Bedeteca Ideal 
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artigo no P3 
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nomeado Melhor Antologia e Melhor BD Curta (de Francisco Sousa Lobo) para os prémios Bandas Desenhadas 2019
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participação na exposição TPC na Festa da Ilustração, Setúbal, 1-30 Junho
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Nomeada para Prémio de BD Alternativa Angoulême 2020
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artigo sobre a nomeação em Angoulême com muitas páginas do Pentângulo #2 no Público 29/01/20



Feedback

Mostrar que a banda desenhada (portuguesa) deve ser colocada por extenso, com o seu nome completo - perdeu a pele juvenil da BD, é uma arte como as outras 
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(...) o Simão Simões brinca novamente com o imaginário informe e metafórico (há sempre uma candura monstruosa que pede pelos menos mais 100 páginas de material desta qualidade); o João Carola pega em Lacan para pensar sobre o olhar e a contemplação e a relação entre sujeito-objecto na época da transparência (pode ainda encontrar-se um ângulo morto na visão do panóptico digital?) (...) o sofrimento do Zé Miau perante um dos grandes mistérios da nossa época: o contrabando exasperante e o comércio directo e involuntário de isqueiros. Mas o pathos não está só nesta bd da Luana Saldanha; a contribuição do Francisco Sousa Lobo (alguma vez se esgota esta torrente de inspiração?) obriga o leitor a remexer nas memórias do autor, em mais uma excelente bd autobiográfica, na qual está em jogo a religiosidade e o amor, com uma pitada de referência highbrow pelo caminho (desta vez calhou a Kavafis, os bárbaros estão a chegar, afinal não, etc.). Não esquecer as questões de género e a rebelião contra o despotismo patriarcal: a Rosa Francisco desenha uma bd a partir de um conto de Pessoa e a Ana Dias revela a amargura de quem vive com homens que coleccionam edições do Admirável Mundo Novo, vestem t-shirts de bandas (Motörhead, a sério, não estou a inventar) e ouvem post-rock. Tudo isto em 2019. 
(...) O que é mais curioso no meio de tudo isto é que uma revista costuma sempre armazenar algum lixo e ser desigual, mas esta Pentângulo consegue escapar a esse problema. Mesmo os três textos têm toda a sua pertinência: o Pedro Moura escreve sobre a obsessão dos literatos pela nostalgia e o Marcos Farrajota ensaia duas resenhas históricas sobre as bds LGBTI+ em Portugal e acerca das fanzines e edições independentes publicadas cá no burgo durante o ano passado. (...)
Russo in A Batalha

sábado, 3 de junho de 2023

Amazonas do Avant-guarde Russo, plágio, arte degenerada, churrascão Tupinamba, Heavy Metal, nada fixe,...

ESGOTADO!

Ainda poderão encontrar exemplares na BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Mundo Fantasma e Tasca Mastai, lojas estas, que estão a apoiar este projecto. Mas também poderão encontrar na Tigre de Papel, Snob, ZDB, You to You, XYZ e Livraria do Simão (Escadinhas de s. Cristóvão, Lx),...

capa de Daniel Lima

PENTÂNGULO é uma publicação anual que mostra resultados de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne, que aqui unem os seus esforços criando um novo projecto editorial.

Este tem como objectivo conferir visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Numa relação saudável de partilha entre nomes consagrados e estreantes, a iniciativa conta com a participação de alunos, ex-alunos e professores.

O Departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a por em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência. A Chili Com Carne - e a sua "irmã" MMMNNNRRRG - foi um dos parceiros com quem o departamento colaborou, como o atestam as publicações Brincar com as palavras, Jogar com as imagens, em 2002, e mais recentemente O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo, álbum realizado no âmbito do Ano Europeu do Cérebro, em 2014.

É na sequência destas colaborações que estas duas associações se juntam novamente, para afirmarem os seus lugares próprios na produção de banda desenhada nacional.

Neste primeiro número colaboram Amanda Baeza, Anna Bouza da Costa, Cecília Silveira, Carolina Moreira, Daniel Lima (capa), Dileydi Florez, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, Igor Baptista, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Martina Manyà, Mathieu Fleury, Pedro Moura (como argumentista e crítico), Rafael Santos, Rodolfo Mariano, Sara Boiça, Simão Simões, Stephane Galtier, colectivo Triciclo e Vasco Ruivo.

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Exemplos de páginas:
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Historial: Lançamento oficial no dia 27 de Fevereiro de 2018, na Ar.Co, com presença especial de Francisco Sousa Lobo que lança também o seu livro Master Song, 65º volume da colecção mini kuš! (da Letónia) ... nomeado para Melhor Fanzine na BD Amadora 2018 (???) ... nomeado para Prémio de BD Alternativa no Festival de BD de Angoulême 2019 ... Ilustrações de Dileydi Florez seleccionadas para BIG - 2ª Bienal de Ilustração de Guimarães 2019 ...

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Feedback  o que me bateu mais foi a bd da Cecília [Silveira] Churrascão tupinamba tá foda sim! o Rodolfo Mariano não desenha bds, na verdade o que ele faz é abrir portais cósmicos para outras dimensões, gosto bastante do imaginário que construiu e da ideia de a morte ter andado com o tempo ao colo. Também curti especialmente da parte do João Carola sobre abstraccionismo, e acho a primeira página do Nada fixe [da Luana Saldanha] muito muito fixe. A segunda também 'tá fixe mas a primeira 'tá demais. não sei quem é o João Silva mas granda maluco, faz me lembrar algumas bds portuguesas que lia em fanzines nos anos 90... será? e claro as duas ultimas bds [de Stephane Galtier e Francisco Sousa Lobo] estão um mimo. David Campos (por email)

(...) Neste primeiro gesto, o tema foram as mulheres artistas dos vários movimentos das vanguardas estéticas do início do século XX, sobretudo russas. Mas haverá igualmente oportunidade para envolver ainda, como é o caso, os professores ou antigos alunos, que poderão ir conquistando maior ou menor espaço na paisagem editorial destes campos. Com efeito, encontrarão aqui trabalhos de autores como Rodolfo Mariano, Cecília Silveira (com uma peça a um só tempo divertidíssima e politicamente forte), Vasco Ruivo, Dileydi Florez (uma peça visualmente soberba), (...) e Igor Baptista, cujos nomes têm já lugar nos circuitos de fanzines ou da edição independente, e conhecidos dos leitores mais atentos. Francisco Sousa Lobo, antigo aluno, dispensará apresentações, dada a sua fortíssima presença e produção na "cena" nacional. (...). Procurem! Pedro Moura in Ler BD

Esta BD do João Silva no Pentângulo é um luxo! sensacional André Ruivo (por e-mail)

A malta que faz banda desenhada é claramente o lumpenproletariado da literatura portuguesa: não têm consciência de classe e pouco contribuem para fazer mexer a economia (uns são académicos, outros são funcionários públicos; uns recebem o certificado de artista oficial do regime, outros andam à procura de chapas de zinco para o seu projecto musical pós-industrial; uns fazem zines e alimentam-se a médias no Banco, outros banqueteiam-se alarvemente à quinta-feira no Cais do Sodré), prescindiram do seu potencial revolucionário para transformar a sociedade (preferem ir a mais uma feira de edições independentes do que picar o ponto em mais uma manif pela habitação), são indisciplinados (há dois anos que anda a ser prometido um livro de bd sobre a anarqueirada do 18 de Janeiro e nem vê-lo) e, claro, são desprezados por marxistas. 
Talvez por ter sido guetificada e marginalizada pelo mercado editorial em Portugal, forçada a pedinchar por um cantinho nas livrarias e nas feiras do livro generalistas, a banda desenhada é o género literário mais vivo cá no burgo. Alguns leitores atentos poderão dizer: «Companheiro Russo, que tens a dizer sobre as ilustrações que têm saído na _______ (completar com o título de qualquer revista medíocre de poesia)? Ou aquela banda desenhada que saiu no aborrecido, porém vanguardista, Le Monde Diplomatique versão tuga? E estás a esquecer-te das participações nos jornais de grande tiragem?» Compas, tudo isso são adornos e adereços que servem para enriquecer a palavra pobre, arrastando a banda desenhada para uma condição subserviente, retirando-lhe a sua legitimidade enquanto género literário autónomo. Como se os mortos-vivos quisessem comer a carne aos vivos, arrastandoos para a sua condição cadavérica. 
A edição deste primeiro Pentângulo mostra que a vitalidade de um género literário passa pela sua renovação, por dar espaço à publicação da malta nova. Mas não se trata de editar os novos só porque são novos, mas principalmente porque têm um olhar sobre o mundo que é deste tempo. Isso percebe-se logo pelas bds do João Carola sobre a desconstrução estética do supermatismo e construtivismo russos ou as do Simão Simões e da Amanda Baeza que exploram a imagética do informe. Desta antologia saiu também o desdobrável «faça você mesmo o seu ditador», do Mathieu Fleury (...) Ah, e ainda levam com um bónus em forma de bd do Francisco Sousa Lobo! Quem diria que seriam os déclassés a abanar a chafarica provinciana dos literatos? Russo in A Batalha