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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Boring Europa ::: ESGOTADO!

 

primeiro volume nova colecção da Chili Com Carne, LowCCCost, dedicada a livros de viagens
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de Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins 
e Sílvia Rodrigues


em Espanha, Itália, Eslovénia, Sérvia, Áustria, Alemanha e França
8000 km / 15 dias


sobre a tour europeia da Chili Com Carne realizada entre 1 e 15 de Setembro 2010 nas cidades de Valência, Bolonha, Ljubjana, Pancevo, Graz, Berlim, Poitiers e Vigo.


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participações especiais de Karol Pyrcik, Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Simon Vuckovic, Vuk Palibrk, Christina Casnellie, Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz, e ainda com Gasper Rus, David Krancan, Matej de Cecco, Matej Lavrencic, Katie Woznicki, Letac, Boris Stanic e Johana Marcade nas comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo.


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banda sonora gratuita em linha: "A Grande Explosão" de Ghuna X via Phonotactics


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128 p. 23 x 16,5 cm impressas a azul escuro, capa impressa a branco sobre cartolina Dali bluemarine 285 gr com badanas; ISBN: 978-989-8363-11-4

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ESGOTADO
talvez ainda encontrem exemplares na Fábrica Features, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Tasca Mastai e Tinta nos Nervos.

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sobre o livro: a tournê europeia Spreading Chili Com Carne Sauce in Boring Europa tinha como objectivo principal divulgar o trabalho da Associação e dos seus artistas. Até pode parecer um acto desesperado de querer mostrar "à força" o nosso trabalho mas, desde sempre, a CCC trabalhou com projectos e autores estrangeiros – Mutate & Survive, Mike Diana, Greetings from Cartoonia, MASSIVE, Festival Crack, etc... O problema é que quase nunca vemos estes nossos amigos, dada a solidão imposta pela nossa posição periférica. Fomos dizer "olá" ao pessoal amigo! E aos que só comunicávamos por correio! E, claro, conhecer malta nova! Fomos percorrer 8000 Km de Europa em 15 dias oferecendo um pacote completo de cultura underground portuguesa a quem nos recebesse: concertos de R- e Ghuna X, festa animada com o unDJ MMMNNNRRRG, exposição de impressões e serigrafias, e, claro, uma enorme selecção de zines, livros e discos independentes. Em troca queríamos apenas simples alojamento, comida (se fosse possível à organização) e dinheiro das entradas para os espectáculos. Se os punks e metaleiros fazem isto porque não podemos fazer a mesma coisa com livros? Get in the van!


Decidimos chamar a coisa de boring, pelo sim pelo não, porque vivemos numa uniformização cultural capitalista à escala global - como tão bem ironiza Jakob Klemencic algures no livro - em que as identidades nacionais ficaram reduzidas a meia dúzia de artefactos rurais e rituais anacrónicos prontos para serem vampirizados pelos comportamentos fotográficos dos “turistas = terroristas”.


Desde o início pensámos que só podia ser bom editar um livro com os desenhos dos viajantes - um relato on the road das pessoas com quem nos cruzámos, das cidades e dos países que visitámos, etc... Era impossível de falhar: seis pessoas a desenhar, seis livros de esboços fundidos num livro "oficial". Pura ingenuidade! A excitação de conduzir, o esforço físico de alguns trajectos, a desistência da Sílvia Rodrigues, logo ao terceiro dia, e a falta de confiança em desenhar da maior parte dos participantes deixou-nos apenas com UM caderno de esboços da Ana Ribeiro. Todas as outras participações tiveram de ser feitas à posteriori, complicando com os prazos pessoais e profissionais de quem gozou estas férias diferentes. Juntámos textos, BDs, desenhos “acabados” bem como “esboços” da Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins e Sílvia Rodrigues; e bds de autores estrangeiros que relatam a recepção da nossa “caravana” - Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Vuk Palibrk e Christina Casnellie. Outros cederam-nos desenhos ou bds sobre viagens para enriquecer esta edição - Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz. Compilámos as melhores BDs-cadáver-esquisitos ou comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo - são bds feitas numa sessão com várias pessoas em que cada um desenha uma vinheta continuando o trabalho dos anteriores perdendo-se sempre o controlo do avanço da “estória”.
Em "Lissabon", a Karol Pyrcik ficou a tomar conta das gatas do Marcos e da Joana, e a fazer um diário gráfico sobre a sua estadia, contrapondo as nossas visões, mas fez batota e produziu umas divertidas ilustrações sobre futilidades lisboetas e quotidianas.
Criámos um inovador “Frankenstein comix” ou uma Babel impressa? Em breve teremos reacções a este livro. Esperamos ter surpresas exteriores tão agradáveis como as que tivemos quando chegávamos aos sítios durante a digressão. 


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Apoios (tour e livro): GRRR Program + Centro Cultural de Pancevo, IPJ, MMMNNNRRRG e Neurotitan

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Historial: Realização da tour Spreading Chili Sauce around Boring Europa (1-15 Set) ... Lançamento 27 de Março na MapDesign (Lisboa) e 2 de Abril na Feira do Jeco (10 anos dos Maus Hábitos) 2011 ... referência no Gabinete de Crise ... Cabaz Underground (sorteio dia 3 de Abril nos Maus Hábitos) ... reportagem na Câmara Clara (RTP2) ...


Feedback : 
reacções de viajantes aqui 
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I love tour books about la merde de la europa / jes we can Igor Hofbauer 
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O nome dificilmente poderia ser mais sugestivo e paradoxal (...) Porque, por mais quilómetros que façamos (...) o Velho Continente é cada vez mais um corpo uno. Ainda assim, o que vem dentro das páginas (...) é tudo menos entediante. Muitas ilustrações, desenhos e BD, uma forte componente gráfica e um sem-número de diálogos impróprios para gente sem sentido de humor. Tudo a duas só cores, azul e branco. Rotas & Destinos 
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(...) espécie de périplo autoreflexivo na forma mista de diário/ reportagem sobre uma viagem por uma Europa de movimentos independentes, que se transforma numa espécie de mini-manifesto (é algo pomposo, mas adequado) sobre modos de pensar a arte, a vida, o mundo. Destaque aqui para o importante trabalho de Marcos Farrajota, que, com todas as suas limitações formais, tem aqui um papel crucial ao unir as diferentes contribuições e preencher espaços em branco, destacando-se ainda o seu olhar sobre as várias contra-culturas que o grupo vai encontrando na viagem, entre a extrema empatia/ admiração e o desprezo ácido (o episódio de Berlim é particularmente elucidativo). Sem este fio condutor o livro seria uma amálgama de acasos individuais, e não faria grande sentido. JL 
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(...) é um livro que deve tanto à mítica Torre de Babel como às auto-estradas europeias, misturando várias línguas e registos tão diversos (...) Surpreendentemente, o resultado é tão coerente como são caóticos os dias aqui retratados. Mais do que uma colagem de histórias e fragmentos, Boring Europa é um livro de viagens, uma aventura em 8000 quilómetros de estrada e, sobretudo, um contributo relevante para se pensar a Europa e as suas relações internas. Agora que a ajuda entre países (mais ou menos forçada) anda na boca de toda a gente, seis pessoas e uma carrinha dizem mais sobre as vias possíveis para o encontro e sobre a capacidade de nos conhecermos para lá das fronteiras do que todas as directrizes da União Europeia. Sara Figueiredo Costa in Ler 
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Hace casi un año tuve la oportunidad de presenciar una de las exposiciones más atrevidas y frescas de ilustración y cómic de todo el tiempo que llevo dedicado al mundo gráfico y a la autoedición. Acostumbrado a una corrección profesional y buen rollista, que muchas veces rosa el aburrimiento y mojigatería, que encuentro habitualmente en la gráfica convencional -en la prensa, en la calle y en las estanterías de las librerías-, la expo-guerrilla del colectivo portugués Chili Com Carne resultó ser un contundente puñetazo visual e ideológico que demostraba, con la práctica, otras maneras de entender la ilustración y el quehacer visual. La exposición duro sólo dos días y era la primera parada en el tour Spreading Chili Sauce around Boring Europe que llevó a los CCC por España, Serbia, Austria, Francia, Italia, Eslovenia y Alemania, en 15 días y cuyo diario de viaje, publicado bajo el título Boring Europa, cuenta el cómo, cuando, cuanto y por qué recorrer alrededor de 8000 km con una furgo cargada de fanzines, y puede servir como guía de lo que es la autogestión cultural. Martin López in Bólido de Fuego 
... 
Quase todas as histórias tocam, portanto, aspectos autobiográficos, referentes aos acontecimentos destas visitas, mas ao mesmo tempo são também testemunho de variadíssimas práticas alternativas. Não apenas da cultura (música, artes visuais, festas, feiras) mas também das práticas propriamente ditas. Ou seja, da angariação de fundos, da organização de eventos, na forma como se gere um fundo de maneio, nos modos como se criam alternativas ao(s) mercado(s) convencional(ais), como se recebem os convidados, da cozinha à dormida, e sem esquecer aspectos de turismo (...) E além disso, as jantaradas e conversas em torno de cervejas e cigarros, que levam a discussões breves mas que apontam a interessantes tomadas de posição face aos estereótipos, expectativas e jogos de projecção que o encontro de “nacionalidades” forçosamente fornece. São muitos os pormenores estranhos e curiosos deste livro, deste a sua forma de organização, à “sinalização” que identifica as autorias, até ao tal orçamento ou custos da aventura, e os dados dos espaços visitados, que poderia até funcionar como convite à visita dos leitores (...) Pedro Moura in Ler BD 
...
Um livro on the road, desenhado durante e após o tour dos autores num registo quase sempre próximo do biográfico. Foram 8000 Km de Europa percorridos em 15 dias, a bordo de uma carrinha e com orçamento reduzido. Mais do que um pout-pourri colado à pressão do trabalho dos diferentes autores, existe nesta obra um vero fio condutor (no pun intended), graças a um excelente trabalho de editor. É também um importante testemunho da existência de alternativas: à edição, à distribuição, à venda, à performance, à BD, à música, à arte, ao entretenimento, à festa, à viagem, à estadia, à habitação, ao turismo, à amizade, ao conformismo. E paralelamente vai-se criando a evidência de que, enfastiante ou não, não existe uma mas sim várias Europas. Afinal, mais do que estereótipos nacionais, somos todos indivíduos. Bandas Desenhadas
 
Terminei o Boring Europa no Domingo, no intercidades, de regresso a Lisboa.
Apercebi-me que o livro ganhou, para mim uma dimensão meio "mítica" (à falta de melhor expressão...): era dos poucos que não tinha lido da Chili, mas dos primeiros que folheei (...) e me deram a conhecer a associação, ainda estava eu na faculdade ou no estágio para a ordem. Acho que não percebi bem do que tratava, na altura, mas nunca mais me esqueci da capa.
Quando vos conheci e percebi a premissa, fiquei imediatamente curioso, mas o facto de estar esgotado (...) foi atrasando a leitura do livro.
Gostei muito. Em certa medida, foi o livro perfeito para terminar 2024, principalmente porque me aponta caminhos para o futuro: fiquei fascinado com o "DJing" gráfico de que falas a uma dada altura (...). Relativamente ao registo diarístico, acho que fiquei rendido; tenho sempre pudor e alguma resistência a fazer auto-biografia, mas o livro aponta caminhos e métodos para o fazer de forma não-punheteira, expande mesmo a forma de tratar uma viagem sem ser a banalidade pequeno-burguesa do "olha este sítio onde estive". Não estava à espera que fosse isso à partida, claro, mas talvez apenas no tema, mas ver o mecanismo de construção do livro a funcionar desbloqueou qualquer coisa em mim a que me estou a tentar agarrar.
Enfim. Servem estas palavras soltas para dizer que achei um livro especial, talvez dos meus favoritos da Chili.
A.P.
 



 exemplos de páginas:

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

PEQUENO é BOM! Segunda Temporada! Com BERLIAC

Diz um antigo provérbio grego que as coisas boas vêm em doses pequenas. Foi com tal sabedoria em mente que a Chili Com Carne promoveu os encontros mensais PEQUENO é BOM! em tempos idos de 2010.

O objectivo era divulgar a edição independente junto do público português – essas “coisas pequenas” que circulam por aí, longe do olho público: zines, CD-R’s, k7’s, vinil, graphzines, livros de autor, etc…

Agora, queremos retomar o PEQUENO é BOM! para uma segunda temporada. Achamos que é saudável que artistas e público se encontrem num ambiente relaxado, fora dos grandes festivais e eventos não propícios a um tipo de conversa mais intimista.

A nossa primeira escolha é o Berliac-sensei (Playground, SADBØI, Seinen Crap), autor argentino, residente em Cracóvia, de neo-gekiga que todos os miúdos fixes querem conhecer.

A sua visita será no dia 11 de Outubro 2018, Quinta-Feira, às 19h na VALSA.





MAS... mas... mas... tivemos de gastar dinheiro para o trazer, claro. Não há almoços grátis nem BDs à pala! Então para pagar os custos da viagem e estadia deste autor será publicado um zine que compila três pequenas histórias em Português, publicadas na revista Vice, intitulado Lembras-te do Yang Yang?

Com tradução da Hetamoé, a tiragem será limitada a 30 exemplares. Serão assinados, numerados e personalizados pelo artista. Custará 10 Euros e servirá para garantir um lugar cativo nesse encontro com o artista.

Por fim, e é importante, referir que contamos com o apoio da Poets Hostel para alojar o Berliac. Gracias!

PS - e anos depois, uma resenha crítica de Ana Ribeiro no Banda Desenhadas... a única resenha creio...



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SMALL IS GOOD! Second season?? 

An old Greek proverb says that good things come in small packages. It was with such wisdom in mind that Chili Com Carne first promoted the monthly meetings SMALL IS GOOD! Back in 2010. Our goal was to make the art of self-publishing known to Portuguese audiences – those "small things" that circulate under the broader public radar: zines, CD-R's, k7's, vinyl, graphzines, etc…

Now, we want to bring back SMALL is GOOD! for a second season, in a collective financing model (we hate the word crowdfunding). The idea is that all interested parties donate 10 bucks to sponsor the trip of a foreign independent comics author to Portugal. In exchange, we guarantee your place in an encounter with the artist and a "small thing" produced by them for the occasion. Very nice deal!

We believe it’s healthy for artists and audiences to meet in a relaxed setting, away from the hustle and bustle of larger festivals and events... and it can happen in 2018, with your help!! Oh, and yes: our first choice is Berliac-sensei (Playground, SADBØI, Seinen Crap), the neo-gekiga author that all the cool kids want to meet. 

He'll visit us on 11th Ocober, 19h, at Valsa (Lisbon). 

Everyone who contributes will receive a zine compiling three short stories by Berliac, translated to Portuguese by Hetamoé.

Let's prove that SMALL is GOOD!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Gaijas Comix

No Graf de Barcelona encontramos a gaja do Meu Namorado Cavalo, que não assina os trabalhos numa anonimato bizarro em que a série de BD e autora são homónimas: Mi Novio Caballo. Lançava o seu segundo livro Aventuras en el Asteroide, 90 e tal páginas quadradas de alucinação naíf da autora e o seu namorado pelo mundo das traições, do mar e do espaço.
Se nos fanzines que já se tinha aqui escrito resultava bem devido à estranheza de um cavalo em situações rotineiras, quando a estranheza soma-se a mais bizarria, o cavalo perde tesão... Não deixa de ser admirável o esforço feito mas parece que é preciso mais garra para não parecer apenas tolo...

Mais poéticas são Klari Moreno e Andrea Ganuza Santafé com os seus zines / chapbooks. A primeira tem uma linha frágil ora para mostrar ambientes bucólicos como Origen, nudo y origen (La Malvada; 2015) como para manifestar Relacionarse muy duro (La Malvada; 2016). Roça o freak mas tem boa pinta. A segunda é mais vulgar no traço e na exibição, aliás o seu fanzine chama-se Puta Mierda (Morboso y Mohoso; 2015) por alguma razão... Conta autobiografias, masturbações e mistura desenho e fotografia para tudo ser mais realista. É uma sem-vergonha! Como é sabido por todos, as espanholas são umas badalhocas!

Não conhecia a Conundrum do Canadá, casa editorial de autores como Chi Hoi, Igor Hofbauer (Prison Stories), David Collier ou Richard Suicide (ver Mutate & Survive) e uma centena de canadianas como Elisabeth Belliveau ou Kat Verhoeven. O livro One year in America da primeira autora deixa-me frio mesmo que seja um diário de um ano da vida da autora ou é porque ela desenha como uma sopeira ou porque é "arte contemporânea", tanto faz... Towerkind é mais funcional e ganha logo o coração devido ao reduzido formato do livro - um fofinho A6! Infelizmente um bom princípio que daria para uma grande história - um "guetho" em Toronto com milhares de emigrantes que falam 150 línguas diferentes - não vai longe. Verhoeven faz homenagem ao sítio mas parece que nunca entrou numa casa de um emigrante ou que tenha convivido com alguém de lá. Parece antes uma exploração da miséria com pitadas de "realismo mágico" que está tanto na berra no mundo hipster da BD...

Aporia (2015) de Sallim é um zine desta música e artista que publica uma BD que se confunde com Poesia visual e vice-versa, de desenhos e escrita simples para quem curte de crise existencial juvenil. Há de lhe passar mas espero que faça mais "coisas" destas num futuro qualquer, seria muito interessante ver mais evoluções desta autora, que também tem uma série de títulos com colagens...

Parece que "zine" para as novas gerações significa "chap book" ou "livrinho" ou "livro de autor". O conceito de serialização passa ao lado, e mais ainda o zine enquanto esforço colectivo. O individualismo impera para o melhor e para o pior porque quando se lança numa publicação a solo, tudo o que é bom ou mau virá ao de cima sem perdão ou hipótese de camuflar entre mais outras páginas de outros autores. Da Joana Teixeira e da Joana Éfe espera-se mais de Viúva (2015) e Starman (2016) respectivamente. No primeiro caso porque espera-se a continuação de algo que sabe a pouco e no segundo porque nem se sabe se há continuação sequer... No lado oposto está a "nossa" Sofia Neto que com Down Below e Eco (Mundo Fantasma; 2015-16) prova que tem tudo para ser ou uma grande autora de BD comercial ou uma grande autora de BD ponto final. Down Below aliás parece uma metáfora para essa dúvida inútil se deve ser "underground" ou não, quando se assiste o "avatar" da autora trabalha como inspectora de sedes marítimas abaixo do nível do mar a ser enganada... Hum... Eco é um "slice-of-neo-gótico" impresso a branco sobre papel negro confirmando o que já se sabia, que a produção gráfica da Mundo Fantasma é para além do excelente.

Por fim, para desenjoar de todos estes monográficos solipsistas eis o regresso de Durty Kat, o número 10, da Camarada Ana Ribeiro que faz com as interrupções da vida este fanzine desde os finais dos anos 90. Prova que fazer zines não é um estágio de emprego mas um modo de vida. Talvez seja o zine mais imperfeito de todos aqui relatados mas é aquele que me dá mais prazer ler e ânsia ao receber por correio, especialmente quando este número é dedicado a delírios religiosos - justificando assim a inesperada participação de Francisco Sousa Lobo. O Durtykat deixou de ser um "perzine" de Ribeiro para abrir portas a mais colaboradores e tem uma saudável fórmula de misturar poesia, desenho, BD e fotografia. Caguei, chamem-me de velho...

sábado, 17 de novembro de 2012

ccc@xjazz


A Associação Chili Com Carne, quer como colectivo de autores quer como editora, tem feito incursões à “auto-biografia” e à “reportagem” em formato de BD, daí que tenha proposto seguir de (muito) perto as vivências nos eventos do XJAZZ até ao final do ano. Sem alergias às novas tecnologias, ainda assim prefere-se que estas “BDs reportagem” possam ser disseminadas em papel impresso, até hoje o mais fiel suporte físico de informação que a Humanidade conheceu. A cada evento um novo autor de BD observa os acontecimentos para os relatar nas folhas da revista Jazz.pt, entretanto extinta, e (espera-se ainda) em jornais regionais correspondentes dos concelhos onde decorreram os eventos. Alguns esboços e rascunhos poderão aparecer no site da XJAZZ - como se fossem “extras” de um DVD. Para 2013 prevê-se compilar tudo num livro acrescido de novas BDs de histórias mais pessoais que os autores se lembrem durante as suas estadias nas belas Aldeias do Xisto.

Eis, um mapa dos nossos autores a seguirem os eventos do XJAZZ:
- Marcos Farrajota e Joana Pires - 27 Maio - concerto Ingebrigt Håker Flaten, Vila Cova do Alva
- Jucifer - 1 Junho - workshop O Jazz é fixe, Góis e Lousã
- Ana Ribeiro - 14 Julho - concerto de Vânia Fernandes e Júlio Resende, Cerdeira
- David Campos - 28 Julho - concerto Tora Tora Big Band, Miranda do Corvo
- Ana Menezes - 3 e 4 Agosto - concertos João Camões com Kátia Sá e José Peixoto com António Quintino, Gondramaz
- André Coelho - 14-18 Agosto - Residência Artística com Evan Parker, Pedrógão Pequeno
- Daniel Lopes - 20 Outubro - concerto Luís Vicente Trio "Outeiro", Aldeia das Dez
- Filipe Abranches  - 17 Novembro - concerto Daniel Levin (violoncelo) e o Rob Brown (saxofone), Aldeia da Figueira

terça-feira, 15 de março de 2011

Restos mortais do livro "Boring Europa" (lançamento dia 27)

é Oficial e Finalmente!
vai ser lançado o livro Boring Europa, resultado dos "diários de viagem" dos participantes da Tour europeia da Chili Com Carne realizada em Setembro do ano passado. o lançamento está previsto em duas datas (não conseguimos deixar o jargão roqueiro on the the road!), uma em Lisboa e outra no Porto.
Em Lisboa será na MapDesign, nova galeria de Arte Urbana, dia 27 de Março, às 17h com a presença de autores da Chili Com Carne, boa música e copos. este lançamento insere-se no âmbito da exposição de diários gráficos Os Desenhos e as Suas Viagens (com Eduardo Salavisa entre outros) que estará patente na galeria entre 17 e 31 de Março.
No Porto, será lançado no dia 2 de Abril na Feira do Jeco que está inserida nas comemorações dos 10 anos do espaço Maus Hábitos.
ambas iniciativas terão a presença do infame CABAZ UNDERGROUND (na realidade um tupperware) cheio de recuerdos da tour que será oferecido com vendas de rifas! Para breve informações sobre este "cabaz".
Pimba!
...
deixamos algumas imagens que não entraram no livro. esboços de Marcos Farrajota e Ana Ribeiro, um gozo do esloveno Jakob Klemencic, uma ilustração da alemã Karolina Pyrcik (sobre as drogas que não se devem comprar na baixa lisboeta) e umas fotos de uma casa abandonada em Pancevo com desenhos de pessoal da cena da bd sérvia - aliás, a ideia que o livro iria ter uma secção "street art" das cidades que passamos foi abandonada assim que o livro começou a engrossar... bem, depois vocês poderão ver prá semana!



ah! e este será o primeiro volume de uma nova colecção de livros de viagens da CCC. a colecção chama-se LowCCCost e a próxima pagagem é Guiné e Senegal!

sábado, 23 de outubro de 2010

Imprensa Freak (2)


A redação do jornal alemão Jungle World esteve em Portugal (que como todos sabem resume-se a Lisboa, Porto e Fátima) e fez um apanhado dos nossos temas contemporâneos. Mas para estarmos aqui a falar deste periódico maroto de esquerda? Por duas simples razões:
1) foi dada exposição à ilustração/bd portuguesa e à Chili Com Carne nas suas páginas. Conhecemo-nos em Berlim durante a tournê da CCC e rapidamente perceberam a importância do nosso trabalho, daí que nas páginas centrais publicaram bd's de Filipe Abranches, Marco Mendes e Ana Biscaia (autores que já publicámos em antologias) e ilustrações de Ana Ribeiro, David Campos, José Feitor, Ricardo Martins e Ana Menezes.
Mas mais importante: 2) foi o único jornal no mundo (!) que tratou do fecho e destruição da casa ocupada lisboeta SPCC. Apesar da Chili Com Carne ter enviado e-mails para a sua lista de contacto de imprensa (que não é de desprezar, diga-se) não houve nenhum interesse da parte dos meios de comunicação ou dos jornalistas - até a nível pessoal - pelo assunto.
Ambos assuntos mostram a total ignorância e falta de interesse pela cultura alternativa da parte dos meios de comunicação que cada vez mais agem como animais domésticos. Dóceis e desinteressados para tudo que seja fora da casa e do quintal, aliás, um gato ou peixinho dourado não sabe ler os e-mails ou as facturas da EDP dos donos. Um dia quantos os donos são expulsos de casa com uma mão à frente e outra atrás, ou um dia sem dinheiro para ração, lá vão eles pró meio da rua ou pela sanita abaixo! Um gato ou um piriquito ainda se safam... um jornalista precisará de uma casa para dormir! Infelizmente será tarde demais, para encontrarem ou montarem uma casa ocupada porque não ligaram aos e-mails da CCC. É um final de estória triste, terão de dormir com os papeis do jornal que os abandonou...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Imprensa Freak (1)


Em Portugal, a impressa especializada ou generalista, ignorou o projecto inédito da Tour Europeia da CCC, noutros países não, como num jornal sérvio (não sabemos o nome, os caracteres cirílicos não ajudam...). O sorriso-pasta-dentrífico da Crew CCC não é assim tão farçolas, em Pancevo fomos mesmo muito bem recebidos!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Erinnerungen an die Tour in Berlin



CHILI COM CARNE TOUR 2010
Guerilla Art Project*

mit aktuellen Arbeiten von

João Chambel | Marco Moreira | Mike Diana (USA) | Stevz (Brazil) | Tommi
Musturi (Finland) | Pedro Zamith | Jakob Klemencic (Slovenia) | MP5
(Italy) | Nevada Hill (USA) | Igor Hofbauer (Croatia) | Filipe Abranches
| Alberto Corradi (Italy) | Miguel Carneiro | Luís Henriques | Joana
Bragança | José Feitor | Gianluca Constantini (Italy) | Bruno Borges |
Marco Mendes | Jucifer | João Maio Pinto | Rafael Gouveia | Christopher
Webster (UK) | Claudio Parentela (Italy) | Pedro Brito | Jorge Coelho |
u.v.m.

Die portugiesische Künstlervereinigung CHILI COM CARNE ist ein
nichtkommerzieller Zusammenschluss junger internationaler Künstler, der
auf der spontanen und freiwilligen Zusammenarbeit der Mitglieder
basiert. Seit der Gründung im Jahr 1995 hat CHILI COM CARNE bereits
vielfältige Kunstaktionen, Ausstellungen und Publikationen umgesetzt und
geht in diesem Jahr erstmals auf Europatournee.

Das Hauptanliegen dieser Tour ist es, das seit jeher international
angelegte Projekt CHILI COM CARNE und die Arbeiten der Mitglieder, zu
denen auch Szenegrößen wie der Finne Tommi Musturi oder der Amerikaner
Mike Diana gehören, ausserhalb Portugals bekannt zu machen.

Unter der Fragestellung - Was ist eigentlich dieses langweilige Europa?
In dem nationale Identitäten zu ländlichen Artefakten und
anachronistischen Ritualen reduziert werden, um die vampiresque
Fotografilie unaufrichtiger Touristen zu befriedigen - begibt sich CHILI
COM CARNE auf eine 15-tägige Tournee um der Einsamkeit am westlichen
Rande Europas zu entfliehen und um Freunde zu treffen.

*Tourdaten Berlin*
08.09. - 11.09.2010 Ausstellung, Comic- und Buchverkauf
10.09.2010 Konzert "Coal Oven"
11.09.2010 Konzert R- und Ghuna X, danach Party mit DJ MMMNNNRRRG


alle Veranstaltungen finden statt im
*Alten Finanzamt Berlin
Schönstedtstraße 7, EG
12043 Berlin*
U7 Rathaus Neukölln (Ausgang Schönstedtstraße)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Escapes...

Apesar da chachada do pseudo-consciente, valeu a pena - e só isso é que foi positivo - conhecer a criatura que fez um zine de pornochachada. Soft Porn Coloring Book (ed. de autor anónimo, Jun'10) é um zine A4 impresso em papel reciclado e cozido de imagens pornográficas bastante explícitas que tem aqueles números para sabermos que cor havemos de pintar por cima da área que representam os números. Curiosamente as cores que servem de guia no ínicio do zine não parecem bater bem com o "tom naturalista" do desenho... mas francamente quem irá fazer isso? Já ninguém é puto quando adquirir neste pedaço de depravação e desatar a pintar.
A ideia não é "nova" - ver o Cunt Coloring Book - nem tem o esforço artístico sofisticado de Porno-Tapados (já que estamos a tratar de humor na pornografia) mas resulta como uma boa piada. Na treta do evento onde estivemos foi mesmo bom para esvaziar... as mágoas!
Ao que parece, a criatura anónima deste trabalho deverá participar na próxima Feira Laica. 
...
Nos 10 anos da MMMNNNRRRG Ana Ribeiro lançou dois novos zines I´m open but I follow my heart e Mix + Remix ou à espera do bus na lua ou como Aristóteles me lixou, quebrando a tradição do Durty Cat, título de Ribeiro de sempre (2001-06). Apesar da quebra nominal, mantêm-se as mesmas características: zines de bd em A5, impresso em papeis coloridos (amarelo e castanho, respectivamente), bd's de Ribeiro com um desenho naíf, narração confusa que mistura possíveis auto-biografias com ficções sociais, "anti-design" ou design DIY (zine à mão, cola e tesoura), tudo um bocado "fora de controle" em que nunca sabemos se estamos a ler bd's curtas ou uma longa... Um escape emocional em cada página? Talvez...

domingo, 30 de setembro de 2007

ccc@mostrajovem


A CCC participou neste evento realizando a parte gráfica (cartaz de Jucifer), a edição do jornal Cascais Submerso (imagem da direita) - uma publicação oficial do evento -, e com uma Feira de zines e edições independentes no "Mercado Verde" do evento que decorreu no Sábado e no Domingo entre as 15h e as 21h.
O jornal é totalmente ilustrado pelos nossos associados Ana Ribeiro, José Feitor, Jucifer, Rita Braga, Pedro Brito, Rui Cardoso, André Lemos, Lucas Almeida e unDJ GoldenShower. Afonso Cortez assina também um interessante texto sobre a "pirataria na música".
A distribuição foi gratuita durante a Mostra Jovem 2007. Ainda temos alguns exemplares, se estiver interessado contacte-nos. Uma versão PDF está disponível para download no sitío oficial do evento. Entretanto deixamos aqui o nosso "editorial":


Publish or Perish

Há uma estranha tradição de edição alternativa em Cascais. Essa tradição tem tanta história como a de Lisboa, Porto ou Caldas da Rainha e, diga-se de passagem, é ignorada por quase todos, burocratas ou não. Só para começar o título deste texto era de um zine produzido em Cascais. O que é um zine? Para explicar tenho de explicar o que é um fanzine…

Os fanzines são publicações amadoras feitas pela equação “liberdade total versus restrições económicas”. Circulam à margem da distribuição normal das publicações oficiais, ou seja, longe do quiosque e das livrarias. Geralmente quanto melhores condições económicas um editor tiver (por exemplo, através da publicidade) menos liberdade ele terá - uma empresa ou uma instituição não gosta de ficar associada a uma publicação que tenha uma BD de vexo e siolência à discrição. Também se considera que os fanzines são publicações especializadas em temas, daí a conjunção das palavras: “fan” (fã) e “magazine” (revista). Assim são os primeiros fanzines, nos anos 30, que versam sobre ficção científica. Desde os anos 70, que o “fã” tem sido abandonado do "fanzine". O aparecimento da estética “Do It Yourself” do movimento Punk aliado ao acesso às fotocopiadoras, fez com que as pessoas começassem a tratar de assuntos mais pessoais e que não poderiam ser associados à ideia de ser “fã” de seja o que for, por isso à palavra "fanzine" caiu o "fan" ficando simplesmente "zine". Existe ainda outra designação na terminologia do mundo dos zines. Trata-se de "prozine" que é um zine que, como o prefixo "pro" indica, é de qualidade gráfica superior. É um zine que se aproxima mais, como objecto editorial, do livro e/ou da revista. Todos nós somos potenciais “editores” como se provou recentemente com a explosão dos blogues.

Agora que já sabem isto, aqui vai uma lista de títulos feitos em Cascais desde os anos 90 – não que isso vá contribuir para a vossa alegria mas apeteceu-me mencioná-los: "Revolta", "Ezequiel", "1984", "Anatopia", "Ah!zine", "Betray", "DNA", "Global Riot", "Hrih", "Nuclear Mosh Zine", "Outrage", "Trips a Moda do Porto", quase todos estes ligados à cena Punk / Hardcore / Vegan / Okupa; "Outgrow", "Safety Zone", "Reflections", "Vindos do Inferno", vários títulos editados por Afonso Cortez em desajuste crítico com os anteriores; "Hieróglifos" e "alguns slides", ligados à literatura e ao escritor Rafael Dionísio; o "Resina" dedicado às questões da Arte; "Vardogr", "Aqui no canto" (de João Rubim); "Tralha Perdida" (onde participou Crizzze); e "JP Comix", ligados à BD e ilustração (os dois últimos, infectados dos vários zines feitos nos cursos de "Iniciação à Linguagem da BD" ministrados em Cascais); e ainda, alguns números de "Dead Doll House" (Arte) e "Carneiro Mal Morto" (BD) ambos de Rafael Gouveia que também tiveram morada neste concelho.

Ligações editoriais à BD há muitas! Cascais é residência da única publicação sobre BD em Portugal ("Jornal da BD"), foi também dos "Cadernos de Banda Desenhada" (prozine dedicado aos clássicos da bd) e claro do "Mesinha de Cabeceira" (e títulos vizinhos: "Meseira de Cabecinha", "Mercantologia", "My Precious Things") que para o mês que vem faz 15 anos de existência. Foi também aqui que a Associação Chili Com Carne foi criada, a única associação dedicada à BD alternativa em Portugal, que editou projectos inéditos como a antologia internacional "Mutate & Survive" e que actualmente acolhe nas suas fileiras as melhores editoras do género: MMMNNNRRRG (com o lema “só para gente bruta” também de Cascais), El Pep (editora vizinha, de Oeiras), Opuntia Books (de André Lemos) e a Imprensa Canalha (de José Feitor).

Por falar em Oeiras, de lá pode-se ainda apontar os zines "Vermental", "Gritante" (ambos de João Cunha), "Bactéria" e "Killer Season Fanzaíne" (que veio dar na El Pep)... mas não me quero esticar. Este texto serve como um primeiro testemunho de História da Edição Alternativa do concelho e para validar este jornal enquanto objecto editorial num espaço próprio. O jornal foi feito de sinergias entre várias associações juvenis do concelho e pretende ser mais do que um mero espelho da programação da Mostra Jovem e do tema escolhido para a edição deste ano, "Cascais Submerso". Para além de reflectir temas ecológicos – uma preocupação que esperamos não seja apenas uma moda – este jornal também trata de questões de cultura que passam pela paisagem suburbana, o Graffiti, “pirataria” (palavra feia atribuída pela desesperada indústria fonográfica), consumismo, novos desportos, ficção científica… tudo devidamente ilustrado pelos nossos sócios. - Marcos Farrajota

sábado, 20 de dezembro de 2003

A carne #0 ; Durtykat #7

Miguel Tavares, Ana Ribeiro; Out'03

Dois mini-zines no formato A7 ambos misturando literatura, imagem e bd. O primeiro é de autoria de Miguel Tavares e da Ana Ribeiro (namorados? hum...), o segundo começado pela Ana Ribeiro há alguns anos. Desde já destaco a boa apresentação e cuidado gráfico dos projectos. Apesar d'A Carne ser o novato nos mundo dos zines e o Durtykat ser o mais velho será este último que está a perder a personalidade. É uma pena, fica-se com a sensação que o Durty está a amolecer em parte devido às várias participações de outros autores, acho que o Durty devia ser só da Ana Ribeiro e sem a participação de mais ninguém mas sim é verdade que posso estar enganado bla bla bla bla bla... N'A Carne é de referir as tiras (humorísticas) de bd minimalistas e de muito non-sense que tem algum interesse pois são as que se apresentam com mais corpo e coerência no meio de muitos disparos para muitos lados. Para número zero está bom!

a_carne@hotmail.com | anabd40@hotmail.com